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sábado, 22 de fevereiro de 2020

'WESTWORLD': DOLORES E MAEVE SE ENFRENTAM NO TRAILER DA 3º TEMPORADA

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A HBO divulgou o trailer oficial da terceira temporada da sua série de sucesso 'Westworld'
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A prévia traz Dolores, personagem de Evan Rachel Wood, conhecendo um novo mundo, além de mostrá-la interagindo com o personagem do ator Aaron Paul.

Enquanto isso, Maeve (Thandie Newton) tem a tarefa de rastrear Dolores para matá-la, mas esta tem um plano violento em jogo.

Confira:


Além de Wood e Newton, o novo ano da atração traz o retorno de Tessa Thompson, Ed Harris e Jeffrey Wright.

Aaron Paul se junta a eles como um novo membro do elenco, assim como Vincent Cassel, Lena Waithe, Scott Mescudi, Marshawn Lynch, John Gallagher Jr., Michael Ealy e Tommy Flanagan.

Westworld é produzida por Jonathan Nolan, Lisa Joy, JJ Abrams, Athena Wickham, Richard J. Lewis, Ben Stephenson e Denise Thé.

A série retorna à HBO para sua terceira temporada no domingo, 15 de março.

sábado, 16 de junho de 2018

'WESTWORLD': SEGUNDA TEMPORADA TEM MENOS MISTÉRIO E MAIS ATENÇÃO AOS PERSONAGENS


SINOPSE:

Westworld é um parque temático futurístico para adultos, dedicado à diversão dos ricos.

Um espaço que reproduz o Velho Oeste, povoado por androides – os anfitriões – programados pelo diretor executivo do parque, o Dr. Robert Ford (Sir Anthony Hopkins), para acreditarem que são humanos e vivem no mundo real.

Lá, os clientes – ou novatos – podem fazer o que quiserem, sem obedecer a regras ou leis.

No entanto, quando uma atualização no sistema das máquinas dá errado, os seus comportamentos começam a sugerir uma nova ameaça, à medida que a consciência artificial dá origem à "evolução do pecado".

Entre os residentes do parque, está Dolores Abernathy (Evan Rachel Wood), programada para ser a típica garota da fazenda, que está prestes a descobrir que toda a sua existência não passa de bem arquitetada mentira.

CRÍTICA:

A primeira temporada de 'Westworld' criou uma intrincada trama para confundir os espectadores, mas desenvolveu pouco seus personagens, até porque a maioria deles eram robôs com programações bem definidas.

A curiosidade ao redor da trama, dos segredos do parque que recria o velho oeste era o que a série tinha de melhor, assim como sua ação desenfreada e absurdamente violenta.

Foto Ed Harris
Fotos dessa Postagem: Divulgação/HBO
Já a nova temporada expande o universo e a mudança óbvia é a tentativa de trazer um pouco mais de leveza para a trama, com alguns momentos simplesmente focados na diversão da situação vivida por esses personagens e menos foco no caráter sombrio da humanidade.

A primeira temporada mostrava como os visitantes abusavam dos seres do parque e trabalhou bem ideias clássicas da ficção científica sobre consciência, exploração e o que é ser humano, além da crueldade inerente em todos nós, mas a segunda temporada parece mais voltada para ação e menos na questão filosófica da coisa toda.

Foto

O que pode ser bom, tanto para o desenvolvimento dos personagens quanto para capturar novos públicos.

Entretanto, os personagens humanos, com exceção do Homem de Preto, ainda são os mais rasos e desinteressantes da obra, especialmente os já manjados vilões corporativos.

Os flashbacks ainda fazem parte da trama e fica claro que o programa não pretende adotar uma narrativa linear por enquanto, ainda bem. O mais interessante pra mim até agora é a construção dos personagens, com arcos mais claros, todos mais perto do livre arbítrio.

A forma como Maeve e Dolores se tornam líderes nessa revolução é algo reconfortante após tudo o que sofreram.

Foto Jeffrey Wright

Com Maeve atrás de sua filha e Dolores de vingança, o outro destaque é Bernard, em paz com sua realidade (ele descobriu ser um robô) e numa posição perfeita para desvendar os reais interesses da companhia.

