Mostrando postagens com marcador Takeshi Kitano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Takeshi Kitano. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de março de 2017

'A VIGILANTE DO AMANHÃ: GHOST IN THE SHELL': DIREÇÃO FRACA, VISUAL CAPRICHADO E SCARLETT JOHANSSSON ESPETACULAR


SINOPSE:

Em um mundo pós-2029, é bastante comum o aperfeiçoamento do corpo humano a partir de inserções tecnológicas.

O ápice desta evolução é a Major Mira Killian (Scarlett Johansson), que teve seu cérebro transplantado para um corpo inteiramente construído pela Hanka Corporation.

Considerada o futuro da empresa, Major logo é inserida no Section 9, um departamento da polícia local.

Lá ela passa a combater o crime, sob o comando de Aramaki (Takeshi Kitano) e tendo Batou (Pilou Asbaek) como parceiro.

Só que, em meio à investigação sobre o assassinato de executivos da Hanka, ela começa a perceber certas falhas em sua programação que a fazem ter vislumbres do passado - quando era inteiramente humana.

CRÍTICA:

Com elementos raramente vistos no cinemão de Hollywood, 'A Vigilante Do Amanhã: Ghost In The Shell', novo filme do diretor Rupert Sanders e em exibição em 548 salas em todo o Brasil, mergulha no universo Cyberpunk, subgênero do sci-fi com foco em implantes robóticos e corporações inescrupulosas, como poucos filmes fizeram antes.

Na trama ambientada num futuro decadente e repleto de humanos ampliados por implantes robóticos, Major (Scarlet Johansson) é uma agente do grupo antiterrorista Seção 9, cujo cérebro humano é mantido num corpo totalmente robótico, a primeira de seu tipo e um protótipo do futuro da humanidade.


A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell : Foto Scarlett Johansson
Scarlet Johansson é a protagonista Major - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Paramount Pictures do Brasil
Diante de uma nova ameaça, um hacker capaz de manipular robôs e implantes como nenhum outro, a protagonista entra numa investigação que revelará muito mais do que ela esperava descobrir.

Enquanto o anime procura não ser maniqueísta e apresenta personagens, corporações e governos como entidades complexas, em um mundo onde a tecnologia e a humanidade estão em rota de colisão, o live-action peca ao deixar claro quem são os vilões e heróis da história e transformar algo complexo e profundo em um filme de ação raso.

A primeira metade é incrível, com bom clima noir, investigação sólida e cenas de ação de qualidade - destaque para o momento em que a Major invade a mente de um robô para tentar encontrar seu alvo.

Quando o filme apresenta o tal terrorista, que não chega nem perto da complexidade do Mestre dos Fantoches do anime, o filme começa a desandar, foca em questões sentimentais e desconstrói o bom caminho que seguiu até ali.


A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell : Foto Pilou Asbæk, Scarlett Johansson
Pilou Asbaek como Batou, em cena do longa
Para quem não conhece o anime/mangá, esses elementos obviamente não vão incomodar por não haver base de comparação, mas essas não são as únicas falhas do longa.

Analisando apenas o novo filme, o terço final perde ritmo, cai em clichês e a falta de profundidade nos conceitos apresentados fica evidente, culpa, em parte, dos vilões rasos e do clímax incompatível com o resto do clima da obra, capaz até de confundir os espectadores menos atentos por não justificar de forma convincente as atitudes e escolhas dos personagens.

Com visual absurdamente lindo, o longa é interessante o suficiente para prender o espectador do começo ao fim, mas deve frustrar os fãs do mangá em que ele é baseado.

Achar o balanço entre o cinema comercial e a profundidade do original era o grande problema da adaptação, que precisaria encontrar o tom certo, manter conceitos que fizeram do anime uma das obras primas do cinema e ainda fazer a produção viável comercialmente e original.

Infelizmente, o diretor é Rupert Sanders, do fraco 'Branca De Neve E O Caçador', que nem de longe não consegue atingir esses objetivos.

Tecnicamente o filme é um espetáculo: muito bem produzido, com efeitos de qualidade e convincentes, visual impactante tanto de cenários quanto de personagens, fotografia inspirada, com belos planos abertos para ajudar na ambientação e closes ou cenas sufocantes em espaços fechados para reforçar o clima de opressão e estranheza.

A trilha sonora techno é ótima e combina bem com a atmosfera cyberpunk, menos na cena de luta final, onde o CGI falha, a trilha sonora fica exagerada e Sanders perde a oportunidade de criar algo icônico capaz de marcar o cinema - como os fãs esperavam.

Sobre a questão do whitewashing - mania de Hollywood transformar personagens de outras etnias em caucasianos - a personagem de Scarlett Johansson, muito criticada por não ser oriental, é o menor dos problemas da obra.


Resultado de imagem para michael pitt ghost in the shell
Michael Pitt, em cena como Kuze
Sua versão ocidental é bem justificada e a atuação e presença cênicas da excelente atriz (para mim a melhor da sua geração) compensam a polêmica.

Infelizmente, outros personagens, como cientistas e executivos da Hanka Robotics e especialmente Michael Pitt como Kuze, incomodam e poderiam aliviar a situação se fossem vividos por atores orientais.

Além disso, algumas atuações deixam a desejar, apesar da presença do ícone do cinema japonês, Takeshi Kitano, como chefe da Seção 9, ser divertida.


A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell : Foto Takeshi Kitano
A lenda Takeshi Kitano interpreta o chefe da Seção 9
Temos aqui um bom filme, que peca por não arriscar mais, independente de ser ou não adaptação de 'Ghost In The Shell'.

Apesar de bons momentos, o sentimentalismo barato e desnecessário acaba atrapalhando a parte final e mata com a essência do que faz a franquia tão marcante mesmo após tantos anos.

Apesar das falhas e dos desapontamentos, o simples fato dessa adaptação existir já é uma prova de coragem da Paramount Pictures, que arriscou e conseguiu entregar um bom filme, que funciona melhor quando não comparado com a obra original.

É o único grande estúdio da atual Hollywood que comete essas ousadias - e só por isso, merece aplausos.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'A VIGILANTE DO AMANHÃ: GHOST IN THE SHELL'
Título Original:
GHOST IN THE SHELL
Gênero:
Ação
Direção:
Rupert Sanders
Roteiro:
Jamie Moss, Jonathan Herman - baseados no mangá 'O Fantasma do Futuro'
Elenco:
Chin Han, Chris Obi, Joseph Naufahu, Juliette Binoche, Michael Pitt, Michael Wincott, Peter Ferdinando, Pilou Asbæk, Rila Fukushima, Scarlett Johansson, Takeshi Kitano
Produção:
Ari Arad, Avi Arad, Steven Paul
Fotografia:
Jess Hall
Montador: Neil Smith
Trilha Sonora:
Clint Mansell
Duração:
106 min.
Ano:
2017
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
30/03/2017 (Brasil)
Distribuidora:
Paramount Pictures Brasil
Estúdio:
Dreamworks / Grosvenor Park Productions / Paramount Pictures / Reliance Entertainment / Seaside Entertainment
Classificação:
14 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

terça-feira, 18 de maio de 2010

CANNES: FESTIVAL CHEGA NA METADE, SEM FAVORITO

Depois de seis dias de exibição dos filmes que participam da competição pela Palma de Ouro, os críticos presentes em Cannes já podem dizer que a seleção não deu preferência a um ou outro gênero, já que até agora viu-se de tudo.

Passaram pela riviera francesa, desde uma parodia radical do gênero novelesco - feita pelo coreano Im Sangsoo, em "The Housemaid" - até "La Princesse de Montpensier" - um filme de época dirigido com mão pesada por Bertrand Tavernier - que, apesar de francês, está longe de ser um habitué de Cannes.

Tudo que o filme de Tavernier tem de óbvio, a começar pelo redundante figurino e pelas previsíveis cenas de batalha à la século 16, "The Housemaid", com sua mocinha e suas vilãs, tem de imprevisível e absurdo.
Nenhum dos dois deve chegar ao final do festival com grandes honras.

Até agora, os dois mais marcantes filmes exibidos em competição foram "Another Year", de Mike Leigh, e "Biutiful", de Alejandro González Iñárritu.

O cineasta britânico, que já trouxe a Cannes "Naked" (1993), "Segredos e Mentiras" (1996) - vencedor da Palma de Ouro - , e "Tudo ou Nada" (2001), voltou agora em sua melhor forma.

Na revista "Le Film Francais", que circula durante o festival com a avaliação dos principais críticos do pais, foi o que mais estrelas e palmas (a classificação máxima) recebeu, e realmente Leigh fez por merecer com uma incrível comédia sobre a amargura.

Já Iñárritu - premiado em Cannes com "Amores Brutos" (2000) e "Babel" (2006), deixou as respirações presas, e os quatro anos em que nada fez, e o fim da parceria com o roteirista Guilhermo Arriaga não mudaram em nada o olhar do diretor para o mundo.
A pobreza, a dor física, as separações forçadas e as imagens construídas com o propósito de incomodar - marcas do diretor - estão todas de volta em "Biutiful".

Os chineses que trabalham de maneira clandestina na Espanha e uma família esfacelada pelo alcoolismo e pela doença são o ponto de partida da narrativa. O ator espanhol Javier Bardem, que faz o personagem central, ganhou aqui mais um grande papel.


Outras obras pouco marcantes já desfilaram pelo Palácio dos Festivais, como, "Um Homme qui Crie" - do realizador Mahamat-Saleh Haroun, do Chade -, e "Outrage" - do japonês Takeshi Kitano, que voltou a Cannes com outro filme sobre a Yakuza - ele que já fez grandes obras com o tema, mas agora parece que perdeu a mão.


Até agora, duas grandes atuações foram registradas, de Juliette Binoche e Javier Bardem.

Bardem é, de acordo com todos, o principal e quase único candidato ao prêmio de melhor ator.
Sua interpretação de um pai desesperado recebeu aplausos em Cannes, onde o público recebeu calorosamente o filme de Iñárritu, diante da frieza da crítica.

Para o prêmio de melhor atriz, a grande favorita é a francesa Julliette Binoche.
Sua atuação em "Copie conforme" - o filme apresentado na competição pelo iraniano Kiarostami -, também foi muito elogiada.
Uma história de amor sob o sol da Toscana na qual Binoche é a protagonista absoluta, e sobre a qual recai todo o peso de uma história clássica.

Entrando hoje no seu sétimo dia, e com 10 dos 19 filmes da seção oficial exibidos, ainda não há favorito.

Dos grandes nomes reunidos pelo Festival, os trabalhos concorrentes são obras que não apresentam novidades, e algumas boas surpresas apareceram nas seções paralelas.

Fora da competição, o destaque foi "Abel" - a estreia do ator mexicano Diego Luna - que encantou pela delicadeza da história e do protagonista, um menino de nove anos que assume o papel de pai da família durante a emigração para os Estados Unidos.

*****
E hoje?

O assassinato de monges católicos na Argélia em 1996, que inspirou o filme francês "Des hommes et des dieux" ("De Homens e Deuses"), emocionou a platéia hoje , que desde quarta - dia da abertura - já viu muita violência e cenas de guerra.

O filme de Xavier Beauvois, que disputa a Palma de Ouro, é livremente inspirado nos últimos meses de vida dos monges cistercienses de um mosteiro de Atlas, região de montanhas da Argélia.

Com uma grande economia de recursos, em harmonia com a vida em um convento, o filme recria o clima de angústia que aos poucos tomou conta dos monges, em meio a uma espiral de violência entre muçulmanos radicais e o Exército argelino.

