Mostrando postagens com marcador transexuais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador transexuais. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

DIVERSIDADE: NOME SOCIAL PARA TRANSEXUAL NÃO OPERADO, NOME SOCIAL NA SAÚDE CURITIBANA, PROJETO APROVADO NO SENADO E MAIS UM PASTOR HIPÓCRITA PRESO


Separei nessa semana quatro matérias muito legais para vocês lerem:

JUSTIÇA AUTORIZA TRANS A TROCAR DE NOME, MESMO SEM TROCAR DE SEXO
*****
TRANSEXUAIS SERÃO CHAMADOS PELO NOME SOCIAL NAS UNIDADES DE SAÚDE DE CURITIBA (PR)
*****
MUDANÇA DE NOME DE TRANSEXUAIS É APROVADA EM COMISSÃO DO SENADO FEDERAL
*****
SERVIDOR PÚBLICO GAY CONSEGUE LICENÇA-MATERNIDADE NO MS
*****
PASTOR AMERICANO QUE 'CURAVA' GAYS É PRESO DEPOIS DE ABUSAR SEXUALMENTE DE DOIS HOMENS
*****
Agora leia:

JUSTIÇA AUTORIZA TRANS A TROCAR DE NOME, MESMO SEM TROCAR DE SEXO

Segundo o G1, uma artista transformista de São João da Boa Vista (SP) conseguiu mudar o nome Adauto Antonio Fernandes para Fernanda Carraro Fernandes.

O processo para mudança foi iniciado em fevereiro deste ano, mas a rapidez na decisão da Justiça surpreendeu porque não houve a cirurgia para mudança de sexo.

O pedido foi julgado no fórum da cidade e o juiz aprovou depois de analisar os argumentos e checar as informações sobre a vida dela.

Os advogados contaram que por causa do nome masculino Fernanda Carraro passou por vários constrangimentos.
“Nós embasamos principalmente em relação à Constituição que diz respeito à dignidade da pessoa humana. Além das situações que ela vinha passando, como por exemplo em uma consulta médica em que ao invés de ser chamada por Fernanda era chamada por Adauto”, explicou Gabriel Martins Scaravelli, um dos advogados da transformista.

G1
Fernanda, trabalhando no seu salão

Fernanda contou sobre os vários anos que sofreu preconceito.
“Teve países que foi preciso tirar a roupa para provar quem eu era. Eu passei muitos anos de constrangimentos, já chorei e me envergonhei muito. Quando sou chamada pelo nome masculino, as pessoas que estão a minha volta e não me conhecem, ficam chocadas”, relatou.

Conhecida pelo trabalho como maquiadora, cabeleireira e transformista, ela se disse feliz com a decisão da Justiça e acredita que a mudança é uma vitória, principalmente porque não fez a cirurgia para mudança de sexo.
“O que eu queria era ter o nome que eu uso há 30 anos nos meus documentos e poder apresentar isso dignamente”, afirmou.

A nova certidão de nascimento de Fernanda foi entregue a ela na segunda (26).

Ao contrário do que muitos imaginam, as transexuais que optam pela cirurgia de mudança de sexo não são maioria: é uma cirurgia complicadíssima, com um dolorido pós operatório, e nem todas querem se submeter a isso.

Mais uma vez, parabéns à Justiça do nosso país, que vem mudando as leis para melhor e não se contamina pelo ranço medievalesco ainda presente em nossos legislativos.

TRANSEXUAIS SERÃO CHAMADOS PELO NOME SOCIAL NAS UNIDADES DE SAÚDE DE CURITIBA (PR)

Segundo o G1, a secretária municipal de saúde, Eliane Chomatas, assinou uma portaria que prevê que travestis e transexuais sejam chamados pelo nome social no atendimento nas unidades de saúde da Prefeitura de Curitiba.

A norma foi publicada em Diário Oficial e deve valer para todos os procedimentos nas unidades de saúde, como consultas, coleta de exames, aplicação de vacinas e também no painel eletrônico dos centros de urgências médicas.

A portaria foi assinada em uma solenidade que reuniu representantes dos segmentos LGBT (de gays, lésbicas, travestis e transexuais), e as secretarias municipais de Recursos Humanos, Educação e Defesa Social.

G1
A secretária de saúde fala na solenidade onde assinou a portaria

"É um passo a mais da rede de saúde para vencer preconceitos, reforçar o direito das pessoas, respeitar a identidade sexual e diminuir constrangimentos que possam ocorrer", afirmou a secretária de saúde.

Eliane Chomatas explicou ainda que as equipes das unidades de saúde irão passar por "um processo de sensibilização para incorporar e colocar em prática" a portaria.

O nome civil continuará sendo usado pelos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), em Curitiba, em situações que exijam internações ou cirurgias.

A presidente do Grupo Dignidade, a transexual Rafaelly Wiest, de 29 anos, está na fila de espera para fazer a operação de mudança de sexo pelo SUS e, para ela, a assinatura da portaria é um avanço.
"Em 2008, teve a portaria ministerial. Em 2010, foi no Paraná e, agora, em Curitiba. Tudo começou, em 2006, com a publicação da carta dos direitos dos usuários do SUS para receber um tratamento humanizado e com respeito à orientação sexual", relembrou.

Rafaelly disse, também, que utiliza o SUS apenas no processo de mudança de sexo: ela optou em fazer um plano de saúde privado, no qual é atendida desde 2009 para outros tipos de consultas e disse qie a escolha do plano particular foi por praticidade e segurança.

A transexual contou que o serviço privado respeita o nome social há algum tempo, antes mesmo da portaria estadual - ela relatou que o nome social e usado até na fatura de cobrança.
"Acho bonito. É respeito e reconhecimento".

Rafaelly acredita que não basta somente a assinatura da portaria.
"Pedimos a ampla divulgação. Os profissionais têm que estar a par de que é um direito".
Ela ainda afirmou que a ação da Secretaria está apenas seguindo uma política que vem sendo adotada desde 2006.

A transexual contou que, em uma ocasião, foi a um posto 24 horas para tratar uma alergia na pele.
Ao entrar no consultório médico, depois de passar pela triagem, o médico já estava com a receita pronta.
"Ele não me examinou. Fui embora chorando".
Ela ainda disse que, depois, procurou outro médico em outra unidade de saúde e descobriu que havia sido medicada incorretamente.
"Ele me deu um remédio errado porque não me examinou por preconceito", avaliou.

Rafaelly denunciou que, em alguns casos, profissionais fazem questão de chamar transexuais e travestis pelo nome civil para expô-los na frente de outras pessoas. 
"Tem gente que grita para todo mundo ouvir".

Agora, se gritarem, vão ter que te chamar pelo seu nome social, Rafaelly!

Parabéns pela conquista.

MUDANÇA DE NOME DE TRANSEXUAIS É APROVADA EM COMISSÃO DO SENADO FEDERAL

Conforme reporta Welton Trindade, do site Parou Tudo, foi aprovado na quarta ( 21) pela Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, projeto de lei que reconhece a questão da identidade de gênero e permite a troca de nome nos documentos de identidade mesmo sem a feitura da cirurgia de readequação de sexo.

A proposta foi elaborada pela ex-senadora Marta Suplicy (PT-SP), em 2011.

Parou Tudo
Arte a favor da mudança

O relatório foi apresentado pelo senador Aníbal Diniz (PT-AC) e agora o PLS 658/2011 segue para a Comissão de Constituição e Justiça da casa.

Se aprovada, a norma passa a valer.

Difícil, mas vamos acompanhar.

SERVIDOR PÚBLICO GAY CONSEGUE LICENÇA-MATERNIDADE NO MS

Segundo a Folha de S.Paulo, um servidor público de Campo Grande (MS), que mantém uma união homossexual, conseguiu o direito a licença-maternidade integral na Justiça do estado.

O funcionário, que não teve o nome divulgado, tem a guarda judicial conjunta de uma criança de menos de um ano e por causa da tutela, ele conseguiu obter 120 dias de licença, prorrogável por mais 60 dias.

O pedido foi concedido no último dia 26 pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Divulgação

O relator do processo afirmou, em sua decisão, que "é razoável a alegação de que importaria [...] impedir a criança do necessário convívio e cuidado nos primeiros meses de vida, sob o fundamento de falta de previsão constitucional ou legal para a concessão de licença no caso de adoção ou de guarda concedidas a casal homoafetivo".

De acordo com a advogada responsável pelo caso, Tânia Regina Cunha, o companheiro do servidor - que trabalhada no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral do Estado) - não terá direito à licença porque trabalha como autônomo e não é filiado à Previdência Social.

Grande avanço - e que, com esse caso, se cria jurisprudência a respeito.

PASTOR AMERICANO QUE 'CURAVA' GAYS É PRESO DEPOIS DE ABUSAR SEXUALMENTE DE DOIS HOMENS

Poderia muito bem ser aqui no Brasil, mas foi nos EUA: segundo a Folha de S.Paulo, um pastor de Minnessota foi preso e acusado de abusar sexualmente de dois homens durante sessões de ‘aconselhamento para se libertar de tendências homossexuais’.

O reverendo Ryan J. Muehlhauser, pastor de uma igreja em Cambrigde, Minnesota, responde a oito acusações criminais por abuso sexual de rapazes que passavam pela ‘terapia’ indicada por ele, que pode pegar até dez anos de prisão por cada um dos crimes e pagar milhares de dólares em multas.

Muehlhauser foi preso em 4 de novembro, mas foi formalmente acusado dos crimes de abuso sexual no tribunal do condado de Isanti, em Cambrigde, Minessota,  no final do mes - segundo o jornal “Daily Mail”.

Daily Mail
Página do jornal com a foto e notícia da prisão do pastor

Nas sessões, o pastor da igreja cristã de Lakeside pedia para os rapazes se despirem e se masturbarem na sua frente.

Em alguns casos, o pastor segurava o genital de seus clientes, dizendo que o contato era uma forma de ‘benção’.

Os abusos teriam ocorrido em datas diferentes, em um deles entre outubro de 2010 a outubro de 2012, e no outro cliente entre março e novembro deste ano.

Uma das vítimas disse a polícia que continuou as sessões mesmo depois do abuso porque acreditava se tratar de um aconselhamento espiritual.... então tá, né??

Muehlhauser trabalhava como conselheiro em uma organização que há 30 anos ‘aconselha homens e mulheres a fazer decisões para romper com a vida homossexual’.

A igreja a qual era ligado, no entanto, divulgou nota contraria à prática.
“Como uma igreja, nós estamos profundamente tristes pela notícia de que comportamentos certamente inapropriados foram realizados durante sessões de aconselhamento por um dos nossos pastores, Ryan Muehlhauser”.

Muehlhauser - casado e com dois filhos- atuou como pastor na igreja de Minnesota por 22 anos.

Mais um hipócrita abusador fora das ruas - e lá é cadeia mesmo!
*****
ATÉ +!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

DIVERSIDADE: ESPÉCIES HOMOSSEXUAIS, PMS CARIOCAS CONTRA O PRECONCEITO E PRIMEIRA POLÍTICA TRANS CUBANA


Hoje, separei três matérias muito legais:

450 ESPÉCIES ANIMAIS SÃO HOMOSSEXUAIS, APONTA EXPOSIÇÃO
*****
POLICIAIS DO RIO RECEBEM ORIENTAÇÃO PARA ATENDIMENTO AOS LGBT
*****
CUBA: PELA PRIMEIRA VEZ, TRANSEXUAL É ELEITA PARA UM CARGO PÚBLICO
*****

Confira:

450 ESPÉCIES ANIMAIS SÃO HOMOSSEXUAIS, APONTA EXPOSIÇÃO

A BBC Brasil informa que a exposição "Feras do Sexo" - que se dedica ao sexo no reino animal - chegou a Paris na semana passada após passar por diversas cidades europeias e pode ser conferida no Palais de la Découvert, até 25 de agosto de 2013.

Arnaud Robin/BBC
Exposição mostra espécies de macacos homossexuais

Segundo a exposição, a homossexualidade foi observada em cerca de 450 espécies, entre elas a dos macacos bonobos, que escolhem parceiros sexuais sem ligar para sexo ou idade.

Os cientistas acreditam que a atividade sexual tem um efeito calmante sobre as comunidades dessa espécie, que têm um nível baixo de agressividade.

É a ciência, mais uma vez, enterrando mitos e preconceitos.

POLICIAIS DO RIO RECEBEM ORIENTAÇÃO PARA ATENDIMENTO AOS LGBT

A repórter Renata Soares, do G1, relata que policiais militares e civis que trabalham na área de Copacabana, na Zona Sul do Rio, receberam recentemente orientações para atender ao público de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) no bairro.

O objetivo da capacitação é qualificar os agentes para abordagem aos homossexuais em geral.

Todas as instruções foram passadas pelo coordenador do "Programa Rio Sem Homofobia", Cláudio Nascimento, no 19º BPM (Copacabana).

De acordo com ele, a iniciativa - batizada de "Rio sem homofobia e com mais segurança" - é um grande marco na história da cidade.

G1
Policiais assistem à capacitação

"É a primeira vez que este tipo de orientação acontece. Esta ação política e, ao mesmo tempo, pública servirá para que tenhamos todo um cuidado na abordagem desta identidade LGBT. Sabemos que Copacabana é um bairro onde tem uma grande concentração deste público e que todo ano tem a parada [LGBT] também. Os policiais não vão fazer nada de diferente, apenas saber abordar este público e coibir qualquer tipo de excesso, como acontece também com o público heterossexual. O importante é ter respeito à diversidade e aos direitos humanos", explicou Nascimento.

A operação é uma parceria da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e da Subsecretaria de Educação, Valorização e Prevenção da Secretaria de Segurança.

Exemplo que poderia ser seguido por todas as PMs do país, não é?

CUBA: PELA PRIMEIRA VEZ, TRANSEXUAL É ELEITA PARA UM CARGO PÚBLICO

O site Opera Mundi relata que uma transexual cubana tornou-se a primeira transgênero a assumir um cargo público em Cuba.

Adela Hernandez, de 48 anos, foi eleita delegada do pequeno município de Caibarien, na província de Villa Clara.

Mulher desde a infância, ela foi considerada “perigosa” por autoridades e já chegou a passar dois anos presa, após sua família “denunciar” sua sexualidade.

Por telefone, ela conversou com o jornal britânico The Guardian e disse que "com o passar do tempo, pessoas homofóbicas vão se tornando a minoria” - para ela, sua vitória representa "um grande triunfo”.

Como nunca se submeteu a qualquer cirurgia de troca de sexo, Hernandez é juridicamente um homem.

Sua posição política é equivalente a de um prefeito e, no início de 2013, ela pode vir a ser escolhida como um dos membros do parlamento nacional.

Antes de ser promovida aos cargos de enfermeira e operadora de eletrocardiograma, Hernandez trabalhou por décadas em um hospital como zeladora.

Em sua comunidade, sempre foi conhecida pela militância e constante atuação política, o que a auxiliou a angariar votos.

A seu ver, "a preferência sexual não determina se alguém é revolucionário ou não”.

Como eleita, ela alega que trabalhará primordialmente pelos interesses constitucionais, mas não nega que também quer dar ênfase à defesa dos direitos da comunidade LGBT.

The Guardian
A transexual Adela Hernandez

Em Cuba, gays foram perseguidos por décadas e enviados para campos de trabalho forçado no interior do país.

Fidel Castro só agora lamentou o tratamento que muitos receberam pelo simples fato de serem julgados “diferentes”.
"Eu gostaria de saber que a discriminação contra homossexuais é um problema em vias de ser superado”, disse o líder em uma entrevista recente.

Desde 2007, a ilha incluiu cirurgias para troca de sexo em seu plano nacional de saúde e no ano passado, duas pacientes que se submeteram ao procedimento se casaram e tornaram-se manchete na imprensa local.

A ativista LGBT de maior destaque no país é Mariela Castro, sobrinha de Fidel e filha do atual presidente/ditador, Raúl Castro.
*****
Até +!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A SEMANA NA DIVERSIDADE: IBGE DIZ QUE SOMENTE 79 CIDADES TEM LEGISLAÇÃO ANTI-HOMOFOBIA, VATICANO ENTRA COM TUDO CONTRA CASAMENTO GAY E SÉRIE ARGENTINA RETRATA A LUTA DOS TRANSEXUAIS DO PAÍS PELOS SEUS DIREITOS


Para essa postagem, separei três matérias muito especiais:

IBGE DIZ: SOMENTE 79 CIDADES BRASILEIRAS TEM LEIS ANTI-HOMOFOBIA
*****
VATICANO ENTRA COM TUDO CONTRA CASAMENTO GAY
*****
SÉRIE ARGENTINA RETRATA A LUTA DOS TRANSEXUAIS DO PAÍS
*****
Leia:

IBGE DIZ: SOMENTE 79 CIDADES BRASILEIRAS TEM LEIS ANTI-HOMOFOBIA

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados ontem mostram que apenas 79 cidades no país possuíam, em 2011, legislação contra a homofobia. 

A estatística representa somente 1,4% do total de municípios, e faz parte da amostra Perfil dos Municípios Brasileiros - Munic.

Em relação a políticas desenvolvidas pelos órgãos locais de direitos humanos com foco no universo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), apenas 14% (383 cidades) declararam ter projetos dessa natureza, independentemente da questão normativa.

 Considerando o total de cidades no Brasil (5.565) - o que inclui aquelas que não têm secretarias específicas ou órgãos direcionados para a questão de direitos humanos - 8,7% (486 cidades) possuíam ações ou projetos com o intuito de combater a violência contra homossexuais. 


Divulgação - IBGE
Arte/UOL

Entre as 79 cidades cujos vereadores aprovaram medidas anti-homofobia, há predominância nas regiões Sudeste e Nordeste, com 29 cada. 

Enquanto isso, apenas 99 municípios (1,8%) desenvolviam, em 2011, programas acerca do reconhecimento de direitos, e 54 (1%) sobre o reconhecimento do nome social adotado por travestis e transsexuais.

Os Estados do Acre e de Roraima, na região Norte, são os únicos no país que não possuem um órgão municipal - seja secretaria, comissão ou grupo representativo - direcionado para o enfrentamento da homofobia, segundo a pesquisa do IBGE

Por outro lado, o maior número de municípios cujas prefeituras abordam o tema através de órgãos específicos está em Minas Gerais (41 cidades), seguido por Pernambuco (36), São Paulo (34) e Bahia (32). 

Divulgação - IBGE

A Munic 2011 mostra ainda que, entre todas as ações desenvolvidas pelos órgãos locais de direitos humanos, os projetos que visam aos direitos da população LGBT estão em menor número, assim como aqueles voltados para as testemunhas ameaçadas de morte.

VATICANO ENTRA COM TUDO CONTRA CASAMENTO GAY

Segundo o jornal L’Osservatore Romano - principal publicação do Vaticano - a Santa Sé vai investir fortemente contra iniciativas de conceder o reconhecimento legal de casais do mesmo sexo.

Em um comunicado paralelo, feito na semana passada pelo porta-voz do Papa, Federico Lombardi , à Rádio Vaticano, este perguntou sarcasticamente por que os defensores do casamento entre homossexuais não pedem também o reconhecimento legal de casais poligâmicos.
Fica claro que, nos países ocidentais, existe uma tendência disseminada de modificar a visão histórica do asamento entre um homem e uma mulher. Ou mesmo de renunciar à ela, eliminando seu reconhecimento legal específico e privilegiado na comparação com outras formas de união”, disse o ogro.

O editorial de Lombardi na Rádio oficial da ICAR, transmitida para o mundo todo em cerca de 30 línguas, classificou as decisões como “míopes”, afirmando que “essa lógica não pode ter uma percepção de longo prazo visando o bem comum”.

Ele afirmou ainda ser de “conhecimento público” que o “casamento monogâmico entre homem e mulher é uma conquista da civilização”.

Divulgação
Charge genial sobre o Papa e a igreja contra o casamento gay

A forte reação dos católicos é resultado dos avanços do movimento gay em diferentes partes do mundo, escreveu o jornal "The Australian": três Estados dos Estados Unidos aprovaram o casamento homossexual em referendos juntamente à recente eleição presidencial e o presidente reeleito, Barack Obama, já se disse favorável ao reconhecimento da união gay.

