Nesta terça (14), começa a 72º edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes, um dos mais prestigiosos eventos do ano para o audiovisual mundial
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Até o dia 25 de maio, serão exibidos centenas de filmes inéditos tanto para a imprensa quanto para os distribuidores do mundo inteiro.
ALGUNS DESTAQUES DA 72º EDIÇÃO:
Brasil
Cinco produções brasileiras estão selecionadas: Bacurau e O Traidor, na disputa pela Palma de Ouro,A Vida Invisível de Eurídice Gusmão (na mostra Um Certo Olhar), Sem Seu Sangue (na Quinzena dos Realizadores) e Indianara (na ACID).
Tapete vermelho
Brad Pitt, Leonardo DiCaprio e Margot Robbie estrelam "Era uma vez em… Hollywood", e não é preciso ser um mago para entender que, 25 anos após "Pulp Fiction", Quentin Tarantino garantirá o show.
Desta vez o tema é o amor pelo cinema e a perda da inocência de Hollywood em 1969, um ano depois do massacre de Charles Manson.
Dor e glória
O novo filme de Pedro Almodóvar, em busca de sua primeira Palma de Ouro, traz seu alter ego Antonio Banderas e Penélope Cruz em uma história que se alimenta com potência da própria biografia do cineasta.
O rei Alain Delon
O mito do cinema francês, que sempre teve uma relação de altos e baixos com o festival, finalmente aceitou a Palma de Ouro por sua carreira, ainda que tenha "hesitado por muito tempo", segundo o próprio diretor de Cannes, Thierry Fremaux.
O ator de 83 anos nunca recebeu reconhecimentos da mostra, mas a premiação tardia gerou críticas de feministas - Delon é amigo do neonazista Jean-Marie Le Pen e admitiu ter estapeado mulheres.
Maradona e Elton John
A presença dos dois ainda é incerta, mas o gênio do futebol e o astro da música são temas de filmes incluídos na programação de Cannes.
Maradona é protagonista de um documentário de Asif Kapadia sobre sua passagem vitoriosa pelo Napoli.
Já "Rocketman" é uma biografia musical de Elton John, interpretado por Taron Egerton, que busca surfar na onda do sucesso de "Bohemian Rhapsody".
Nenhum dos dois concorre à Palma de Ouro.
Ken Loach e os irmãos Dardenne
Não há cineastas mais "cannenses" do que eles, multipremiados por filmes que elevam a taxa de realidade no festival com olhares para um contemporâneo doloroso.
Aos 82 anos, Ken Loach havia anunciado sua aposentadoria - então, "Sorry We Missed You", uma história sobre a depressão econômica, é um presente para o público.
Já os belgas levam a Cannes "Young Ahmed", a história de um adolescente que planeja matar sua professora após aderir a uma interpretação extremista do Corão.
Buscetta, o traidor
Marco Bellocchio concorre à Palma de Ouro com o filme sobre a trágica figura do líder mafioso Tommaso Buscetta, vivido por Pierfrancesco Favino.
O criminoso, que viveu escondido no Brasil por anos, entrou para a história ao colaborar com a Justiça e revelar as entranhas da Cosa Nostra.
Retornos
Claude Lelouch leva novamente Jean-Louis Trintignant e Anouk Aimée aos lugares e emoções de "Um Homem, Uma Mulher", enquanto Werner Herzog apresenta "Family Romance", que aborda a cultura japonesa.
A Universal Pictures divulgou o trailer do novo drama de Pedro Almodóvar e que tem Antonio Banderas como protagonista
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Confira:
A trama narra uma série de reencontros de Salvador Mallo, um diretor de cinema em declínio.
Alguns físicos, outros de suas lembranças: sua infância nos anos 60, quando ele emigrou com os pais para Paterna, uma cidade de Valência em busca de prosperidade, o primeiro desejo, seu primeiro amor adulto e em Madrid, nos anos 80, a dor do fim desse amor, quando ele ainda estava vivo e pulsante, a escrita como a única terapia para esquecer o inesquecível, a descoberta precoce do cinema e do vazio, o vazio imensurável diante da impossibilidade de seguir.
O pôster, você confere aí em cima.
Escrito e dirigido por Pedro Almodóvar, o longa tem no seu elenco, além de Banderas, Asier Exeandia, Sbaraglia Leonardo, Nora Navas, Penelope Cruz, Cecilia Roth, Julieta Serrano, Susi Sánchez e Julián López.
Dor e Glória será lançado nos cinemas nacionais no dia 13 de junho.
Evento acontece até 28 de maio, no belo balneário francês
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O Festival de Cannes começa hoje (17) sua 70ª edição e tem como principais estrelas as atrizes Nicole Kidman, Julianne Moore e Jessica Chastain.
Esse ano a festa já começa com uma novidade que promete dar o que falar - o anúncio de um documentário de Michael Moore sobre Donald Trump.
Outra novidade é a presença do cineasta Pedro Almodóvar à frente do Júri.
É a primeira vez que um espanhol comanda o grupo que anunciará a Palma de Ouro no dia 28 de maio.
Outros membros são Will Smith e Jessica Chastain, a chinesa Fan Binbing e a alemã Maren Ade.
Sempre polêmico, durante conferência para imprensa, Pedro Almodóvar criticou a empresa de serviço de streaming Netflix.
"As plataformas digitais são uma nova forma de oferecer palavras e imagens, o que em si é enriquecedor. Mas essas plataformas não devem substituir as formas existentes como os cinemas", disse o diretor espanhol.
Para o cineasta, não é a sétima arte que deve se adaptar as redes de streaming, mas sim o contrário.
"Eles nunca devem mudar a oferta para os espectadores. A única solução que eu acho é que as novas plataformas aceitam e obedecem as regras existentes que já são adotadas e respeitadas pelas redes existentes".
Outro membro do juri de Cannes, Will Smith saiu em defesa da Netflix:
"Eu tenho filhos de 16, 18 e 24 anos de idade em casa. Eles vão ao cinema duas vezes por semana, e eles assistem Netflix", iniciou.
"Há pouco conflito entre ir ao cinema e assistir Netflix", declarou.
Almodóvar (de chapéu), Smith e Chastain, no centro da foto que mostra o júri da edição deste ano do Festival de Cannes - AFP
Destaques
A mostra competitiva conta com dezenove filmes, a maioria de diretores consagrados em Cannes.
Um dos favoritos é 'Happy End', do austríaco Michael Haneke.
Caso vença, o cineasta pode se tornar o primeiro a faturar três Palmas de Ouro - ele venceu anteriormente com 'A Fita Branca' e 'Amor'.
'The Killing of a Sacred Deer', com Nicole Kidman e Colin Farrell, é a aposta do grego Yorgos Lanthimos, famoso por 'O Lagosta'.
A atriz de 'Big Little Lies' e vencedora do Oscar é o grande nome desta edição do festival e também está presente em outras duas produções: 'How to Talk to Girls at Parties', que faz parte da competição, e a série de TV 'Top of the Lake', da diretora Jane Campion.
Nicole Kidman no red carpet de Cannes 2017 - AFP
Julianne Moore está em 'Wonderstruck', do norte-americano Todd Haynes e o Festival também deve ter a presença de Uma Thurman, Kirsten Dunst, Joaquin Phoenix e o diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, que apresentará o curta-metragem de realidade virtual 'Carne e Areia', sobre a travessia de imigrantes ilegais na fronteira com os Estados Unidos.
Sofia Coppola também está na disputa, com 'O Estranho que Nós Amamos', longa baseado no filme de 1971 protagonizado por Clint Eastwood.
A italiana Monica Bellucci volta a ser a anfitriã, papel que já desempenhou em 2003.
'Les fantômes d'Ismael', do francês Arnaud Desplechin e estrelado por Marion Cotillard, foi selecionado como filme de abertura.
Will Smith brinca com Jessica Chastain, na abertura oficial do festival - AFP
Segurança
Serão 12 dias de festa, que conta com esquema de segurança inédito, já que a França permanece sob estado de emergência após a onda de atentados que sofreu nos últimos anos.
Trezentas barricadas disfarçadas de jardineiras foram instaladas nos arredores do Palácio dos Festivais, com o objetivo de evitar um atentado com um veículo.
Não custa lembrar que 10 meses atrás aconteceu o ataque com um caminhão em Nice, cidade vizinha a Cannes, que deixou 86 mortos.
Além disso, segundo o prefeito da cidade, Georges-François Leclerc, o evento conta com 550 câmeras de segurança e foram mobilizados não só policiais, mas também militares.
Polêmicas e novidades
O festival mal começou e já está dando o que falar.
A Netflix faz sua estreia na competição oficial em meio a muita polêmica, já que a seleção de suas produções 'Okja', do sul-coreano Bong Joon-Ho e 'The Meyerowitz Stories', do americano Noah Baumbach, provocou indignação por não serem exibidos nos cinemas do país.
A pressão obrigou o festival a adotar uma nova regra e a partir de 2018: todos os filmes precisam estrear nos cinemas da França.
Na véspera da abertura, o diretor americano Michael Moore confirmou que trabalha em um documentário sobre Donald Trump com o título 'Fahrenheit 11/9', dia do anúncio dos resultados da eleição presidencial e referência a seu filme 'Fahrenheit 11 De Setembro', que tratava sobre o ataque às Torres Gêmeas.
"Sim, estou fazendo um filme para sair dessa confusão", o cineasta postou no Twitter - o anúncio oficial deve acontecer em Cannes.
Além disso, o argentino Ricardo Darín, que vai apresentar seu novo filme no evento, o thriller político 'La Cordillera', fará parte do elenco do próximo projeto do diretor iraniano Asghar Farhadi, que ganhou duas vezes o Oscar de melhor filme estrangeiro (por 'O Apartamento' e 'A Separação').
Darín se junta a Penélope Cruz e Javier Bardem num thriller sobre o sequestro de uma jovem.
Foram anunciados na manhã desta quinta a seleção oficial da 70ª edição do Festival de Cannes, que acontece entre 17 e 28 de maio.
Dos 1.930 filmes concorrentes, a organização escolheu 18 para a competição oficial, quatro longas-metragem estão fora de competição e três sessões da meia-noite.
Os filmes dos diretores Sofia Coppola e Michael Haneke estão entre os favoritos.
Já na mostra Un Certain Regard foram anunciadas 16 obras.
Este ano, o filme de abertura será 'Les Fantômes D'Ismaël', de Arnaud Desplechin, exibido fora de competição.
O cineasta espanhol Pedro Almodóvar presidirá ao júri da competição oficial, responsável por atribuir a Palma de Ouro, prêmio máximo do festival.
Além disso, Cannes exibirá episódios da aguardada nova temporada de 'Twin Peaks', que marca o retorno de David Lynch.
O presidente do Festival de Cinema de Cannes, Pierre Lescure, participou de uma conferência de imprensa para a apresentação do 70º festival de Cannes, em Paris - AP / Francois Mori
Confira a seleção:
COMPETIÇÃO
Nelyubov (Loveless), Andrey Zvyagintsev
Good Time, Benny Safdie e Josh Safdie
You Were Never Really Here, Lynne Ramsay
Le Redoutable, Michel Hazanevicius
Geu-hu (The Day After), Hong Sangsoo
Hikari (Radiance), Naomi Kawase
The Killing Of A Sacred Deer, Yorgos Lanthimos
A Gentle Creature, Sergei Loznitsa
Jupiter's Moon, Kornél Mundruczó
L'amant Double, François Ozon
The Beguiled, Sofia Coppola
Rodin, Jacques Doillon
Happy End, Michael Haneke
Wonderstruck, Todd Haynes
120 Battements Par Minute, Robin Campillo
Aus Dem Nichts (In The Fade), Fatih Akin
Okja, Bong Joon-ho
The Meyerowitz Stories, Noah Baumbach
FORA DE COMPETIÇÃO
Les Fantômes D'Ismaël, Arnaud Desplechin
How To Talk To Girls At Parties, John Cameron Mitchell
Visages, Villages, Agnès Varda e Jr.
Mugen Non J?nin (Blade Of The Immortal), Miike Takashi
UN CERTAIN REGARD
Barbara, Mathieu Amalric *filme de abertura da secção*
A Novia del Desierto (The Desert Bride), Cecilia Atan, Valeria Pivato
Tesnota (Closeness), Kantemir Balagov
Aala Kaf Ifrit (Beauty And The Dogs), Kaouther Ben Hania
L'Atelier, Laurent Cantet
Fortunata (Lucky), Sergio Castellitto
Las Hijas De Abril (April's Daughter), Michel Franco
Western, Valeska Grisebach
Posoki (Directions), Stephan Komandarev
Out, Gyorgy Kristof
Sanpo Suru Shinryakusha (Before We Vanish), Kiyoshi Kurosawa
En Attendant Les Hirondelles (The Nature Of Time), Karim Moussaoui
Lerd (dregs), Mohammad Rasoulof
Jeune Femme, Léonor Serraille
Wind River, Taylor Sheridan
Après La Guerre (After The War), Annarita Zambrano
SESSÕES ESPECIAIS
12 Jours, Raymond Depardon
They, Anahita Ghazvinizadeh
An Inconvenient Sequel, Ronni Cohen e Jon Shenk
Top of the Lake: China Girl, Jane Campion e Ariel Kleiman
FESTIVAL DE GRAMADO: 'BARATA RIBEIRO, 716' LEVA O KIKITO DE MELHOR FILME
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FESTIVAL DE VENEZA: FILME FILIPINO LEVA LEÃO DE OURO
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'AQUARIUS': LONGA JÁ LEVOU MAIS DE 100 MIL ESPECTADORES AOS CINEMAS E SE TORNA UM SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA AO GOVERNO GOLPISTA DE TEMER
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'THE BATMAN': GEOFF JOHNS CONFIRMA QUE JOE MANGANIELLO VIVERÁ O EXTERMINADOR NO FILME
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'LIGA DA JUSTIÇA' IRÁ DIRETO AO PONTO, AFIRMA GEOFF JOHNS
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TIM BURTON FINALMENTE GANHA ESTRELA NA CALÇADA DA FAMA
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OSCAR 2017: MUITAS NOVIDADES NESSA SEMANA
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MEMÓRIA: LESLIE H. MARTINSON
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Veja:
FESTIVAL DE GRAMADO: 'BARATA RIBEIRO, 716' LEVA O KIKITO DE MELHOR FILME
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Longa conta as aventuras de jovens boêmios em plena ditadura
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O 44º Festival de Gramado acabou de forma surpreendente ao entregar o Kikito de melhor filme a um longa que estava longe de ser um dos favorito.
'Barata Ribeiro, 716', drama dirigido pelo carioca Domingos Oliveira e que narra a vida de jovens boêmios de Copacabana em plena ditadura militar, deixou para trás a cinebiografia de Elis Regina, com Andreia Horta no papel da cantora, cuja vitória era quase certa.
Na mesma categoria concorriam "El Mate", "O Roubo da Taça", "O Silêncio do Céu", e "Tamo Junto".
O longa de Oliveira ainda levou os Kikitos de melhor roteiro, fotografia, direção de arte e melhor ator (Paulo Tiefenthaler).
Confira um 'making-off' do filme ganhador:
Já 'Elis' ficou com os prêmios do júri popular, montagem e de melhor atriz (para a elogiada atuação de Andreia Horta).
A cerimônia ainda contou com homenagens a Elke Maravilha, que morreu a menos de um mês - a atriz foi premiada pela atuação no curta-metragem "Super Oldboy".
Sonia Braga, Diva e estrela do elogiado 'Aquarius' (que não competiu em Gramado), foi homenageada com o troféu Oscarito pelo conjunto de sua obra.
Tony Ramos recebeu o troféu Cidade de Gramado - prêmio honorário concedido a personalidades marcantes do cinema.
José Mojica Marins (o Zé do Caixão) e a atriz argentina Cecilia Roth (Musa de Almodóvar) também foram lembrados.
Entrada do Palácio dos Festivais em Gramado (RS) - Divulgação
Veja os premiados nas principais categorias:
Melhor Filme:
"Barata Ribeiro, 716", de Domingos Oliveira
Melhor Direção:
Domingos Oliveira ("Barata Ribeiro, 716")
Melhor Atriz:
Andréia Horta ("Elis")
Melhor Ator:
Paulo Tiefenthaler ("O Roubo da Taça")
Melhor Atriz Coadjuvante:
Glauce Guima ("Barata Ribeiro, 716")
Melhor Ator Coadjuvante:
Bruno Kott ("El Mate")
Melhor Roteiro:
Lucas Silvestre e Caíto Ortiz ("O Roubo da Taça")
Melhor Fotografia:
Ralph Strelow ("O Roubo da Taça")
Melhor Filme - Júri Popular:
"Elis", de Hugo Prata
Melhor Filme - Júri da Crítica:
"O Silêncio do Céu", de Marco Dutra
Prêmio Especial do Júri:
"O Silêncio do Céu", pelo domínio da construção narrativa e da linguagem cinematográfica
Prêmio Especial do Júri:
Elke Maravilha ("Super Oldboy") e Maria Alice Vergueiro ("Rosinha"), pela contribuição artística de ambas
Prêmio Aquisição Canal Brasil:
"Rosinha", de Gui Campos
FESTIVAL DE VENEZA: FILME FILIPINO LEVA LEÃO DE OURO
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Emma Stone levou o prêmio de Melhor Atriz
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Na edição 2016 do Festival de Veneza, o prêmio máximo, o Leão de Ouro, foi para o filme filipino 'The Woman Who Left', do diretor Lav Diaz.
Já a produção dirigida pelo estilista Tom Ford, 'Nocturnal Animals', ganhou o Grande Prêmio do Júri.
Emma Stone levou o prêmio de melhor atriz por sua atuação em 'La La Land'.
Entrada do Palácio dos Festivais de Veneza - Divulgação
Veja a lista completa de vencedores abaixo:
Competição principal
Leão de Ouro:
The Woman Who Left de Lav Diaz
Grand Jury Prize:
Nocturnal Animals de Tom Ford
Leão de Prata de Melhor Diretor:
Empate entre Amat Escalante, La Region Salvaje e Andrei Konchalovsky, Paradise
Melhor Atriz:
Emma Stone, La La Land
Melhor Ator:
Oscar Martínez, El Ciudadano Ilustre
Melhor Roteiro:
Noah Oppenheim, Jackie
Special Jury Prize:
The Bad Batch, dir: Ana Lily Amirpour
Marcello Mastroianni Award para Melhor Revelação:
Paula Beer, Frantz
Veneza Horizons, mostra secundária
Melhor Filme:
Liberami, de Federica Di Giacomo
Melhor Diretor:
Fien Troch, Home
Special Jury Prize:
Big Big World, de Reha Erdem
Melhor Atriz:
Ruth Diaz, The Fury Of A Patient Man
Melhor Ator:
Nuno Lopes, São Jorge
Melhor Roteiro:
Wang Bing, Bitter Money
Melhor Curta-Metragem:
La Voz Perdida de Marcelo Martinessi
"Luigi De Laurentiis" Venice Award para Melhor Filme de Estreia:
The Last Of Us de Ala Eddine Slim
'AQUARIUS': LONGA JÁ LEVOU MAIS DE 100 MIL ESPECTADORES AOS CINEMAS E SE TORNA UM SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA AO GOVERNO GOLPISTA DE TEMER
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Apesar dos 'do contra', o longa, que foi aclamado fora do Brasil, precisou de apenas uma semana em exibição por aqui para chegar a esta marca
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Os dados são da consultoria Rentrak.
'Aquarius' esteve no último Festival de Cannes concorrendo à Palma de Ouro e chamou a atenção dos críticos do mundo inteiro - pela sua excelente qualidade e também pelos protestos que seu diretor e elenco fizeram contra o golpe parlamentar brasileiro.
No próximo mês, o longa será lançado também nos EUA e países da Europa.
Não à toa "Aquarius" acabou se transformando em um símbolo da resistência do mundo artístico ao governo golpista de Michel Temer.
A polêmica começou em Cannes em maio, quando no tapete vermelho da maior vitrine do cinema internacional o diretor Kleber Mendonça Filho e seu elenco, que inclui a estrela Sônia Braga, levantaram cartazes que denunciavam o golpe parlamentar no Brasil.
Aqui, a então presidente Dilma Rousseff acabava de ser afastada pelo Senado, à espera do julgamento de destituição que chegou ao fim na semana passada.
Elenco e diretor de 'Aquarius' protestam em Cannes - AFP
O longa-metragem estreou no Brasil no dia 1º de setembro, exatamente um dia depois do impeachment e se transformou em um símbolo do descontentamento da esquerda intelectual, que tem lotado as salas de cinema e acompanha as projeções com aplausos e gritos de "Fora Temer!".
Um feito e tanto para um longa que sofreu boicote dos conservadores e de idiotas de vários naipes, que após Cannes pediam que o público não assistisse ao longa.
Um deles foi o jornalista Reinaldo Azevedo, da 'Veja'.
Sua frase - "O dever das pessoas de bem é boicotar Aquarius" - foi utilizada, inclusive, num dos cartazes promocionais quando o longa atingiu 55 mil espectadores após quatro dias de exibição - o que enfureceu o nazi-jornalista, que não gostou da brincadeira irônica e chamou o diretor do longa, Kleber Mendonça Filho, de "fanfarrão" e "petralha".
Nessa semana, Mendonça Filho comentou que seu longa é uma "coincidência paranormal" com a trama política do Brasil.
"A história do filme pode ser vista como a história de Dilma, algo que francamente nunca planejei: uma mulher que está sendo desalojada de maneira injusta. Existem por trás poderes que querem que ela saia", afirmou Mendonça Filho.
Se nos primeiros quatro dias de exibição o filme teve 55 mil espectadores -um número significativo para uma produção local- agora, com 100 mil, ele aparece como favorito na lista dos 16 longas que aspiram representar o Brasil na competição pelo Oscar de melhor filme estrangeiro.
Outras polêmicas, sobre a classificação do filme somente "para maiores de 18 anos" (modificada para "maiores de 16" depois de uma gritaria geral da classe artística) e sobre os membros da comissão que escolherá o representante para o Oscar, colocaram o trabalho de Kleber ainda mais em evidência no atual contexto político.
Desde que o golpista Temer assumiu o comando do Brasil, ainda como presidente interino, seu governo empreendeu uma série de reformas que geraram rejeição nos setores de esquerda e em grande parte da classe artística - como a extinção do Ministério da Cultura, uma decisão que depois de muitos protestos e ocupações foi revertida.
Artistas como Caetano Veloso e Chico Buarque se juntaram à essa oposição: o primeiro publicou uma foto nas redes sociais com um cartaz escrito "Fora Temer" antes de subir ao palco da abertura dos Jogos Olímpicos em agosto, e em seus shows na Europa o público tem cantado palavras de ordem contra o novo presidente.
Chico, por sua vez, acompanhou o ex-presidente Lula na tribuna de honra durante a exaustiva sessão em que Dilma se defendeu no Senado, já na etapa final de seu julgamento.
"Os agentes da cultura são como uma caixa de ressonância, como um espaço privilegiado de reflexão sobre as principais questões nacionais", disse à AFP Edson Farias, professor de Sociologia da Universidade de Brasília.
Entretanto, Farias acredita que o alcance das manifestações desses grupos de elite na sociedade brasileira ainda é bem limitada.
"Essas atitudes, seja a de Chico ou do elenco do filme 'Aquarius', indicam um prestígio que ainda existe entre os artistas, mas a possibilidade de ressonar dentro dos círculos de poder legislativos, judiciário e do governo brasileiro ainda é distante", ponderou.
Mesmo assim, não deixa de ser uma importante posição contra o Golpe em curso no Brasil.
'THE BATMAN': GEOFF JOHNS CONFIRMA QUE JOE MANGANIELLO VIVERÁ O EXTERMINADOR NO FILME
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Diretor criativo da DC escreve o roteiro do longa com Ben Affleck, que também estrelará e dirigirá
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Na semana passada, Ben Affleck divulgou uma curta cena nas suas redes sociais, mostrando o vilão Exterminador em ação, chamando a atenção de todos para sua presença ou não em 'The Batman', próximo filme solo do Morcego.
Relembre:
Nessa semana, segundo o The Wall Street Journal, Joe Manganiello ('Magic Mike') será o ator a dar vida ao vilão.
Mais: no vídeo divulgado por Affleck, já era o próprio Manganiello vestindo o uniforme e a máscara do Exterminador.
Logo depois, Geoff Johns, que cuida das adaptações da DC na Warner, confirmou que o ator viverá o vilão.
Joe Manganiello já aparece como o Exterminador em arte feita por fã - Internet
No entanto, ele não confirmou se o Exterminador aparecerá no longa solo do Homem-Morcego ou se fará parte da 'Liga Da Justiça', que continua sendo rodado em Londres.
A data de filmagens e lançamento do novo filme do Batman ainda não está definida pela Warner Bros.
Ben Affleck retorna como o Cavaleiro das Trevas, além de ser responsável pelo roteiro (com Geoff Johns) e direção do longa.
