John Francis Daley e Jonathan Goldstein comandam o longa, estrelado por Ezra Miller
<>
De acordo com o PursueNews, os diretores John Francis Daley e Jonathan Goldstein vão começar a rodar 'The Flash' em fevereiro de 2019 em Atlanta.
Depois de um longo atraso, o projeto parece estar indo de acordo com o plano da DC Films e da Warner, para um lançamento em 2020.
Atualmente, os únicos membros do elenco confirmados são Ezra Miller reprisando seu papel como Flash, Kiersey Clemons como Iris Allen e Billy Crudup como Henry Allen, o pai de Barry.
Mais novidades sobre o elenco provavelmente aparecerão nos próximos meses.
Zack Snyder aparece na ficha técnica do filme como produtor - mas como ele felizmente foi afastado dos longas da DC pela Warner, isso deve ser apenas um descuido do estúdio.
Outros nomes como Alex Gartner, Geoff Johns, Dan Mazer, Richard Suckle, Deborah Snyder, Phil Lord, Christopher Miller, Jon Berg e Denise Di Novi também estão listados como produtores do projeto.
Foto do Topo: Ezra Miller como o Flash em 'Liga da Justiça' - Divulgação/Warner Bros.
O filme conta a história da viúva do presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy, Jacqueline Kennedy (Natalie Portman).
Focado nos quatro dias posteriores ao assassinato de seu marido, a trama mostra como ela lida com os traumas gerados por algo que ficou marcado na história.
CRÍTICA:
'Jackie', em exibição em 56 salas em todo o Brasil, mostra o drama da mais famosa primeira dama dos Estados Unidos diante da morte de seu marido, o icônico John F. Kennedy.
Histórias sobre os bastidores do poder são válidas para entendermos melhor certos eventos, mas, mesmo diante desse caso tão norte-americano, a grande atuação de Natalie Portman transforma essa narrativa em algo universal, afinal a protagonista é retratada sem filtros, algo raramente visto em obras do tipo.
A atriz está incrível, segura e determinada a criar a mais fiel e humana versão de Jackie Kennedy que o cinema já viu.
Natalie Portman interpreta Jackie Kennedy - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Bac Films
Ela domina o filme e acompanhar sua intensa jornada é hipnotizante, independentemente da personagem ser ou não uma grande figura histórica.
A forma como mostra insegurança, firmeza, tristeza e força é marcante e mostra que Portman, de fato, é uma das grandes intérpretes do cinema atual.
A trama começa semanas após o assassinato de JFK com uma entrevista de Jackie a um repórter (Billy Crudup).
Ela revive aquelas momentos sem medo de mostrar sua dor e insegurança ao jornalista, mas sem permitir que esses fatos cheguem ao público.
O ponto principal era justificar a necessidade que sentiu de transformar o funeral do marido em um grande espetáculo para elevar seu nome ao status de lenda, algo que, 54 anos depois, podemos concluir que de fato aconteceu.
O chileno Pablo Larraín ('O Clube') reconta, de forma marcante, o momento do assassinato, as horas imediatamente seguintes e o impacto sobre Jackie quando ela se dá conta da realidade.
Com flashbacks, a trama nos leva a momentos da vida do casal na Casa Branca, à gravação do famoso programa de TV em que a primeira dama apresenta sua residência oficial ao povo americano, mas o foco está mesmo nos eventos após o fatídico crime.
O elenco de apoio faz um grande trabalho, especialmente Peter Sarsgaard como Bobby Kennedy e Billy Crudup como jornalista com a tarefa de ultrapassar as barreiras emocionais de Jackie e vislumbrar a verdadeira mulher por trás do ícone.
Peter Sarsgaard como Bobby Kennedy
Esses atores proporcionam a base para Natalie Portman encarar esse personagem de forma tão poderosa.
Apesar do bom trabalho dos coadjuvantes, o mérito é da atriz, capaz de convencer mesmo nos momentos de maior desespero ou descontrole, sem deixar de recriar a presença impactante da figura conhecida pelo público.
Não por acaso, Portman segue como a favorita em levar para casa o Oscar de Melhor Atriz.
Larrain mantém a câmera próxima a Natalie em todos os momentos para aumentar o impacto emocional, especialmente quando a atriz circula pelos quartos vazios da Casa Branca, ligeiramente bêbada e usando vestidos extravagantes ao som de discos antigos - a trilha sonora de Mica Levi é realmente muito boa.
Billy Crudup como o jornalista que fez histórica entrevista com Jackie
Dito isso, algumas cenas parecem coreografadas demais e as discussões de Jackie com o padre interpretado por John Hurt parecem fora de contexto e tiram parte da imersão por sua falta real de propósito.
Fora essas pequenas falhas, Jackie desafia os padrões de biografias ao mostrar sua protagonista de forma muito mais crua do que poderíamos esperar.
Portman encarna a personagem de maneira impressionante, a ponto de sentirmos suas dúvidas e sua dor ao longo de toda a obra.
Embora a narrativa não traga nada novo do ponto de vista histórico, é o drama e a atuação de Portman que fazem dessa obra algo impactante, não por se tratar de Jackie Kennedy, mas por mostrar uma mulher forte e sempre tão segura de si diante de sua maior provação.
(Crítica de Daniel Reininger - CineClick) PRÊMIOS E INDICAÇÕES: Oscar - Melhor Atriz - Natalie Portman Oscar - Melhor Figurino Oscar - Música (Original Score)
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
'JACKIE'
Título Original:
JACKIE
Gênero:
Biografia
Direção:
Pablo Larraín
Roteiro:
Noah Oppenheim
Elenco:
Beth Grant, Billy Crudup, Caspar Phillipson, Corey Johnson, David Caves, Don Whatley, Georgie Glen, Greta Gerwig, John Hurt, Lindsay Dyan Epp, Marla Aaron Wapner, Matthew Bowerman, Max Casella, Natalie Portman, Nathan Ferguson, Neal McNeil, Peter Sarsgaard, Richard E. Grant, Sunnie Pelant, Yann Bean
Produção:
Ari Handel, Darren Aronofsky, Juan de Dios Larraín, Mickey Liddell, Pascal Caucheteux, Scott Franklin