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sexta-feira, 13 de abril de 2018

'FAHRENHEIT 451': FILME DA HBO GANHA PRIMEIRO TRAILER

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Baseado no clássico livro homônimo de Ray Bradbury, o longa mostra a história de Guy Montag, jovem bombeiro que tem a missão de queimar livros, até que percebe o mal que está causando
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Assista:


A produção original da HBO é estrelada por Michael B. Jordan (Pantera Negra) e Michael Shannon (O Homem de Aço).

Na trama, idêntica ao cult filme de François Truffaut de 1966, em um futuro opressivo dominado pela tecnologia, a posse de livros e a literatura são proibidas. 

Guy Montag (Michael B. Jordan) é um bombeiro, sua principal missão é queimar todos os livros que existem até que não sobre mais nenhum deles. 

No entanto, ele conhece Clarisse McClellan (Sofia Boutella), uma jovem misteriosa que faz com que ele comece a questionar suas atitudes e todo o sistema vigente.

O longa é dirigido por Ramin Bahrani.

'Fahrenheit 451' estreia em 19 de maio.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

'A FORMA DA ÁGUA': SIMPLES E LÚDICO, LONGA ESPETACULAR MERECE CADA UMA DE SUAS 13 INDICAÇÕES AO OSCAR 2018


SINOPSE:

Década de 1960.

Em meio aos grandes conflitos políticos e transformações sociais dos Estados Unidos da Guerra Fria, Elisa (Sally Hawkins),é uma  zeladora muda, que trabalha em um laboratório experimental secreto do governo.

Lá, ela se afeiçoa a uma criatura fantástica, mantida presa e maltratada no local.

Para executar um arriscado e apaixonado resgate do ser anfíbio, ela recorre ao melhor amigo Giles (Richard Jenkins) e à colega de turno Zelda (Octavia Spencer).

CRÍTICA:

Como já vimos inúmeras vezes no cinema, romances entre humanos e criaturas não são novidade.

Já vimos casais improváveis em clássicos - como 'A Bela e A Fera' e 'King-Kong' - no universo bizarro e extraordinário de Tim Burton - 'Edward Mãos De Tesoura' - e até na saga adolescente 'Crepúsculo' - com seus vampiros e lobos galãs.

Casais diferenciados sempre chamam a atenção do público e geralmente, essas histórias são uma forma metafórica de questionar tabus ou mostrar o amor incondicional entre diferentes de uma forma lúdica.

Assim, se você for ao cinema esperando que 'A Forma da Água', o filme com mais indicações ao Oscar 2018 (13) entregue ao espectador mais do mesmo, você sairá não só maravilhado, mas extasiado com essa obra-prima do 'pai dos monstros', Guillermo Del Toro.

Com a influência - que Del Toro admite ser do clássico 'O Monstro Da Lagoa Negra' (1954) - vemos um jeito criativo e inovador de abordar temas atuais e relevantes, sem deixar de lado o tom lúdico pelo qual a obra do diretor e roteirista é conhecida.

A trama, que se passa nos anos 1960, em plena Guerra Fria, portanto,  e acompanha a sonhadora Eliza, interpretada com extrema competência por Sally Hawkins.

A Forma da Água : Foto Sally Hawkins
Sally Hawkins é a protagonista Eliza - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Fox Film
Muda desde criança, ela mora com seu melhor amigo Giles (Richard Jenkins) e trabalha como faxineira em um laboratório secreto do governo americano.

Certo dia, ela descobre que uma criatura, com aparência meio anfíbia, meio humana, está sendo mantida em cárcere e maltratada pelo carrasco Richard Strickland (Michael Shannon), a personificação do racismo, sexismo e complexo de superioridade que assolam a sociedade estadunidense hoje.

Eliza se compadece imediatamente com o monstro, já que vê a criatura não como diferente, mas como tão vítima das circunstâncias quanto ela.

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Giles (Richard Jenkins), em cena do longa
Determinada a salvá-lo dessa situação, ela contará com a ajuda de Giles, da companheira de trabalho e amiga Zelda (Octavia Spencer) e de Dr. Robert Hoffstetler (Michael Stuhlbarg), um cientista que se encontra em um dilema moral.

Se diante dos seus concorrentes ao prêmio de melhor filme, esse longa não demonstra uma crítica tão direta à sociedade racista quanto 'Corra!', nem a representatividade LGBT de 'Me Chame Pelo Seu Nome', entretanto está longe de ser apolítico.

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Zelda (Octavia Spencer), em cena do longa
Através de alegorias, Del Toro expõe estruturas sociais precárias e também faz a sua luta contra o machismo - exemplificado pelo marido de Zelda - a homofobia - sofrida por Giles - e também o racismo - como na cena em que um casal negro é discriminado em uma lanchonete.

