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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

DEZ SÉRIES DA NETFLIX QUE FORAM CANCELADAS E FICARAM SEM FINAL

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Se a Netflix nos entrega produções interessantes, a plataforma online também tem um histórico de cancelar obras seriadas que caíram no gosto popular e que alavancaram uma legião de fãs durante seus poucos episódios 
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 Entre baixos índices de audiência, críticas ferrenhas ou orçamento exorbitantes, os motivos que levam a Netflix a dar um fim à grande parte de seu catálogo original são diversos, mas não deixam de nos decepcionar. 

 E, diferente de narrativas como as vistas em ‘Sense 8’ e ‘Anne with an E’, algumas delas não mesmo chegam a ver a luz do dia direito, sendo descartadas pouco depois de uma temporada. 

Com o recente cancelamento de mais dois shows, fizemos uma breve lista com 10 recentes séries que foram terminadas após um breve ciclo.

 Confira:
DAYBREAK (2019) 

 Depois que o apocalipse infesta o planeta de zumbis, o adolescente Josh decide sair à procura de Sam, sua namorada que está desaparecida, pela cidade. 
Para isso, ele se junta a dois dos alunos mais desajustados do colégio: a pequena Angelica e o ex-valentão Wesley. 
A série teve uma recepção morna por parte da crítica e, como resultado, não teve uma audiência forte o bastante para garantir um segundo ano.
APOCALIPSE V (2019) 

 O Dr. Luther Swann (Ian Somerhalder) entra em um mundo de horror incalculável quando uma doença misteriosa transforma seu melhor amigo, Michael Fayne (Adrian Holmes), em um predador assassino que se alimenta de outros humanos. 
À medida que a doença se espalha e mais pessoas são transformadas, a sociedade se fragmenta em campos opostos, colocando as pessoas normais contra o crescente número desses “vampiros”. 
Swann corre contra o tempo para entender o que está acontecendo, enquanto Fayne se eleva para se tornar o poderoso líder subterrâneo dos vampiros.
OCTOBER FACTION (2019) 

 A série acompanha a dupla de caçadores de monstros Fred e Deloris Allen que, após a morte do pai de Fred, retornam para sua cidade natal no estado de Nova York com seus filhos adolescentes Geoff e Viv. 
Enquanto a família se ajusta, Fred e Deloris devem esconder suas identidades como membros de uma organização secreta e a dupla de heróis rapidamente descobre que seu novo cenário de cidade pequena não é tão idílico quanto parece.
GIRLBOSS (2017) 

 A série é baseada na trajetória de Sophia Amoruso, uma jovem batalhadora que começou a vida vendendo roupas antigas no eBay e hoje, aos 27 anos, tem uma marca multimilionária baseada em Los Angeles. Tendo como material de apoio o romance homônimo, a produção tinha tudo para dar certo, mas apresentou uma narrativa superficial e insossa demais para comover o público.
MARIANNE (2019) 

 O terror ‘Marianne’ apareceu sem muito barulho no catálogo da Netflix e, pouco depois de sua estreia, conquistou o público de modo descomunal e nos apresentou a um competente escopo arrepiante e bem metalinguístico. 
Na trama, Emma (Victoire Du Bois) é uma escritora que tem sido atormentada por pesadelos com uma bruxa chamada Marianne. 
A romancista então decide usar seus livros como tentativa de manter a criatura maligna longe, mas percebe que os personagens estão ganhando vida, sendo obrigada a voltar para casa e descobrir o motivo.
SPINNING OUT (2020) 

 Kat Baker (Kaya Scodelario), uma patinadora do gelo em ascensão, é retirada de competição depois de sofrer uma queda desastrosa. 
Para poder continuar na carreira, só que agora em dupla, ela se arrisca a expor um segredo que pode prejudicar toda a sua vida. 
Explorando diversos temas psicológicos, o season finale trouxe um gancho incrível para o próximo ano, que, na verdade, nunca irá acontecer.
THE RETURNED (2015) 

 Apesar de não ter sido originalmente produzida pela Netflix, o serviço adquiriu os direitos de exibição do remake norte-americano de ‘Les Revenants’. 
Na série, moradores da pequena cidade de Caldwell têm suas vidas interrompidas quando algumas pessoas mortas há pouco tempo ou até décadas começam a retornar à vida inconscientes da própria morte. Alguns dos retornados voltam para seus conhecidos e tentam continuar suas vidas de onde pararam e se reintegrar à sociedade enquanto fenômenos estranhos acontecem, o que acaba ocasionando consequências tanto positivas quanto negativas.
O NEVOEIRO (2017) 

 A adaptação seriada de ‘O Nevoeiro’, um dos romances mais famosos de Stephen King, falhou em basicamente todos os aspectos que se propôs a construir. 
O resultado foi desastroso e nem ao menos alcançou a audiência que precisava para ser renovada. 
Na trama, David Droyton, seu filho e outros moradores de Bridgton, perto de Nova York, se vêem presos num supermercado quando um nevoeiro misterioso se espalha pela cidade. 
Quando alguns deles tentam sair, são rapidamente devorados por monstros ocultos na neblina.
THE GET DOWN (2016) 

 Ambientada em Nova York durante o ano de 1977, ‘The Get Down’ conta a história de como, à beira das ruínas e da falência, a grande metrópole deu origem a um novo movimento musical no Bronx, focado nos jovens negros e de minorias que são marginalizados. 
Infelizmente, o alto orçamento da série e a audiência não tão forte assim impediram que ela fosse renovada para um segundo ciclo.
GYPSY (2017) 

 O terror psicológico traz a indicada ao Oscar Naomi Watts no papel de Jean Holloway, uma psicóloga que passa a desenvolver relações perigosamente íntimas com as pessoas próximas aos seus pacientes. Apesar da interessante e premissa que nos recorda aos thrillers dos anos 1990 e 2000, a monótona trama transformou a série em uma fracasso de crítica e de público.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

'MARIANNE': CRÍTICA DA SÉRIE FRANCESA DA NETFLIX

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Série de terror da Netflix é assustadora
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SINOPSE:

Emma (Victoire Du Bois) é uma escritora que tem sido atormentada por pesadelos com uma bruxa chamada Marianne.

A romancista então decide usar seus livros como tentativa de manter a criatura maligna longe, mas percebe que os personagens estão ganhando vida, sendo obrigada a voltar para casa e descobrir o motivo.

CRÍTICA:

Uma escritora best-seller que fez sua carreira em cima da sua série protagonizada por Lizzie Larck – personagem que luta contra a entidade demoníaca Marianne.

Esta é a vida de Emma Larsimon (Victoire Du Bois, de ‘Me Chame Pelo Seu Nome’), uma arrogante autora de histórias de terror com pouca boa vontade com os fãs.

Um dia, durante uma sessão de autógrafos, ela recebe a visita de Carol, uma sinistra amiga de infância que a ameaça: se ela não continuar a escrever as histórias de Lizzie Larck e voltar à sua cidade natal – Elden –, coisas ruins irão acontecer.

Assustada, Emma convence sua assistente, Camille (Lucie Boujenah) a ir com ela de volta à casa de seus pais, de onde saiu há quinze anos e nunca mais voltou.

Só que voltar a Elden trará muitas lembranças desagradáveis, e significará reencontrar os amigos que deixou para trás.

Acima de tudo, significa para Emma encarar seus piores pesadelos, inclusive aqueles que a inspiraram a escrever suas famosas histórias de terror.

Com apenas oito episódios e uma média de 40 minutos de duração cada, a série original francesa da Netflix propõe uma história essencialmente dramática, conduzida por um suspense raso e salpicadas de terror raiz.

Isso significa que a maior parte do tempo o espectador fica acompanhando as questões particulares de Emma e suas tentativas de solução para um passado mal resolvido, e, por vezes, somos presenteados com alguma criatura/cena de terror (assombrações, aparições, invocações, maldições, ocultismo, bruxaria, exorcismo etc).

Sem mencionar que cada episódio abre com uma epígrafe de um famoso escritor, dentre os quais James Barrie, Montaigne, Hemingway e Victor Hugo.

A direção do jovem Samuel Bodin faz uma bela homenagem aos clássicos do gênero que se tornaram referência para os fãs do terror.

Há desde um evidente pôster de Edgar Allan Poe, há até seu corvo preso em uma gaiola, e uma menção direta a um possível emparedamento vivo; há, ainda, contorcionismo a la ‘O Exorcista’, ambientação sonora que lembra Hitchcock e até mesmo a bizarra história verídica de Lizzie Borden, que possivelmente inspirou o nome da protagonista criada por Emma Larsimon.

Com um bom argumento, ‘Marianne’ se constrói a partir de dois pilares fundamentais para os fãs do gênero: Edgar Allan Poe (terror) e Agatha Christie (policial).

O resultado é que temos elementos do horror macabro e um investigador, que tenta conectar todas as informações e resolver sozinho o caso, mesmo que todos sejam suspeitos.

Em contrapartida, justamente por se basear nessas duas grandes referências, a história é contada de maneira plana e constante, sem grandes reviravoltas ou jump scares.

Para quem não gosta de ficar montando quebra-cabeças, recomenda-se pular direto para o 4º episódio, que explica o passado sombrio de Emma e o final no 3º, quando há uma boa reviravolta.

E, sinceramente, a primeira temporada acaba mesmo no 7º episódio – o último serve apenas de gancho para uma possível continuação.

O maior incômodo da série é, porém, o ritmo.

Com episódios longos (alguns chegam a 50 minutos) e muita cena arrastada (carrinho dirigindo pra lá, carrinho dirigindo pra cá, flashbacks etc), a sensação é que o episódio não passa nunca.

Para tentar aplacar a possível angústia que o ritmo possa causar, recomenda-se não maratonar a série, e sim assistir um episódio por dia.

Assim, você consegue saborear melhor uma boa história de terror policial, sem pressa.

GALERIA DE IMAGENS:




TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
MARIANNE
Gênero:
Horror, Drama
Criado por:
Samuel Bodin
Escrito por:
Samuel Bodin, Quoc Dang Tran
Dirigido por:
Samuel Bodin
Elenco:
Victoire Du Bois, Lucie Boujenah, Tiphaine Daviot, Mireille Herbstmeyer
País de origem:
França
Língua original:
Francês
Nº de temporadas:
1
Nº de episódios:
8
Duração dos eps:
36–52 minutos
Produção:
Empreinte Digitale e Federação
Distribuidor e exibidor:
Netflix
Lançamento original:
13 setembro 2019 - presente

COTAÇÃO DO KLAU: