Diretor Gareth Edwards explica o que aconteceu na pós-produção
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No lançamento de 'Rogue One: Uma História Star Wars' em dezembro, uma polêmica envolvendo algumas cenas cortadas da versão final acabou deixando os fãs frustrados, já que algumas imagens mostradas nos trailers não foram vistas no corte final do longa.
Se os fãs ainda tinham alguma esperança de um dia verem essas cenas, segundo o diretor Gareth Edwards, provavelmente nunca as veremos.
Em entrevista ao Fandango, o cineasta explicou o motivo que o fez modificar algumas cenas e explicou que o DVD e o Blu-ray do filme, que serão lançados em 24 de março e 4 de abril respectivamente, não terá esse material extra.
"Não há uma cena individual que você poderá arrastar e jogar no Blu-ray. Há algumas pequenas coisinhas que surgiram e sumiram durante o processo de pós-produção, mas não são cenas. São momentos inseridos na cenas ou uma única tomada. Então é impossível fazer isso e essa foi a decisão que tomamos".
O diretor Gareth Edwards opera a câmera em uma tomada de 'Rogue One: Uma História Star Wars' - THR
E completou:
"Aquelas coisas que as pessoas comentaram, que viram no trailer, elas não são cenas que você pode colocar no DVD. Eles são momentos dentro das cenas e tópicos, e você puxa um fio e tudo muda. Tudo mudava o tempo todo. Não é como se fosse uma versão diferente da outra - era um detalhe que evoluiu constantemente por toda a pós-produção e não parou até que havia uma arma em nossas cabeças e fomos forçados a liberar a filme".
Pelo que indica o comentário do diretor, a produção de 'Rogue One' foi apressada, o que teria deixado alguns elementos de fora ou despercebidos.
Ainda criança, Jyn Erso (Felicity Jones) foi afastada de seu pai, Galen (Mads Mikkelsen), devido à exigência do diretor Krennic (Ben Mendelsohn) que ele trabalhasse na construção da arma mais poderosa do Império, a Estrela da Morte.
Criada por Saw Gerrera (Forest Whitaker), ela teve que aprender a sobreviver por conta própria ao completar 16 anos.
Já adulta, Jyn é resgatada da prisão pela Aliança Rebelde, que deseja ter acesso a uma mensagem enviada por seu pai a Gerrera.
Com a promessa de liberdade ao término da missão, ela aceita trabalhar ao lado do capitão Cassian Andor (Diego Luna) e do robô K-2SO.
CRÍTICA:
Quando a Disney comprou a Lucasfilm, os fãs da saga ficaram preocupados com o futuro de 'Star Wars'.
A notícia de que o Universo Expandido clássico, centenas de livros e HQs, seria desconsiderado para abrir espaço para uma nova trama assustou diversos fãs.
Mas aí veio a série 'Star Wars Rebels', o sétimo episódio 'O Despertar Da Força' e agora o primeiro derivado, 'Rogue One: Uma História Star Wars', que estreia hoje em 900 salas em todo o Brasil.
Assim, fica cada vez mais difícil não afirmar que a melhor coisa que aconteceu para essa franquia foi ser levada a sério pela Disney.
Felicity Jones é a protagonista Jyn Erso - Fotos dessa postagem - Divulgação/Disney
O primeiro derivado da franquia precisava mostrar que era capaz de contar mais histórias nesse universo sem depender dos Skywalkers e faz isso muito bem, ao aprofundar uma trama que todo mundo sabe como termina, mas todos queriam detalhes: como aconteceu a primeira vitória da Aliança Rebelde e o roubo dos planos da Estrela da Morte?
A narrativa detalha, exatamente, os dois primeiros parágrafos do texto de abertura de 'Star Wars - Uma Nova Esperança', de 1977.
Com a visão mais adulta proposta pelo diretor Gareth Edwards ('Godzilla'), temos um primeiro Star Wars que deixa de lado os elementos fantásticos, com foco na guerra de forma intensa, emocionante e cruel.
As batalhas são fantásticas, o roteiro funciona, os personagens são cativantes, o visual é espetacular e a trilha sonora é inspirada, ao contrário de 'O Despertar da Força', que tem na música e no roteiro similar ao 'Episódio IV', suas maiores falhas.
Mas o mais curioso é vermos como um filme vendido como derivado funciona muito bem como prólogo, a ponto de se difícil do longa ser totalmente compreendido por quem nunca assistiu aos originais ou, ao menos, conhece bem suas premissas - e isso é uma falha.
Bem diferente de 'O Despertar da Força', criado exatamente para apaixonar quem nunca deu a mínima para Star Wars até então.
Diego Luna e Felicity Jones, em cena do longa
Além disso, o longa quebra com muitas regras de Star Wars e usa elementos inéditos na franquia cinematográfica: não possui texto de abertura, a trama pula longos períodos de tempo e ainda conta com flashbacks, planetas visitados são identificados com textos na tela e os rebeldes são mostrados sem a aura de heróis da moralidade.
Pequenas diferenças que, junto com o tom ainda mais sombrio e Stormtroopers que dão medo, garantem uma visão totalmente nova à franquia.
Sem falar que 'Rogue One' corrige a maior falha de roteiro do 'Episódio IV': o erro fatal na construção da Estrela da Morte, arma definitiva do Império.
Impressionante também a forma como Edwards e os roteiristas conseguem amarrar todas as pontas soltas, responder perguntas criadas no filme original e ligar detalhes da trama de forma coesa, por sua vez criando um filme que anda por si só.
O longa funciona também por apresentar um grupo de protagonistas que o espectador vai adorar.
Felicity Jones convence como Jyn Erso, filha do principal responsável pela construção da Estrela da Morte, uma criminosa que não faz parte da Rebelião, mas vive à margem da sociedade.
Ela se une a Cassian Andor (Diego Luna) e ao droid K-2S0, um C3-PO sombrio e com humor negro (Alan Tudyk) para uma missão relativamente simples: conseguir informações com um piloto imperial desertor.
Alan Tudyk interpreta o sombrio droid K-2S0
O trio tem uma química absurda e funciona na tela, mas conforme a equipe cresce, fica difícil todos os personagens terem o mesmo bom desenvolvimento e algumas motivações não ficam claras, mesmo assim, nos importamos com todos do grupo.
Entre os vilões, destaque para Ben Mendelsohn, ótimo como oficial clássico do império, no papel do cruel e ambicioso Diretor Krennic.
Sobre Darth Vader, Imperador Palpatine e Governador Tarkin, presenças muito esperadas pelos fãs, só resta dizer que todos vão gostar do que verão, especialmente, as cenas com o maior antagonista do cinema de todos os tempos, cuja aparição é simplesmente... sem palavras!
O longa peca, entretanto, na tentativa de reconstruir o rosto de atores da trilogia original; em alguns momentos o uso de computação fica muito claro e tira um pouco do realismo das cenas.
Além disso, a primeira metade da história também é devagar e empolga pouco, já que é preciso introduzir diversos personagens em pouco tempo e, embora esse fardo seja bem executado, grandes momentos são raros nesse início.
Outro ponto negativo é a atuação de Forest Whitaker, que deixa bastante a desejar.
Forest Whitaker, em cena do longa
Capaz de garantir o clima de aventura, mesmo em meio à guerra total, 'Rogue One' é um filme repleto de fan service, mas fan service bem feito, capaz de expandir o já impressionante universo de Star Wars, apresentar questões morais e mostrar a galáxia em guerra de outra perspectiva, sem esquecer que ainda se trata de um Star Wars.
Batalhas incríveis e momentos marcantes se acumulam e fica claro que a ideia da Disney de investir em spin-offs é uma grande tática, capaz de funcionar tão bem quanto a trama principal dos Skywalkers.
Como fã, poucas coisas podem ser tão recompensadoras como ganhar um longa como esse.
Filmaço.
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
'ROGUE ONE: UMA HISTÓRIA STAR WARS'
Título Original:
'ROGUE ONE: A STAR WARS STORY'
Gênero:
Aventura
Direção:
Gareth Edwards
Roteiro:
Chris Weitz, John Knoll
Elenco:
Alan Tudyk, Anthony Toste, Attila G. Kerekes, Ben Mendelsohn, Diego Luna, Donnie Yen, Felicity Jones, Forest Whitaker, James Earl Jones, James Henri-Thomas, Jimmy Smits, Jonathan Aris, Leigh Holland, Mads Mikkelsen, Mark Preston, Riz Ahmed, Sam Hanover, Yi-wen Jiang
Produção:
Allison Shearmur, Kathleen Kennedy, Simon Emanuel
Fotografia:
Greig Fraser
Montador:
Colin Goudie, Jabez Olssen, John Gilroy
Trilha Sonora:
Michael Giacchino
Duração:
133 min.
Ano:
2016
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
15/12/2016 (Brasil)
Distribuidora:
Disney
Estúdio:
Allison Shearmur Productions / Lucasfilm Ltd / Walt Disney Studios Motion Pictures USA
Longa, que estreia na quinta, 15 de dezembro ganhou novo trailer internacional, clipe com discurso da protagonista e featurette que mostra como as criaturas foram criadas
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A Disney e Lucasfilm divulgaram um interessante trailer internacional de 'Rogue One: Uma História Star Wars', repleto de cenas inéditas.
Assista:
O longa também ganhou um clipe com um discurso da protagonista Jyn Erso.
Veja:
Finalmente, no vídeo de bastidores que foi exibido no painel da Lucasfilm na CCXP 2016, é possível ver como as criaturas do filme foram feitas.
Confira:
Esse é o primeiro derivado da franquia Star Wars sob o controle da Disney e acompanha um grupo de Rebeldes, liderados por Jyn Erso (Felicity Jones), que tem a missão de roubar os planos da primeira Estrela da Morte, fato que leva à destruição da super arma em 'Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança' (1977), primeiro longa da franquia.
Diego Luna (Capitão Cassian Andor), Donnie Yen (Chirrut Imwe), Jiang Wen (Baze Malbus), Riz Ahmed (Bohdi Rook), Alan Tudyk (K 2SO), Ben Mendelsohn (Diretor Orson Krennic) e Forest Whitaker (Saw Gerrera) também integram o elenco.
'Rogue One' contará com a presença de Darth Vader, vilão clássico da franquia, em pequena participação.
Gareth Edwards (Godzilla) assina a direção e a estreia acontece em 15 de dezembro.
Sessenta anos após sua primeira aparição na telona, o monstro mais famoso do cinema retorna, sob comando do jovem Gareth Edwards, do ótimo 'Monstros' (2010).
Em 'Godzilla' - que estreia hoje em 489 salas em todo o Brasil - o inspirado diretor britânico simplesmente arrasa e nos faz esquecer definitivamente o longa do mesmo nome dirigido por Roland Emmerich em 1998 - um de seus piores trabalhos.
E tudo sob a tutela da Legendary Pictures, estúdio craque em ressuscitar ícones das telonas que já tinham tropeçado - casos do Batman e do próprio Godzilla.
A começar pelos créditos iniciais, que mostram imagens de arquivo com relatos de uma aparição do monstro em 1954 - uma referência ao original - até cerca de 15 anos atrás, quando conhecemos Joe Brody (Bryan Cranston, astro de 'Breaking Bad) e sua mulher Sandra( Juliette Binoche), que trabalham em uma usina nuclear no Japão (!).
Bryan Cranston como Joe Brody, em cena do longa - Imagens dessa postagem: Divulgação/Warner Bros.
Após um misterioso "acidente", a usina é fechada, todo seu entorno transformado em área de quarentena e a partir daí, chegamos aos dias de hoje, com Joe ainda buscando informações sobre o que realmente aconteceu e colocando o filho, o militar americano Ford (Aaron Taylor-Johnson) e ao cientista Ichiro Serizawa (Ken Watanabe, atual asiático queridinho de Hollywood) na missão.
Em pouco tempo, eles descobrem a razão do acidente: um estranho monstro que se alimenta de radioatividade.
O filho então passa a ajudar no combate ao animal, mas o que eles não sabem é que ele não está sozinho.
Aaron Taylor-Johnson é Ford Brody
Se por um lado o longa desperta o interesse ao investir mais no drama do que na ação, por outro escorrega com o excesso de personagens - temos ainda Elizabeth Olsen, Sally Hawkins e David Strathairn, entre muitos outros - e, principalmente, de crianças tornando tudo previsível.
Ainda bem que as soberbas cenas de ação, mesmo não sendo lá muito originais, salvam o filme, principalmente nas de luta entre Godzilla e outras duas criaturas gigantescas.
A trilha sonora de Alexandre Desplat é discreta e de qualidade, e todo o design sonoro é impressionante.
Ken Watanabe é o cientista Ichiro Serizawa
O trabalho de mixagem, que une os sons dos animais com os gritos das pessoas nas ruas é incrível e a direção de fotografia também merece destaque, apresentando uma câmera inquieta, muitas vezes na mão.
Se não fica claro para onde a história caminha, toda a trama envolvendo os humanos acaba funcionando como preâmbulo para a chegada sensacional dele, Godzilla.
O monstro em ação, quebrando tudo
O design do personagem é ótimo: remetendo aos originais japoneses, o pessoal dos efeitos especiais também conseguiu imprimir personalidade e fúria, muita fúria, a Zilla, o que faz do Godzilla de Emmerich o que ele sempre foi: uma lagartixa de borracha absolutamente sem graça.
As cenas de luta entre os monstros são realistas e empolgantes e o cenário de devastação deixado pelos gigantes consegue gerar impressão real de catástrofe.
O icônico personagem criado em 1954 pela Toho Company no Japão pós guerra merecia um filme minimamente decente feito com os recursos tecnológicos atuais, com direito inclusive a um desagravo depois do péssimo filme de Emmerich.
E pelo resultado, Gareth Edwards conseguiu resgatar o prestígio do monstro sessentão para quem já era fã e também para as novas gerações.
Em tempo: assistir numa sala IMAX e em 3D faz muita diferença: justamente por isso, não hesite em gastar uns reais a mais.
Confira o trailer do filme:
*****
'GODZILLA'
Título Original:
Godzilla
Gênero:
Ação
Direção:
Gareth Edwards
Roteiro:
David Callaham, David S. Goyer, Max Borenstein
Elenco:
Aaron Taylor-Johnson, Akira Takarada, Al Sapienza, Brian Markinson, Bryan Cranston, Carson Bolde, Chris West, Christian Tessier, CJ Adams, Dan Zachary, David Strathairn, Elizabeth Olsen, Jake Cunanan, Jeric Ross, Juliette Binoche, Ken Watanabe, Ken Yamamura, Patrick Sabongui, Peter Dwerryhouse, Primo Allon, Raj K. Bose, Richard T. Jones, Sally Hawkins, Victor Rasuk, Warren Takeuchi, Yuki Morita
Produção:
Brian Rogers, Dan Lin, Jon Jashni, Roy Lee, Thomas Tull
Fotografia:
Seamus McGarvey
Montador:
Bob Ducsay
Trilha Sonora:
Alexandre Desplat
Duração:
123 min.
Ano:
2014
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia no Brasil:
15/05/2014
Distribuidora:
Warner Bros
Estúdio:
Legendary Pictures / Lin Pictures / Toho Company / Vertigo Entertainment / Warner Bros. Pictures