Mostrando postagens com marcador Isabelle Huppert. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Isabelle Huppert. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de setembro de 2018

'THE ROMANOFFS': NOVA SÉRIE DA AMAZON GANHA TEASER

<>
Série terá oito episódios
<>

Assista:


A série é uma antologia composta por oito episódios distintos, cujas histórias norteiam grupos diferentes de personagens.

A única coisa que liga as diversas tramas e o fato de que em cada narrativa há uma ou mais pessoas convictas de que são descendentes da casa real russa Romanoff.

A produção marca o retorno para a televisão do aclamado roteirista e showrunner Matthew Weiner.

O criativo é o responsável pela premiada série de época, 'Mad Men', encerrada em 2015 - última vez que o produtor trabalhou com um programa seriado.

A trama conta com um elenco de estrelas composto Isabelle Huppert, Corey Stoll, Aaron Eckhart e Amanda Peet.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

SPIRIT AWARDS 2017: 'MOONLIGHT' LEVA COMO MELHOR FILME

<>
O Spirit Awards 2017 anunciou seus vencedores na noite deste sábado
<>

Na noite deste sábado, o prêmio mais importante do cinema independente consagrou 'Moonlight - Sob A Luz Do Luar' como melhor filme, 'A Bruxa' como melhor filme de estreia, Isabelle Hupert como melhor atriz e Casey Affleck como melhor ator, seguindo a tendência das premiações da temporada e sendo assim mais um importante termômetro para o Oscar, cuja cerimônia de entrega será amanhã (26).

Resultado de imagem para spirit awards 2017
Isabelle Hupert , melhor atriz do Spirit Awards - IndiwWire
'Moonlight - Sob A Luz Do Luar' ainda levou nas categorias de melhor roteiro, melhor fotografia, melhor edição, além de conquistar o prêmio especial Robert Altman.

Resultado de imagem para spirit awards 2017
Casey Affleck, melhor ator por 'Manchester a Beira-Mar' - E! Online
O longa brasileiro 'Aquarius' perdeu na categoria Melhor Filme Internacional para o alemão 'Toni Erdmann', um dos favoritos ao Oscar 2017 e que terá uma versão americana protagonizada por Jack Nicholson, que volta a filmar depois de um longo tempo.

Confira os vencedores do Spirit Awards 2017:

Melhor Filme
Moonlight

Melhor Diretor
Barry Jenkins - Moonlight

Melhor Filme de Estreia
A Bruxa - VENCEDOR

Melhor Atriz
Isabelle Huppert - Elle

Melhor Ator
Casey Affleck - Manchester à Beira-Mar

Melhor Atriz Coadjuvante
Molly Shannon - Other People

Melhor Ator Coadjuvante
Ben Foster - Hell or High Water

Melhor Roteiro
Barry Jenkins - Moonlight (história de Tarell Alvin McCraney

Melhor Roteiro de Estreia
Robert Eggers - A Bruxa

Melhor Fotografia
James Laxton - Moonlight

Melhor Edição
Joi McMillon e Nat Sanders - Moonlight

Prêmio John Cassavetes
Spa Night

Prêmio Robert Altman
Moonlight

Melhor Documentário
O.J.: Made In America

Melhor Filme Internacional
Toni Erdmann (Alemanha e Romênia)

Prêmio Piaget de Produtores
Jordana Mollick

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

OSCAR 2017: 10 CURIOSIDADES SOBRE UM DOS PRÊMIOS MAIS IMPORTANTES DO MUNDO, QUE SERÁ ENTREGUE NO DOMINGO

<>
Em sua 89ª edição, o Oscar é um dos prêmios mais antigos, importantes e lendários do mundo
<>

De 16 de maio de 1929 (quando aconteceu a primeira edição) para cá, muita coisa aconteceu - e, de alguma forma, o prêmio concedido pela Academia de Artes e Ciência Cinematográficas de Hollywood continua impressionando.

Confira 10 curiosidades sobre a edição de 2017:

1. 'LA LA LAND', O FENÔMENO

Com 14 indicações, 'La La Land - Cantando Estações'  (trailer acima) é o terceiro filme na história a atingir o recorde de nomeações, anteriormente de 'A Malvada' (1950) e 'Titanic' (1997).

O longa de Damien Chazelle (que pode se tornar o cineasta mais jovem a levar o prêmio de Melhor Diretor, aos 32 anos) é a grande favorito da noite e ainda tem a chance de se tornar o maior vencedor de todos os tempos.

Para isso, precisará superar a marca de 11 Oscar, alcançada por 'Ben-Hur' (1959), 'Titanic' e 'Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei' (2003).


2. MERYL STREEP, A RECORDISTA

Ao ser indicada por seu trabalho com a personagem-título de 'Florence - Quem É Essa Mulher' (trailer acima), Meryl Streep bateu o seu próprio recorde e se tornou a intérprete mais nomeada de todos os tempos.

Agora, a atriz que o idiota do Donald Trump chamou de "superestimada'' já soma 20 indicações.

Streep ganhou 3 Oscar: Melhor Atriz Coadjuvante por 'Kramer vs Kramer' e Melhor Atriz por 'A Escolha de Sofia' e A Dama de Ferro' e nessa edição pode empatar o número de vitórias de Katharine Hepburn, a atriz recordista, com 4 prêmios.

O único ator vivo que está "próximo" da marca de nomeações de Streep é Jack Nicholson, que tem 12 indicações no total.


3. CASEY AFFLECK OU DENZEL WASHINGTON?

Casey Affleck pode ter perdido o prêmio de Melhor Ator do SAG (sindicato dos atores dos Estados Unidos e sólido indicador do Oscar) para Denzel Washington, mas ainda é o favorito da categoria no Oscar.

O irmão mais novo de Ben Affleck levou o Globo de Ouro, o BAFTA e ganhou várias outras premiações por sua atuação em 'Manchester à Beira-Mar' (trailer acima).

No entanto, a campanha do ator tem sofrido um boicote por causa do seu envolvimento em um caso de abuso sexual - o qual também envolveu seu irmão, Ben, em 2010.

Esse escândalo pode tirar Affleck da jogada, deixando o caminho livre para Denzel Washington, seu concorrente direto.

Se o protagonista de 'Um Limite Entre Nós' levar a estatueta, entrará para o seleto grupo formado por Daniel Day-Lewis, Jack Nicholson e Walter Brennan - os três são os atores mais vitoriosos da história, com 3 prêmios cada - e também se tornará o ator negro com maior número de vitórias.

Com essa sétima indicação, Washington se manteve no posto de ator negro mais vezes indicado ao Oscar.


4. EMMA STONE E O FIM DO JEJUM

Há 12 anos, 'Menina de Ouro', de Clint Eastwood, levou os Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Morgan Freeman) e Melhor Atriz (Hillary Swank).

Esta foi a última vez em que a atriz principal do Melhor Filme ganhou um Oscar - mas esse "jejum" pode acabar em 2017.

Se tudo correr como o previsto pelas casas de apostas dos Estados Unidos e pela mídia especializada internacional, Emma Stone e 'La La Land' (veja um 'atrás das câmeras acima) vencerão a premiação e, novamente, a protagonista do Melhor Filme também será a Melhor Atriz do ano.


5. VIOLA DAVIS, OUTRA RECORDISTA

Após ser indicada como Melhor Atriz Coadjuvante por 'Dúvida' e como Melhor Atriz por 'Histórias Cruzadas', Viola Davis - que é a favorita da disputa - foi indicada novamente (como coadjuvante) ao Oscar por seu trabalho em 'Um Limite Entre Nós' (trailer acima).

Com esta nomeação, Davis atinge uma marca história: ela é a primeira atriz negra a ser indicada a três Oscar.


6. O OSCAR DA DIVERSIDADE

Após a grande polêmica do #OscarSoWhite no ano passado, quando só atores e atrizes brancos foram indicados às quatro categorias de atuação, a Academia resolveu se mexer para promover uma maior diversidade nos prêmios.

Enquanto muito ainda precisa ser realizado, a boa notícia é que a premiação de 2017 bateu vários recordes na questão da diversidade e, pela primeira vez na história, todas as categorias de atuação têm pelo menos um indicado negro: Denzel Washington como Ator Principal por 'Um Limite Entre Nós'; Ruth Negga como Atriz Principal por 'Loving'; 'Mahershala Ali' como Ator Coadjuvante por 'Moonlight: Sob A Luz do Luar' (veja trailer acima) - sem contar com a nomeação do indiano/britânico Dev Patel por 'Lion - Uma Jornada Para Casa' e Octavia Spencer, Naomie Harris e Viola Davis indicadas à categoria de Melhor Atriz Coadjuvante por 'Estrelas Além do Tempo', 'Moonlight' e 'Um Limite Entre Nós', respectivamente.

A categoria de Atriz Coadjuvante, inclusive, também traz um recorde em si: o maior número de indicados negros em uma só categoria de atuação na história do Oscar.


7. O ANO DOS DIRETORES NEGROS

O ano também foi ótimo para os diretores negros

Na categoria de Melhor Documentário, quatro dos cinco indicados são negros: Ava DuVernay por 'A 13ª Emenda'; Roger Ross Williams por 'Vida, Animada'; Raoul Peck por 'Eu Não Sou Seu Negro' (trailer acima) e Ezra Edelman por 'O.J.: Made in America'.

Barry Jenkins, por sua vez, se tornou o quarto cineasta negro a ser indicado na história da premiação - os outros são John Singleton, o nomeado a Melhor Diretor mais novo de todos os tempos, por 'Os Donos da Rua' na edição de 1992, quando tinha apenas 24 anos; Lee Daniels por 'Preciosa - Uma História de Esperança' na edição de 2010; e Steve McQueen por '12 Anos de Escravidão' no ano de 2013.

Jenkins também é o primeiro realizador negro a ser indicado também como produtor e roteirista (Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado).

8. JOI McMILLON, PRIMEIRA NEGRA INDICADA  A MELHOR MONTAGEM

Em 1970, a grande sensação do Oscar foi 'Perdidos na Noite', filme protagonizado por Dustin Hoffman e Jon Voight e que venceu 3 Oscar (Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado).

Indicado ainda a outros 4 Oscar, o longa fez história também por causa da nomeação do montador negro Hugh A. Roberston à categoria de Melhor Montagem - Robertson tornou-se o primeiro negro a ser indicado na categoria.

Neste ano, a montadora Joi McMillon seguiu os passos de Robertson ao editar 'Moonlight' e inscreveu seu nome na história do prêmio: é a primeira mulher negra a ser indicada na categoria.

9. ASGHAR FARHADI PODE LEVAR MELHOR FILME ESTRANGEIRO EM PROTESTO À POLÍTICA ANTI REFUGIADOS DE TRUMP

Donald Trump é presidente dos Estados Unidos há apenas um mês, mas suas ações já abalaram diversas áreas da sociedade estadunidense, atingindo também a política externa e assuntos internacionais.

Seu decreto, que proibiu a entrada de refugiados provenientes de 7 países do Oriente Médio (Irã, Iraque, Síria, Líbia, Iêmen, Somália, Sudão) impediu a viagem do diretor Asghar Farhadi e da atriz Taraneh Alidoosti aos Estados Unidos.

Os iranianos eram esperados na cerimônia do Oscar, uma vez que 'O Apartamento' (na foto acima, Shahab Hosseini e Taraneh Alidoosti, em cena do filme), longa mais recente de Farhadi, está na competição pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

O cineasta e a protagonista da obra já anunciaram que não irão ao país comandado por Trump nem que uma permissão especial seja concedida para sua viagem ou que o veto seja revogado.

A produção mais cotada para vencer na categoria é o concorrente da Alemanha, 'Toni Erdmann', um dos maiores destaques do último Festival de Cannes, mas a mídia internacional já especula que a Academia pode dar a vitória a 'O Apartamento' como uma forma de protesto a Trump.


10. A PRIMEIRA INDICAÇÃO DA DIVA FRANCESA ISABELLE HUPPERT

Prestes a completar 64 anos, Isabelle Huppert enfim recebeu sua primeira indicação ao Oscar.

A intérprete de Michèle Leblanc em 'Elle' (trailer acima), dirigido por Paul Verhoeven, é considerada uma das maiores atrizes francesas de todos os tempos e é a recordista de nomeações nos prêmios César, o Oscar francês.

Além de ter vencido a maior competição de cinema da França em 1996 com seu trabalho por 'Mulheres Diabólicas', Huppert levou o Globo de Ouro neste ano e os prêmios de Melhor Atriz em Veneza e em Cannes duas vezes.

