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sábado, 17 de novembro de 2012

A SEMANA ILUSTRADA


Fechando a semana, as foto charges dos assuntos que deram o que falar - lógico, o Palmeiras foi um dos mais comentados.

Confira:



















segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

DELÚBIO: A VOLTA DE QUEM NÃO FOI

Pessoal:

A nova tentativa de Delúbio Soares de reintegrar-se aos quadros do Partido dos Trabalhadores está em perfeita sintonia com a intenção declarada do ex-presidente Luiz Inácio de desmontar o que ele costuma chamar de "a farsa do mensalão".

Único expulso do PT em 2005, por "gestão temerária" das finanças da agremiação, Delúbio permeneceu calado nos momentos mais difíceis, em obediência que seria exemplar em qualquer organização stalinista.

Quando falou, foi para jurar fidelidade à sigla: "O PT não é um partido, é o meu projeto de vida", disse ele, ainda em 2005.

À medida que o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal se aproxima, os petistas movimentam-se para receber de volta o homem que levou sozinho boa parte da culpa, para reduzir danos no governo e proteger autoridades mais graúdas.

A campanha eleitoral de 2010, que impediu a mais recente tentativa do ex-tesoureiro de voltar ao PT, terminou com a vitória da Doutora Dilma, e, agora, só uma intervenção dela, na avaliação dos petistas, impediria a reintegração de Delúbio.

O GloboO ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares

Passados cinco anos e meio das revelações sobre o mensalão, o discurso de Luiz Inácio de que tudo não passou de uma "tentativa de golpe" para tira-lo do poder, foi comprado pelo petismo e muitos setores da esquerda.

Mas a versão do ex-presidente vai para o ralo, ao se ler a denúncia do procurador-geral da República: "formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, e outros crimes, que tiveram o intuito de garantir a continuidade do projeto de poder do Partido dos Trabalhadores, mediante a compra de suporte político de outros partidos e do financiamento futuro e pretérito de suas próprias campanhas eleitorais" - é o que está escrito na denúncia.

O possível retorno de Delúbio tem como objetivo dar amparo partidário ao ex-dirigente,já que, abandonado na estrada, ele poderia pôr em risco o plano lulista de reescrever a história.

O líder do PT na câmara, deputado Cândido Vaccarezza, um dos entusiastas da reabilitação do ex-tesoureiro, já disse que "nenhuma pena é eterna", e a frase é sinônimo de verdade para apaniguados do petismo, sempre agraciados pela mão na cabeça que Luiz Inácio insiste em passar.

Até segunda.

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E você pode acompanhar essa coluna em vídeo HD, já postado no YouTube e no Facebook:

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

BISCATES EM DESFILE!

Semaninha movimentada: panetonegate, enchente em Sampa...


Abílio Diniz estava voando para Paris na manhã da última sexta feira.
Ia comunicar aos seus patrões franceses a compra das Casas Bahia pessoalmente.
O mercado e os funcionários só saberiam na segunda.
Só que um esperto fez valorizarem as ações da Globex(Ponto Frio) - a empresa do grupo francês que comprou a Bahia - na Bolsa de SP. Imediatamente, a Comissão de Valores Imobiliários exigiu uma explicação do Pão de Açúcar.
Comunicado, Diniz fez meia volta, acionou Michel Klein e, horas depois, ambos anunciavam o negócio oficialmente. A CVM continua investigando quem ganhou muita grana com o vazamento do negócio.
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Já teve eleição, o povo de Honduras já escolheu um novo presidente, e o Zelaya ainda continua como "hóspede" na embaixada brasileira!

Ao não reconhecer as eleições hondurenhas só pra fazer diferente do Obama, Lula põe de saia justíssima perante o mundo os ótimos Marco Aurélio Garcia , seu assessor para assuntos internacionais, e o ministro das relações exteriores Celso Amorim. Num mundo que vive babando o ovo do Lula, onde quer que ele vá, esse foi, pra mim, o maior fiasco brasileiro no ano.

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O líder do DEM na Câmara, deputado Ronaldo Caiado, declarou que "em política pode-se perder tudo, menos o discurso". Pois é, o DEM perdeu.

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Enquanto São Paulo afundava nas águas na última terça feira, o prefeito Bolinha Kassab aparecia num bar no centro da cidade pra lançar o "táxi amigo", programa que visa dar descontos nas corridas à noite, para que os cachaceiros paulistanos voltem pra casa sem ferir ou matar ninguém pelo caminho.

Depois, foi visto na megafesta que Luciano Huck deu no Hotel Unique, - aquele horror que parece uma melancia no deserto, mais uma 'obra" do Ruy Otacke para deixar a cidade mais feia - festa pra arrumar dinheiro pra Ong do marido da Angélica.

Os dois eventos merecem todo apoio.

Mas, na terça, com a cidade literalmente mergulhada no caos, a presença do prefeito na balada seria perfeitamente dispensável.

E só pra constatar: até hoje, Kassab não apareceu em nenhuma das regiões da cidade castigadas pelas enchentes, nem na zona leste, que está debaixo d'água até agora.

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A alternativa que Jorge Bornhausen - cardeal do DEM - apresentou, de lançar o Governador Arruda ao mar e lançar uma bóia para o vice, Paulo Octávio, só não deu certo porquê o panetonegate já bateu às portas das empresas do vice. Quase!

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O ex-ministro da Justiça, Márcio Thomáz Bastos é conhecido no governo como "bagre ensaboado".

Cobrou R$ 15 milhões para defender a empreiteira Camargo Corrêa, alvo da Operação castelo de Areia da Polícia Federal, que até março de 2007 era subordinada a ele. Está na revista "Piauí" , ainda nas bancas.

Espantoso? Sim, mas não é ilegal. Seu plantel de atuais clientes foi acrescido nos últimos dias por Eike Batista - que faz de tudo para se aproximar do governo, e o famoso Doutor - e véio tarado - Roger Abdelmassih.
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O panetonegate atinge a candidatura tucana à presidência , primeiro pelo enfraquecimento dos palanques da oposição e do discurso contra as maracutaias petistas.

Mas a maior vítima são os 2,6 milhões de pessoas que vivem, estudam, trabalham, produzem e pagam impostos no DF.

Com Arruda, Paulo Octávio e o presidente da câmara legislativa como protagonistas do escândalo, quem sobrou para tocar a cidade, cuidar da saúde, educação e segurança, tocar as obras em andamento? Ninguém. Nem mesmo para atender ao telefone na sede do governo.

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E a oposição continua ganhando presentes de natal que não queria ganhar, de jeito nenhum! Se PSDB-DEM-PPS já tinham sido atingidos pelo panetonegatte, agora é o STF quem finalmente abriu ação para apurar o mensalão mineiro dos tucanos, onde o ex-presidente do partido, Eduardo Azeredo, é acusado de ser um dos mandantes. Por outro lado, o até agora impoluto Roberto freire, presidente do PPS, também foi citado como beneficiário da grana brasiliense. Feliz Natal!

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O prefeito Bolinha Kassab disse que acha "um absurdo" gastar com limpeza um terço do que gasta com saúde. Mas a verba pra publicidade, neste ano e em 2010, subiu e muito.

Coitados dos publicitários! Vão ter de queimar a cabeça pra inventar algo pra ser mostrado...

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A prudência começou com o Lula, que disse em Portugal que "tudo precisa ser devidamente apurado pela justiça". Agora, Dona Dilma diz que "as imagens são estarrecedoras, muito duras, muito claras". E do mensalão petista ninguém fala mais....

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As cenas do pessoal em Brasília enfiando dinheiro em tudo quanto é lugar do corpo ganharam sua peça ícone: na internet, um site de roupas americano vende meias com bolsos!

Vai ser o presente mais ofertado - e pedido - no natal candango.

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Guardem bem esse nome: Erika Kokay.

Ela é a líder da bancada petista na câmara legislativa do DF, e foi acusada em 2007 de ter usado conta em nome de um ex-funcionário lotado no seu gabinete, para movimentar o caixa dois da sua campanha eleitoral.

Foi aberto um processo no Conselho de Ética, mas seus amigos dos partidos da base aliada do governador Arruda o arquivaram, sem mesmo ouvir uma única testemunha.

Agora, o governador paneteiro quer acertar a conta.

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Depois de recorrer na justiça contra a expulsão do Dem, Arruda ainda tentou afagar os líderes do partido com a seguinte historieta: Ele se licenciaria por um certo período, o suficiente para ser enterrado o processo de impeachment na câmara legislativa. Depois, e com base numa pesquisa recente que o coloca apenas cinco pontos atrás do ex-governador Joaquim Roriz, ele voltaria da licença partidária e viraria candidato à reeleição. Os líderes tudo ouviram, até para evitar novas ameaças que Arruda sempre faz nessas reuniões. Mas aceitar agora, depois de tudo, parece ser muito difícil, mesmo se sabendo que o panetonegate não é uma briga de gangues. É uma briga dentro da mesma gangue.

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Hoje, as estações do metrô paulistano amanheceram distribuindo um jornal que tem uma propaganda do governo de SP que cita o rio tietê - que transbordou e isolou a cidade na terça - como exemplo do trabalho de despoluição realizado.

Texto da propaganda: "antes, tinha sujeira pra todo lado. Agora, tem córrego limpo".

Depois do Bolinha Kassab sorridente na balada terça feira, agora é o Serra que tenta tirar emprego dos mágicos e humoristas paulistanos. Incrível.
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Parece que baixou um Zé Dirceu rápido nos petistas de Brasília, quando alguém compara o mensalão de 2005 e o de agora. Dizem eles: "O nosso era diferente. Não era enriquecimento pessoal". Então tá.
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Quem conhece bem os governos de Joaquim Roriz - ex PMDB, atual PSC - e Arruda, diz que há uma diferença fundamental na administração do panetonegate: na versão do democratas, o esquema passou a contar com um número bem maior de operadores, que tem mais autonomia e respeitam a partilha combinada.

Coisa de quadrilha organizada, mesmo.
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E pra encerrar, essa notícia de que a sacanagem no governo do DF já vem de "anus atrás": quando era governador, Joaquim Roriz tinha o costume de ir à sauna todo santo dia, depois do expediente.

E adivinhem quem era a companhia mais frequente dele, em meio aos vapores e essências de eucalipto?

Ele mesmo, José Roberto Arruda!

Ui!

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Quinta que vem, tem mais!