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sábado, 3 de outubro de 2020

'THE GOOD DOCTOR': 4ª TEMPORADA GANHA PRIMEIRO TEASER

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O vídeo foi divulgado pela ABC 
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 Assista:

Nos EUA, a terceira temporada tem registrado uma média de 0.82 na demo, e um total de 5.6 milhões de espectadores. 

 Em comparação ao ciclo anterior, há uma queda de apenas 26% na audiência. 

 A trama foca no Dr. Shaun Murphy (Freddie Highmore), um jovem cirurgião com autismo e síndrome de Savant que se muda de uma vida tranquila no interior para se juntar à unidade cirúrgica de um hospital de prestígio. 

 Sozinho no mundo e incapaz de se conectar pessoalmente com aqueles que o rodeiam, Shaun usa seus dons médicos extraordinários para conquistar seus colegas e salvar as vidas dos pacientes. 

 Além de Highmore, o elenco conta com Nicholas Gonzalez, Antonia Thomas, Tamlyn Tomita, Hill Harper, Richard Schiff, Christina Chang, Paige Spara, Fiona Gubelmann, Jasika Nicole e Will Yun Lee. 

 O novo ano estreia no dia 2 de novembro, na ABC americana. 

 No Brasil, a série é exibida pela Globo e todas as temporadas estão disponibilizadas no Globo Play.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

FREDDIE HIGHMORE: SAIBA MAIS SOBRE O PROTAGONISTA DE 'THE GOOD DOCTOR'

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Você deve ter visto Freddie Highmore várias vezes antes de 'The Good Doctor', mas nem todo mundo lembra que ele foi Charlie, a criança adorável de 'A Fantástica Fábrica de Chocolate' com o médico autista da série de sucesso
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A carreira de Highmore, começou em 1999, aos sete anos de idade e o fato de ser de uma família de artistas ajudou bastante.

Britânico, Alfred Thomas Highmore é filho de Sue Latimer, uma agente de celebridades - que cuidou, entre outros, da carreira de Daniel Radcliffe - e Edward Highmore, um ator de TV com passagem pela série Doctor Who.

Por isso, o filho se lançou desde cedo na televisão e no cinema.

Seu primeiro papel foi como o filho de Helena Bonham Carter em Women Talking Dirty, e depois encarnou ninguém menos que o jovem rei Arthur na série The Mists of Avalon.

Veja cena de Women Talking Dirty:


O garotinho já levava a profissão muito a sério:
"A diversão vinha do trabalho duro. Eu sabia que precisava me preparar bem, ser profissional, para não me decepcionar e nem decepcionar os outros ao redor. Era mais do que apenas decorar falas: eu precisava saber como trabalhar dentro daquele ambiente de filmagens", explicou em entrevista ao Evening Standard.

A primeira grande oportunidade veio com Era uma Vez Dois Irmãos (2004), drama familiar de Jean-Jacques Annaud sobre um garotinho incapaz de perceber o perigo que seus tigres de estimação poderiam representar.

Em seguida, os papéis de protagonista começaram a vir com 5 Criaturas e a Coisa (2004), e principalmente com Em Busca da Terra do Nunca (2004), quando atuou ao lado de Johnny Depp.

A atuação do garotinho foi tão impressionante que levou aos primeiros prêmios e indicações, como o Critic's Choice Awards e o Screen Actors Guild de ator coadjuvante.

Veja cena:


Quem mais se impressionou foi o próprio Depp, que sugeriu o garoto para o papel mais importante de sua curta carreira, em A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005).

Logo, ele estaria recebendo o tíquete dourado para conhecer Willy Wonka.

O sucesso do filme - pelo qual venceu o Critic's Choice Awards e o Saturn Awards - colocaram Highmore no radar de Hollywood como um valioso ator infantil.

Veja trailer:


Mas o garoto afirma ter tomado precauções para evitar a carreira meteórica e pouco duradoura de Macaulay Culkin, Lindsay Lohan e cia.

