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sábado, 25 de novembro de 2017

'THE MERCY' GANHA PRIMEIRO TRAILER

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Drama é estrelado por Colin Firth e Rachel Weisz
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Confira:


Na trama, baseada em uma história real, Donald Crowhurst (Colin Firth) é um iatista de sucesso que sonha em vencer a competição Golden Globe Race, em 1968.

Mas após falhar em seu objetivo ele decide embarcar em uma perigosa e solidária aventura em alto-mar.

O longa tem direção de James Marsh ('A Teoria De Tudo'), e ainda não tem data de lançamento no Brasil.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

'LE MONDE': ESCRAVA SEXUAL DE GADDAFI RELEMBRA CALVÁRIO E DIZ QUE ESTÁ 'DESTRUÍDA'


O jornal francês Le Monde traz na sua edição de hoje uma matéria impactante, retratando o calvário de uma jovem líbia que foi, aos 15 anos, obrigada a ser escrava sexual do ex-ditador líbio Muammar Gaddafi.

O relato, visceral e chocante, nos faz pensar que ditadura é sempre sinônimo de excessos, em todos os sentidos.

Confira:

Ela tem 22 anos, é linda e está despedaçada.

Ela consegue rir por alguns segundos, e então uma centelha de infância ilumina um rosto marcado pela vida.
"Que idade você me dá?", ela pergunta, tirando seus óculos escuros.

Ela espera, esboça um sorriso fraco e murmura:
"Eu sinto como se tivesse 40 anos". E isso lhe parece muito.

Ela desvia o olhar, cobre nervosamente a parte de baixo de seu rosto com um véu preto, e lágrimas brotam em seus olhos escuros.
"Muammar Gaddafi arruinou minha vida".

Ela quer contar tudo.
Acha arriscado, mas aceitou depor, durante um encontro que duraria várias horas em um hotel de Trípoli.

Ela sabe que está confusa, e que lhe faltarão palavras para descrever o universo de perversão e de loucura no qual foi lançada.

Mas ela precisava falar.
Lembranças pesadas demais obstruem sua mente.
"Manchas", ela diz, que lhe dão pesadelos.

"Mesmo eu contando, nunca, ninguém saberá de onde eu venho ou o que vivi. Ninguém poderá imaginar. Ninguém".
Ela balança a cabeça com um ar desesperado.
"Quando vi o cadáver de Gaddafi exposto à multidão, por um momento senti prazer. Depois, senti um gosto amargo na boca".

The New York Times
o ex-ditador líbio Muammar Gaddafi

Ela queria que ele estivesse vivo, que fosse capturado e julgado por um tribunal internacional. Nesses últimos meses, só pensou nisso.
"Eu me preparava para enfrentá-lo e lhe perguntar, olhos nos olhos: por quê? Por que fez isso comigo? Por que me estuprou? Por que me bateu, me drogou, me insultou? Por que me ensinou a beber, a fumar? Por que roubou minha vida?"

Ela tinha 9 anos quando sua família, originária do leste do país, se mudou para Sirte, cidade-natal do coronel Gaddafi.

Ela tinha 15 quando, em 2004, foi escolhida dentre as garotas de seu colégio para entregar um buquê de flores ao "Guia", que visitava a escola onde ele tinha primos.
"Era uma grande honra. Eu o chamava de 'papa Muammar' e sentia arrepios." 
O coronel colocou a mão em seu ombro e acariciou seus cabelos, lentamente.
Era um sinal para seus guarda-costas que significava: "Quero esta daqui" - foi o que ela descobriu mais tarde.

No dia seguinte, três mulheres uniformizadas, a serviço do ditador – Salma, Mabrouka e Feiza – apareceram no salão de beleza de sua mãe.
"Muammar quer te ver. Ele gostaria de te dar alguns presentes".

A adolescente – vamos chamá-la de Safia – as seguiu de bom grado.
"Como poderia suspeitar de alguma coisa? Era o herói, o príncipe de Sirte".

Ela foi levada para o deserto, onde a caravana do coronel, de 62 anos, estava instalada para um dia de caça.
Ele a recebeu rapidamente, solene, com olhar penetrante.
Fez perguntas sobre a família dela, as origens de seu pai, de sua mãe, sua situação financeira.

Depois ele lhe pediu friamente que fosse viver com ele.
A jovem ficou chocada.
"Você terá tudo que quiser, casas, carros..."

Ela entrou em pânico, fez sinal negativo com a cabeça, disse que queria ficar com sua família, estudar.
"Eu cuidarei de tudo", ele respondeu.
"Você estará em segurança, garanto, seu pai vai entender."
E ele chamou Mabrouka para que ela tomasse conta da adolescente.

Nas horas seguintes, Safia, assustada, foi vestida com peças íntimas e "roupas sexy".
Ensinaram-lhe a dançar, a se despir ao som de música, e "outros deveres".

Ela soluçava, pedindo para voltar à casa de seus pais.
Mabrouka sorria. 
Voltar à vida normal não era mais uma opção.

Nas três primeiras noites, Safia dançou sozinha para Gaddafi.
Ele escutava a fita de um músico "que ele mandou matar mais tarde".
Ele a olhava, sem tocá-la.
Disse simplesmente: "Você vai ser minha puta".
A caravana voltou para Sirte, com Safia na bagagem.

E, na noite em que voltou ao seu palácio, ele a estuprou.
Ela se debateu e ele a espancou, puxando seus cabelos.
Ela tentou fugir.
Mabrouka e Salma intervieram e bateram nela.
"Ele continuou nos dias seguintes. Virei sua escrava sexual. Ele me estuprou durante cinco anos."

Ela logo foi parar em Trípoli, no antro de Bab al-Azizia, o domínio ultraprotegido por três muros onde viviam, em diferentes setores, o senhor da Líbia, sua família, colaboradores, tropas de elite.

No começo, Safia dividiu um quartinho na residência do mestre com outra garota de Benghazi, também raptada, mas que um dia conseguiu fugir.

No mesmo andar, em cômodos minúsculos, eram mantidas permanentemente cerca de vinte garotas, a maioria delas com idades entre 18 e 19 anos, em geral recrutadas pelas três mesmas emissárias.

Essas três mulheres brutais, onipresentes, dirigiam essa espécie de harém, onde as jovens, disfarçadas de guarda-costas, ficavam à disposição do coronel.
A maioria permanecia somente alguns meses, antes de sumirem, uma vez que o mestre se cansava. Elas tinham somente um mínimo de contato entre si, já que qualquer conversa pessoal era proibida.

Safia sabia que era a mais jovem e passava o tempo em seu quarto assistindo à televisão. Recusaram-lhe caderno e lápis.
Então ela passava horas sentada diante do espelho, falando em voz alta e chorando.
Ela precisava estar sempre pronta caso o coronel a chamasse, dia e noite.
Os apartamentos dele ficavam no andar de cima.

No começo, ele a chamava constantemente.
Depois a deixou por outras, escolhidas entre as prostitutas, às vezes voluntárias – algumas diziam "se oferecer ao Guia" - , mas mais frequentemente forçadas.

Ele continuou a solicitá-la pelo menos duas ou três vezes por semana, sempre violento e sádico. 
Ela tinha hematomas, marcas de mordida e o seio machucado. 
Teve hemorragias. Gala, uma enfermeira ucraniana, era sua "única amiga".
Toda semana ela fazia exames de sangue nas jovens.

Eram organizadas regularmente festas com modelos italianas, belgas, africanas ou estrelas de filmes egípcios apreciados pelos filhos do coronel e outros dignitários.
Jantares, bailes, música, orgias.

Gaddafi se mostrava generoso.
Safia se lembra de ter visto malas – segundo ela, "Samsonites" – de euros e dólares.
"Ele dava às estrangeiras, nunca às líbias".

Safia não queria participar dessas festas, "eu tinha medo que ele me pedisse para fazer um strip-tease".

Dois chefes de Estado africanos também se aproveitavam com prazer das "guarda-costas".
"Para Muammar, eram simples objetos sexuais que ele podia passar para os outros, depois que ele mesmo as tivesse provado".
Ela conta que o coronel também tinha diversos parceiros sexuais masculinos.

Sua mulher e o resto da família que moravam em outros setores de Bab al-Azizia estavam a par dos hábitos do ditador.
"Mas suas filhas não queriam vê-lo na companhia de outras mulheres.
Então ele ia encontrá-las às sextas-feiras em sua outra residência perto do aeroporto”.

Na jacuzzi instalada em seu quarto, de onde ele consultava seu computador, ele exigia jogos e massagens.

Ele obrigava Safia a fumar, a beber uísque "Black Label", a cheirar cocaína.
Ela detestava e tinha medo.
Na segunda vez, teve uma "overdose" e foi levada ao hospital de Bab al-Azizia.
Já ele consumia tudo sem parar.
"Ele estava sempre sob o efeito de alguma substância, e não dormia nunca".

Em junho de 2007, ele a levou em uma viagem oficial de duas semanas pela África.
Mali, Guiné-Conacri, Serra Leoa, Costa do Marfim, Gana.
Ele a fantasiava com um uniforme cáqui e a apresentava como guarda-costas, o que ela não era, embora Mabrouka tenha lhe ensinado a carregar, desmontar, limpar e usar uma kalashnikov.
"O uniforme azul era reservado às verdadeiras guardas treinadas. O uniforme cáqui em geral era somente para o circo!"

Uma noite, na Costa do Marfim, ela usou batom para que ele pensasse que ela estava menstruada e a deixasse em paz.
Ele ficou louco de raiva e a espancou.
Ela queria fugir. Mabrouka lhe garantiu: "Onde quer que você se esconda, Muammar vai te encontrar e te matar".

Os pais de Safia logo souberam do destino de sua filha.
Sua mãe pôde vê-la uma vez, no palácio.
Às vezes Safia conseguia falar com ela pelo telefone, mas a conversa era sempre monitorada. Avisaram-na de que se seus pais se queixassem, eles seriam mortos.
O pai tinha tanta vergonha que ele não queria saber de nada.
No entanto, foi ele que organizou a fuga de sua filha.

Gaddafi, cansado de vê-la deprimida, a autorizou a visitar sua família brevemente três vezes por semana, em um carro do palácio.
Durante a quarta visita, em 2009, disfarçada de senhora idosa, ela conseguiu deixar a casa e, com a ajuda de um cúmplice no aeroporto, pegar um avião para a França.

Ela ficou ali durante um ano e voltou para a Líbia, se escondeu, contrariou sua mãe que queria casá-la logo com um velho primo viúvo, fugiu para a Tunísia, casou-se em segredo em abril de 2011, esperando partir com seu jovem marido para Malta ou a Itália.
A guerra os separou, ele se feriu gravemente, e ela só teve notícias dele vários meses depois.

Ela fuma e chora muito, sente-se "destruída".
Gostaria de testemunhar em um tribunal, mas sabe que a desgraça em seu país será tanta que a tornará uma pária.
"A mulher é sempre culpada”.

Sua vida está em risco, pois "Gaddafi ainda tem fiéis".

Ela não sabe mais onde ficar.

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Matéria do repórter Annick Cojean, para o jornal francês Le Monde

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

COMBINADO DE MUSEU DO SEXO, LOJA ERÓTICA E CAFÉ É INAUGURADO EM MOSCOU


Um empresário russo transformado em político que sofreu represálias do Kremlin fundou no coração de Moscou o maior museu do sexo da Europa, reduto de arte erótica, provocação e liberdade.

Fotos: site do museu Tochka G

"Fui proibido de exercer a política, mas não desejava voltar aos negócios. Queria um projeto livre, provocador e artístico, disse Alexandr Donskói, fundador do museu Tochka G (ponto G, em tradução do russo).


Prefeito da cidade de Arjanguelsk durante oito anos, Donskói diz que "a Rússia não é um país livre" politicamente ou emocionalmente, e que a crescente influência da Igreja Ortodoxa devolveu a repressão moral à sociedade.


"O vazio ideológico deixado pelo comunismo foi ocupado pela religião. O Kremlin deixou as mãos livres aos sacerdotes. Sexo segue sendo um tabu", diz ele. 
"As pessoas ainda sentem vergonha de falar sobre sexo, e está proibido vender artigos eróticos nas lojas".


Por isso, Dosnskói, que foi preso após apresentar, em 2006, sua candidatura às eleições presidenciais sem consultar o Kremlin, decidiu investir mais de US$ 2 milhões para a abertura do museu, a poucos metros da rua central Arbat, uma das mais concorridas da capital russa.


"Não fizemos propaganda, só distribuímos panfletos na rua. Cada dia vem mais gente. Vieram quase 20 mil pessoas em um mês. Deixamos que fotografem livremente o que quiserem", diz.


Donskói acredita que um dos motivos do êxito do  Tochka G é a combinação de museu de arte, loja erótica e café, onde são ministrados seminários sobre sexo, em um ambiente que nada tem de sinistro ou clandestino.

"Para projetar o museu, tive a assessoria de colecionadores e especialistas de vários países. Então chegou um famoso fotógrafo holandês que me disse que era o maior museu da Europa e, possivelmente, do mundo", afirma Donskói.


O museu, que tem 800 m², 300 deles dedicados à loja, abriga mais de 3.000 peças, incluindo pinturas, fotografias, instalações, esculturas, porcelana e pênis de todos os tamanhos, alguns com forma humana. 

Há uma obra que se destaca do resto: o quadro Wrestling, que retrata o premiê russo, Vladimir Putin, e o presidente dos EUA, Barack Obama, nus e equipados com gigantescos pênis em cores que se assemelham às de mísseis balísticos - veja abaixo:


"Os EUA e a Rússia estão sempre competindo, e há uma frase russa que diz que pode ser que sejam os membros sexuais de cada potência que precisam se reconciliar. Por isso, Putin e Obama selam a paz com seus pênis", ironiza Donskói.

Outros destaques da exposição são as bonecas, desde as Real Dolls  mais caras do mundo, que parecem de carne e osso, até as esculturas do argentino Martín de Girolamo.

A entrada da loja, que vende vários tipos de produto para o prazer sexual, tem entrada livre, enquanto quem visita o museu paga entrada de 500 rublos (R$ 8).


"O que mais gostei foi a tenda. Moscou precisava de um lugar como esse", disse um visitante que visitava o local. 

Seja como seja, Donskói espera que o  Tochka G contribua para agitar as mentes dos russos, que, em sua opinião, precisam de mais sexo e menos propaganda.
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Matéria original: EFE
Tradução: Marina Della Valle

terça-feira, 25 de maio de 2010

EXPLICANDO O INEXPLICÁVEL


Essa vai pra você, meu jovem menino que está com os hormônios explodindo e as mãos cabeludas!

Imagine que você está defronte ao seu computador, no bem bom, e nem repara que o pentelho do seu irmãozinho entrou no seu quarto, e viu o que você estava assistindo!

O que fazer nessa hora?

Eu tenho a solução.

Basta explicar, direitinho!

Veja:

segunda-feira, 12 de abril de 2010

ATEUS BRITÂNICOS VÃO PEDIR PRISÃO DO PAPA POR ABUSOS NA IGREJA



Notícia da

Dois renomados ateus britânicos expressaram sua intenção de processar o papa Bento 16 pelo seu papel nos casos de abusos sexuais envolvendo padres da Igreja Católica em diversas partes do mundo.

Os escritores Richard Dawkins e Christopher Hitchens disseram que moverão um processo contra o papa tanto na Justiça do Reino Unido, país que o pontífice visitará em setembro, quanto na Corte Penal Internacional.

Dawkins, biólogo de formação, é um conhecido autor de livros que questionam a validade e a veracidade das religiões. Seu trabalho mais conhecido, "Deus, um delírio", vendeu mais de 1,5 milhão de cópias e virou um best-seller publicado em mais de 30 países.

Hitchens é filósofo e cientista político pela Universidade de Oxford, e colunista de diversas publicações, como "Vanity Fair", "Harper's" e "Granta".

A argumentação jurídica seguiria a mesma lógica da ação que culminou com a prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet durante sua visita a Londres em 1998.

Os pensadores alegam que o pontífice "não é imune à prisão no Reino Unido" porque, apesar de ser o chefe do Vaticano, não é um chefe de Estado reconhecido pela ONU (Organização das Nações Unidas).

"Acredito que a Justiça britânica rejeitará (o argumento de imunidade do papa)", disse o advogado especializado em direitos humanos que representará os escritores, Mark Stephens.

"Se o papa viesse em visita de Estado, normalmente um chefe de Estado teria imunidade soberana. O que defendo é que ele não é um soberano, não é chefe de Estado, por isso não pode se valer dessa defesa."

Dawkins e Hitchens e seu advogado creem que podem acusar o papa de crime contra a humanidade.

Bento 16 tem sido alvo de críticas diante das inúmeras denúncias de abusos de menores que surgiram, porque ele chefiava o braço da Santa Sé responsável pela disciplina.

Em muitos casos o papa, então cardeal Joseph Ratzinger, é acusado de omissão. Mas no fim da semana passada veio a público uma carta de 1985 em que ele resiste à ideia de destituir das funções sacerdotais o padre americano Stephen Kiesle, acusado de abuso sexual.

O então cardeal Ratzinger afirmou na carta que o "bem da Igreja universal" precisava ser levado em conta em um ato como a destituição das funções sacerdotais.

O Vaticano confirmou a assinatura do cardeal no documento, revelado pela agência de notícias Associated Press.

Em resposta à divulgação da carta, o porta-voz do Vaticano disse que o documento foi apresentado "fora do contexto".

domingo, 21 de fevereiro de 2010

UM bbb FALA UMA BARBARIDADE: E ANOS DE CONQUISTAS , INFORMAÇÃO E ESCLARECIMENTOS VÃO PARA A LATA DO LIXO

Pessoal:

Marcelo Dourado - participante do bbb 10 - expôs todo o seu vasto conhecimento a respeito das formas de transmissão do vírus da Aids, num papo com outros participantes do reality, e a polêmica foi e continua sendo imensa. Tanto na versão diária editada do programa, quanto no pay-per-view, ele apareceu afirmando com todas as letras no último dia 2 de fevereiro, que homem heterossexual não pega Aids!

O idiota da vez Marcelo Dourado

A Globo tentou tirar o seu da reta em relação à declaração do descerebrado lutador gaúcho.
Mas, na internet, muita gente já fala abertamente que Dourado é favorecido pela emissora .
E a declaração feita alguns dias depois, acompanhada de um discurso de Pedro Bial isentando a emissora de qualquer responsabilidade jurídica sobre a declaração infeliz e irresponsável do lutador - dizendo que "se você quiser saber mais sobre Aids, entre no site do Ministério da Saúde", explicou, mas não colou.
Ficou evidente que a Globo não quis endossar o total desserviço que Marcelo Dourado prestou à saúde pública na maior emissora do país, e que pode ser vista nos 100% dos lares brasileiros.

Também não quis demonizar seu participante mais polêmico.
A Globo, mais do que ninguém, sabe que televisão não é entretenimento barato e inocente.

Enquanto a Globo ainda deve à sociedade uma posição mais correta , sincera e responsável, fui novamente surpreendido neste fim de semana.
A participante Angélica - a " Morango", -disse que também não usava camisinha com outras mulheres e que só homens podiam transmitir Aids.

Finalmente hoje, Hoje, na hora do almoço, o Dimmy - gay assumido e drag queen - estava muito bravo, ao declarar que Dourado disse que "todo gay que existe no mundo tem Aids".

Lembrando pra vocês o tamanho da asneira, o que Dourado disse foi, com essas palavras: "todo homem que tem Aids "em algum momento teve relação com outro homem" e que "Hetero não pega Aids, isso eu digo porque eu conversei com médicos e eles me disseram isso. Um homem transmite para outro homem, mas uma mulher não passa para o homem".

Como muitos na internet fazem questão de afirmar, reduzir essa polêmica a gays versus heteros é o absurdo da pobreza, já que o "bbb" não é um jogo - como os participantes e a própria Globo fazem questão de sempre lembrar - , mas uma eleição e, como toda escolha, tem caráter moral, já que seus participantes são julgados pelo seu caráter, não pela orientação sexual.
Se o bbb fôsse um jogo, Jean Wyllys não teria sido o campeão do bbb 5.

Quando um imbecil, burro e preconceituoso como Dourado diz que homem heterossexual não contrai Aids, ele age com total irresponsabilidade ao dizer isso num veículo que serve como única fonte de informação de uma população semianalfabeta e sem acesso a jornais impressos, internet e livros.

Essa mesma população - a maior atingida pela epidemia de Aids, que ainda existe e agora atinge principalmente as mulheres casadas e os jovens - , processa essa informação burra nas suas cabeças da seguinte maneira: "Se heterossexual não pega Aids, logo a Aids é coisa só de gay. Todo gay já vem portando o vírus HIV, então não tenho que me cuidar e devo odiar os gays por serem esse malvados transmissores de Aids." Prova disso é que o Dimmy, pessoa que não tem uma educação formal/cultural maior - mas que é um cara antenado pra caramba - entendeu e assimilou a barbaridade falada pelo Dourado exatamente dessa maneira!

Se Dourado fez isso pra causar ou não, pouco importa, o ruído está estabelecido e a desinformação, generalizada.
Graças a um idiota que tem a sorte de aparecer na TV, anos de luta, esclarecimento e combate ao preconceito foram jogados no ralo, já que, pelo nível das discussões acaloradas na net, voltamos aos anos 80, quando a Aids era chamada de "peste gay".

Já o caso da Morango, é outro, mas também tem a ver.
Não usar camisinha no caso dela, que é lésbica assumida, é quase uma regra.
O sexo entre duas mulheres geralmente não tem penetração, e quando tem, é por meio de vibradores e correlatos ou uso dos dedos - que não possuem mucosa e dificulta a transmissão do vírus.
É lógico que isso não quer dizer que lésbicas não pegam Aids transando sem camisinha - como em toda relação sexual, há secreções que podem conter o vírus, aprendemos no século passado.

A bbb Morango

E agora, pra finalizar, tenho de fazer as perguntas que não querem calar:

Alguém faz sexo oral em mulheres com camisinha?
Após quantas transas com camisinha um casal de hoje em dia deixa de usar preservativo, em nome de uma pretença "confiança"?
Quais os cuidados que se deve tomar antes de fazer sexo sem camisinha?
Na real, em algum momento de nossas vidas, todos nós nos arriscamos a transar sem camisinha.

A verdade é que ainda hoje temos gravidez indesejada, gravidez na adolescência, golpes da barriga no mundo das celebridades e abortos em clínicas clandestinas. Se o ser humano fizesse sexo só com camisinha, não haveria bebês e, em pouquíssimo tempo, tchau Humanidade.

Mas tudo isso não quer dizer que qualquer iletrado e desinformado pode ir à TV e incentivar o sexo sem camisinha.

Os bbbs não são o ministro as Saúde, mas infelizmente as suas declarações são vistas por milhões e milhões de pessoas, e valem vale mais que a do Ministro da Saúde quando ditas no horário nobre.

Essas informações que eu vou escrever agora aqui, vocês já estão carecas de saber:

Sexo sem camisinha pode transmitir Aids sim, seja você gay, lésbica, bissexual, trangênero, simpatizante, heterossexual, católico, evangélico, judeu, mulçumano, budista, negro, branco, oriental, índio, esquimó, alto, baixo, magro, gordo, pobre, rico, analfabeto ou letrado.

Nesse debate entre os atuais bbbs, camisinha e Aids, não importa quem vença, todos perderemos.

A informação correta é a nossa única - e poderosa - arma.

(a partir de agora, "bbb" aqui no meu blog vai ser sempre grafado assim, em letras minúsculas. É o que eles e a Globo merecem).

** Essa postagem é dedicada ao incansável JUSTO FAVARETTO NETTO, um militante que quer sempre todos os pingos comocados nos "iis" - e paga um alto preço por isso **