Mostrando postagens com marcador Marjorie Estiano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marjorie Estiano. Mostrar todas as postagens

sábado, 17 de outubro de 2020

`SOB PRESSÃO: PLANTÃO COVID` - CRÍTICA

<> 
 ‘Plantão Covid’ só reitera que ‘Sob Pressão’ é a melhor série brasileira da atualidade
<>

 SINOPSE: 
O casal de médicos Carolina (Marjorie Estiano) e Evandro (Júlio Andrade) tem de abandonar sua missão de ajuda humanitária aos ribeirinhos da Amazônia para atender o chamado do amigo Dr. Décio (Bruno Garcia), agora comandando um hospital de campanha para pacientes da Covid 19. 

 A partir daí, vemos os dramas de pacientes e até o do Dr. Evandro, que também é infectado e fica entre a vida e a morte. 

 CRÍTICA: 
‘Sob Pressão’ é a melhor série brasileira da atualidade, considerando não só a tv aberta, mas também as plataformas de streaming. 

 Baseada no livro homônimo de Márcio Maranhão, as três temporadas anteriores já vinham construindo uma atmosfera de desespero e resignação dentro do universo da saúde pública carioca, sendo que na última temporada o nível alcançado pela abordagem dos temas, das atuações e do engajamento do espectador foram tão altos, que elevou o índice da audiência do horário na TV Globo. 

 Entretanto, a previsão esse ano era que a série desse uma pausa e saísse do Rio de Janeiro, mas aí veio a pandemia e, em uma acertada decisão, roteiristas, produção e elenco se uniram para um lindo especial de dois episódios em que, mais que nunca, a realidade foi retratada na telona e os profissionais da saúde mais uma vez foram enaltecidos com o respeito que merecem. 

 O roteiro de ‘Plantão Covid’ não perde tempo em explicar nem contextualizar o espectador – não é necessário, todos nós estamos vivendo essa inacreditável distopia nesse exato momento. 

E, assim como nós fomos jogados no meio dessa pandemia de repente, também na ficção o primeiro episódio começa já com a pandemia acontecendo, com os médicos já cansados, confusos, recebendo reforços de novos especialistas (David Júnior), aguardando a chegada dos respiradores e tentando entender como tratar o coronavírus. 

 Desse choque inicial, Dr. Evandro (Júlio Andrade) e Dra. Carolina (Marjorie Estiano) começam a missão tentando resgatar um paciente de um asilo, Sr. Augusto (Marcos Caruso, em mais um show de atuação), que se recusa a ser internado; também uma jovem paciente se recusa a se tratar enquanto não conseguir falar com a mãe por telefone; somado a isso, os dramas pessoais dos médicos e enfermeiros acrescentam ainda mais tensão no cenário caótico e pandêmico, onde a máxima do Dr. Evandro, de que “ninguém morre no meu plantão”, desaparece. 

 O mais impressionante em é o alto grau de sincronia que a produção consegue com todos os aspectos que envolvem a realização desse programa. 

O elenco, como um todo, entregou atuações impecáveis, extremamente vivas e palpáveis, que imediatamente nos leva a ter a certeza de que dessa vez o Emmy Internacional vai vir. 

A condução de Marjorie Estiano na trama, com seu jeitinho meigo e cheio de fé, conseguindo sorrir e dar esperança mesmo nos momentos de maior desespero - a cena da foto para o crachá é, desde já, uma das mais icônicas da história recente da dramaturgia brasileira - nos mostra que a atriz reina absoluta, culminando em uma última cena que arranca lágrimas e arrasa o coração de qualquer um. 

 Com direção artística de Andrucha Waddington, a equipe realizou um verdadeiro milagre para construir um hospital de campanha de verdade num terreno dos Estúdios Globo, tão realista que nem parece ficção. 

E é preciso dar os parabéns a Pedro Waddington também, diretor da série, cuja percepção de drama, suspense e empatia aproximaram o espectador ao caos ficcional. 

O posicionamento de câmera – ora junto ao paciente, ora junto ao médico – transportou nosso olhar para a angústia da cena que se desenrolava, deixando pouco espaço até mesmo para o próprio espectador conseguir respirar. 

O incrível plano-sequência de Marjorie Estiano saindo da tenda em busca dos respiradores e, em seguida, voltando para dentro sem nenhum corte de cena foi desesperador – tanto quanto a entrada do paciente Augusto no hospital, com uma câmera de cima acompanhando toda a movimentação da equipe e, ao mesmo tempo, revelando o ambiente já lotado e desesperançoso do hospital de campanha. 