Primeiro, ele nunca quis se mudar da Inglaterra, tendo vivido no Canadá apenas durante a gravação de suas séries.

"Eu tenho sorte, porque tomo distância em relação a tudo isso. Meus pais, amigos estão todos em Londres. A escola e a faculdade também me permitem perceber a ilusão [da vida de ator] ao invés de acreditar que essa é a única realidade", ele afirma ao ES.

Por isso, ele cursou uma faculdade de letras (com especialização em árabe e espanhol), tentando levar uma vida comum enquanto mantém distância das redes sociais.

"Nunca tive nenhum desses, nem Twitter, nem os outros".

Se não podem seguir o ator pelas publicações online, os fãs acompanham o crescimento de Highmore no cinema e na televisão: ele começou a fazer inúmeros trabalhos de dublagem em A Bússola de Ouro (2007), Astro Boy (2009), Arthur e a Vingança de Maltazard (2009) e nos videogames derivados desses filmes.

Em 2011, o adolescente Highmore também apareceu em frente às câmeras na comédia romântica A Arte da Conquista, ao lado de Emma Roberts.

Veja:


A carreira sofreu uma nova guinada com a chegada das séries que protagonizou: primeiro, Bates Motel (2013 - 2017), no qual interpretava a versão jovem do psicopata Norman Bates, do clássico Psicose, dividindo a cena com Vera Farmiga.

O personagem assassino representou não apenas a oportunidade de desconstruir a aparência do "adorável ator mirim", mas também de conquistar dezenas de prêmios e passar às funções de roteirista, diretor e produtor - tudo isso aos 24 anos de idade.

Confira trailer da primeira temporada:


O ambicioso Highmore tentou criar sua própria série, junto de Kerry Ehrin, de Bates Motel.

A história seria uma comédia romântica sobre uma executiva bem-sucedida que se apaixonaria pelo jovem assistente no mundo dos negócios, mas o piloto não foi adquirido pela NBC.

Sem problema: ele logo tentou a sorte com a ABC, unindo-se aos criadores de House para produzir e estrelar a série The Good Doctor, cujas filmagens começaram três dias após a conclusão de Bates Motel.

O projeto era arriscado, por apresentar um jovem diagnosticado com autismo e savantismo (ou seja, uma inteligência excepcional aliada à dificuldade de interação social) que se torna cirurgião.

"Era uma responsabilidade imensa representar alguém como Shaun na televisão", ele explicou ao programa Live With Kelly and Ryan. 

"Conversamos com muitos especialistas, e tivemos um consultor sobre savantismo presente durante todas as filmagens. Também lemos muitos livros e vimos documentários. Mas sei que o Shaun nunca vai conseguir representar todas as pessoas afetadas com savantismo", completou.

Veja o trailer da primeira temporada:


Mas o público comprou a ideia: The Good Doctor tem sido líder de audiência nas noites de segunda em seu país, concorrendo de igual para igual com os sucessos American Idol e The Voice.

O final da primeira temporada, quando o brilhante médico comete um erro fatal, foi visto por 9,4 milhões de pessoas nos Estados Unidos.

Essa foi a cereja no bolo para a confirmação da segunda temporada, que estreia em 24 de setembro na ABC.

Para os brasileiros, a primeira está disponível na Globoplay.

A Globo ainda exibe a primeira temporada, todas as quintas.


CONFIRA OS TRABALHOS DO ATOR:








quarta-feira, 16 de agosto de 2017

'BATES MOTEL' : SÉRIE CHEGA AO FIM COM REVIRAVOLTA SURPREENDENTE

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Atenção! Spoilers à frente se você não assistiu ao episódio “Marion”, último da série
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O momento que todos esperávamos chegou: a cena em que Norman Bates (Freddie Highmore) mata Marion ( Rihanna) na icônica cena do chuveiro!

Só que não!

É que criadores da série, exibida no Brasil pelo Canal Universal, pegaram todos de surpresa com uma espetacular reviravolta.

Aqui, Marion mostrou que não é boba e apesar de ser conhecida como 'a vítima mais conhecida do cinema', conseguiu sair ilesa de 'Bates Motel' - quem morreu esfaqueado no chuveiro por Norman foi seu namorado.

Os fãs da série ficaram bem satisfeitos com essa reviravolta - afinal 'Bates Motel' não seria a mesma série se estivesse apenas mostrando o que já tínhamos visto no clássico 'Psicose' (1960), brilhantemente dirigido por Alfred Hitchcock .

No longa, Marion era interpretada por Janet Leigh e Norman Bates, vivido espetacularmente por Anthony Perkins.

Confira vídeo comparando a cena  do chuveiro original e a 'versão Bates Motel':


CRÍTICA - EPISÓDIO FINAL:

É normal sentir uma espécie de vazio quando uma de suas séries favoritas acaba.

Uma espécie de tristeza.

Mas esse não foi o caso de 'Bates Motel'.

A produção, que começou bem e só melhorou nas temporadas seguintes, teve um final digno a sua trajetória.

O seriado, que contou a história de Norman Bates, o psicopata do icônico filme de Hitchcock, 'Psicose', fugiu de tudo o que era esperado dele.

Desde o início, com uma simplicidade impressionante, rompeu com todas as expectativas.

A começar que 'Bates Motel' não foi uma série de época, ambientada nos anos 1960, como o longa.

A trama se passou nos dias atuais, com um Norman adolescente , usando um iPhone e  morando em uma cidade sombria, tomada pelo tráfico.

Uma história obscura que não começa com mortes, e cuja personagem principal, Marion Crane, só apareceu por dois episódios na última temporada.

A série contou, enfim, a história de Norman e sua mãe Norma (Vera Farmiga), e mais ninguém.

Ao contrário do filme, criamos uma relação profunda de empatia pelo psicopata que tira a vida de… quantas pessoas mesmo?

E tudo isso com a mãe encobrindo seus crimes e com a qual ele tem uma relação muito estranha.


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Norman e Norma - relação muito estanha
O roteiro que ganhou as telinhas por cinco anos e deixou os espectadores completamente extasiados, foi o grande segredo, por ser simples e cativante.

Mas não só de um bom roteiro se faz uma grande produção.

Freddie Highmore e Vera Farmiga deram total conta do recado e a cada episódio nos deram cenas e mais cenas antológicas.

Quem conhece o filme de 1960 percebe que a brilhante atuação do ator Anthony Perkins, que interpreta Norman, é fruto de muito estudo e trabalho.

Os trejeitos, a forma de falar, de andar… tudo está ali.

Freddie nos leva em uma viagem ao tempo, e vemos o personagem de Hitchcock ganhar vida em pleno século 21.

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Frame da 'cena do chuveiro' do longa de 1960
O que mais impressionou é que o programa não virou escravo de sua audiência e do seu sucesso.

A história terminou no momento certo, com apenas cinco temporadas, sem estender o enredo por mais dez episódios (o que poderia ter sido feito, mas acabaria com o ritmo da série, e jogaria por água abaixo um roteiro tão bem construído).

Aviso aos que ainda não viram toda a série: esse texto está cheio de spoilers.

O fim de Norman

É difícil explicar para as pessoas que não assistem a série sobre Norman, basicamente um psicopata, um serial killer.

Mas quem assiste sabe que no fundo, ele tem um bom coração, mas infelizmente tem uma doença.

Tudo o que ele quer no mundo é ficar com sua mãe - e o final entregou isso - também entregou a punição que todos estávamos esperando para Norman.

Um final justo e bonito.

O último episódio dá vários sustos no espectador.

Mas conhecendo a história como conhecemos e acreditando na habilidade dos roteiristas, esses sustos passam rápido.