Embora tenha parabenizado Obama pela reeleição, o Papa Bento XVI disse estar "rezando para que os ideais de liberdade e justiça continuem a ser acolhidos no mundo".

Ainda na semana passada , a Espanha manteve a lei do casamento gay  e a França avançou com a legislação que promete legalizar o casamento entre homossexuais no início do próximo ano - cumprindo assim promessa do novo presidente, François Hollande,  na campanha eleitoral.

Essa é a igreja católica, outra seita que ainda pensa estar no século 12 em pleno século 21.

SÉRIE ARGENTINA RETRATA A LUTA DOS TRANSEXUAIS DO PAÍS

A série "La Viuda de Rafael" ("A Viúva de Rafael"), que estreou na terça (13) na televisão argentina, retrata a luta do coletivo transexual pelo reconhecimento de seus direitos e para conseguir a lei do casamento igualitário.

Baseada no livro homônimo do escritor porto-riquenho Luis Daniel Santiago Estrada, a telenovela, com toques de comédia romântica e sem cair no grotesco, tem como protagonista Nina, um travesti que, em um acidente, perde o amor de sua vida e, com isso, praticamente fica na rua.

"Nina vive como concubina de Rafael há mais de 15 anos. Mas, no primeiro capítulo, fica viúva porque Rafael sofre um acidente e morre. A família de Rafael tira tudo o que ela tinha e a deixam na rua", contou à Agência Efe  a atriz Camila Sosa Villada, que dá vida a Nina.

Assim começa, para Nina, "um roteiro não só para recuperar o que lhe corresponde como herança de Rafael, mas também para conseguir o título de viúva", relata a atriz.

Divulgação
Cena da novela "La Viuda de Rafael"

A história, em 13 capítulos, é ambientada em 2009, antes da aprovação na Argentina da lei de casamento igualitário, que não só permitiu as bodas entre pessoas do mesmo sexo, mas, além disso, reconheceu os direitos dos dois em caso de viuvez.

Camila - que pela primeira vez atua na televisão após uma carreira como atriz de teatro e cinema - destaca que sua personagem, antes de enviuvar, não era uma militante dos direitos dos transexuais, mas "uma princesa que vive em uma caixa de vidro".
"Nina é quase a imagem burguesa de uma transexual. É uma dona de casa, que ama e vive para seu marido. Sofreu por não ter família e por isso pretende que a família de Rafael a aceite. Mas se dá conta de que está sozinha no mundo, sai de seu conto de fadas e enfrenta este mundo", relata a atriz.

A protagonista deve então se apoiar em suas amigas, três transexuais, interpretadas por Maiamar Abrodos - atriz e militante pelos direitos dos transexuais - Gustavo Moro - ator transformista e a atriz Jorgelina Vera.

A série é transmitida em horário nobre pelo "Canal 7" da televisão pública argentina e mostra a luta pela aprovação da lei do casamento igualitário em 2010 - debate parlamentar de fato mostrado em parte em um dos capítulos.

"É uma comédia romântica, uma história de amor, que conta a luta de Nina para ser reconhecida como viúva e também a história de suas amigas transexuais, mas não a partir da marginalidade e sim dos seus problemas cotidianos", disse à Efe Laura Fernández, produtora executiva do programa, que destacou que o programa também mostra como, a partir da aprovação da lei do casamento igualitário, Nina e suas amigas "podem começar a encontrar seu lugar na vida".

"Acho que as pessoas vão se surpreender. Falamos de transexuais donas de casa", comenta a produtora.

Produzida pela Atuel Producciones, a obra foi uma das ganhadoras do concurso organizado pelo Conselho Interuniversitário Nacional e do Conselho Assessor do Sistema Argentino de Televisão Digital Terrestre para séries de "prime time".

O projeto nasceu a partir de uma ideia do ator Tony Lestingi, que entrou em contato com Luis Daniel para adaptar seu romance para a televisão.

Com direção de Estela Cristiani e roteiros do próprio Lestingi e de Marcelo Nacci, o elenco de "La Viuda de Rafael" também conta com Rita Cortese, Fabián Gianola, Luis Machín, Lucas Crespi e Alejo García Pintos.
*****
Até +!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

PRESIDENTE FRANCÊS CUMPRE PROMESSA DE CAMPANHA SOBRE GAYS, TRANSEXUAL INGLESA ESTRELA DOCUMENTÁRIO E O QUE DEVERÍAMOS VER REALMENTE NUM FILME DE TEMÁTICA HOMO


Para essa postagem, separei duas matérias e um artigo - sobre cinema  de temática gay - muito bons.

APESAR DE FORTE OPOSIÇÃO, NOVO GOVERNO FRANCÊS APRESENTA LEI SOBRE HOMOSSEXUAIS
*****
TRANSEXUAL AOS 16 ANOS, AGORA ESTRELA DE DOCUMENTÁRIO INGLÊS
*****
ARTIGO: "É PRECISO SUBVERTER O FILME GAY"
*****
Confira:

APESAR DE FORTE OPOSIÇÃO, NOVO GOVERNO FRANCÊS APRESENTA LEI SOBRE HOMOSSEXUAIS

Segundo a Agence France Presse, o projeto de lei sobre o casamento e a adoção homossexual - primeira grande reforma da sociedade francesa impulsionada pelo governo socialista de François Hollande - será apresentado na hoje ao Conselho de ministros, apesar da forte oposição das igrejas e da direita.

Seis meses depois de sua vitória nas eleições presidenciais de maio, Hollande cumpre uma de suas principais promessas eleitorais: dar aos casais homossexuais os mesmos direitos dos heterossexuais, já no começo de seus cinco anos de governo.

A legislação, que "estenderá às pessoas de mesmo sexo o atual acordo sobre o casamento e permitirá a adoção aos casais homossexuais", vão muito além do Pacto Civil de Solidariedade (PAC), que regula a união civil entre duas pessoas do mesmo sexo.

Aprovado em 1999, sob o governo socialista de Lionel Jospin, o PAC não permite nem a adoção, nem os direitos a herdar nem a receber pensão do cônjuge, o que está contemplado no projeto de lei que chegará ao Conselho de Ministros em algumas horas.

Divulgação

O projeto também provoca hesitações nos setores de esquerda - algumas associações homossexuais o reprovam por não abordar algumas questões que julgam prioritárias, como a reprodução assistida.

Evidentemente, a proposta animou a cólera dos setores mais conservadores da França e tanto líderes religiosos como políticos da direita não hesitaram em afirmar que a iniciativa favorecerá a "poligamia", a "pedofilia" e o "incesto".

Há dúvidas e até hostilidade em boa parte da opinião pública da França - país onde a homossexualidade era crime há 30 anos e considerada doença mental até 1992.

Segundo pesquisa publicada no fim de semana, o número de franceses favoráveis ao casamento entre homossexuais diminuiu no último ano, passando de 63% em 2011 a 58% em 2012.

Até a França está encaretando, que horror!

TRANSEXUAL AOS 16 ANOS, AGORA ESTRELA DE DOCUMENTÁRIO INGLÊS

Um filme de uma hora que documenta a tentativa da transexual inglesa Jackie Green, 19 anos, de se tornar Miss Inglaterra, será exibido no Reino Unido.

A transmissão do documentário "Transsexual teen, beauty queen"/ "adolescente transexual, rainha da beleza", foi anunciada pelo canal de TV inglês BBC Three para o 19 de novembro.

O documentário de observação também mostra as dificuldades que ela passou desde criança até se tornar, aos 16 anos, "a mais jovem transexual do mundo", de acordo com o site oficial do canal.

Divulgação: BBC Three
Jackie Green, hoje

"A garota de 18 anos [hoje aos 19], nascida um garoto chamado Jack, quer se tornar um modelo de comportamento para a comunidade trans, e espera que competir no concurso de beleza vai inspirar outros jovens a lidar com problemas de identidade de gênero. Mas como ela vai se sair ao lado de algumas das garotas mais bonitas do país?", descreve o site oficial do canal.

"O filme se aprofunda no passado difícil de Jackie: de ouvir em primeira mão como ela se deu conta que estava presa em um corpo de garota e o efeito disso em sua família unida, e como ela fez a transição social de garoto a garota, com apenas oito anos, até como o bullying no colégio a levou perto do suicídio e como sua vida foi mudada por um médico americano que interrompeu sua puberdade masculina", completa o site.

Divulgação: BBC Three
Jackie, em várias fases de vida

Jackie Green chegou às semi-finais do concurso, mas não o venceu, segundo reportagem neste domingo (4) do tablóide inglês "Daily Mail".

Ela disse ao jornal que, aos quatro anos, falou para sua mãe, Susan:
 "Deus cometeu um erro, eu deveria ser uma garota".

Descontente com seu corpo, Jack forçou uma overdose aos 11 anos e cometeu outras seis tentativas de suicídio aos 15, além de tentar mutilar sua genitália.

Os pais apoiaram a sua mudança de sexo aos 16 anos.
"No Reino Unido, a mudança de sexo não pode ser feita até que o paciente faça 18 anos, mas Susan descobriu um cirurgião na Tailândia que aceitou fazer a cirurgia em Jackie aos 16 (desde então, a Tailândia adotou o padrão internacional de 18)", diz o "Daily Mail".

Jackie contou ao jornal que namora há dois anos um garoto da mesma idade que a sua e trabalha de hostess em uma loja de roupas e acessório em Londres.

ARTIGO: "É PRECISO SUBVERTER O FILME GAY"

Confira o artigo de Bruno Carmelo, editor do blog Discurso-Imagem e também publicado no site Outras Palavras:

Divulgação
Cenas de filmes relacionados abaixo

Por que o cinema gay comercial está tão contaminado pelo amor romântico, com homens belos em tramas açucaradas?

A situação anda complicada para o cinema gay nos cinemas recentemente.
Por “cinema gay”, termo vago e contestável, entenda filmes que têm como foco central personagens homossexuais e/ou questões específicas aos indivíduos homossexuais.
Em muitos casos, são filmes reservados ao gueto, que passam em cinemas específicos de grandes capitais.

Nestes últimos anos, Verão em L.A., Shelter e Weekend passaram em circuito comercial, enquanto produções como The Love Patient, Deixe a Luz Acesa e eCupid passaram em festivais gays, ou sessões gays de festivais de cinema.
Em comum, os filmes acima têm uma abordagem plenamente idealizada do amor e do próprio indivíduo homossexual: estas seis histórias tratam de amores românticos entre jovens gays, todos belos, musculosos, brancos, sedutores, de classe média alta.

Seus conflitos são ligados apenas ao amor, figura fantasmática (“ele me ama, mas não podemos ficar juntos porque somos diferentes”, ou “eu o amo, mas ele não quer compromisso sério”, ou ainda “eu o amo, mas ele não me quer”).
O relacionamento torna-se uma finalidade em si, neste mundo-bolha de pessoas bonitas e disponíveis, onde as mulheres servem apenas como mães, irmãs ou amigas dos protagonistas – já que a grande maioria dos “filmes gays” retrata a homossexualidade masculina.

No final, todos estes produtos parecem o mesmo, que seja em qualidade cinematográfica ou em discurso. É interessante que o espectador gay possa se identificar com estes amores utópicos, que parecem extraídos de propagandas de margarina ou páginas de revista de moda.
Um exemplo foi particularmente surpreendente: Deixe a Luz Acesa, premiado em vários festivais e recebido com críticas muito favoráveis. A fórmula é a mesma dos demais, mas com elementos dramáticos: um dos amantes é viciado em drogas (nunca se vê este homem usando o que quer que seja), o outro teme estar infectado com o HIV (mas é só um susto).

Se estes atores fossem trocados por Reese Whitherspoon e Gerard Butler, ou Hugh Grant e Julia Roberts, teríamos uma comédia romântica heterossexual qualquer, dessas que os críticos adoram detestar.
Mas por serem dois homens, ou ocasionalmente duas mulheres, a proposta parece “subversiva”, “alternativa”.
Como as garotinhas que sonham com o astro da revista teen, os diretores e produtores (muitas vezes gays) do cinema gay acham que os homens comuns precisam é sonhar com os galãs das fotos acima.

O público acaba sendo infantilizado, reduzido ao desejo sexual primário – supõe-se que uma produção com um amor realista, vivido por pessoas comuns, não seja vendável no mercado.
Não é questão aqui de solucionar a dúvida da oferta e da procura (são os gays que querem ver estes filmes, ou são estes os únicos filmes oferecidos aos gays?), mas simplesmente de dizer que este sistema se retro-alimenta.
Ele não indica nenhuma tendência de se transformar, até porque são estes filmes idealizados que acabam sendo selecionados nos maiores festivais e recompensados pelos prêmios gays - como o Teddy em Berlim.

Logicamente, nem todos os filmes seguem a estética publicitária do amor perfeito. Kaboom retratava de maneira despojada a plurissexualidade adolescente, Fucking Different XXX ousou mostrar o sexo sem pudores, e sem padrões, Tomboy explorou a identidade de gênero na infância, com grande naturalidade.
Mas a razão pela qual falamos destas produções é justamente por constituírem exceções.

Ora, chegou o momento de um verdadeiro debate ser feito nos festivais, e de os gays se manifestarem quanto ao conteúdo que consomem.
Não basta o festival selecionar um filme pela simples temática, independentemente da qualidade que ela propõe.
Em outras palavras, não basta um filme ser gay para ele ser interessante, ele precisa propor uma maneira diferente de retratar o amor, as pessoas.
A comunidade homossexual não pode se limitar a copiar os códigos do amor idealizado heterossexual, ele precisa achar sua estética e sua cultura próprias.

Nesse semana, em São Paulo e no Rio de Janeiro, começa o Festival Mix Brasil, com mais de cem filmes sobre o gênero.
Vamos torcer para os curadores terem selecionado, e que o público prestigie, apenas as produções que propõem um olhar diferente, questionador, provocador e reflexivo sobre a cultura gay.
Vamos torcer para que os filmes parem de ser histórias conformistas e apolíticas, para um público alienado, querendo sonhar com o homem ideal e o relacionamento perfeito.
*****
Até +!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A SEMANA NA DIVERSIDADE: FUTEBOL HOLANDÊS CONTRA A HOMOFOBIA, MARCHA DAS BEES EM TAIWAN, URUGUAI NA VANGUARDA E LANA WACHOWSKI - PRIMEIRA DIRETORA TRANSEXUAL DE HOLLYWOOD


Para essa postagem, separei matérias muito especiais:

CAMPANHA BEM HUMORADA CONTRA A HOMOFOBIA NO FUTEBOL HOLANDÊS
*****
TAIWAN: MILHARES NAS RUAS MARCHAM A FAVOR DO CASAMENTO GAY
*****
COM NOVAS LEI, URUGUAI É O PAÍS MAIS DIVERSO DA AMÉRICA LATINA
*****
LANA WACHOWSKI, PRIMEIRA DIRETORA TRANSEXUAL DE HOLLYWOOD: "CHEGUEI A ESCREVER UMA CARTA DE SUICÍDIO PARA MEUS PAIS"
*****
Leia!

CAMPANHA BEM HUMORADA CONTRA A HOMOFOBIA NO FUTEBOL HOLANDÊS

Segundo o Lancenet, a Federação Holandesa de Futebol (KNVB) lançou hoje uma curiosa e bem humorada campanha contra a homofobia no futebol local.

No vídeo, um jogador vestido de armário bate uma bola com os companheiros e age, normalmente, tratato como igual pelos outros.

Confira:


TAIWAN: MILHARES NAS RUAS MARCHAM A FAVOR DO CASAMENTO GAY

Segundo a AP, dezenas de milhares de pessoas se manifestaram no sábado em Taipei para pedir a legalização do casamento homossexual em Taiwan, durante a décima edição da Parada do Orgulho Gay.

AP
As bees tawanesas foram às ruas

"O tema deste ano é a luta pela igualdade de direitos no casamento. Os homossexuais também são contribuintes e pedimos os mesmos direitos básicos de qualquer casal heterossexual", declarou Mu Chuan, um dos organizadores da manifestação.

Os organizadores esperavam 50 mil pessoas, algumas delas provenientes da Europa.

COM NOVAS LEI, URUGUAI É O PAÍS MAIS DIVERSO DA AMÉRICA LATINA

Depois de o Senado do Uruguai aprovar por 17 votos a 14 a lei de despenalização do aborto e se tornar um dos primeiros países da América do Sul em conceder o procedimento para todos os casos, a pequena nação entrou de vez para um pequeno grupo de países em que os poderes constituídos legislam a favor da população diversa.

O projeto foi proposto pela coalizão governista Frente Amplio e aprovado pela Câmara de Deputados, antes de passar pelos senadores - o texto seguiu para promulgação do presidente José Mujica.

A lei prevê que as mulheres possam abortar nas 12 primeiras semanas de gestação, após avaliação do governo - as grávidas que querem abortar passarão por uma junta de especialistas para poderem justificar o aborto, que será feito depois de cinco dias.

Segundo números oficiais, no Uruguai acontecem todos os anos mais de 30 mil abortos, mas ONGs dizem acreditar que o número real seja o dobro.

A proposta de legalização do aborto foi apresentada pela primeira vez em 2008, mas foi vetada pelo então presidente Tabaré Vázquez, que é médico, imaginem vocês.

Editoria de Arte/Folhapress

Com a nova lei, o Uruguai se tornou, ao lado de Cuba, Guiana e a Cidade do México, um dos poucos lugares na América latina que permitem a retirada de fetos sem condições.

Em outros países - como infelizmente  aqui no Brasil - o procedimento médico só é autorizado em caso de estupro e risco de morte para a mãe.

Pior é no Chile, onde o aborto é proibido em todas as circunstâncias.

O Congresso uruguaio ainda discute dois temas polêmicos: a legalização do consumo da maconha e o casamento entre homossexuais.

Inveja de um país assim.

LANA WACHOWSKI, PRIMEIRA DIRETORA TRANSEXUAL DE HOLLYWOOD: "CHEGUEI A ESCREVER UMA CARTA DE SUICÍDIO PARA MEUS PAIS"

A diretora da trilogia "Matrix", Lana Wachowski, revelou, ao receber um prêmio da Campanha de Direitos Humanos, em São Francisco - Califórnia, que chegou a escrever uma carta de suicídio destinada ao seus pais.

Lana decidiu assumir a transexualidade em 2002 - até então, ela vivia como um homem chamado Larry.

Em seu longo discurso, ela contou todo o preconceito que sofreu desde criança: até a terceira série, ela tinha cabelos compridos, costumava brincar com as meninas e todos os alunos da escola pública onde estudava usavam calça jeans e camiseta.

As coisas, no entanto, pioraram quando ela foi transferida para uma escola católica, onde as meninas usavam saia e os meninos, calça e Lana, então Larry, teve de cortar os cabelos.

Em uma certa manhã, meninos e meninas foram divididos em duas filas distintas e sem saber para qual fila ir, ela ficou parada entre as duas e acabou apanhando da freira que cuidava das crianças.

Reuters
Lana Wachowski na pré-estreia do filme "A Viagem/Cloud Atlas", na Califórnia (24/10/12)

A diretora - que dirigiu a trilogia de sucesso ao lado do irmão, Andy, e que agora volta a fazer sucesso com o longa "A Viagem/Cloud Atlas" - disse que escreveu a carta de suicídio aos seus pais na adolescência porque queria convencê-los de que não tinham culpa por ela ser transexual.

Decidida a se jogar na frente de um trem, a diretora só mudou de ideia porque um senhor apareceu e a encarou por um longo período.
"Eu não sei por que ele não parou de me olhar. Tudo que eu sei é que, por causa disso, eu estou aqui", disse.

Ela contou ainda que uma voz em sua cabeça dizia para ela:
"Eu sou uma aberração, há algo de errado comigo, por isso eu nunca serei amada".

Lana afirmou que tinha muito medo de falar sobre isso em público, de ter que "confessar" coisas sobre sua vida em um programa de TV, de ter de lidar com as lágrimas do apresentador.
"Estou aqui porque quando eu era jovem, eu queria muito ser escritora, eu queria ser cineasta, mas eu não encontrei alguém como eu no mundo e parecia que meus sonhos foram impedidos simplesmente porque meu gênero era mais incomum que os outros".

Casada com uma mulher - que não revela o nome - Lana disse que com o tempo descobriu que poderia ser amada não apesar das diferenças, mas por causa delas.

Grande Lana - eu adoro ela!
*****
Até +!