 Os fãs que já acompanham ‘Sob Pressão’ há três anos, já sabiam que o que estava por vir seria extremamente emocionante, mas, ainda assim, ninguém estava preparado para essa aula de humanidade e profissionalismo do que foi apresentado em Plantão Covid’ – e os elogios vão para o engajamento da equipe tanto na ficção quanto na vida real. 

Mais que nunca, a série mostra o importante papel da arte em retratar a realidade e de trazer esperança às pessoas no momento em que elas mais precisam. 

Espetacular é pouco para adjetivarmos esse brilhante trabalho da dramaturgia brasileira. 

 GALERIA DE IMAGENS:
TRAILER:

FICHA TÉCNICA:

 SOB PRESSÃO: PLANTÃO COVID 
Formato: 
Série 
Gênero:
Drama Médico
 Criador(es):
Renato Fagundes Jorge Furtado 
Baseado em:
Sob Pressão: A Rotina de Guerra de Um Médico Brasileiro, de Márcio Maranhão 
País de origem:
 Brasil 
Idioma original:
Português 
Produção Diretor(es):
Andrucha Waddington Mini Kerti Rebeca Diniz Pedro Waddington Júlio Andrade 
Diretor(es) de criação:
Andrucha Waddington 
Elenco:
 Júlio Andrade, Marjorie Estiano, Stepan Nercessian, Bruno Garcia, Tatsu Carvalho, Drica Moraes, Marcelo Mello Junior, Roberta Rodrigues, David Junior
Empresa(s) produtora(s):
Conspiração Filmes 
Exibição Emissora original:
Rede Globo 
Formato de exibição:
 4K (UHDTV) 
Transmissão original:
 06 e 13 de outubro de 2020 
Episódios:
 02
Duração: 
45 minutos 

COTAÇÃO DO KLAU:


domingo, 30 de agosto de 2020

'SOB PRESSÃO': SÉRIE MÉDICA TERÁ DOIS EPISÓDIOS ESPECIAIS, FOCADOS NA COVID 19

<>
Carolina e Evandro estão de volta em mini-temporada sobre o novo coronavírus
<>

Uma das mais aclamadas séries da Globo, Sob Pressão é conhecida por mostrar os problemas da saúde pública no país e terá uma "mini-temporada" de dois episódios para mostrar os personagens em um hospital de campanha batalhando contra o novo coronavírus.

Os dois episódios de Sob Pressão - Plantão Covid mostrarão os médicos Carolina (Marjorie Estiano) e Evandro (Júlio Andrade) sendo chamados de volta ao Rio de Janeiro para trabalhar em um hospital de campanha, montado para tratar pacientes com Covid-19.

O desespero dos médicos diante de um vírus desconhecido é o grande foco da temporada, que traz de volta o elenco da série, composto por Bruno Garcia, Pablo Sanábio, Drica Moraes, Julia Shimura e Josie Antelio.

Marjorie Estiano é indicada ao Emmy por seu papel em "Sob Pressão"; veja os  indicados - Jetss
O elenco da série - Globo
A nova temporada terá também novos personagens, o neurocirurgião Mauro (David Junior) e Marisa (Roberta Rodrigues).

Para gravar esses dois episódios, a Globo montou em seus estúdios um hospital de campanha.

"Recriamos o hospital de campanha e, dentro dele, estamos trabalhando como se estivéssemos realmente no enfrentamento", explica Andrucha Waddington, diretor da série.

Sob Pressão, ao lado da temporada final das novelas Amor de Mãe e Salve-se Quem Puder, marcam a retomada das gravações de teledramaturgia nos Estúdios Globo.

A estreia está prevista para ainda este ano.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

EMMY INTERNACIONAL: MARJORIE ESTIANO E 'SE EU FECHAR OS OLHOS AGORA' FORAM INDICADOS

<>
Marjorie, evidentemente, foi indicada ao maior prêmio da TV mundial pela sua performance como a Dra. Carolina, na segunda temporada de 'Sob Pressão'
<>

Foram revelados nesta quinta, dia 19, os indicados para o Emmy Internacional - e tem brasileiros na disputa.

Marjorie Estiano concorre ao prêmio de Melhor atriz pelo trabalho em "Sob pressão", da Globo.

Resultado de imagem para marjorie estiano sob pressão
Marjorie Estiano, em cena de 'Sob Pressão'
Raphael Logam, pela série "Impuros", da Fox, disputa o troféu de Melhor ator e "Se eu fechar os olhos agora", também da Globo, concorre na categoria Minissérie.

Raphael Logam em
Raphael Logam, em cena da série "Impuros", da Fox
"O Brasil ja esteve algumas vezes no Emmy, levando o prêmio em outras categorias, mais um indicativo para acreditarmos no que fazemos por aqui. Estou muito feliz com a indicação e de ter feito parte desse time. "Se eu fechar os olhos agora" é um dos meus primeiros trabalhos de destaque e estará para sempre em minha memória. Que sorte a minha!" — comemora Thainá Duarte, que interpretou Anita.

Série
Thainá Duarte, que interpretou Anita na minissérie "Se eu fechar os olhos agora"
Marjorie Estiano fez questão de parabenizar "os profissionais de saúde" por sua indicação.

"‘Sob Pressão’ é um projeto muito sensível e necessário. É uma luz de largo alcance. A saúde é um tema muito importante no mundo todo e um espelho de cada país. O Brasil é lindo, com gente muito trabalhadora, criativa, perseverante. Acho que a nossa indicação fortalece ainda mais esse processo de apropriação das questões do nosso país" — disse a atriz indicada.

"Eu agradeço sempre, e quando a gente percebe o olhar de pessoas de outra cultura, que tem outras questões, outra realidade, vem junto uma esperança, uma sensação de acolhimento, de pertencimento. A gente percebe que não está sozinho. Que estamos sendo vistos e ouvidos!"

O Brasil tem ainda entre os indicados a atração "Ópera aberta - Os pescadores de pérolas", da HBO, que concorre em Programa de arte, o "Especial de Natal Porta dos Fundos", que disputa a categoria comédia, "A primeira pedra", do Canal Futura, em Documentário, a terceira temporada de "1 contra todos", da Fox, em Série dramática, e "Hack the city", exibida no National Geographic, em Série curta.

Resultado de imagem para especial de natal porta dos fundos 2018

Ao todo são 44 indicados em 11 categorias e há representantes de 21 países.

Além do Brasil, os trabalhos são da Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, Colômbia, Finlândia, França, Alemanha, Hungria, Índia, Israel, Holanda, Portugal, Catar, Cingapura, África do Sul, Coréia do Sul, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

A cerimônia com os vencedores será realizada no dia 25 de novembro.

Fotos: Globo, Fox, Netflix

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

'SOB PRESSÃO': MELHOR SÉRIE DA GLOBO GANHA MAIS DUAS TEMPORADAS

<>
O drama médico que retrata problemas reais do sistema público de saúde do Rio de Janeiro se tornou sucesso de audiência na terceira temporada
<>

Atendendo os pedidos dos fãs e da própria equipe, a Globo decidiu dar não só uma, mas duas novas temporadas a série, que contarão com o retorno do seu elenco fixo.

De acordo com a colunista do jornal O Globo, Patrícia Kogut, o redator da série, Lucas Paraizo, já está escrevendo os novos roteiros.

As duas temporadas serão gravadas ano que vem - já que os protagonistas Julio Andrade e Marjorie Estiano tem novos compromissos de trabalho nesse segundo semestre.

Em entrevista ao Gshow, Paraizo já havia confirmado a presença dos dois na quarta temporada.

“Provavelmente devemos manter quase todos os mesmos personagens e novos entrarão. Sob Pressão é uma série rica em participações”, falou.

Vale lembrar que o último episódio da trama bateu recorde de audiência na temporada, o que justifica perfeitamente a renovação.

A equipe do seriado já tinha planos de continuar a trama de alguma maneira, mesmo antes de ser oficializada a renovação da quarta temporada, de acordo com o portal Notícias da TV. 
Uma das alternativas era fazer um segundo longa.

Em foto postada no Instagram oficial da série, a legenda podia ser interpretada como uma "dica" para a renovação:
"É hora de dizer até logo".

Confira o post:

sábado, 20 de julho de 2019

'SOB PRESSÃO' TERÁ UMA QUARTA TEMPORADA

<>
Mas somente em 2021
<>

A voz dos fãs foi ouvida e a Globo decidiu renovar a elogiada série Sob Pressão para uma quarta temporada, segundo informações da coluna de Flavio Ricco no portal UOL.

Inicialmente, o plano era encerrar o drama em sua terceira temporada, que terá o seu último episódio exibido na próxima quinta.

Porém, a boa repercussão com público e crítica acabou resgatando a trama do cancelamento.

Porém, Sob Pressão só retornará em 2021, já que seus protagonistas também têm compromissos com outros projetos.

Enquanto a Conspiração Filmes desenvolve a quarta temporada, Marjorie Estiano já foi confirmada na supersérie O Selvagem da Ópera, de Maria Adelaide Amaral, para a Globo.

Por sua vez, Júlio Andrade deve seguir dividindo seu tempo entre atrações da Globo e da Fox.

Sob direção geral de Andrucha Waddington, as três temporadas da série também estão disponíveis no catálogo do GloboPlay.

terça-feira, 2 de abril de 2019

'SOB PRESSÃO': CONFIRA O QUE VEREMOS NA TERCEIRA TEMPORADA

<>
Médicos vivem no limite da tensão na terceira temporada de uma das melhores séries da atualidade
<>

A rotina caótica e sempre emergencial dos médicos Evandro (Julio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano) continua na terceira temporada de Sob Pressão, que tem estreia prevista para maio.

Após o fechamento do hospital Luiz Carlos Macedo, o plano do casal é embarcar com a organização de ajuda humanitária Médicos Sem Fronteiras para o interior do Brasil.

Só que enquanto isso não acontece, eles fazem um trabalho temporário no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Porém, um dia caótico por causa da greve de caminhoneiros no Rio de Janeiro muda completamente seus destinos.

Na tentativa de contornar os obstáculos causados pela falta de abastecimento durante um atendimento de urgência, Evandro e Carolina buscam ajuda no São Tomé Apóstolo, hospital religioso, onde agora Décio (Bruno Garcia) atua como clínico-geral.

Na unidade, eles colocam em prática a experiência de anos adquirida nas emergências públicas e, diante do salvamento de uma criança, acabam sendo convidados para trabalhar no local.

A proposta é feita pela Irmã Graça (Joana Fomm), Madre Superiora do local, que enxerga no desempenho do casal uma grande oportunidade para reerguer o local, que está com o centro cirúrgico desativado.

Evandro e Carolina aceitam o convite e ele ocupa o cargo de diretor. 

Carolina assume a chefia da emergência da unidade, localizada próxima a uma comunidade liderada pela milícia.

Ao lado do trio de cirurgiões, o São Tomé Apóstolo conta ainda com profissionais remanescentes do Macedão: Charles (Pablo Sanábio), Keiko (Julia Shimura) e Rosa (Josie Antello).

A equipe médica ainda é formada pelo anestesista Gustavo (Marcelo Batista), pela enfermeira Simone (Jana Guinond) e pela recém-chegada infectologista Vera, interpretada por Drica Moraes.

Com direção artística de Andrucha Waddington e direção de Mini Kerti, Rebeca Diniz, Pedro Waddington e Julio Andrade, Sob Pressão é uma coprodução da Globo com a Conspiração Filmes.

domingo, 18 de novembro de 2018

CRÍTICA - 'SOB PRESSÃO' - SEGUNDA TEMPORADA: SÉRIE É A MELHOR PRODUÇÃO DA GLOBO EM EXIBIÇÃO


SINOPSE:

Os dramas e os dilemas da equipe de emergência de um hospital público e a relação improvável entre dois médicos que superam todos os limites para manter os pacientes vivos em um hospital onde tudo falta.

Duas vidas atormentadas pelos fantasmas do passado encontram, uma na outra, a cura para suas almas doentes.

De um lado, o cético Dr. Evandro (Júlio Andrade), cirurgião-chefe da equipe médica de um hospital público.

Do outro, a religiosa e eficiente Dra. Carolina (Marjorie Estiano), cirurgiã vascular que busca na fé o antídoto contra toda miséria que enfrenta no dia a dia.

Parceiros de trabalho, os dois têm em comum o desejo de salvar vidas.

E precisam encontrar o equilíbrio entre as dificuldades do ofício e os conflitos íntimos para enfrentar a rotina no ambiente sob pressão e extremamente caótico de uma emergência no subúrbio do Rio de Janeiro.

Em meio a casos complexos, desafios pesados e dilemas éticos, Evandro e Carolina se aproximam, se apaixonam, se casam - e vivem no fio da navalha desde sempre.

CRÍTICA:

"O nosso erro não é como o erro de todo mundo. O nosso erro pode ser a morte de uma pessoa", filosofa Evandro (Julio Andrade), justificando o estrago que uma falha médica pode causar.

Com essa frase, o protagonista de 'Sob Pressão' deixa claro que a segunda temporada da série médica - em exibição na Globo e já na íntegra no streaming Globo Play -vai muito além dos problemas de saúde e enfoca, também, os problemas pessoais dos profissionais do fictício hospital Luis Carlos Macedo, na periferia do Rio de Janeiro.

O tom realista do texto consegue transferir ao espectador toda a tensão do ambiente hospitalar, com a nova temporada aprofundando os dramas dos personagens e apostando na narrativa de tramas mais curtas, que começam e se encerram no próprio episódio.

Assim, sem distrações ou encheção de linguiça, temos uma série boa de se ver, sem histórias desnecessárias, tudo de maneira seca, rápida, interessante.

Imagem relacionada
Marjorie Estiano como Carolina e Julio Andrade como Evandro: casal protagonista simplesmente sen-sa-cio-nal - Fotos dessa postagem: Divulgação/Globo
Vemos os dramas dos pacientes se misturarem aos dos médicos, o que dá profundidade a cada história - como, por exemplo, a culpa que Evandro sente por ter negligenciado o atendimento a uma idosa que ia todos os dias ao hospital se queixar de algum sintoma, mas que nada tinha.

Priorizando o atendimento ao paciente que realmente precisava da sua atenção, o médico chefe nem dá atenção para a senhora, todos fazem piada com a conhecida hipocondria dela - para no final, Evandro saber que ela estava sim, tendo um ataque cardíaco e acabou morrendo.

As cenas de Julio Andrade rasgam a tela e mergulham o espectador na trama, de tão boas.

Resultado de imagem para sob pressão segunda temporada carolina onibus
Evandro e Carolina, no episódio do ônibus acidentado
Já Carolina (Marjorie Estiano), agora casada com Evandro, tem um péssimo reencontro com o pai que dela abusava (Luis Melo), e, mesmo machucada após sofrer um acidente no ônibus em que estava, prestou toda a assistência aos feridos, correndo até o risco de morrer, já que o combustível vazou e o coletivo poderia explodir a qualquer momento.

Esse episódio teve uma produção simplesmente impecável e Marjorie brilhou como nunca - é uma puta atriz.

Assim, a série entrega o que promete: desnudar o caos da saúde pública do Brasil através de histórias terríveis, porém envolventes e muito verdadeiras.

Até a presença da nova diretora do hospital, Dra. Renata Gomes, que titubeia entre ajudar o local ou se dar bem nas maracutaias das licitações, ganhando os seus 10% de propina, apesar de nojento, é sensacional, já que ela é interpretada por uma Fernanda Torres no melhor da sua forma, fazendo dobradinhas com seu chefe Marcelo Serrado e com Julio Andrade.

Resultado de imagem para sob pressão segunda temporada
Fernanda Torres é a Dra. Renata Gomes, nova diretora do hospital
Quem ganha é o espectador, a cada episódio extasiado com brilhantes atuações.

A fotografia, design de produção, luz e figurinos também ajudam: tudo sem filtro, tudo cru e verdadeiro, mostrando as pareces mofadas do hospital, seu chão de ladrilhos vermelhos e os médicos operando em centros cirúrgicos sem o mínimo de recursos - e ainda sim, salvando vidas.

Com episódios disponíveis no streaming antes da exibição na TV aberta, a série faz parte da atual estratégia da Globo, de produzir conteúdo para seu serviço sob demanda e, assim, conseguir mais e mais assinantes - o que parece ser o futuro não tão longínquo do audiovisual.

Resultado de imagem para sob pressão segunda temporada carolina onibus
Elenco principal da segunda temporada: simplesmente irresistível
Por enquanto, quem ganha com isso é o espectador da TV aberta, que tem a oportunidade de conferir séries tão bem feitas como essa.

'Sob Pressão', é, assim, o melhor produto sendo exibido na TV aberta - não só na Globo - e vale, cada cena, pela emoção quanto pela realidade que consegue retratar.

Não à toa, a série já tem garantidas suas terceiras e quarta temporadas: se a primeira contou com nove episódios e a segunda com onze, a terceira - que já começou a ser rodada - contará com quatorze episódios e estreia em 2019.

Seriaça.

TRAILER DA SEGUNDA TEMPORADA:


FICHA TÉCNICA:
'SOB PRESSÃO'
Formato:
Série
Gênero:
Drama médico
Elenco principal:
Julio Andrade, Marjorie Estiano, Stepan Nercessian, Bruno Garcia, Pablo Sanábio, Orã Figueiredo, Fernanda Torres
Diretor(es):
Andrucha Waddington (direção artística), Mini Kerti
Roteirista(s):
Márcio Alemão, Jorge Furtado, Lucas Paraizo, Antonio Prata, André Sirangelo, Flávio Araújo, Claudia Jouvin
Criador(es):
Luiz Noronha, Cláudio Torres, Renato Fagundes, Jorge Furtado
Duração de cada episódio:
40-60 minutos
País de origem:
Brasil
Idioma original:
Português
Produção:
Conspiração Filmes
Exibição:
Globo Play
Emissora de televisão aberta:
Globo
Formato de exibição:
1080i (HDTV)
Transmissão original:
25 de julho de 2017 – presente
N.º de temporadas:
2 (3ª e 4ª confirmadas)
N.º de episódios:
20 (9 da 1ª e 11 da 2ª)

Cotação do Klau:

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

'LIGAÇÕES PERIGOSAS': BELA MINISSÉRIE ABRE TEMPORADA 2016 DA GLOBO COM ÓTIMO ELENCO MAS EM HORÁRIO EQUIVOCADO


SINOPSE:

Baseada no clássico francês de Choderlos de Laclos (1782), a minissérie em 10 capítulos gira basicamente em torno da disputa entre Isabel de Alencar (Patrícia Pillar) e Augusto de Valmont (Selton Mello), ambos mestres na arte da sedução.

Eles são logo apresentados ao público como figuras amorais, cujo maior prazer é conquistar e dominar seus pares.

Uma aposta cruel entre os dois conduzirá a trama.

CRÍTICA:

A história é francesa, do século 18, e conhecida do público através de Hollywood - nos filmes “Ligações Perigosas'' (1988), com Glenn Close, John Malkovich e Michelle Pfeifer, e “Segundas Intenções'' (1999), com Sarah Michelle Gellar, Ryan Phillippe e Reese Witherspoon.

Assim, a Globo apostou em uma história universal, já conhecida do grande público, para a minissérie que abre a temporada 2016: 'Ligações Perigosas' , que estreou nesta segunda, 04/01, e ao contrário dos filmes, ambientados na França do século 18, como o romance de 1782 (escrito por Choderlos de Laclos), se passa em 1928 na fictícia cidade litorânea de Vila Nova, no litoral paulista.

Patrícia Pillar como Isabel e Selton Mello como Augusto, protagonistas da minissérie - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Globo
Com exceção das novelas da cubana Glória Magadan (no começo da Globo, nos anos 1960) do português Eça de Queiroz (“O Primo Basílio” e “Os Maias”), apenas o romance “La Luna Caliente”, do argentino Mempo Giardinelli, foi transformado em minissérie em 1999, com a trama sendo transportada da Argentina para o sul do Brasil.

Walcyr Carrasco também usou uma história universal, ao adaptar a peça “A Megera Domada”, de Shakespeare,  para sua novela “O Cravo e a Rosa” (2000-2001), mas a trama se passava em São Paulo.

A primeira impressão foi a de que teremos aqui uma produção cinematográfica da mais alta qualidade e mesmo com atores brasileiros e falada em português, não há qualquer referência ao Brasil.

Marjorie será a devota Mariana. Sua vida irá mudar ao conhecer Augusto, personagem de Selton Mello (Foto: Inácio Moraes/Gshow)
Marjorie Estiano é a devota Mariana, que tem sua vida mudada ao conhecer Augusto
A trilha sonora até que teve um Ernesto Nazareth aqui e ali, mas é mesmo uma mistura de música erudita com charlestons e outros ritmos e modalidades musicais do começo do século passado.

Segundo o diretor Vinícius Coimbra, tudo foi de propósito: na exibição dos dois primeiros capítulos para a mídia, ele chegou a dizer que tudo foi pensado “para não parecer uma novela de Benedito Ruy Barbosa”.

Muitas cenas externas foram rodadas na Patagônia (como as deslumbrantes tomadas na praia, com vista para falésias) e interior da Argentina.

Alice Wegmann será a doce Cecília em 'Ligações Perigosas' (Foto: Caiuá Franco/TV Globo)
Alice Wegmann é a mocinha Cecília
Umas das fachadas mais usadas (a mansão de Consuelo/Aracy Balabanian, sensacional em sua volta à boa dramaturgia) é o Palácio de Santa Cândida, em Concepción Del Uruguay

Alguns prédios históricos do Rio de Janeiro e Niterói podem ser reconhecidos, aqui e ali também - como o Teatro Municipal carioca.

A misissérie custou 30% a mais para a Globo, já que foi gravada em 4k, tecnologia que proporciona quatro vezes mais resolução de imagem que o HD.

Jesuíta será o romântico músico Felipe em 'Ligações Perigosas' (Foto: Inácio Moraes/Gshow)
Jesuíta Barbodsa é o romântico Felipe,  músico  que vai se apaixonar por Cecília
Pena que a diferença só será percebida por quem tiver um televisor compatível, já que a tecnologia é nova e poucos ainda podem pagar a bala por uma TV 4k.

Essa é a segunda vez que a Globo produz uma série em 4k: a primeira foi 'Dupla Identidade' (2013).

'Ligações Perigosas' foi captada com muitas sequências com apenas uma câmera, o que fez com que o elenco se desdobrasse e se cansasse mais.

Mas vale a pena: a belíssima fotografia, do francês Jean Benoit Crépon, aumenta a sensação de cinema, ao usar, entre outros recursos, refletores potentes e fumaça, para desfocar os ambientes e destacar os atores, gerando tomadas deslumbrantes e muito criativas.

Aracy Balabanian abre o coração e conta que quase desistiu de atuar (Foto: Estevam Avellar/TV Globo)
Aracy Balabanian é Consuelo, tia de Augusto
Como a sequência na casa de chá em que Heitor (Leopoldo Pacheco) revela a intenção de se casar com a virgem Cecília (Alice Wegman): a câmera dá uma volta ao redor da mesa enquanto acontece o diálogo.

Ou quando Isabel (Patrícia Pillar) acerta uma taça na testa de Heitor, revelando toda a sua mágoa por não ser ela, tia de Cecília, a escolhida para se casar com ele.

O elenco foi muito bem escalado, e nesse primeiro episódio, os destaques ficaram mesmo com Patrícia Pillar, Selton Mello, Marjorie Estiano, Aracy Balabanian e a jovem Alice Wegman, a mocinha que será seduzida, abusada e abandonada por Augusto de Valmont (Mello), que aposta com a tia da moça (Pillar) que a deflorará antes do casamento da moça com o amante da tia.

A nova minissérie tem todo o apelo necessário para segurar o público em seus dez capítulos, mesmo que a Globo a tenha programado para ser exibida de segunda a sexta no horário das 22h30, logo depois de “A Regra do Jogo”.

Afinal, o romance de Choderlos de Laclos (1741-1803) exala sensualidade e muito sexo e ao escolher a faixa das 22h30, a emissora optou por esvaziar as partes mais “quentes” da história.

Ao menos no primeiro episódios, tivemos cenas em que os personagens fazem sexo de roupa (Isabel matando seu marido rico na cama) e uma cena quente entre a mocinha Cecília (Alice Wegman) e sua colega de internato foi cortada antes que elas se beijassem.

Numa história cuja matéria-prima é justamente a sedução?

Os bons filmes feitos a partir do romance estão aí pra provar que isso pode não dar certo.

Leopoldo interpretará Heitor, comerciante rico e poderoso (Foto: Inácio Moraes/Gshow)
Leopoldo Pacheco é o rico e poderoso Heitor
Afinal, nessa mesma época em 2015, a Globo levou ao ar “Felizes Para Sempre?” mais tarde, depois do “BBB”, o que permitiu a exibição de cenas fortes, protagonizadas pela prostituta Danny Bond,  personagem de Paolla Oliveira.

Já em 2014, a emissora apresentou os primeiros cinco episódios de “Amores Roubados” logo depois da novela e outros cinco depois do “BBB”.

A Globo sempre reclama das limitações impostas pela classificação indicativa, mas agora, mesmo tendo a possibilidade de exibir conteúdo mais “forte” e contundente no final da noite optou por torná-lo mais “leve” e sem força para exibição mais cedo.

Não entendi o horário equivocado.

CONFIRA A ABERTURA DA MINISSÉRIE:


FICHA TÉCNICA:
'LIGAÇÕES PERIGOSAS'
O que é:
Minissérie em 10 capítulos
Escrita por:
Manuela Dias
Colaboração:
Maria Helena Nascimento, Walter Daguerre
Supervisão de texto:
Duca Rachid
Direção geral:
Vinícius Coimbra
Direção de núcleo:
Denise Saraceni
Elenco principal:
Patricia Pillar, Selton Mello, Marjorie Estiano, Alice Wegmann, Jesuíta Barbosa, Leopoldo Pacheco e Aracy Balabanian
Fotografia:
Jean Benoit Crépon
Exibição: 
De segunda (4) a sexta (15)
Horário: 
22h30
Onde: 
Globo

COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

'O TEMPO E O VENTO': MUITO ACELERADO, LONGA NÃO CONSEGUE CONTAR UMA DAS MAIS LINDAS HISTÓRIAS DA LITERATURA BRASILEIRA


Para mim, a saga literária de Érico Veríssimo sobre as muitas gerações de duas famílias marcadas por romances, tragédias e enfrentamentos nos campos de batalha do Rio Grande do Sul é ainda hoje uma das melhores obras escritas em língua portuguesa, disparado - tanto que eu já o li e reli incontáveis vezes.

Resumir 150 anos de história em duas horas de filme e não ser superficial ou apressado requer a habilidade de jogar com o tempo, tarefa que, infelizmente, o diretor Jayme Monjardim não conseguiu demonstrar em 'O Tempo e o Vento' - que está em exibição em 178 salas em todo o Brasil -  nem chegando perto da competência que sempre consegue demonstrar nos seus trabalhos para a TV.

O filme corre mais que o Papa-Léguas do Coyote, principalmente em sua primeira metade, mantendo o espectador à distância, sem mergulhar na obra e só observando um suceder de tramas sem muita contextualização.

Apesar de uma reconstituição de época impecável, da bela fotografia - do veterano Affonso Beato - e dos esforços para tentar alcançar uma dimensão épica condizente com o enredo, o diretor, com mão pesada, quase põe tudo a perder.

Thiago Lacerda é o capitão Rodrigo - fotos dessa postagem: Divulgação/Globo Filmes

Como em 'Olga' - primeiro e até então seu único longa - Monjardim  abusa da trilha sonora edificante, tentando arrancar impressões e sentimentos do espectador à força, já que as emoções não surgem naturalmente da dramatização sempre levada a toque de caixa.

A narrativa é conduzida pela velha Bibiana (Fernanda Montenegro, pra variar, ótima) já em seus últimos momentos de vida.
Sitiada num casarão sob o cerco dos inimigos, conta a história da formação da família Terra-Cambará e sua relação de ódio com os Amaral.

Fernanda Montenegro, como Bibiana velha

Felizmente, o longa só deixa de ser trailer e vira obra cinematográfica quando começa a narrar a chegada do capitão Rodrigo Cambará (Thiago Lacerda, muito bem no papel do valente e garboso capitão) a Santa Fé, onde conhece Bibiana jovem (Marjorie Estiano, sen-sa-cio-nal) e logo se apaixona.

Infelizmente, Monjardim quis fazer uma homenagem à minissérie de 1985 (veja abaixo), escalando a mais que sofrível Cléo Pires como Ana Terra, avó de Bibiana - Glória Pires, mãe de Cléo, fez o papel na minissérie, com raro brilho - a partir daí, sua carreira deslanchou de vez.

Se Lacerda é um canastrão que quando bem dirigido rende muito, Cléo não tem salvação: é má atriz mesmo e consegue destoar totalmente do padrão de excelência do resto do elenco, simplesmente primoroso.

Cléo Pires como Ana Terra

Mesmo como seus inúmeros problemas, esse épico não é um filme ruim: tanto capricho, até excessivo, com luz, paisagens e pores do sol lindos e redundantes chocam-se com deficiências evidentes, onde só cena final, muito bem feita, de Bibiana descendo as escadas do casarão e rejuvenescendo a cada lance até encontrar seu grande amor Rodrigo e, finalmente, poder viver em paz a seu lado na eternidade, nos remete ao livro de Veríssimo.

Neste momento, se o arco dramático do filme tivesse sido bem construído, era para estarmos soluçando, contendo o choro - mas as lágrimas não vêm e a emoção reluta a aparecer, justamente pelos deslizes que foram vistos antes.

Marjorie Estiano como Bibiana jovem

Só nos resta aguardarmos mais material inédito e nova edição, na minissérie que será exibida pela Globo daqui a alguns meses - o longa vai fazer o caminho inverso de 'O Auto da Compadecida', que foi originalmente produzido como minissérie e depois virou filme.

Lembrando que a minissérie produzida e exibida pela Globo entre 22 de abril e 31 de maio de 1985 - com roteiro de Doc Comparato e dirigida pelo trio Paulo José, Denise Saraceni e Walter Campos - teve 25 capítulos, suficientes para mostrar cada nuance da obra.

Se a minissérie de 1985 é considerada até hoje um dos mais marcantes trabalhos da tele dramaturgia brasileira, tomara que a nova minissérie consiga o mesmo pois, aqui, se Monjardim tivesse se concentrado desde o início na história de amor de Bibiana e Rodrigo e deixado todo o resto em segundo plano, como fundamento para a trama romântica, talvez tivéssemos um grande filme.

Não é o caso e o cinema brasileiro ainda sofre - e muito - pela falta de objetividade narrativa.

O longa foi lançado na semana passada só no Rio Grande do Sul e os guris e as prendas compareceram em peso aos cinemas - tanto que ele foi parar no Top 10 Brasil dessa semana num honroso quinto lugar.


Confira o trailer do filme:


*****
'O TEMPO E O VENTO'
Gênero:
Drama
Direção:
Jayme Monjardim
Roteiro:
Letícia Wierzchowski, Marcelo Ruas, Tabajara Ruas, baseados na obra 'O Continente', de Érico Veríssimo
Elenco:
Cléo Pires, Danny Gris, Fernanda Montenegro, Janaína Kremer, José de Abreu, Leonardo Machado, Leonardo Medeiros, Luiz Carlos Vasconcelos, Luiza Ollé, Marjorie Estiano, Mayana Moura, Paulo Goulart, Rafael Tombini, Suzana Pires, Thiago Lacerda
Produção:
Rita Buzzar
Fotografia:
Affonso Beato
Duração:
127 min.
Ano:
2012
País:
Brasil
Cor:
Colorido
Estreia no Brasil:
20/09/2013
Distribuidora:
Downtown Filmes / Paris Filmes
Estúdio:
Globo Filmes
Classificação:
14 anos
Cotação do Klau: