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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

'MÁQUINA MORTÍFERA': COM ELENCO DE PRIMEIRA, SÉRIE INSPIRADA NOS LONGAS TEM TUDO PARA SER UM GRANDE SUCESSO


SINOPSE:

Baseada nos filmes de sucesso  da Warner dos anos 1980, estrelados por Danny Glover e Mel Gibson, 'Máquina Mortífera' (Lethal Weapon) é uma série de TV americana, produzida pela Warner e exibida pela Fox e que mostra o dia a dia da dupla de detetives da polícia de Los Angeles Roger Murtaugh (Damon Wayans) e Martin Riggs (Clayne Crawford) - tudo com muita ação e uma boa mistura de drama e comédia.

CRÍTICA:

A TV norte-americana tem apostado como nunca em séries inspiradas em filmes de sucesso, mas o resultado, no entanto, não tem sido dos melhores.

Foi assim com os remakes para TV dos longas 'A Hora do Rush' (1998) e 'Minority Report' (2002), que fracassaram e não passaram da primeira temporada.

Agora, inspirada no filme homônimo de 1987, temos 'Máquina Mortífera', que é exibida toda terça, às 22h30 no Warner Channel, com a missão de quebrar essa sina e conquistar tanto o fã de séries policiais quanto o público de cinema que aprecia longas de ação - já foram exibidos três episódios.

Uma das produções mais aguardadas do ano, a série já teve fugitivo da polícia dirigindo caminhão de gás em alta velocidade no meio do trânsito intenso de Los Angeles, tem perseguição em pista de corrida e o clichê do policial que salta de um prédio para o outro para salvar uma vítima de um atirador.

Quem protagoniza toda essa ação é a dupla Damon Wayans e Clayne Crawford, que assim como a dupla original do longa, mostra uma química absurda em cena.

Wayans revive o papel de Danny Glover na franquia do cinema, um policial correto, muito próximo de sua família e Crawford faz o detetive inconsequente, que no longa foi interpretado por Mel Gibson.

Conhecido no Brasil por 'Eu, a Patroa e as Crianças', Damon Wayans interpreta Roger Murtaugh - Fox

Martin Riggs (Crawford) tem suas razões para ser imprudente.

Ex-soldado da Marinha, passou a viver como se não houvesse amanhã, sempre acompanhado de muita bebida, desde que perdeu a mulher grávida em um acidente de trânsito.

Já Roger Murtaugh (Wayans) tem uma família, mulher e três filhos - dois adolescentes e um bebê  - para cuidar.

Foi justamente no parto da raspa do tacho que ele ficou tão emocionado que acabou tendo um enfarte - como já estava no hospital, foi socorrido a tempo e agora vive monitorando seus batimentos cardíacos num relógio.

Clayne Crawford (Martin Riggs) em cena de perseguição em uma pista de corrida no episódio piloto - Fox

A união das duas personalidades distintas acontece em uma delegacia de polícia de Los Angeles.

Depois do problema cardíaco, Murtaugh está de volta ao trabalho e seu chefe, o capitão Brooks Avery (Kevin Rahm, de 'Mad Men'), escala Riggs para ser seu novo parceiro.

Por mais que ambos levem as investigações a sério, um (Riggs) sempre acaba colocando em risco a vida de quem está ao redor e o outro (Murtaugh) discorda desses métodos.

As diferenças geram boas cenas cômicas e dramáticas, reforçadas pela excelente química entre os atores.

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Dupla de protagonistas exibe ótima química - Fox
O elenco ainda conta com Jordana Brewster, que interpreta Maureen Cahill, psicóloga da delegacia encarregada de ajudar Riggs a superar seu trauma e ser menos impulsivo.

Já a atriz Keesha Sharp (de 'American Crime Story') interpreta Trish, assistente de promotoria e mulher de Murtaugh.

No vídeo abaixo, o elenco apresenta 10 bons motivos para você assistir à série:


Um dos produtores da série é McG, especialista em filmes de ação e que aqui dirigiu o piloto - que veio irresistível e deixando o telespectador sem fôlego, com cenas de perseguição das melhores dos últimos seriados.

Não contente, McG dirigiu também o ep. 02.

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Jordana Brewster é Maureen Cahill, psicóloga da delegacia que tenta ajudar Riggs
Um dos roteiristas é Shane Black, responsável pela criação de outra série que eu adoro - 'NCIS:Los Angeles'.

E ele nos entrega os melhores diálogos das séries em exibição, inspirados e alternando com precisão os momentos de drama e comédia.

Exibida nos Estados Unidos pela Fox, a série tem conseguido bons números: seus dois episódios tiveram média de telespectadores de 7,2 milhões.

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Keesha Sharp interpreta Trish, mulher de Murtaugh - Fox
Tanto, que dos sete primeiros episódios que já tinha encomendado, a Fox já encomendou uma temporada completa, com 18 episódios.

Por aqui, deve fazer o mesmo sucesso já que é, sem dúvidas a melhor série recente baseada em longa.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'MÁQUINA MORTÍFERA'
Título Original:
Letal Weapon
Gênero:
Ação
Elenco Principal:
Damon Wayans
Clayne Crawford
Jordana Brewster
Keesha Sharp
Kevin Rahm
Dante Brown
Compositor da música tema:
Vo Williams
País de origem:
Estados Unidos
Nº de episódios:
7
Produção:
Matt Miller
Dan Lin
Jennifer Gwartz
McG
Cinematografia:
Ramsey Nickell
David Moxness
Editor:
Matt Barber
Duração dos episódios:
43 minutos
Produção:
Lin Pictures
Warner Bros. Television
Emissora Americana:
Fox TV
Emissora Brasileira:
Warner Channel
Dia/hora de exibição no Brasil:
Terças, 22h30

COTAÇÃO DO KLAU:


terça-feira, 19 de junho de 2012

'DALLAS': CONTINUAÇÃO DA CULT SÉRIE REEDITA COM DESCENDENTES A RIXA ENTRE J.R. E BOBBY E SE DÁ MUITO BEM



"É como voltar para casa", disse a lenda da TV, Larry Hagman, intérprete de um dos vilões mais odiados da TV mundial, J.R. Ewing da aclamada série "Dallas",  à Agência Efe.
"O que me fez voltar ao universo de 'Dallas' foi o prazer de trabalhar novamente com Patrick e Linda. Somos grandes amigos. Desde que a série terminou, sempre saímos para comer juntos".

"Amo o J.R.", indicou Hagman, que se encontra radiante, apesar da idade avançada e do tratamento contra o câncer.
"J.R. Ewing nunca foi um estigma em minha vida pessoal, mas afetou minha carreira. Não queriam me contratar porque estava associado demais ao personagem. Mas ganhei dinheiro suficiente e isso não me importa", brincou.

O sucesso da série original chegou a colocar o ator em difíceis situações na vida real, como ser insultado em público pelas maldades que seu personagem tinha cometido na ficção.

Ele próprio também admite que, em algumas ocasiões, não é capaz de destinguir a linha que separa o personagem de ficção da pessoa real.
"Já não sei quando estou fora ou dentro do papel. Não sei quando trabalho e quando não. Já não sei que parte de mim é ele e que parte dele me pertence. Incorporei sua personalidade à minha. Mas, na realidade, isto é o que faço para viver: mentir. Sou um impostor", completou Hagman, entre risos.

"É maravilhoso estar outra vez ao lado dos amigos, com Larry e Linda em frente às câmeras novamente. Sabíamos que nunca mais poderíamos contracenar juntos após 'Dallas', já que todas as pessoas nos associavam com os personagens da série. E fico feliz em dizer que esta versão é tão boa ou melhor que a original", declarou Patrick Duffy, que, aos 63 anos, volta ao universo de uma das séries mais aclamadas de todos os tempos.

Já Linda Gray explicou que retomar essa trama quase 20 anos depois não foi tão complicado porque, para ela, "parecia que só havia passado um mês" desde sua conclusão em 1991 - a primeira temporada de "Dallas" começou a ser transmitida em 1978.

"Essa série será diferente. Mas sentimos que há alicerces sólidos e capazes de atrair novamente as pessoas. Estamos cômodos nos papéis, e as pessoas vão se encantar ao conhecer o resto da família. Tenho certeza de que as pessoas vão se entusiasmar com esta nova série", concluiu Linda, ainda maravilhosa com seus 72 anos.

No Brasil, a série é exibida pelo Warner Channel.

*****
CRÍTICA

As intrigas de "Dallas" - uma das séries mais célebres da história da televisão mundial e que foi ao ar entre 1978 e 1991 - voltaram à TV brasileira na noite de ontem, com uma versão que destacou a presença de atores da versão original, como Larry Hagman - J.R. -, Patrick Duffy -Bobby - e Linda Gray - Sue Ellen -, e também personagens jovens que revivem nos dias de hoje a rixa entre irmãos mais famosa da telinha.

A "TNT" - emissora do grupo Warner - cogitou a possibilidade de lançar uma versão atualizada da série durante muitos anos, mas a qualidade das propostas nunca convenceu seus protagonistas.

No entanto, com a chegada de Cynthia Cidre, autora do roteiro e produtora executiva da nova série, essa situação começou mudar.

Segundo Patrick Duffy, o elenco pensava que, sem a presença do falecido Leonard Katzman, produtor executivo, "cérebro e coração" da série original, não havia razão para retomar o projeto porque ninguém poderia emular aquele espírito.
"Nunca pensei que isto fosse acontecer", admitiu Duffy, que interpreta seu Bobby Ewing com uma suavidade e verdade impressionantes.

A série, que estreou neste mês nos Estados Unidos, volta a focar novamente as intrigas e as disputas dentro do clã familiar texano dos Ewing, que retorna repleto de segredos, mentiras e traições, ingredientes que transformaram o rancho Southfork em um grande clássico da TV.

A chave desta nova temporada, rodada com um ritmo narrativo muito superior à antiga versão, reside na nova geração destes magnatas do petróleo, que levam suas ambições e enganos até as últimas consequências.

O primeiro capítulo começou com John Ross - Josh Henderson -, filho de J.R. e Sue Ellen, cavando um poço experimental no rancho Southfork, no Texas, para logo encontrar um petróleo de ótima qualidade.

Divulgação/ Warner Channel
Josh Henderson, o John Ross, posa nos bastidores de "Dallas" com Larry Hagman, o J.R., seu pai na trama
Só que sua avó - mãe de J.R. e Bobby - tinha deixado em testamento sua vontade de deixar o gigantesco rancho - que pertencia a várias gerações à família dela - para ser transformado em um lugar intacto, aberto à visitação e um exemplo de ecologia - coisa que a perfuração do local contraria.

Ao saber da perfuração do sobrinho, Bobby vai até lá, o peita e diz que vai lutar com tudo para fazer valer o testamento da mãe.

Só que Bobby está num momento muito infeliz de vida - acaba de ser diagnosticado com um câncer no estômago, pede para o médico nada revelar para mais alguém, e esconde a doença até da mulher,Ann Ewing - Brenda Strong - que acaba achando o remédio que ele toma contra a doença na gaveta de sua escrivaninha no escritório.

Divulgação: TNT
Brenda Strong é Ann e Patrick Duffy é Bobby, em cena do episódio de ontem de "Dallas" 
Enquanto isso, Christopher - Jesse Metcalfe -, filho adotivo de Bobby, tenta convencer sua família de que o futuro está nas energias renováveis, mas seus planos de obter energia renovável numa experiência na China ocasionam um terremoto que vitima milhares de pessoas.

Divulgação/Warner Channel
Jesse Metcalfe como Christopher, em cena com Patrick Duffy, que interpreta seu pai, Bobby, em "Dallas"
No dia de seu casamento com Rebecca Sutter - Julie Gonzalo - Christopher fica sabendo que foi John Ross que provocou seu afastamento do seu grande amor, Elena Ramos - Jordana Brewster - atual namorada do primo e filha da cozinheira mexicana de Southfork.

E J.R.?
O vilão mais odiado de todos os tempos aparece numa clínica de repouso, envelhecido e prostrado por conta de uma depressão.

Divulgação /TNT
Larry Hagman, como J.R., contracena com Josh Henderson, que interpreta seu filho John Ross, na melhor cena do primeiro episódio de "Dallas"
J.R. não expressa nenhuma emoção e nem abre os olhos quando Bobby o visita e, emocionado, lhe dá um beijo.

Mas basta que o filho John Ross finalmente lhe visite e fale sobre sua descoberta e da briga contra o tio, para a energia do vilão voltar, abrir os olhos e dizer, firme:
"Bobby é um idiota, sempre foi. Eu sou o primogênito dos Ewing e ainda sou o testamenteiro de minha mãe. Deixe tudo comigo. E John Ross: eu o perdoo por não ter me visitado todo esse tempo".

SEN-SA-CIO-NAL!!

TNT
Jesse Metcalfe, como John Ross, e Linda Gray, como sua mãe Sue Ellen, no episódio de ontem de "Dallas"
No dia do casamento do filho, Bobby recebe a visita de uma bonita moça, que é o braço direito do pai numa corporação que preserva áreas e florestas por todo o globo, e que tem interesse em comprar Southfork.

Sue Ellen - Linda Gray, maravilhosa - depois de hipotecar todo apoio ao filho na rixa, recebe a cunhada Lucy Ewing - Charlene Tilton - que na época da série original era uma gata e hoje está um bagaço.

Arquivos do Klau + Divulgação/TNT
Cherlene Tilton, no começo da série e no capítulo de ontem: baranga
Depois de saber que o tio vai mesmo vender Southfork e dar a grana da venda para Christopher usar no tal projeto de energia renovável, John Ross toma um pileque, vai parar na casa de repouso e encontra o pai, J.R., de pé, todo bunitão, comemorando com a moça da corporação que preserva áreas e florestas por todo o globo - sua aliada há tempos.

É a primeira de muitas rasteiras que veremos J.R. e John Ross darem em Bobby e Christopher.

Divulgação / Warner Channel
Christopher e John Ross: reeditando a rixa dos seus pais
Ao longo da nova versão de "Dallas", aparecerão outros atores que participaram do original - como Ken Kercheveal e Steve Kanaly.

A emoção apenas começou.

Confira um trailer da série:
*****
"DALLAS"
Onde: Warner Channel
Quando: Segundas
Horário: 22h.
Cotação do Klau: