A série terminará como as outras do Arrowverse: esticaram demais e a qualidade caiu muito
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O canal The CW confirmou que a 6ª temporada de ‘Supergirl‘ será a última da série.
O ciclo final terá 20 episódios e as filmagens começarão ainda este mês.
“Tem sido uma honra interpretar essa personagem icônica”, declarou a protagonista Melissa Benoist.
“Ver o impacto que essa série causou em jovens meninas ao redor do mundo me deixou sem palavras. Nós planejamos uma conclusão incrível para a nossa jornada e mal posso esperar para que vocês vejam. Prometo que será uma última temporada sensacional.”
Nos EUA, a última temporada chegará ao CW somente em maio de 2021.
Criada por Ali Adler, Greg Berlanti e Andrew Kreisberg, a série originalmente era exibida pela CBS, mas trocou de canal após o segundo ciclo, fazendo parte do catálogo do CW e entrando oficialmente para o Arrowverse.
Como Arrow, Supergirl começou bem, teve roteiros interessantes e feministas, mas deveria ter acabado na terceira temporada, quando a série ainda tinha o que oferecer.
Esticaram demais, ficou chata, teve uma quinta temporada péssima.
Rose protagonizou a primeira temporada da série do The CW
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A saída da atriz Ruby Rose da série ‘Batwoman’ pegou todos de surpresa, gerando uma série de especulações a respeito da sua drástica decisão.
Agora, em uma nova entrevista exclusiva à revista EW, Rose decidiu se abrir sobre alguns dos motivos que a fizeram deixar a popular personagem dos quadrinhos.
E uma das revelações surpreendentes foi a de uma cirurgia nas costas, a qual ele teve que se submeter após se machucar nos bastidores da série.
Divulgação: The CW
Segundo a atriz, ela teve que retornar às filmagens apenas 10 dias depois da cirurgia e só percebeu a gravidade dos seus ferimentos quando começou a filmar o longa ‘The Doorman‘:
“Ser uma protagonista de uma série de super heróis é difícil. Ser uma protagonista em qualquer coisa é difícil. Mas eu acho, nessa ocasião em particular, que foi muito mais difícil porque eu ainda estava me recuperando de uma cirugia. Eu tinha feito a cirurgia nas costas e 10 dias depois eu voltei para o trabalho, o que acho que não foi a melhor das ideias. A maioria das pessoas tiram de um a três meses de repouso antes de voltarem para as suas atividades, então com certeza isso dificultou ainda mais as coisas. Mas em se tratando de ser uma protagonistas em uma série ou filme – independente de ser uma produção de ação ou emocional -, de qualquer forma, é penoso”.
Após a saída de Rose, o The CW escalou Javicia Leslie como a nova protagonista da série.
De acordo com o site The Direct, Kate Kane não irá simplesmente sumir do nada: ela será morta dentro da série.
O site também diz que o Espantalho, um dos vilões mais famosos da galeria de inimigos do Batman, estará na segunda temporada e será o principal catalizador da transformação de Ryan Wilder, a nova Batwoman, em uma heroína.
O The CW ainda não se pronunciou oficialmente sobre o rumor.
O ator Hartley Sawyer, que interpretava o Homem-Elástico, foi demitido da produção de 'The Flash' após o resgate de tuítes antigos com conteúdo racista e misógino
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Apesar de ter participado das temporadas cinco e seis, o ator - foto acima - não retornará para o sétimo ano [via Deadline].
“Em relação aos posts do sr. Sawyer nas redes sociais, não toleramos comentários prejudiciais com alvo em qualquer raça, etnia, nacionalidade, gênero ou orientação sexual”, disseram o canal The CW, a Berlanti Productions, a Warner Bros. TV e o produtor-executivo Eric Wallace em comunicado.
“Comentários do tipo são contrários aos nossos valores e políticas, que visam promover um lugar seguro, inclusivo e produtivo para os nossos trabalhadores” - conclui o comunicado,
Todas as postagens de Sawyer no Twitter haviam sido feitas antes dele entrar para o elenco de The Flash.
Assim que os tuítes começaram a circular, o ator deletou a conta na rede social - mas prints dos comentários inundaram as redes sociais.
Já no Instagram, Sawyer publicou um pronunciamento, em que diz:
“Não estou aqui para dar justificativas. Não importa a intenção, minhas palavras tem peso e carregam consequências profundas. E as minhas causaram dor e humilhação, além de sentimentos que só posso imaginar em meu público e fãs, meus colegas e elenco, equipe e amigos. Devo desculpas a todos eles. Obrigado por me responsabilizar.”