Ver esses personagens se apoiando mutuamente em torno de um objetivo final, como num grito dos silenciados, é bastante inspirador.

A abordagem desses assuntos vinda de um criador mexicano se faz extremamente necessária e corajosa diante das declarações idiotas, ditas a toda hora pelo presidente Trump, líder da nação mais influente do planeta.

O diretor também não perde a oportunidade de satirizar a paranoia anticomunista e as tensões da era da corrida espacial contra a União Soviética.

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Richard Strickland (Michael Shannon), em cena do longa
O maior mérito do longa, porém, está na construção de seus personagens, já que a trama não apenas nos dá o suficiente para criarmos empatia com aquelas figuras, como também nos concede o privilégio de presenciar o desabrochar de cada uma delas, com uma sensibilidade que cabe a poucos filmes.

Esteticamente, a produção acerta em cheio ao recriar a aura dos anos 60, trazendo à tela elementos característicos da época, como os musicais e shows de TV, além de uma trilha sonora que inclui até a estrela brasileira Carmen Miranda.

O diretor de fotografia Dan Laustsen optou por relacionar a fotografia a elementos "marítimos", mantendo as cenas em tons de verde e azul.

O uso mínimo de CGI também é uma escolha sábia e confere uma naturalidade à criatura, que não encontramos no mais recente 'A Bela e a Fera', por exemplo.

CONFIRA O PROCESSO DE CRIAÇÃO DO ANFÍBIO:


Eliza é realmente o melhor papel de Sally Hawkins até aqui - antes, ela já tinha chamado a atenção das grandes premiações por 'Blue Jasmine'.

A atriz consegue demonstrar doçura e coragem quando é necessário, e isso, sem nenhum diálogo, o que torna a sua atuação inacreditável de tão bela.

Octavia Spencer continua sendo a excelente atriz de sempre, mas o seu papel não lhe permite ir além do que já vimos dela em longas anteriores.

Michael Shannon, mesmo excessivamente caricato, consegue dar conta ao seu vilão Richard Strickland.

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Dr. Robert Hoffstetler (Michael Stuhlbarg), em cena do longa
Mesmo com alguns deslizes, alguns furos de roteiro e cenários irreais - como faxineiras tem livre acesso a um laboratório de segurança máxima? - o longa pode ser cansativo em alguns momentos, já que a pegada de "conto de fadas" não deve agradar a todos.

A visão dualista de alguns personagens também merece uma observação - afinal nem tudo na vida é "8 ou 80" - mas o longa encanta pela sua simplicidade e aura de pureza.

Mesmo com uma trama bastante convencional, Del Toro prova que um filme não precisa de grandes reviravoltas para ser bom.

Como toda boa jornada do herói, nem sempre o que importa é onde chegaremos, mas sim como será o caminho até lá.

Filmaço.

INDICAÇÕES AO OSCAR 2018
MELHOR FILME
MELHOR DIRETOR - Guillermo Del Toro
MELHOR ATRIZ - Sally Hawkins
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE - Octavia Spencer
MELHOR ATOR COADJUVANTE - Richard Jenkins
MELHOR FOTOGRAFIA - Dan Laustsen
MELHOR ROTEIRO ORIFINAL - Guillermo del Toro & Vanessa Taylor
MELHOR EDIÇÃO - Sidney Wolinsky
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO - Paul Denham Austerberry; Decoração de set: Shane Vieau e Jeff Melvin
MELHOR TRILHA SONORA - Alexandre Desplat
MELHOR EDIÇÃO DE SOM - Nathan Robitaille e Nelson Ferreira
MELHOR MIXAGEM DE SOM - Christian Cooke, Brad Zoern e Glen Gauthier
MELHOR FIGURINO - Luis Sequeira

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'A FORMA DA ÁGUA'
Título Original:
THE SHAPE OF WATER
Gênero:
Drama
Direção:
Guillermo del Toro
Elenco:
Alexey Pankratov, Allegra Fulton, Brandon McKnight, Cameron Laurie, Clyde Whitham, Cody Ray Thompson, Dan Lett, Danny Waugh, David Hewlett, Deney Forrest, Diego Fuentes, Doug Jones, Dru Viergever, Edward Tracz, Evgeny Akimov, Jayden Greig, John Kapelos, Jonelle Gunderson, Karen Glave, Lauren Lee Smith, Madison Ferguson, Martin Roach, Marvin Kaye, Michael Shannon, Michael Stuhlbarg, Morgan Kelly, Nick Searcy, Nigel Bennett, Octavia Spencer, Richard Jenkins, Sally Hawkins, Sergey Nikonov, Shaila D'Onofrio, Stewart Arnott, Vanessa Oude-Reimerink, Wendy Lyon
Roteiro:
Guillermo del Toro, Vanessa Taylor
Produção:
Guillermo del Toro, J. Miles Dale
Fotografia:
Dan Laustsen
Trilha Sonora:
Alexandre Desplat
Montador:
Sidney Wolinsky
Estúdio:
Bull Productions, Double Dare You (DDY), Fox Searchlight Pictures
Distribuidora:
Fox Film
Ano de Produção:
2017
Duração:
123 min.
Estréia no Brasil:
01/02/2018
Classificação Indicativa:
16 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

sábado, 28 de outubro de 2017

GUILLHERMO DEL TORO DARÁ UM TEMPO NA CARREIRA

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Em entrevista à Variety, o diretor Guillermo Del Toro anunciou que dará um tempo na carreira após o término da divulgação de 'The Shape of Water', seu filme mais recente
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O diretor afirma que pretende descansar por cerca de um ano e, por isso, adiará o remake de 'Viagem Fantástica', clássico de 1966.

Entretanto, nesse período atuará como produtor da série 'Trollhunters', da Netflix, e também em outros projetos ainda misteriosos.

"Estou trabalhando com a talentosa Patricia Riggen em algo que ainda não posso revelar", afirmou o cineasta.

O diretor e produtor Guillermo del Toro - Variety

'The Shape of Water/A Forma da Água' é uma das fortes apostas para o Oscar 2018 e chegou a ser exibido no Festival do Rio.

Na trama, estrelada por Sally Hawkins, Michael Shannon e Richard Jenkins, a funcionária de um laboratório experimental se apega a uma criatura aquática mantida em cativeiro e arma um plano para libertá-la.

Confira o belo trailer:


O longa é uma produção da Fox e estreia em 11 de janeiro de 2018 aqui no Brasil.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

'ELVIS & NIXON': ENCONTRO ENTRE O REI DO ROCK E PRESIDENTE AMERICANO FOI MENOS VERGONHOSO QUE O DE NOSSO ATOR PORNÔ COM MINISTRO DA EDUCAÇÃO


SINOPSE:

Nos anos 70, a Casa Branca recebeu o rei do rock and roll, Elvis Presley (Michael Shannon), que pediu uma audiência privada - uma reunião que viria a se tornar lendária - com o presidente Richard Nixon (Kevin Spacey).

Conheça a história nunca contada desse encontro.

CRÍTICA:

Recentemente os brasileiros ficaram espantadíssimos ao verem um fracassado ator pornô ser recebido em audiência pelo ministro interino da Educação - para "dar sugestões", segundo soubemos.

Perto desse disparate, o encontro entre o presidente americano Richard Nixon e o rockstar Elvis Presley foi até aceitável.

No encontro, em 1972 na Casa Branca, o Rei do Rock explanou ao presidente seus planos para afastar os jovens norte-americanos das drogas e da propaganda comunista.

Esse episódio - verídico - é recontado com tom cômico em 'Elvis & Nixon', em cartaz em 13 salas em todo o Brasil.

Aqui, já com a popularidade baixa, o Rei do Rock (Michael Shannon) é retratado como um maníaco por armas - ele anda com duas debaixo do casaco e uma em sua bota - e como forte defensor dos valores tradicionais americanos.

Ele considera as revoltas populares da época, como o movimento pacifista e os Panteras Negras, como más influências para os adolescentes - o que é irônico, já que Elvis também era visto como uma figura forte da contracultura americana.

Tudo o que se sabe do encontro entre as duas figuras se resume a uma foto e uma história publicada pelo jornal Washington Post no dia 27 de Janeiro de 1972.

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Nixon recebe Elvis na Casa Branca - episódio rendeu a trama deste longa - WP
Elvis teria enviado uma carta de seis páginas ao então presidente (Kevin Spacey), pedindo uma reunião - na verdade, tudo o que o músico queria era um button da Brigada de Narcóticos, o único que lhe faltava.

E de quebra, Elvis ainda propôs usar sua influência para ajudar o presidente mais impopular entre os jovens americanos da história.

Michael Shannon e Kevin Spacey estão excelentes, tem química e convencem, nos fazendo até esquecer que os atores não lembram quase nada os personagens reais.

Os dois conseguem incorporar as personalidades diferentes de cada um - do roqueiro excêntrico e do político inacessível - ao mesmo tempo que suas atuações se complementam.

Elvis & Nixon : Foto Kevin Spacey, Michael Shannon
Michael Shannon e Kevin Spacey, em cena do longa - Sony Pictures
A diretora Liza Johnson ('Amores Inversos') e os roteiristas Joey Sagal, Hanala Sagal e Cary Elwes usam de muita criatividade para chegar ao tom da trama.

O grande problema do longa é que muitos dos acontecimentos são exagerados e nada verdadeiros, criando uma alegoria sobre a cultura pop e demonstrando a ousadia necessária para tal.

Assim, o longa não tem muito a oferecer, fora o teor "absurdo" da circunstância, mesmo que o brilho dos protagonistas consiga cativar o espectador.

Dá pro gasto.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'ELVIS & NIXON'
Título Original:
ELVIS & NIXON
Gênero:
Comédia
Direção:
Liza Johnson
Roteiro:
Cary Elwes, Hanala Sagal, Joey Sagal
Elenco:
Ahna O'Reilly, Alex Pettyfer, Ashley Benson, Colin Hanks, Evan Peters, Hanala Sagal, Ian Hoch, Johnny Knoxville, Kamal Angelo Bolden, Kevin Spacey, Michael Shannon, Nathalie Love, Ritchie Montgomery, Sky Ferreira, Tate Donovan, Tracy Letts
Produção:
Cassian Elwes, Holly Wiersma
Fotografia:
Terry Stacey
Montador:
Michael Taylor, Sabine Hoffmann
Trilha Sonora:
Ed Shearmur
Duração:
86 min.
Ano:
2016
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
16/06/2016 (Brasil)
Distribuidora:
Sony Pictures
Estúdio:
Amazon Studios
Classificação:
12 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 21 de abril de 2016

'AMOR POR DIREITO': DRAMA REAL MISTURA DOENÇA TERMINAL E LUTA PELOS DIREITOS GAYS, COM ATUAÇÕES ARREBATADORAS DE JULIANNE MOORE E ELLEN PAGE


SINOPSE:

A policial de New Jersey Laurel Hester (Julianne Moore) e a mecânica Stacie Andree (Ellen Page) estão em um relacionamento sério.

O mundo delas desmorona quando Laurel é diagnosticada com uma doença terminal.

Como sinal de amor, ela quer que Stacie receba os benefícios da pensão da polícia após a sua morte, só que as autoridades se recusam a reconhecer a relação homoafetiva.

CRÍTICA:

Tudo vai bem, até que a personagem de Julianne Moore descobre que tem uma doença terminal.

Se esse argumento também serve para descrever as agruras por que passa a personagem-título de 'Para Sempre Alice', papel que rendeu à atriz o Oscar, vale também para 'Amor por Direito', novo filme protagonizado por Moore, visto no 40º Festival Internacional de Cinema de Toronto, em setembro de 2015 e agora em exibição em 51 salas em todo o Brasil.

Amor Por Direito : Foto Julianne Moore
Julianne Moore é a policial Laura Hester - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Universum Film
Aqui,  Moore dá vida à policial Laurel Hester, lésbica assumida mas reservada quanto à sua vida privada, já que vive num ambiente de trabalho extremamente machista.

Certo dia, numa partida de vôlei, ela conhece a mecânica Stacie Andree (Ellen Page).

O namoro engata e tudo que elas querem é ter para quem dar boa noite na hora de dormir, uma casa com quintal, um cachorro – grande, de preferência - nada muito diferente do que afinal, todos nós desejamos.

Tudo vai bem, até que Laurel descobre que tem um câncer de pulmão em estágio avançado.

E é aí que entra o talento de Julianne Moore: mesmo nos momentos mais difíceis do tratamento, a soberba atriz faz uma personagem completamente diferente da doente que interpretou no filme que lhe deu o Oscar e nos emociona novamente.

Mesmo doente, ela não esmorece e, assim, a vemos em campo, em meio a investigações em curso, fazendo com que o tema 'doença fatal' não seja o único.

Amor Por Direito : Foto Ellen Page
Ellen Page é a mecânica Stacie
Com o agravamento da doença, tudo o que Laurel quer agora é que o benefício da pensão – após servir a corporação de Nova Jersey por 23 anos – seja estendido para a companheira depois da sua morte - elas acabam de assumir uma dívida com a compra da casa e esse seria o jeito de Stacie ter condições de arcar com os custos.

Só que não é o que pensam os conselheiros (ou freehelders do título original), responsáveis pela decisão.

Com argumentos que vão desde o burocrático ("nunca antes na história dessa corporação") até o financeiro (mais gasto para a instituição), eles negam sucessivamente o apelo da veterana - mas a questão é de outra ordem, evidentemente por serem um casal homossexual.

Amor Por Direito : Foto Steve Carell
Steve Carell é o ativista gay Steven Goldstein
Assim, a trama vai para o centro da polêmica para, pouco a pouco, desmascarar os argumentos – em geral religiosos e/ou hipócritas – dos freehelders - somente um deles, Bryan Kelder (Josh Charles), fica ao lado das duas.

Essa história, de fato, aconteceu em 2002 – embora o cabelo de Julianne Moore, à la Farrah Fawcett dos anos 1970, diga o contrário nas suas primeiras cenas.

A doença e, sobretudo o aspecto físico da decrepitude diretamente relacionada, no entanto, não é explorada como costumamos ver nas cinebiografias de Hollywood.

Depois que Laurel adoece, o tempo em que Julianne Moore aparece em tela é até pouco, se comparado com outros filmes do gênero – inclusive 'Para Sempre Alice'.

É que aqui, a trama central não é sobre Laurel, mas sim sobre luta dos direitos civis dos homossexuais, não é um panfleto a favor do casamento gay, é uma convocação no sentido de brigar pelo status de igualdade.

Amor Por Direito : Foto Josh Charles
Josh Charles é o conselheiro Bryan Kelder
Maior e melhor atriz da atual Hollywood, Moore está espetacular, aqui adotando um gestual masculino sutilmente contido.

O mesmo vale para Ellen Page, que explode em cenas comoventes, como a companheira que vê sua amada partir aos poucos.

É preciso destacar, também, a atuação do elenco masculino.

Além de Josh Charles, o conselheiro “do bem” e pelo qual o espectador já gosta logo de cara, o filme traz uma surpresa sensacional: Steve Carell como um ativista gay judeu, hilário e que é inserido na trama não necessariamente como um aliado de Laurel e Stacie.

Amor Por Direito : Foto Ellen Page, Julianne Moore
Casal protagonista tem uma química absurda
A causa de Steven (“Steven, com ‘n’ no final para ficar bem gay”, como ele mesmo se apresenta) Goldstein é o casamento de pessoas do mesmo sexo, antes de qualquer drama.

Ele chega a dizer para o casal que esse era o caso com o qual ele “sonhava”, para levantar sua bandeira.

Por fim, Michael Shannon: aqui, o “general Zod” é  Dane Wells, o companheiro de trabalho de Laurel, achando o tom certo para o personagem, desconfiado, mas emotivo.

Amor Por Direito : Foto Michael Shannon
Michael Shannon é  Dane Wells, policial parceiro da personagem de Moore
Se temos aqui um festival de lágrimas em razão da trágica história real, a trama nos traz também esperança, já que retrata uma vitória dos homossexuais nos EUA na luta por igualdade.

Por usar o drama pessoal como pano de fundo para o contexto maior (e não o contrário), o longa é um bem vindo passo à frente nas cinebiografias.

Leve uma caixa de lenços de papel para a sala de cinema - você vai chorar muito.

Filmaço.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'AMOR POR DIREITO':
Título Original:
FREEHELD
Gênero:
Drama
Direção:
Peter Sollett
Roteiro:
Ron Nyswaner
Elenco:
Anthony DeSando, Dennis Boutsikaris, Ellen Page, Gabriel Luna, Jeannine Kaspar, Josh Charles, Julianne Moore, Kevin O'Rourke, Luke Grimes, Mary Birdsong, Michael Shannon, Skipp Sudduth, Steve Carell, Suzanne Savoy, Tom McGowan
Produção:
Compton Ross, Cynthia Wade, Duncan Montgomery, Jack Selby, James D. Stern, Michael Shamberg, Phil Hunt, Stacey Sher
Fotografia:
Maryse Alberti
Montador:
Andrew Mondshein
Trilha Sonora:
Hans Zimmer
Duração:
103 min.
Ano:
2015
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
21/04/2016 (Brasil)
Distribuidora:
Paris Filmes
Estúdio:
Double Feature Films / Endgame Entertainment / Head Gear Films / High Frequency Entertainment / Metrol Technology

COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 12 de julho de 2013

'O HOMEM DE AÇO': EM TRÊS ATOS, RESGATE DO SUPERMAN NAS TELONAS TEM ALTOS E BAIXOS, MAS É FIEL À LENDA COM VERDADE E MUITA AÇÃO


Sou suspeitíssimo para falar de Kal-El/Clark Kent/Superman - afinal, é o meu personagem de ficção favorito, disparado.

Em 1978, tinha 18 anos, ainda não tinha, nem vídeo cassete, muito menos DVD, quando fui nada menos que 43 vezes ao cinema ver 'Superman - O Filme', dirigido por Richard Donner, com a maravilhosa música de John Williams, protagonizado por um Christopher Reeve no auge - AINDA o melhor filme sobre o Superman já feito.

O Pôster do longa de 1978 - fotos dessa postagem: Arquivos do Klau e Divulgação/Warner Bros.

Reeve fez ainda mais três longas como o herói: 'Superman II: A Aventura Continua' (1980), apenas razoável; 'Superman III' (1983) e 'Superman IV: Em Busca da Paz' (1987), péssimos.

Mesmo assim, como a referência anterior que o público tinha do herói era a série de TV dos anos 50 protagonizada por George Reeves, Christopher Reeve ficou para sempre marcado no inconsciente de todos como 'a face do Superman'.

Somente em 2006 é que a Warner Bros. - detentora dos direitos do personagem para as telonas - se dignou a resgatar a saga do maior herói de todos os tempos, e o resultado foi pífio.

Mesmo com o diretor Bryan Singer sempre afirmando que tentou resgatar a aura mítica do longa de 1978, o resultado foi muito abaixo do esperado, principalmente pelo péssimo roteiro, pela absoluta falta de ação e pelo Superman mais sem sal de todos os tempos - Brandon Routh, ator medíocre, só interpretou o Super por ser extremamente parecido com Chris Reeve.

Um dos pôsters do longa de 2006

Nesse meio tempo, a Marvel vinha nadando de braçada com filmes bem feitos dos seus heróis, até a união de todos eles em 'Os Vingadores'.

Já a Warner/DC fracassou em suas tentativas de levar seus outros heróis às telonas e só acertou mesmo com a trilogia 'Batman', capitaneada por Christopher Nolan.

E foi esse mesmo Nolan quem deu o pontapé inicial para o resgate da saga do último filho de Krypton nas telonas, ao aceitar ser o todo poderoso produtor-executivo da última tentativa do estúdio de acertar,  antes de perder os direitos sobre o universo do personagem.

Pra começo de conversa, Nolan tratou de chamar um diretor - Zack Snyder, que vinha dos sucessos '300' e 'Wathmen' e é bom, tanto na direção de atores, quanto em cenas de ação.

Depois, colocou como roteirista chefe o mesmo David S. Goyer da trilogia 'Batman', aqui auxiliado por Kurt Johnstad.

Finalmente, Nolan e essa pequena equipe partiram para a escalação do elenco, tendo em mente os nomes estelares do icônico longa de 1978 - que tinha, entre outros, Marlon Brando, Glenn Ford e Suzanah York.

Assim, os superfãs foram sendo informados dia após dia que Russell Crowe faria Jor-El - pai biológico do herói -, Kevin Costner seria Jonathan Kent - o pai adotivo - , Laurence Fishburne seria o primeiro Perry White negro e Amy Adams daria vida a Lois Lane.

O elenco principal de 'O Homem de Aço"' posa junto pela primeira vez

Faltava escalar o protagonista e o antagonista - Superman e general Zod.

Para Zod, o escolhido foi Michael Shannon, ator americano de 38 anos que vinha de uma boa carreira nas telonas - 'Pearl Harbor', '8 Mile', 'Vanilla Sky', 'Revolutionary Road' - e que arrebenta na série  'Boardwalk Empire'.

Michael Shanon como Zod, em cena do longa

Para um personagem tão multifacetado como o protagonista, que começa sua saga como Kal-El, passa a ser Clark Kent e arrebenta como Superman, Nolan e sua equipe não poderiam errar como Bryan Singer errou em 2006.

Foi assim que Henry Cavill finalmente foi o escolhido.

Cavill é inglês, tinha 29 anos quando as filmagens começaram é é um senhor ator.

Se havia perdido o papel de Bruce Wayne/Batman para Christian Bale na trilogia 'Batman' e também o  de James Bond para Daniel Craig, sempre aos 45 do segundo tempo, desta vez Cavill - que nesse meio tempo vinha brilhando em filmes como 'Teseu', 'Imortais' e na aclamada série 'Os Tudors' - fez valer seu imenso talento e não só conquistou o papel, como assinou para repeti-lo em mais três filmes.

Henry Cavill: escolha perfeita para ser o protagonista

A Warner só pediu uma coisa a David S. Goyer: que ele resgatasse toda a grandeza da lenda do Superman, que estava comemorando 75 anos justamente agora.

O resultado disso tudo é 'O Homem de Aço', que chega finalmente hoje em 552 salas em todo o Brasil, um mês depois da estreia americana.

O resgate definitivo da saga do Superman pode ser dividido em três grandes atos:

ATO UM: A GRANDEZA DE KRYPTON

É nesse planeta que o brilhante cientista Jor-EL (Russel Cowe) e sua mulher, Lara (Ayelet Zurer) decidem ter um filho da maneira mais tradicional - com a mãe dando à luz - e é essa justamente a bela cena inicial do longa.

Há séculos, os bebês kryptonianos nasciam de uma grande matriz que os gerava, e eles já nasciam designados para suas profissões no futuro.

Jor-El, Lara e o recém nascido Kal

Jor-El e Lara queriam que o filho pudesse escolher seu futuro - uma coisa aparentemente simples e que ninguém mais para para pensar o quanto é importante.

Nesse meio tempo, Krypton está morrendo: o governo sugou quase toda a matriz energética do seu interior e o conselho de governantes não acredita quando Jor-El afirma que o planeta está próximo do fim.

Os fatos só se aceleram quando o General Zod (Michael Shannon) dá um golpe militar e tenta assumir o poder.

O visual de Krypton é impressionante, com seus computadores com imagens metálicas e escuras, seus dragões alados e suas naves e edificações com design retrô, tudo muito diferente do frio e dos cristais do planeta dos longas anteriores, usados inclusive na série 'Smallville' - eu nunca fui fã desse visual.

O planeta Krypton sofre uma tentativa de golpe de estado, e Jor-El - de costas - assiste à destruição provocada por Zod

Jor-El luta para salvar o legado de sua raça e a expectativa de consertar os erros do passado é transferida a seu filho - é esse legado que Zod vai atrás no terceiro ato e também é essa transferência que transforma Kal no real  'último filho de Krypton'.

Mais do que em qualquer outro filme do personagem, somos lembrados todo o tempo que Kal-El não é humano e a escalação de Crowe como Jor-El se justifica plenamente pelas cenas de ação que seu personagem faz.

ATO 2: KAL-EL TENTA ENCONTRAR SEU LUGAR NA TERRA

Pela primeira vez, não vemos os Kent resgatar Kal-El da espaçonave que despenca dos céus do Kansas.

Entre muitos flash-backs, vemos sua infância, os pedidos firmes do pai adotivo, Jonathan (Kevin Kostner) para que ele não demonstre seus poderes em público, a mãe Martha (Diane Lane) e sua fase andarilho pelo mundo, usando falsas identidades, trabalhando em sub empregos mas sempre ajudando a todos com seus poderes.

Clark em sua fase andarilho rouba roupas de um varal para ter o que vestir

Esse ato é o mais fraco dos três que compõe o filme, justamente porquê se os Kent moldaram a personalidade de Kal-El - agora Clark - com firmeza, bondade e principalmente, amor, que raios ele faz vagando pelo mundo tentando 'encontrar seu lugar'?

E isso mesmo depois da cena maravilhosa em que Jonathan mostra a um Clark pré-adolescente a nave que o trouxe, diz a ele que o futuro do planeta está intimamente ligado a ele, Clark responde com um "Vou continuar sendo seu filho?" e o pai responde: "Mas você é o meu filho!"

Jonathan mostra a Clark a espaçonave que o trouxe à Terra

Definitivamente, isso caiu  bem para um xarope da cabeça como Bruce Wayne, mas para um alienígena, um semi deus como Kal-El, fica forçado demais.

Como forçada é a morte de Jonathan em meio a um furacão, pedindo que Clark não o salve para não revelar seus poderes: o ataque do coração de todas as versões anteriores seria mais verdadeiro para provar que mesmo um ser com grandes poderes não pode auxiliar aqueles que ama todo o tempo.

O que salva o ato é Amy Adams: sua Lois Lane lembra muito a melhor Lois de todas - a interpretada por Phyllis Coates na série de TV dos anos 50.

Lois é uma jornalista destemida, já ganhadora de um prêmio Pulitzer, que peita sem dó nem piedade seu editor chefe, Perry White (Laurence Fishburne) e não tem escrúpulos em entregar sua história sobre um alienígena vivendo como humano na Terra para um jornalista de internet, quando White diz que não vai publicar sua matéria no 'Planeta Diário'.

Lois invade a sala de Perry, prestes a peita-lo

É através da sua reportagem investigativa que ela fica sabendo onde e quando  Clark passou, o que fez e no que trabalhou, até chegar à casa dos Kent no Kansas.

Se ela sabe desde aí que Clark Kent é Kal-El, essa aproximação só faz com que o amor que um sente pelo outro se torne maior e mais verdadeiro que nas versões anteriores.

ATO 3: ZOD E KAL-EL - O CONFRONTO FINAL

A descoberta por Kal-El da espaçonave kryptoniana no Ártico é o melhor dos achados do longa: a nave faz as vezes de 'Fortaleza da Solidão' tantas vezes vista no passado do herói e agora, a consciência de Jor-El interage, tanto com Kal, quando com Lois, o que garante veracidade às cenas.

A primeira cena de Kal vestindo a armadura azul e vermelha - um legado da Casa de El - saindo da nave em meio à neve é desde já uma das cenas mais bonitas do cinema em todos os tempos, com a imensa capa garantindo a nobreza do herói.

Superman sai da nave e o contraste da neve branca com sua armadura vermelha e azul transforma a cena em momento único

Como é muito emocionante a cena do primeiro voo do Superman, logo depois: se eu já tinha ficado embasbacado em 1978 - os efeitos especiais do voo levaram o Oscar de Efeitos Especiais - aqui não deu outra: chorei muito, emocionadíssimo, e voltei a chorar, nas outras duas vezes em que já revi o longa.

Nesse meio tempo, Zod foge com seu exército da Zona Fantasma e não só exige que a Terra entregue Kal-El, como, belicista, começa a destruir tudo o que vê pela frente, a começar por Smallville.

Poucas vezes o cinema de ação viu cenas de luta tão boas quanto as vistas aqui.

Elas duram cerca de 40 minutos, são extremamente realistas e fogem da coreografia ensaiadinha das lutas dos filmes da Marvel.

Em meio a tudo, Michael Shannon e Henry Cavill provam em cada fotograma que são os atores certos para Zod e Kal-El, e as cenas em que Antje Traue - a amante e imediata de Zod, Faora - e Amy Adams como Lois também aparecem fazem o filme valer a pena.

Superman acerta um cruzado de direita em Zod - e Metrópolis sendo destruída

O ato ainda dá tempo para Diane Lane brilhar como Martha Kent: ela peita Zod, elogia o filho vestido de Superman e ainda o faz lembrar que Jonathan já era orgulhoso dele transformado em herói desde criança - uma cena de Clark criança, brincando com um pano vermelho no pescoço e fazendo às vezes de capa é exibida sobre a fala de Martha, tornando a cena sen-sa-cio-nal.

Clark e sua mãe, Martha

Mas e o Clark Kent repórter do 'Planeta Diário'?

Ele aparece na última cena, chegando apressado à redação, de terno, com os icônicos óculos e sendo apresentado a Lois -  que, debochada, o recebe com um aperto de mão e um suspeitíssimo "Muito Prazer!".

Clark, com o visual em que se apresenta no primeiro dia de trabalho no 'Planeta Diário'

Se todo o longa é realista, isso é consequência de ter Christopher Nolan como produtor e também o fato de Snyder não explicar cada aspecto do personagem - como no caso do uniforme, simplesmente um legado da família de Krypton.

O longa é antes de tudo um drama de ficção-científica, focado em um alienígena que tenta encontrar seu lugar na Terra, com Henry Cavill como um sucessor digno de Christopher Reeve.

Assim, o herói pode ganhar profundidade, por meio de flashbacks que apresentam o passado de Clark no Kansas e a relação com os pais adotivos e se parte do público pode não se interessar por essas partes mais intimistas, as excepcionais cenas de ação devem empolgar, já que violentos combates não parecem coreografados e isso é uma bem vinda novidade ao gênero.

Hans Zimmer bem que tentou fazer sua parte com a trilha sonora, mas é uma pena que ela nem chegue aos pés da imortalizada por John Williams - o primeiro voo do Superman pedia o tema original.

A relação de Lois Lane e Clark Kent é muito realista e diferente do esperado e as atitudes do herói nem sempre são exemplos de integridade - ele tem de matar Zod para que este não destrua a Terra de vez - Smallville e meia Metrópolis já tinham ido pro vinagre.

A nave de Zod destruindo Metrópolis

O maior problema da produção são algumas falhas de roteiro: existem buracos já considerados comuns para filmes de super-heróis, mas o pior são as muletas utilizadas para avançar a trama.

Mesmo assim, nenhuma chega a ser tão problemática a ponto de acabar com a imersão do espectador - como aconteceu com o sofrível 'Homem de Ferro 3'.

Além disso, o tom dramático é por vezes exagerado, principalmente para o espectador acostumado com o universo Marvel.

Finalmente, é natural que um reboot com tantas novidades divida opiniões, porém não se pode negar que 'O Homem de Aço' é o segundo melhor filme do Superman de todos os tempos - o de 1978 continua imbatível.

A cena do beijo: casal com muita química

O longa mostra a força da DC e a capacidade de igualar o sucesso da Marvel nas telonas no futuro, ao criar um universo rico e compartilhado - tanto, que as filmagens de 'O Homem de Aço 2' já começam em janeiro do ano que vem.

Zack Snyder prova novamente que é um grande diretor de atores e de cenas de ação e faz aqui seu trabalho mais maduro.

A volta do Superman às telonas é assim coberta de êxito, uma obra visualmente bela, com interpretações inesquecíveis e que merece ser vista em Imax para o espectador apreciar  e poder mergulhar em toda a sua grandeza.

Confira o trailer do filme:

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'O HOMEM DE AÇO'
Título Original:
MAN OF STEEL
Gênero:
Ação
Direção:
Zack Snyder
Roteiro:
David S. Goyer, Kurt Johnstad
Elenco:
Amy Adams, Antje Traue, Ayelet Zurer, Christopher Meloni, Diane Lane, Henry Cavill, Kevin Costner, Laurence Fishburne, Michael Clarke Duncan, Michael Kelly, Michael Shannon, Roberta Chung, Russell Crowe, Sally Elting e outros
Produção:
Charles Roven, Christopher Nolan, Deborah Snyder, Emma Thomas
Fotografia:
Amir M. Mokri
Montador:
David Brenner
Trilha Sonora:
Hans Zimmer
Duração:
143 min.
Ano:
2013
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia no Brasil:
12/07/2013
Distribuidora:
Warner Bros
Estúdio:
Atlas Entertainment / Legendary Pictures / Warner Bros. Pictures
Classificação:
12 anos
Cotação do Klau: