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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

'SUPERMAN - O FILME': QUARENTA ANOS DEPOIS, UM DOS MELHORES LONGAS DE SUPER-HERÓI JÁ FEITO RETORNA AOS CINEMAS BRASILEIROS

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A Rede Cinemark anunciou que o longa de 1978, estrelado por Christopher Reeve, vai retornar aos cinemas brasileiros
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Quarenta anos depois do lançamento, a rede, em parceria com o site Omelete, fará uma sessão especial da versão remasterizada em várias cidades do país, no próximo dia 04 de dezembro.

Os quarentões ou cinquentões que assistem hoje nos cinemas essa avalanche de filmes de heróis das eternas concorrentes Marvel e DC dão um risinho de canto de boca e relembram que estavam presentes quando o primeiro grande filme de super-herói, que completa 40 anos em 2018, alcançou as telonas.

Relegados apenas a poucos telefilmes ou séries de TV, os super-heróis ganharam finalmente uma superprodução em 1978, ano em que o filme estreou nos Estados Unidos.

Por aqui, Superman - O Filme só chegou em 6 de abril de 1979, uma espera de quase seis meses em relação à estreia em seu país de origem.

Foi a produção mais cara já feita até então - 55 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 220 milhões de dólares atualmente - e chegou a faturar 300 milhões de dólares - pouco mais de 1 bilhão em valores atuais.

O longa, dirigido por Richard Donner, com roteiro de Mario Puzo (autor de O Poderoso Chefão) conta a origem do herói, desde que seus pais o tiraram do planeta Krypton, que estava sendo destruído - e o mandaram para a Terra ainda bebê em uma minúscula nave.

O pequeno Kal-El cai na Terra e é criado por um casal já idoso, do interior do estado americano do Kansas - Johathan e Martha Kent.

O filme mostra um pouco da infância e da adolescência de Clark Kent, mas acaba focando mais na sua vida adulta, quando ele arranja um emprego de repórter jornal Planeta Diário, em Metrópolis e principalmente quando ele faz suas primeiras aparições como o Superman.

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Clark se transforma no Superman: cena icônica retratada no longa
O elenco estelar era encabeçado por Marlon Brando, que fez Jor-El, o pai do herói em Krypton, e por Gene Hackman, impagável no papel do vilão Lex Luthor.

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Marlon Brando e Susanah York, em cena do longa como os pais kryptoniados do herói
Já os Kent foram interpretados por Henry Ford e Phyllis Thaxter.

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 Henry Ford e Phyllis Thaxter, em foto dos bastidores
O papel principal foi dado ao quase novato Christopher Reeve, um jovem com pouca experiência em cinema e TV, mas que os produtores escolheram para o papel assim que ele apareceu para o teste, com o terno amarrotado e o jeito desajeitado de Clark Kent.

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Reeve, em foto promocional do longa
E até hoje, ninguém conseguiu representar melhor o último filho de Krypton do que ele.

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Hackman, em cena como Lex Luthor
Lois Lane foi vivida pela atriz Margot Kidder, já veterana em cinema e TV naquela época.

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Margot Kidder, em foto promocional à época do lançamento do longa
A cena em que o Superman leva Lois em um passeio voando pela cidade ao som de uma versão instrumental de 'Can You Read My Mind' se tornou icônica - como icônico também se tornou o tema de abertura do longa, composto por John Williams.

Relembre a cena do voo:


Christopher Reeve morreu em 2004, depois de anos paralisado por conta de um acidente enquanto cavalgava - sua fortuna até hoje é dirigida a pesquisas para trazer mobilidade a tetraplégicos, como ele.

Margot Kidder morreu no último dia 14 de maio, aos 69 anos.

Infelizmente, ele não está mais aqui para voltar no tempo e evitar que ela morra, como no filme.

A rede Cinemark promete cópias remasterizadas em 4K - ou seja, para quem não viu no cinema, é um momento simplesmente imperdível.

Relembre o trailer do longa:

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

ESCÂNDALO: CENA DE SEXO ANAL DE O 'ÚLTIMO TANGO EM PARIS' AINDA REVOLTA HOLLYWOOD; BERTOLUCCI RESPONDE

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A atriz francesa Maria Schneider não sabia o que aconteceria na 'cena da manteiga'
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Diversos atores de Hollywood criticaram nos últimos dias o diretor italiano Bernardo Bertolucci e o ator americano Marlon Brando, já morto, após uma entrevista do cineasta, concedida em 2013, admitindo ter filmado uma cena de sexo não consentida em um de seus longas mais aclamados,  ter voltado à tona essa semana, quando o vídeo foi republicado por uma ONG espanhola.