Primeiro, achamos que Romero vai matar Norman quando eles vão para o meio do mato, sozinhos, no meio da noite, encontrar o corpo de Norma.

Seria o final esperado por Romero, mas uma morte cruel para Norman (que aliás, nem era Norman neste ponto) não seria o melhor.

Quando ele joga o garoto no chão e se debruça sobre o corpo da esposa morta, aos prantos, já sabemos o que vai acontecer.

Não tem outro jeito: adeus, Romero.

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Em seguida, após perceber que foi ele o responsável pela morte da mãe, Norman retoma controle sobre si, e finalmente a “mãe” se despede dele.

Essa outra personalidade que desde a infância o protegeu de todos os acontecimentos terríveis que o assombraram e o escondeu da cruel realidade em que vivia, finalmente vai embora.

Achamos que nesse momento Norman está “curado” e a partir de agora vai enfrentar sozinho as consequências dos seus atos.

Mas não, pois sabemos como o Norman do filme é.

Logo em seguida ele acorda e parece que tudo foi um sonho.

Logo pensamos: os roteiristas vão dar essa explicação para tudo o que aconteceu na série, que era tudo um sonho?

Depois de todos esses eventos traumatizantes, a mente de Norman vaga para o período mais feliz dele e de sua mãe, quando os dois estavam indo para o Bates Motel, recomeçar a vida, apenas os dois, felizes, sorridentes.

Os cortes das cenas ensolaradas, para o rosto sangrando, o cenário frio e o corpo congelado de Norma mostram como o seriado é brilhante.

A forma como Dylan (Max Thieriot) entra na história é ainda mais simples.

Norman vai fazer o check-in de uma mãe e seus dois filhos no hotel, e descobre que um deles se chama Dylan:

“O mesmo nome do meu irmão”.

E então liga para o irmão, sem nenhuma lembrança dos últimos cinco anos, querendo saber como ele está.

Ele conta sobre a mudança da família para o hotel, e diz que a mãe gostaria muito que ele fosse visitá-los.

Momentos antes de Norman receber o tiro disparado por Dylan, que tira sua vida, ele diz algo que faz com que toda a série faça sentido:

"Se você quiser muito alguma coisa, é só acreditar, que ela pode se tornar realidade".

E após ser ferido, nos últimos momentos de vida, ele finalmente imagina o reencontro com a mãe.

E a cena final - o cemitério, a lápide, os dois enterrados juntos - foi simplesmente espetacular.

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Fim de Romero

O final de  Alex Romero (Nestor Carbonell)  pode não ter sido muito bom para os fãs do personagem, mas para que o via como um vilão foi o fim mais acertado.

Primeiro, ele consegue algo que queria desde a morte de Norma - confrontar o filho dela.

Ele aponta para o corpo da esposa e grita para o garoto que foi ele quem a matou.

Romero precisava disso, precisava vê-la mais uma vez, se despedir da forma correta - lembram que ele discutiu com o Norman no velório e foi embora?

E ele consegue tudo isso nos seus momentos finais.

E claro, depois ele morre pelas mãos de Norman, o que já sabíamos que aconteceria, já que a briga entre os dois pelo amor de Norma só poderia ter um fim trágico.

Até porque, ele não tinha mais futuro nenhum, era um homem desesperado atrás de vingança, fugitivo da polícia, assassino.

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Fim de Dylan

Outro final que surpreendeu.

Quem achava que Dylan (Max Thieriot) iria matar Norman, se deu mal.

O irmão, que teve uma vida sofrida, fruto de um estupro, ignorado pela mãe, finalmente estava levando uma vida tranquila.

Casou com Emma, teve uma filha, estava morando em outra cidade - e aí descobre que a mãe morreu e que o irmão está completamente louco.

E na cena final, com Norman, mais uma coisa fica clara: tudo o que ele queria, era o mesmo que Norman queria, uma vida feliz, tranquila, com a família unida.

Mas a vida real está ali, na sua frente.

A mãe que ele não via há dois anos está morta na mesa de jantar, o irmão está segurando uma faca na sua frente, em uma última tentativa de se agarrar ao mundo fantástico que ele criou - e não há mais saída.

Dylan quer o bem de Norman, por isso se recusa a chamar a polícia, como Emma sugere.

Ele sabe que não tem como ter um final feliz, mas não quer quer o irmão seja maltratado.

No final, segurando a arma, ele toma a decisão de terminar com o sofrimento de Norman, ao mesmo tempo que se defende e evita se tornar mais uma de suas vítimas.

Enfim, ele volta para Emma e sua filha, e eles podem finalmente começar a vida que querem, longe de toda essa enorme confusão que aconteceu no Bates Motel.

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A redenção de Marion Crane

O grande momento de Rihanna na série.

A cantora e atriz entrou na trama para dar vida a icônica personagem de 'Psicose', Marion Crane, mas como os roteiristas já haviam avisado, eles não recriaram a cena do chuveiro, em que ela é esfaqueada.

Desta vez quem é morto no banheiro do hotel é o seu namorado, que, na realidade, era casado com uma empresária da cidade.

Marion, ao descobrir que havia sido enganada, em um momento de raiva e vingança, arrebenta o carro do namorado.

Não há nada mais incrível do que ver a vítima de 'Psicose' se livrando do destino que todos achamos que ela iria ter e aparecendo na tela como uma mulher forte, furiosa, e inteligente.

Mais uma vez, temos que agradecer aos roteiristas por isso.

Sensacional!

Formato:
Série
Gênero:
Terror-Drama-Mistério-Suspense-Horror psicológico
Desenvolvedor(es):
Carlton Cuse-Kerry Ehrin-Anthony Cipriano
País de origem:
Estados Unidos
Idioma original:
Inglês
Produtor(es):
Justis Greene-Christopher Nelson
Co-produtor(es):
Jamie Kaye Wheeler-Christopher Nelson-Cory Bird-Heather Meehan-Erica Lipez-Scott Kosar
Produtor(es) executivo(s):
Vera Farmiga-Mark Wolper-Roy Lee-John Powers Middleton-Kerry Ehrin-Carlton Cuse-Tucker Gates
Elenco:
Vera Farmiga-Freddie Highmore-Max Thieriot-Olivia Cooke-Nicola Peltz-Nestor Carbonell-Kenny Johnson
Emissora de televisão original:
A&E
Emissora de televisão brasileira:
Canal Universal
Transmissão original:
18 de março de 2013 – 24 de abril de 2017
Status:
Série finalizada
N.º de temporadas:
5
N.º de episódios:
50

COTAÇÃO DO KLAU:

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

BERLIM TEVE HOJE O PRINCIPAL CANDIDATO AO OSCAR, UMA COMÉDIA AUSTRÍACA SOBRE O NAZISMO, UM FILME BRASILEIRO E UMA REVELAÇÃO SURPREENDENTE

O favorito ao Oscar "O Discurso do Rei" fez sucesso hoje na Berlinale, com direito às presenças do diretor e atores, todos indicados ao prêmio da Academia.

Antes, pela manhã, Helena Bonham Carter participou da exibição e entrevista de outro filme em que trabalhou: "Toast", onde aparece loira numa trama ambientada nos anos 60.

Tivemos também um filme brasileiro e uma comédia austríaca, que tem o nazismo - tema tabu na Alemanha - como pano de fundo.
Mas a surpresa veio na edição especial da Berlinale da revista Variety - a mais importante revista americana de cinema: o ditador Adolf Hitler já fazia filmes no formato 3D na década de 1930!

Confira como foi o dia em Berlim:


HELENA BONHAM CARTER EM BERLIM: "CONFIAR NO DIRETOR É ESSENCIAL"

O ano começou a mil para a atriz Helena Bonham Carter: além de receber indicações em premiações importantes do cinema - entre elas o Oscar, no qual concorre a melhor atriz coadjuvante por "O Discurso do Rei" - a atriz participa do Festival de Berlim com dois filmes, ambos exibidos fora de competição, em sessões especiais - o próprio "O Discurso..." e "Toast".

Pascal Le Segretain/Getty Images

A atriz britânica Helena Bonham Carter participa da exibição de "Toast", hoje pela manhã em Berlim

Em "Toast", produção da BBC dirigida por S. J. Clarkson, ela aparece loira e interpreta uma mulher dos anos 1960 chamada Sra. Potter.

O protagonista da trama é o ator adolescente Freddie Highmore, mais conhecido por papeis infantis, como o Charlie de "A Fantástica Fábrica de Chocolate" - também estrelado por Helena, e dirigido por Tim Burton, marido da atriz na vida real.

Na entrevista coletiva de "Toast", a atriz disse ser coincidência o fato de trabalhar em duas produções britânicas no mesmo ano.
"Quando escolhi fazer estes filmes não sabia onde um deles seria filmado. Mas não me atenho a este tipo de detalhe. Se estão me pagando, vou para onde me pedem".

Confira o trailer de "Toast":


Sobre a escolha dos papeis, afirmou que a empatia com o personagem e a confiança no diretor são essenciais.
"Decido muito rápido [em fazer o filme] quando leio o roteiro. Com diretores, gosto de trabalhar com gente que sabe o que está fazendo, especialmente em filmes que envolvem crianças, que são um pouco mais difíceis. Se a produção é grande ou se é pequena não me importa. Importa se o diretor é competente".

HITLER 3D

Filmes rodados em 3D, na Alemanha nazista, foram encontrados nos arquivos federais de Berlim.
A surpreendente informação foi divulgada hoje, pela edição da revista "Variety" - que circula especialmente na Berlinale.

Segundo a publicação, dois filmes de 30 minutos cada, em preto-e-branco, foram encontrados pelo diretor australiano Philippe Mora, que está preparando um documentário sobre o uso das imagens no nazismo.

Divulgação

Cena do documentário de Philippe Mora está produzindo, mostra Adolf Hitler e sua amante Eva Braun cercado de crianças

O que mais surpreendeu Mora, neste caso, foi a tecnologia usada nesses filmes de propaganda - o 3D, na década de 1930, não era usado sequer em Hollywood.

O formato da moda no século 21 começou a ser testado pela indústria norte-americana - e chegou até a ser muito popular, principalmente em filmes "B" e de ficção científica - somente na década de 1950.

"Eles foram feitos por um estúdio independente para o ministério da propaganda comandado por Goebbels", contou o cineasta à Variety.

As imagens, logicamente, serão incoporadas ao documentário de Mora, e o achado só comprova, mais uma vez, o quanto a ciência da Alemanha nazista estava à frente do seu tempo.



"SÁTIRA NAZISTA" SURPREENDENTEMENTE É APLAUDIDA EM BERLIM

E por falar em Hitler, uma "sátira nazista" - feita por um diretor austríaco sobre um judeu que veste o uniforme de um oficial das SS para salvar a si mesmo e a mãe do holocausto - foi surpreendentemente bem recebida nesta quarta (16) na Berlinale.

"My Best Enemy", estrelado por Moritz Bleibtreu, um dos atores mais populares da Alemanha, é uma comédia que assume riscos - ao tocar em um tema angustiante e tabu ainda hoje para os alemães - mas foi aplaudido em uma sala lotada durante exibição especial para a imprensa.

O diretor Wolfgang Murnberger, de 50 anos, explicou ter consciência de que caminhava na corda bamba com a sua abordagem dos horrores da era nazista, mas disse acreditar que o público está pronto para uma nova visão da história.
"Eu achava que este tema só pudesse ser abordado da forma como foi em 'A Lista de Schindler' em um filme de ficção porque é o jeito politicamente correto", afirmou a jornalistas, em alusão ao 'oscarizado' filme de Steven Spielberg.

"Mas, depois, eu vi que era possível fazer mais do que mostrar judeus atrás de cercas de arame farpado em uniformes de campo de concentração - a ideia foi que em uma história como esta, o judeu pode ser o herói".

Divulgação

O ator Moritz Bleibtreu - à esquerda - em cena de "My Best Enemy"

Bleibtreu interpreta Victor Kaufmann, o descendente dos donos ricos de uma galeria vienense, que ainda acreditam que podem usar sua influência para escapar da máquina de matar nazista.

Mas um amigo de infância, Rudi Smekal, que cresceu em uma vila da família Kaufmann, enquanto sua mãe trabalhava como governanta, vê sua chance chegar com a ascenção do Terceiro Reich.

Ele entra para a SS e trai a família ao prometer entregar uma inestimável gravura de Michelângelo mantida por Kaufmann, que a Itália, parceira da Alemanha no eixo, exige.

Os nazistas se apropriam da gravura e deportam a família, mas quando chega a hora da entrega para os italianos, um especialista determina que a peça confiscada é uma falsificação.

Eles exigem que Smekal tire Kaufmann do campo de concentração e o obrigue a revelar a localização do original.

Mas seu avião cai na Polônia e no caos subsequente, Kaufmann engana Smekal e consegue que ele lhe entregue seu uniforme.

Quando as tropas alemãs chegam, Kaufmann inicia um jogo perigoso no qual ele precisa se fazer passar por um nazista para salvar a própria vida e a de sua mãe.
"Foi difícil manter o equilíbrio entre a comédia e a tragédia. Eu queria mostrar relances da história real, por exemplo os prisioneiros em um campo de concentração, como o pano de fundo de uma história fictícia", disse Murnberger.

"Sou um diretor austríaco, talvez por isso tenha me atrevido a fazer este filme. Estou curioso para ver como será recebido na Alemanha", acrescentou.

Vale lembrar que, no cinema alemão, abordagens mais leves do período nazista demostraram ser um projeto arriscado.

No ano passado, "Jud Suess", que trazia o mesmo Bleibtreu no papel do chefe da propaganda nazista Joseph Goebbels, foi vaiado ao ser apresentado na mostra competitiva do Festival de Berlim, e em 2007, "My Fuehrer - the Really Truest Truth About Adolf Hitler" - que apresentou o líder nazista como um bebê chorão - recebeu uma saraivada de críticas.

Apesar disso, "A Vida é Bela" (1997), do comediante italiano Roberto Benini, ambientado no Holocausto, conquistou três prêmios da Academia e foi um sucesso de bilheteria.

"My Best Enemy" é exibido como 'hors-concours' no Festival.


FILME BRASILEIRO É VISTO POR PLATEIA ENTUSIASMADA E INTERESSADA

Segundo longa-metragem brasileiro da seleção oficial do Festival, "Os Residentes" foi exibido pela primeira vez nesta quarta (16) dentro da mostra "Fórum", destinada aos filmes experimentais e que investigam formas de narração alternativas.

O diretor mineiro Tiago Mata Machado e parte da equipe de produção estiveram presentes à sessão, e responderam às perguntas dos espectadores após o término da projeção.

Exibido na sala 8 do CineStar, dentro do moderníssimo Sony Center, o filme foi visto por uma plateia não muito numerosa, mas entusiasmada com o que viu e interessada em saber mais do cineasta.

Dividido em episódios que dialogam entre si, o filme acompanha um grupo de jovens artistas engajados, que ocupa uma casa prestes a ser demolida e a transformam em uma espécie de zona autônoma.