Grant Gustin, protagonista da série, reproduziu o pronunciamento de Wallace em seu Instagram e escreveu:
"Não tinha nada mais a adicionar porque os pensamentos de Eric foram colocados de forma eloquente e poderosa".
O ator ainda se disse "chocado, triste e bravo" ao ver as postagens antigas de Sawyer.
"Palavras importam", concluiu Gustin.
Ainda não há detalhes de como o personagem será removido do seriado.
A sétima temporada de The Flash é prevista para janeiro de 2021 nos Estados Unidos, sem data definida até o momento.
Primeira temporada da série do CW tem clima soturno e personagens interessantes
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SINOPSE:
A história começa três anos após a partida do Batman.
Bruce Wayne não morreu, mas abandonou a cidade após ter diversos confrontos com seus inimigos e perceber que nada mudou.
Neste contexto, Kate Kane (Ruby Rose) descobre o segredo do primo e resolve assumir seu lugar como vigilante.
CRÍTICA:
Existe algo muito importante quando se fala em séries do canal The CW, que é o alinhamento de expectativas.
O universo da DC criado pelas produções do Arrowverse tem vários pontos fracos, mas a verdade é que ele nunca se propôs a ser maior do que é.
Entre lutas com coreografias meio toscas e efeitos visuais de baixa qualidade, o canal entrega bons momentos aqui e ali com suas séries, especialmente quando a narrativa é boa.
Esse é o caso da primeira temporada de Batwoman, produção que começou muito promissora ao não ter medo de mostrar o clima soturno de Gotham e desenvolver bons personagens.
A história começa três anos após a partida do Batman.
Bruce Wayne não morreu, mas abandonou a cidade após ter diversos confrontos com seus inimigos e perceber que nada mudou.
Neste contexto, Kate Kane (Ruby Rose) descobre o segredo do primo e resolve assumir seu lugar como vigilante.
Nos primeiros episódios, isso é explorado de uma forma interessante.
Como está usando o velho uniforme de Bruce, a imprensa imagina que o Batman está de volta e até alguns inimigos ressurgem para chamar a atenção do Homem-Morcego.
Kate, no entanto, se incomoda (com razão) ao ser confundida e por isso cria um novo uniforme, que deixa claro que ela é uma mulher.
Como acontece em várias séries do CW, Batwoman encontra formas de trazer nomes conhecidos do público através de novos personagens.
Ao invés do gênio Lucius Fox, Kate tem o auxílio de Luke Fox (Camrus Johnson), seu filho.
Já o mordomo Alfred é representado na série por Julia Pennyworth (Christina Wolfe), também filha do conhecido personagem.
É uma solução que soa até meio boba, afinal esses personagens poderiam existir muito bem sem o sobrenome famoso, mas, novamente, é importante alinhar as expectativas quando se trata de CW.
Outra coadjuvante que merece destaque é Mary Hamilton (Nicole Kang), meia-irmã de Kate.
A jovem pode parecer boba em um primeiro momento, mas tem uma personalidade cativante e mostra que tem tanta força quanto Kate, mas de uma forma diferente.
A transformação da protagonista em Batwoman tem altos e baixos narrativos.
Logo no começo, ela parece muito preparada (até demais) para assumir o manto da heroína.
Com apenas alguns ajustes aqui e ali, Kate já sai por aí usando o uniforme de Bruce, chegando de surpresa em lugares, voando entre prédios, etc.
Por outro lado, há episódios no meio da temporada em que Kate parece perdida e é capturada facilmente apenas para servir à história.
A personagem é uma veterana do exército e isso explica algumas habilidades, mas ainda assim teria sido melhor criar uma transição mais harmônica.
Ainda que tenha esses problemas, a história geral da protagonista é bem construída.
Ruby Rose entrega aos fãs com muita clareza as dúvidas de Kate sobre sua vida de vigilante, seu trauma da infância pela perda da irmã, Beth, e também as dificuldades por ser lésbica, outro ponto positivo do seriado.
Batwoman não tem receio em mostrar Kate na cama com suas namoradas, em cenas verdadeiramente sensuais, mas de bom gosto.
O seriado também aborda os preconceitos, especialmente com a expulsão do exército e a reação da polícia de Gotham quando a heroína se revela gay na capa da revista CatCo.
Se antes as forças de segurança tinham raiva da personagem por ela ser uma vigilante, elas ficaram ainda mais nervosas quando souberam sobre sua sexualidade, quase como se fosse uma questão de “honra” capturá-la.
Algumas coisas foram deixadas pelo caminho durante a temporada, algo comum em um seriado que está começando e encontrando sua voz.
No começo, por exemplo, Kate escrevia cartas para o primo Bruce, desabafando sobre os problemas da vida como vigilante.
Havia também uma narração muito presente de uma jornalista de rádio de Gotham, que falava com humor sobre os acontecimentos com os vilões nas noites anteriores.
Tudo isso deu lugar a novas discussões ao final da temporada, como quando Kate ultrapassa a linha pela primeira vez e lida com o medo de deixar seu lado sombrio tomar conta.
Depois da protagonista, o segundo ponto mais importante da série é Alice (Rachel Skarsten): assim como nos quadrinhos, a personagem é a irmã perdida de Kate, que se tornou uma vilã após ser dada como morta e passar por anos de abuso durante seu crescimento.
No meio de tudo isso, o que deixou a garota sã - de certa forma - foi o livro Alice no País das Maravilhas, que lhe deu sua nova identidade, deixando o nome Beth Kane no passado.
É através de Alice que o seriado aposta em um clima mais soturno, especialmente ao mostrar todo o sofrimento psicológico que ela sofreu ao crescer longe da família.
Alice é uma vilã sem escrúpulos, que não tem nenhum problema em torturar ou matar, mas lá no fundo ela tem um grande sentimento de abandono, já que imaginava que a família Kane continuaria procurando por ela.
Alice é tanto vítima quanto criminosa, o que traz uma dualidade interessante.
Um dos pontos negativos em sua narrativa, na verdade, é a ligação exagerada com Kate.
Quando eventualmente descobre que sua irmã é a Batwoman, Alice se liga de uma forma muito forte à ela e suas tramas se tornam dependentes.
Ainda que a dinâmica entre as duas seja boa, algo tão intenso impede que tanto Batwoman, quanto Alice se desenvolvam além disso.
Os episódios em que a protagonista tem missões diferentes acrescentam muito sobre sua personalidade e o universo de Gotham em que a série se passa.
Entre erros e acertos, o saldo final da estreia de Batwoman é positivo.
A temporada acertou ao transmitir o clima de Gotham já conhecido pelos fãs da DC e trouxe um frescor para o já desgastado Arrowverse.
Com a saída de Ruby Rose do papel principal, anunciada na semana passada, fica a dúvida de qual será o futuro da produção, já confirmada no calendário futuro do CW.
Mas se conseguir superar isso da melhor forma, a produção está em um bom caminho para continuar desenvolvendo a história de Kate Kane nas telas.
A série segue sendo exibida aqui no Brasil pelo canal premium HBO.
GALERIA DE IMAGENS:
TRAILER ESTENDIDO:
FICHA TÉCNICA:
BATWOMAN
Formato:
Série
Gênero:
Super-herói
Baseado em:
Batwoman, personagem de HQ criada por Geoff Johns, Grant Morrison, Greg Rucka, Mark Waid, Keith Giffen
Desenvolvedor(es):
Caroline Dries
País de origem:
Estados Unidos
Produtor(es) executivo(s):
Caroline Dries, Greg Berlanti, Sarah Schechter, Geoff Johns, David Nutter, Marcos Siega
Cinematografia:
Robert McLachlan
Elenco Principal:
Ruby Rose, Rachel Skarsten, Meagan Tandy, Nicole Kang, Camrus Johnson, Elizabeth Anweis, Dougray Scott
Estúdios:
Berlanti Productions, DC Entertainment, Warner Bros. Television
Tyler Hoechlin e Elizabeth Tulloch vivem os personagens titulares
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O canal The CW anunciou que ‘Superman & Lois’, sua nova série original, será lançada em janeiro de 2021.
Ainda não se sabe o dia exato de transmissão do primeiro episódio.
Além disso, a emissora divulgou a sinopse oficial da produção.
Confira:
“Em ‘Superman & Lois’, anos depois de enfrentarem supervilões megalomaníacos, monstros caóticos em Metrópolis e invasores alienígenas que desejavam varrer a raça humana da face da Terra, o super-herói mais famoso do mundo, o Homem de Aço (também conhecido como Clark Kent) e a jornalista mais famosa dos quadrinhos, Lois Lane, enfrentam um dos maiores desafios de todos os tempos: lidar com o estresse, as pressões e as complexidades que surgem em ser pai nos dias de hoje.
Além desse complicado trabalho de criar dois meninos, Clark e Lois também se preocupam com o fato dos filhos Jonathan e Jordan poderem herdar os superpoderes kriptonianos do pai à medida que crescem.
Retornando a Smallville para resolver algumas situações, o casal também se reencontra com Lana Lang, antiga namorada de Clark, e seu marido Kyle Cushing. Os adultos não são os únicos a cruzarem com antigas amizades, visto que os jovens membros da família Kent se reencontram com a filha rebelde de Lana e Kyle, Sarah.”
A emissora ainda divulgou o primeiro pôster oficial:
Confira:
Tyler Hoechlin e Elizabeth Tulloch vivem os personagens titulares, respectivamente.
Emmanuelle Chriqui, Inde Navarrette, Erik Valdez, Jordan Elsass, Alexander Garfin e Dylan Walsh completam o elenco.
Vale lembrar que o The CW já encomendou uma temporada completa da atração.
A trama será bem semelhante à de ‘Lois & Clark‘ (1993-1997) e irá acompanhar a rotina do casal enquanto tentam lidar com a pressão e o estresse em dividir suas vidas como jornalistas e guardar o segredo do maior herói da América, o Superman.
O projeto é escrito por Todd Helbing, produtor executivo de ‘The Flash‘, e supervisionado por Greg Berlanti, produtor da DC Universe e da Warner Bros. Television.
A nova série de super-heróis da emissora The CW, ‘Stargirl‘, ganhou duas novas promos, que trazem a heroína adolescente mostrando os seus poderes e apresenta o possível retorno da Sociedade da Justiça
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Confira:
A série contará a história de Courtney Whitmore, uma garota do ensino médio que se junta a um grupo de adolescentes para combater o crime em Los Angeles.
Amy Smart interpretará a mãe da heroína homônima, Barbara.
Na trama, ela fará o máximo para ser a melhor provedora para a filha, seu novo marido (Luke Wilson) e seu enteado (Trae Romano).
‘Stargirl’ ainda tem em seu elenco os atores John McHale, Anjelika Washington, Neil Jackson e Hunter Sansone.
Relembre o trailer:
Relembre as fotos e outros pôsters:
Stargirl estreia em 19 de maio no The CW e um dia antes no catálogo da DC Universe.
Ainda não há data, nem canal brasileiro para a estreia por aqui.
A edição de maio da revista Entertainment Weekly é dedicada a série 'Supernatural' e traz os atores Jared Padalecki, Jensen Ackles e Micha Collins na capa
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"Obrigados aos céus por Supernatural. Em dias sombrios, precisamos de caras bons", diz a revista, que terá depoimentos de Padalecki e Ackles, que ao longo de 15 temporadas, viveram os caçadores de demônios Sam e Dean Winchester, assim como de Collins, que interpreta o anjo Castiel desde o quarto ano da série.
O trio posou para um ensaio e compartilhou recordações e falar sobre o que os fãs podem esperar para o episódio final.
Veja as fotos:
A temporada final de Supernatural é transmitida no Brasil pela Warner Channel.
O episódio final estava previsto para maio, mas as gravações da série foram suspensas por conta do coronavírus e devem ser retomadas ainda este ano pelo canal The CW.
Série, que já foi uma das melhores do Arrowverse, sofre com queda de qualidade e queerbait entre personagens principais
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Quando estreou em 2015, Supergirl era uma das grandes promessas para renovar e dar força ao Arrowverse.
Carismática, Melissa Benoist entregou uma Garota de Aço forte e sensível ao mesmo tempo, algo que gerou identificação imediata com os fãs.
A quarta temporada teve um salto de qualidade, especialmente ao comparar a situação de alienígenas com imigrantes em países desenvolvidos.
Kara se intitulou como uma refugiada na Terra, o que trouxe discussões importantes e com um contexto muito maior.
Infelizmente, toda essa qualidade se perdeu na atual quinta temporada, que não possui uma trama consistente e ainda está irritando os fãs com um queerbait já antigo entre as personagens principais.
Começando pela trama, os roteiristas não conseguiram estabelecer com sucesso que “a tecnologia” é o novo grande oponente da heroína.
Após enfrentar seres poderosos e a opinião pública contra os alienígenas, soa quase cômico que o caminho para a quinta temporada tenha sido colocar Kara contra ameaças causadas pelo desenvolvimento tecnológico.
Ter um vilão tão abstrato só fez o novo ano partir para outros caminhos, como a trama do Leviatã, ainda pouco explicada, e a presença de Lex Luthor.
No caso deste último, a atuação de Jon Cryer está no ponto e sua união com a tecnologia poderia finalmente estabelecer um oponente à altura de Kara.
Porém, até agora, o personagem aparece em momentos pontuais e em cenas secundárias, sem realmente ter o destaque que merece.
Essa falta de um oponente claro torna a 5ª temporada a mais desconjuntada de todas, que atira para todos os lados em busca de acertar em um tema que agrade aos fãs.
E tal falta de planejamento é sentida também na vida amorosa de Kara.
Desde a triste partida de Mon-El (Chris Wood), a personagem se estabeleceu bem sem a necessidade de um par romântico.
Aliás, foi até interessante ver a Supergirl preocupada com outros assuntos que não o romance.
Isso deu mais espaço para a personagem desenvolver outras áreas de sua vida, especialmente na já citada boa quarta temporada.
Mas o 5º ano trouxe à tona - e piorou bastante - um problema antigo de Supergirl: o queerbaiting entre Kara Danvers e Lena Luthor.
O termo em inglês é usado quando alguma obra insinua uma relação LGBTQ+ entre dois personagens, atraindo este público para assistir ao programa, mas nunca torna a relação uma realidade.
No caso de Supergirl, desde a segunda temporada os fãs perceberam que a amizade entre Kara e Lena tinha algo a mais: uma olhada, uma pegada na mão, um elogio acalorado.
Por muito tempo, os episódios insinuaram que Kara e Lena poderiam ter sentimentos a mais, inclusive em suas montagens.
No terceiro episódio da 5ª temporada, por exemplo, Alex está ao lado de sua namorada Kelly, e a cena corta repetidamente para Kara e Lena, mantendo a música romântica ao fundo.
Já no capítulo oito, as personagens olham para uma foto juntas e sofrem com outra trilha sentimental.
Tudo isso faz com que os fãs fiquem ainda mais furiosos por nada acontecer de fato entre as duas.
Confira:
A gota d’água foi em “Back From The Future - Part One”, episódio exibido em 26 de janeiro que mostrou um interesse amoroso de Kara por William Dey, personagem de Starz Nair.
Apagado na temporada, William nunca foi apresentado como um potencial par romântico - ao contrário, por muito tempo Kara desconfiou de sua postura e tinha uma relação de conflito - e não aquele tipo de implicância com um interesse na segunda camada.
Ao fazer isso, os produtores literalmente “empurraram” Kara para o homem solteiro mais próximo, forçando uma relação que não tinha nenhum precedente - iu seja, além de não unir Kara e Lena, a série ainda fez questão de afastar as duas ao colocar um homem no meio.
E aqui é preciso pontuar algo extremamente importante: o seriado é obrigado a mostrar Kara e Lena como um casal? Claro que não.
Mas se a intenção não é seguir tal caminho, é preciso ter a responsabilidade de não alimentar isso na cabeça dos fãs.
Desde a segunda temporada os espectadores apontam que há um clima nas cenas entre as duas. Por que isso não foi alterado?
Olhando friamente, fica a impressão de que a série se aproveitou da percepção dos fãs e, ao invés de alterar a trama, os produtores embarcaram na ideia, sem nunca realizá-la de verdade.
E a Alex?
Isso gera ainda mais revolta porque Supergirl é uma série que teve uma trama LGBTQ+ importante em seu passado, mas deixou até isso de lado.
O romance entre Alex Danvers (Chyler Leigh) e Maggie Sawyer (Floriana Lima) foi um dos mais bem construídos nas primeiras temporadas da série.
As duas eram perfeitas juntas e ter esse tema também trouxe à tona outras discussões, como a necessidade de Alex em assumir sua sexualidade de todas as formas e se sentir confortável na própria pele.
Porém, depois de todo esse cuidado, o que Supergirl fez foi deixar a história de Alex de lado.
Após sua separação de Maggie, a irmã da heroína teve outras relações, mas seu desejo de ser mãe foi totalmente deixado de lado na história.
Afinal, se Alex perdeu o amor da sua vida por conta disso, porque ela não continuaria procurando formas de adotar uma criança?
A 5ª temporada piorou ainda mais a situação, ao deixar a relação entre Alex e Kelly Olsen (Azie Tesfai) completamente de lado, especialmente nos episódios mais recentes.
A irmã de Kara em si perdeu bastante espaço e sua vida amorosa, que poderia trazer novamente temas relevantes, simplesmente não é mais citada.
Claro, ninguém está pedindo para a série parar toda a sua trama principal para “levantar uma bandeira”.
A forma certa de fazer isso é colocar os relacionamentos de forma natural e como parte da vida dos personagens, exatamente como é feito em Batwoman.
O caminho que Supergirl está tomando é, de fato, perigoso para o futuro.
A série não tem mais o brilho de antes e parece tratar os fãs como se eles não fossem inteligentes o suficiente para perceber o que está acontecendo.
No entanto, como foi mostrado em janeiro, o mesmo público que é rápido para abraçar um projeto, também não poupa críticas quando algo é feito sem responsabilidade.
Supergirl tem o potencial de ser muito melhor do que isso.
O piloto de 'Superman & Lois' promete virar o mundo de Clark Kent de cabeça para baixo
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O Homem de Aço vai perder o emprego no Planeta Diário e, pior ainda, receberá a notícia de uma morte inesperada, revela a sinopse do roteiro divulgada pelo Primetimer.
No episódio piloto, o Superman vai ouvir Martha, sua mãe, chamando por ele em Smallville.
Quando o herói chega à fazenda dos Kent, ele a encontra morta - a causa da morte não foi especificada.
A sinopse do roteiro também revela o retorno de Morgan Edge, um dos vilões de Supergirl.
O bilionário é o novo proprietário do Planeta Diário e é responsável pela demissão de Clark Kent.
Edge é descrito como um empresário ambicioso que não se importa com jornalismo ou fatos.
Confira o trecho da sinopse:
“No presente, somos jogados no caos dentro de uma usina nuclear no começo de um desastre. O General Samuel Lane chama seu genro Superman para impedir. É o que o Superman faz, congelando um lago, criando um enorme iceberg que esfria o calor do reator. Depois de salvar o mundo mais uma vez, ele volta para sua família. No dia seguinte, Clark é demitido do Planeta Diário, que está enxugando o quadro agora que o jornal é parte de um conglomerado controlado pelo bilionário Morgan Edge, que não se importa com jornalismo de verdade ou mesmo fatos. Mas Clark não tem muito tempo para pensar nisso ao ouvir um chamado de socorro de sua mãe, pedindo que ‘venha para casa’. Quando ele chega na fazenda, é tarde demais. Ela está morta.”
A sinopse do piloto detalha também as diferenças entre Jonathan e Jordan, os filhos de Clark e Lois, assim como o reencontro do Homem de Aço com Lana Lang no funeral de Martha Kent.
Superman & Lois é focada no Homem de Aço de Tyler Hoechlin e da jornalista Lois Lane de Elizabeth Tulloch, ambas versões apresentadas em Supergirl.
A série terá roteiro por Todd Helbing, showrunner de The Flash.
A produção-executiva será de Helbing e também de Greg Berlanti, que produz todas as séries do Arrowverse.
Episódio emocionante respeita legado com retornos, homenagens e muita ação
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Após oito temporadas, três séries derivadas – por enquanto – e a criação de um universo compartilhado na TV, Arrow encerrou sua jornada na última terça (28), com a exibição do episódio “Fadeout” no canal The CW nos Estados Unidos.
Cheio de homenagens ao legado da produção, o último capítulo proporcionou uma despedida emocionante e ao mesmo tempo cheia de ação para a série.
Embora tenha sido feito pensando nos fãs de longa data de Arrow, o finale começa trazendo consequências do crossover Crise nas Infinitas Terras, quando Oliver (Stephen Amell) se transformou em Espectro e se sacrificou para reiniciar o universo.
Além das consequências já expostas no próprio especial, a série que deu origem ao Arrowverse revela ainda que Arqueiro usou suas últimas forças para desfazer alguns fatos marcantes de sua história, como as mortes de Moira Queen (Susanna Thompson), Quentin Lance (Paul Blackthorne) e Tommy Merlin (Colin Donnell) e acabar de vez com o crime dentro dos limites de Star City.
Mesmo que sirvam como uma bela homenagem às perdas sofridas por Oliver em sua “missão interminável”, as voltas dos personagens vêm com razões diferentes – enquanto Moira e Tommy são puxados de um universo paralelo, Quentin é apenas “ressuscitado” -, tornando essa parte específica da trama um pouco sem sentido, especialmente para quem não acompanhou o crossover.
Felizmente, o restante de “Fadeout” transcorre de forma mais coesa.
Com os preparativos para o velório de Oliver, alguns rostos conhecidos como Roy (Colton Haynes), Thea (Willa Holland) e Curtis (Echo Kallum) se reúnem em Star City para homenagear o herói, ao mesmo tempo em que Sara (Caity Lotz) traz Mia (Katherine McNamara) de 2040 para poder se despedir do pai.
Ainda em negação quanto à morte do amigo e ao fim dos crimes em Star City, Diggle (David Ramsey) tem suas dúvidas confirmadas quando William (Jack Moore), filho de Oliver, é sequestrado, fazendo com que todos os membros que já participaram da Equipe Arqueiro – incluindo Rory/Retalho (Joe Dinicol) – partam em busca do garoto.
Embora sirva como um momento de autoafirmação para Mia, o crime parece forçado e é apenas uma justificativa para que os heróis voltem a agir como um time.
A ação de verdade, proporcionada nos flashbacks que retomam acontecimentos da primeira temporada de Arrow, é a grande homenagem ao passado do programa.
Com dois planos sequências seguidos muito bem coreografados, a cena é uma das mais violentas (embora não mostre uma gota de sangue) e divertidas da série, relembrando o espírito impiedoso de Oliver quando a produção estreou em 2012.
Embora o discurso final de John tenha sido concebido como o pico emocional de “Fadeout”, a despedida do herói no crossover faz as palavras de Dig parecerem repetitivas.
Porém, há outros bons diálogos do episódio, especialmente quando Laurel, em uma crise existencial ao ver tantos entes queridos de Oliver de volta, confessa a Quentin não entender por que o herói escolheu mantê-la viva ao invés de ressuscitar sua contraparte da Terra-1.
Mais uma vez, Katie Cassidy brilha na pele da versão durona Canário e, mesmo às lágrimas, é claro o quanto sua performance melhorou com a mudança da personagem.
Além disso, a dinâmica da atriz com Blackthorne segue ótima, mesmo duas temporadas depois de seu último diálogo.
Outro ótimo momento é o encontro entre Mia e Felicity (Emily Bett Rickards).
Por mais que a presença da esposa de Oliver tivesse um peso maior caso fosse mantida em segredo, o momento em que a mulher percebe que a filha pôde conhecer o pai e crescer ao lado de William é tocante e o sorriso de McNamara ao perceber o orgulho da “mãe” é o ponto alto do episódio ao lado da cena de ação já citada.
No geral, “Fadeout” peca pelo excesso – de participações, despedidas e reuniões um tanto forçadas -, mas presta uma boa homenagem à mitologia televisiva da DC criada por Arrow.
Com uma série de referências que abrem portas para o futuro de seus personagens, a produção encerra seus oito anos com um episódio sólido, emocionante e memorável.
Crossover faz jus à HQ de Marv Wolfman e George Pérez ao equilibrar fan service às tramas do Arrowverse
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SINOPSE:
Crise nas Infinitas Terras é o sexto evento anual do Arrowverse, que cruza episódios das séries de televisão do Arrow, The Flash, Supergirl, Legends of Tomorrow, com as adições de Raio Negro e Batwoman, continuando o crossover "Elseworlds" e inspirado no grande grande crossover homônimo da DC Comics.
CRÍTICA:
Desde que foi anunciado em dezembro de 2018, o crossover Crise nas Infinitas Terras criou uma enorme expectativa nos fãs das séries do Arrowverse.
Prometendo o maior evento da história do universo compartilhado da DC na televisão, os produtores da CW anunciaram diversas participações especiais, como Burt Ward, o Menino Prodígio da série clássica do Batman e Robin, Robert Whul, que viveu o jornalista Alexander Knox no Batman de Tim Burton, e os Supermen Tom Welling, de Smallville, e Brandon Routh, que, mesmo já vivendo Ray Palmer/Átomo em Legends of Tomorrow, voltaria a vestir a capa do Homem de Aço, repetindo seu papel no filme Superman: O Retorno depois de 14 anos.
O atrativo do evento, porém, não era a manada de atores relacionados à DC fora dos quadrinhos, mas sim a promessa de mudança carregada por seu título e história, ambos inspirados na HQ de mesmo nome criada por Marv Wolfman e George Pérez (Novos Titãs), em 1985.
Assim como o primeiro grande retcon da editora, a Crise da CW tinha como principal objetivo mudar para sempre os rumos do Multiverso conhecido do Arrowverse.
E, apesar do plano ambicioso, a equipe liderada por Marc Guggenheim, showrunner de Arrow, entregou um especial mais que satisfatório.
Embora a CW seja conhecida por transformar grande parte de suas séries em “novelões adolescentes”, os roteiristas do crossover mantiveram, até onde possível, uma independência das enroladas subtramas que frequentemente quebram o ritmo das séries da emissora.
Graças à boa introdução proporcionada pelos episódios de Arrow, Crise nas Infinitas Terras começa sem enrolação, eliminando diversos universos (incluindo os de Ward e Whul) antes de Lyla/Precursora (Audrey Marie Anderson), a serviço do Monitor (LaMonica Garrett), aparecer na Terra-38 para avisar do cataclisma que ameaça o Multiverso.
Em uma cena rápida, porém emocionante, Kara/Supergirl (Melissa Benoist) vê a última colônia de Krypton ser eliminada, junto com sua mãe (Erika Durance), levando a heroína ao desespero segundos antes da chegada de Lyla, que surge com Flash (Grant Gustin), Batwoman (Ruby Rose) e Arqueiro Verde (Stephen Amell), Átomo e Canário Branco (Caity Lotz).
Assim como tem sido em todos os crossovers que participa, a atuação de Benoist se destaca em meio à multidão de atores.
Em poucos segundos, a atriz transparece cada pensamento de Kara e, constantemente, é sua personagem que serve como o grande termômetro emocional do especial.
Outro grande destaque é o Superman de Tyler Hoechlin, geralmente jogado para escanteio em eventos do Arrowverse.
Seu Clark Kent é sorridente e esperançoso e sua interação com outros personagens – especialmente com os outros Supermen – parece ser diretamente retirada das páginas de uma revista do Homem de Aço.
Com cenas de ação muito bem dirigidas e apresentando o melhor da galhofa das HQs, Crise nas Infinitas Terras dá pouco tempo para respiro em seus cinco episódios.
Mesmo momentos mais expositivos, como a introdução do Raio Negro (Cress Williams) ao Arrowverse ou a máquina de antimatéria do Anti-Monitor (Garrett) carregada pelo contínuo movimento do Flash da Terra-90 (John Wesley Shipp), têm um propósito no final da trama e carregam uma carga emocional que não poderia ser ignorada.
Por outro lado, é impossível dizer que todas as participações especiais foram bem aproveitadas.
Enquanto o Bruce Wayne de Kevin Conroy desenvolve não só a história, mas a personalidade de Kate e sua amizade com Kara, a aparição de Tom Welling parece uma homenagem vazia e em nada acrescenta à Crise além de uma reviravolta previsível.
Outro personagem decepcionante é Ryan Choi (Orsic Chau).
Apesar de ter uma introdução forte na terceira parte do especial, o futuro Átomo II passa quase despercebido no quarto episódio e é completamente abandonado no quinto, aparecendo apenas para ser salvo por Barry e Sarah.
Essas participações, felizmente, são compensadas pelo duplo trabalho de Brandon Routh, que entrega um dos diálogos mais hilários da história do Arrowverse, quando Ray Palmer começa a questionar sua similaridade ao antigo Superman dos cinemas.
A luta entre o kryptoniano de Hoechlin e o Homem de Aço de Routh, aliás, é o auge do fan service bem feito, apesar do orçamento limitado do canal The CW.
Mesmo a aparição surpresa de Ezra Miller, o Flash do DCEU, fica para trás em comparação ao combate sobre o globo do Planeta Diário.
Além do retorno a Smallville, outro ponto negativo de Crise nas Infinitas Terras é sua previsibilidade.
Enquanto alguns acontecimentos eram inevitáveis, como a união do multiverso em uma Terra Primordial e a morte de Oliver, outros momentos poderiam ter sido melhor apresentados pelos roteiristas.
Embora o retorno do Arqueiro no papel de Espectro tenha sido emocionante, eliminá-lo após apenas um episódio deu uma sensação extremamente anticlimática à batalha no Despertar do Tempo.
E, embora o episódio de Legends of Tomorrow tenha sido a melhor e mais divertida parte do crossover, o retorno quase imediato do Anti-Monitor era certo desde seu desaparecimento na luta contra o Espectro.
Ainda assim, Crise nas Infinitas Terras entregou ao seu público mais do que o esperado.
Entre as emocionantes atuações de Lotz, Benoist e Williams e a trama deliciosamente autorreferente, o crossover não poupou em nenhum quesito.
Com direito a frases feitas – “você falhou com este universo” é tão lindo quanto piegas –, participação do próprio Marv Wolfman e a criação oficial da Liga da Justiça, o evento colocou o universo televisivo da DC/CW, agora totalmente unificado no Arrowverse, em um patamar que poucas produções de herói na TV jamais ousaram alcançar.
O canal Warner exibe o crossover todo domingo, no inacreditável horário das 22h30 - ou seja, o canal brasileiro não quer, mesmo, que ninguém assista.