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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

'ONCE UPON A TIME IN HOLLYWOOD': NOVO LONGA DE TARANTINO GANHA NOVAS IMAGENS

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A Vanity Fair divulgou hoje (25) novas imagens Do novo longa de Quentin Tarantino, que conta com um elenco estelar
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Confira:





Vanity Fair
A trama se passará durante a época dos assassinatos cometidos pela família Manson.

O elenco traz Margot Robbie, Leonardo DiCaprio, Brad Pitt, Al Pacino, Burt Reynolds, Tim Roth, Kurt Russell, Michael Madsen, Dakota Fanning e Damian Lewis.

Once Upon a Time in Hollywood tem estreia prevista para agosto.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

'OS 8 ODIADOS': TARANTINO VOLTA AO VELHO OESTE COM HISTÓRIA SOBRE RACISMO E PERSONAGENS FORTES E BEM DESENVOLVIDOS


SINOPSE:

Em Wyoming, Estados Unidos, após a Guerra Civil norte-americana (1865), um grupo de caçadores de recompensa transporta uma perigosa prisioneira, mas são surpreendidos por uma nevasca e precisam parar no Armazém da Minnie, uma estalagem na estrada.

Isolados e obrigados a conviver por mais tempo do que gostariam, o grupo acaba se envolvendo em uma trama de traição, desilusão e ódio.

CRÍTICA:

Oitavo filme do diretor e roteirista Quentin Tarantino, 'Os 8 Odiados', em exibição em 293 salas em todo o Brasil, é uma mistura de faroeste e suspense repleto de humor negro, com a trama acompanhando oito estranhos, com intenções desconhecidas, isolados devido a uma nevasca.

Personagens fortes e bem desenvolvidos, ótima ambientação, trilha sonora maravilhosa e fotografia inspirada fazem desse um dos filmes mais sensacionais e maduros do cineasta, mesmo que suas três horas de duração e ritmo lento da narrativa possam cansar boa parte dos espectadores.

Tarantino foi ousado em fazer esse 'teatro filmado', ambientado praticamente todo em uma única locação, o Armazém da Minnie.

Os Oito Odiados : Foto Samuel L. Jackson
Major Marquis Warren (Samuel L. Jackson) - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Diamond Films
Na trama, dois caçadores de recompensa - Major Marquis Warren (Samuel L. Jackson) e John Ruth (Kurt Russell) acabam compartilhando uma carruagem enquanto Ruth escolta a prisioneira Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh) para a cidade de Red Rock, onde ela será enforcada por assassinato.

Conforme a nevasca piora, eles procuram abrigo -  e o Armazém da Minnie é a única opção na estrada onde se encontram.

Lá, conhecem os outros homens da trama e a tensão cresce a cada conversa, com a desconfiança toma conta do local.

Aqui, as semelhanças com 'Cães De Aluguel' (do próprio Tarantino) e 'O Enigma De Outro Mundo' (de John Carpenter), não são meras coincidências, pois o primeiro faz parte das referências à própria filmografia usada pelo diretor e o segundo é uma das influencias para o filme - segundo o cineasta.

Os Oito Odiados : Foto Jennifer Jason Leigh, Kurt Russell
John Ruth (Kurt Russell) e Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh)
Ardilosamente, o longa não tem um herói, nem mocinho, nem alguém com senso de moral óbvio para o público se identificar facilmente.

Todos são inescrupulosos e, de alguma forma, vilões - ideia que Tarantino - fã dos faroestes dos anos 60 da TV, cujos episódios mostravam convidados especiais com passados obscuros de forma que era impossível saber quem era quem até o final - estende a todos os personagens e cria um bando de personagens questionáveis.

Desde 'Kill Bill', o diretor se preocupa demais com os diálogos, para criar algo poético e teatral e justamente por isso, não é fácil encontrar atores capazes de encarar seus textos da maneira correta.

Só que Tarantino também é craque em escalar bem e novamente acerta no elenco, com velhos conhecidos, como Tim Roth e Samuel L. Jackson e alguns novos nomes, em especial Jennifer Jason Leigh, espetacular no papel da feroz e badass Daisy Domergue.

Desempenho tão absurdo que Jennifer, desde já, é uma das favoritas ao Oscar 2016.

Melhor: todo o elenco entrega ótimas atuações e os personagens se completam bem.

Os Oito Odiados : Foto
Uma das poucas cenas do longa que não se passa no Armazém da Minnie
Para quem estranha um faroeste ambientado em apenas uma sala, vale lembrar que os clássicos do gênero nem sempre envolviam mocinhos, bandidos e tiroteios em cidades de fronteira.