Ao retratar as orações das manhãs, o atendimento que prestavam aos muçulmanos que moravam perto do mosteiro e mostrar cenas de quando ouviam os salmos, o filme passa os medos, dúvidas entre ir ou ficar, diante da iminência da tragédia, nunca esclarecida.

Com um ótimo elenco, com destaques para Lambert Wilson e Michael Lonsdale, o filme evita possíveis erros e cria empatia com o público, com os personagens que aparecem, em um tempo de dogmatismo, próximos de duas tradições religiosas.

"É pouco comum nos tempos atuais, onde o egoísmo impera, que existam pessoas com compaixão e que se ocupam dos demais, que respeitam a religião", declarou o diretor na entrevista coletiva antes da exibição de gala do filme.

Este não é o primeiro longa-metragem exibido em Cannes que retrata uma guerra sangrenta motivada por divergências religiosas. "La princesse de Montpensier", de Bertrand Tavernier, também usa a ideia, mas com menos sucesso.

A guerra civil também está presente em "Un homme que crie", do cineasta do Chade Mahamat-Saleh Haroun, que retrata as vítimas do conflito por meio de uma história familiar.

O programa do maior festival de cinema mundial inclui ainda um longa-metragem do britânico Ken Loach, "Route Irish", sobre a guerra do Iraque, que disputa a Palma de Ouro.

O título do filme, que será exibido na quinta-feira, faz referência ao caminho cheio de perigos que liga a zona internacional de Bagdá, a "Zona Verde", ao aeroporto da capital iraquiana.

Loach recebeu em 2006 a Palma de Ouro por "Ventos da Liberdade", sobre a guerra da independência da Irlanda.

A guerra do Afeganistão também foi retratada em Cannes, no documentário "Armadillo", do dinamarquês Janus Metz, cujo modo surpreendente de filmar os soldados no campo de batalha, no sul do país asiático, faz acreditar que se trata de um filme de ficção.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

CANNES: JAVIER BARDEM EM ÓTIMO FILME - TAKESHI KITANO EM FILME MORNO - JOVEM DIRETOR CANADENSE É MUITO BOM

Diretor de "Babel" volta com ótimo "Biutiful",
com Javier Bardem


O diretor mexicano Alejandro González Iñárritu - de “Babel” - , entrou hoje na competição para ganhar, com seu novo filme, “Biutiful”.

Desta vez, ele trocou sua costumeira rencal de personagens por um único protagonista - Javier Bardem, no papel de Uxbal - , um homem que lida com mão-de-obra ilegal, empenha-se em cuidar bem dos dois filhos, vive em conflito com a ex-mulher bipolar, enfrenta a morte iminente e carrega grandes culpas.
Um drama intenso sobre culpa, morte e redenção, com personagem maior que a vida.
Ao contrário de “Babel”, filmado em vários países, ele concentra todos esses temas em uma única cidade, Barcelona.

“Biutiful é o primeiro filme com o qual fiquei totalmente satisfeito.
Antes, eu fazia histórias complicadas para dizer algo simples sobre a vida.
Desta vez, tenho uma história simples que quer dizer algo complexo sobre a existência”.

Fotos: Getty Images
O diretor Alejandro Gonzalez e o Ator Javier Bardem, hoje pela manhã

" Uxbal é um personagem que navega nas ondas de Deus, um pouco como um santo”. É um desafio diferente de tudo o que já fiz, mas que traz de volta os mesmos elementos. É como se eu fosse uma árvore que dá maçãs, ou seja, nunca vou poder fabricar algo que não seja maçãs”.

Para Iñárritu, o espanhol Javier Bardem, com quem trabalha pela primeira vez, é um grande ator intuitivo.
“Com Javier, você precisa pegar no ar o que está se passando. Ele tinha um livro enorme com informações sobre o personagem, mas na hora de filmar usa outro processo”.

Para Bardem, seu personagem Uxbal “é um homem cercado de corrupção e exploração, alguém que não quer perder seu último suspiro de saúde. E esse suspiro é o amor. Ele cultiva a compaixão pelos filhos, os imigrantes, todos à sua volta. Todo o conflito se passa dentro dele”.

Perguntado se prefere os personagens depressivos como Uxbal aos papéis de galã, Bardem brincou:
“Os papéis de Casanova foram há muito tempo, quando eu era mais jovem”, disse, esquecendo seu papel de pintor espanhol em “Vicky Cristina Barcelona”, de Woody Allen.
“A vida é deprimente sim, mas é o que temos. Precisamos fazer o melhor que podemos. ‘Biutiful’ é um filme intenso, mas no qual há sempre uma esperança”.

*****

"A violência é um prato que estou sempre pronto para preparar", diz Takeshi Kitano

O japonês Takeshi Kitano - vencedor do Leão de Ouro em Veneza com “Hana-Bi – Fogos de Artifício” (1997) -, entrou na Competição com sua nova obra, “Outrage”.

É seu retorno aos filmes de gângster em torno da Yakuza, a máfia japonesa, gênero que não filmava desde “Brother – A Máfia Japonesa em Los Angeles” (2000).

“Me sinto confiante em filmar a violência, é um prato que estou sempre pronto para preparar. Quando faço isso, é com a intenção de fazer a plateia sofrer de verdade. Nunca filmei e jamais vou filmar a violência como se fosse um videogame”.

Kitano protagoniza mesmo cenas muito cruéis - tem uma em que seu personagem se vinga de um chefão da máfia, surpreendido na cadeira do dentista, massacrando sua boca com a broca e espirrando sangue pra todo o lado.

Mas a violência não esconde que o diretor está apenas se repetindo, e mal, segundo se comentou após a exibição.

“Outrage” tem uma direção preguiçosa, personagens caricatos e um enredo como o próprio cineasta já desenvolveu melhor em outras obras.

Segundo quem viu, só está na competição de Cannes pelo grande currículo do cineasta.

*****

Aos 21, Xavier Dolan dirige o seu segundo longa


Xavier Dolan, diretor canadense de apenas 21 anos tem, segundo as pessoas que viram o seu filme, um grande futuro pela frente no cinema.

Ele é o mesmo que, ano passado, exibiu seu primeiro longa, “Eu Matei Minha Mãe”, e saiu da Quinzena dos Realizadores com três prêmios e teve sessões lotadas na Mostra de São Paulo.
O filme, realmente é muito bom!

Os atores Niels Schneider e Monia Chokri (centro) participam da sessão de fotos para a divulgação do filme "Les amours imaginaires",
do diretor Xavier Dolan, à esquerda, de óculos, ontem

Ator de cinema e TV no Canadá, ele já "recebe um Woody Allen de frente": dirige, escreve e atua como protagonista de seus filmes, e tem a pretensão de dirigir um filme por ano.

Ontem, ele voltou a Cannes com o segundo longa, “Les Amours Imaginaires” (Amores imaginários), exibido ontem na mostra "Um Certo olhar".

A trama gira em torno de Francis (o próprio Dolan) e sua melhor amiga, Marie (Monia Chokri), que conhecem Nicolas (Niels Schneider), um lindo rapaz que chegou do interior, uma versão loira do francês Louis Garrel – ator que faz uma ponta no filme.

Os dois se apaixonam perdidamente por ele e começam uma discreta concorrência pela beldade.

Mas Nicolas, muito carinhoso, parece só querer mesmo a amizade dos dois.
Francis e Marie meregulham de cabeça na paixão, em meio a imagens ultracoloridas e trilha sonora de primeira.

Como diz o prólogo do filme, “não há nada mais real do que os amores imaginários”.

Esse eu quero ver!








O diretor Alejandro Gonzalez Iñárritu posa para foto com o ator Javier Bardem (à direita) na coletiva do filme "Biutiful",