Eles declaram guerra a um mundo em que a poesia e a utopia foram jogadas no lixo e passam os dias planejando ações, performances e recitais.

Divulgação

Cena do filme "Os Residentes", do diretor mineiro Tiago Mata Machado

De acordo com Mata Machado, trata-se de uma crítica à indústria cultural.
"Esses personagens foram inspirados por palavras de ordem, gestos e posturas praticadas praticadas na arte e na política dos anos 1960 e 70".

"A repetição de todos esses elementos é uma forma de resgatar uma parte da força desses movimentos."



"O DISCURSO DO REI" TAMBÉM FOI A BERLIM

Exibido dentro da seção "Berlinale Special", "O Discurso do Rei" foi a atração do dia em Berlim.

O diretor Tom Hooper, o ator Colin Firth e a atriz Helena Bonhan Carter - que já havia defendido o filme "Toast" pela manhã - fizeram o auditório do hotel onde se realizam as coletivas de imprensa do festival lotar, no final desta tarde.

Vestidos para a sessão de gala desta noite, eles falaram aos jornalistas sobre o filme, o personagem de Firth, o personagem de Helena, a realeza, e também sobre as expectativas para o Oscar.

A coletiva de imprensa foi mais uma prova de que Hollywood e o Festival de Berlim não nasceram um para o outro, e teve um quê de encontro sem pé nem cabeça a breve entrevista que eles deram - parte do resultado se deve às perguntas; parte, provavelmente, a uma certa preguiça dos astros.

Não há, porém, como condenar Helena, quando ela gargalha ao ouvir a pergunta "exclusiva", sobre "como é interpretar uma rainha duas vezes".
"Eu faço os papeis, só isso. Não sei explicar. Mas as rainhas, bom, elas são muito diferentes das pessoas comuns", respondeu a atriz ao jornalista sem noção que fez a tal pergunta.

Hooper disse que é maravilhoso fazer parte da Academia e participar do prêmio como indicado.
"O que quer que aconteça já é uma grande coisa para mim", disse ele, acanhado com a pergunta.
"Mas não posso esconder que pensei na possibilidade de ganhar", ao que Firth respondeu: "Eu também!"

E Helena fez coro, para depois soltar uma de suas sonoras e características gargalhadas: "Idem!"

AP

O diretor Tom Hooper, Helena Bonham Carter e Colin Firth, hoje à tarde em Berlim

Descontraídos e bem humorados, Firth e Helena responderam às perguntas sobre a realização do filme com seriedade, mas, sempre que aparecia a possibilidade, brincavam um com o outro.

Quando questionada sobre o que pensa da realeza, e se sua opinião mudou ao interpretar a mãe da rainha Elizabeth II, disse que sempre teve respeito por eles como indivíduos.
"Obviamente, minha opinião mudou. Aprendi a respeitá-los ainda mais pelo trabalho que fazem. Foi educativo."
Ao ensaiar um novo discurso, Firth a interrompeu: "Basta", disse ele, com um sorriso sarcástico no rosto.
"Podem ter certeza de que não fiz isso por mal, é que eu conheço ela!"

Firth contou que uma de suas sequências preferidas no filme é o momento em que o seu personagem conta ao terapeuta - interpretado por Geoffrey Rush - um trauma de sua infância.
"Com um roteiro que tem tantas facetas, um dos momentos que mais fala ao meu coração é o que ele fala sobre a infância. Se caísse no sentimentalismo, seria uma catástrofe. Mas seria muito pior se tivessemos usado outro recurso. Mas acho que era importante informar o público sobre isso. E a maneira como Tom fez essa cena ficou perfeito."

O filme convenceu o público - em um de seus últimos momentos marcantes antes da noite do Oscar, onde chega como grande favorito, com 12 indicações - que recebeu o elenco e a equipe de produção com aplausos calorosos.

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Com Agências Internacionais, site oficial da Berlinale e UOL
Redação Final: Cláudio Nóvoa