Nela, Bertolucci conta que a atriz francesa Maria Schneider não sabia o que aconteceria na cena em que Paul (Marlon Brando) usa manteiga como lubrificante para fazer sexo anal com ela  em 'O Último Tango Em Paris' (1972)- uma das mais famosas e polêmicas cenas do cinema.

Bertolucci (de chapéu) dirige Brando e Schneider, numa cena do filma - Divulgação
"A sequência da manteiga foi uma ideia que tive com Marlon na manhã anterior à filmagem. Fui horrível com Maria, porque não lhe disse o que iria acontecer",  disse o diretor na entrevista.

Para piorar, ele ainda disse que a intenção era que Schneider reagisse "como uma menina, não como um atriz".

No vídeo, Bertolucci conta que não voltou a ver a atriz depois das filmagens do filme, porque "ela o odiava".

Ele ainda disse: 

"Para fazer filmes, e obter algo, às vezes precisamos ser completamente frios".

Lógico, a polêmica voltou com tudo.

"Para todas as pessoas que amam esse filme, o que vocês estão vendo é uma garota de 19 anos ser estuprada por um homem de 48. O diretor planejou o ataque", acusou a atriz Jessica Chastain no Twitter.

Evan Rachel Wood republicou o comentário de Chastain e chamou a situação de "dolorosa e ultrajante".

"Os dois são indivíduos muito doentes para pensar que estava tudo bem."

"Eu nunca vou olhar para este filme, Bertolucci ou Brando da mesma forma. Isto é além do nojento. Sinto muita raiva", disse Chris Evans.

Em uma entrevista  ao Daily Mail em 2007, Maria Schneider afirmou que se sentiu humilhada e "um pouco estuprada" durante as filmagens do longa.

A cena não estava no roteiro original e a atriz foi informada da mudança pouco antes da filmagem.

"Marlon me disse: 'Maria, não se preocupe, é só um filme'. Mas durante a cena, mesmo que o que Marlon estava fazendo não fosse real, eu estava chorando lágrimas de verdade'. Eu estava com tanta raiva", lembrou.

"Eu deveria ter ligado para o meu agente ou pedido que meu advogado fosse ao set porque você não pode forçar alguém a fazer algo que não está no roteiro, mas na época eu não sabia disso", finalizou Maria, ao falar sobre o assunto.

Brando e Schneider, na polêmica cena - Divulgação
Como se sabe, o longa foi um dos motivos que levaram a atriz a enfrentar uma longa batalha contra a depressão.

Ela morreu em 03 fevereiro de 2011, aos 58 anos, vítima de câncer.

Já Marlon Brando, considerado um dos maiores atores americanos de todos os tempos, morreu em 1 de julho de 2004, aos 80 anos, de insuficiência respiratória.

Finalmente agora pela manhã, o diretor Bernardo Bertolucci publicou um comunicado em resposta às críticas que vem recebendo.

Leia:

"Maria sabia de tudo porque ela tinha lido o script, no qual estava tudo descrito. A única novidade foi a ideia da manteiga. E isso, como eu fiquei sabendo muitos anos depois, ofendeu Maria. Não a violência à qual ela foi submetida na cena, que estava escrita no roteiro", diz.

"Há muitos anos na Cinémathèque Française alguém me pediu detalhes na famosa cena da manteiga. Eu especifiquei, mas talvez não tenha sido claro, que decidi com Marlon Brando não informar Maria que usaríamos manteiga. Queríamos uma reação espontânea dela sobre o uso impróprio. Aí está o mal entendido. Alguém pensou, e pensa, que Maria não tinha sido informada da violência contra ela. Isso é falso!", afirma o diretor.

Isso ainda vai dar pano pra manga.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

'DON JUAN DE MARCO': BLU-RAY TRAZ DESEMPENHOS SENSACIONAIS DE JOHNNY DEPP, MARLON BRANDO E FAYE DUNAWAY



No longa "Don Juan de Marco" (1994) dirigido por Jeremy Leven, é possível ver Johnny Depp em um de seus primeiros e impactantes trabalhos nas telonas.

Depp - que já havia atuado em "Edward Mãos de Tesoura" e "Ed Wood", de Tim Burton e já era bastante conhecido por conta do seriado "Anjos da Lei", onde participou até 1990 - aqui vive um jovem que, nos Estados Unidos dos anos 90, insiste em vestir uma máscara e uma capa, se dizendo o famoso Don Juan mexicano, que esteve com 1.500 mulheres, "Don Octavio del Flores".

Prestes a cometer suicídio - quer pular de um prédio em Los Angeles, porque o amor de sua vida, Doña Ana - Géraldine Paihas - não o quer mais depois de saber de seu passado libertino, ele é impedido pelo Dr. Jack Mickler - Marlon Brando, em sua última grande performance - um psiquiatra prestes a se aposentar, não sem antes fazer questão de cuidar deste último paciente.

Brando, lenda das telonas, já tinha 70 anos e estava muito acima do peso, mas sua performance é simplesmente maravilhosa.

Divulgação
Johnny Depp, em cena de "Don Juan de Marco" (1994)
Conseguindo fazer com que o jovem apaixonado desista de pular, o psiquiatra ouve de Don Juan sua história de vida, começando pela infância idílica que teve no México, em que conhece o encanto que exerce sobre as mulheres bem cedo.

Mickler, em vez de ver o jovem como um louco varrido, começa a ficar fascinado com suas histórias, e o romantismo do jovem inspira o quase aposentado médico a ser mais atencioso com sua mulher, interpretada por Faye Dunaway - em seu último papel digno de registro.

De forma quase fantástica, o médico, antes apático e cansado, se transforma num amante vigoroso e atencioso e, em vez de curar o jovem delirante, acaba ele mesmo "se curando" - ou enlouquecendo.

Don Juan aceita admitir que "pirou um pouco", mas vive sua fantasia por se recusar a viver a vida dita "normal", sem a graça e as cores de suas histórias de amor mirabolantes.

Outro ponto positivo do longa é a trilha sonora, já que poucos filmes conseguem a façanha de serem identificados apenas por uma música.

"Have you ever really loved a woman?", de Bryan Adams, consegue isso de uma maneira muito feliz, pela perfeita união de um músico pop e um grande nome do flamenco, o violonista espanhol Paco de Lucía.

Assim como na versão do filme em DVD, no Blu-ray também é possível ver o videoclipe da música, dirigido por Anton Corbijn - na época, a canção ganhou versão em português, "Um homem quando ama", na voz de Chitãozinho e Xororó.

Na biografia "O Mundo Secreto de Johnny Depp", o autor Nigel Goodall conta que Depp ficou interessadíssimo em fazer o papel, mas colocou uma condição para isso: só faria se Marlon Brando estivesse na produção.

O diretor chegou a ficar preocupado: "Achei que o projeto tinha ido por água abaixo, mas levei um susto quando Marlon mandou dizer que estava, sim, interessado".

No livro, Depp relata que ficou um pouco nervoso antes de se encontrar com Brando - um dos maiores atores do cinema de todos os tempos e uma das grandes influências do jovem ator: 
"Estava muito nervoso a caminho da casa dele, mas assim que o vi, no mesmo instante, como num passe de magica, ele me deixou à vontade quando disse 'Olá!'. E então se transformou no cara maravilhoso com quem trabalhei. Ele é o maior de todos os motivos para eu ter feito o filme", conta.

Com tudo isso, "Don Ruan de Marco" é um filmaço, que merece ser visto e revisto e que, sem dúvida, ganhará um lugar de destaque na sua videoteca.

Confira trailer:
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"DON JUAN DE MARCO"
Título Original:
Don Juan de Marco
Diretor:
Jeremy Leven
Estúdio:
Warner Home Video
Tipo de mídia:
Blu-Ray
Quantidade de discos:
1
País de produção:
EUA
Duração:
97 minutos
Formato de tela:
1080 pixels alta Definição- 16 x9 - 1.78
Sistemas de som:
DTS-HD Master Audio: Inglês 5.1, Dolby Digital: Português (Brasil) 1.0, Espanhol 1.0
Preto e Branco/Colorido:
Colorido
Classificação indicativa:
14 Anos
Idiomas:
Inglês, Espanhol e Português
Legendas:
Inglês, Espanhol e Português
Extras:
Menu Interativo
Seleção de Cenas
Clip Musical - Brian Adams
Trailers de outros títulos
Embalagem impressa em Português
Encarte impresso em português com fotos e índice de cenas.
Menu principal em português sem som ou animação com seleção de capítulos com 14 cenas
Filmografia de Johnny Depp, Marlon Brando, Faye Dunnaway
Sinopse em Português
Ficha Técnica (Créditos)
Filmografia do diretor Francis Ford Coppola
Trailer em inglês legendado em Português
Quanto:
R$ 39,90
Onde Comprar:
Cotação do Klau:

sábado, 26 de março de 2011

TENESSEE WILLLIAMS: NOS 100 ANOS DO SEU NASCIMENTO, VISCERAL AUTOR AMERICANO CONTINUA SENDO LIDO, ENCENADO E ADMIRADO PELAS NOVAS GERAÇÕES

Tenessee Williams é um raro tesouro para as novas gerações.

Considerado o grande renovador do teatro americano, Williams, que completaria 100 anos neste sábado (26), ainda é um dos autores nascidos nos EUA mais lidos e encenados, com a contínua representação nos palcos de clássicos como
"Um Bonde Chamado Desejo" e reedições editoriais.

Autor de dezenas de obras de teatro e vários livros de relatos como
"A Noite da Iguana e Outras Histórias", disse em mais de uma ocasião que começou a escrever porque achava "a vida insatisfatória".

Nascido em 1911 no estado sulista do Mississipi, filho de um vendedor de sapatos e de uma cantora, Thomas Lanier Williams estudou jornalismo na Universidade do Missouri, mas logo revelou ter mais interesse pela ficção.

Durante a Grande Depressão, trabalhou por vários anos em uma fábrica de sapatos de Nova Orleans, o que influiu notavelmente em sua obra e contribuiu para sua carreira como grande retratista - na fábrica, sofreu uma crise nervosa, que o obrigou a deixar o trabalho e retornar à literatura.

Arquivos do Klau
O escritor americano Tenessee Williams, em imagem dos anos 70

Suas obras se caracterizam por diálogos rápidos e pungentes, que retratam a decadência, frustração sexual e violência reprimida da América, através de personagens autodestrutivos.

Muitos deles refletiam a própria personalidade do escritor, que escancarava sua homossexualidade e dependência de álcool e drogas em suas obras.

Entre seus personagens mais conhecidos sobressaem Stanley Kowalski e Blanche DuBois, protagonistas de "Um Bonde Chamado Desejo", cuja bem-sucedida versão cinematográfica dirigida por Elia Kazan, em 1951, transformou as interpretações de Marlon Brando e Vivien Leigh num dos maiores clássicos das telonas.

No entanto, os dramas de Williams - que trocou seu nome em 1939 pelo do estado natal de seu pai, Tennessee - nem sempre foram bem recebidos, devido à dureza de sua escrita.

O cardeal de Nova York, Francis Spellman, qualificou o roteiro do filme
"Boneca de Carne" (1956), também dirigido por Kazan, como "repugnante, deplorável, moralmente repulsivo e ofensivo aos padrões cristãos da decência".

Apesar de o filme "Um Bonde Chamado Desejo" ser frequentemente censurado - algumas de suas cenas tiveram que ser cortadas, já para a versão final - Williams foi ganhando pouco a pouco o reconhecimento do público e da crítica.

Foi agraciado com o Prêmio Pulitzer de Teatro em duas ocasiões: primeiro por
"Um Bonde Chamado Desejo", em 1948; depois por "Gata em Teto de Zinco Quente", em 1955, além de ter recebido o Prêmio Tony de Teatro por seu drama "A Rosa Tatuada", em 1951.

Entre o final dos anos 40 e o início dos anos 60, o dramaturgo produziu a maior parte de suas melhores obras, época que coincidiu com sua relação com Frank Merlo, soldado americano de origem siciliana, com quem viveu entre 1947 e 1962.

Com a morte de Merlo em 1963, Williams mergulhou no mundo de drogas e álcool, o que o levou a ser hospitalizado em 1969.

O centenário de seu nascimento coincide com a morte nesta semana de
Dame Elisabeth Taylor, que recebeu uma indicação ao Oscar por sua magistral atuação como Maggie, a protagonista, junto a Paul Newman, em "Gata em Teto de Zinco Quente" (1958).

Durante os anos 70, Williams se concentrou em escrever suas memórias e, em 1980, apresentou sua última obra, que travata da relação tempestuosa de F. Scott fritzgerald - autor de "O Grande Gatsby" - com sua esposa Zelda, que foi um grande fracasso.

Apenas três anos depois, em 25 de fevereiro de 1983, Williams morria, aos 71 anos de idade, em seu quarto do Hotel Elyseé de Nova York, após uma mistura de álcool e comprimidos.

Agora, por ocasião dos cem anos de seu nascimento, a Biblioteca dos Estados Unidos lança uma edição com mais de 33 dramas de Williams, em 2.053 páginas - até o momento, os únicos dramaturgos representados nesta prestigiosa coleção foram Eugene O'Neill, George S. Kaufman, Arthur Miller e Thornton Wilder.

O texto de Tenessee Williams continua atual, crucial e duro, um dos maiores exemplos da sociedade americana no século 20, e será sempre um raro prazer ver qualquer um deles encenado, nos palcos ou nas telonas.

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A Livraria da Folha tem alguns bons livros e filmes, baseados na obra de Tenessee Williams em oferta; separei dois livros e um DVD:

49 Contos de Tennessee Williams
"49 CONTOS DE TENESSEE WILLIAMS"

Nesta reunião de contos, Tennessee Williams, dono de um tom de voz narrativo envolvente, apresenta uma galeria de personagens frágeis, insensatos, perdidos.
Por vezes, são maravilhosamente loucos ou desvairadamente lúcidos, mas sempre apaixonantes.
É por amor que constrói os personagens de suas peças, diz Tennessee Williams no relato autobiográfico que serve de prefácio a esta obra.
Entre os 49 contos selecionados, há alguns textos inéditos e outros que apareceram pela primeira vez em revistas americanas.

De: R$ 54,00
Por: R$ 45,90

Link para comprar:

Um Bonde Chamado Desejo
"Um Bonde chamado desejo"
Um triunfo na literatura, no teatro e no cinema.
Assim se consagrou essa peça.
Desde sua publicação em 1947, foi aclamada na literatura com o prêmio Pulitzer,
no teatro com a magistral interpretação do então novato Marlon Brando
e no cinema com o estouro de bilheteria que foi o filme de Elia Kazan.
É o retrato de uma sociedade decadente, personificada por Blanche DuBois,
uma bela mulher que volta para a casa da irmã por não ter mais para onde ir.
À beira da loucura, traumatizada e sofrida, ela entra em confronto com o mundo
rude e viril do cunhado, Stanley Kowalski.
Essa tensão, estabelecida entre o refinamento e a brutalidade,
mostra uma família em ruínas num mundo conflituado,
sem lugar para o amor e para a sensibilidade.
Um dos grandes textos do século 20.
De: R$ 14,00
Por: R$ 11,90
Link para comprar:

Gata em Teto de Zinco Quente
"GATA EM TETO DE ZINCO QUENTE"

"Eu não estou vivendo com você".
Maggie dispara a frase secamente contra Brick.
"Nós ocupamos a mesma jaula, isso é tudo".
As cruas emoções e diálogos brilhantes de Tenessee Williams ecoam como uma tempestade nesta versão cujas ardentes performances e tema adulto transformaram-na em um campeão de bilheterias.
R$ 29,90
LINK PARA COMPRAR:

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

A SEMANA NO CINEMA

"Shrek para sempre", arrebentando na bilheteria americana

Imagem: Divulgação DreamWorks

Os personagens da animação "Shrek"

A última aventuras do ogro verde estreou com apetite nos cinemas americanos e abocanhou a bilheteria no fim de semana de estreia, com muita vantagem sobre "Homem de Ferro 2" e "Robin Hood", informou o site "Box Office Mojo".

"Shrek Para Sempre" arrecadou mais de US$ 71 milhões e derrubou a sequência de "Homem de Ferro", até então o filme mais visto no país desde 7 de maio.

Mas o bom resultado ficou longe de superar a renda obtida pelos antecessores "Shrek 2" (2004) e "Shrek Terceiro" (2007), que no fim de semana de estreia arrecadaram US$ 108 milhões e US$ 121 milhões, respectivamente.

"Homem de Ferro 2" ainda conseguiu manter parte de sua força e atingiu US$ 26,6 milhões entre sexta-feira e domingo, enquanto "Robin Hood" somou US$ 18,7 milhões.

Abaixo do pódio dos três heróis, o drama romântico "Cartas para Julieta" obteve US$ 9,1 milhões, mais que o dobro dos US$ 4,2 milhões do romance "Just Wright".

A estreia de "MacGruber" - uma aposta de ação e humor sobre um ex-agente secreto que volta à ativa para acabar com seu arqui-inimigo quando este põe em perigo a segurança dos americanos - entrou em cartaz com a discreta arrecadação de US$ 4,1 milhões.

A comédia "Uma Noite Fora de Série" faturou US$ 2,8 milhões, e o remake de "A Hora do Pesadelo" obteve US$ 2,2 milhões. Já animação "Como Treinar Seu Dragão" conseguiu US$ 1,8 milhões.
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Vida de Marlon Brando vai virar filme

Foto: Arquivo do Klau
O ator Marlon Brando

O diretor Damian Chapa será o responsável por levar ao cinema um filme sobre a vida do ator Marlon Brando (1924-2004), informou hoje em comunicado a produtora Amadeus Pictures.

O começo das filmagens de "Brando Unauthorized" está previsto para o dia 5 de julho.

O foco do filme será a infância do lendário ator e a relação com seu filho Christian, deixando um pouco de lado sua carreira no cinema.

Segundo o comunicado, a mãe de Brando teve muitos problemas com o álcool e seu pai chegou a abusar sexualmente do ator quando este era pequeno.

O próprio Damian Chapa fará o papel do ator no filme.

Já Christian será interpretado pelo filho do diretor, Ricco.

Em depoimento a um tribunal em 1991, Brando relatou a difícil infância de seu filho Christian, mas não pôde evitar que fosse condenado a dez anos de prisão pelo assassinato do namorado de sua meia-irmã Cheyenne, que se suicidaria pouco depois.

"É uma história intensa, que vamos basear em documentos de domínio público", disse Chapa.

O diretor admitiu que Brando é seu ator favorito e que sempre se interessou em gravar um filme sobre ele, desde que descobriu seu amor pelos índios americanos.
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Adrien Brody também estará no elenco do novo filme de Woody Allen

Foto: Jonathan Hayward/AP

Adrien Brody, na premiére do filme "Ensaio Sobre a Cegueira", de Fernando Meirelles


O ator Adrien Brody foi confirmado no elenco de "Midnight in Paris", do diretor Woody Allen, segundo o site "Hollywood Reporter".

Brody venceu o Oscar por sua atuação em "O Pianista", de Roman Polanski, em 2002.

O novo longa do diretor deve começar a ser filmado em Paris durante o próximo verão europeu, e a história gira em torno de uma família em uma viagem de negócios.

Também atuarão no longa: Owen Wilson, Marion Cotillard, Rachel McAdams, Kathy Bates, Michael Sheen, e a primeira dama da França, Carla Bruni-Sarkozy.

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Guillermo del Toro diz que filmagem de "O Hobbit" está parada

Foto: AP

Guillermo del Toro

O diretor mexicano Guillermo del Toro revelou que sua adaptação para o cinema de "O Hobbit" - de J.R.R. Tolkien - está parada há meses, devido aos problemas financeiros enfrentados pela Metro Goldwyn Mayer(MGM).

Em uma entrevista pelo telefone para divulgar o filme "Splice" - onde é o produtor executivo - Del Toro mostrou seu pesar pela situação de "O Hobbit", projeto que o fez mudar com sua família para a Nova Zelândia há mais de um ano.

"Há um orçamento, um plano de gravação, mas não pode haver sinal verde até que se termine de vender o estúdio, que tem os direitos do filme".

A MGM passa por uma situação crítica, com uma dívida de US$ 3,7 bilhões e submetida ao controle de uma série de fundos de capital de risco.

Os acionistas rejeitaram uma oferta de compra apresentada há dois meses pelo grupo Time Warner - proprietário da Warner Brothers, estúdio que compartilha com a MGM os direitos de "O Hobbit", e se opuseram a uma ampliação de capital, como foi proposto pela direção da companhia.

O filme seria lançado em junho, depois em novembro, e agora sua estreia foi passada para 2012.

"Estamos há muitos meses em um compasso de espera muito grande e ninguém sabe quando se resolverá. É inquietante, mas estarei aqui (na Nova Zelândia) até que o corpo aguentar", declarou Del Toro, que insistiu em que tudo está pronto para recomeçar a produção.

É mais um projeto que não se completa, devido à insolvência da MGM. O primeiro, já cancelado foi o novo filme de James Bond.

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ATÉ SEXTA!