Se vencer o Oscar, Huppert se juntará à italiana Sophia Loren ('Duas Mulheres') e à também francesa Marion Cottilard ('Piaf - Um Hino ao Amor'), as únicas vencedoras do prêmio de Melhor Atriz por uma interpretação em um filme estrangeiro.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

GOTHAM AWARDS: MOONLIGHT É O GRANDE VENCEDOR DO PRIMEIRO GRANDE PRÊMIO DA TEMPORADA

<>
Drama acompanha vida de adolescente negro e gay que foge do ambiente de violência
<>

Com o Gotham Awards nesta semana, tivemos a abertura na temporada de premiações em Hollywood, onde muitos servem de termômetro para o Globo de Ouro e principalmente para o Prêmio da Academia - o Oscar.

No Gotham Awards, o grande vencedor da noite foi 'Moonlight', drama de Barry Jenkins que está sendo apontado como um dos possíveis indicados pela Academia.

Resultado de imagem para Isabelle Huppert gotham awards 2016
Elenco de 'Moonlight' no Gotham Awards - THR
A trama acompanha um garoto que tenta escapar a todo custo do caminho fácil da criminalidade e do mundo das drogas em Miami, em busca de um futuro melhor.

A partir daí ele embarca em uma jornada de autoconhecimento, questionando padrões impostos e descobrindo a sua sexualidade.

Ao todo, a produção levou 4 troféus: Melhor Filme, Melhor Roteiro, Prêmio da Audiência e o Prêmio Especial do júri - como Melhor Elenco.

Confira o trailer de 'Moonlight':


Quem também foi premiado foi Casey Affleck.

O irmão mais novo de Ben Affleck estrela o drama 'Manchester à Beira-Mar' e pelo seu papel, levou na categoria de Melhor Ator.

Resultado de imagem para casey affleck gotham awards 2016
Casey Affleck segura seu troféu de Melhor Ator - Getty
Já a francesa Isabelle Huppert, com sua elogiada atuação em 'Elle' (candidato da França ao Oscar de Melhor filme estrangeiro) levou como Melhor Atriz.

Resultado de imagem para Isabelle Huppert gotham awards 2016
 Isabelle Huppert em cena de 'Elle' - Divulgação
Confira os vencedores do Gotham Awards 2016:

MELHOR FILME
Moonlight

MELHOR ATOR
Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar)

MELHOR ATRIZ
Isabelle Huppert (Elle)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Elenco de Moonlight

MELHOR DOCUMENTÁRIO
O.J.: Made in America

DIRETOR REVELAÇÃO
Trey Edward Shults (Krisha)

ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO
Anya Taylor-Joy (A Bruxa)

MELHOR ROTEIRO
Barry Jenkins (Moonlight)

PRÊMIO DA AUDIÊNCIA
Moonlight

SÉRIE DE LONGA DURAÇÃO
Crazy Ex-Girlfriend

SÉRIE DE CURTA DURAÇÃO
Her Story

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

'AMOR': MICHAEL HANEKE NÃO FAZ CONCESSÕES EM LINDA HISTÓRIA DE AMOR AOS 80 E QUE JÁ FOI PREMIADÍSSIMA


Contar uma história de amor entre dois professores de música octogenários, na telona e na vida real, envolvendo-os num dilema ligado a doença, degeneração e morte.

É essa 'tour de force" que o diretor e roteirista austríaco Michael Haneke decidiu enfrentar em “Amor”, longa estrelado pelos premiados veteranos franceses Emmanuele Riva e Jean-Louis Trintignant e que já levou, entre outros, a Palma de Ouro de Melhor Filme em Cannes 2012; Melhor Filme Estrangeiro no Globo de Ouro 2013; Melhor Filme, Melhor Diretor (Michael Haneke) e Melhor Atriz (Emmanuelle Riva) da National Society Of Film Critics (2012); prêmios do Cinema Europeu de Melhor Filme, Diretor, Ator e Atriz (2012); prêmios de Melhor Filme e Melhor Atriz da Associação dos Críticos de Cinema de Los Angeles (2012).

As lendas da interpretação francesa Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva, em cena de "Amor" - Fotos dessa postagem: Divulgação: Imovision

E sim, foi indicado a Melhor Filme, Filme Estrangeiro, Atriz (Emmanuelle Riva, a mais velha a ser indicada), Diretor e Roteiro Original no Oscar 2013 - ufa!

Ao contrário dos dramas semelhantes filmados em Hollywood, o diretor afasta-se de um clima sentimental e prefere ser rigoroso no estilo, focalizando os detalhes que fazem do casal íntimo e cúmplice, criando entre si um ninho exclusivo, no qual até mesmo a filha (Isabelle Huppert, maravilhosa) parece ser uma intrusa.

