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sábado, 13 de junho de 2020

MÊS DO ORGULHO LGBTQ+: TOP 20 MÚSICAS INDISPENSÁVEIS NA CENA QUEER

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Dessa vez, migraremos do cenário cinematográfico para o musical – afinal, ao longo dos anos, diversos artistas se posicionaram a favor da comunidade LGBTQ+ através de canções que ganharam a indústria mainstream e de letras ácidas de respeito e contra o preconceito que enfrentamos todos os dias
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Por isso, o maior trabalho foi reduzir a quantidade incrível de iterações que poderiam integrar essa matéria e, assim, nosso Top de Músicas Queeer Indispensáveis relaciona os 20 maiores hinos LGBTQ+ da história (sejam explícitos ou reapropriados), viajando no tempo e trazendo nomes desde Culture Club a Lady Gaga, com menção honrosa à também poderosa Taylor Swift.

CONFIRA O TOP 20:

20. DANCING QUEEN, ABBA

Assim como diversas outras produções musicais, “Dancing Queen”, da banda sueca ABBA, não falava originalmente sobre a comunidade queer.

Entretanto, a canção foi reapropriada como uma das representantes famosas da cultura LGBTQ+, funcionando como uma celebração de todas as rainhas e reis que viveram às escondidas por muito tempo e agora têm a oportunidade de se expressarem.


19. KARMA CHAMELEON, Culture Club

O ícone original gender-fluid do pop Boy George nunca deixou de se afastar da normatividade binária – e, desde os anos 1980, quando ainda integrava o famoso grupo Culture Club, provocou a mente conservadora e reacionária de quem o ouvia.

Com “Karma Chameleon”, George usa seus vocais soulful para falar sobre a fluidez da orientação sexual – dizendo, eventualmente, que a ideia de gênero é uma mera construção social.


18. TAINTED LOVE, Soft Cell

Quando Ed Cobb escreveu “Tainted Love” em 1964, não poderia ter imaginado que ressoaria com tanta força duas décadas mais tarde.

Em 1980, a sensual e futurística canção viria a representar o medo da comunidade LGBTQ+ no começo da crise da AIDS.

Sua versão mais conhecida (e a melhor delas, diga-se de passagem), ganhou os palcos em 1981 através da voz de Marc Almond, tornando-se um sucesso sem precedentes.


17. IT’S RAINING MEN, The Weather Girls

Não há uma pessoa no mundo que nunca tenha ouvido alguma versão de “It’s Raining Men”, a canção mais conhecida do grupo The Weather Girls.

Co-escrito por Paul Shaffer e Paul Jabara, a rendição foi descartada por ninguém menos que Donna Summer por seu conteúdo “blasfemo”.

No final das contas, coube a Martha Wash encabeçar uma performance espetacular e quase dêitica de um dos maiores hinos dos anos 1980 – e até mesmo do século XX.


16. THE JEAN GENIE, David Bowie

A espetacular carreira de David Bowie é constantemente homenageada por artistas da nova geração – afinal, ele veio a inspirar a lendária Lady Gaga em toda sua estética performativa e musical.

E “The Jean Genie” segue como uma de suas iterações mais incríveis e tocantes, sutil e metaforicamente deixando o country-rock flertar com sua persona andrógena e sua bissexualidade.


15. ALL THE LOVERS, Kylie Minogue

A artista australiana Kylie Minogue percebeu que havia se tornado um ícone LGBTQ+ no final dos anos 1980, alguns anos depois de começar a fazer sucesso mundial.

Hoje, Minogue é dona de músicas indispensáveis para se ouvir no Mês do Orgulho – e uma delas prova seu status como Rainha do Dance: “All The Lovers”, uma synth-ballad de tirar o fôlego com um clipe espetacular que fala sobre o amor verdadeiro.

E, se você está procurando por um hino de superação, temos também a icônica “Get Outta My Way”.


14. I WANT TO BREAK FREE, Queen

Freddie Mercury é um dos melhores cantores e compositores de todos os tempos e, ao lado do Queen, entregou rendições memoráveis e imortalizadas dos mais diversos jeitos.

