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segunda-feira, 12 de julho de 2010

TSE JÁ TEM SITE PARA CONSULTAR A VIDA PREGRESSA DOS CANDIDATOS

A partir de agora, você pode consultar a vida pregressa dos candidatos às próximas eleições.
Processos, inquéritos, tudo rápido e fácil de se consultar.

É só clicar no Estado da Federação, no mapa igual ao postado abaixo, no endereço:

Mais um serviço do TSE - TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL - à Democracia brasileira.

Muito bom, Ministro Lewandoswki!

























domingo, 11 de julho de 2010

PRESIDENTE DO TSE DIZ TER "CONVICÇÃO DE QUE A LEI FICHA LIMPA VINGARÁ NESTA ELEIÇÃO"

Presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ricardo Lewandowski avalia que um adiamento da Lei da Ficha Limpa seria uma "frustração" para a sociedade, mas diz ter "convicção de que a lei vingará" mesmo passando pelo crivo do Supremo Tribunal Federal e barrará os candidatos "fichas-sujas".

Em sua opinião, candidatos com a ficha suja que conseguirem liminares para disputar a eleição estão com as campanhas em risco.

"Faz parte do dia a dia da Justiça Eleitoral [concessão de liminares suspendendo efeitos de uma lei]. A mesma situação pode ocorrer com aqueles que não tenham a ficha limpa, mas farão sua campanha por sua própria conta e risco."

Em entrevista à "Folha de S.Paulo" de hoje, Lewandowski defendeu uma reforma política que acabe com o "pluripartidarismo exacerbado" no Brasil e proíba o financiamento privado de campanhas - que "pode representar um elemento perturbador e de corrupção das eleições".

Ele chega a sugerir que, a médio prazo, só pessoas físicas sejam autorizadas a doar quando for popularizada as doações pela internet.

Defensor da verticalização dos palanques eletrônicos, medida que ameaça tirar Lula e Serra de programas regionais do horário gratuito de TV, Lewandowski sinaliza que o tribunal recuará em agosto. "Pessoalmente, até como cidadão, sou simpático à ideia da verticalização. Mas devo reconhecer que ela não existe mais no Brasil, porque foi alterada por uma emenda constitucional."

O presidente do TSE reconhece que é "frustrante" e "insatisfatório" para o cidadão e para a Justiça que os processos de cassação de políticos sejam julgados no final de seus mandatos.

Árbitro de várias multas aplicadas aos candidatos por propaganda antecipada, ele critica o curto espaço reservado para a campanha formal. Para ele, ela deveria começar em janeiro, "mas é preciso regulamentar, não admitir o uso da máquina administrativa."

Foto: Lula Marques/FOLHAPRESS
O Presidente do TSE, na entrevista à "Folha"

A seguir, a entrevista à "Folha" na íntegra, concedida aos jornalistas Valdo Cruz e Felipe Seligman, da sucursal de Brasília

Perguntas em vermelho, respostas em amarelo.


O TSE determinou que o Ficha Limpa vale para este ano, mas candidatos estão recorrendo ao STF. Dois ministros já concederam liminares, outros dois recusaram. O sr. teme que a Lei do Ficha Limpa não vingue?

Essas liminares concedidas favorecendo determinados políticos estão previstas na própria Lei da Ficha Limpa, que prevê o efeito suspensivo. O TSE afirmou por uma expressiva maioria, de seis a um, que a lei é constitucional, que se aplica a essas eleições gerais e a fatos pretéritos, porque trata de condições de elegibilidade. Portanto, já há um pronunciamento da corte máxima da Justiça Eleitoral. Eventualmente um ou outro aspecto dela pode ser questionado no STF.

O sr. tomou decisões a favor dessa lei negando recursos de candidatos. É uma sinalização da Justiça Eleitoral de que a Lei da Ficha Limpa é para valer?

O juiz faz justiça ao caso concreto. Os sete casos que examinei não apresentavam plausibilidade jurídica que permitisse a concessão do efeito suspensivo.

A eleição está começando, há candidatos que têm incompatibilidade com a lei da Ficha Limpa e já estão recorrendo. Corremos o risco de candidatos serem eleitos mesmo assim. Qual a mensagem que pode ser passada para o eleitor?

É uma situação bastante comum, faz parte do cotidiano da Justiça Eleitoral. Alguém, com uma liminar, concorre, é eleito, depois o caso é julgado definitivamente e tem seu diploma cassado. A mesma situação eventualmente pode ocorrer com aqueles que não tenham a ficha limpa. Podem obter uma liminar, um efeito suspensivo, ter seu registro deferido, mas farão sua campanha por sua própria conta e risco.

O sr. não pode falar por seus colegas do STF, mas sua expectativa é que a lei vingue ou teme que não?

Totalmente. Primeiro, foi uma lei com amplo respaldo popular, nasceu de uma iniciativa legislativa popular, contou com mais de 1,6 milhão de assinaturas. O Congresso, em suas duas casas, aprovou por uma votação absolutamente maciça. Essa matéria foi examinada pelo plenário do TSE. Portanto, passou por vários crivos e penso, inclusive nossa decisão aqui baseou-se em decisões do STF, que deram pela constitucionalidade da lei 64/90, que também tratava de inelegibilidade e também sobre precedentes de que essa lei complementar se aplicava imediatamente. Então, tenho a convicção de que essa lei vingará mesmo passando pelo crivo do Supremo Tribunal Federal.

É possível dizer que políticos com ficha criminal incompatível com a lei, mesmo que consiga uma liminar, a hora deles vai chegar?

Vai chegar, sem dúvida nenhuma. Se alguém tiver agora o registro indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral, que nessas eleições é feito por eles, pode eventualmente obter um efeito suspensivo. Mas como diz o próprio nome simplesmente suspender uma decisão final, quando ela vier, for pronunciada, o candidato corre o risco, se não tiver sucesso na decisão final, de perder seu mandato.

Pelas suas declarações, a favor da lei, entendo que o sr. avalia que será uma frustração para o eleitor caso a lei não vingue?

É possível que haja uma frustração da sociedade, que apoia maciçamente essa lei. Mas acho que a lei já vingou, já está em plena vigência. A única coisa que eventualmente se pode cogitar, no STF, é da sua aplicação imediata em função do princípio da anualidade previsto no artigo 16 da Constituição, que estabelece que todas as regras que modifiquem o processo eleitoral só entrem em vigor nas eleições subsequentes, depois de um ano. Entendemos que, em face dos precedentes do próprio STF, não havia esse risco. Como disse, quando analisou a lei complementar 64/90, o Supremo entendeu que ela se aplicava imediatamente.

Outra questão que pode ser discutida é da presunção de inocência. Mas quando o Supremo se debruçou sobre essa matéria não havia nenhuma lei disciplinando o possível indeferimento dos candidatos que tenham a ficha suja. Mas agora a situação mudou, porque o próprio artigo 14, parágrafo 9º da Constituição, estabelece que uma lei complementar poderá estabelecer algumas hipóteses de inelegibilidades além das previstas na Constituição.

E, de outra parte, existem dois valores a serem considerados. Existe um valor fundamental, que está inscrito no rol das garantias individuais, o da presunção de inocência. Mas existe outro valor fundamental, da moral administrativa, que também está na Constituição, no rol dos direitos políticos, no mesmo artigo. Então, quando o Supremo for se debruçar, se é que vai se debruçar sobre essa questão, terá de ponderar esses dois valores. O da moralidade administrativa de um lado, aplicado às eleições, que é um direito fundamental, e de outro a presunção da inocência, que se aplica fundamentalmente ao processo penal.

A lei do Ficha Limpa é uma novidade no pleito atual. Nessa linha, qual outra iniciativa deveria ser tomada para as próximas eleições como avanço institucional na busca da moralidade que o sr. levantou?

Em primeiro lugar, eu acredito que as mudanças sociais não são feitas a partir de mudanças legislativas. Temos muito uma visão bacharalesca da sociedade, no sentido de que podemos mudar a sociedade a partir de penadas legislativas. A mudança tem de ser cultural, a sociedade tem de escolher os melhores candidatos, mais comprometidos com o bem comum, com o interesse público. De outra parte, devo reconhecer que nós precisamos de uma reforma política mais ampla. Não digo a reforma do processo eleitoral, essa é necessária, precisa ser feita, precisamos diminuir o número de recursos, porque hoje os processos eleitorais se eternizam. Muitas vezes um político é cassado e, em função dessa multiplicidade do número de recursos, só sai quase ao término do seu mandato. Isso é amplamente insatisfatório e frustrante tanto para a cidadania quanto para a Justiça.

Como acabar com isso?

Isso tem de acabar e já está sendo providenciado, o próprio Legislativo está consciente de que é preciso mudar a legislação eleitoral. Mas há uma reforma mais ampla que precisa ser feita que é a política. Em que se vai discutir, em primeiro lugar, esse pluripartidarismo exacerbado, temos 27 partidos políticos no Brasil, um número inusitado comparado com as democracias mais avançadas no mundo, em que há quatro ou cinco partidos se distribuindo dentro do espectro político, tendo como extremos a esquerda e a direita, passando pelo centro.

Essa é uma questão que precisa ser discutida, precisamos meditar sobre a cláusula de barreira. O Supremo considerou inconstitucional a que existia, entendeu que os critérios eram antiisonômicos, que criavam dificuldades para a livre expressão do pensamento político. É preciso repensar isso e imaginar uma nova cláusula de barreira para diminuir um pouco o número grande de partidos.

O que mais?

Temos de discutir a questão do voto obrigatório ou facultativo. Eu já me pronunciei no sentido de que, nesse momento histórico, temos de ter o voto obrigatório. Somos ainda uma democracia em fase de amadurecimento, temos então que fazer com que o eleitor compareça maciçamente às urnas para dar legitimidade aos eleitos. Depois, temos a questão do financiamento das campanhas, público ou privado, ou misto.

O que o sr. defende?

Num determinado momento, tendo em conta as distorções que advieram do financiamento maciço do setor privado, e entendo que isso pode representar de acordo com a situação até um elemento perturbador e de corrupção mesmo das eleições, eu pendi no sentido de entender que deveríamos favorecer o financiamento público de campanha. Mas com as eleições presidenciais norte-americanas ocorreu um fenômeno novo, pouco estudado ainda, que é o financiamento feito gota a gota pelo eleitor, por meio da internet, do telefone, em que ele com uma pequena quantia de dinheiro financia o candidato de sua preferência. A campanha do Obama foi feita em grande parte com base nessas contribuições, mais gente doando menos.

Mas há uma certa análise de que esse fenômeno não acontecerá no país.

Há umas dificuldades, mas estamos superando, a legislação prevê a doação por meio de cartão de crédito.

Os partidos estavam reclamando da identificação do doador por meio desse instrumento.

Isso foi superado completamente. Os cartões de crédito não tinham como identificar o CPF do doador, porque eles não tinham como exigir do doador o CPF e transmitir para a Justiça Eleitoral. Na última sessão do semestre, alteramos a nossa resolução para tirar essa obrigação das operadoras de cartão e passou a ser uma responsabilidade do partido político de fornecer.

O sr. disse que as grandes doações de empresas podem ser um fator perturbador e de até corrupção. O que pode ser adotado para acabar com esse risco?

Poderíamos caminhar talvez no sentido de permitir apenas as doações de pessoas físicas, com limites, como já existe hoje, 2% da pessoa jurídica e 10% da pessoa física.

Há críticas de que, se o financiamento pelo setor privado for proibido, as empresas que doam de forma irregular vão continuar doando. Só ficariam de fora as empresas que doam legalmente. O sr. não teme que o caixa dois continuaria?

Estamos com mecanismos cada vez mais sofisticados para detectar o caixa dois, temos convênio com Receita Federal, a prestação de contas agora é mensal. Então, temos uma série de instrumentos para averiguar se há alguma irregularidade. A própria Receita federal, se houver uma doação anômala, que chama a atenção, nos informará e tomaremos as medidas necessárias. Mas eu queria apenas engatar aquela questão da reforma política. Temos ainda a questão do voto distrital ou misto, o voto em lista.

Eu, como juiz, não posso ter uma opinião pessoal, mas quero dizer que sou admirador do voto distrital misto, que pode ser uma saída para o eleitor participar de forma mais consciente no seu distrito, apoiando esse ou aquele candidato. A mensagem pode ser menos abstrata e mais direta para o eleitor no voto distrital puro ou misto.

A Justiça Eleitoral gostaria que o próximo presidente liderasse uma proposta de reforma política?

Estou me pronunciando aqui mais como acadêmico do que como magistrado. Como presidente do TSE, estou aparelhando a nossa Escola Judiciária Eleitoral para que possamos fazer uma discussão sobre a legislação eleitoral e apresentar algumas propostas para a sociedade e para o Congresso Nacional no final do meu mandato, colaborando inclusive com uma comissão que já existe no Congresso, para subsidiar uma proposta de modificação. Vamos oferecer isso ao Congresso Nacional como sugestão, até porque nós simplesmente aplicamos as leis.

Sobre o numero exagerado de partidos, os senhores estão enfrentando o debate sobre uma verticalização diferente, que é a questão da aparição de candidatos a presidente nas propagandas eleitorais. O ideal é que houvesse algo nessa linha, mas parece que é impossível que aconteça ao pé da letra da lei atual?

Pessoalmente, até como cidadão, sou simpático à ideia da verticalização. Porque a verticalização presta mais coerência ao processo político e também facilita a identificação do eleitor com uma determinada corrente ideológica ou programática. Mas eu devo reconhecer que a verticalização não existe mais no Brasil, porque ela foi alterada por uma emenda constitucional. No que tange à verticalização na propaganda eleitoral, houve uma primeira decisão tomada numa consulta formulada pelo PPS, mas há outras consultas que foram formuladas em que essa questão vai ser examinada por outros ângulos, outros aspectos e é possível que o TSE reveja a posição que tomou naquela consulta, em face a novos argumentos. E na verdade o acórdão ainda não foi publicado. Portanto, não há decisão do TSE sobre esse assunto.

Por mais que o acórdão não tenha sido publicado, aquela decisão foi amplamente divulgada por todos e agora existem chances reais de o TSE mudar a posição. O senhor não teme que a Justiça Eleitoral saia desacreditada, que se crie um ambiente de insegurança jurídica?

Absolutamente, não. Uma consulta é feita em termos absolutamente abstratos. Há varias situações, muito recorrentes, em que o próprio tribunal, ao examinar um caso concreto, revê aquela resposta que foi dada abstratamente a uma consulta. Essa é uma consulta que foi formulada de forma muito abstrata, que atende a uma dúvida de um consulente específico. Não é uma decisão tomada num caso concreto. Não tem a força vinculante de uma decisão jurisdicional. Foi uma resposta dada numa sessão administrativa. Portanto, ela pode ser interpretada diferentemente à luz dos fatos concretos. É muito corriqueiro que nós alteremos nosso ponto de vista à luz dos fatos concretos.

O sr. é o presidente do pleito deste ano. Concorda que houve uma antecipação da campanha este ano?

Sempre houve a antecipação da campanha. O que houve foi uma exposição maior dessa antecipação por parte da mídia.

Da mídia?

Eu acho que a mídia tem avançado em todos os países, houve uma cobertura maior dessas eleições em função da própria polarização.

Há um vácuo legal nesse período de pré-campanha, porque o político tem que se desencompatibilizar do cargo público em março, mas só se torna candidato em julho. Durante esse período, em tese, não existe campanha e portanto a Justiça Eleitoral não pode aplicar as punições previstas em época de campanha. Como lidar com isso?

Sou plenamente favorável a disciplinar esse período. Acho que o eleitor tem o direito de conhecer seu candidato de forma mais precoce. Eu pessoalmente defendo a ideia de que no começo do ano eleitoral. A partir de janeiro, a campanha poderia ser deflagrada. Mas é preciso regulamentar, porque há esse vácuo. O que não se pode admitir é o uso da maquina administrativa.

Não é uma hipocrisia proibir a pré-campanha, porque, de fato, essa pré-campanha existe e todo mundo sabe que é feita?

Eu acho que devia ser disciplinado. Penso que três meses é muito pouco tempo para que os eleitores conheçam em profundidade seus candidatos. A partir de janeiro já é campanha, todos conhecem, todos participam da escolha dos pré-candidatos.

Ocorreu uma série de eventos públicos, bancados com verba pública, onde foi feita propaganda antecipada. O que aconteceu até aqui perde efeito legal, ou esses eventos também podem ser considerados, em futura ação, contra determinado candidato, como parte de uma série de irregularidades cometidas na campanha?

Teoricamente eles podem ser invocados sim. Mas é preciso provar que realmente esses fatos tiveram o condão de desequilibrar a campanha eleitoral.

O sr. acha que até agora houve desequilíbrio?

Eu não posso me manifestar sobre isso.

Em entrevista recente à Folha, a procuradora Sandra Cureau disse haver uma "quantidade imensa de coisas" na pré-campanha de Dilma que podem ser interpretados como abuso de poder econômico e político". O sr. concorda com isso?

Ela mesmo usou a palavra "podem ser". Se isso vier a ser examinado pelo TSE, veremos se isso pode ou não ser interpretado como abuso de poder econômico e político. Mas insisto que é preciso considerar um conjunto de fatores, e a conduta deve ter sido de tal maneira grave que pudesse ter desequilibrado o pleito.

O sr. acha que o presidente Lula, tendo atuado em diversos atos, agiu de forma republicana? Em alguns momentos afirmou-se que ele afrontou a Justiça Eleitoral...

Eu não posso responder pelo presidente da República. Mas posso dizer é que entre abril e maio houve uma mudança, uma inflexão na jurisprudência da Corte. Até então, entendia-se que só se configurava campanha antecipada se houvesse menção ao pleito, fosse nominado um candidato e houvesse pedido explícito de voto. A partir de abril/maio, houve uma mudança na jurisprudência da Corte, que passou a considerar que mesmo um pedido implícito seria considerado pré-campanha. Uma campanha subliminar. Houve uma mudança na jurisprudência, e a partir desse entendimento determinados comportamentos passaram a ser sancionados.

O sr. acha que o presidente afrontou a legislação eleitoral em algum momento, tanto que foi multado?

Se o presidente afrontou, ele foi sancionado nas hipóteses em que afrontou a legislação eleitoral, ele foi apenado pela Justiça Eleitoral. Nas hipóteses em que ele não afrontou, a Justiça o exonerou.

O que espera da eleição?

Espero que ela transcorra tranquila, sem ataques pessoais e se discuta planos, programas e projetos.

Mas da forma que os principais candidatos trataram seus programas, na hora de registrar suas candidaturas, eles não foram colocados como tema principal. Houve uma falta de comprometimento?

Penso que esta é uma prática que precisa ainda ser amadurecida. Os próprios partidos políticos, de certo modo, não estão atuando de forma mais ideológica, programática. Mas tenho a impressão de que, com o amadurecimento da nossa democracia, teremos uma discussão em outras bases. Acho que essa multiplicidade de partidos impede essa caracterização dos partidos do ponto de vista ideológico e programático.

Mas como o sr. avalia o que aconteceu no caso dos programas?

Eu não examinei esses programas apresentados a fundo, mas imagino que é aquilo que cada partido tinha a apresentar no momento do registro.

O partido pode mudar esse programa, ou o que ele apresentou é definitivo?

Teoricamente representa um compromisso público do partido com seus eleitores, no sentido daquilo que pretende realizar depois de eleitos seus candidatos. Agora, evidentemente esses programas apresentados, no momento do registro, podem ser acrescidos ao longo da campanha política.

E as polêmicas sobre a segurança da urna eletrônica?

A urna é absolutamente segura, e foi testada publicamente no ano passado. Por meio de edital, convocamos a população para testar as urnas. Compareceram universidades, Marinha, Polícia Federal, sociedade, todos tentando furar nosso sistema, que se demonstrou completamente seguro. O eleitor pode ficar tranquilo, que as urnas são indevassáveis, seu voto é seguro.

E a questão da impressão do voto?

Ela valerá para as próximas eleições, municipais, que exige um mecanismo de impressão dos votos. Essa é uma matéria que causa grande preocupação para a Justiça Eleitoral, sobretudo para esse presidente, porque da forma que foi criada pode levar à identificação do eleitor. Isso pode ir de encontro com o princípio fundamental do sigilo do voto. O ideal é que fosse alterado. Estamos acoplando a um sistema totalmente eletrônico e informatizado um procedimento mecânico.

É um retrocesso?

Sem dúvida nenhuma é retrocesso. Testes feitos em locais mais úmidos mostram que aquele tipo de papel está se enroscando. Felizmente não valerá para essa eleição. O ideal é que antes seja modificado. Eu penso que esse dispositivo, em tese, pode ser inconstitucional pela questão do sigilo do voto. É como acoplar um mecanismo movido a vapor num avião a jato.

domingo, 27 de junho de 2010

A SEMANA ILUSTRADA!

Nossas fotocharges da semana tem:

Congresso parado, afinal é época de copa e festas juninas; Dona Dilma passou o Serra Nomuro no Ibope; Argentina,atropelando todo mundo; Dona Dilma continua fugindo dos debates, e muito mais!

Veja:
















sexta-feira, 4 de junho de 2010

LULA SANCIONA PROJETO FICHA LIMPA SEM VETOS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou hoje, no final da tarde, o projeto Ficha Limpa sem vetos.

A nova lei - que será publicada amanhã no "Diário Oficial" - impede a candidatura de políticos condenados por um colegiado (mais de um juiz).

Na semana passasa, a AGU - Advocacia-Geral da União encaminhou a Lula parecer que recomendava a sanção do projeto.
Segundo o parecer o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, o texto é constitucional e pode ser aprovado sem mudança.

O texto tinha sido aprovado pelo Congresso no último dia 19 de maio.

Agora, o Judiciário deverá decidir se a lei já vale para as eleições de outubro próximo.
A principal dúvida é a emenda do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que teria alterado o texto do projeto estabelecendo que a proibição do "ficha suja" só valerá para sentenças proferidas após a promulgação da lei.

Agora, a bola está com os ministros do Tribunal Superior Eleitoral - TSE.

A luta, portanto, continua.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

BISCATES EM DESFILE!



O LUIZ INÁCIO TEVE UM PIRIPAQUE!
Ontem, ele estava no Recife e cidades vizinhas, onde teve uma agenda cheia. Até em sinagoga com quipá na cabeça o Luiz Inácio foi!
Depois, jantou com o governador pernambucano. devem ter combinado alguma coisa sobre o Ciro, já que o governador é do mesmo partido do marido da Patrícia.
Meia noite e meia, já dentro do AeroLula, ele se preparava para ir ao Fórum Mundial em Davos, Suíça, um lugarzinho horrível, de montanhas cobertas de neve, cheias de esquiadores, comidinhas e chocolates nacionais - da Suíça.
Só que a pressão do Luiz Inácio estava 18 x 11, e o médico particular da presidência não só vetou a viagem, como mandou o presidente para o hospital, onde passou a noite e saiu abatido pela manhã, sempre com a Dona Dilma de ladinho.
Depois, o AeroLula veio pra Sampa, e o Luiz Inácio está descansando no apê dele em São Bernardo.
Deve fazer um check-up amanhã, com seu médico particular - e meu médico também! - o cardiologista Roberto Kalil.
Queria ser uma libélula esvoaçante, só pra ver onde Dona Marisa Letícia Primeira, a Muda, vai enfiar a Dona Dilma na casa dela, Marisa.
Pressão alta, né? A foto mostra o momento em que a pressão começou a subir...
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TSE TROCOU SEIS POR MEIA DÚZIA

A proposta de resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com novas regras de prestação de contas para a campanha deste ano não acaba com a doação oculta, manobra utilizada por grandes empresas para dar grana a candidatos sem ter o nome associado diretamente a eles.

Existem hoje pelo menos quatro formas de doação oculta.

O texto do TSE tenta barrar apenas duas delas -e, mesmo assim, dependerá de um mecanismo extra sobre o qual não há, até agora, garantia de que será colocado em prática.

Isso explicado, o que eu entendi é que o TSE trocou seis por meia dúzia.

Ai, que falta faz o Ministro Joaquim Barbosa na presidência do TSE!
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LULA, O SENHOR DAS ÁGUAS

Não,não é o título de mais um filme sobre o Lula não!

É que eu estava pensando nas declarações do Luiz Inácio,que disse na cara do José Serra (PSDB) e do Bolinha Kassab (DEM), de que os recursos do PAC 2 (2011-2015) podem auxiliar no combate às enchentes.

E pior: foi o Bolinha Kassab quem deu a deixa.

Agora, Lula vai repetir isso até cansar, e, lógico, esse discurso será incorporado pela Dona Dilma nas próximas visitas a São Paulo.


No PT, a avaliação é que projetos que amenizem o impacto das chuvas e investimentos na área de segurança são temas que os tucanos gostam de monopolizar em ano eleitoral.

O Palácio do Planalto prepara nova visita - oficial - de Lula pelo Estado já na semana que vem.

Além de São Paulo, ele irá a São Bernardo - não pra descansar, como hoje, mas pra trabalhar - , onde anunciará R$ 5 milhões em verbas para segurança pública.
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BANCO ITAÚ, QUEM DIRIA, DEU O EXEMPLO!

O Itaú decidiu parar de brigar com a Receita Federal e devolveu a grana do PIS e da Cofins que deixou de pagar ao longo de quatro anos. Coisa de R$ 1 bilhão.

Desde 2005, os bancos consideram-se isentos de pagar esses dois tributos, entendendo que sua atividade não é comercial (como a dos donos de lanchonete) nem prestam serviços (como as empresas de limpeza). Quando a Receita Federal resolveu comprar a briga, recebeu como resposta de que tudo era "coisa de xiitas aparelhados pela máquina sindical".

O banco contratou poderosas e dispendiosas bancas de advocacia, capazes de batalhar o caso com sucesso no Supremo Tribunal Federal.

Enquanto isso, sem se dar conta de que presenteava a Receita com um argumento capaz de provar a arrogância dos banqueiros, num mês de 2008, um banco - não foi o Itaú! - pagou R$ 2,65 de PIS e Cofins.

A desistência do Itaú indica que nasceu uma plantinha no cofre do banco. É provável que se esteja diante de uma nova época, na qual ela usa seus inesgotáveis recursos para contratar advogados e brigar na Justiça pelo seus interesses, mas não os esbanja para demonstrar que, seja qual for o caso, está disposta a jogar milhões no pano verde em busca do respeito devido aos invencíveis.

Quando um litígio custa mais à marca do banco do que o valor da causa, ou quando a perseverança dos seus advogados serve apenas para adiar uma derrota antipática, é melhor pagar e sair de cena. O Itaú fez isso e deixou seus concorrentes brigando sozinhos. O tesouro tem a receber deles uns R$ 10 bilhões, por baixo.
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LULA QUER MERCADANTE CANDIDATO!

Horas antes de embarcar para Recife, onde discutiria o futuro de Ciro Gomes nas eleições, o presidente Lula aproveitou uma roda de petistas para dizer que, se fracassar a articulação para convencer o marido da Patrícia a disputar o governo de São Paulo, quem deveria concorrer é o senador Aloizio Mercadante.

O presidente argumentou que o PT precisa "repetir candidatos" e "fixar um nome no Estado".

Mercadante ouviu tudo e, acuado, não quis estender o assunto.
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PT: MAKING OFF


Os petistas gravavam em Brasília a propaganda partidária dos 30 anos da sigla, que vai ao ar no dia 11.
Na propaganda de TV, Lula e Dilma aparecem em primeiro plano, caminhando num gramado.

São seguidos por ministros, deputados, senadores e governadores - os membros do mais famoso cordões de puxa sacos que esse país já viu.

A dupla diz no final que "continuará mudando o Brasil". Então, tá!
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NOÉ É O NOVO PADROEIRO DOS PREFEITOS

A edição da medida provisória que libera R$ 614 mi para "socorro e assistência a pessoas atingidas por desastres", destinada aos municípios atingidos pelas chuvas e secas, mobilizou uma romaria de prefeitos a Brasília.

A maioria é do interior de São Paulo, do Rio Grande do Sul, Espírito Santo e cidades do Nordeste do país.

Caberá aos ministérios da Integração Nacional, Agricultura e das Cidades definir o destino do dinheiro emergencial.

O governo argumenta que a divisão será feita com base em relatórios das autoridades locais.

E é Dona Dilma quem dá a palavra final.
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POLÍCIA DIZ: EM GRAVAÇÃO, MST REVELA AÇÃO PREMEDITADA

O Delegado que cuida do caso afirmou ontem que o líder regional do movimento foi filmado antes de invasão a fazenda de laranjas da Cutrale - lembram? - falando em "dar prejuízo a eles" .

Há 20 suspeitos com prisão decretada e 13 deles estão foragidos.

O delegado pedirá prorrogação de detenções temporárias por mais 5 dias.

Certíssimo! Afinal, lugar de bandido é na cadeia.
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LULA IGNOROU O TCU, E DEU GRANA PRA OBRAS IRREGULARES

Vocês se lembram que o TCU tinha recomendado a paralisação de quatro projetos da Petrobras por problemas "graves" ?

Pois bem, Lula passou por cima e liberou R$ 13,1 bi.

O presidente do TCU, Ubiratan Aguiar diz que a corte "cumpriu sua parte" .

E assim, mesmo com obras suspeitas, o PAC da Dona Dilma - e para Dona Dilma - avança.
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POR QUE O GENOÍNO NÃO PEDE PRA SAIR?

Bem que ele podia incorporar o Capitão Nascimento, né?


O "Danilo" que aparece no relatório da Operação Castelo de Areia da Polícia Federal como contato do deputado José Genoino (PT-SP) para supostas doações sem recibo da Camargo Corrêa é Danilo Camargo, ex-coordenador da comissão de ética do PT e ex-tesoureiro de campanhas paulistas.

O telefone dele consta de uma planilha de intermediários, apreendida pela PF na sala de um executivo da empreiteira.

Danilo é aquele que apareceu no noticiário em 2005, quando um assessor do irmão de Genoino foi preso no aeroporto com dólares na cueca.

Após o flagrante, segundo a PF, petistas se reuniram no flat dele para discutir a linha de defesa e tentar explicar a origem do dinheiro.

Genoino afirma que todas as suas doações foram declaradas à Justiça Eleitoral, e nega ter mantido contato com a Camargo Corrêa.

Sei não. Para quem, a meu ver, é o MAIOR TRAIDOR DO BRASIL EM TODOS OS TEMPOS, mais esse crimezinho no currículo não vai fazer nem cócegas, né traíra?
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VOCÊ ENTENDE NOSSA POLÍTICA EXTERNA?

Nem eu!

Em Honduras, o Brasil ficou contra tudo e contra todos - até os americanos - e ainda não reconheceu um governo eleito legítimamente pelo voto - até a oposição declarou que o pleito foi válido.

Depois, não definiu o status do Zelaya, que mandou e desmandou na nossa embaixada - só saiu de lá ontem!

Agora, nem uma palavra sobre o Chávez ter fechado 6 canais de tv venezuelanos que não transmitiram seus muito didáticos, importantes e proveitosos bolivarianos discursos.

Ainda eu vou descobrir que medo é esse que o Lula sente quando o Chávez tá na roda.
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INFORMATIVO DILMATUR:

Dona Dilma visitará amanhã a Campus Party, encontro de internet aqui em Sampa.

Seu jeitão cdf de ser tem tudo pra encantar os nerds que lá estão de plantão e acampados.

No sábado, irá São Bernardo do Campo em evento da Igreja Mundial com o Luiz Inácio.

Será que ela vai ficar hospedada no apê do Lula e da Marisa Primeira, a Muda?
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E O CORDÃO DOS PUXA SACOS, CADA VEZ AUMENTA MAIS...

Não, ainda não é carnaval, apesar de eu já estar homenageando o CHACRINHA e colocando marchinhas carnavalescas dele como abertura do PAÍS PUTEIRO - no blog às segundas.

Você ainda não viu? Corra e veja!

É que eu acabei de ler que,de saída do ministério para disputar o governo gaúcho, Tarso Genro (Justiça) ganhou um vídeo elogioso de despedida no Blog do Planalto, intitulado "Sete Anos em Sete Minutos".

Alguém pode me dizer como é que se diz "cordão dos puxa-sacos" em gauchês?
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Até quinta!