A Diva Isabelle Huppert interpreta a filha do casal

Este pequeno mundo culto, refinado e muito parceiro do casal é subitamente abalado pela descoberta de uma doença degenerativa de Anne (Emmanuele Riva), que provoca intensa angústia e sobrecarrega Georges (Trintignant).

A lenda Emmanuele Riva, como Anne, em cena do filme

Mas o passar dos dias trazem também a iminência de uma decisão drástica, em que estará em jogo não só a liberdade individual como a noção do limite da dignidade.

Assim, nenhum espectador passará imune pela radicalidade deste filme pesado, intenso e sem concessões, com interpretações memoráveis do casal protagonista - o que prova que atores e atrizes não tem idade, e sempre estão prontos a fazer interpretações inesquecíveis.

A lenda Jean-Louis Trintignant, como Georges, em cena do filme

Basta serem chamados a trabalhar, como Michael Haneke fez.

Filmaço.

Confira o trailer do filme:

*****
'AMOR'
Título Original:
Amour
Diretor:
Michael Haneke
Elenco:
Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva, Isabelle Huppert, Alexandre Tharaud, William Shimell, Ramón Agirre, Rita Blanco, Carole Franck, Dinara Drukarova, Laurent Capelluto, Jean-Michel Monroc, Suzanne Schmidt, Damien Jouillero, Walid Afkir
Produção:
Stefan Arndt, Margaret Ménégoz
Roteiro:
Michael Haneke
Fotografia:
Darius Khondji
Duração:
127 min.
Ano:
2012
País:
França, Alemanha, Áustria
Gênero:
Drama
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Imovision
Estúdio:
Les Films du Losange / X-Filme Creative Pool / Wega Film
Classificação:
14 anos
Cotação do Klau:

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

VENEZA 2012: NOVO LONGA DE MARCO BELLOCCHIO E CURTA BRASILEIRO FORAM APRESENTADOS


A imprensa italiana estava aguardando ansiosamente um longa local para o qual pudesse torcer na premiação da 69ª edição do Festival de Cinema de Veneza, que se encerra no sábado.

Segundo Rodrigo Salem, da Folha, o diretor Marco Bellocchio nem precisou esforçar-se em "Bella Addormentata" ("A Bela Adormecida") para ganhar essa torcida.

O filme foi um dos mais aplaudidos do evento, mas talvez seja italiano demais para o júri comandando pelo americano Michael Mann.

Bellocchio usa o episódio real da polêmica morte de Eluana Englaro por eutanásia, em 2009, para debater sobre política, religião e amor.

Tiziana Fabi/France Presse
Marco Bellocchio (à esq.) e  seu filho Pier Giorgio  em Veneza

"A morte dela me afetou profundamente e seria errado usar o filme como a bandeira de uma ideologia", diz o diretor - de filmes como "Irmãs Jamais" e "Vincere".

"Não quis mostrar muito o ódio, por isso todos os personagens possuem algo de bom, independente do que sentem", explica o cineasta.

Na órbita do caso de eutanásia há uma atriz famosa (Isabelle Huppert) que se entrega à religião na esperança que sua filha em coma acorde, uma garota católica (Alba Rohrwacher) que se apaixona por um rapaz contrário a suas crenças, e um médico (Pier Giorgio Bellocchio, filho do diretor) em busca de salvar uma "junkie" suicida (Maya Sansa).

Bellocchio obtém ótimas interpretações, mas o longa só ganha peso na brilhante crítica ao governo do ex-primeiro-ministro Berlusconi com a linha narrativa do senador (Toni Servillo) e seus encontros com os colegas de bancada e um psiquiatra (Roberto Herlitzka) na sede do partido.

"Aquilo lembrou-me do inferno de Dante", brinca Herlitzka, a melhor coisa de "Bella Addormentata".

Confira o trailer de "Bella Addormentata":


Ainda na quinta, o único representante brasileiro em Veneza 2012 foi exibido: o curta-metragem "O Afinador", de Fernando Camargo e Matheus Parizi, é um dos concorrentes da mostra Orizzonti, que faz parte da seleção oficial do festival.

O filme foi bem recebido pelo público e pelos críticos, que participaram de uma sessão na tarde.

Em conversa exclusiva com a repórter Janaína Pereira, do CinePOP, Fernando Camargo disse que é uma honra participar do Festival.
"Estamos aqui sem pensar em prêmio ou na exibição comercial do filme, queremos aproveitar o Festival para fazer contato com outros produtores e diretores e divulgar nosso trabalho."

Divulgação
Os diretores de "O Afinador", Fernando Camargo e Matheus Parizi

O filme brasileiro foi exibido em uma sessão com alguns dos curta-metragens que concorrem ao prêmio da Mostra Orizzonti.

"O Afinador", que começa em ritmo acelerado, foi apresentado após uma sequencia de curtas mais lentos, o que acabou beneficiando nossos representantes.

"O público riu junto e acompanhou o filme, e isso é muito bom", comentou Matheus Parizi.

O protagonista Lui Seixas também está em Veneza, e ficou emocionado após a sessão.
"Vi pela primeira vez o filme aqui, e na hora fica aquele nervosismo né? E a sensação de que poderia fazer diferente, mas no geral foi ótimo e estou muito feliz com essa oportunidade."

Divulgação
O ator Lui Seixas, em cena do curta

O curta-metragem é a primeira codireção da dupla brasileira e conta a história de Paulo, um jovem afinador de pianos que quer se tornar um concertista.

No elenco, além de Lui Seixas, estão Norival Rizzo e Sandra Corveloni - vencedora do prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes em 2008.

O curta-metragem brasileiro terá outra exibição em Veneza no sábado (8), quando serão conhecidos os vencedores do Festival.

Confira o trailer de "O Afinador":

domingo, 20 de maio de 2012

FESTIVAL DE CANNES: AS LENDAS JEAN-LOUIS TRINTIGNANT E EMMANUELLE RIVA EMOCIONARAM A PLATEIA COM 'AMOUR'


Os veteranos Jean-Louis Trintignant, de 81 anos, e Emmanuelle Riva, de 85, emocionaram neste domingo o público presente no Festival de Cannes e se mostram claramente favoritos aos prêmios de interpretação do evento com uma história nada complacente - "Amour", do austríaco Michael Haneke.

É um filme sobre a velhice, sobre o amor entre um casal que começa a viver uma fase tão avançada da vida e como ambos se ajudam num momento difícil, sem deixar que ninguém de fora entorpeça o caminho que lhes resta para percorrer.

Não trata do romantismo do amor, mas da necessidade de auxílio recíproco de um casal.

Menos ambicioso que "A Fita Branca" - vencedor da Palma de Ouro de 2009 - "Amour" marca o retorno de Haneke à Côte d'Azur. 
"Nunca faço um filme para demonstrar algo. Se chegamos a certa idade, estamos obrigatoriamente confrontados com o sofrimento, dos pais, dos avós, de outros parentes...".

O diretor considera o sofrimento como algo natural, que ele próprio já teve de lidar dentro de sua família, fato que representou o ponto de partida para este filme, cujo objetivo, segundo ele, "não é criar um debate social".

É um filme que, embora nada complacente, aborda a ternura que surge da cumplicidade entre um casal que passou toda a vida junto.

Os personagens de Trintignant e Emmanuelle dão uma lição de dignidade e, apesar de tudo, não se deixam levar pelo giro final de suas vidas quando ela sofre uma paralisia.
AFP
Emmanuelle Riva e Jean-Louis Trintignant, hoje em Cannes

Trintignant - que já ganhou o prêmio de Melhor Ator em Cannes em 1969 por "Z", de Costa Gavras - recebeu neste domingo calorosos aplausos ao chegar à entrevista coletiva de apresentação do filme, e se mostrou tão emocionado como brincalhão.
"Michael é um dos melhores diretores do mundo. Tive a oportunidade de trabalhar com ele, que me disse que talvez não haveria outra", declarou Trintignant, que diz se sentir, pela primeira vez na vida, satisfeito com seu trabalho.
"É pretensioso, mas me perdoem".

Para ele, atuar em "Amour" foi "muito doloroso", um trabalho "muito, muito difícil de fazer", mas que lhe deu "grande felicidade".
"Nunca encontrei um diretor tão exigente. Tem o filme na cabeça e conhece muito bem toda a técnica do cinema", ressaltou o ator, antes de acrescentar com um sorriso: "não o aconselho a ninguém".

Emmanuelle, que interpreta uma mulher em incessante deterioração moral, explicou que, no início, pensava que não conseguiria se colocar na pele de Anne, mas que pouco a pouco entrou no personagem "de forma natural e com uma paixão muito forte".

Tanto que não queria deixar de ser Anne quando a tomada terminava - "cada vez ela levava meia hora para se recuperar", lembrou Trintignant - e até dormia junto ao local das filmagens para ficar em contato permanente com ele, "mas sem nenhuma tristeza", pois não estava arrasada na vida real.

Sobre isso, Haneke destacou que, para os atores e o diretor, é muito mais difícil assistir ao filme, assistir na tela, do que fazer o trabalho. 
"Não temos piedade dos personagens (durante as filmagens)", declarou o cineasta.

Para ele, quem sofre é o espectador ao ver o resultado.

"Nós estamos aí para criá-los da forma mais eficaz. É um pouco romântica a ideia de que, ao fazer um filme trágico e triste, nós estamos tristes", esclareceu.

E, para Haneke, essa forma mais eficaz passa principalmente pelo som, como indicou Trintignant e reconheceu o diretor. 
"Michael é muito sensível e é a primeira vez que vejo um diretor tão atento ao som, a sua precisão", afirmou o ator.

Haneke admitiu que trabalha "mais com os ouvidos do que com os olhos"
Para ele, é mais fácil saber se algo soa falso simplesmente ouvindo o ator.

Junto ao casal protagonista, o único personagem de maior presença é o de Isabelle Huppert, que interpreta Eva, filha de ambos, uma mulher um tanto fria e distante que vive o drama de seus pais de uma forma particular.

"Não acho que meu personagem seja cruel" - disse Isabelle, em resposta a uma pergunta dos jornalistas -, "mas a situação. Há algo que separa inexoravelmente os mortos dos vivos. Há duas velocidades que são contraditórias, que não podemos compreendê-las, e isso é o cruel".


*****
Confira matéria de Alexandria Sage, da Reuters:

É um tema raramente enfocado pelo cinema, mas Michael Haneke nos força a enfrentar a realidade que cairá sobre nós -o fim da vida- em "Amor", seu belo e devastador filme.
"Amour", nome original do filme, falado em francês, acompanha um casal idoso, ex-professores de música que desfrutam de uma aposentadoria confortável, em Paris até que Anne, interpretada por Emmanuelle Riva, sofre um derrame.
"É um filme muito poderoso e um filme muito solene. Poderia quase parecer um documentário sobre esse acontecimento terrível e doloroso", disse Emmanuelle, mais conhecida por sua participação em "Hiroshima Mon Amour" (1959),  durante entrevista coletiva à imprensa. "É tremendamente simples e, por ser tão simples, é tão poderoso", acrescentou, falando em francês.
Muitas lágrimas foram derramadas durante a exibição do filme para a imprensa, antes da estreia mundial neste domingo em Cannes, e a julgar pelos comentários entusiasmados postados pelos críticos em blogues e no twitter, Haneke já está entre os favoritos na disputa pelo prêmio principal, - a Palma de Ouro.
Georges, o amoroso esposo de Anne, interpretado por Jean-Louis Trintignant, luta admiravelmente para se adaptar à situação enquanto o estado de Anne se deteriora, mas Haneke é impiedoso ao nos mostrar a banalidade e tristeza da rotina diária que caracteriza a nova vida do casal.
Vemos Georges ajudar Anne a ir da cama para a cadeira de rodas, a ir ao banheiro ou durante monótonas sessões de fisioterapia, e em cada situação o público é arrastado para o seu mundo, dolorosamente consciente de que a morte se aproxima. 
"Nada disso merece ser mostrado", diz Georges à filha Eva, interpretada por Isabelle Huppert, quando a fala de Anne se deteriora, se transformando em um balbuciar incoerente.

Haneke convenceu o veterano ator Trintignant, de 81 anos, a abandonar a aposentadoria para interpretar Georges - o ator ganhou o prêmio de melhor ator em Cannes em 1969, pelo filme político "Z".
"Sofri enormemente, mas? estou muito satisfeito com o nosso trabalho", disse Trintignant. "Foi doloroso, mas ao mesmo tempo muito bonito."
Haneke - ganhador da Palma de Ouro em 2009, por "A Fita Branca" e presença constante em Cannes, disse que seu novo filme não é um comentário sobre os idosos ou o tratamento que a sociedade dá a eles. 
Em vez disso, afirmou, está muito orgulhoso por fazer um filme "simples" sobre um relacionamento e seu fim inevitável.

Confira o trailer de "Amour":
*****
Matéria de Alicia García de Francisco, da Agência EFE, em Cannes