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sexta-feira, 24 de julho de 2020

APÓS HOMOFOBIA DO GOVERNO, NETFLIX CANCELA SÉRIE TURCA

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A Netflix confirmou o cancelamento de uma série original turca depois que autoridades do governo local do país exigiram a remoção de um personagem gay
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A plataforma decidiu abandonar a produção turca ‘If Only‘ - foto acima - em vez de ceder a reclamações do governo sobre sua imoralidade.

Ece Yorenc, roteirista turca que escreveu o roteiro da série, revelou que o drama foi cancelado na semana passada às vésperas das filmagens porque o governo se recusou a conceder uma licença.

“Devido a uma personagem gay, a permissão para filmar a série não foi concedida e isso é muito assustador para o futuro”, disse ela ao site de notícias turcas Altyazi Fasikul.

A Netflix insistiu na segunda que permaneceu “profundamente comprometida” com a comunidade criativa do país após rumores de que estava interrompendo todas as produções na Turquia, um importante mercado em crescimento e um centro criativo.

A empresa disse que tinha várias séries turcas originais em andamento, com mais por vir no futuro.

A decisão de retirar  ‘If Only‘ é um momento significativo para a empresa norte-americana, que tem promovido uma série diversificada de shows, pois se expandiu para quase 200 milhões de assinantes em todo o mundo, a maioria dos quais está fora dos EUA.

Mahir Unal, porta-voz do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), da Turquia, reconheceu no domingo que as autoridades levantaram problemas com alguns scripts da Netflix.

“Devemos pedir desculpas coletivamente à Netflix?”, ele disse.

“O que eles querem de nós? Temos que abençoar tudo o que a Netflix faz, achar adequado e santificá-lo? Não existe nenhum assunto em que tenhamos o direito de levantar reservas?” - finalizou o homofóbico.

A disputa ocorre no momento em que ativistas de direitos humanos alertam para a deterioração dos direitos LGBT no país.

A Turquia já foi vista como um porto relativamente seguro para gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros de países do Oriente Médio.

Mas, nos últimos anos, as marchas do orgulho gay que atraíram milhares de participantes foram canceladas.

Altos funcionários do partido de Erdogan e de instituições governamentais freqüentemente criticam a homossexualidade.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

'PRAIA DO FUTURO': AVISO SOBRE 'SEXO GAY' FEITO POR CINEMA DE JOÃO PESSOA VIRA 'MEME'



Na última semana, um usuário do Facebook postou uma imagem de um ingresso de cinema do filme ‘Praia do Futurocom um carimbo escritoAvisado”.
Enquanto o cinema de João Pessoa, na Paraíba, afirma que o alerta significa que o espectador foi avisado que teria que apresentar a carteira de estudante para pagar meia entrada, o cliente afirma que ele foi “avisado” que o longa tem cenas de sexo homossexual”.
O triste fato é que, realmente, várias pessoas saem da sessão do filme quando as cenas de sexo começam.
Levando o ocorrido em consideração, o blog Tá Avisado criou uma série de memes com avisos para outros filmes e outras temáticas, que também deveriam ser informados enquanto compramos o ingresso. E eles são hilários.
Confira os melhores:
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sábado, 13 de abril de 2013

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

DIVERSIDADE: DNA GAY, CIA CONTRATA, PPLC 122 TEM NOVO RELATOR, CASAMENTO GAY EM SP, CURA GAY E INDENIZAÇÃO DA UNIÃO POR HOMOFOBIA


Para essa semana, separei sete matérias muito interessantes:

MODELO PROPÕE QUE MARCAÇÕES NO DNA LEVARIAM À HOMOSSEXUALIDADE
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C.I.A QUER CONTRATAR HOMOSSEXUAIS, TRANSEXUAIS E BISSEXUAIS
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PLC 122, QUE CRIMINALIZA A HOMOFOBIA, DEVE SER VOTADA EM 2013, SINALIZA NOVO RELATOR
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TJ OBRIGA CARTÓRIOS PAULISTAS A REGISTRAR UNIÃO HOMOSSEXUAL
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TRATAMENTO PARA "CURAR" GAYS VIRA BATALHA JUDICIAL NOS EUA
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AQUI NO BRASIL, PROJETO DE "CURA GAY" AVANÇA NO CONGRESSO
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UNIÃO INDENIZARÁ GAY DISPENSADO DO SERVIÇO MILITAR POR "INCAPACIDADE MORAL"
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Confira:

MODELO PROPÕE QUE MARCAÇÕES NO DNA LEVARIAM À HOMOSSEXUALIDADE

Segundo o jornalista Marcos Varella, em colaboração para a Folha de S.Paulo de hoje, uma equipe de cientistas está propondo um novo modelo biológico para explicar a existência da homossexualidade usando a epigenética -ou seja, alterações na maneira como os genes são lidos, e não no próprio DNA.

Divulgação

A proposta é que a homossexualidade seria consequência da transmissão, para os filhos, de marcadores responsáveis pela ativação de genes que direcionam o desenvolvimento sexual.

O estudo teórico foi publicado neste mês na revista científica "The Quarterly Review of Biology"
William Rice, da Universidade da Califórnia, é o autor principal.

Continue lendo a matéria - no link: http://goo.gl/80Y8o 

C.I.A. QUER CONTRATAR HOMOSSEXUAIS, TRANSEXUAIS E BISSEXUAIS

Segundo o jornal DN de Portugal, que publica noticia a agência Efe, a CIA - Agência de Inteligência norte-americana quer contratar pessoal não heterossexual e escolheu Miami Beach para procurar candidatos.

A reunião foi convocada para o Centro de Visitantes LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero] de Miami Beach, com a pergunta: 
 "Alguma vez você pensou em fazer carreira na Agência Central de Informações?".

Divulgação
Saguão de entrada da C.I.A, em Langley, Virgínia

Durante o encontro foram apresentados diversos postos de trabalho nos serviços de espionagem norte-americanos.

Na reunião, realizada na semana passada, com entrada gratuita e serviço de aperitivos e cocktails, estiveram presentes dirigentes de várias áreas da CIA, que nitidamente procura mudar de imagem e a ampliar o perfil dos seus empregados.

Ótima idéia.

PLC 122, QUE CRIMINALIZA A HOMOFOBIA, DEVE SER VOTADA EM 2013, SINALIZA NOVO RELATOR

Segundo o blogueiro Victor Ângelo, do Blogay, o senador Paulo Paim (PT-RS) é o novo relator do PLC 122/06, projeto que criminaliza a homofobia, na CDH (Comissão dos Direitos Humanos ) do Senado.

Ele se autonomeou (Paim é presidente da CDH) em nome da conciliação em reunião realizada na segunda (17) em Brasília.

Divulgação - Ag.Senado
O senador Paulo Paim (PT-RS)

Em entrevista para o Blogay hoje, ele explica que militantes LGBTs queriam que a relatoria do projeto ficasse com a senadora Lídice da Mata ((PSB-BA) e fundamentalistas desejavam Magno Malta (PR-ES) como relator.

Leia a entrevista com o senador, no link: http://goo.gl/VyHHp

TJ OBRIGA CARTÓRIOS PAULISTAS A REGISTRAR UNIÃO HOMOSSEXUAL

A Folha informa que o Tribunal de Justiça determinou anteontem que todos os cartórios do Estado de São Paulo serão obrigados a registrar o casamento civil de homossexuais sem a necessidade de um pedido judicial anterior.

A nova norma foi publicada no Diário Eletrônico da Justiça e entra em vigor em 60 dias.

Divulgação

Com a medida, o casal gay não precisa mais registrar a união estável antes de pedir o casamento.

Também não será mais necessário recorrer à Justiça para pedir o casamento ou a conversão da união estável.

Mais uma vitória dos gays paulistas.

TRATAMENTO PARA "CURAR" GAYS VIRA BATALHA JUDICIAL NOS EUA

Conforme matéria da Agência EFE, publicada pelo site Terra, e considerados potencialmente prejudiciais pela comunidade médica, os chamados "tratamentos reparadores" para reverter a homossexualidade lutam por sua existência nos tribunais dos Estados Unidos, avalizados pelos testemunhos de pessoas que foram "curadas" e atacados por aqueles que sofreram com tais práticas.

No dia 1º de janeiro - se os juízes não impedirem - a Califórnia se tornará o primeiro estado do país que proibirá qualquer tratamento destinado a mudar a orientação sexual de um menor de 18 anos.

Neste dia, entrará em vigor a Lei SB-1172, denominada "Sexual Orientation Change Efforts", aprovada pelo governador Jerry Brown em 30 de setembro e promovida pelo senador Ted Lieu, que foi classificada como "histórica" por uns e como uma "flagrante violação de liberdade" por outros.

Os críticos da medida, liderados pela organização conservadora Liberty Counsel, recorreram à normativa em uma corte federal de Sacramento, capital do estado, onde será realizada uma audiência para votar se é procedente suspender a aplicação da lei temporariamente.

"Acho que temos um caso sólido", assegurou à Agência EFE o fundador da Liberty Counsel, Matthew Staver, para quem a SB-1172 esconde uma motivação "política que não tem nada a ver com ciência".

Os detratores dessa lei insistem que ela se trata de uma intromissão no direito dos cidadãos ao impedir que as pessoas que "experimentam de forma indesejada uma atração por pessoas do mesmo sexo" possam receber uma assessoria de acordo com suas "crenças morais e religiosas".

O pilar fundamental da nova lei é um relatório elaborado pela American Psychological Association (APA) em 2009 no qual são citadas a depressão, a tendência suicida e a ansiedade como efeitos negativos dos "tratamentos reparadores".

O comitê encarregado de redigir o estudo não ocultou sua frustração pela ausência de dados rigorosos que permitissem determinar, sem dúvidas, até que ponto ou não esses tratamentos são prejudiciais, ao mesmo tempo em que constatou a existência de pacientes que deixaram de se relacionar com pessoas do mesmo sexo e continuaram a vida como heterossexuais.

Em suas conclusões, no entanto, a APA não incentivou a prática desses tratamentos por considerar que há "evidências insuficientes" que as justifiquem e devido ao fato que a homossexualidade "não é uma doença mental", mas uma variação "positiva" da sexualidade do ser humano.

Staver não concorda com o relatório que, de acordo com seu ponto de vista, foi realizado por pessoas favoráveis à homossexualidade, por isso que o resultado do mesmo "estava predeterminado".

O advogado Christopher Stoll, que representa o National Center of Lesbian Rights em defesa da SB-1172, insistiu que os tratamentos contra a homossexualidade "não funcionam" e representam um "risco sério,  especialmente para os jovens".

Segundo explicou, os menores têm uma probabilidade oito vezes maior do que o resto da população de se suicidar quando encontram rejeição familiar e esses "tratamentos lhes dizem que há algo errôneo nele e têm que mudar".

Divulgação
Charge ironiza a "cura" como lavagem cerebral

Várias instituições nos EUA, além da APA, questionaram a validade das práticas para "curar" a homossexualidade, entre elas a divisão regional americana da Organização Mundial da Saúde (PAHO), que em maio qualificou esses tratamentos como uma ameaça para a saúde e carentes de justificativa médica.

Sem passar adiante, na semana passada quatro homens gays apresentaram um processo por danos em um tribunal de Nova Jersey contra o centro de assessoria Jews Offering New Alternatives for Healing (JONAH) por práticas enganosas e fraude ao consumidor.

Em entrevista coletiva, os litigantes contaram que pagaram milhares de dólares por tratamentos que "não funcionaram" destinados a erradicar sua homossexualidade, que incluíam estar nus e se tocarem, assim como ataques físicos e verbais ou falar mal de suas mães.

"Não discuto com essa gente. É possível que eles sejam gays de nascimento, se é assim nada podem fazer para facilitar a mudança. Também pode ser que tivessem maus terapeutas", comentou David H. Pickup, um "ex-homossexual" confesso que tem em Los Angeles sua própria clínica de "tratamento reparador".

Em seu caso, segundo relatou, ele sofreu abusos sexuais quando era uma criança e já adulto se submeteu ao tratamento que "salvou sua vida"
"Minha identidade sexual e minha insegurança diminuiu. Minha autoestima cresceu e como consequência minha atração pelas mulheres aumentou 100%", contou Pickup, que não sabe ainda o que fará com seu negócio se a Lei SB-1172 entrar finalmente em vigor na Califórnia.

AQUI NO BRASIL, PROJETO DE "CURA GAY" AVANÇA NO CONGRESSO

Segundo o site da revista A Capa, do portal Vírgula, o projeto de "cura gay" avançou no Congresso Nacional.

O deputado federal - e pastor evangélico -  Roberto Lucena (PV-SP), relator do projeto e jegue da vez, deu parecer favorável à proposta para acabar com a resolução do Conselho Federal de Psicologia de 1999 que afirma ser ilegal a tentativa de cura e tratamento da homossexualidade - dessa forma, o Projeto de Decreto Legislativo de autoria do deputado João Campos (PSDB - GO), continua tramitando no Congresso.

O parecer do relator do projeto foi publicado no último dia 10.

Divulgação
Deputado Lucena, o jegue da vez

"Fundamentalmente, a proposta se sustenta na alegação de que o Conselho Federal de Psicologia, nestes dispositivos referidos, estaria prejudicando o direito ao livre exercício do trabalho dos 2 profissionais, alegando o conhecimento que já houve punição de profissional, e cerceamento do direito das pessoas de receberem a orientação profissional solicitada aos profissionais, quando desejam deixar a orientação sexual homossexual egodistônica, ou seja, quando a orientação sexual homossexual não se encontra em sintonia com o eu da pessoa", diz o texto do deputado Roberto Lucena, que continua, dizendo que "existe um número indeterminado de pessoas que, exercendo o livre arbítrio, escolheram interagir sexualmente com pessoas do sexo oposto, abandonando o comportamento sexual com pessoas do mesmo sexo. Se tal decisão existencial tem por fulcro o direito fundamental à liberdade, ou seja, liberdade quanto às preferências afetivas e sexuais, é nula a Resolução do Conselho, porquanto impede que cidadãos brasileiros busquem auxílio de profissionais da Psicologia".

O avanço do projeto já gerou polêmica.

O Conselho Regional de Psicologia de São Paulo já recolheu mais de 15 mil  assinaturas virtuais contra a proposta.

Assine você também o abaixo-assinado, clicando AQUI.

UNIÃO INDENIZARÁ GAY DISPENSADO DO SERVIÇO MILITAR POR "INCAPACIDADE MORAL"

O site Migalhas reporta que a União terá que pagar R$ 30 mil de indenização por danos morais a um homossexual, por ter colocado em seu certificado de isenção do serviço militar que ele era "moralmente incapaz para ingressar no Exército em razão de sua orientação sexual".

A decisão da 4ª turma do TRF da 4ª região entendeu que o documento feriu direitos fundamentais do autor, que mora em Tubarão/SC e que conta que só tomou conhecimento do fato quando precisou confirmar o número do atestado de reservista, em 2003, para pleitear uma vaga de estágio.
“Percebi que carregava há 22 anos um atestado de incapacidade moral”, disse o autor em seu depoimento à Justiça.

Conforme o relator do processo, juiz Federal João Pedro Gebran Neto, convocado para atuar na corte, a Constituição proíbe discriminação por motivo de sexo.
“A administração efetivamente desrespeitou aos princípios constitucionais de promoção do bem de todos”, afirmou.

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"Incapacidade Moral" é o fim...

Segundo o magistrado, houve ofensa ao patrimônio moral do autor, trazendo-lhe sentimentos auto-depreciativos e angustiantes.
“O documento representou desprestígio e descrédito à sua reputação, expondo-lhe à humilhação”, observou em seu voto.

Apesar de confirmar a condenação da União, Gebran diminuiu em R$ 20 mil o valor da indenização estipulado em primeira instância.

Segundo ele, deve ser levado em conta o princípio da proporcionalidade para evitar o enriquecimento sem causa - o valor deve ser acrescido de juros e correção monetária.
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Até +!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

DIVERSIDADE: CASAMENTO GAY NO URUGUAI, LÉSBICA FAVORITA Á PREFEITURA DE NY, CARLA BRUNI EM DEFESA DOS LGBTs E OS 'FORTÕES DA PAULISTA'


Para essa semana, separei três textos e um artigo muito legais:

CASAMENTO IGUALITÁRIO É APROVADO NO URUGUAI
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LÉSBICA É FAVORITA À PREFEITURA DE NY
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CARLA BRUNI DEFENDE OS DIREITOS DOS HOMOSSEXUAIS
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ARTIGO: 'O FORTÃO DA PAULISTA'
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Confira:

CASAMENTO IGUALITÁRIO É APROVADO NO URUGUAI

O grupo Dignidade e Jornalista Donizeti Costa reportam que a Câmara dos Deputados do Uruguai aprovou hoje, por uma grande maioria, o projeto de lei do casamento igualitário, que autoriza e equipara em nome, direitos e obrigações as uniões de casais homossexuais às celebradas entre heterossexuais.

Após um longo e intenso debate, a lei foi aceita com 81 dos 87 votos possíveis depois que o projeto do governista Frente Ampla, que tem maioria na Câmera Baixa, alcançou o apoio de vários legisladores dos partidos opositores Nacional e Colorado.

A norma aprovada minutos após a meia-noite deverá ser ratificada pelo Senado, onde o Governo também tem maioria, e depois promulgada pelo Executivo, o que pode acontecer no início de 2013.

O projeto, que consta de 29 artigos, assinala expressamente que o Código Civil considerará como casamento "a união permanente entre duas pessoas do mesmo ou de diferente sexo", pelo que aos casais formados por dois homens ou duas mulheres serão aplicadas as mesmas normas que aos integrados por um homem e uma mulher.

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Fachada da Câmara uruguaia

"Esta lei alcança uma verdadeira igualdade entre todos os cidadãos e afirma essa igualdade, já que todos somos diversos e todos somos iguais diante dela", indicou o deputado da Frente Ampla Julio Bango, encarregado de apresentar o projeto.

O aspecto mais chamativo da nova norma será a regulamentação sobre a ordem dos sobrenomes dos filhos, o que afetará também os casais heterossexuais.

Em vez de o sobrenome paterno ser colocado em primeiro lugar, a lei prevê a possibilidade de os casais heterossexuais optarem por qualquer ordem, assim como farão os homossexuais.

Entre os críticos da iniciativa está a Igreja Católica uruguaia, segundo a qual a palavra "casamento" só pode referir-se à "união estável entre homem e mulher, capazes de ato conjugal com transmissão da vida e baseado no contrato de mútua pertinência", como indicou a hierarquia eclesial nos últimos dias.

Como no Uruguai as igrejas não apitam nada, a pequena nação sul americana continua seguindo na vanguarda dos direitos e diversidade.

Parabéns aos uruguaios.

LÉSBICA É FAVORITA À PREFEITURA DE NY

Segundo matéria publicada pelo jornal DN, de Portugal, a Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nova York, Christine Quinn,  lésbica militante, surge em primeiro lugar na pesquisa que aponta os candidatos favoritos à prefeitura da cidade nas próximas eleições.

No estudo da Universidade Quinnipiac, Quinn, do Partido Democrata, aparece com 32% das intenções de voto nas primárias previstas para setembro de 2013, mais do que a soma dos seus quatro adversários.

O candidato democrata, seja ele qual for, ganharia frente aos republicanos apontados como candidatos à presidência da Câmara de Nova York, revela a mesma sondagem.

Michael Bloomberg, independente desde 2007 depois de ter sido republicano, é prefeito da cidade desde janeiro de 2002 - reeleito duas vezes, não pode disputar um quarto mandato.

Divulgação
A democrata Christine Quinn

Apesar de nenhum ser oficial, fala-se numa dúzia de possíveis candidatos à sua sucessão, entre democratas e republicanos.

Quinn é a favorita do lado democrata e Ray Kelly, o chefe da polícia da cidade, de 71 anos, é o republicano com mais intenções de voto.

Seria simplesmente sensacional ter uma lésbica como prefeita de uma das maiores e mais importantes cidades do mundo.

CARLA BRUNI DEFENDE OS DIREITOS DOS HOMOSSEXUAIS

Segundo matéria da revista "Caras", já que agora não é mais a primeira-dama francesa, Carla Bruni decidiu falar mais abertamente acerca de determinados assuntos que antes não abordava.

E foi em entrevista à "Vogue" que a cantora e atriz manifestou a sua opinião acerca dos direitos dos homossexuais.

"Sou a favor do casamento homossexual e da adoção. Tenho muitos amigos, homens e mulheres, que estão nessa situação e não vejo nada de instável nem de perverso nas famílias com pais do mesmo sexo", assegurou a mulher do ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy.

Divulgação - revista Caras
A ex-primeira dama francesa Carla Bruni

Bruni, que regressou agora à sua vida profissional, não quis comentar os rumores que falam da possibilidade do marido regressar à vida política.

"A aventura foi bonita, mas agora quero voltar a viver como uma cidadã igual às outras. Este mundo enriqueceu-me muito em termos humanos, abriu-me os olhos e o espírito, mas no fundo não é o meu", afirmou.

Carla diz ainda que não é “militante feminista” e assume o seu lado burguês.

“A minha geração já não tem necessidade de ser feminista, as pioneiras já abriram esse caminho. Adoro a minha vida familiar, de fazer as mesmas coisas todos os dias, de ter um marido. Sou uma verdadeira burguesa”.

A ex primeira-dama vai lançar o seu quarto álbum em 2013 e, enquanto isso, acaba de voltar à sua carreira de modelo, protagonizando uma campanha publicitária.

ARTIGO: 'O FORTÃO DA PAULISTA'

O jornalista Marcelo Coelho escreve todas as sextas no caderno "Ilustrada" da Folha de S.Paulo.

Em seu último artigo, ele abordou os ataques a homossexuais na Av.Paulista - confira:

"O trânsito ali sempre é complicado, mas à noite, com as decorações natalinas, fico pensando se não seria o caso de interditar a avenida Paulista de uma vez.

Estando todos avisados que depois de certo horário só a circulação de pedestres é permitida, pelo menos diminuirá o número dos desesperados que, dentro do carro, esperavam chegar em tempo a seu destino, sem saber que a rua se tornou mais uma atração turística do que um meio racional de circulação.

O passeio pode ser simpático. Puseram árvores de luzinhas que fogem ao esquema habitual. Em vez de troncos com as lâmpadas chinesas enroladas em volta, surgiram espetos de tamanho médio, que durante o dia não se percebem muito, mas à noite se ganham o aspecto de magra e invernal vegetação iluminada.

Crianças pequenas tiram fotos com os pais, passadas as 23h. Adultos descansam sentados em parapeitos, a meio do longo trajeto. Andando por ali, tive sentimentos contraditórios.

Nunca passei o Natal fora do país, mas aquilo podia até ser parecido com Nova York, ou quem sabe Milwaukee. Estava tudo bem até eu ver três garotões de preto, cheios de tachinhas e pulseiras, sem o menor ar de admiração pelos trenós e presépios em volta.

Reprodução - TV Record
Grupos de rapazes são agredidos por homofóbicos com lâmpada fluorescente na Av. Paulista

Sosseguei ao ver que havia um carro de polícia estacionado logo ali. Pensei melhor, identificando os garotos mais com alguma vertente punk do que com neonazistas ou assassinos de homossexuais.

Bem à minha frente, dois jovens japoneses pareciam tomar conhecimento com a Paulista pela primeira vez, e temi pelo que pudesse acontecer com eles.

Algo está certamente errado com um lugar onde, ao mesmo tempo, crianças pequenas apontam para imagens de Papai Noel e homossexuais podem ser espancados e mortos à vista de todo mundo -das crianças inclusive.

Certamente, ataques aos gays existem em qualquer parte da cidade, mas não é casual que episódios desse tipo tenham acontecido várias vezes na avenida Paulista.

Provavelmente, o homofóbico faz questão de tornar especialmente pública a sua ação. Viu que na Paulista, na passeata do orgulho gay, existem muito mais membros dessa tribo do que ele próprio pensava.

O poder de centenas de milhares de gays o intimida. Se existem tantos, que será de mim? É claro que, lá no fundo, ele pensa: "quando chegará a minha vez?".

Pois bem, passado o trauma da multidão, ele gostaria que a avenida voltasse ao normal. Um dia de tolerância aos gays não quer dizer que no resto do tempo a homossexualidade esteja permitida.

É como o machão que, certa vez na infância, no campinho de futebol, bem, você sabe... Mas ele é totalmente heterossexual, claro.

Dizem os alemães que uma vez é igual a vez nenhuma: "einmal ist keinmal". Certo, um dia por ano admite-se a festa do orgulho gay. Cabe ao homofóbico destruir, então, qualquer vestígio do que aconteceu.

Não inovo ao dizer que o fortão da avenida Paulista quer destruir, acima de tudo, o seu próprio medo de ter desejos homossexuais. Procura ingerir a heterossexualidade junto com os anabolizantes.

Deveria pensar que a heterossexualidade, como a dimensão dos músculos, é uma questão de grau.

Um dos sujeitos mais heterossexuais que conheci considerava que, depois dos 40 anos, ter barriga é desejável. Mais do que isso, a ausência de barriga chegava a lhe parecer um bocado suspeita.

Há quem vá além. Soube de um cidadão que, mesmo nos transes da adolescência, nunca teve interesse em se masturbar. "Meu negócio é mulher", dizia ele. E o onanismo, pensando bem, não deixa de ser uma forma de obter prazer com alguém do mesmo sexo.

Que dizer, ademais, de um homem que faz questão de sair com mulheres bonitas? É o que quer a maioria; enquanto isso, muitas mulheres não ligam para a feiura dos companheiros.

Concluo que as mulheres, provavelmente, são mais heterossexuais do que os homens -tão ligados, afinal, em frescuras estéticas, enjoamentos, exigências e minúcias.

Como é que aquele gay, pensa o homofóbico da Paulista, pode ser mais bonito do que eu? Surge o impulso agressivo. Ele volta, depois, à academia de ginástica. O espelho, ali, reflete a sua imagem. Ele é a madrasta de Branca de Neve. Que as luzes do Natal não iluminem seu desfile pela Paulista."
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Até +!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

AGRESSORES DE ESTUDANTE DA USP ESTÃO PRESOS - UM DELES PERDEU PONTO ONDE VENDIA SUPLEMENTOS NUMA ACADEMIA


O bafo da semana foi a tentativa de homicídio de um estudante gay da USP por dois débeis mentais que se disseram "fisiculturistas" na rua rua Henrique Schaumann, em Pinheiros, na zona oeste de SP, na última segunda.

Durante os últimos dias, e ainda bem, a cidade só falou nisso - os dois foram presos e um deles perdeu o espaço onde vendia suas "bombas" numa academia.

Recapitulando: dois homens que se apresentaram como "fisiculturistas" foram presos na segunda por tentativa de homicídio após terem espancado o estudante de Direito da Universidade de São Paulo (USP) André Baliera, de 27 anos, que voltava a pé para casa pela rua Henrique Schaumann quando foi agredido.

Por volta das 19 horas, Baliera viu que alguém mexia com ele de dentro de um carro. Segundo a vítima, era o também estudante Bruno Portieri, de 25 anos, que o ofendia por sua orientação sexual.

O universitário não deixou barato e Portieri saiu do carro; Baliera fez menção de pegar uma pedra para se defender, quando o motorista do veículo - o personal trainer Diego de Souza, de 29 anos - desceu e começou a agredi-lo.

Ele só parou de bater em André quando policiais militares chegaram para ver o que ocorria e detiveram ele e o amigo.

Estadão.com
André baliera, estudante agredido

Com escoriações na cabeça, dores no corpo e sem dormir, Baliera ainda estava confuso e transtornado ontem: "Assumo que trocamos ofensas. Mas a atitude deles era de como se bater em alguém fosse a coisa mais comum do mundo."

Na noite de segunda, após a prisão, Portieri deu entrevista à TV Record e culpou a vítima pela agressão.
"Apanhou de besta porque, se tivesse seguido o caminho dele, não teria apanhado" - ou seja, pra cabeça de ervilha dele, gay bom é aquele que cala e consente em ser agredido verbalmente e em público.

Mas o pior veio ontem: a irmã de Portieri fez questão de dizer à mídia que o mano é "do bem" e estava no lugar errado na hora errada.
"Foi um momento de fúria, não foi por homofobia. A imprensa está dando muita atenção para o caso, mas o menino (Baliera) está vivo", disse Polianne Portieri, a lôka - fazendo jús ao seu nome,  para ela bater pode, matar é que não pode!

Divulgação - Facebook
Arte mostrando a cara dos dois covardes agressores, divulgada no Facebook

Joel Cordaro, advogado dos dois agressores, dá outra versão - como todo advogado de porta de cadeia que se preze:
"Tudo começou porque eles pararam na faixa de pedestre e a vítima mostrou o dedo do meio. Eles foram provocados", afirma o sem noção, justificando assim a agressão de um rapaz magro por dois fortões bombados.

Segundo ele, não seria possível saber que André era homossexual apenas o vendo atravessar a rua e entrou com pedido de habeas corpus - negado.

André cursa o último ano de Direito no Largo São Francisco, onde ajudou a criar o Grupo de Estudos sobre Direito e Sexualidade (Geds) - ele também trabalhou no Centro de Combate à Homofobia da Prefeitura de São Paulo.

Para o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) não foi um fato isolado.
"Casos assim são uma reação à própria visibilidade da comunidade LGBT."

EM TEMPO: 
Em 6.12, André Baliera postou um vídeo na net, onde fala da agressão que sofreu e agradece as muitas manifestações de solidariedade que recebeu.

Veja:

Até o final da semana - os dois agressores continuavam presos, já que a delegada que os indiciou o fez com base na Lei Anti-Homofobia do Estado de São Paulo - o crime é inafiançável.

E mais: o dono da Academia Peralta Fitness, onde fica a loja de suplementos esportivos de Bruno Portieri, um dos agressores, declarou que não quer mais a loja do rapaz dentro de sua academia.

Respondendo a um questionamento de Luiz Claudio Lins através do Facebook, a gerência da Academia - que fica na Chácara Flora - escreveu:
"A Peralta Fitness não apoia e repudia qualquer tipo de agressão, seja por homofobia ou qualquer outra. O senhor Bruno nunca demonstrou qualquer sinal de descontrole aqui dentro, pelo contrário, sempre tratou a todos muito bem. Infelizmente, não está escrito na testa de ninguém suas capacidades de cometer erros como esses.
Por isso apenas alugamos um espaço nosso para que o aluno da academia vendesse seus produtos. Enfim, lamentamos muitíssimo e obviamente não o queremos mais dentro de nossa empresa. Estamos tão indignados como qualquer outro cidadão de bem.
Um Grande abraço, a gerência.
Peralta Fitness"

Punição exemplar: é o que todos nós esperamos.
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Até +!