'LIGA DA JUSTIÇA' IRÁ DIRETO AO PONTO, AFIRMA GEOFF JOHNS
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Trama também focará nas mortes causadas pelo Batman, disse o cabeça da DC na Warner
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Uma das maiores críticas a 'Batman Vs Superman: A Origem Da Justiça' foi o ritmo arrastado e a trama com muitos floreios.
Mas, segundo Geoff Johns, um dos maiores artistas da DC, seu diretor e agora responsável pelas adaptações dos seus personagens para a Warner, isso não deve se repetir.
Em entrevista ao The Wall Street Journal, ele, que vem tirando dia a dia o poder que o diretor Zack Snyder tinha no universo DC na Warner, afirmou que o universo cinematográfico da DC está passando por reformulações.
Geoff Johns posa diante de um painel do universo DC - Screenrant
Johns falou ainda que erroneamente, o estúdio apostou em uma sobriedade que não é exatamente o ponto principal de seus personagens.
"Isso não poderia estar mais errado", comentou.
Ele ainda falou qual seria de fato o diferencial da DC:
"É uma visão de vida esperançosa e otimista. Mesmo o Batman tem uma centelha disso. Se ele não pensasse que é capaz de tornar o futuro melhor, ele pararia".
Primeira imagem do elenco do longa - Warner Bros.
Além disso, ele revelou que a trama de 'Liga da Justiça', que continua sendo rodado em Londres, deve focar também nas mortes causadas pela aparição de Batman (Ben Affleck).
'Liga da Justiça' estreia em 16 de novembro de 2017.
TIM BURTON FINALMENTE GANHA ESTRELA NA CALÇADA DA FAMA
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Um dos mais talentosos diretores de todos os tempos, finalmente eternizado no mais famoso ponto turístico de Hollywood
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Finalmente, o diretor Tim Burton foi homenageado na Calçada da Fama em Hollywood, Los Angeles, com a famosa Hand & Foot Print Ceremony, deixando a marca de seus pés, mãos e assinatura em uma placa.
Tim Burton assina a Calçada da Fama - THR
Burton começou sua carreira no cinema nos anos 1970 como desenhista da Disney e a partir de 'Beetlejuice' passou a ser notado como um grande criador de histórias.
A fama chegou mesmo com 'Batman' (1989), que desencadeou a segunda grande 'Bat Mania' mundial - saiba mais da primeira no 'Memória', abaixo.
Seus filmes são reconhecidos como góticos, por vezes excêntricos, mas dificilmente deixam de ser bons.
A cerimônia, que ocorreu em 8 de setembro, ainda contou com uma sessão de autógrafos e um encontro com os fãs de 'O Lar Das Crianças Peculiares', novo longa do cineasta com estreia prevista para 29 de setembro no Brasil.
OSCAR 2017: MUITAS NOVIDADES NESSA SEMANA
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Natalie Portman cotada, filme de Almodóvar escolhido e diretor recusando convite da Academia
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Essa semana, definitivamente, foi o ponto de partida para as especulações referentes ao Oscar 2017.
Primeiro, falemos de Natalie Portman, cotada a Melhor Atriz por 'Jackie'.
O longa arrancou aplausos da plateia ao estrear no Festival de Veneza, mas se saiu de lá sem nenhum prêmio, foi o suficiente para a performance de atriz israelense chamar a atenção.
O longa, dirigido por Pablo Larraín ('No', de 2012)) deve estrear somente em 2017 e é baseado na biografia da icônica primeira dama americana.
A trama acompanha os primeiros dias de Jakie Kennedy após o assassinado do presidente John F. Kennedy, seu então marido, em 1964.
Pela atuação, e pelo burburinho em Veneza, a atriz surgiu como um dos nomes mais fortes ao Oscar 2017 - Portman já levou uma estatueta da Academia, por sua atuação em 'Cisne Negro' (2010).
Natalie Portman como Jackeline Kennedy, em cena do longa - Divulgação
Ainda nessa semana, o diretor de 'Pantera Negra', Ryan Coogler, recusou um convite para fazer parte da Academia da Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável por escolher os vencedores do Oscar todos os anos.
Se alguns até imaginaram que a recusa poderia ser algum tipo de protesto pelo baixo números de indicados afro-descendentes, Ryan Coogler contemporizou, dizendo que apenas não acha relevante dar sua opinião sobre a arte de terceiros e votar para eleger os vencedores do prêmio mais famoso do cinema.
O cineasta Ryan Coogler posa diante de um cartaz de 'Pantera Negra' - THR
Além dele, outros cineastas, como Woody Allen e Sean Penn, já tinham recusado o convite da Academia, alegando o mesmo motivo.
Juntamente com Ryan Coogler, foram convidados para fazerem parte da Academia mais 683 membros da indústria, um número recorde.
Entre eles está a cineasta brasileira Anna Muylaert (Que Horas Ela Volta?).
Enquanto isso, na Espanha, o novo longa de Pedro Almodóvar, 'Julieta', venceu 'El Olivo' e 'La Novia' e será o representante do país no Oscar 2017.
Membros da Academia Espanhola de Artes e Ciências Cinematográficas decidiram que o filme de Almodóvar seria o melhor representante do país para competir.
'El Olivo' (dirigido por Icíar Bollaín) e 'La Novia' (de Paula Ortiz), também estavam na disputa pela vaga.
Na trama, Julieta sofre com a morte de seu marido, Xoan.
Sua filha Antía acaba precisando lidar com a depressão da mãe, mas elas se distanciam muito nesse processo.
Quando a garota completa 18 anos, sai de casa sem dar satisfações e faz com que Julieta perceba o abismo entre as duas.
Pedro Almodóvar posa com as atrizes Emma Suárez e Adriana Ugarte, protagonistas de 'Julieta' - Divulgação
Envolto em temas densos como destino e culpa, o longa retrata a história de uma mãe que vive uma incerteza depois de ter sido abandonada, sem explicações.
O roteiro ainda destaca o mistério que nos leva a deletar pessoas de nossas vidas como se elas não tivessem deixado alguma lembrança.
No dia 24 de janeiro serão anunciados os indicados.
Já a cerimônia de premiação do Oscar 2017 está prevista para 26 de fevereiro.
MEMÓRIA: LESLIE H. MARTINSON
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Diretor do primeiro longa do Batman e de icônicas séries de TV morreu aos 101 anos
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Leslie Herbert Martinson nasceu em 16 de janeiro de 1915 em Boston, Massachussetts e trabalhou como jornalista antes de aceitar um emprego de roteirista na Metro, em 1936.
No início dos anos 1950, virou diretor de seriados - aqueles que passavam nos cinemas, antes dos filmes - primeiro na Republic Pictures e depois, na Warner Brothers Television.
Nos anos de 1954 e 1955, ele dirigiu a primeira sitcom da Lenda Mickey Rooney para a TV, chamada 'The Mickey Rooney Show' e sua carreira de diretor deslanchou.
Ao longo dos anos 1960 e 1970, Martinson continuou dirigindo filmes e séries de TV para a Warner - como 'Mulher-Maravilha', 'Maverick' , 'PT 109' , 'Temple Houston', 'Missão Impossível' , 'Mannix', 'Super Vicky', 'O Homem de Seis Milhões de Dólares' e 'Mulher Biônica'.
Durante os anos 1980, Martinson dirigiu episódios de 'Harper Vale PTA' , 'CHiPs' , 'Ilha da Fantasia' e 'Airwolf'.
Mas sua carreira ficou marcada por ter sido um dos diretores que mais dirigiram a série 'Batman', nas suas três temporadas (1966-1968) para a Fox.
Martinson, atrás, se diverte com as palhaçadas de Adam West e Burt Ward nos bastidores de 'Batman' - THR
Seu trabalho na primeira temporada foi tão bom - a série foi um estrondoso sucesso e detonou a primeira Bat Mania mundial - que Martinson foi escolhido para dirigir 'Batman - O Homem-Morcego' (1966), longa feito para o cinema e pensado para apresentar a bat-série aos mercados fora dos EUA.
O longa apresentava, além do inédito encontro do Pinguim com o Coringa, Charada e Mulher-Gato, os também inéditos batcóptero, bat lancha e bat cicleta, usados pelos protagonistas Adam West e Burt Ward.
Ele era casado com a apresentadora de televisão e escritora Connie Martinson.
Leslie H. Martinson morreu no último dia 03 de setembro, aos 101 anos.
Por todo o talento e por todas as séries e filmes que tão bem dirigiu, essa postagem é dedicada à sua memória.