Além disso, as produções das décadas de 50 a 70 estavam repletas de mensagens políticas, algo que Tarantino faz aqui: o tema principal são as relações raciais nos Estados Unidos pós-guerra civil, sem deixar de explorar questões bastante contemporâneas.

Único personagem negro, Warren (Jackson) é um veterano da Guerra Civil que carrega uma carta de Abraham Lincoln, seu amigo, no bolso como forma de status.

Ele é durão e centro das tensões iniciais, já que a maioria dos outros personagens são racistas ou veteranos do exército confederado, que defendia a escravidão nos EUA.

Quando Warren começa a desconfiar das atitudes das outras pessoas presas com ele, passa a investigá-los e o racismo se torna cada vez mais central para a trama.

Apesar das questões raciais e do suspense, o humor característico de Tarantino está presente.

Os Oito Odiados : Foto Tim Roth
Tim Roth, em cena do longa
E sim, tecnicamente o longa é impecável: a inspirada fotografia de Robert Richardson captura belas paisagens nevadas do Velho Oeste ao mesmo tempo em que capta cada detalhe do Armazém da Minnie, sempre filmado de ângulos diferentes.

É interessante como todos (ou a maioria) dos personagens procuram estar posicionados no campo de visão, independente do foco da ação.

É pena que o espectador brasileiro não poderá assistir à versão em 70mm, um dos principais atrativos da obra, mas, mesmo assim, a cópia digital já impressiona.

E para completar, temos aqui a melhor trilha sonora do cinema recente, composta pelo gênio Ennio Morricone, compositor que Tarantino admite ser seu favorito.

Os Oito Odiados : Foto Michael Madsen
Michael Madsen, em cena do longa
Tensa e assustadora, ela garante a atmosfera necessária pois, afinal, ele é um dos maiores compositores para filmes de faroeste.

Essa é a primeira vez que o cineasta trabalha com trilha original e a parceria funcionou bem, já que Morricone criou diversas faixas a partir da história e Quentin as usou da mesma forma como fez em produções anteriores: dividiu a trilha completa ao longo da obra conforme achou relevante, sem influenciar o compositor ou pedir mudanças.

Melhor que 'Django Livre', 'Os 8 Odiados' é uma obra maravilhosa, repleta de humor negro e com uma intensa história.

Tarantino trata as relações raciais e da natureza humana de forma brutal e a violência inevitável faz extremo sentido com tudo que vemos ao longo da narrativa.

Entretanto, o exagero de referências à filmografia do próprio diretor são elementos desnecessários e podem tirar a surpresa de diversos momentos-chave da produção - especialmente para quem conhece bem 'Cães De Aluguel' ou 'Pulp Fiction - Tempo De Violência'.

Se três horas de filme repletas de diálogos intensos se mostram o maior desafio para o espectador, vale tomar um belo café antes de se sentar na sala de cinema, já que o importante é conferir essa ótima produção - também cotadíssima para o Oscar 2016.

Filmaço.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'OS 8 ODIADOS'
Título Original:
THE HATEFUL EIGHT
Gênero: Faroeste
Direção e Roteiro:
Quentin Tarantino
Elenco:
Belinda Owino, Bruce Del Castillo, Bruce Dern, Channing Tatum, Craig Stark, Dana Gourrier, Demián Bichir, Gene Jones, James Parks, Jennifer Jason Leigh, Keith Jefferson, Kurt Russell, Lee Horsley, Michael Madsen, Samuel L. Jackson, Tim Roth, Walton Goggins, Zoe Bell
Produção:
Richard N. Gladstein, Shannon McIntosh, Stacey Sher
Fotografia:
Robert Richardson
Montador:
Fred Raskin
Trilha Sonora:
Ennio Morricone
Duração:
182 min.
Ano:
2015
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
07/01/2016 (Brasil)
Distribuidora:
Diamond Films
Estúdio:
Columbia Pictures / The Weinstein Company

COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

'GRACE DE MÔNACO': CONTO DE FADAS DA VIDA REAL É BELO MAS NÃO TEM CONSISTÊNCIA


SINOPSE:

Em 1956, o casamento da estrela de Hollywood Grace Kelly (Nicole Kidman) com o príncipe de Mônaco, Rainier III (Tim Roth) foi considerado um conto de fadas na vida real.

Entretanto, cinco anos mais tarde e já com dois filhos, Albert e Caroline, a verdade é que Grace está insatisfeita com a vida no palácio e o distanciamento do marido.

A oportunidade de novamente sentir-se útil surge quando seu velho amigo, o diretor Alfred Hitchcock (Roger Ashton-Griffiths), a convida para retornar ao cinema, como protagonista de seu próximo filme: "Marnie - Confissões de uma Ladra", ao lado de Sean Connery no auge da fama como James Bond.

O problema é que Rainier é terminantemente contra e, ainda por cima, está envolvido com uma ameaça vinda do presidente francês Charles de Gaule (André Penvern): caso Mônaco não pague impostos à França e acabe com o paraíso fiscal existente, o principado será invadido pelos franceses em seis meses.

Em meio às inevitáveis tensões, Grace e Rainier buscam resolver seus problemas e tentando evitar que eles cheguem ao divórcio.

CRÍTICA:

Foi o conto de fadas da vida real.

Uma das mais populares estrelas de Hollywood, endeusada pelos fãs e dona de um Oscar na estante, se casando com o príncipe de um país mínimo, mas reconhecido mundialmente como ícone do luxo e da riqueza.

O casamento de Grace Kelly com o príncipe Rainier III, de Mônaco, chamou a atenção de boa parte do planeta, em 1956.

Afinal de contas, se contos de fadas já encantam no mundo da fantasia, imagina quando surge uma (aparente) chance dele se materializar entre os mortais.

Consciente deste impacto, o diretor Olivier Dahan tomou para si este deslumbramento ingênuo para narrar um episódio marcante da vida de Grace e Rainier.

Grace de Mônaco : Foto Nicole Kidman
Nicole Kidman como Grace, em cena do longa - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Playarte Pictures
'Grace de Mônaco', em exibição em 89 salas em todo o Brasil, mostra tudo segundo a ótica do diretor, como revela o alerta inicial de que a história a ser contada é apenas inspirada em eventos reais - e como acontece em todo conto de fadas, resolveu facilitar as coisas.

De um lado, está o príncipe envolvido com sérias questões diplomáticas, que põem em risco a própria existência de Mônaco, um trabalho de homem, especialmente naquela época.

Grace de Mônaco : Foto Tim Roth
Tim Roth como Rainier III
Do outro está a princesa, infeliz em seu castelo, sem ter o que fazer além de cuidar dos filhos, quando recebe a visita do seu velho amigo, aquele que tinha lhe dado os principais papéis da carreira.

O diretor Alfred Hitchcock foi até ela para oferecer-lhe a oportunidade de voltar aos holofotes em seu próximo filme, 'Marnie - Confissões de Uma Ladra', onde Grace teria como galã nada menos que Sean Connery, na época um dos atores mais aclamados do mundo, graças à cinessérie de 007.

Como sabemos, Tipi Hendren - que depois faria com o diretor 'Os Pássaros' -  ficou com o papel.

Mais do que a fama ou o dinheiro, Grace queria mesmo voltar a se sentir útil, naquilo onde sabia que era competentíssima.

Talvez motivado pela escolha de 'Um Corpo Que Cai' como o melhor filme de todos os tempos, em 2012, talvez pela imagem icônica que o diretor deixou em seu trabalho, que permite sua fácil identificação, aqui, por mais que leve alguns minutos até que alguém o nomeie, é impossível não reconhecê-lo pelo semblante de perfil.

Sabendo disso, Dahan espertamente focaliza seus maneirismos para conquistar a simpatia do público - e o truque funciona.

Grace de Mônaco : Foto Nicole Kidman, Roger Ashton-Griffiths
Roger Ashton-Griffiths interpreta o diretor Alfred Hitchcock
Como o objetivo aqui é retratar um conto de fadas, mesmo com um pé (bem de leve) na realidade, é preciso que haja antagonistas.

Charles de Gaule, o presidente francês que deseja invadir Mônaco, é o inimigo perfeito, mas não é suficiente.

Para Grace, são dois os vilões: o tédio e a futilidade.

Para enfrentá-los, é hora de entrar em cena o velho combate entre o estilo da nobreza europeia e o 'american way of life', tudo bem explicadinho, bem cinemão americano, para que não haja qualquer dualidade nem um final em aberto.

Como já deu para perceber, temos aqui não um filme que deseja realmente se aprofundar no relacionamento de Grace Kelly com Rainier.

Ele apenas explora personagens famosos em uma trama maniqueísta com um fundo de vida real, para dar credibilidade ao que é exibido.

Só que dá certo - e diante deste mundo de príncipes e princesas, o diretor acerta a mão ao retratar visualmente a opulência típica da nobreza.

Grace de Mônaco : Foto Nicole Kidman
Presa no palácio e já com dois filhos
É claro que as paisagens de Mônaco são um convite e tanto, e Dahan as explora bem, assim como os figurinos requintados em cenários suntuosos, embalados em belíssima fotografia.

A própria escolha de Nicole Kidman como protagonista ajuda neste sentido, já que é uma integrante da realeza de Hollywood representando um ícone de sua aristocracia, ampliando a percepção de autenticidade por parte do espectador.

Fazia tempo que Nicole não aparecia tão linda na telona - a cada cena sua, o espectador perde o fôlego, com tanta beleza.

Por outro lado, o longa derrapa – às vezes feio – na narrativa novelesca, sempre pontuada por uma trilha sonora nitidamente manipuladora.

É close no rosto de Nicole para ressaltar a emoção de momento, reviravoltas conspiratórias, briga de casal com direito a cena de copo quebrado no chão... tudo para ressaltar o quão grave é a crise, tudo artifício que já vimos inúmeras vezes, em novelas brasileiras e mexicanas, com o objetivo de prender a atenção da forma mais óbvia possível.

No fim das contas, Dahan quis tanto fazer um conto de fadas visualmente belo que se esqueceu de dar a ele algo tão importante quanto: consistência.

Mesmo assim, pela história e por Nicole - e só da família real de Mônaco ter detestado e feito boicote contra, é um longa que deve ser visto.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
Grace de Mônaco : Poster
'GRACE DE MÔNACO'
Título Original:
GRACE OF MONACO
Gênero:
Drama
Direção:
Olivier Dahan
Roteiro:
Arash Amel
Elenco:
Aaron Webster, André Penvern, Derek Jacobi, Frank Langella, Geraldine Somerville, Jean Dell, Jeanne Balibar, Milo Ventimiglia, Nicholas Farrell, Nicole Kidman, Olivier Rabourdin, Parker Posey, Pascaline Crêvecoeur, Paz Vega, Philip Delancy, Robert Lindsay, Roger Ashton-Griffiths, Sir Derek Jacobi, Tim Roth, Yves Jacques
Produção:
Arash Amel, Pierre-Ange Le Pogam
Fotografia:
Éric Gautier
Montador:
Olivier Gajan
Duração:
103 min.
Ano: 
2014
País:
Bélgica / Estados Unidos / França / Itália
Cor:
Colorido
Estreia:
29/10/2015 (Brasil)
Distribuidora:
PlayArte Pictures
Estúdio: 
Canal+ / Lucky Red / Silver Reel / Stone Angels / TF1 Films Production / uFilm / YRF Entertainment
Classificação:
12 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

sábado, 23 de maio de 2015

FESTIVAL DE CANNES: CONFIRA TUDO O QUE DE MELHOR ACONTECEU - DE QUARTA A SÁBADO - E A BOLSA DE APOSTAS PARA OS VENDEDORES NO DOMINGO


A 68º edição do Festival de Cannes, um dos mais importantes festivais de cinema do mundo, começou  na quarta (13) e vai até domingo (24).

Nessa terceira e penúltima postagem especial sobre Cannes 2015, você vai conferir o que de melhor aconteceu - de quarta (20) a sábado (23)  - e também vai conferir que filme pode levar o prêmio máximo - a Palma de Ouro - as Palmas de diretor, ator e atriz e outras apostas dessa edição.

Confira:
'SICARIO': COM EMILY BLUNT, LONGA CONCORRE EM CANNES DE OLHO NO OSCAR
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'MOUNTAINS MAY DEPART': FILME CHINÊS É O FAVORITO DA CRÍTICA
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'CHRONIC': DIRETOR MEXICANO SURPREENDE E LONGA ENTRA NAS APOSTAS POR ALGUM PRÊMIO
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'LOVE': SEXO EXPLÍCITO EM 3D TRANSFORMA '50 TONS DE CINZA' EM MUSICAL DA DISNEY
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'O PEQUENO PRÍNCIPE' TEM ESTREIA ARRASADORA EM CANNES
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MACBETH': COM MICHAEL FASSBENDER E MARION COTTILARD, LONGA DIVIDE OPINIÕES EM CANNES
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CONHEÇA OS FAVORITOS NAS APOSTAS DE CANNES 2015
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Veja:
'SICARIO': COM EMILY BLUNT, LONGA CONCORRE EM CANNES DE OLHO NO OSCAR

Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por ‘Incêndios‘, o canadense Denis Villeneuve volta a filmar em inglês após o sucesso de ‘Os Suspeitos‘ (que rendeu elogios, mas não as esperadas indicações à estatueta dourada aos protagonistas Hugh Jackman e Jake Gyllhenhall).

Villeneuve lançou no Festival de Cannes o aguardado ‘Sicario‘, já de olho nas premiações de 2016.

E dessa vez ele tem muitas chances, não só pelo bom roteiro e direção, mas por trazer um eficiente trio de protagonistas.

Emily Blunt se destaca ao lado de Benício del Toro e Josh Broslin como Kate, agente do FBI que vê os seus valores éticos e morais levados ao limite quando participa numa operação secreta da CIA para eliminar o líder de um cartel de narcotraficantes mexicanos.

Emily Blunt em Cannes - USA Today

Na coletiva do filme, uma das melhores deste Festival, Emily, em versão loira e com um chamativo batom vermelho, respondeu aos questionamentos sobre ser uma mulher em um papel que, normalmente, seria de um homem.

“É decepcionante. As pessoas têm que descobrir que as mulheres são fascinantes de se conhecer no cinema. Eu vivo mulheres duronas como esta, mas não as vejo assim. Porque elas são duronas do mesmo jeito na vida. As mulheres com quem conversei no FBI são normais e vão para casa à noite ver ‘Gosford Park’ e ‘Downton Abbey'”.

Denis Villeneuve revelou que os produtores desejavam um homem no papel principal, mas ele conseguiu manter a ideia original de ter uma mulher como protagonista.

A Paris Filmes lança o filme no Brasil em 24 de setembro.

Confira Josh Brolin, Elily Blunt e Benicio del Toro no red carpet de Cannes:


'MOUNTAINS MAY DEPART': FILME CHINÊS É O FAVORITO DA CRÍTICA

O diretor Jia Zhangke é o favorito da crítica à Palma de Ouro do Festival de Cannes.

No drama ‘Mountains May Depart‘ (As montanhas podem partir, em tradução literal), o cineasta chinês aborda uma história de amor tendo como pano de fundo as mudanças culturais da China.

A trama é dividida em três partes, que se passam entre 1999 e 2025 e acompanha Tao (Zhao Tao, mulher de Jia), uma mulher disputada por dois amigos.

É o tipo de filme considerado artístico o suficiente para vencer um festival de cinema mas que, infelizmente, acaba não atingindo a maior parte do público.

A atriz Zhao Tao, protagonista, ao lado do seu marido e diretor do longa, Jia Zhangke em Cannes - Yahoo

Na coletiva de imprensa, o simpático Zhangke explicou a metáfora que acompanha o titulo de seu filme.

“Mesmo que as montanhas se separem, o sentimento que une as pessoas é imutável”.

Considerado um dos melhores cineastas em atividade, Jia Zhangke já venceu o Leão de Ouro no Festival de Veneza com ‘Em Busca da Vida‘ (2006) e o premio de melhor roteiro do Festival de Cannes com ‘Um Toque de Pecado‘ (2013).

O diretor foi tema de ‘Jia Zhangke, um homem de Fenyang‘, um documentário de Walter Salles (diretor de ‘Central do Brasil‘), exibido no Festival de Berlim.

Confira o trailer do longa:


'CHRONIC': DIRETOR MEXICANO SURPREENDE E LONGA ENTRA NAS APOSTAS POR ALGUM PRÊMIO

Único representante latino na competição do Festival de Cannes, o mexicano Michel Franco mostrou todo o seu talento na manhã desta sexta (22).

Quando os jornalistas já fechavam seus palpites e não davam nada para o primeiro filme em inglês de Franco, eis que surge ‘Chronic‘, com Tim Roth, que depois da sessão de imprensa é dado como certo na lista de premiações.

O ator Tim Roth e o diretor Michel Franco em Cannes - AFP

Na trama, Tim Roth interpreta um enfermeiro que cuida de pacientes em estado terminal.

Com poucos diálogos, e tratando a morte com muita sutileza, Franco conseguiu fazer um filme forte, que arrebata o espectador com seu final surpreendente.

Roth está perfeito no papel, imprimindo a doçura e a garra necessárias para o personagem.

Um pequeno grande filme, que deixa a competição pela Palma de Ouro ainda mais acirrada.

'LOVE': SEXO EXPLÍCITO EM 3D TRANSFORMA '50 TONS DE CINZA' EM MUSICAL DA DISNEY

Desde que os cartazes de ‘Love‘, de Gaspar Noé, foram divulgados, todo mundo já sabia que o filme ia causar reboliço na Croissette.

E se era essa a intenção do Festival de Cannes, eles conseguiram - afinal, o filme não teve sessão de imprensa antes da première mundial, o que causou um grande congestionamento na entrada do Palais des Festivals.

Detalhe: a sessão marcada para 00h15 de quinta (21), começou quase 1 hora da madrugada.

Com direito a convidados que não conseguiram entrar na sala lotada, ‘Love‘ conta a história de um triângulo amoroso - mas quem se importa?

O povo foi mesmo conferir as cenas de sexo explícito em 3D, o que faz o longa entrar naquela seleta lista de “pornôs chiques” que o cinema adora produzir de vez em quando.

Sem roteiro, só restam cenas de sexo que podem ser consideradas até pouco ousadas diante de um filme que tem um cartaz onde o órgão sexual masculino está lá, livre, ereto...e melado.

Um dos cartazes do longa - Divulgação

A câmera mostra tudo, com riqueza de detalhes, que é para garantir que parte da platéia fique excitada com o que está vendo.

O filme traz cenas de sexo reais com com nudez frontal e muitos close-ups nas genitálias – sexo oral, relação sexual e ejaculação.

No final da produção, ‘Love’ deixa no chinelo a versão sem cortes de ‘Ninfomaníaca‘ e transforma ‘Cinquenta Tons de Cinza‘ em um musical da Disney.

A polêmica vai além: temos uma cena de sexo a três, a de um adolescente de 17 anos e uma mulher transexual…

Noé, de 51 anos, afirmou que preferiu filmar no formato em 3D para que o espectador pudesse se identificar com “o personagem principal e seu estado melancólico”.

"‘Love‘ é “um melodrama sexual sobre um menino, uma menina e outra menina que celebra o sexo de maneira alegre”.

Em entrevistas anteriores, o diretor disse que sua intenção é “provocar ereções nos garotos e deixar as garotas molhadas” com ‘Love’".

Depois de chocar o mundo com ‘Irreversível‘ (2002) e a cena de estupro mais real da história do cinema, Gaspar Noé mostra que sua criatividade vai longe, já o bom gosto para fazer um filme legal...

Assista a uma cena comportada de 'Love':


'O PEQUENO PRÍNCIPE' TEM ESTREIA ARRASADORA EM CANNES

‘O Pequeno Príncipe‘ (Le Petit Prince), clássico de Antoine de Saint-Exupéry, ganhou uma versão moderna e criativa do diretor Mark Osborne, que apresentou a animação nesta sexta (22) no Festival de Cannes.

Esta é a primeira vez que o conto chega aos cinemas como uma animação.

O elenco de vozes na versão dublada em inglês é formado por grandes estrelas de Hollywood: James Franco, Rachel McAdams, Jeff Bridges, Marion Cotillard, Benicio Del Toro e Paul Giamatti.

O diretor Mark Osborne em Cannes - AFP

Osborne cria uma história ao redor do conto e decide que o aviador sobrevive para contar sua história.

Já idoso, ele passa seu tempo a observar as estrelas com seu telescópio e uma noite, ele percebe que sua pequena vizinha estuda em seu quarto.

Ele a envia um avião de papel, no qual escreve as primeiras linhas de uma história e, assim, a imaginação nos leva ao mundo de Saint-Exupéry em uma bela viagem visual.

A Paris Filmes anunciou que o filme estreia no Brasil dia 20 de Agosto, dois meses antes do previsto.

Confira o trailer:


MACBETH': COM MICHAEL FASSBENDER E MARION COTTILARD, LONGA DIVIDE OPINIÕES EM CANNES

A história é conhecidíssima: certo dia, o general escocês Macbeth ouve de três bruxas uma profecia: um dia ele se tornará o Rei da Escócia.

Ambicioso e impelido por sua mulher, ele assassina o Rei Duncan e toma o trono para si, mas sofre com a culpa e paranoia.

Ele se torna um líder tirano, cometendo cada vez mais assassinatos para se proteger, em um banho de sangue que o leva aos limites da arrogância, da loucura e da morte.

Neste sábado, 23, último dia de exibição de filmes da mostra competitiva no Festival de Cannes, o esperado ‘Macbeth‘, adaptação para o cinema do clássico de William Shakespeare, dividiu a crítica.

Enquanto alguns jornalistas acharam pouco inspirada a versão do diretor Justin Kurzel, outros ficaram empolgados com o longa.

Com uma dupla dos sonhos como protagonistas – a diva francesa Marion Cottilard e o astro alemão Michael Fassbender – o filme investe em uma bela fotografia, figurinos estonteantes e em uma Lady Macbeth (Marion) mais contida do que em outras versões.

Já o Macbeth de Fassbender tem o grau de força e loucura que o personagem pede.

Marion Cottilard e Michael Fassbender em Cannes - Reuters

Adaptar Shakespeare para o cinema não é fácil - e aqui não cabe nenhum comparação com a versão definitiva de Orson Welles, de 1948.

Mas a tentativa de Kurzel vale pela ousadia estética e por trazer dois atores que defendem com garra o filme - uma versão digna, embora não empolgue.

O roteiro é de Jacob Koskoff e Todd Louiso, que trabalharam juntos antes em ‘De Volta Para a Escola’ (The Marc Pease Experience).

‘Macbeth’ inspirou mais de 50 de filmes desde 1898 até 2012, e o protagonista já foi interpretado no cinema e na TV por atores do quilate de Sean Connery, Sir Ian McKellen e Orson Welles.

O longa ainda não tem datas de estreia confirmadas.

Confira o trailer do longa:


CONHEÇA OS FAVORITOS NAS APOSTAS DE CANNES 2015

Com uma das melhores seleções de filmes dos últimos tempos, a 68º edição do Festival de Cannes promete encerrar com grande estilo neste domingo (24), quando o júri presidido pelos irmãos Coen anunciar o grande vencedor da Palma de Ouro.

Segundo a imprensa especializada, o prêmio deve ir para o chinês ‘Mountains May Depart‘, de Jia Zhangke.

‘Dheepanm‘, do francês Jacques Auiard, ‘The Lobsterm‘ do grego Yorgos Lanthimos, ‘O Filho de Saul‘, do húngaro László Nemes e ‘Youth‘, do italiano Paolo Sorrentino aparecem com chances menores, mas não devem sair de mãos abanando do Festival.

‘Mia Madre‘, do italiano Nanni Moretti, também tem boa cotação do público e da crítica.

‘Youth‘ pode dar a Michael Caine o prêmio de melhor ator - com Gabriel Byrne (de ‘Louder than Bombs‘) e Géza Röhrig (‘O Filho de Saul‘) correndo por fora.

Michael Caine e Jane Fonda, na coletiva de imprensa de 'Youth' em Cannes - AFP
Entre as atrizes, Cate Blanchett ('Carol') e Margherita Buy ('Mia Madre') são as favoritas.

O prêmio de direção pode ficar com Michel Franco ('Chronic') ou Todd Haynes ('Carol').

Não será surpresa se ‘Conto dos Contos‘, de Matteo Garrone, ganhar alguma coisa - mas, entre os italianos, ele aparece menos cotado.

Resta saber se os irmãos Coen vão optar pela beleza clássica e trama minuciosamente contada de ‘Mountains May Depart‘, de Jia Zhangke, ou vão surpreender.

Na última postagem especial sobre Cannes 2015 - amanhã - vocês vão ficar por dentro de todos os ganhadores.

Aguardem!
*****
Texto base: Janaina Pereira - site Cinepop
Texto final, adição de fotos e trailers: Blog de Klau

quarta-feira, 14 de maio de 2014

FESTIVAL DE CANNES COMEÇOU HOJE COM NICOLE KIDMAN DESFIGURADA PELO BOTOX E SEU 'GRACE DE MÔNACO' VAIADO APÓS SESSÃO DE ABERTURA


Começou hoje na linda cidade da riviera francesa a 67ª edição do Festival de Cannes, o maior evento cinematográfico do mundo e o longa escolhido para a abertura não podia ser mais glamouroso: 'Grace de Monaco', de Olivier Dahan ('Piaf'), com Nicole Kidman interpretando a Diva de Hollywood dos anos 50, que abandonou a carreira para ser princesa do pequeno país europeu, conhecido pelo glamour, luxo, jogatina e Fórmula 1.

Só que, infelizmente, Dahan não fez um filme à altura da Diva Grace Kelly e quem viu, escreveu que sua obra é enfadonha e com diálogos rasos.

'Grace de Monaco' caiu em desgraça já na sessão de imprensa, arrancando risadas em momentos dramáticos e sendo vaiado em seu final, após longo e constrangedor silêncio.

Cercado de polêmica, o filme chegou a Cannes com o repúdio da família real de Monaco já que os três filhos de Grace Kelly - Albert (atual soberano do principado) Caroline e Stefanie – divulgaram comunicado dizendo que a trama é "uma farsa".

Pior:  o longa corre o risco de ter uma versão editada para ser exibido nos EUA – fato negado pelo diretor na coletiva de imprensa.



Mas o pior estava por vir: outrora uma das mulheres mais lindas de Hollywood, nos últimos anos Nicole Kidman vem aumentando mais e mais as doses de botox no rosto e hoje, causou reboliço na Croisette: esticadíssima, Nicole mal consegue franzir a testa, o que a imprensa também constatou nas suas cenas no longa - sua Grace é robótica e inexpressiva.

Nicole, esticadíssima e sem expressão facial, posa em Cannes - Vanity Fair France

Durante sua conversa com os jornalistas, na sala de conferência de imprensa, a atriz foi simpática, mesmo diante de tanta hostilidade ao filme.

"Fico triste que a família de Grace tenha rejeitado o filme. Não tivemos malícia em relação a eles. Esta é uma ficção, não é uma biopic; precisamos tomar algumas licenças dramáticas. São seus pais retratados na tela, entendo que estejam buscando uma proteção da privacidade. Mas quero que eles saibam que minha performance foi feita com muito amor", disse Nicole na entrevista coletiva.

Ela brincou ao comparar sua vida com a de Grace: 

"Eu não me casei com um príncipe. Quer dizer, casei sim. Com um príncipe do country", brincou, ao falar do marido, o cantor Keith Urban.

Nicole foi rápida ao responder se, como Grace, abandonaria a carreira pelo amor.

"O amor é prioridade. Sim, eu poderia encontrar outra coisa para fazer na vida. Lembro que, no dia em que ganhei o Oscar, voltei para casa e não tinha nada. Foi o período mais solitário da minha vida. Sempre na minha vida, os meus altos momentos profissionais coincidiram com os baixos momentos pessoais. Mas enfim, quando você tem filhos, descobre que é capaz de morrer por alguém. E quando você tem isso, todas as suas perspectivas mudam", declarou.

O diretor Olivier Dahan falou pouco na entrevista coletiva para não aumentar a polêmica, mas garantiu que, ao contrário do que dizem os boatos, seu filme não terá duas versões, uma para os Estados Unidos e outra para o resto do mundo.

"Só há uma versão do filme, e Harvey (Weinstein, produtor) vai lançar essa versão. Se houver alguma mudança a fazer, faremos juntos", afirmou.

O diretor também minimizou as diferenças físicas e de idade entre Nicole e Grace (Nicole tem agora 46 e Grace tinha 32 à época da trama).

"Com este filme, eu pude conectá-las não do ponto de vista físico, mas espiritual, emocional."

Já à noite, no red carpet, Nicole esbanjou charme e elegância ao lado de Tim Roth, que vive o príncipe Rainier no longa.

Tim Hoth e Nicole Kidman em Cannes - Vanity Fair France

O filme começa no momento em que Grace está abandonando Hollywood para se casar com o príncipe Rainier e tornar-se princesa.

Alfred Hitchcock - que deu a ela muitos bons papéis em seus longas - a visita em Mônaco para lhe oferecer o papel título de "Marnie: Confissões de uma Ladra" (1964) - que acabou feito por Tipi Hendren, de 'Os Pássaros' - e a encontra infeliz.

Ela aceita o papel, mas a possibilidade de voltar a Hollywood cria um grande incidente diplomático que agrava a crise entre Rainier e de Gaulle, quando este ameaça invadir o principado caso ele não pague impostos à França.

Assim, Grace é obrigada a recusar o papel, declarar que nunca mais voltará a atuar em Hollywood e assumir de vez o papel de princesa para ajudar a resolver o conflito.

Entre os pontos mais polêmicos, o filme mostra a suposta traição da irmã de Rainier, a princesa Antoinette, que teria negociado com o presidente da França, Charles de Gaulle, pelas costas do príncipe.

'Grace de Monaco' deve chegar aos cinemas brasileiros ainda em outubro este ano.

Confira o trailer de 'Grace de Mônaco':


Enquanto a abertura oficial do Festival acontecia, a imprensa acompanhava o primeiro filme em competição, 'Timbuktu', de Abderrahmane Sissako, que foi recebido com aplausos discretos pelos jornalistas.

Amanhã, um dos fortes concorrentes a Palma de Ouro'Mr. Turner', de Mike Leigh - será apresentado logo cedo.

A mostra 'Um certo olhar', competição paralela que sempre traz uma boa seleção de filmes, também começará a exibir seus concorrentes amanhã.

Textos Base: Janaina Pereira (CinePop) e Thiago Stivaletti (UOL)
Redação Final: Cláudio Nóvoa