A jornada dos três os leva a novas áreas do vasto parque e logo no primeiro episódio descobrimos que os robôs estão atravessando as fronteiras e misturando as temáticas.

Dito isso, não espere uma mudança drástica, o primeiro capítulo abre portas promissoras, mas não chega perto dos melhores momentos da série até aqui.

E claro, violência, abusos e personagens presos em suas próprias narrativas ainda ocupam boa parte do tempo.

Foto Evan Rachel Wood

Visualmente, a série continua incrível e vale cada minuto em frente à TV, até porque a trilha sonora e as cenas de ação também mandam bem.

Já os diálogos continuam desiguais e variam entre intrigantes e bem construídos a clichês bobos, algo do tipo "eu tenho um último papel para interpretar: eu mesma", como diz Dolores olhando para o horizonte.

Nesse retorno, apesar de algumas boas mudanças, falta a sensação da possibilidade de grandes descobertas, da existência de mistério maior do que uma simples revolução.

Embora a série insinue alguns segredos potencialmente curiosos, nada no primeiro episódio é capaz de gerar a empolgação que nos fez grudar na TV em 2016.

Foto Rodrigo Santoro

Mais direta, agressiva e focada nos personagens, a série traz mudanças promissoras e mesmo com um primeiro capítulo apenas "bom", consegue manter o nível para continuar a ser uma das minhas preferidas da atualidade.

Estou ansioso para ver como tudo vai terminar, mas a jornada mudou de foco e resta saber se o balanço entre mistério, desenvolvimento de personagens, ação e questões filosóficas será encontrado neste segundo ano. Torço para que sim.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
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'WESTWORLD'
Gênero:
Drama, Faroeste, Ficção científica, Suspense
Criado por:
Jonathan Nolan, Lisa Joy
Elenco:
Evan Rachel Wood, Thandie Newton, Jeffrey Wright, Sir Anthony Hopkins, Ed Harris, Rodrigo Santoro e outros
Produtor Executivo:
J.J. Abrams
País:
EUA
Produção:
Bad Robot, Warner Bros. Television
Exibição:
HBO
Dias e horários de exibição:
Domingos, 22h
Status:
Em andamento
Duração dos episódios:
52 minutos

COTAÇÃO DO KLAU:

sábado, 31 de março de 2018

'WESTWORLD': 2ª TEMPORADA GANHA TRAILER

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A segunda temporada da série da HBO ganhou trailer como cenas inéditas e muita tensão
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Confira:


A série original da HBO é baseada no longa de Michael Crichton, 'Westworld – Onde Ninguém Tem Alma', de 1973.

A trama se passa em um parque temático onde os visitantes podem viver fantasias ultrarrealistas.

O elenco traz nomes como Evan Rachel Wood, Sir Anthony Hopkins, Ed Harris, Tessa Thompson e o brasileiro Rodrigo Santoro.

A segunda temporada contará com 10 episódios e estreia em 22 de abril.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

'TUDO PELO PODER': RYAN GOSLING ARREBATADOR, EM UM DOS MELHORES FILMES DO ANO


Em Tudo pelo Poder - seu quarto filme como diretor - George Clooney volta a um dos temas mais caros a ele, a política, adaptando para as telonas a peça de sucesso de Beau Willimon - também corroteirista.

A trama foca os bastidores de uma campanha política de um governador democrata, Mike Morris - interpretado pelo próprio Clooney - na tentativa de conseguir a indicação de seu partido para concorrer à Presidência dos Estados Unidos.

Divulgação
Além de dirigir, George Clooney interpreta o candidato à presidência dos EUA Mike Morris, em "Tudo pelo Poder"

Só que o verdadeiro protagonista é Stephen Meyers - Ryan Gosling - porta-voz do governador Morris e assistente de seu chefe de campanha, Paul Zara - Philip Seymour Hoffman.
Ingênuo e idealista, Meyers veste a camisa do candidato, que vem seduzindo os eleitores por seu charme, discurso liberal e defesa das igualdades.

No comando da campanha do rival de Morris está Tom Duffy - Paul Giamatti -, que se esforça para levar Meyers para o seu lado - e essa não é a única grande pressão que o jovem assessor precisa encarar, pois quase diariamente tem que driblar a fome de notícias exclusivas da poderosa Ida Horowicz - Marisa Tomei -, repórter política do jornal The New York Times.

Divulgação
Ryan Gosling é Stephen Meyers , porta-voz do candidato e protagonista de "Tudo pelo Poder"

Meyers resiste bravamente, até porque acredita estar "do lado certo", ou seja, do candidato mais honesto e dotado de qualidade, mas nada como um choque de realidade para pôr à prova tudo em que acredita, inclusive sobre si mesmo.

A grande provação vem por conta do seu envolvimento com uma estagiária da campanha de Morris, Molly Stearns - Evan Rachel Wood - que, apesar de parecer um anjinho, na realidade é a bomba que pode sacudir a campanha - o que logo Meyers vai perceber.

Divulgação
Philip Seymour Hoffman e Ryan Gosling, em cena do filme

Contando com um elenco muito, mas muito acima da média do que já vimos nesse ano, que mescla veteranos e jovens promissores de Hollywood - como Gosling - Clooney conduz a narrativa com segurança e clima cético, não deixando ilusões.

Tudo pelo Poder é um filme denso e realista, com semelhanças entre ficção e realidade, como algumas situações vividas pelos ex-presidentes John F. Kennedy, Bill Clinton e até o atual, Barack Obama - de conhecimento geral.

Divulgação
Evan Rachel Wood, George Clooney e Ryan Gosling, em cena do filme

Aqui, quem está no centro da trama -  mais do que os próprios políticos -  são os chefes de suas campanhas, e Clooney parece querer lembrar que a luta pelo poder não é, de modo algum, um território exclusivo dos políticos profissionais, e sim algo inerente à natureza humana.

Interpretando com segurança, carisma e raro talento um personagem que faz a transição mais dramática de todos, Ryan Gosling confirma todas as expectativas a seu respeito, como um dos atores mais completos de sua geração.

Aqui, ele é simplesmente brilhante, mesmo fazendo frente a veteranos do porte de Philip Seymour Hoffman - Oscar de melhor ator por Capote - e Paul Giamatti.

Não se surpreenda se algum deles - ou mesmo todos eles - forem nomeados ao Oscar 2012.

O filme abriu o Festival de Veneza 2011 e competiu pelo Leão de Ouro, em setembro - na ocasião, o produtor executivo da obra, Leonardo DiCaprio esteve lá também.

Também conquistou quatro indicações ao Globo de Ouro 2012 - melhor filme/drama, direção, roteiro e ator - para Ryan Gosling.

Corra para ver o último filme imperdível nas telonas brasileiras em 2011.

Confira o trailer do filme:

*****
TUDO PELO PODER
Título original:
The Ides of March
Diretor:
George Clooney
Elenco:
Ryan Gosling, George Clooney, Marisa Tomei, Evan Rachel Wood, Philip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, Jeffrey Wright
Produção:
Grant Heslov, George Clooney, Brian Oliver
Produção Executiva:
Leonardo DiCaprio
Roteiro:
Grant Heslov
Fotografia:
Phedon Papamichael
Duração:
101 min.
Ano:
2011
País:
EUA
Gênero:
Drama
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Califórnia Filmes
Estúdio:
Smoke House
Cotação do Klau:

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

FESTIVAL DE VENEZA: GEORGE CLOONEY APRESENTA SEU 'TUDO PELO PODER'


George Clooney só precisa aparecer para que todos caiam rendidos a seus pés e isso foi o que aconteceu na quarta (31), onde abriu o Festival de Veneza com Tudo pelo Poder, um filme político que traz grandes nomes em seu elenco.

Vestido com terno cinza e trazendo um par de óculos escuros no bolso de seu paletó, Clooney chegou entre aplausos e com pouco esforço conquistou uma sala repleta de jornalistas.

Philip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, Marisa Tomei e Evan Rachel Wood - faltava apenas o protagonista do filme, Ryan Gosling - apoiaram um Clooney que na realidade não precisava de ninguém para se vender.

Por essa razão, não faltaram brincadeiras e comentários irônicos: "Gosto de me dirigir e dizer: 'Bom take, George'"-, enquanto as perguntas comprometedoras foram respondidas com brilho.

Divulgação
George Clooney, em cena de "Tudo pelo Poder"

Tudo pelo Poder é uma história ambientada em uma campanha presidencial americana, mas que, na opinião de Clooney tem pouco de política e muito de moralidade, ou da falta dela - o filme compete em Veneza pelo Leão de Ouro.

"Não acho que seja um filme político, poderia se passar em Wall Street ou em qualquer outro lugar. É mais uma questão de moralidade", explicou o ator e diretor, que ressaltou seu gosto pelos filmes nos quais os personagens "têm coisas que dizer".

Diante da proliferação de perguntas sobre seu interesse em política, Clooney respondeu que de fato se interessa pelo tema, mas que não gosta do momento atual, no qual há tanto cinismo como em seu filme.
"É temporário, sou um otimista. Agora não há idealismo, mas espero que isso vá mudar em breve".

Clooney, que tem casa na Itália e é um convidado de honra habitual do festival,desembarcou no Lido com toda pompa e circunstância de um astro de Hollywood do seu calibre.

Uma importância que, ele garante, não esconde nenhuma vontade de participar da política diretamente, como candidato na vida real.

A uma pergunta neste sentido, Clooney respondeu: “Há um cara no poder, muito melhor e mais qualificado do que eu, que está tendo uma enorme dificuldade para governar. Por isso, acho muito difícil alguém se animar a postular o seu posto”.

Público e notório apoiador do Partido Democrata e do presidente Barack Obama na última eleição presidencial, o ator e diretor também descartou que seu filme, que adapta uma peça de Beau Willimon e retrata os meandros, inclusive sórdidos, da disputa à indicação presidencial de dois candidatos democratas, seja um tapa direto na cara do atual governo dos EUA.

Clooney preferiu ser mais genérico e até compreensivo em relação a Obama: “É um tempo muito difícil para governar, esteja-se do lado que se estiver”.

Ele também relativizou a mensagem pessimista do filme em relação à política partidária, ainda que, na história, mesmo o mais idealista dos assessores, Stephen Meyers - Ryan Gosling -finalmente não se mostre imune ao pior do pragmatismo e do cinismo dos dois outros chefes de campanha dos candidatos - Paul Giamatti e Philip Seymour Hoffman.
“Sou otimista, acredito que em algum momento isto vai mudar. Espero que mude”.

Confira o trailer do filme:

Embora sejam óbvios, no enredo, referências a escândalos sexuais de presidentes democratas de passado mais ou menos recente - John F. Kennedy e Bill Clinton os mais notórios -, o ator e diretor frisou: “Meu trabalho não é aconselhar ninguém. Também não sou nenhum Dominique Strauss-Khan ou coisa parecida”.

Clooney também acha que a questão de moralidade que impregna Tudo pelo Poder não é exclusiva da política. “Os mesmos desafios de moralidade, de vender sua alma, podem acontecer em quaisquer outros setores, Wall Street e outros”.

Indagado se também para fazer cinema deve fazer concessões e compromissos como os que realiza o candidato que interpreta no filme, Mike Morris, o diretor afirmou: “Claro que atores e diretores têm que fazer concessões e compromissos, por conta de orçamento e outros assuntos. Mas são de natureza muito diferente. Nenhum deles implica a vida ou a morte de qualquer pessoa.Estamos como que num parque de diversões, nosso negócio é atuar”.

Na mesma linha, Philip Seymour Hoffman, intérprete de Paul Zara, um dos assessores políticos, acrescentou: “É bom lembrar também que há uma grande diferença entre Hollywood e Washington”.

A isto aderiu também Paul Giamatti, intérprete do outro assessor, Tom Duffy: “Hollywood parece um parque infantil comparado a Washington”.

Na minha modesta opinião, Clooney é um realizador muito interessante, e com uma história dessas e um elenco desses, Tudo pelo Poder tem toda pinta de ser um filmaço.

Vamos aguardar - o filme tem previsão de estreia aqui no Brasil em 21 de outubro.
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Com Reuters e UOL
Redação Final: Cláudio Nóvoa