Segunda versão cinematográfica vem fazendo sucesso na Netflix
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Tendo Ryan Murphy como um dos seus produtores, The Boys in the Band, adaptação da peça homônima e do filme de 1970 dirigido por William Friedkin (O Exorcista), chegou à Netflix no dia 30 de setembro.
A peça foi escrita e encenada em 1968, um ano antes da revolta em Stonewall.
O texto aborda a homossexualidade dentro de um grupo de amigos e por sí só, fez história na Broadway, por mostrar gays sem a censura e afetações tão comuns no teatro e no cinema até então.
Apesar de ter chocado a audiência mainstream de início, a peça fez muito sucesso na época de seu lançamento, e sua fama ainda perdura nos dias atuais.
No Brasil, tivemos montagens espetaculares desde os anos 70.
Escrita por Mart Crowley - que morreu esse ano, em março e não teve tempo de ver o filme pronto, não foi a primeira vez que o espetáculo ganhou as telas.
Em 1970 o diretor William Friedkin dirigiu a primeira adaptação e o filme apesar de ter recebido algumas críticas positivas, não se marcou na temporada de premiações.
A peça chegou a ter uma continuação em 2002 (The Men From The Boys), mas ela foi rejeitada pelo público e pela imprensa.
O caminho para a realização de um novo filme veio depois que Ryan Murphy produziu a remontagem do texto original, em 2018 - e decidiu levar a história para o Netflix usando o mesmo elenco da Broadway.
A remontagem venceu o Tony de 2019 e tanto ela quanto o filme foram dirigidos por Joe Mantello.
O que chamou a atenção na montagem teatral e no filme para a Netflix foi o fato de que os personagens gays estavam sendo interpretados, pela primeira vez, por um elenco inteiro de homens célebres e também abertamente gays.
Na versão de 2020, a história se passa majoritariamente dentro do apartamento do anfitrião Michael (Jim Parsons), organizador de uma festa de aniversário para o amigo Harold (Zachary Quinto), mas também tem cenas fora do cenário principal para desenvolver o passado dos amigos.
Após Michael dar a ideia de um "jogo" em que cada um dos convidados precisa ligar para alguém que ama ou já amou, a narrativa passa a explorar mais as cicatrizes de cada um e alguns traumas não superados.
O clima vai ficando cada vez mais pesado e ao mesmo tempo mais interessante, uma vez que o espectador passa a entender as motivações de cada um no que se diz respeito às relações amorosas, escolhas pessoais e até mesmo no receio de se assumir gay, como é o caso de Michael.
Protagonizado por Jim Parsons, Matt Bomer e Zachary Quinto, o longa também conta com Andrew Rannells, Charlie Carver, Robin de Jesús, Brian Hutchison, Michael Benjamin Washington e Tuc Watkins em seu elenco - como já dissemos, todos são gays.
Na mesma Netflix que exibe o filme, você encontra também um ótimo documentário sobre tudo o que representou "The Boys in the Band'para a comunidade LGBT+.
"The Boys in the Band: Um Olhar Pessoal' mostra o autor Mart Crowley se reunindo com o elenco e equipe do filme de 2020 para refletir sobre o legado da trama.
A série se passa em 1947, quando a jovem Mildred Ratched (Sarah Paulson) iniciava sua carreira profissional no sistema de saúde mental.
No entanto, com o decorrer dos anos ela passou de uma simples enfermeira para um verdadeiro monstro, realizando uma série de assassinatos.
CRÍTICA:
Em 1975, Louise Fletcher conquistou o mundo com sua magistral interpretação como a enfermeira Mildred Ratched no clássico ‘Um Estranho no Ninho’.
Rapidamente, a complexa persona arquitetada pelo romancista Ken Kesey ganhou dimensões novas e bem mais profundas, colocando-a como um símbolo da tirania e da corrupção institucional – ainda mais por agir de modo passivo-agressivo para garantir que os pacientes do Instituto Psiquiátrico de Salem lhe fossem fiéis e obedientes, punindo quem ousasse contraria as suas ordens – como Randie McMurphy (Jack Nicholson), que sofre lobotomia após juntar os outros residentes do manicômio em uma onda de protestos contra Mildred.
Não é surpresa que, por sua carga alegórica, Ratched tenha se transformado em uma das maiores vilãs da história do cinema, servindo de inspiração para criações contemporâneas e análises sociológicas sobre a maldade e a ambição humanas.
Agora, Ryan Murphy resgatou a personagem e lhe deu uma história de origem, resultando na série original Netflix ‘Ratched’.
Ambientada quase vinte anos antes dos eventos do longa-metragem, a enfermeira do inferno foi encarnada pela premiada Sarah Paulson em um prequel muito diferente das expectativas, talvez tentando explicar suas atitudes controversas, talvez nos querendo dar uma centelha de empatia, retirando-a dos estereótipos em que foi infundida.
Aqui, a série usa de caricaturas exageradas demais e o roteiro, como tantas outras produções de Murphy - como ‘Hollywood’ e ‘The Politician’ - aposta em um visual impecável, colocando as tramas em um patamar ora prolixo, ora superficial demais, o que deixa cada capítulo mais interessante que o outro.
Mas é o elenco, muito bem escalado, que segura cada cena.
Mildred Ratched é construída por Paulson quase de forma sociopata: uma cética dama que parece ser da alta sociedade, mas na verdade procura fazer parte do time de enfermeiros do Hospital Estadual de Lucia, na Califórnia, contando certas mentiras desde seu primeiro momento em cena para garantir o emprego e vivendo em um motel à beira da estrada enquanto planeja algo não revelado logo de cara.
Porém, conforme os capítulos se desenrolam, descobrimos que Mildred quis trabalhar lá para ajudar seu irmão, Edmund Tolleson (Finn Wittrock), recém-admitido no instituto por ter assassinado quatro padres a sangue-frio.
É claro que, para a segurança dos dois, ninguém tem ideia de sua relação – e nem mesmo Murphy parece fazer muita questão de investir nessa primeira reviravolta, deixando-a de lado e recuperando-a sem muita necessidade ou explicação.
Esteticamente, a série é tudo que se espera de uma produção do showrunner e criador: comandando os dois primeiros episódios, vemos que Murphy amadureceu muito desde sua estreia na indústria do entretenimento.
Enquanto esperávamos que ele resgatasse tudo o que deu certo em suas obras anteriores, como planos holandeses e ângulos irreverentes, aqui, ele vai pelos caminhos da coesão comedida e excesso de simetria.
A série, no geral, tem espaço de sobra para invenções mirabolantes – e faz isso ao fazer apologia ao body horror e ao gore diversas vezes - mas o foco sempre se destina à compostura da personagem de Paulson e de que forma, mesmo sem pronunciar uma palavra sequer, nos chama a atenção.
Ao lado de seu time criativo, Murphy prioriza a paleta de cores e cuida para que a direção de arte seja guiada pela sobriedade e pela melancolia exuberante dos tons esverdeados – destinando alguns objetos em um composée apaixonante.
Ratched, por sua vez, surge nas cenas deslumbrante em cores complementares, ultrajantes, até mesmo, quando justapostas à clareza do hospital ou aos cenários kitsch que acompanham sua jornada: seus vestidos amarelo-mostarda e seu cabelo ruivo se destacam e seu visual como um todo é espetacular.
Paulson, ótima atriz, aqui se junta à excelência de seus colegas, especialmente Wittrock, que traz elementos de sua psicótica atuação em ‘American Horror Story: Freakshow’, e Judy Davis como a enfermeira-chefe Betsy Bucket, mostrando sua conhecida versatilidade mais uma vez.
Sharon Stone também tem seu momento de brilhar como a vingativa socialite Lenore Osgood, que parte numa caçada para matar o Dr. Richard Hanover (Jon Jon Briones), diretor do Lucia, e cruza caminhos com a perigosa timidez e centralidade de Mildred.
Briones, por sua vez, não brilha tanto como em 'American Crime Story: O Assassinato de Gianni Versacce', bem como Finn Wittrock não entrega a mesma performance de 'Hollywood' - mas ambos tem a sua importância para o desenrolar da trama.
Por fim, Cyntia Nixon faz o contraponto perfeito à personagem de Paulson como a assessora de imprensa do governador da Califórnia (interpretado por Vicent D'Onofrio), interpretando uma mulher lésbica que tem um casamento de fachada com um amigo gay e se apaixona por Ratched.
E, como é de praxe, a outrora estigmatizada vilã é humanizada com uma trágica história que transcende as expectativas e que nos faz sentir compaixão por atos auto protetivos – ainda que, no final das contas, a “mágica” de sua frieza e de seu imperioso controle sobre os outros tenha sido varrida para debaixo do tapete.
‘Ratched’ se deixa levar pelas exaustivas fórmulas de qualquer drama novelesco dos últimos anos, ao colocar diálogos previsíveis e monótonos, mas, mesmo assim, é difícil parar de prestar atenção àquilo que nos é contado – principalmente com a majestosa elegância que vemos desde a primeira cena.
Talvez seja a melhor e mais bem desenvolvida série de Ryan Murphy até hoje.
GALERIA DE IMAGENS:
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
RATCHED
Título Original:
Ratched
Formato:
Série
Gênero:
Drama, Romance Psicológico, Terror
Criador(es):
Evan Romansky
Baseado em:
Um Estranho no Ninho, de Ken Kesey
Desenvolvedor(es):
Ryan Murphy
País de origem:
Estados Unidos
Produtor(es):
Paul Zaentz,Todd Nenninger, Eric Kovtun, Lou Eyrich
Eryn, Krueger Mekash, Sara Stelwagen, Tanase Popa
Produtor(es) executivo(s):
Aleen Keshishian, Margaret Riley, Jacob Epstein, Michael Douglas, Robert Mitas, Jennifer Salt, Sarah Paulson, Ian Brennan, Tim Minea, Alexis Martin Woodall, Ryan Murphy
Editor(es):
Shelly Westerman, Peggy Tachdjian, Ravi Subramanian, Ken Ramos, Danielle Wang,
Cinematografia:
Nelson Cragg, Blake McClure, Andrew Mitchell, Simon Dennis,
Distribuição:
Disney–ABC Domestic Television
Elenco:
Sarah Paulson,Finn Wittrock, Cynthia Nixon, Jon Jon Briones, Charlie Carver, Judy Davis, Sharon Stone
Estúdios:
Further Films
Lighthouse Management + Media, Ryan Murphy Television, Fox 21 Television Studios
Jim Parsons, Matt Bomer e Zachary Quinto estão no elenco estelar do longa
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Assista:
A produção de Ryan Murphy é uma adaptação da aclamada peça homônima da Broadway e traz Joe Mantello – diretor do revival teatral – de volta à direção na versão cinematográfica.
O longa traz de volta todo o elenco do revival, incluindo Jim Parsons, Matt Bomer, Brian Hutchison, Zachary Quinto, Andrew Rannells, Tuc Watkins, Charlie Carver, Michael Benjamin Washington e Robin de Jesús.
As Imagens:
Baseado na peça ganhadora do Tony que mudou uma geração, ‘The Boys in the Band‘ segue um grupo de nove gays que se reúnem para uma festa de aniversário em 1968 na cidade de Nova York – apenas para descobrir que as bebidas e as risadas são interrompidas quando um visitante do passado do anfitrião vira a noite de cabeça para baixo.
Novo projeto de Ryan Murphy para a Netflix é estrelado por Sarah Paulson e Sharon Stone
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Assista:
Na trama, que se passa em 1947, a jovem Mildred Ratched (Sarah Paulson) inciava sua carreira profissional no sistema de saúde mental.
No entanto, com o decorrer dos anos ela passou de uma simples enfermeira para um verdadeiro monstro, realizando uma série de assassinatos.
Confira os cartazes:
No elenco, também veremos Sharon Stone, Cynthia Nixon, Jon Jon Briones, Charlie Carver, Judy Davis, Harriet Harris, Hunter Parrish, Amanda Plummer, Corey Stoll e Finn Wittrock.
Além de estrelar no papel homônimo, Paulson também assume o papel de produtora.
Durante uma entrevista ao Deadline, a atriz e diretora Sarah Paulson revelou coisas bastante interessantes sobre ‘American Horror Stories’, spin-off da aclamada e premiada série ‘American Horror Story’
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Quando questionada sobre seu envolvimento na nova série do FX, Paulson foi um tanto quanto evasiva, mas confirmou que estará atrás das câmeras mais uma vez.
“O que posso dizer? Vou dirigir alguma coisa”, ela comentou.
Paulson fez sua estreia como diretora em “Return to Murder House”, sexto episódio de ‘AHS: Apocalypse’ (2018).
A série derivada consistirá em histórias curtas de uma hora, contidas em episódios únicos, em vez de temporadas completas.
A novidade já havia sido antecipada pelo criador Ryan Murphy há algumas semanas.
O canal FX anunciou que 10ª temporada de ‘American Horror Story‘ foi adiada para 2021, em decorrência ao surto de Coronavírus, que impediu a programação das filmagens.
Será o primeiro ano desde que a série estreou, em 2011, que novos episódios não serão exibidos.
Embora o tema para a nova temporada nunca tenha sido oficialmente confirmado, Murphy revelou que decidiu mudá-lo devido à pandemia.
“Muitas das coisas que eu ia filmar dependiam de um momento muito específico; era um tema que dependia do clima. Então, agora eu não sei mais. Não sei o que nós faremos. Não sei o que farei com o tema da próxima temporada. Vamos esperar até o próximo ano para filmar essa temporada.”
Já hoje, via Instagram, Murphy divulgou uma nova pista sobre o tema da 10ª temporada.
A imagem mostra uma praia, assim como o cartaz divulgado há algumas semanas - veja acima.
Em conclusão, o cenário litorâneo deve ser predominante no próximo ciclo.
Será que teremos uma temporada focada em sereias?
Veja:
A 10ª temporada trará o retorno de Sarah Paulson e Evan Peters, ausentes em ‘AHS: 1984‘ do ano passado.
O elenco do novo ano contará com Kathy Bates, Leslie Grossman, Billie Lourd, Sarah Paulson, Evan Peters, Adan Porter, Lily Rabe, Macaulay Culkin, Angelica Ross e Finn Wittrock.
Vale lembrar que AHS ganhará uma série derivada: a novidade já havia sido antecipada pelo criador Ryan Murphy no começo do mês.
‘American Horror Stories‘ terá histórias curtas de uma hora, contidas em episódios únicos, em vez de temporadas completas.
A Netflix divulgou as primeiras imagens da 2ª temporada de ‘The Politician‘
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O elenco conta trará de volta Ben Platt junto com Zoey Deutch, Lucy Boynton, Theo Germaine, Laura Dreyfuss, Rahne Jones, e Gwyneth Paltrow.
Também foram confirmadas Judith Light e Bette Midler, introduzidas no final da 1ª temporada.
Confira as imagens:
Fotos: Netflix - Divulgação
Recentemente, o criador Ryan Murphy declarou que a produção da segunda temporada teve sorte, já que já tinha sido rodada e estava na etapa final de pós produção no início da pandemia.
A segunda temporada de ‘The Politician‘ estreia em 19 de junho.
O universo de ‘American Horror Story‘ continua crescendo e se expandindo a cada temporada, à medida que os novos temas, personagens e períodos são introduzidos
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Enquanto reunia todo o elenco em uma live no instagram, o criador Ryan Murphy (na foto acima com Evan Peters) revelou que está planejando um spin-off chamado ‘American Horror Stories‘.
Esse spin-off terá histórias curtas de uma hora, contidas em episódios únicos, em vez de temporadas completas.
"Nessa live relembramos os bons tempos...e o spin-off que estamos fazendo, chamado American Horror Stories (que terá histórias contidas em episódios de uma hora)...quando começaremos a filmar a próxima temporada da nave-mãe ... e outras coisas que não posso contar. Foi muito divertido e fico feliz por termos nos encontrado. Sinto falta de todos" - escreveu Murphy após a live.
Veja:
Recentemente, Murphy revelou que o tema da 10ª temporada de ‘American Horror Story‘ pode ser alterado por causa do surto de Coronavírus, que impediu a programação das filmagens.
Em entrevista ao E! News, Ryan Murphy revelou detalhes sobre o personagem do Macaulay Culkin na 10ª temporada de ‘American Horror Story‘, prometendo um papel absolutamente “insano”
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Ryan Murphy sempre atrai muitos holofotes com suas escalações de elenco para American Horror Story.
Ao longo dos anos, Murphy e sua equipe atraíram várias estrelas famosas que normalmente não aceitam papeis na TV - de Jessica Lange a Lady Gaga.
E para a próxima temporada de American Horror Story, Murphy fez isso de novo quando anunciou que Macaulay Culkin faria parte do elenco.
“Estou muito animado por ele fazer parte do meu mundo. Acredito que muitos fãs querem vê-lo trabalhando, porque ele é fantástico e tem uma alma linda. Há uma luz e escuridão em Macaulay Culkin que me atraem muito” - disse Murphy.
Como Murphy contratou Culkin?
Envolve um “papel insano e muito, muito bom” e “sexo erótico e louco” com a co-estrela Kathy Bates, de 71 anos, disse o criador.
“Você sabe, surgiu apenas porque é assim que eu sempre faço as coisas. Eu sempre amei o trabalho de Macaulay Culkin. Eu amei tudo o que ele fez, amo as coisas que ele fez em Esqueceram de Mim, também amei o tipo das coisas mais antigas e recentes que ele fez. E ele não trabalha há um tempo”, explicou Murphy.
“Então, eu tenho esse papel muito, muito louco. E eu pedi para falar com ele por telefone e ele disse que estava bem”, disse Murphy em uma entrevista à E! Online ao promover sua nova série da Netflix, Hollywood.
“Quando estou escolhendo o elenco, eu nunca deixo as pessoas lerem as coisas, geralmente. Eu disse: ‘Está bem, aqui está a ideia’. E revelei a ele o personagem e disse a ele que ele faz sexo erótico e louco com Kathy Bates e faz outras coisas. Ele fez uma pausa e disse: ‘Parece o papel que nasci para interpretar’. Então, ele aceitou ali mesmo.”
“Estamos esperando a crise acabar, porque todos esses roteiros estão escritos e estou empolgado por ele fazer esse papel. Estou empolgado por ele estar no meu mundo porque acho que… vou quero fazer muitas coisas com ele, se ele quiser trabalhar, porque acho que ele é fascinante e interessante, e acho que ele tem uma grande alma”, continuou Murphy.
“Há uma leveza e uma escuridão com Macaulay Culkin que me atraem.”
Recentemente, Murphy afirmou que o tema da 10ª temporada pode ser alterado por causa do surto de Coronavírus, que impediu a programação das filmagens.
“Sabe, ninguém me ligou e disse: ‘Nós temos um plano para as filmagens’. Então, até que esse dia aconteça, nós estamos pausados. Honestamente, eu não sei. Mas é uma temporada incrível e eu sei que todos os atores estão ansiosos para participar dela.”
Vale lembrar que o temática da próxima temporada ainda não foi revelada.
O elenco do novo ano contará, além de Culkin, com Kathy Bates, Leslie Grossman, Billie Lourd, Sarah Paulson, Evan Peters, Adan Porter, Lily Rabe, Angelica Ross e Finn Wittrock.
American Horror Story geralmente retorna no outono norte-americano no canal FX, mas, devido ao coronavírus e à paralisação da produção, os novos episódios podem demorar.
Segundo trabalho de Ryan Murphy para a Netflix, série mostra uma indústria do cinema americano utópica e à frente do seu tempo
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SINOPSE:
Após a Segunda Guerra Mundial, atores e cineastas novatos fazem de tudo para conquistar o estrelato em Hollywood.
CRÍTICA:
Conhecido pela antologia ‘American Horror Story’, Ryan Murphy sempre fez questão de mostrar sua paixão pela indústria cinematográfica – principalmente aos clássicos longas-metragens que são sua inspiração.
Seja com o musical adolescente ‘Glee’, seja com a temporada única de ‘Feud’, Murphy nunca deixou de prestar homenagens a nomes como Joan Crawford, Bette Davis, Marlene Dietrich e tantos outros artistas lendários cujo legado vive com força inigualável.
Assim, surgiu ‘Hollywood’, segunda colaboração do realizador para a Netflix.
Ambientada no final da década de 1940, a produção é uma reimaginação da Era de Ouro de Hollywood – uma das décadas mais controversas da história.
No período pós-II Guerra Mundial, o sentimento de nacionalismo começava a tomar conta da sociedade norte-americana e, dessa forma, qualquer pessoa “diferente” era tratada com descaso, preconceito e até mesmo com violência (como era o caso das mulheres, dos negros e dos gays).
Essa premissa exala uma ambição bastante interessante, que serve como base para uma transgressão: na verdade, são as minorias que ganham voz em uma trama totalmente utópica, que reformula o cenário do entretenimento e o futuro de uma nação dividida e que já perdeu sua identidade.
O grande problema é como convencer o público do que poderia ter acontecido, sem cair nos comodismos de sempre.
O primeiro problema da série é a quantidade de personagens.
Temos o ex-veterano de guerra Jack Castello (David Corenswet) que foi atraído pelas artes performáticas e tenta de tudo para conseguir nem que seja uma ponta nos filmes dos estúdios Ace, um dos mais importantes do planeta; Camille Washington (Laura Harrier), uma atriz negra contratada para encarnar empregadas domésticas estereotipadas que cansou de fazer o mesmo papel várias vezes e deseja, mais que tudo, ser a protagonista de um sucesso; Archie Coleman (Jeremy Pope), um aspirante a roteirista negro e gay, que quer ver seu nomes nos letreiros e nas marquises de todo lugar e provar seu valor na cidade dos sonhos; e muitas outras figuras únicas que representam os diversos tipos sociais que despontavam em cada esquina daquele mágico e complicado lugar.
Apesar dos claros deslizes cultivados (e aparentemente imperceptíveis) desde o capítulo de estreia, a minissérie consegue brilhar em muitos momentos, com o elenco jovem representando o frescor ingênuo e sonhador daqueles que ainda têm uma vida pela frente, cheia de credulidades quase impalpáveis sobre o futuro e prospectos de autorrealização.
Mas também temos a presença de veteranos da televisão e do cinema que já passaram por várias decepções e agora entendem a realidade com amargura e com arrependimentos: desde a presença radiante de Patti LuPone como a atriz aposentada Avis Amberg, que se envolve com escapadas românticas com garotos mais jovens à medida que seu casamento se deteriora, a adição charmosa de Dylan McDermott como o cafetão e frentista Ernie West (baseado com ironia adorável em Scotty Bowers) e até mesmo a inesperada e dramática rendição de Holland Taylor, que brilhou como a mãe dos irmãos em 'Two and a Half Men', como Ellen Kincaid, produtora executiva e mentora de diversos novos talentos do estúdio ACE, onde trabalha.
As performances chamam a atenção, mesmo com diálogos às vezes fracos e melodramáticos demais.
A história real acrescenta elementos de credibilidade à obra, seja através do repentino resgate da trágica história de Anna May Wong (aqui encarnada por Michelle Krusiec), seja pela monumental aparição de Hattie McDaniel (Queen Latifah) – e, por mais que Murphy insista em reescrever uma história cruel para um mirabolante conto de fadas, a fantasia é grande demais para ser levada a sério - o que eu achei ótimo, porém.
O elenco bem escalado se transforma numa equipe intensa, unida para dar aval a um projeto revolucionário, que traria pela primeira vez uma mulher negra às telonas.
Intitulado Meg, Camille acaba conseguindo o papel de protagonista, com seu marido, Raymond (Darren Criss) o diretor do projeto.
O resultado, mostrado num último episódio simplesmente espetacular, é digno de um romance romântico em que absolutamente tudo dá certo e os “mocinhos” encontram seu final feliz e podem seguir em frente sentindo-se mais que realizados.
Clichê? Sim, mas é bom!
Afinal, como seria o mundo se Rock Hudson tivesse assumido sua homossexualidade ainda quando jovem e perdido sua carreira como um dos maiores galãs do cinema de todos os tempos?
Aqui vivido por Jake Picking, o galã dos galãs aparece tendo um romance com o roteirista negro Archie Coleman (Jeremy Pope), feliz em começo de carreira.
Como sabemos, Hudson nunca saiu do armário, mesmo com milhares de rumores sobre sua homossexualidade durante a longa carreira.
Só resolveu se abrir dias antes de morrer de Aids, em 1982 - foi a primeira grande celebridade a morrer da doença.
Picking faz um Rudson meio idiota, mas que funciona das cenas das quais participa.
Já a Camille Washington de Laura Harrier e o Jack Castello de David Corenswet são dois achados: além de bonitos ao extremo, trabalham bem pra caramba e tem ótima química como os protagonistas do filme Meg.
Faltou falar sobre quem realmente dá show da série: Jim Parsons aparece arrasador como o agente Henry Willson, uma 'bicha do mal' que abusa sexualmente dos seus rapazes contratados e passa o tempo todo entre a humanidade e poder.
Primeiro papel depois do sucesso de 'The Big Bang Theory', Parsons - que também é um dos produtores-executivos - está muito à vontade no papel e tem cenas maravilhosas, quando 'interpreta' uma dança de Isadora Duncan, com os lenços e tudo, para um estarrecido Rock Hudson, por quem se apaixona - a imagem da cena está na Galeria de Imagens, abaixo.
Assim, ‘Hollywood’ serve como um didático manual de como a cindústria do cinema americano funciona, perguntando-se principalmente como o mundo seria se as lutas das minorias tivessem se iniciado tantas décadas atrás.
Ryan Murphy, enfim, continua provocando e nos entregando excelentes trabalhos.