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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

L.A. CRITICS: 'PARASITA' É O MELHOR FILME DO ANO

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A Revista The Hollywood Reporter já tinha considerado o longa o melhor do ano - Jennifer Lopez e Antonio Banderas também levaram prêmios
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O filme de Bong Joon Ho, que já havia sido eleito o melhor do ano pela The Hollywood Reporter, foi eleito o melhor do ano também pela Associação de Críticos de Los Angeles.


O cineasta também levou como Melhor Diretor, deixando Martin Scorsese e seu filme O Irlandês em segundo lugar, nas duas categorias.

Antonio Banderas levou Melhor Ator por seu trabalho em Dor e Glória, e, pela primeira vez nas seleções deste ano, Mary Kay Place foi e escolhida como Melhor Atriz, deixando Lupita Nyong'o (que está arrasando nessa temporada de premiações) no segundo lugar.

Confira a lista completa dos vencedores do Los Angeles Critics:

Melhor Filme
1º lugar: Parasita
2º lugar: O Irlandês

Melhor Diretor
1º lugar: Bong Joon Ho, por Parasita
2º lugar: Martin Scorsese, por O Irlandês

Melhor Ator
1º lugar: Antonio Banderas, por Dor e Glória
2º lugar: Adam Driver, por História de um Casamento

Melhor Atriz
1º lugar: Mary Kay Place, por A Vida de Diane
2º lugar: Lupita Nyong'o, por Nós

Melhor Ator Coadjuvante
1º lugar: Song Kang Ho, por Parasita
2º lugar: Joe Pesci, por O Irlandês

Melhor Atriz Coadjuvante
1º lugar: Jennifer Lopez, por As Golpistas
2º lugar: Zhao Shuzhen, por The Farewell

Melhor Roteiro
1º lugar: Noah Baumbach, por História de um Casamento
2º lugar: Bong Joon Ho and Han Jin Won, por Parasita

Melhor Documentário
1º lugar: Indústria Americana
2º lugar: Apollo 11

Melhor Animação
1º lugar: I Lost My Body
2º lugar: Toy Story 4

Melhor Filme Estrangeiro
1º lugar: Dor e Glória
2º lugar: Retrato de uma Jovem em Chamas

Melhor Edição
1º lugar: Todd Douglas Miller, por Apollo 11
2º lugar: Ronald Bronstein and Benny Safdie, por Uncut Gems

Melhor Design de Produção
1º lugar: Barbara Ling, Era Uma Vez em... Hollywood
2º lugar: Ha Jun Lee, po Parasita

Melhor Trilha-Sonora
1º lugar: Dan Levy, I Lost My Body
2º lugar: Thomas Newman, por 1917

Melhor Fotografia
1º lugar: Claire Mathon, por Retrato de uma Jovem em Chamas
2º lugar: Roger Deakins, por 1917

Prêmio de Realização de Carreira:
Elaine May

Prêmio Douglas Edwards de Filme Experimental/Independente:
Ja'Tovia Gary, por The Governy Documentary

Prêmio Nova Geração:
Joe Talbot, Jimmie Fails e Jonathan Majors, por The Last Black Man in San Francisco

sábado, 21 de maio de 2011

CANNES 2011: NO FESTIVAL, SER PREMIADO NÃO GARANTE, NEM ESPECTADORES, NEM BOA BILHETERIA

Todos sabemos que o Festival é um grande negócio para as empresas que juntam sua marca e para os grandes filmes que têm no tapete vermelho de Cannes um lançamento de primeira.

Porém, mesmo que a obra leve a cobiçada Palma de Ouro, que será entregue amanhã no Palais des Festivals, isso não necessáriamente significa dinheiro jorrando nas bilheterias.

Passado um ano do prêmio entregue a "Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas", a produção do tailandês Apichatpong Weerasethakul arrecadou no mundo todo cerca US$ 1 milhão - no Brasil, o filme fez 180 mil espectadores, e na França, foi visto por 128 mil pessoas -, valor irrisório quando se pensa nas cifras astronômicas do mercado cinematográfico.

ReutersA cobiçada Palma de Ouro será entregue neste domingo (22)

Mas o distribuidor francês Philipe Legrand ressalva:
"Pode parecer pouco, mas é cinco vezes mais do que qualquer outro filme do Apichatpong já fez na França" - e a França é, ao lado do Japão, o país que mais valoriza a Palma de Ouro.

No Japão, os títulos que passaram por Cannes - e não só os que levaram a Palma - quase sempre voltam ao cartaz, na volta das férias de agosto.
Já os norte-americanos, sempre olhando só para seu próprio umbigo, não dão quase nenhuma importância ao que acontece no festival francês.

Na última década, o único ganhador da Palma de Ouro que estourou nos cinemas americanos foi "Fahrenheit 9/11", de Michael Moore, e o segundo filme mais bem sucedido em termos comerciais foi "O Pianista", de Roman Polanski.

"Dançando no Escuro", que deu a Palma ao agora "persona non grata" Lars von Trier, teve lançamento de filme de arte nos Estados Unidos, e o que salvou sua bilheteria foi a boa média de espectadores em diversos países.

"A primeira coisa que a Palma faz com um filme é mudar a distribuição dele no mundo", diz Jonathan Taylor que, em 2010, adquiriu os direitos de "Tio Boonmee" para alguns mercados pequenos.
"Só consegui ficar com o filme porque o havia comprado antes do anúncio do resultado. Mesmo um filme assim, se ganha a Palma, muita gente quer comprar."

E isso acontece porque, com a Palma de Cannes carimbada no pôster, o filme ganha uma chancela crítica e tem, além disso, espaço praticamente garantido na mídia.

BILHETERIA DOS GANHADORES DAS 10 ÚLTIMAS DAS PALMAS DE OURO EM CANNES
DANÇANDO NO ESCURO (2000)
US$ 42,2 mihões

O QUARTO DO FILHO (2001)
US$ 16 milhões

O PIANISTA (2002)
US$ 120 milhões

ELEFANTE (2003)
US$ 10 milhões

Fahrenheit 9/11 (2004)
US$ 222,5 milhões

A CRIANÇA (2005)
US$ 5,8 milhões

VENTOS DA LIBERDADE (2006)
US$ 22,6 milhões

QUATRO MESES, TRÊS SEMANAS E DOIS DIAS (2007)
US$ 5 milhões

ENTRE OS MUROS DA ESCOLA (2008)
US$ 27 milhões

A FITA BRANCA (2009)
US$ 22,6 milhões

TIO BOONMEE (2010)
US$1,1 milhão

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Matéria de Ana Paula Sousa, da Folha de S.Paulo

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

"CAFÉ COM LEITE" - CURTA SIMPLES E MUITO BOM DE SE VER!


Pessoal, eu já sabia que essa pequena obra tinha ganho o URSO DE CRISTAL DE CURTA METRAGEM no último Festival de Berlim, mas ainda não o tinha visto.

Mas, como sou fanzão do programa "Zoom", da Tv Cultura, logo imaginei que uma hora eu iria assisti-lo lá.

Amanhã faz duas semanas que eu finalmente o vi no "Zoom", e estou até agora absolutamente tocado.

Partindo de uma história muito simples - dois irmãos, um adulto e um menino, ficam órfãos de pai e mãe; o adulto já tinha combinado com o namorado de morarem juntos, e de repente fica obrigado a cuidar do irmão menor e a assumir sua agenda e os seus gostos - o diretor DANIEL RIBEIRO nos dá um curta igualmente simples, e por isso dificílimo de fazer. E o resultado final é excelente.

Com apenas três personagens - o menino, seu irmão e o namorado do irmão -, CAFÉ COM LEITE é uma pequena obra prima do cinema brasileiro atual, e mereceu todos os prêmios que ganhou.

Encontrei o curta dividido em quatro partes no YouTube.

Reeditei para duas, já pedindo desculpas ao diretor e seus patrocinadores. É que o tempo máximo de cada postagem no YouTube é de dez minutos, e editado em quatro partes, o público se dispersa, acho eu.

Assistam, deixem-se envolver, é muito legal!