sábado, 5 de fevereiro de 2011

A SEMANA NO CINEMA

As bilhererias, brasileiras e americanas; O Festival de Berlim vem aí, com seus ursos de ouro e Win Wenders; já em Cannes, o destaque fica com o novo filme de Woody Allen com a primeira dama francesa; a Warner escolhe ator de "The Tudors" para ser o novo Superman das telonas, e Chris Nolan, que vai produzir, diz que as filmagens do novo Batman, que vai dirigir, começam em maio.

É a Semana no Cinema, que você confere agora:


TOP 10 BILHETERIAS - BRASIL
01. CAÇA ÀS BRUXAS
02. O TURISTA
03. ENROLADOS
04. ZÉ COLMEIA - O FILME
05. DE PERNAS PRO AR (2010)
06. AS VIAGENS DE GULLIVER (2010)
07. AMOR E OUTRAS DROGAS
08. AS AVENTURAS DE SAMMY
09. ALÉM DA VIDA
10. ENTRANDO NUMA FRIA MAIOR AINDA COM A FAMÍLIA

TOP 10 BILHETERIAS - EUA
01. O RITUAL
02. SEXO SEM COMPROMISSO
03. ASSASSINO A PREÇO FIXO (2011)
04. O BESOURO VERDE
05. O DISCURSO DO REI
06. BRAVURA INDÔMITA (2010)
07. O DILEMA
08. CISNE NEGRO
09. O VENCEDOR (2010)
10. ZÉ COLMEIA - O FILME


BARBRA STREISAND FARÁ COMÉDIA COM SETH ROGEN

A Diva, cantora e atriz Barbra Streisand irá fazer uma comédia com Seth Rogen, revela o site Hollywood Reporter.

No longa, chamado "My Mother's Curse", a dupla do barulho irá interpretar mãe e filho.

AP/Efe - Montagem: Cláudio NóvoaBarbra Streisand e Seth Rogen: mãe e filho em nova comédia

A história mostrará uma viagem de um inventor, que atravessa o país tentando vender sua nova descoberta.

Ele leva a mãe nessa jornada para tentar a reconciliação dela com um antigo amor.

A produção será dirigida por Anne Fletcher, de "A Proposta" e "Vestida para Casar".

Só pra lembrar: faltam dias para a estreia de "Besouro Verde", com Seth Rogen.


SUPERMAN: SEGUNDO A WARNER, AGORA VAI!

No sábado passado, disse aqui que, "segundo a versão digital do "Los Angeles Times", O ator Joe Manganiello, 34, deve ser o próximo Superman no cinema".

Não vai ser: o ator britânico Henry Cavill, conhecido por seu papel na série "The Tudors" - numa das cenas mostrou sua bela bundinha - interpretará Clark Kent no novo filme do Super-Homem produzido pela Warner Bros., anunciou neste domingo (30) o estúdio em comunicado.

O ator de 27 anos será responsável para fazer renascer das cinzas o super-herói mais famoso do mundo no filme do Zack Snyder - diretor de outros filmes baseados em histórias em quadrinhos como "300" e "Watchmen - O Filme" - e que deverá se chamar "Superman: The Man of Steel".

"É a escolha perfeita para vestir a capa e o escudo com o S",
disse Snyder no comunicado.

O diretor assegurou que é "uma honra fazer parte" do retorno do Super-Homem ao cinema, e que o super é o "personagem mais reconhecido e reverenciado de todos os tempos".

O filme contará com o roteirista de "Batman Begins", David S. Goyer, que desenvolverá a história junto com Christopher Nolan, o diretor e roteirista de "A Origem" (2010) e da atual saga do morcego.

Montagem: Cláudio Nóvoa / Divulgação: "The Tudors"Henry Cavill já como o Super, e mostrando a bundinha na TV

É a Warner/DC Comics correndo atrás para colocar em evidência seu mais importante herói, depois do fiasco de "Superman Returns" (2006), dirigido por Bryan Singer que, definitivamente, não soube captar a essência da personagem - enquanto isso, nas telonas, os heróis da concorrente Marvel continuam nadando de braçada.

Cavill, que atuou no filme "Stardust - O Mistério da Estrela" (2007), acaba de rodar o filme de ação "The Cold Light of Day" e ainda vai estrear "Immortals".

Bunito ele é!

FILMAGENS DO NOVO BATMAN COMEÇAM EM MAIO

O diretor Christopher Nolan falou sobre o terceiro longa do Batman sob sua batuta, após receber um prêmio no domingo (30), no Santa Barbara International Film Festival.

Segundo o site Coming Soon, ele declarou: "David Goyer e eu trabalhamos nisso [no roteiro] por um bom tempo. Estamos a doze semanas das filmagens. Começaremos em maio".

Outra pergunta foi sobre o motivo de fazer um terceiro longa do Homem-Morcego e a resposta foi: "Tínhamos que finalizar a história".

Relembre o filme anterior da saga, "Batman - o Cavaleiro das Trevas (2008):


Nolan não contou mais novidades, e também não esclareceu se Anne Hathaway aparecerá como Mulher-Gato ou apenas como Selina Kyle, o alterego da vilã.

Ainda nessa semana, Wally Pfister, diretor e fotografia do longa, disse que já leu o roteiro há algumas semanas e falou:
"Simples e direto: ele [Nolan] conseguiu de novo. O roteiro é fenomenal. Ele ainda está no processo de fazer cortes, porque é muito longo, mas é fenomenal".

Pfister contou ainda que Nolan pediu que ele assistisse novamente "Batman Begins" e "Batman - O Cavaleiro das Trevas" para refrescar a memória.
"Quando vi estes dois longas, já tinha lido o roteiro de "The Dark Knight Rises" e falei para ele: ´cara, é uma trilogia perfeita´".

"The Dark Knight Rises"
tem direção de Nolan, Christian Bale é novamente Batman/Bruce Wayne, Michael Caine revive seu mordomo Alfred, Gary Oldman volta no papel de comissário Gordon, Morgan Freeman retorna como Lucius Fox, Tom Hardy será Bane e Anne Hathaway é Selina Kyle.

A estreia mundial será em 22 de julho de 2012.


FESTIVAL DE BERLIM PRETENDE MOSTRAR QUE 3D E ARTE COMBINAM

O Festival Internacional de Cinema de Berlim terá três filmes em 3D este ano, anunciou seu diretor, Dieter Kosslick, explorando o potencial artístico do 3D após seu sucesso recente em blockbusters de Hollywood.

A 61ª edição do Festival de Berlim será menor, mas mais ousada que a do ano passado, disse Kosslick: a competição principal terá um filme animado em 3D e três trabalhos que farão suas estreias em Berlim.

O evento terá a première mundial do filme em 3D de Wim Wenders sobre a legendária coreógrafa Pina Bausch, além da première europeia de "Cave of Forgotten Dreams", de Werner Herzog, sobre pinturas pré-históricas francesas.

Divulgação

"Pina", de Win Wenders

"Haverá vários cineastas novos, várias diretoras mulheres, e também novidades técnicas nunca antes mostradas na Berlinale",
disse Kosslick, chamando a atenção para o fato de que os três filmes em 3D serão exibidos no primeiro domingo do festival.
"Estes três filmes comprovam que realmente é possível brincar com o 3D em filmes de arte."

Filmes de Hollywood em 3D, como o sucesso de ficção científica "Avatar", "Alice no País das Maravilhas" e "Toy Story 3" encontraram receptividade enorme nas bilheterias mundiais nos últimos anos, mas o 3D ainda não ganhou espaço entre os criadores de filmes de arte.

Um dos filmes que farão sua estreia na Berlinale é o primeiro trabalho dirigido pelo ator britânico Ralph Fiennes, "Coriolanus".

A adaptação da peça de Shakespeare é estrelada pelo próprio Fiennes, indicado ao Oscar por suas atuações em "O Paciente Inglês" (1996) e "A Lista de Schindler" (1993).

Outra estreia em Berlim será "Margin Call", thriller americano com os atores Kevin Spacey e Demi Moore que mostra um período de 24 horas no início da crise financeira em um banco de investimentos inspirado no banco Lehman Brothers.

Confira entrevista com o elenco de "Margin Call", no último Festival de Sundance:

"Quisemos dar destaque a pessoas novas e não apenas apostar em nomes seguros", disse Kosslick.

Este ano o festival acontecerá entre 10 e 20 de fevereiro - a cerimônia de premiação será em 19 de fevereiro.


E POR FALAR EM FESTIVAL DE BERLIM...

Os organizadores do Festival de Berlim exibiram nesta segunda-feira (31) o troféu do festival deste ano.

Tobias Schwarz/ReutersQuatro Ursos de Ouro, que serão entregues a vencedores do Festival de Berlim 2011

Os tradicionais Ursos de Ouro, que serão dados aos vencedores do festival, foram apresentados na fundição Noack, onde são fabricados.


NOVO FILME DE WOODY ALLEN VAI ABRIR FESTIVAL DE CANNES

A nova comédia romântica de Woody Allen - "Midnight in Paris", que inclui uma ponta da primeira-dama francesa - vai abrir o Festival de Cinema de Cannes deste ano, anunciaram os organizadores do festival na quarta-feira - a informação é da Reuters.

O filme é o mais recente em uma série de trabalhos do diretor nova-iorquino rodados na Europa, incluindo "Match Point", em Londres, e "Vicky Cristina Barcelona", rodado na cidade catalã.

"Midnight in Paris" tem um elenco recheado de astros, entre eles os atores de Hollywood Owen Wilson e Adrian Brody, além de astros franceses como Marion Cotillard, o comediante Gad Elmaleh e a atriz em ascensão Lea Seydoux, mas o nome do elenco que mais chama a atenção - pelo menos na França - é o de Carla Bruni-Sarkozy, que era cantora conhecida e ex-modelo antes de tornar-se a esposa do presidente francês Nicolas Sarkozy - ela faz uma ponta pequena no filme, sem dizer nada.

Getty ImagesWoody Allen dirige Carla Bruni em Paris

"Midnight in Paris" será exibido em Cannes em 11 de maio, na noite do tapete vermelho que abrirá a 64a edição do festival de cinema, e simultaneamente será lançado em 400 cinemas da França - o Festival de Cannes acontecerá entre 11 e 22 de maio.

JAMES FRANCO VAI DAR "FESTA SECRETA" APÓS APRESENTAR E CONCORRER NO OSCAR

James Franco, 32, vai dar uma festa "secreta" após a cerimônis de premiação do Oscar, no próximo dia 27.

O ator, que também está indicado ao prêmio pelo filme "127 Horas", vai promover o evento em um bar do qual será sócio.

Bob D'Amico/ABC

James Franco e Anne Hathaway, que vão apresentar a cerimônia do Oscar, no próximo dia 27

"É em um local secreto. E isso é o que eu estava querendo, porque vou cantar lá", prometeu Franco no programa canadense "etalk".

Segundo ele, outro motivo para tanto segredo é o espaço.

"Não cabe todo mundo que estiver no Baile do Governador [festa tradicional que reúne celebridades depois da premiação]", afirmou.

Franco será um dos mestres de cerimônia do Oscar, ao lado da atriz Anne Hathaway.


HUGH JACKMAN SEGUE DIETA DE SEIS MIL CALORIAS PARA O NOVO "WOLVERINE"


Hugh Jackman disse à Agência EFE nessa semana que já iniciou a preparação para novamente viver a personagem de histórias em quadrinhos "Wolverine" nas telonas.

Para isso, segue uma dieta de 6 mil calorias diárias, além de praticar várias horas de atividades físicas.

Em entrevista publicada nesta terça-feira (1) pelo site do jornal "Los Angeles Times", ele explica que o diretor do novo filme, Darren Aronofsky, de "Cisne Negro" -, lhe pediu que ganhasse peso para ficar mais forte que em "X-Men Origens: Wolverine" (2009), de Gavin Hood.

Jackman assegura que atualmente pesa 95 quilos, enquanto na época do filme pesava 86 quilos.

Relembre cenas de "X-Men Origens: Wolverine"(2009):


Segundo Aronosfky, o personagem da história em quadrinhos é poderoso e mais baixo e forte do que Jackman.

"Ele me disse que queria isso, que eu estivesse mais forte. Sempre penso em Mike Tyson quando apareceu pela primeira vez. Wolverine será como um bulldog. Quero que seja exatamente assim", declarou o ator.

O roteiro do novo filme é de Christopher McQuarrie - de "Os Suspeitos" - e se baseia em "Wolverine Vol. 1", HQ escrita por Chris Claremont e ilustrada por Frank Miller, que relata a viagem do protagonista ao Japão, onde ele encontra o amor de sua vida, Mariko Yashida, a filha de um criminoso.

A atriz que viverá Mariko ainda não foi escolhida.

PANAHI SEGUE PRESO, E FILHA RETORNA À FRANÇA

A filha do cineasta iraniano Jafar Panahi, condenado a seis anos de prisão, viajou para a França a pedido de seus pais, disse nesta terça-feira o diretor da Cinemateca Francesa, Serge Toubiana, à France Presse, durante uma manifestação de apoio ao realizador.

"Sua filha de 21 anos encontra-se atualmente entre nós, seu pai pediu a ela que viajasse para não servir de refém", declarou Toubiana.

Getty Images

O Cineasta preso pela ditadura iraniana

A Cinemateca Francesa projetará durante todo o mês de fevereiro os filmes de Panahi, e a renda dos bilhetes será entregue à família.

Panahi apresentou uma apelação para sua prisão e à proibição de trabalhar durante 20 anos, e agora espera a resposta da Justiça iraniana.



CAPA DA "VANITY FAIR" DE FEVEREIRO É SOBRE O OSCAR

Fotografada por Norman Jean Roy para o "Hollywood 17th Annual Cover Edition", a revista "Vanity Fair" voltou-se para o básico: sem adolescentes, sem pinguins, sem nudez, apenas os atores e atrizes mais comentados do momento.

Ancorando o painel frontal, estão os co-anfitriões do Oscar Anne Hathaway e James Franco - também candidato a melhor ator -, juntamente com Ryan Reynolds e Jake Gyllenhaal.

Os dois painéis dentro da edição trazem mais 11 estrelas, desde os recém-chegados candidatos Jesse Eisenberg e Jennifer Lawrence, a Anthony Mackie, Olivia Wilde, Mila Kunis, Joseph Gordon-Levitt, Andrew Garfield, Rashida Jones, Garrett Hedlund, e Robert Duvall.

Divulgação Vanity Fair

A capa de fevereiro da revista

A capa foi fotografada em Los Angeles e Nova York ao longo de dois dias, e você pode conferir como foi feito esse trabalho no vídeo exclusivo abaixo:



CLASSICO DO TERROR, "CEMITÉRIO MALDITO" TERÁ REMAKE

O livro "Cemitério Maldito", obra do mestre do terror Stephen King, irá ganhar uma nova versão no cinema: a adaptação será feita pelo roteirista de "1408", Matthew Greenberg, segundo publicou na sexta (4) o jornal "LA Times".

Joe Kohen/AFP

Stephen King, autor de "Cemitério Maldito"

A primeira versão da história para as telonas foi lançada em 1989 e teve o próprio King como roteirista - ma sequência foi lançada em 1992.

Segundo o jornal, o projeto recebeu o "OK" da Paramount, que está à procura de um diretor -o estúdio não confirmou a informação.


"ON THE ROAD": PRIMEIRAS IMAGENS

O site de cinema francês Comme au Cinema divulgou nesta quinta-feira(3) as primeiras imagens do filme "On the Road", do cineasta brasileiro Walter Salles.

As imagens mostram os protagonistas do filme, Kristen Stewart e Garrett Hedlund.

Reprodução/Commeaucinema.com

Primeiras imagens de "On the Road", divulgadas nesta quinta-feira

O filme é uma adaptação do clássico da cultura beatnik, escrito por Jack Kerouac, Hedlund interpreta Dean Moriarty, o amigo de Kerouac, enquanto Stewart faz sua mulher, Marylou.



E POR FALAR EM KRISTEN STEWART...

Kristen Stewart parece querer descolar sua imagem de Bella, seu personagem da saga "Crepúsculo".

Divulgação

Kristen Stewart em cena do filme "Welcome to the Rileys"

Segundo o site Hollywood Reporter, a atriz está em negociações para interpretar Branca de Neve em um novo filme que será produzido pela Universal, em cujo elenco já estão Viggo Mortensen e Charlize Theron.

De acordo com fontes do site, a Universal já estava cogitando chamar a atriz para o projeto há algum tempo e finalmente fez uma oferta no último fim de semana, porém, a atriz ainda não assinou o contrato.


JAMES FRANCO TOPOU FAZER PAPEL QUE JOHNNY DEPP E ROBERT DOWNEY JR. NÃO QUISERAM

Segundo o site Hollywood Reporter, o ator James Franco está em negociações com a produção do filme "Oz, the Great and Powerful", da Disney, sobre o Mágico de Oz, e que será dirigido por Sam Raimi.

Mario Anzuoni/Reuters

O ator James Franco

Para o mesmo papel, já foram cotados Robert Downey Jr. e Johnny Depp, que não toparam fazer.

Franco já trabalhou com Raimi nos filmes da franquia "Homem-Aranha".


NOVA ANIMAÇÃO DE CARLOS SALDANHA, "RIO" TEM DOIS MINUTOS DIVULGADOS

O brasileiro Carlos Saldanha - diretor ou codiretor de todos os filmes "A Era do Gelo" lança em abril mais uma animação, "Rio" - a história acontece principalmente na cidade do Rio de Janeiro.

O protagonista é Blu, um tipo de pagagaio que acredita ser o último de sua espécie.

Quando ele descobre que não está só, e que o outro exemplar é uma fêmea, ele sai de Minnesota e vai para a capital carioca.

Só que nem tudo vai rolar bem, e logo de cara e os dois vão passar por uma grande aventura, onde aprenderão muitas coisas sobre amor, coragem, amizade e muito mais desses lances bonitos que todo mundo gosta.

Pelo que Saldanha mostra aqui, será um trabalho que não mostrará o Brasil estereotipado, como é comum nas grande produções americanas, do Zé Carioca da Disney ao último "Crepúsculo" filmado por aqui.

Confira as imagens de babar:

<a href="http://video.msn.com/?mkt=en-us&amp;brand=v5%5E544x306&amp;from=sp&amp;vid=390a5af2-fac2-4e20-8b6e-4cc518d71596&amp;src=FLCP:sharebar:embed" target="_new" title="&#39;Rio&#39;: Film&#39;s First Two Minutes">Video: 'Rio': Film's First Two Minutes</a>


MARVEL DIVULGA O PRIMEIRO PÔSTER DE "CAPITÃO AMÉRICA"

Na última quarta (2), a Marvel divulgou o primeiro pôster de "Capitão América - o Primeiro Vingador".

Divulgação/Marvel

Chris Evans,no primeiro pôster do filme

A trama se passa durante a Segunda Guerra Mundial, e mostra o surgimento do herói que enfrenta as forças nazistas inicialmente.

Depois, o Caveira Vermelha deixa o partido nazista e cria sua própria organização criminosa, a Hydra - o vilão quer o Cubo Cósmico, objeto que dá poderes inimaginávies a seu portador.

O filme estreia em 22 de julho próximo, e o elenco tem Chris Evans como o Capita, Hugo Weaving como o Caveira Vermelha, Hayley Atwell como Peggy Carter, Sebastian Stan como Bucky Barnes - auxiliar do herói-, e Samuel L. Jackson como Nick Fury, entre outros.

A direção é de Joe Johnston.


MARIA SCHNEIDER

Essa postagem é dedicada à memória da atriz francesa Maria Schneider, que se tornou famosa aos 19 anos por seu papel no filme "O Último Tango em Paris" (1972), de Bernardo Bertolucci, onde contracenou com a lenda Marlon Brando, à época com 48.

O filme causou controvérsia na época de seu lançamento por causa do fortíssimo conteúdo sexual, e Schneider depois teve de lutar contra a imagem que tudo isso causou, tendo se recusado a aparecer novamente em cenas de nudismo.

Na obra, ela interpreta uma jovem parisiense que inicia um sórdido romance com um empresário norte-americano de meia idade vivido por Brando, onde ele especifica que o relacionamento será baseado apenas em sexo.
"Ele era gordo e pegajoso e muito manipulador", disse ela numa entrevista em 2007.
"Eu era muito jovem para entender melhor. Marlon disse depois que se sentiu manipulado, e ele era Marlon Brando. Então, pode-se imaginar como eu me senti. As pessoas achavam que eu era como a garota do filme, mas aquela não era eu."

Segundo biografias, Schneider passou por um período de dependência de drogas nos anos 70, mas deu uma virada em sua vida com a ajuda de um longo relacionamento com 'uma pessoa' - ela nunca disse deliberadamente se era um homem ou uma mulher.
"Eu me senti muito triste porque fui tratada como um símbolo sexual. Eu queria ser reconhecida como uma atriz e todo o escândalo do filme e o que veio depois me deixaram um pouco louca. Fiquei transtornada."

A atriz começou a carreira no cinema quando o ator Alain Delon lhe deu seu primeiro papel importante em "Madly" (1970/71), dirigido por Roger Kahane.

Depois de "O Último Tango em Paris" ela foi protagonista em outro filme italiano, "O Passageiro - Profissão: Repórter", dirigido por Michelangelo Antonioni, no qual contracenou com Jack Nicholson - Schneider concordou em aparecer nua em uma longa cena, mas continuou receosa em relação aos papéis que especificavam isso.

Sua carreira se caracterizou depois principalmente por filmes pouco expressivos, de baixo orçamento, e seu filme mais recente foi "Cliente" (2008).

Confira imagens de "O Último Tango em Paris" :


Maria Schneider morreu na quinta (3), aos 58 anos, em Paris, depois de um longo período doente, segundo o jornal Le Figaro.

O ministro da Cultura da França, Fredéric Mitterand, definiu Schneider como "uma grande artista" e elogiou sua habilidade de transmitir ambiguidade sedutora e enigmática, quando trabalhou com diretores como Réne Clément e Bernardo Bertolucci.
"Ela continua sendo a imagem singular da mulher de hoje, um daqueles condutores vivos da liberdade da mulher, que está eternamente reconquistando uma nova geração", disse ele.

Fica a lembrança da atriz que marcou toda a geração dos anos 70, eu incluso.

Le Figaro


*****

ATÉ +!



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

DARREN ARONOFSKY: "'Cisne Negro' é metáfora para processo destrutivo da arte"

Não é apenas um coque de cabelo que une o personagem dilacerado de Mickey Rourke em "O Lutador" (2008) e a bailarina perfeccionista de Natalie Portman em "Cisne Negro".

Ambos os filmes do diretor Darren Aronofsky também terminam num salto coreografado, e tratam de artistas que perderam a noção dos limites.

"São complementares", disse Aronofsky, indicado ao Oscar de melhor direção por "Cisne Negro" - projeto que também compete pelo prêmio de melhor filme, montagem, fotografia e atriz para Portman.

"São dois artistas que usam os corpos para se expressar e fazem um tremendo estrago nele no processo. A diferença é que um é alta cultura e o outro é baixa, se é que se pode chamar de cultura", continuou o diretor para jornalistas, em Hollywood, no fim do ano passado.

UPI Natalie Portman e o diretor Aronofsky, no último Palm Springs Film Festival

Enquanto Rourke encarava o suado mundo da luta livre, Portman enfrenta a elitista companhia de balé de Nova York, é escolhida para estrelar uma montagem de "O Lago dos Cisnes" e acaba numa série de paranoias.

"O filme é uma metáfora para o processo destrutivo da arte", explica o roteirista Mark Heyman.

É um thriller psicológico, com cenas de terror mais ao final, o que fez com que alguns reclamassem do retrato negativo feito do balé.

Aronofsky responde que seu filme é, de fato, mais apurado que outros do gênero.

"Muitos bailarinos ficaram aliviados por se tratar, finalmente, de um filme sobre a arte do balé, e não do balé apenas como cenário para um romance", disse o diretor, que também dirigiu "Réquiem para um Sonho" (2000) e "Pi" (1998).

O acesso à companhia de Nova York tampouco foi fácil.
"Eles não dão a mínima para nada além de balé. Foram bem indiferentes e pouco amigáveis", lembrou. "Levou um bom tempo para conseguir permissão."

Quem ajudou na tarefa foi o coreógrafo francês Benjamin Millepied, principal bailarino da casa e responsável pelas sequências de "O Lago dos Cisnes" para o filme - ele também aparece como parceiro de dança de Portman.

"Desde o começo, Darren dizia que queria que a câmera fosse um terceiro bailarino", disse Millepied.

Millepied e Portman, que começaram a namorar no set, hoje estão noivos e grávidos - a atriz passou um ano treinando e mergulhada a personagem, com rigorosos ensaios diários, e é a favorita para ficar com o Oscar de menlhor atriz, após ser premiada com o Globo de Ouro e pelo sindicato dos atores dos EUA.

"Você não precisa exigir muito de Natalie porque ela é incrivelmente disciplinada. Raramente reclama. É durona", disse o diretor.

Leia também outras postagens relacionadas:

"CISNE NEGRO": A FACE MAIS ESCURA DA VIDA DE UMA BAILARINA

A crítica Neusa barbosa bem lembrou: desde seu filme de estreia, "Pi" (1998), o diretor Darren Aronofsky não ia tão longe num mergulho na psicose como ele faz em "Cisne Negro", um dos mais sinistros retratos do mundo do balé desde "Os Sapatinhos Vermelhos" (1948), da dupla inglesa Michael Powell e Emeric Pressburger.

Da maneira como o filme é meticulosamente orquestrado, o espectador é levado a vivenciar e a mergulhar na visão de mundo de Nina Sayers - a espetacular atriz israelense
Natalie Portman - e, junto com ela, enxergamos os fantasmas e delírios da delicada bailarina, que ganha o cobiçado posto de protagonista do Balé de Nova York em "Lago dos Cisnes".

Divulgação

Natalie Portman em cena do filme

O papel exige da intérprete que o executa não só perfeição técnica, o que Nina certamente domina, como uma dualidade psicológica avassaladora e, aparentemente, sua natureza frágil e tímida, na qual toda sensualidade e agressividade estão severamente reprimidas, só encontra caminhos para interpretar a virginal princesa Odete, o Cisne Branco.

A Odile, astuciosa e pérfida, o Cisne Negro, resta oculta e dormente, em algum ponto perdido de sua psique, que ela precisa desesperadamente despertar.

Divulgação

O pôster do filme em português não diz sobre o filme; prefiro o americano - veja abaixo

Esta impressionante viagem ao mundo interior de uma jovem bela e neuroticamente frígida, em pânico diante da possibilidade de entrega física e emocional, tem - e todos os críticos citam isso - um sem número de citações de "Repulsa ao Sexo" (1965), de Roman Polanski - em que a Diva francesa Catherine Deneuve interpretava a mulher psicoticamente dividida, ilhada em seu apartamento.

Divulgação

Foto de divulgação de Natalie Portman para o filme

Atriz muito acima da média nos dias de hoje, talentosa, sexy, densa e dedicada, Portman supera aqui não poucos obstáculos, inclusive físicos, para interpretar solidamente esta Nina trágica, que desperta piedade e medo quase ao mesmo tempo.

A atriz estraçalha pré-conceitos, não se preocupa nem pestaneja por sua já sólida imagem conquistada, e não hesita numa cena de masturbação, nem em outra de sexo lésbico - que, na verdade, são as que menos impressionam, mas são as mais faladas e comentadas do filme.

Natalie exprime o melhor de sua arte quando traduz a dualidade extrema desta mulher fraturada, que não encontra sua síntese, e seu sofrimento transpira humanidade, força, demência, amargura, e a impressionante solidão ao ir até um lugar onde absolutamente ninguém pode segui-la.

Getty Images

Miss Portman arrebatando o Globo de Ouro; a próxima estatueta a ir para a sua coleção 2011 será o Oscar de Melhor Atriz

Ao seu lado, um competentíssimo quarteto de atores contribui para o resultado magistral: o francês Vincent Cassel - o diretor da companhia que a pressiona e quer conquistá-la, sem decifrar seu tumulto interior; sua mãe - Barbara Hershey,uma ex-bailarina que se projeta no sucesso da filha, e que procura criar uma redoma de proteção para sua criatura, mas exagera na dose; sua colega e rival, Lily - Mila Kunis, que funciona como um contraponto da jovem sensual e livre que Nina não sabe ser, e Beth McIntyre - Winona Ryder, a surpresa do filme, a assustadora veterana que a precedeu no papel e enlouquece quando tem de aposentar-se da companhia - projetando assim um sombrio futuro para as bailarinas mais velhas.

Sem a fotografia contrastada de Matthew Libatique e a montagem genial de Andrew Weislum - ambos indicados ao Oscar -, este pesadelo barroco jamais poderia se mostrar por inteiro.

Se "Cisne Negro" é para mim, o melhor filme que ví em muitos anos, certamente, é porque todos estes componentes se ajustaram da maneira mais consistente, Darren Aronofsky parece estar no melhor de sua forma e pode, sim, conquistar este ano seu primeiro Oscar como diretor.
O mesmo vale para essa estupenda atriz que se chama Natalie Portman, que já levou pelo papel o Globo de Ouro e o SAG - do Sindicato dos Atores - e que, na arrebatadora cena final está, simplesmente, perfeita - assista ao filme, que você entenderá o que eu quis dizer.

Confira o trailer do filme:


*****
NOTA: Postei aqui o pôster americano, porquê é beeeeem mais legal que o brasileiro:

"CISNE NEGRO"
Título original:
Black Swan
Diretor: Darren Aronofsky

Produção e Distribuição: Fox Films
Elenco:
Natalie Portman
Mila Kunis
Vincent Cassel
Barbara Hershey
Winona Ryder
Gênero: Drama, Suspense
Duração: Fantásticos e arrebatadores 108 min.
Ano: 2010
Data da Estreia: 04/02/2011
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
País: EUA
COTAÇÃO DO KLAU:

(se tivesse nota maior que 10, eu dava)

"O VENCEDOR" ARREBATA MESMO AQUELES QUE NÃO GOSTAM DE BOXE

No ringue, só um lutador pode vencer, mas, se não fossem dois os protagonistas de "O Vencedor", a curva dramática do filme não existiria.

São dois irmãos, homens de trajetórias diferentes, que ocupam o centro da trama - Micky Ward - Mark Wahlberg -, o caçula, está subindo no mundo do boxe, quase a ponto de tornar-se campeão; o mais velho, Dicky Eklund - Christian Bale - ao contrário, já desperdiçou sua chance, embora tenha no currículo um nocaute sobre ninguém menos do que a lenda Sugar Ray Leonard.

Essa dualidade entre irmãos, que já vimos desde a tragédia grega até as histórias em quadrinhos, funciona com energia no drama dirigido por David O. Russell, com roteiro acima da média escrito por Scott Silver, Paul Tamasy e Eric Johnson.

DivulgaçãoMark Wahlberg e um esquelético Christian Bale, em cena do filme

Não é à toa que o filme vem acumulando prêmios - especialmente para Christian Bale e Melissa Leo - que parecem apostas certas no Oscar de coadjuvantes, depois de terem vencido os Globos de Ouro e os prêmios do Sindicato dos Atores - além dessas duas, o filme concorre em outras cinco categorias: filme, diretor, montagem, roteiro original e atriz coadjuvante, também para Amy Adams.

O que está fora do ringue é tão importante quanto o que acontece em cima dele: a família exerce uma pressão tão absurda sobre Micky Ward que, apesar de ser um lutador em ascensão, tem de carregar essa família toda nas costas - o irmão drogado que se tornou seu treinador, a mãe possessiva, Alice - interpretada magistralmente por Melissa Leo e um time de sete irmãs desocupadas e intrometidas - o pai, George - Jack McGee - faz o que pode, mas também costuma ceder a este quase irresistível poder.

Diante do sex-appeal já escasso, Mama Alice compensa com mão de ferro o poder sobre os compromissos de Micky e sua renda - nem sempre em benefício do filho.

Apesar de sua experiência, Dicky é um treinador relapso - desaparecendo para cair de boca no cachimbo do crack e, sem vida própria, Micky encontra na desbocada Charlene - a boa surpresa Amy Adams - uma namorada e uma força nova para reagir ao resto do clã.

A performance sutil de Wahlberg - que produziu o filme e foi uma das principais razões de o projeto ter sido realizado - com certeza não está sendo melhor avaliada pelas premiações - que preferem atuações mais densas, sem deixarem de ser excelentes, como são as de Bale e Leo.

Aliás, eu preciso saber como Christian Bale, um homem muito bonito, faz para modificar seu físico e ficar ora esquelético e maltratado como Dicky, ora bunitão e atlético como o Bruce Wayne/Batman em questão de meses - agora, está bunitão novamente, pois as filmagens do "Batman 3" começam em maio.

São as dúvidas, hesitações e o vulcão interior desse protagonista que ditam o ritmo de tudo: Micky carrega a sequência da trama em cada golpe dado ou recebido, com Dicky sempre tendo o poder de alterar essa energia.

Baseado em personagens e situações reais, o filme vem se somar a uma longa galeria de bons filmes sobre o boxe, renovando sua gama de contradições dramáticas, e, mesmo quem não gosta do esporte, pode sintonizar-se com as emoções à flor da pele de uma família irlandesa e exagerada, que lembra muitas outras que nós, brasileiros e passionais, conhecemos tão bem.

Confira o trailer do filme:


*****

"O VENCEDOR"
Título original:
The Fighter
Diretor: David O. Russell
Elenco:
Mark Wahlberg
Christian Bale
Amy Adams
Melissa Leo
Mickey O'Keefe
Jack McGee
Gênero: Drama, Baseado em fatos reais
Duração: Ótimos 115 min.
Ano: 2010
Data da Estreia: 04/02/2011
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos
País: EUA
COTAÇÃO DO KLAU

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

TRANSEXUAIS: FAMA NÃO DIMINUI O PRECONCEITO

A cabeleireira Ariadna Thallia Arantes, de 26 anos, não esconde o orgulho por ter sido a primeira participante transexual do reality show "Big Brother Brasil", da TV Globo - participa agora de uma espécie de "repescagem" com outros quatro eliminados do programa; um deles voltará domingo ao "reality".

Divulgação / GloboAriadna Thallia

A modelo Lea T., de 28 anos, que nasceu Leandro Cerezo, entrou para a história da São Paulo Fashion Week no último domingo, ao desfilar para o estilista Alexandre Herchcovitch e rompeu preconceitos País afora: após ser a estrela da campanha da Givenchy, está no ranking do site models.com, entre as tops mais importantes do mundo.

Karel Losenicky/Way Model/DivulgaçãoA modelo Lea T.

Longe dos holofotes, contudo, os transexuais vivem uma situação nada glamourosa.

Eles enfrentam obstáculos para ter acesso à saúde, à educação e ao mercado de trabalho.

A maquiadora e Diva dos palcos paulistanos Gretta Sttar, 55 anos, conta que sentiu o preconceito ao comprar seu apartamento.
“Quando toda a papelada estava pronta, o subsíndico viu o meu nome de registro, masculino, e disse que eu não poderia morar lá”, lembra.

Arquivos do KlauA maquiadora e performer Gretta Sttar

Desempregado, o educador infantil Alexandre Santos, 38 anos, se apega no apoio da família para encarar a situação.
“Daqui a pouco vão criar um condomínio só para nós. Quero ter o direito de ir e vir como qualquer cidadão”, diz.

Para o psiquiatra Alexandre Saadeh, coordenador do Ambulatório de Transtorno de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, ainda há muita ignorância em relação a travestis e transexuais por parte dos profissionais de saúde.
“No meio médico existe a crença de que o travesti é um marginal ou de que o transexual é imoral.”

Mesmo diante desse quadro, especialistas dizem que houve avanço em relação ao tema desde 1997, quando o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou, ainda em caráter experimental, a cirurgia de troca de sexo.
“Antes, essa população não era vista, vivia na marginalidade social. Desde então, mudou muito o padrão de inserção social”, diz Saadeh.

A partir de agora, um novo avanço: o Hospital Pérola Byington passará a fazer operações de retirada de mamas, útero e ovários no caso dos transexuais que queiram se tornar homens.

Santos já está na fila do Pérola, e diz que só pensa em se livrar do constrangimento de ser chamado de Alexandra, nome que consta em seu documento, nas salas de espera dos consultórios médicos.
“É muito constrangedor, pois minha fisionomia é totalmente contrária ao nome. Parece que fazem de propósito”.

Ele lembra que é seu direito, garantido pelo decreto estadual nº 55.558 de 2010, ser chamado pelo nome social que escolheu.

No Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais (Ambulatt) do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, criado em 2009, transexuais não correm o risco de passar por situações embaraçosas: a equipe, composta por clínicos, endocrinologistas, proctologistas, psiquiatras e psicólogos, é treinada justamente para evitar isso.
“Podemos receber qualquer pessoa que não se sinta adequada ao corpo”, explica a assistente social Maria Filomena Cernicchiaro, diretora do ambulatório.

Segundo ela, a instituição atende 550 pessoas e oferece assistência à saúde geral do paciente, suporte psicológico e tratamentos específicos – como o de hormonioterapia, além da triagem e preparação para as cirurgias de troca de sexo.

Maria conta que, para evitar a discriminação, “muitos transexuais e travestis só procuram os serviços de saúde quando o problema já é muito grave”.

Segundo ela, “é uma vida inteira sofrendo preconceito, inicialmente da família e dos amigos, e da escola, de todos os serviços que a pessoa precisa procurar.”

A transexual Keila Simpson, vice-presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), lembra que, além da criação de mais serviços médicos especializados, é preciso que as escolas também se adaptem para receber esse público.
“Os travestis e transexuais não estão na escola porque ela não os acolhe. Assim, eles não se formam e não se preparam para o futuro, ficando à margem do mercado de trabalho”, afirma.

PERSONALIDADE E CORPO EM PERFEITA SINTONIA
O transexual é o homem ou a mulher que tem uma identidade de gênero diferente do sexo com o qual nasceu.

Diferentemente do que ocorre com o travesti, o transexual geralmente tem o desejo de se submeter a uma intervenção cirúrgica para adequar seus órgãos sexuais à sua personalidade.

O psiquiatra Danilo Baltieri, coordenador do Ambulatório de Transtorno da Sexualidade da Faculdade de Medicina do ABC, diz que nem sempre é tão fácil estabelecer diferenças entre
travestis e transexuais.
“Nos EUA, por exemplo, já não se usa mais esses dois termos. Tudo é incluído na categoria de ‘transtorno de identidade de gênero', para evitar essa confusão”.

Alguém que tenha nascido mulher, mas que se identifique como homem - caso de Alexandre Santos- é um homem transexual.

Já aquele que nasceu homem, mas tem personalidade feminina - caso de Gretta Sttar - é uma mulher transexual.

Para o homem transexual, além da cirurgia de retirada das mamas, ovários e útero, também existe a possibilidade de um procedimento de construção do pênis.
Essa cirurgia, chamada de neofaloplastia, ainda é considerada experimental no Brasil.

Já a mulher transexual tem a opção de fazer a neocolpovulvoplastia, que é a transformação
do pênis em uma vagina, já realizada por meio doSUS.
O procedimento consiste na retirada do pênis e dos testículos, construção de uma cavidade vaginal com a pele do pêni,s e formação dos lábios vaginais com a pele do saco escrotal.

*****
Matéria da jornalista Mariana Lenharo, publicada no "Jornal da Tarde" de domingo, 30.01.
*****
Comentário escolhido:

ADOREI A MATERIA, VENHO DE UMA FAMILIA DE QUATRO TRANSEXUAIS E SENTIMOS NA PELE TODAS AS DIFICULDADES SITADAS.

DESDE UMA SIMPLES COMPRA DE UM APARTAMENTO ATé O CONSTRANGIMENTO NOS ATENDIMENTOS HOSPITALARES, NUNCA SABEM COMO NOS CHAMAR, SE ENCONTRAMOS PESSOAS DESPROVIDAS DE PRECONSEITOS E COM O CORAçäO ABERTO A ACEITAR AS DIFERENçAS SEMPRE SOMOS BEM RECEBIDAS MAS INFELIZMENTE NEM SEMPRE é ASSIM.

MAS PELO MENOS EM SäO PAULO ISSO JA ESTA MUDANDO AGORA é LEI TEMOS O DIREITO SIM DE SERMOS CHAMADAS PELO NOME QUE CONDIZ COM NOSSA APARECIA FISICA.

NA éPOCA DA MINHA TIA (SAMANTHA 50 ANOS TRANSEXUAL) ERA UMA VERDADEIRA CAçA AS BRUXAS, QUANDO ELA IA AO CIMEMA ERA A ULTIMA A ENTRAR, QUANDO O FILME JA HAVIA COMEçADO E A PRIMEIRA A SAIR PARA Ñ SOFRER AGREçöES NAS RUAS DA PEQUENA CIDADE.

TEMPOS DIFICEIS AQUELES, ESTOU MUITO FELIZ EM VER TRANSEXUAIS EM PROGRAMAS DE TV E NAS PASSARELAS DE TODO O MUNDO, MESMO QUE A PASSOS DE FORMIGAS ACREDITO QUE TUDO ESTA MUDANDO E MATERIAS COMO ESSA NOS FAZ ACREDITAR QUE EXISTE SIM LUZ NO FIM DO TUNEL.
UM SUPER BEIJO
MARCELA VOLPATO - Zurich - Suíça

VERGONHA, TIME SEM VERGONHAAAA!

E olha que eu sou corinthiano!

Com esse timinho de merda, não vai!

LEA T., A TRANSEXUAL BRASILEIRA QUE ABALOU O MUNDO DA MODA

Entre cruzes e espinhos, a brasileira Lea T., 28, abriu seu caminho na moda.

Apadrinhada pelo amigo Riccardo Tisci - diretor criativo da Givenchy - estrelou desfiles e campanha da grife francesa, e acaba de ser o maior sucesso e a presença mais comentada da São Paulo Fashion Week, desfilando para Alexandre Herchcovitch.

Karel Losenicky/Way Model/DivulgaçãoA modelo Lea T.

Em contrapartida, ganhou o pesado título de "primeira top transexual do mundo".
"Se eu pensar nisso de ser pioneira, nem saio da cama", disse a modelo, em entrevista exclusiva à coluna Última Moda, assinada por Vivian Whiteman e publicada na "Folha de São Paulo".

Estrela de editoriais das maiores revistas do mundo - incluindo a última edição da influente revista "Love", onde aparece beijando a também top Kate Moss - Lea, que nasceu Leandro, mora em Milão, para onde foi ainda criança, por conta da carreira internacional de seu pai, o ex-jogador de futebol - e da seleção brasileira - Toninho Cerezo.

Love / DivulgaçãoLea T. beija Kate Moss, em foto para a capa da revista "Love"

De Milão, por telefone, falou sobre família, carreira e do preconceito que enfrenta diariamente - confira:

Pergunta -Por que você acha que Tisci te chamou para ser um dos rostos da Givenchy?

Lea T. - Pela nossa amizade. Conheci o Riccardo há uns dez anos, ele era recém-formado e estava batalhando pra entrar no mercado. Sempre nos ajudamos. E quando ele me chamou para fazer trabalhos para a Givenchy, primeiro como assistente dele e depois como modelo, eu estava passando por uma fase muito difícil, de depressão...

Veja
Lea T. desfila para Alexandre Herchcovitch no último domingo
(30), na SPFW 2011


O que estava acontecendo?

Assumir a realidade de ser transexual é muito complicado. Sabe, comecei a pensar no futuro e não via nenhuma perspectiva, nada que pudesse ultrapassar o preconceito que eu sentia e sinto em relação a mim. E aí veio o Riccardo, que é capaz de entender a complexidade de um conflito humano. Ele me deu uma voz para que eu pudesse enviar uma mensagem.

Divulgação / Givenchy
Lea em imagem para o catálogo da Casa Givenchy


E que mensagem é essa?

Que transexual não é sinônimo de promiscuidade, como muitos pensam. Que podemos ter amigos, batalhar por uma carreira, por nossa vida, que não precisamos baixar a cabeça, com vergonha de nós mesmos.

Quando você fez uma foto nua para a "Vogue" francesa, qual foi seu objetivo?

Mostrar o que eu sou hoje, meu corpo, minha verdade. Infelizmente, tudo foi deturpado, muita gente repercutiu aquilo como se fosse pornografia. Fiquei arrasada.

A indústria da moda posa de tolerante quando o assunto é gênero e sexualidade. Essa imagem é verdadeira?

Não. É claro que existem pessoas esclarecidas, mas tenho de me cuidar para não ser explorada, ridicularizada. Numa sessão de fotos, queriam que eu vestisse uma camiseta com um pênis desenhado. Desse choque barato, raso e burro não participo. Fora aqueles que me pedem pra ficar pelada entre uma foto e outra na frente de uma equipe gigante. Sobra hipocrisia e falta respeito.

Divulgação / Givenchy
Lea - de batom vermelho - em imagem para out-doors da Givenchy, espalhados por toda Europa


Você faz um tratamento preparatório para a operação de mudança de sexo. Como isso afeta seu corpo?

Tomo muitos hormônios, que mexem com tudo, das formas do corpo ao humor. Fico cansada, com sono, triste, ansiosa. Além disso, para ser modelo, tenho de me encaixar no padrão das meninas, mas, mesmo com os hormônios, minha estrutura óssea é masculina.

E como o fato de você ser famosa tem afetado sua família, especialmente seu pai, que é um atleta conhecido?

Ai, é um sofrimento só. Escreveram em sites e jornais, no Brasil, que meu pai me odiava, que tinha nojo de mim. Isso é mentira. Eu amo o meu pai, e ele me ama. Não é fácil pra ele entender as escolhas que fiz para a minha vida, mas são dificuldades que enfrentamos com amor.

Qual foi a sensação de desfilar na São Paulo Fashion Week?

Quando publicaram absurdos sobre mim no Brasil, eu chorei, fiquei com raiva, falei que nunca mais pisaria aí. Mas repensei essa questão e acho que não tenho de ter medo. Se aceitei ser modelo para passar uma mensagem, não posso me acovardar.

Você faz análise?

Sim. Preciso muito da análise porque sou discriminada o tempo inteiro. Sou apedrejada diariamente: aguento olhares tortos e ofensas da hora que saio de casa até o momento que entro de volta. Se não fosse a análise, viveria trancada e deprimida.

O que é ser feminina?

Desde pequena meu pai dizia, "esse menino é muito feminino". É engraçado, porque eu não era do tipo que brinca de boneca e quer botar as roupas da mãe. Era uma coisa minha, de jeito mesmo. Acho que a feminilidade é assim, algo natural, que se mostra no cotidiano. Se eu saio de casa de moletom, sem make, pra andar com o cachorro, ninguém percebe que nasci homem.
*****

Depois d SPFW, a agenda de Lea T. mostra que ela vai dar uma entrevista no programa de Oprah Winfrey - segundo o site da revista "Elle".

Ela será uma das últimas entrevistadas da apresentadora americana, que vai deixar o programa para tocar sua própria emissora de TV - a entrevista ainda não foi gravada, e deve ir ao ar ainda em fevereiro nos Estados Unidos.

Também acaba de entrar no ranking mais importante de modelos do mundo, o do site Models.com.

A top brasileira aparece na quadragésima posição, acima de beldades como a argentina Dafne Cejas (47ª) e a holandesa Patricia van der Vliet (46ª).

O perfil de Lea no site mostra trabalhos como o desfile de alta costura da Givenchy e os editorias na "Vogue" francesa e na "Vanity Fair" italiana.

Atualmente, a top é agenciada em Milão, Nova York, Paris e São Paulo.
Lea me parece simples, muito inteligente e dona de personalidade própria.
É com transexuais assim, aparecendo cada vez mais na grande mídia, que o preconceito pode, enfim, diminuir.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

DEAN CAIN, SUPER GOSTOSO!

O ator - e gostoso - Dean Cain nasceu Dean George Tanaka em Mount Clemens, Estado americano de Cleveland, em 31 de Julho de 1966.

Arquivos do Klauo ator americano Dean Cain

Fez várias pontas em uma infinidade de seriados - inclusive na badalada primeira versão de "Barrados no Baile" - até interpretar o Superman/Clark Kent na série "Lois & Clark - As Novas aventuras do Superman".

ABC
Foto promocional para a série

Produzida pela ABC, a série focava mais no relacionamento de Clark Kent com a paixão da sua vida, Lois Lane, papel que também alçou a atriz Teri Hatcher ao estrelato.

ABCFoto promocional para a série

Em quatro temporadas - durou de 12 de setembro de 1993 a 14 de junho de 1997 na TV americana - a série fez sucesso em todos os países onde foi exibida, Brasil inclusive, onde era exibida pela Globo.

ABCFoto promocional para a série

Depois da série, a fama do ator não foi mais a mesma, e ele continua fazendo participações especiais em séries como "CSI: MIAMI", "Lei & Ordem" e "Smallville".

Internet

Internet
No ano passado, participou de um projeto brasileiro - um filme dirigido por Marcio Garcia chamado "Bed &Breakfast", onde contracenou com Juliana Paes.

Arquivos do Klau

Arquivos do Klau
Aos 44 anos, Dean Cain continua lindo, e muito requisitado.
Wikipedia

O ator, em foto recente

Sem contar que, por ocasião do lançamento do filme brasileiro por aqui, deu um show de simpatia por onde passou.

Arquivos do Klau

Arquivos do Klau
Muito simples, atendeu à imprensa e aos fãs - que fizeram vigília na porta de seu hotel aqui em São Paulo - de igual para igual.

Internet
E para encerrar essa postagem, três fotos de um ensaio para a revista "PlayGirl" americana:

PlayGirlFoto que abriu a matéria na revista


PlayGirl

o ator na horizontal...

PlayGirl

...e na vertical!

DAME JUDI DENCH, A MAIOR ATRIZ DE TODOS OS TEMPOS

A atriz britânica Dame Judi Dench, de 76 anos, foi considerada a maior atriz de teatro de todos os tempos em pesquisa da revista especializada "The Stage", considerada a melhor publicação de teatro do mundo.

"Estou completamente sem palavras", disse Dench à revista, britânica como ela.

Getty ImagesA atriz britânica Dame Judi Dench

Dame Dench começou sua carreira em 1957, na Old Vic Company, em Liverpool, interpretando Ofélia, passando então a trabalhar em musicais, e aparecendo em muitas peças e filmes.

Levou seu primeiro prêmio Olivier de Teatro em 1977, por sua atuação em "Macbeth", prêmio que, posteriormente, venceu outras seis vezes - em 1996 ela entrou para a história ao se transformar na primeira atriz a vencer, por "melhor atriz" e também por "melhor atriz em um musical".

Aliás, Dame Dench tem uma voz potente e única, como você pode conferir aqui, onde ela canta "Send in the Clowns" do musical "A Little Night Music":


Três anos depois, Dame Dench ganhou o Oscar por sua interpretação da Rainha Elizabeth 1ª no filme "Shakespeare Apaixonado".

Divulgação
Dame Dench, em cena de "Shakespeare Apaixonado"

A "The Stage" pediu a críticos de teatro e outros especialistas no setor para escolherem uma lista dos dez melhores atores, de qualquer país e de qualquer época - os leitores então foram convocados para votar nesta lista.

Em segundo lugar ficou outra atriz britânica, Maggie Smith, com o ator Mark Rylance em terceiro; o quarto lugar foi de Sir Ian McKellen, seguido da lenda Sir Laurence Olivier em quinto e Paul Scofield em sexto lugar.

Sir John Gielgud ficou em sétimo, e Michael Gambon em oitavo.

A atriz Vanessa Redgrave foi considerada a nona melhor atriz de todos os tempos, e Ralph Richardson ficou em décimo.

Dame Judi Dench é uma atriz soberba, que transita com leveza do drama, à comédia e ao musical, com presença cênica e muito talento.

Em 2008, quando os produtores da saga James Bond - Barbara Broccoli e Michael G. Wilson - resolveram rejuvenescer a personagem, e começar a contar a história do agente 007 antes dele ganhar seu duplo zero, muitas dúvidas apareceram, mas somente uma certeza tiveram: Dame Judi Dench voltaria a interpretar a "M", chefe do Serviço Secreto Britânico, papel que ela vem fazendo divinamente desde "GoldenEye" (1995).

EON ProductionsDame Judi e Daniel Craig, na premiére mundial de "007 - Cassino Royale", em 14 de novembro de 2006, em Londres

A atriz acaba de atuar em "Piratas do Caribe 4", onde fez uma pequena participação, logo no início do filme, como uma mulher da nobreza que é seduzida pelo capitão Jack Sparrow - Johnny Depp -, que planeja roubá-la, durante uma cena de perseguição, e está confirmada, novamente como "M", no próximo filme do agente 007 - por enquanto chamado apenas de "Bond 23" - que começará a ser rodado em dezembro deste ano.

E para encerrar essa postagem, confira uma seleção de fotos de babar que um fã de Dame Dench fez e postou no YouTube:

A-do-ro ela, e ainda vou ter o imenso prazer de vê-la atuar num palco londrino.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

2011 É O ANO DE NATALIE PORTMAN

2011 é o ano de Natalie Portman: grávida, a atriz formada em psicologia em Harvard tem tudo para levar o Oscar por "Cisne Negro" - o filme estreia aqui no Brasil na próxima sexta (4).

"Aparelhos de tortura".
É assim que Natalie Portman descreve as sapatilhas de ponta que usou durante mais de um ano, em treinos diários, quando deixou de sair com os amigos, parou de beber e passou a comer o mínimo possível.

Tudo em nome de "Cisne Negro", filme que já lhe rendeu um Globo de Ouro e sua segunda indicação ao Oscar, além dos melhores elogios de sua carreira.

Divulgação

Natalie Portman, em imagem promocional de "Cisne Negro"

"A disciplina física ajudou a construir o lado emocional da personagem. Você só percebe o sentido desta vida de estilo meio monástico quando a pratica",
diz a atriz à Serafina. "Seu corpo passa por dores extremas constantemente. Passei a entender melhor esse tipo de processo de autoflagelo do bailarino."

No longa do cineasta Darren Aronofsky - "Réquiem para um Sonho", de 2000, e "O Lutador", de 2008 -, ela é Nina, uma dançarina insegura e ingênua, porém perfeccionista, escolhida para fazer o papel duplo de "O Lago dos Cisnes": o inocente cisne branco e o vilão sedutor cisne negro.

Sufocada pela mãe protetora - Barbara Hershey - e instigada pelo coreógrafo tarado - Vincent Cassel -, ela tem surtos delirantes durante os ensaios.

E, num desses devaneios, vem uma das cenas mais comentadas dos últimos meses, na sua cama de menina, com uma bailarina da companhia de dança - Mila Kunis -, após um porre monumental que as duas tomam juntas em bares de Nova York.

"Não discutimos antes de filmar aquela cena. Ficamos amigas durante a produção e isso certamente facilitou. Seja homem ou mulher, cenas de sexo são iguais", conta Kunis.

Confira o trailer de "Cisne Negro":


A fragilidade de Portman, magérrima e com menos de 1,60 metro de altura, faz suar o espectador na cadeira do cinema, ainda mais quando a história toma um rumo inusitado e vira um filme de terror. O tour de force de Nina é vibrante.

Mas não foram só elogios e prêmios que fizeram valer o sacrifício dos treinos extremos, que incluíram também 1,5 km de natação diária para tonificar os músculos e 15 horas de trabalho nos 40 dias de filmagem. Portman, 29, conheceu nos sets o francês Benjamin Millepied, 33, de quem está noiva e grávida de quatro meses.

Ele é coreógrafo e ator do filme, assim como principal bailarino da New York City Ballet, onde se passa a trama de "Cisne Negro". Os dois moram juntos em Nova York, e o casamento deve acontecer neste ano, apesar do veneno das revistas de fofoca, que consideram o francês um mulherengo bastante ambicioso.

Paul Buck/Efe

Natalie Portman na cerimônia do Screen Actors Guild Awards, no domingo (30)

O lado caxias da personagem Nina encontra certa ressonância em Portman. A atriz fez balé até os 12 anos, quando praticava duas ou três horas por dia, mas parou para se dedicar à escola e às aulas de atuação.

"Não sou uma perfeccionista, mas gosto de disciplina", diz Portman, vegetariana rigorosa desde os oito anos. Não usa sapatos de couro nem jóias vindas de países em conflito. Sua estilista favorita é Stella McCartney.

Leitora voraz, Portman costuma levar dezenas de livros para os sets de filmagens. Mergulhou em biografias de gente do mundo da dança para construir sua personagem. Ela é também formada em psicologia em Harvard, o que ajudou a entender melhor as manias de Nina.

"Nina é de fato um caso de algo que estudei na faculdade", comenta a atriz, rindo. "Ela tem um comportamento obsessivo-compulsivo, este seria meu diagnóstico. Balé realmente se presta a isso, tem um sentido de ritual. Só mesmo anos e anos de terapia."

SUPERPROTEGIDA

Nascida em Jerusalém, Natalie Hershlag, seu nome real, se mudou para os EUA aos três anos, por conta da carreira do pai médico. Fixaram-se em Long Island, Nova York, em 1990.

Filha única, foi descoberta por um caça-talentos aos nove anos em uma pizzaria. Ganhou um agente e fez seu primeiro longa aos 11 anos.

Assim como Nina, também é superprotegida pelos pais.

Chegou a dizer não para papéis importantes depois do assédio criado pelo sucesso de "O Profissional". Ela só podia participar de eventos para dar autógrafos para crianças e deixou de estrelar "Lolita" (1997) e "Havana Nights" (2004), sequência do seu filme preferido de adolescência, "Dirty Dancing - Ritmo Quente" (1987).

"Me apaixonei por Natalie desde aquele primeiro filme, com ela pequena", lembra o diretor. "Desde aquela época queria fazer um filme com ela."

Divulgação

A atriz, em cena de "Cisne Negro"

O mesmo aconteceu com outros diretores famosos, como Woody Allen e Tim Burton, que a escalaram para papéis menores nos respectivos "Todos Dizem Eu te Amo" e "Marte Ataca!", ambos de 1996.

Mas, enquanto atores mirins iam tentar a vida em Hollywood, ela deixou as bonecas Barbie em casa e foi para Boston, terminar os estudos de quatro anos em Harvard. Entre umas férias e outras, filmou a trilogia "Guerra nas Estrelas", como a rainha Amídala, embora tenha perdido a pré-estreia do primeiro longa porque tinha que estudar para uma prova.

"A universidade me ensinou como eu era capaz de trabalhar duro. Na primeira semana eles te dão uma lista de coisas para ler, tipo mil páginas em quatro dias", disse Portman. "Meu estômago embrulhava, mas percebi que conseguiria dar conta."

De fato, Portman não é uma atriz padrão. E, apesar de algumas comédias açucaradas esquecíveis, a atriz passou a fazer escolhas arriscadas nos anos 2000.

Como quando raspou a cabeça para interpretar uma terrorista em "V de Vingança" (2006) ou quando tirou (quase) toda a roupa para ser uma stripper em "Closer - Perto Demais" (2004), com Julia Roberts, Clive Owens e Jude Law, que rendeu uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante.

Aqui, mais uma vez, ela resolveu evitar o burburinho da mídia e se mandou para Jerusalém, onde estudou hebraico, árabe e história durante seis meses na Hebrew University. Também aproveitou para filmar outro independente, "Free Zone" (2005), de Amos Gitai, na fronteira entre Israel e Jordânia.

Portman já declarou que, apesar de ter cidadania americana, seu coração está mesmo em Israel. Ela costuma ler o jornal Haaretz, já disse que gostaria de fazer um filme baseado num livro de Amos Oz e defende o exército do país, apesar de não ter se alistado -o exército é obrigatório para residentes.

"Eu não poderia fazer isto. Mas, no mundo em que vivemos, em certos países, você não pode deixar de ter um exército", diz ela. "Obviamente estou me referindo a Israel. Se Israel não tivesse um exército, o país não existiria."

Nos próximos meses, ganhe ou não o Oscar, Portman chegará aos cinemas brasileiros como uma avalanche, em quatro lançamentos - além de "Cisne Negro", em 4 de fevereiro, está na comédia "Sexo sem Compromisso" (25/02), na adaptação de HQ "Thor" (29/04) e na comédia histórica "Your Highness" (prevista para agosto).

"Amo a sensação de explorar, tentar coisas diferentes", diz, com um sorriso perfeito. "Meu critério para escolher trabalhos é fazer coisas que nunca fiz e também com as quais possa me identificar. E, claro, tem que ser divertido."

Experiência Visceral, por Ricardo Calil

O balé "O Lago dos Cisnes" já inspirou diversas fantasias românticas nos palcos e nas telas. Em "Cisne Negro", Darren Aronofsky o reinventa como terror psicológico -próximo ao seu "Réquiem para um Sonho" (2000) e ainda mais de "Repulsa ao Sexo" (1965) e "O Bebê de Rosemary" (1968), de Roman Polanski.

Não falta imaginação visual ao diretor, seja para os delírios da protagonista, seja para os ensaios do balé -filmados com câmera na mão quase colada a Natalie Portman, como se ele estivesse documentando uma batalha sangrenta, não uma dança etérea.

Mas Aronofsky não tem muita sutileza psicológica. O filme bate tantas vezes na tecla de que Nina Sayers (Portman) precisa se entregar ao lado negro da força, que podemos confundi-la em algum momento com Luke Skywalker. E o fato de ela ser filha de uma bailarina frustrada é quase um capítulo de "Freud for Dummies".

Mas há Natalie Portman para compensar. Ao contrário de Nina, ela se joga sem medo no inferno da personagem que representa; em seu rosto, há o virginal e o demoníaco. É Portman quem transforma "Cisne Negro" em uma experiência visceral.

Um Oscar de melhor atriz estaria em boas mãos.


Escolhas nada óbvias:
Por onde e com quem andou a diva israelense nos últimos anos

"O Profissional" (1994), de Luc Besson
Na sua espetacular estreia no cinema, ela apega em armas, fuma e se apaixona por um assassino, tudo isso aos 11 anos

Moby
A atriz e o músico novaiorquino saíram algumas vezes em 2000, mas o namoro não engatou. Decidiram ser só amigos

"Guerra nas Estrelas, episódios I, II e III" (1999-2005), de George Lucas
A atriz não gosta de suas performances nesta trilogia, ao contrário dos fãs da série

Gael García Bernal
O ator mexicano passou várias vezes pela sua vida. Namoraram de 2003 a 2004, com um breve retorno em 2007

"Closer - Perto Demais" (2004), de Mike Nichols
Primeiro papel sexy, como uma stripper americana em Londres. Namoraram de 2003 a 2004, com um breve retorno em 2007

Jake Gyllenhaal
Colega de Portman em "Entre Irmãos" (2009), namoraram em 2006. Ele disse que ela é a
"Audrey Hepburn da nossa geração"

Devendra Banhart
O músico cabeludo e talentoso, ídolo dos indies e fã da música brasileira, foi namorado da atriz durante seis meses em 2008

"Um Beijo Roubado" (2007), de Wong Kar-Wai
No filme de estrada do diretor chinês, faz uma ótima ponta como uma espertalhona jogadora de pôquer

*****

Matéria da repórter Fernanda Ezabella, publicada na revista "Serafina", da Folha de S.Paulo, em 30.01.2011