O electro-rock de “I Want To Break Free”, lançado sete anos antes de sua morte, insurge do modo mais inesperado como uma declaração de libertação e de amor (“eu me apaixonei pela primeira vez” e “eu quero ser livre”) que dialoga inclusive com sua bissexualidade.


13. YMCA, Village People

O irreverente grupo Village People sempre brincou com os estereótipos masculinizados da sociedade norte-americana dos anos 1970.

Criado por Jacques Morali, o sexteto tem como uma de suas músicas principais o dançante “YMCA” – que faz uma alusão à sexualidade escondida de seus membros e de um lugar em que a orientação sexual não seria motivo de vergonha.

O estrondo musical teve como resultado nada menos que 10 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo – e um legado que é visto em cada festa de casamento ou reunião festiva.


12. MAKE ME FEEL, Janelle Monáe

Janelle Monáe entregou um dos melhores álbuns da década passada com ‘Dirty Computer’ – e o hino “Make Me Feel” é apenas uma das muitas narrativas críticas das quais se dispõe.

Modernizando o R&B com habilidade impecável, a música é uma declaração de sua pansexualidade com clareza dançante e envolvente, nos convidando para a pista de dança em uma memorável performance.


11. BORN NAKED, RuPaul

RuPaul Charles é a drag queen mais famosa do mundo e está no cenário artístico queer desde a primeira vez que subiu num par de saltos altos.

Ao longo de sua extensa carreira – que inclui inúmeros protestos a favor da comunidade LGBTQ+ e negra -, ela nos entregou algumas músicas de amadurecimento e de superação frente às adversidades, incluindo o rock-pop “Born Naked” ao lado de Clairy Browne.

A canção é regida pela premissa de “todos nós nascemos nus e o resto é drag” como forma de mostrar que somos todos iguais independente da orientação sexual e de nossas preferências artísticas.


10. YOU MAKE ME FEEL (MIGHTY REAL), Sylvester

Sylvester talvez seja conhecido por ter um falsetto extremamente pristino e expressivo – chegando até mesmo ao patamar de Prince.

O cantor, abertamente gay e um dos ícones do gender-fluid e da não-binariedade, ganhou fama pela rendição disco de “You Make Me Feel (Mighty Real)”, que ganha os ouvidos de várias gerações até hoje.

Sua ode à felicidade em uma época em que a homossexualidade e a transsexualidade eram encaradas como doenças apenas transforma a canção em uma importante declaração de amor à vida.


9. CLOSER, Tegan and Sara

A dupla de irmãs canadenses Tegan and Sara mostraram o mais puro retrato da amizade queer ao descrever com uma elegíaca letra que o amor entre duas pessoas não existe apenas no âmbito sexual, mas também no sentido mais sentimental.

“Closer”, um dos principais singles do aclamado EP ‘Heartthrob’ é uma produção que não poderia ficar de fora da nossa lista no Mês do Orgulho.


8. BELIEVE, Cher

Sendo a patrona da música pop e uma das deusas da indústria fonográfica, Cher é um dos ícones mais poderosos da comunidade LGBTQ+ e nunca deixou de se posicionar a nosso favor.

Com “Believe” sendo reestruturada para os dias atuais, a canção é um hino de esperança para aqueles que não acreditam no poder do amor – ou nem mesmo que são destinados a encontrar em alguém.

Lançada em 1998, a faixa promocional de seu álbum homônimo é uma das mais importantes de sua carreira e uma das músicas mais lembradas quando pensamos em Comunidade Queer.


7. LET’S HAVE A KIKI, Scissor Sisters

Apesar da batida bastante familiar (e um tanto quanto cansativa), “Let’s Have a Kiki” é uma das músicas com maior quantidade de gírias LGBTQ+ de todos os tempos.

Encabeçada pelo excêntrico e adorável grupo The Scissor Sisters (cujo próprio nome faz alusão à comunidade queer), a música é acompanhada de um vídeo instrucional atemporal e divertido que cai no gosto popular desde seu lançamento até os dias de hoje.


6. I WILL SURVIVE, Gloria Gaynor

Gloria Gaynor, a Rainha do disco-music, é a voz por trás de obras-primas da esfera fonográfica – incluindo “I Will Survive”.

Apesar da motivação real ter vindo de tragédias pessoais, Gaynor reconheceu a importância de seu hino de superação para a comunidade queer, visto que sua letra enaltecedora começou a ser declamada e repetitiva como uma infusão de forças para seguir em frente e enfrentar as mais duras adversidades.

Atualmente, a música virou o hino da sobrevivência pós pandemia de coronavírus.


5. VOGUE, Madonna

Madonna colocou sua carreira em xeque ao postar-se a favor dos LGBTQ+ em uma época de puro descaso e estigmatização.

Em 1990, colocou a cultura transsexual dos ballrooms no cenário mainstream com “Vogue”, chegando ao topo das paradas do mundo inteiro.

Acompanhado de um vídeo preto-e-branco art-déco e fazendo menções a ícones do cinema de várias épocas, a música é uma rendição escapista e de altivez acompanhada de um liricismo irretocável, digno das melhores construções da Rainha do pop clássico.


4. DANCING ON MY OWN, Robyn

Considerada até hoje uma das melhores músicas de todos os tempos, a comovente e emocionante balada electro-disco regada a sintetizadores da cantora e compositora sueca Robyn foi reclamada pela comunidade queer com força descomunal.

Na verdade, se pegarmos a impecável elegia romântica que ela escreve, temos uma protagonista que representa as pessoas marginalizadas e isoladas que dançam por conta própria em vez de se esconderem em casa.


3. TRUE TRANS SOUL REBEL, Against Me!

Em seu livro de memórias ‘Tranny: Confessions of Punk Rock’s Most Infamous Anarchist Sellout’, publicado em 2016, a líder da banda Against Me!, Laura Jane Grace, se recorda do momento em que começou a fazer a transição de gênero – desaparecendo em quartos de motéis para praticar o uso de vestidos e esperando que ninguém a visse.

Foram esses dias que inspiraram a aclamada música “True Trans Soul Rebel”, uma rendição punk-western cuja letra fala sobre mulheres transsexuais lutando para viver.


2. I’M COMING OUT, Diana Ross

A lendária Diana Ross é conhecida por sua discografia impecável e alguns dos melhores hits de todos os tempos.

Também posicionando-se sempre a favor da comunidade LGBTQ+, o anthem regado pelo dance-music “I’m Coming Out” foi reavido como um majestoso solilóquio de empoderamento, cuja conhecida letra é basicamente uma ode a aceitar quem realmente somos e não nos escondermos (não é à toa que o título serve de mote para quando nos revelamos queer).


1. BORN THIS WAY, Lady Gaga

Don’t be a drag, just be a queen.

Demorou até 2011 para que a indústria fonográfica finalmente começasse a falar com todas as letras as múltiplas orientações sexuais que se afastavam da binariedade.

E a declaração de amor-próprio viria com ninguém menos com Lady Gaga, um dos maiores nomes do século XXI e uma das maiores ativistas LGBTQ+ da história.

Desde sua ascensão à fama em 2008, Gaga mostrou ser extremamente grata para a comunidade queer, nunca deixando de incluí-los em monólogos e discursos de respeito.

Mas foi com “Born This Way” que a artista viria a provar sua gratidão: a incursão dance-pop, contemporânea e clássica ao mesmo tempo, não se valeria de metáforas e alusões, mas sim de versos claros o suficiente para deixar exposto que todos somos iguais e merecemos respeito e oportunidades.

“Não importa gay, hétero, bi, lésbica, transgênero, estou no caminho certo, eu nasci para sobreviver”.

De fato, não há frase que mais represente essa constante e cada vez mais forte e endossada luta para existirmos em um sociedade tão hipócrita e preconceituosa.


MENÇÃO HONROSA: You Need To Calm Down, Taylor Swift

Um dos ícones atuais da música pop, Taylor Swift desenvolve um trabalho significativo junto aos seus jovens fãs.

"You Need To Calm Down", chegou com uma letrapoderosa,  que fala de homofobia, feminismo, redes sociais tóxicas, rivalidade feminina, preconceitos e liberdade.

Faltou a sua música?

Comente aí embaixo!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A SEMANA NA TV


Confira o que você vai ver nessa postagem:
REDE TV!: CAMINHO SEM VOLTA
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'MELHORES DO ANO' DO FAUSTÃO: FESTA DE FINAL DE ANO DA FIRMA
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'TRUE BLOOD': QUINTA TEMPORADA ESTREIA EM JUNHO, MAS VOCÊ VÊ UM TRAILER AGORA
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'MAGIC CITY': NOVA SÉRIE REVIVE A MIAMI DOS ANOS 50
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ASTRO DE 'DAWSON'S CREEK' VOLTA À TELINHA COMO ELE MESMO
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E POR FALARMOS EM ABC, REDE VETOU COMERCIAL DO PERFUME DE MADONNA, POR ACHÁ-LO "SEXY DEMAIS"
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'SÍTIO DO PICAPAU AMERELO' ANIMADO ESTREIA DIA 15 NO CARTOON
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CANAL FOX COMEMORA 25 ANOS COM MEGA FESTA RECHEADA DE FAMOSOS
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BARACK OBAMA, O TREKKER
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ENTREVISTA: NIKOLAJ COSTER-WALDAU FALA DE SEU PAPEL EM 'GAME OF THRONES' 
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Agora, vamos lá!

REDE TV!: CAMINHO SEM VOLTA

O colunista do UOL, Flávio Ricco, fez nessa semana um resumo do que acontece com a Rede TV!, e escreveu que, na falta de melhores opções para fazer frente aos vários compromissos, a alta direção do canal resolveu disponibilizar - a quem pagar, lógico - os horários mais importantes da sua grade de programação.

Pagou, levou.

Seitas evangélicas das mais variadas, como era lógico esperar, praticamente dominaram esta desenfreada ocupação, o que também passa a comprometer de maneira séria os demais resultados, tanto de ordem comercial como de audiência.

Luciana Gimenez e Hebe Camargo aparecem entre os casos mais dramáticos, porque já não contam mais com a saudável alavanca do “Rede TV! News”.
Divulgação
Luciana e Hebe: sofrendo para levantar a audiência a partir do zero

Os seus programas, nesta fase de agora, entram imediatamente após o "Show da Fé" do R.R. Soares - isto é, pegam do zero, traço de audiência.

Essa medida é a maior mostra dos sinais de desespero dos donos da tão propagandeada "primeira emissora brasileira em HD 3D".

A Rede TV!, lamentavelmente, pode ter entrado num caminho sem volta.

'MELHORES DO ANO' DO FAUSTÃO: FESTA DE FINAL DE ANO DA FIRMA

O "Domingão do Faustão" de domingo (01) apresentou a premiação dos 'Melhores do Ano', onde três finalistas de diversas categorias são escolhidos pelos funcionários da Rede Globo e afiliadas para só então irem para a votação popular - por telefone e internet.

É inegável a qualidade dos profissionais envolvidos, mas seria mais honesto se o prêmio fosse chamado "Melhores da Globo", já que grandes profissionais são deixados de lado pelo simples fato de trabalharem em outra emissora.
Divulgação/TV Globo
Fausto Silva exibe o troféu concedido aos melhores do ano - da Globo, claro

O jornalismo de qualidade da Band - assim como alguns bons programas de humor da casa, são totalmente ignorados, o mesmo acontecendo com a teledramaturgia da Rede Record, que vem fazendo visíveis progressos - a minissérie "Rei Davi" sempre fica em primeiro lugar em audiência quando é exibida, batendo até bons produtos da própria Globo.

Eliana Guttman,atriz que vem desenvolvendo um belíssimo trabalho em novelas da Record, por exemplo, nem têm a chance de ser lembrada pelo prêmio do "Domingão".

Mais honesto é o "Troféu Imprensa" que o Tio Silvio concede há muitos anos, pois premia profissionais de todas as emissoras.

Do jeito que tudo é feito, o "Troféu Domingão" é uma espécie de 'festa de final de ano da firma', e olhe lá.

'TRUE BLOOD': QUINTA TEMPORADA ESTREIA EM JUNHO, MAS VOCÊ VÊ UM TRAILER AGORA

A quinta temporada de “True Blood” só estreia em junho, mas nessa semana foi divulgado um novo teaser com citações de ares proféticos, mostrando uma direção de influência bíblica para o novo capítulo da série de vampiros sulistas.

Confira:

A produtora executiva do seriado, Raelle Tucker, já havia prometido a participação de um personagem da Bíblia em “True Blood”.
"É uma personagem muito familiar e convincente. Pode ser alguém que você já ouviu falar", sugeriu a produtora.

O site Entertainment Weekly afirmou que a equipe está fazendo teste de elenco para  escolher uma atriz para interpretar Salomé, neta de Herodes: ela seria uma vampira poderosa, sedutora e louca, mas inda não há confirmação oficial.

'MAGIC CITY': NOVA SÉRIE REVIVE A MIAMI DOS ANOS 50

"Magic City" é uma nova série americana, que mergulha na Miami do final dos anos 50, época na qual os hoteis de luxo eram o cenário principal dos mais poderosos, da máfia e das estrelas de cinema, e onde começava a se ouvir os ecos da revolução cubana e da máfia.

A série - que estreará na sexta-feira nos Estados Unidos no canal pago Starz - acompanha Ike Evans - Jeffrey Dean Morgan - dono do luxuoso hotel Miramar Playa, que vendeu sua alma ao diabo ao deixar um poderoso mafioso local financiar a construção de seu estabelecimento.

Com Ike e seu hotel, a série retrata uma Miami Beach de crescentes reivindicações sociais, enquanto a revolução na vizinha ilha de Cuba fazia barulho.

O autor da série, Mitch Glazer, nasceu em Miami e trabalhou na adolescência em hotéis dessa cidade mítica.
Ao reunir suas memórias em uma série, descobriu que havia "outros motores para a história, ligadas ao contexto político da época."

"Fidel Castro estava em Havana, a máfia em Miami Beach, John Fitzgerald Kennedy em Palm Beach, prestes a disputar a presidência, e a CIA se desenvolvia em Miami", contou.
"Eu comecei a perceber que muitos eventos importantes nasceram nos lobbies dos hotéis", afirma em suas notas da produção.

Para recriar a Miami do final dos anos 50, Starz não economizou em recursos: reconstruiu partes inteiras do Miramar em estúdio.
"Quando você entra nesta cenário, você encarna imediatamente o personagem", disse à AFP Jeffrey Dean Morgan, que interpreta Ike Evans.

Divulgação
O ator Jeffrey Dean Morgan,  cena de "Magic City"

O ator explica que foi rapidamente seduzido pela personalidade de Ike.
"Ele é um homem que tomou más decisões. Parece controlar tudo: é charmoso, tem uma bela esposa e uma família aparentemente unida, mas, conforme a história avança, descobrimos que ele tem muitas falhas".

O projeto nasceu há dez anos, bem antes do lançamento da série "Mad Men", que desencadeou uma onda "vintage" nos Estados Unidos: uma outra importante emissora aberta foi pensada inicialmente para produzir o projeto, mas a ideia não avançou.

"Era muito arriscado para um canal aberto. Esta é uma série para um canal pago", afirma  Dean Morgan.
"O que a série quer contar deve ser mostrado de forma realista, seja o sexo, a violência ou os diálogos. Isto é difícil de se fazer em um canal aberto".

Confira o trailer da nova série:

Yul Vazquez, que interpreta Victor Lazaro, o braço direito do Ike Evans, nasceu em Cuba e cresceu em Miami, no bairro onde a série é ambientada.
"A primeira coisa que eu disse a mim mesmo, ao ler o roteiro, é que quem escreveu isso deve ter um conhecimento íntimo do lugar".

Para ele, "que tinha o personagem Victor em seu DNA", uma das principais qualidades da série é que tudo é preciso e conta uma verdade histórica irrepreensível.

Uma opinião partilhada por Dominik Garcia-Lorido, filha do ator de origem cubana Andy Garcia - ao representar Mercedes, filha de Victor Lazaro, ela teve "uma bela lição de história".
"O que mais me surpreendeu é como o crime organizado era poderoso naquele tempo", comentou.

"Todos os hotéis tinham ligações com a máfia, que era o seu parceiro secreto. Por trás das portas fechadas dos quartos, eles conseguiam realizar seus negócios".

Prova de sua confiança no potencial da série, o canal Starz já encomendou uma segunda temporada para Mitch Glazer, antes mesmo da exibição da primeira.

ASTRO DE 'DAWSON'S CREEK' VOLTA À TELINHA COMO ELE MESMO

James Van der Beek, protagonista da série “Dawson’s Creek” por seis temporadas, irá interpretar ele mesmo em uma nova série cômica chamada “Don’t Trust the B – In Apartment 23” - as informações são da revista Entertainment Weekly.

O ator de 35 anos viverá uma versão satirizada e galanteadora de si mesmo no seriado, que gira em torno de June -Dreama Walker - moça inocente que chega a Nova York e se muda para o apartamento ao lado da aparentemente sociopata Chloe - Krysten Ritter.
Getty Images
O ator James Van der Beek

Van der Beek será o namorado de Chloe, que seduz constantemente suas fãs ao som da música tema de “Dawson’s Creek”.

“Eu estou amando assassinar o meu próprio ego nessa série,” disse Van der Beek, que já participou de outros projetos de autoparódia, como uma série no site Funny or Die e um blog no qual cria memes de internet dele próprio.

O piloto da série irá ao ar nos EUA no dia 11 de abril, na ABC.

E POR FALARMOS EM ABC, REDE VETOU COMERCIAL DO PERFUME DE MADONNA, POR ACHÁ-LO "SEXY DEMAIS"

O comercial do perfume de Madonna, "True or Dare", foi considerado pela rede ABC sexy demais para ser veiculado pela TV norte-americana.

O vídeo mostra a Diva em roupa íntima preta, ao som de "Girl Gone Wild", faixa de seu novo álbum - "MDNA".
Divulgação
Capa de "MDNA", novo álbum da Diva

Segundo o site de entretenimento GigWise, o anúncio terá que ser alterado digitalmente para ser exibido pela ABC.

Confira o comercial:

Ainda segundo o GigWise, a rede teve a cara de pau de enviar à Diva uma lista com exigências de alterações a serem feitas, que incluem o aumento do sutiã da cantora, de modo a cobrir seu colo.

Os fundamentalistas encastelados na ABC também querem que seja retirada uma cena em que Madonna se move de um lado a outro de maneira provocativa.

Esse fundamentalismo cristão/americano já está passando do plausível, né?

'SÍTIO DO PICAPAU AMARELO' ANIMADO ESTREIA DIA 15 NO CARTOON

No dia 15 de abril, o Cartoon Network exibe uma pré-estreia do desenho que traz as aventuras dos personagens criados por Monteiro Lobato nos anos 1920.

Emília, Visconde de Sabugosa, Marquês de Rabicó, Pedrinho e Cuca continuam fazendo sucesso e agora as histórias contadas nos livros ganham novo formato.

A animação é uma parceria da produtora Mixer, de São Paulo, e da Rede Globo, uma produção 100% brasileira.

A partir de 29 de abril, a série de animação do "Sítio do Pica-Pau Amarelo" vai ao ar todos os domingos às 9h30, como parte do bloco de produções nacionais do Cartoon.
Divulgação
Personagens da animação baseada na obra de Lobato

Em abril, o canal traz ainda novos episódios dos desenhos "Hora de Aventura" (segundas-feiras, às 20h30), "Apenas um Show" (segundas-feiras, às 20h45) e "O Show dos Lonney Tunes" (sextas-feiras, às 18h).

A "Hora da Aventura" tem como personagens principais o garoto Finn e seu cachorro Jake, que moram na Terra do Ooo, um mundo cheio de elementos fantásticos.

"Apenas um Show" trata da amizade entre um pássaro e um guaxinim, que se conhecem desde a infância e trabalham juntos num campo de golfe.

"O Show de Looney Tunes" é uma versão das histórias vividas pela turma do Pernalonga, com Patolino,Gaguinho, Hortelino, a Vovó, Eufrazino e Ligeirinho.

O Cartoon é um canal da Warner muito legal, pois sua programação contempla crianças de todas as idades.

CANAL FOX COMEMORA 25 ANOS COM MEGA FESTA RECHEADA DE FAMOSOS

O canal Fox pretende reunir seu cast de estrelas atuais e gente que faz parte da sua história em uma mega festa de comemoração aos seus 25 anos.

Ashton Kutcher, Jennifer Lopez, Kiefer Sutherland, Jason Priestley, Christina Applegate, Calista Flockhart e David Duchovny são alguns dos nomes já escalados.
Divulgação
No sentido horário: Ashton Kutcher, Jennifer Lopez, Kiefer Sutherland, Jason Priestley, Christina Applegate, Calista Flockhart e David Duchovny

O especial ainda não tem data para ir ao ar.

BARACK OBAMA, O TREKKER

A atriz Nichelle Nichols - a Tenente Uhura original da cult série "Star trek" - publicou na sua conta no Twitter nessa semana uma foto que revela que o presidente dos EUA, Barack Obama, é um verdadeiro Trekker - nome dado aos fanáticos fãs do culto.
Twitter/Nichelle Nichols
A eterna Uhura e o presidente americano fazem a icônica saudação vulcana

A imagem foi feita no início deste ano, quando a atriz foi recebida pelo presidente americano no famoso Salão Oval da Casa Branca, mas só agora Nichols teria recebido a cópia da foto em que Obama faz a famosa saudação vulcana - eternizada por Leonard Nimoy.

É por essas e por muitas outras que Obama vai ser reeleito com larga vantagem.

"Vida longa e próspera" para o presidente e para a atriz.

ENTREVISTA: NIKOLAJ COSTER-WALDAU FALA DE SEU PAPEL EM 'GAME OF THRONES'

O ator dinamarquês Nikolaj Coster-Waldau já esteve em uma série que mal durou uma temporada, outra que nunca passou do piloto e em uma terceira que superou todas as expectativas, transformando-se em um fenômeno mundial da cultura pop - respectivamente, “New Amsterdam” (2008), “Virtuality” (2009) e a atual, “Game of Thrones”.

Nesta última, o ator vive Jaime Lannister, da Casa de Lannister, que ama sua irmã gêmea, a rainha Cersei - Lena Headey - os dois têm um filho.

A despeito da polêmica, o ator disse, em entrevista ao jornal "The New York Times", ser fascinado pelo papel.
“Eu acho que ele é de algum modo humano, que todos nós podemos nos reconhecer nele. Nós todos já amamos alguém que não devíamos. Nós todos já agimos movidos pela paixão e, talvez, nem sempre do modo que deveríamos. Há tantas outras coisas. Ele é tridimensional, assim como são todos os personagens.”

E continua: “Eu sou fascinado por Jaime. Na última cena do primeiro episódio, ele estava fazendo sexo com Cersei e, então, ele empurra Bran Stark - Isaac Hempstead-Wright - pela janela. Ele tentou matar um menino inocente, mas diz: ‘As coisas que faço por amor’. Aquilo foi muito, muito sombrio e surpreendente, e me fez dizer: ‘De que diabos se trata isso?’ Isso acendeu algo e não parou mais.”
AFP
O ator dinamarquês Nikolaj Coster-Waldau

Sobre o sucesso da série, o dinamarquês se diz impressionado com o visual.
“Eu sabia que as pessoas amavam os livros [de George R.R. Martin] e sabia que os roteiros eram fortes, que Dan Weiss e David Benioff [os produtores executivos] são roteiristas fantásticos, mas eu não esperava por todo seu visual, que realmente me impressionou quando assisti a série pronta. Quando você está filmando, você vê apenas fragmentos dela. Eu não tinha ideia de que eles conseguiram dar a todos esses mundos sua própria atmosfera, suas próprias características.”

O ator também acha surpreendente o fato de a série ter atraído muitos espectadores que desconheciam a história.

Falando por telefone de um quarto de hotel no norte da Itália, onde está passando férias com sua família, Coster-Waldau não está brincando quando descreve “Game of Thrones” como “complicada”.

A história se desenrola por todos os Sete Reinos de Westeros e segue as várias famílias governantes e mais de uma dúzia de personagens principais.

Essa trama - entre muitas outras, algumas familiares e várias novas – será explorada em detalhes na segunda temporada de “Game of Thrones” - exibida aos domingos na HBO.

“Eu não posso dizer muita coisa. Eu só posso dar pistas, caso contrário eles matarão você. Eu acabei de assistir aos dois primeiros episódios e fiquei eletrizado. No ano passado, havia a sensação de que só podíamos surpreender de modo positivo, porque era uma aposta muito alta, a série toda, para a ‘HBO’. Agora, com esta temporada, devido ao seu sucesso, nós temos que estar à altura da temporada anterior”, completa o ator.

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Até +!

quarta-feira, 28 de março de 2012

MADONNA DESAFIA PODER RUSSO, DIZ QUE A LEI ANTI-GAY DE SÃO PETERBURGO É ATROCIDADE E LANÇA NOVO CLIPE, CENSURADO PELO YOU TUBE


A Diva das Divas Madonna entrou na briga e prometeu desafiar uma lei medieval promulgada recentemente contra a "propaganda" homossexual na cidade natal do presidente russo Vladimir Putin, São Petersburgo, em sua próxima turnê pelo país no verão.

Chamando a legislação, que impõe multas para quem promover a homossexualidade entre menores, de "atrocidade ridícula" em sua página no Facebook, ela disse que iria resolver o problema durante o seu show.
"Eu irei a São Petersburgo para falar pela comunidade gay, para apoiar a comunidade gay", disse ela.

Sua turnê russa começa em agosto, meses após a abertura de sua academia particular em Moscou, cujo nome vem do álbum dela de 2008, "Hard Candy".
Reuters
A Diva, no intervalo do Super Bowl, em fevereiro último

A homossexualidade, punida com penas de prisão na União Soviética, só foi descriminalizada na Rússia em 1993, mas grande parte da comunidade homossexual continua escondida, já que o preconceito é forte.

A lei foi assinada em março pelo prefeito de São Petersburgo - e aliado de Putin - Georgy Poltavchenko, e impõe uma multa de até 500.000 rublos - 17.100 dólares - para quem espalhar o que a lei chama de "propaganda homossexual", que poderia "prejudicar a saúde, desenvolvimento moral e espiritual do menor de idade", definidos como menores de 18 anos.

A lei tem causado preocupações na comunidade gay, que teme que ela poderia ser usada para reprimir as raras demonstrações públicas na Rússia de homossexualidade, como as paradas gays.

Ativistas de direitos dos homossexuais em Moscou e São Petersburgo programaram duas paradas gays durante a turnê de Madonna, de acordo com o site GayRussia.eu.

Inúmeras tentativas de realizar protestos gays em Moscou, considerados ilegais pelas autoridades, acabaram em prisões e confrontos com vários cristãos ultra-ortodoxos que dizem que os homossexuais devem ser punidos ou tratados em hospitais por "doença".

Em 2010, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos multou a Rússia por banir paradas homossexuais em Moscou, no que os ativistas dos direitos gays descreveram como uma vitória histórica.

Madonna provocou protestos de ativistas da Igreja Ortodoxa Russa em uma visita a Moscou em 2006, quando ela cantou "Live to Tell" em um crucifixo enquanto usava uma coroa de espinhos.

No último sábado, a Diva questionou a censura de seu novo clipe, "Girl Gone Wild", no YouTube, que classificou o vídeo como impróprio para menores de 18 anos nos últimos dias - porém, o clipe foi lançado com a definição "clean" no título e pode ser visto por qualquer usuário no canal oficial da cantora.

Durante um bate-papo moderado pelo apresentador Jimmy Fallon, do programa "Late Night", e transmitido ao vivo pelo Facebook no sábado (24), a rainha do pop riu sobre a polêmica:
"Eu tenho que ser uma garota descontrolada no clipe! Como você pode se descontrolar sem rebolar? É isso que as pessoas deveriam perguntar."

Dirigido pelos fotógrafos especializados em moda Mert e Marcus, o clipe em preto e branco mostra uma sequência de performances sensuais da popstar e de dançarinos sem camisa, com calças coladas e sobre saltos altíssimos.

"Analisamos todos os vídeos sinalizados pelos nossos usuários e que vão contra as nossas diretrizes. Em alguns casos, restringimos por idade o material sinalizado que, embora não quebre as normas, contém material inapropriado para menores de idade", disse um sem noção representante do YouTube ao jornal "New York Post" - que feio, Google!

Para Liz Rosenberg, porta-voz da Madonna, isso não é novidade.
"Algumas coisas nunca mudam. É um retorno aos anos 90, quando a MTV se recusou a exibir 'Justify My Love'".

Para encerrar essa postagem em homenagem a essa grande mulher, vamos ver os clipes de:

"Girl Gone Wild":

e
"Justify My Love":