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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

'PANTERA NEGRA': MELHOR FILME DA MARVEL DESDE 'SOLDADO INVERNAL' TRAZ EMPONDERAMENTO NEGRO E FEMININO PODEROSO E ATRATIVO


SINOPSE:

Após a morte do rei T'Chaka (John Kani), o príncipe T'Challa (Chadwick Boseman) retorna a Wakanda para a cerimônia de coroação.

Nela, são reunidas as cinco tribos que compõem o reino, sendo que uma delas, os Jabari, não apoia o atual governo.

T'Challa logo recebe o apoio de Okoye (Danai Gurira), a chefe da guarda de Wakanda, da irmã Shuri (Laetitia Wright), que coordena a área tecnológica do reino, e também de Nakia (Lupita Nyong'o), a grande paixão do atual Pantera Negra, que não quer se tornar rainha.

Juntos, eles estão à procura de Ulysses Klaue (Andy Serkis), que roubou de Wakanda um punhado de vibranium, alguns anos atrás.

CRÍTICA:

Quando o Universo Cinematográfico Marvel foi criado, a premissa era que cada herói tivesse sua aventura solo para depois, todos se reunissem em 'Os Vingadores'.

Só que o tempo passou, mais super-heróis chegaram e a trama entre eles fez com que, cada vez mais, participações ocasionais surgissem - era este o conceito de uma imensa história contínua narrada a cada novo capítulo.

'Pantera Negra', que estreia hoje aqui no Brasil, não foge à esta tendência temporal, mas ao mesmo tempo retoma a ideia original de ambientar a realidade de um herói específico - no caso em questão, Wakanda, o país-natal de T'Challa, que aqui é um dos principais personagens da trama.

Pantera Negra : Foto
Chadwick Boseman é o protagonista T'Challa - Fotos dessa Postagem - Divulgação/Disney
Isolado do resto do mundo para esconder uma potência tecnológica inigualável à base do valioso metal vibranium, Wakanda é um mix das raízes ancestrais do povo africano e a modernidade - não por acaso, a trilha sonora traz muito da força dos tambores.

Mais do que a beleza natural, chama a atenção e enche os olhos do espectador a cultura do lugar: dos figurinos vistosos às máscaras exuberantes, das crenças relacionadas à dança, o movimento dos corpos, o sotaque imaginário e coeso: tudo é muito peculiar a este lugar, trazendo uma nova e importante vertente ao já imenso UCM, tanto em relação à pluralidade quanto à representatividade.

Pantera Negra : Foto Letitia Wright
Letitia Wright é Shuri
Em ambos os aspectos, o longa é essencial, não apenas por possibilitar um ícone negro como exemplo - para que jovens da etnia se reconheçam também no universo dos super-heróis - mas também por trazer sua realidade e anseios ao fantasioso mundo da Marvel.

É que o conflito existente entre T'Challa (Chadwick Boseman) e Killmonger (Michael B. Jordan) é um espelho dos ideais de Martin Luther King e Malcolm X sobre a posição dos negros na sociedade norte-americana, nos anos 1960.

Da mesma forma, o filme aborda, ainda que rapidamente, questões urgentes sobre os refugiados e até mesmo dá uma sutil cutucada na ojeriza do atual presidente norte-americano, Donald Trump, às "nações de merda" - o simbolismo da primeira cena pós-créditos fica evidente.

Mais ainda: há no filme uma textura da cultura negra que vem muito do meticuloso trabalho do diretor e roteirista Ryan Coogler, em tão bem retratar particularidades típicas.

Neste sentido, o longa é também um ícone na representação feminina, já que tanto Lupita Nyong'o, quanto com Danai Gurira e a ótima Letitia Wright, são mulheres fortes e decididas, com posição de destaque na estrutura de poder de Wakanda.

Além disto, o trio surge muito bem na composição de suas personagens, especialmente na divertida dinâmica entre irmãos envolvendo Shuri e T'Challa.
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Andy Serkis é Ulysses Klaue
No lado masculino, além do protagonista excepcional, há também Martin Freeman, que reprisa seu naturalismo habitual ao compor um personagem bem parecido com seus últimos trabalhos, mais uma vez de forma competente.

Os dois vilões do filme, por sua vez, são infinitamente superiores aos que vimos até aqui nos longas da Marvel.

Se Andy Serkis - aqui de 'corpo limpo', sem representar em captura de movimentos - encarna um personagem exagerado, daqueles que tiram sarro de todos e curtem a maldade intrínseca, Michael B. Jordan vai pelo caminho contrário, raivoso e muito bem fundamentado com base em uma tragédia familiar tipicamente shakespeariana.

Pela contextualização do embate com T'Challa, seu Killmonger desponta não só pela força física mas também pelo peso de seu passado de forma que o roteiro, habilmente, insira tal situação dentro do clima de preconceito e abandono típicos de boa parte da população negra nos Estados Unidos.

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Michael B. Jordan é Killmonger
Vale destacar ainda o interessante contraste de sotaques e vocabulário entre o povo de Wakanda e Killmonger, oriundo do submundo da California - quase um easter egg plantado por Ryan Coogler.

Bastante político ao apresentar o ambiente em torno de Wakanda, o longa oferece ao espectador a suntuosidade de uma nova cultura manifestada a partir de imagens, posturas, cores e roupas.

Em meio ao fascinante equilíbrio entre tradição e modernidade, o filme avança mais alguns passos dentro da novela do Universo Cinematográfico Marvel, situando-se entre os eventos de 'Capitão América: Guerra Civil' sem, no entanto, ser uma sequência direta do que lá acontece - ao menos não em relação aos demais super-heróis retratados.

Porém, em meio à tamanho apuro na ambientação, o filme entrega poucas cenas de ação.

Se os dois duelos envolvendo T'Challa são bem resolvidos e funcionam pela tensão, as duas sequências mais grandiosas exageram no CGI e na repetição de movimentos do Pantera Negra, especialmente no trecho situado na Coreia do Sul, ou mesmo na multidão que de repente surge em meio à batalha campal. A

Até divertem, mas estão longe de ser o prato principal neste que é o melhor e mais ambicioso filme da Marvel desde 'Capitão América 2 - O Soldado Invernal'.

Filmaço.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:

'PANTERA NEGRA'
Título Original:
BLACK PANTHER
Gênero:
Ação
Direção:
Ryan Coogler
Elenco:
Alexis Rhee, Andy Serkis, Angela Bassett, Atandwa Kani, Bambadjan Bamba, Chadwick Boseman, Connie Chiume, Danai Gurira, Daniel Kaluuya, David S. Lee, Elizabeth Elkins, Florence Kasumba, Forest Whitaker, Francesca Faridany, Isaach De Bankolé, John Kani, Letitia Wright, Lupita Nyong'o, Mark Ashworth, Martin Freeman, Michael B. Jordan, Nabiyah Be, Sasha Morfaw, Seth Carr, Shaunette Renée Wilson, Sope Aluko, Sterling K. Brown, Sydelle Noel, Tony Sears, Tunde Laleye, Winston Duke
Roteiro:
Joe Robert Cole, Ryan Coogler
Produção:
David J. Grant, Kevin Feige
Fotografia:
Rachel Morrison
Trilha Sonora:
Ludwig Goransson
Montador:
Debbie Berman, Michael P. Shawver
Estúdio:
Marvel Studios, Walt Disney Pictures
Distribuidora:
Walt Disney Pictures
Ano de produção:
2017
Duração:
134 min.
Estréia no Brasil:
15/02/2018
Classificação etária:
10 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

sábado, 10 de fevereiro de 2018

'SHERLOCK': SÉRIE FOI OFICIALMENTE CANCELADA PELA BBC

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A série sofreu com a baixa audiência nas temporadas passadas
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A série 'Sherlock' está oficialmente cancelada pela BBC.

Os criadores do programa, Steven Moffat e Mark Gatiss, anunciaram o cancelamento em entrevista à revista britânica Radio Times.

O cancelamento aconteceu porque Gatis e Moffat estão trabalhando em uma série sobre Drácula, o que tomou muito de seu tempo.

"Ninguém jamais fechou suas portas para Sherlock. Simplesmente tivemos uma mesma decisão."

Esse é o foco deles agora.

"Estamos fazendo Drácula, que levará pelo menos dois anos. Não faremos 'Sherlock' enquanto estivermos trabalhando nisto."

'Sherlock' estreou em 2010 e ajudou a deslanchar a carreira de Benedict Cumberbatch e Martin Freeman.

Porém, a série sofreu com a baixa audiência nas temporadas passadas - os dois últimos episódios registraram as piores audiências da história do programa.

Isso com certeza contribui para a decisão.

quarta-feira, 1 de março de 2017

'SHERLOCK': SÉRIE PODE NÃO TER UMA PRÓXIMA TEMPORADA

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O cocriador da série, Mark Gatiss, afirmou que atores do elenco têm a agenda muita cheia
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Sherlock Holmes é um dos personagens mais queridos da ficção, tanto que foi eleito como o melhor personagem da BBC em enquete organizada pelo próprio canal.

Entretanto, durante entrevista ao WhatsOnStage, o cocriador e roteirista da série 'Sherlock', Mark Gatiss, afirmou que o detetive pode não retornar para uma quinta temporada.

"Benedict Cumberbatch e Martin Freeman tem agendas muito ocupadas. Obviamente terminamos muito bem. Se essa for a reta final, estou contente com o que já fizemos".

Martin Freeman e Benedict Cumberbatch em foto promocional da série - BBC

'Sherlock' sofreu com a baixa audiência nas temporadas passadas.

Os dois últimos episódios registraram as piores audiências da história do programa e isso com certeza contribuiu para que a BBC não invista em mais uma temporada.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

'O HOBBIT: A BATALHA DOS CINCO EXÉRCITOS': ESTICA E PUXA DO LIVRO EM TRÊS FILMES RESULTA EM INCHAÇO E ARRASTO DESNECESSÁRIOS


SINOPSE:

Após ser expulso da montanha de Erebor, o dragão Smaug (voz  e gestual de Benedict Cumberbatch) ataca com fúria a cidade dos homens que fica próxima ao local.

Após muita destruição, Bard (Luke Evans) consegue derrotá-lo.

Não demora muito para que a queda de Smaug se espalhe, atraindo os mais variados interessados nas riquezas que existem dentro de Erebor.

Entretanto, Thorin (Richard Armitage) está disposto a tudo para impedir a entrada de elfos, anões e orcs, ainda mais por ser tomado por uma obsessão crescente pela riqueza à sua volta.

Paralelamente a estes eventos, Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) e o mago Gandalf (Sir Ian McKellen) tentam impedir a guerra.

CRÍTICA:

Todos - principalmente quem não leu o livro - querem saber:  como acaba a aventura de Bilbo (Martin Freeman) e a expectativa gerada após o final do espetacular 'A Desolação De Smaug'?

Tudo indicava que teríamos a "batalha do século" nas telonas - pena que não é bem o caso.

'O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos' - que estreia hoje em 639 salas em todo o Brasil, padece, justamente, devido a essa expectativa gerada pelo segundo filme da trilogia.

Grandes batalhas, momentos épicos, muita ação estavam praticamente garantidos.

No entanto, cenas corridas, nem sempre bem construídas e acontecimentos importantes sem todo o detalhamento que poderiam ter, decepcionam.

Mesmo com quase três horas de filme e narrativa arrastada por demais, os principais momentos parecem terem sido feitos às pressas.

A maior frustração fica por conta da participação do próprio Smaug, já que seu fim é apresentado de maneira bem rápida e simples, sem grande tensão e quase como se sua existência não tivesse importância para a trama - o que causa grande decepção no espectador.

A história no novo filme começa no minuto seguinte ao fim de 'A Desolação de Smaug', com o dragão (voz e gestual de Benedict Cumberbatch) indo em direção a Cidade do Lago para destruí-la.

A partir daí, os anões começam o processo de recuperação de sua antiga casa e o agora Rei, Thorin (Richard Armitage),  se torna vítima da doença do ouro, convenientemente deixando-o em pé de guerra com qualquer um que queira uma moeda sequer de seu tesouro.

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos : Poster
Richard Armitage como Thorin - Fotos dessa postagem: Divulgação/New Line Cinema
Ao mesmo tempo, diversos povos na Terra Média querem sua parte, afinal toda aquela riqueza agora está sem a vigilância do dragão.

Assim, conquistar seu antigo lar não foi o bastante e agora, Homens, Elfos e Orcs ameaçam entrar em guerra para conquistar a Montanha Solitária - com Thorin não pretendendo fazer nada para evitar essa batalha.

Além do belo visual e efeitos de primeira, um dos destaques do longa é justamente o líder dos anões: o personagem de Richard Armitage cresceu ao longo da saga e, nesse último filme, o ator consegue ir fundo em questões que aprofundam os sentimentos do Escudo-de-Carvalho.

Embora o roteiro não ajude e faça as mudanças do personagem parecerem bruscas demais e, até mesmo, sem sentido às vezes, a atuação do ator britânico é sólida, dando ao espectador as melhores cenas do longa.

O grande problema da trilogia foi a divisão da história, de um livro de trezentas e poucas páginas em três filmes.

E esse último sofre demais com essa decisão de Peter Jackson, já que para o capítulo final, sobra apenas a guerra para desenvolver, o que não permite muito espaço para se criar uma boa trama.

Pior: as batalhas tentam emular o clima de desespero dos grandes confrontos da trilogia 'Senhor dos Anéis' e se perdem exatamente por não ter motivo para tanto auê.

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos : Poster
Martin freeman como Bilbo Bolseiro
Ao contrário de 'O Senhor dos Anéis', não era preciso três filmes para adaptar 'O Hobbit' - talvez, no máximo, dois.

Da maneira que foi feito, todos os longas  agora parecem inchados, quase como uma edição estendida exagerada, daquele tipo que estraga a qualidade do filme original e não a melhora.

'A Batalha Dos Cinco Exércitos' está longe de ser uma conclusão triunfal, como aconteceu em 'O Retorno Do Rei'.

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos : Poster
Sir Ian Mckellen como Gandalf
Um dos sinais disso é que a melhor cena é protagonizada por três personagens coadjuvantes, Saruman, Elrond e Galadriel - infelizmente, eles aparecem pouco.

De qualquer forma, é possível dizer que a nova trilogia de Peter Jackson se despede das telonas dignamente e é capaz, sim, de divertir , porém, sem deixar mesma saudade que 'O Senhor dos Anéis' deixou.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'O HOBBIT: A BATALHA DOS CINCO EXÉRCITOS'
Título Original:
THE HOBBIT: THE BATTLE OF THE FIVE ARMIES
Gênero:
Aventura
Direção:
Peter Jackson
Roteiro: Fran Walsh, Guillermo del Toro, Peter Jackson, Philippa Boyens - baseados na obra de J. R. R. Tolkien
Elenco:
Adam Brown, Aidan Turner, Andy Serkis, Barry Humphries, Benedict Cumberbatch, Bret McKenzie, Cate Blanchett, Christopher Lee, Conan Stevens, Elijah Wood, Evangeline Lilly, Graham McTavish, Hugo Weaving, Iam Holm, Ian McKellen, James Nesbitt, Jed Brophy, Jeffrey Thomas, John Callen, Ken Stott, Lee Pace, Luke Evans, Mark Hadlow, Martin Freeman, Michael Mizrahi, Mikael Persbrandt, Orlando Bloon, Peter Hambleton, Ray Henwood, Renee Cataldo, Richard Armitage, Robin Kerr, Ryan Gage, Saoirse Ronan, Stephen Hunter, Sylvester McCoy, William Kircher
Produção:
Carolynne Cunningham, Fran Walsh, Peter Jackson
Fotografia:
Andrew Lesnie
Trilha Sonora:
Howard Shore
Duração:
144 min.
Ano:
2014
País:
Estados Unidos / Nova Zelândia
Cor:
Colorido
Estreia no Brasil:
11/12/2014
Distribuidora:
Warner Bros
Estúdio:
3Foot7 / Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) / New Line Cinema / WingNut Films
Classificação:
12 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

'O HOBBIT - UMA JORNADA INESPERADA': NOVA TRILOGIA DE PETER JACKSON COMEÇA BEM


O primeiro filme da trilogia "O Hobbit" - nova aventura inspirada em obra do britânico J.R.R. Tolkien - mantem-se fiel ao livro e ainda incorpora alguns temperos para tornar a trama mais emocionante.

Assim Thorin (Richard Armitage) - o chefe dos anões cuja aventura para retomada de seu reino, Eredor, é o centro da trama - é bem mais guerreiro do que no livro, levando a sério uma mágoa contra os elfos que não aparece nas páginas de “O Hobbit”.

Imagens dessa postagem: Divulgação - Warner Bros.
Martin Freeman como o hobbit Bilbo Bolseiro, em cena do filme

A intenção dessas pequenas mudanças, segundo o diretor Peter Jackson é potencializar a jornada épica não só dos anões, mas especialmente do hobbit Bilbo Bolseiro (Martin Freeman), o personagem que terá de empreender a maior evolução ao longo da história para abandonar a acomodação natural de sua espécie.

Bilbo tem uma participação decisiva na reconquista de Eredor e na captura do anel essencial à saga “O Senhor dos Anéis” - dirigida pelo mesmo Jackson e que se passa depois dos acontecimentos dessa nova trilogia.

Num filme com tantas correrias provocadas pelas perseguições de inimigos temíveis como orcs e trolls, não deixa de ser irônico que a sequência mais assustadora seja o duelo de charadas entre Bilbo e o Gollum (a criatura digital criada a partir dos movimentos do ator Andy Serkis).

Gollum (esquerda) é interpretado pela técnica de captura de movimentos pelo ator Andy Serkis (direita)

Afinal, nunca antes Bilbo viu a morte tão de perto.

O elenco parece se divertir muito a cada nova tomada, especialmente Sir Ian Mckellen: o  maior ator britânico ainda vivo parece incorporar cada fala e cada movimento do seu personagem - o mago Gandalf - e proporciona ao espectador uma aula magna de interpretação.

Sir Ian Mckellen como o mago Gandalf, em cena do filme

Lógico, Martin Freeman e Andy Serkis também estão bem nos seus papéis, num elenco em que também temos interpretações precisas de Hugo Weaving, Cate Blanchett, Elijah Wood e Christopher Lee - entre outros astros e estrelas.

Concluindo, a direção de arte, a fotografia (de Andrew Lesnie), a trilha sonora (de
Howard Shore) e os efeitos especiais são maravilhosos, tudo bem alinhavado pela direção precisa e segura de Peter Jackson, uma das mais criativas do cinema blockbuster recente.

Hugo Weaving, em cena do filme

Não por acaso, a aventura se tornou a produção mais rentável lançada em dezembro nos Estados Unidos: segundo informação do site "Deadline", o longa já soma US$ 85 milhões nas bilheterias americanas logo no primeiro final de semana de exibição.

Só hoje, data de estreia, "O Hobbit" já havia chegado a marca dos US$ 36 milhões em bilheteria - o filme está sendo exibido em 4.045 salas de cinemas nos Estados Unidos, e, destas, 3.160 são 3D.

No mercado exterior a produção também está em primeiro lugar: ainda de acordo com o "Deadline", o primeiro filme da trilogia arrecadou US$ 56 milhões fora dos EUA e pulou de 42 mercados internacionais para 56.

Até o próximo final de semana é esperado que o longa alcance a marca dos US$ 200 milhões em todo o mundo - no Brasil, esperaremos até a próxima terça (18) para sabermos o quanto ele arrecadará por aqui.

Confira o trailer do filme:


*****
'O HOBBIT - UMA JORNADA INESPERADA'
Título Original:
The Hobbit: An Unexpected Journey
Diretor:
Peter Jackson
Elenco:
Martin Freeman, Sir Ian McKellen, Andy Serkis, Cate Blanchett, Saoirse Ronan, Elijah Wood, Christopher Lee, Richard Armitage, Aidan Turner, James Nesbitt, Bret McKenzie, Luke Evans, Hugo Weaving, Evangeline Lilly, Orlando Bloom, Benedict Cumberbatch, Lee Pace, Iam Holm, Graham McTavish, Mikael Persbrandt, Barry Humphries, Ken Stott, Conan Stevens, Sylvester McCoy, Jed Brophy, Jeffrey Thomas, Stephen Hunter, Renee Cataldo, JohnCallen, Peter Hambleton, William Kircher, Adam Brown, Mark Hadlow, Michael Mizrahi, RobinKerr, RyanGage, Ray Henwood
Produção:
Peter Jackson, Fran Walsh, Carolynne Cunningham
Roteiro:
Peter Jackson, Philippa Boyens, Guillermo del Toro, Fran Walsh
Fotografia:
Andrew Lesnie
Trilha Sonora:
Howard Shore
Duração:
169 min.
Ano:
2012
País:
EUA/ Nova Zelândia
Gênero:
Aventura
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Warner Bros.
Estúdio:
Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) / New Line Cinema / WingNut Films / 3Foot7
Classificação:
12 anos
Cotação do Klau: