Eastwood também atua no longa, que ainda não tem data de estreia no Brasil
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Assista:
Na trama, veremos a história verídica de Leo Sharp, que coleciona uma série de honras que vão desde de prêmios por seus trabalhos como paisagista e decorador até o reconhecimento por ter lutado contra os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
No entanto, foi aos 90 anos que conquistou algo surpreendente: ele foi preso por portar o equivalente a três milhões de dólares em cocaína no seu carro, uma picape velha, no Michigan.
Sharp era o líder do Sinaloa, um cartel de drogas no México e foi sentenciado à três anos de cadeia.
A sinopse oficial ainda não foi divulgada.
No elenco, veremos também Laurence Fishburne, Bradley Cooper, Michael Pena, Taissa Farmiga, Andy Garcia e Dianne Wiest.
A Warner Bros. estreia 'The Mule' em 14 de dezembro nos Estados Unidos.
Jackson Maine (Bradley Cooper) é um cantor no auge da fama.
Um dia, após deixar uma apresentação, ele para em um bar para beber algo.
É quando conhece Ally (Lady Gaga), uma insegura cantora que ganha a vida trabalhando em um restaurante.
Jackson se encanta pela mulher e seu talento, decidindo acolhê-la debaixo de suas asas.
Ao mesmo tempo em que Ally ascende ao estrelato, Jackson vive uma crise pessoal e profissional devido aos problemas com o álcool.
CRÍTICA:
A trama deste longa chega agora aos cinemas pela quarta vez.
A primeira foi em 1937, na versão menos conhecida, estrelada por Janet Gaynor.
Em 1954, foi a vez de Judy Garland brilhar como a protagonista da trama.
Barbra Streisand e Kris Kristofferson formaram a dupla principal na versão de 1977.
Agora, em 2018, é a vez de Lady Gaga e Bradley Cooper emocionarem o público com a bela, romântica e triste história de amor de 'Nasce Uma Estrela', que estreia hoje aqui no Brasil.
Nas duas primeiras, o casal principal era formado por dois atores.
Na atual, assim como na de Barbra, são cantores.
O casal protagonista - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Warner Bros.
Aqui, Gaga vive Ally, uma jovem que sonha em ser cantora, mas que trabalha em um restaurante para pagar as contas.
De temperamento forte, volta e meia, ela se apresenta em um clube noturno, sendo sempre incentivada pelo pai e pelo melhor amigo.
Determinado dia, o clube recebe a visita do astro da música Jackson Maine (Cooper).
Ele logo presta atenção na jovem e decide ajudá-la em sua carreira.
Ao mesmo tempo, se apaixonam.
Assim, enquanto a carreira de Ally vai crescendo, Jack vai perdendo a luta contra o alcoolismo e o vício em drogas.
Apaixonados, eles tentam se apoiar, mas isso acaba se tornando algo mais complicado do que o previsto.
Além de protagonista, Bradley Cooper estreia na direção no filme.
Inicialmente, o projeto seria dirigido por Clint Eastwood, mas Cooper acabou assumindo a posição - Clint manteve-se na produção, através da sua Malpaso Productions.
Até que para uma estreia, Cooper não faz feio e ainda que alguns escorregões ou outros - naturais de uma estreia na direção - ele realiza um trabalho sólido e envolvente.
Na companhia do ótimo diretor de fotografia Matthew Libatique - indicado ao Oscar pelo trabalho em 'Cisne Negro' - Cooper entrega um resultado repleto de personalidade.
Destacam-se os trabalhos de tonalidade (utilizando-se especialmente do vermelho) e luz, embora haja certo exagero na utilização de flares.
É importante reconhecer que o jogo de cores acaba sendo um elemento importante da composição de cenas.
Quando conhecemos Ally, ela está em um cenário frio, com detalhes em preto e branco.
Quando Jack conhece Ally, ela está num bar repleto de cores e cantando "La vie en rose".
Sam Elliott, em cena com os protagonistas
Vencedora de um Globo de Ouro pela performance como atriz em 'American Horror Story', Gaga, depois desse longa, pode definitivamente ser considerada uma boa atriz - a ponto de ela estar cotada para todas as premiações da temporada, inclusive ao Oscar, pelo trabalho.
É, disparado, a melhor atuação de sua carreira.
Bradley Cooper mostra que sabe cantar - e muito bem - e só escorrega um pouco nos momentos mais dramáticos.
Isso fica claro quando, ao registrar o personagem chorando, nos vemos diante de um ator que cobre os olhos completamente.
Ali, era importante que víssemos Jack chorando de verdade.
Apontado como um forte candidato para a temporada de premiações do ano, o filme é basicamente Gaga e Cooper, mas o elenco coadjuvante também faz bonito - com destaque para Sam Elliott, Andrew Dice Clay, Dave Chappelle e Anthony Ramos.
Anthony Ramos, em cena com Gaga
'A Star is Born' (no original) conta com uma história simples e até um pouco previsível.
Mas ganha todo o gás do mundo com a presença de números musicais realmente belos, com destaque para os duetos "Alibi" e "Music to my eys".
Ao final do filme, muitos irão chorar, muitos irão pensar em rever e muitos irão correr para achar a trilha sonora - belíssima e toda composta por Gaga.
Uma sugestão: vá ao cinema, delicie-se e depois tente ver ou rever as três versões anteriores.
É o sonho americano que se renova de tempos em tempos nesse belo e dramático clássico.
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
'NASCE UMA ESTRELA'
Título Original:
A Star Is Born
Gênero:
Drama, Romance
Direção:
Bradley Cooper
Elenco:
Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliott, Andrew Dice Clay, Rafi Gavron, Anthony Ramos, Dave Chappelle, Ron Rifkin
Roteiro:
Eric Roth, Will Fetters, Bradley Cooper - baseados no original, de William A. Wellman, Robert Carson
Produção:
Bradley Cooper, Todd Phillips, Jon Peters
Produtor Executivo:
Basil Iwanik
Diretor de Fotografia:
Matthew Libatique
Montador:
Jay Cassidy
Trilha Sonora:
Lady Gaga
Produção:
Gerber Pictures, Malpaso Productions, Thunder Road Pictures, Metro Goldwyn Mayer (MGM), Peters Entertainment
Drama dirigido e também estrelado por Bradley Cooper estreia no dia 11 de outubro
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Lady Gaga divulgou um teaser de 'Nasce Uma Estrela' com um trecho da bela e emocionante música intitulada "Is That Alright?".
Veja:
Ainda na semana passada, Gaga revelou outra canção chamada "Shallow", composta por ela, Mark Ronson, Anthony Rossomeo, e Erew Wyatt.
Assista:
Essa será a enésima vez que veremos a história no cinema - antes de Lady Gaga, protagonizaram versões do drama Divas como Janet Gaynor (em 1937) Judy Garland (em 1954) e Barbra Streisand (em 1977).
Agora, acompanharemos a história do músico bem-sucedido Jackson Maine (Bradley Cooper) - que cai no esquecimento devido a problemas com o abuso de álcool - e da jovem cantora e atriz Ally (Lady Gaga) buscando alcançar a fama.
Por conta dos momentos opostos na carreira, o relacionamento entre ambos é bastante afetado.
Cotado para o Oscar e primeiro filme dirigido por Bradley Cooper, 'Nasce uma Estrela' chega aos cinemas brasileiros em 11 de outubro.
Sequência às aventuras da equipe dos Guardiões enquanto eles atravessam os confins do cosmos.
Agora, os Guardiões têm que lutar para manter sua recém-descoberta família unida enquanto desvendam o mistério da real paternidade de Peter Quill (Chris Pratt).
Antigos inimigos se tornam aliados e os personagens favoritos dos fãs das clássicas histórias em quadrinhos virão para ajudar nossos heróis.
CRÍTICA:
Superar a criatividade e diversão do primeiro 'Guardiões Da Galáxia' parecia impossível, mas não é que o diretor e roteirista James Gunn conseguiu?
'Guardiões da Galáxia Vol. 2', que estreia hoje em 864 salas em todo o Brasil, é incrível e arrebatador, em todos os sentidos.
Sem a obrigação de introduzir os bizarros personagens para o público, Gunn pôde levar trama, comédia e ação a novos níveis, num dos melhores filmes da Marvel até aqui.
Cada cena teve um cuidado especial de Gunn para que todos os elementos funcionassem com perfeição, as peças se encaixassem e as piadas atingissem seus objetivos.
Chris Pratt como o Senhor das Estrelas - desempenho excepcional - Fotos dessa Postagem - Divulgação/Disney
Assim, o longa é ainda mais engraçado que o primeiro, com surpreendente elemento emocional e o melhor: sem cair no melodrama.
A trama acompanha os Guardiões em uma nova enrascada.
Após ajudar os Soberanos a eliminar uma criatura extra-planar, numa abertura simplesmente sensacional com Baby Groot ( voz de Vin Diesel) dançando enquanto seus companheiros combatem, o guaxinim Rocket (voz de Bradley Cooper) se mete em confusão e o grupo precisa fugir às pressas.
É aí que cruzam com Ego (Kurt Russell), uma entidade misteriosa que tem algumas revelações para os Guardiões - como ser o pai de Peter Quill (Chris Pratt), o Senhor das Estrelas.
Kurt Russell como Ego
Com a mesma estratégia de 'Star Wars: O Despertar Da Força', Gunn divide o grupo em dois: Rocket, Baby Groot e a prisioneira Nebula (Karen Gillan) se metem em uma enrascada ao lado de Yondu (Michael Rooker); já Peter Quill, Gamora (Zoe Saldana) e Drax (Dave Bautista) tentam entender quem é Ego e quais são suas intenções, como vemos no trailer.
Essa divisão funciona muito bem para desenvolver melhor os personagens e colocá-los em situações mais condizentes com suas naturezas, além de proporcionar cenas incríveis com climas bem diferentes.
A questão é que Rocket junto de Ego, por exemplo, não daria certo e o mesmo é verdade se Gamora estivesse na situação contrária - ponto para Gunn apesar de não ser nada inovador.
Além disso, o filme é sobre família e Baby Groot é o coração da obra.
Ele não só é o mascote da nave, como dança (menos quando Drax está olhando), é amado por todos do grupo e ninguém tem vergonha de admitir, nem mesmo Rocket.
Ele consegue se tornar o mascote até de piratas espaciais, sabe lutar quando precisa e é fofo mesmo quando está prestes a cometer um erro e matar a todos, como na cena do botão vermelho do trailer.
Baby Groot é o centro da ação
Temos aqui o primeiro filme da Marvel, com exceção de Loki de Vingadores, hour concour, a ter um vilão realmente interessante, já que ele tem muitas camadas, é ameaçador, não cai em clichês ou caricaturas e não tem planos mirabolantes à toa.
Sem mais spoilers, basta deixar claro que o conjunto de vilões é realmente interessante e todos são engraçados de alguma forma - mas um deles se destaca do começo ao fim (ficará óbvio durante o filme).
Claro que é impossível não mencionar o visual estonteante proposto por James Gunn: o planeta de Ego é simplesmente fenomenal, as naves têm visuais cada vez mais incríveis, os Soberanos são tão exagerados que chegam a ser engraçados além de belos, o CGI é sempre de qualidade, os combates são incríveis e bem filmados, cheios de tensão e momentos heroicos, e, é claro, a trilha sonora é magnífica.
Não só as músicas são bem escolhidas, como caem à perfeição nas cenas em que são tocadas.
Temos enfim um filme encantador, emocionante, divertido e capaz de mexer com os espectadores de diversas formas, sem forçar a barra com melodrama e nem comédia pastelão desnecessária, com narrativa fluida, história bem feita e com poucos problemas.
Zoe Saldana como Gamora
Isso só mostra que a Marvel chega ao seu ápice quando sai da mesmice, no que parece ser o melhor filme sobre espaço das últimas décadas.
Fãs de 'Star Wars', 'Star Trek' agora tem na saga 'Guardiões Da Galáxia' o melhor dos motivos para lotarem as salas de cinema.
E lógico:
NÃO LEVANTEM A BUNDA DA CADEIRA ATÉ O FINAL DA ÚLTIMA CENA PÓS CRÉDITOS - são nada menos que cinco e todas valem muito a pena.
Filmaço.
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2
Título Original:
GUARDIANS OF THE GALAXY VOL. 2
Gênero:
Aventura
Direção:
James Gunn
Roteiro:
James Gunn, Nicole Perlman
Elenco:
Benicio Del Toro, Bradley Cooper, Chris Pratt, Christopher Fairbank, Dave Bautista, Djimon Hounsou, Glenn Close, Gregg Henry, John C. Reilly, Karen Gillan, Krystian Godlewski, Kurt Russell, Laura Haddock, Lee Pace, Michael Rooker, Peter Serafinowicz, Sean Gunn, Sylvester Stallone, Vin Diesel, Wyatt Oleff, Zoe Saldana
Criativa desde a infância, Joy Mangano (Jennifer Lawrence) entrou na vida adulta conciliando a jornada de mãe solteira com a de inventora e tanto fez que tornou-se uma das empreendedoras de maior sucesso dos Estados Unidos.
CRÍTICA:
'Joy: O Nome Do Sucesso', em exibição em 178 salas em todo o Brasil, chamou a atenção do público após o seu bem montado primeiro trailer, que parecia contar de forma bela a história real de uma das maiores empreendedoras americanas, ter sido apresentado, meses atrás..
A atuação da ganhadora do Oscar Jennifer Lawrence parecia indicar que veríamos um bom filme com cara de Oscar: uma mulher que, sozinha, conquista a fama e a fortuna depois de passar por poucas e boas.
Só que não.
Jennifer Lawrence é a protagonista, Joy Mangano - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Fox Film
A opção por um tom mais folhetinesco, escolha pensada pelo diretor David O. Russell de criar uma 'soap opera' - aquelas novelinhas sem graça que a TV americana exibe de manhã - para o cinema, e o dramalhão exagerado não ajudam a narrativa, sem ritmo do começo ao fim.
Se a produção leva ao extremo a lógica hollywoodiana de que para um personagem ser vitorioso, precisa enfrentar adversidades, no entanto, simplesmente mostrar esses obstáculos desde o início não é suficiente, é preciso mostrar o crescimento do protagonista e das pessoas à sua volta, além das dificuldades e problemas resolvidos fazerem sentido.
No longa, vemos um exagero de problemas e quando o triunfo acontece, parece algo mágico e mal explicado, pois o caminho percorrido é frustrante e demasiadamente fantasioso.
A família disfuncional de Joy - o pai é interpretado por Robert De Niro, sempre histriônico
Livremente baseado na vida da inventora Joy Mangano, até hoje uma rainha dos canais de vendas da TV americana, o longa trata da criação do esfregão mágico - depois da palha de aço, considerado um dos mais úteis objetos de limpeza de todos os tempos.
Quebrada, Joy (Jennifer Lawrence) vive com sua família desfuncional e, nos primeiros 30 minutos de filme, o expectador vivencia todos os seus problemas: sua mãe (Virginia Madsen) só assiste novelas; sua avó (Diane Ladd) é otimista até demais; seu ex-marido (Édgar Ramírez) vive no porão e nunca vai ser um cantor de sucesso; seu pai (Robert De Niro) também vive no porão, aparece constasntemente irritado e um negócio a caminho da falência e sua irmã (Elisabeth Röhm), retratada como grande vilã da trama, parece desejar apenas o mal de Joy.
Édgar Ramirez interpreta o marido
O filme, sufocante, deixa evidente que só Joy faz as coisas direito na família - até que, de repente, tudo muda.
Uma grande sonhadora quando criança, ela decide que cansou de sua vida deprimente e resolve voltar a inventar coisas.
Quando mais obstáculos surgem, ela decide ignorar tudo, não aceitar "não" como resposta e seguir adiante, para enfrentar ainda mais obstáculos.
As dificuldades são tantas que lá pela metade do filme fica difícil até se importar com o novo problema a ser resolvido e o cansaço toma conta do espectador, que já se mostra incomodado na poltrona do cinema.
O que falta mesmo aqui é a boa e velha reviravolta na trama, que mostre como Joy superou a sua vida desastrosa e chegou ao triunfo.
Infelizmente, tudo o que o filme faz é mostrar a protagonista como um saco de pancadas passivo que, de repente, consegue realizar seu sonho e se tornar milionária.
Seu sucesso, do jeito que é mostrado, é inacreditável e, se não fosse um filme baseado em alguém real, poderia ser considerado uma fantasia absurda em todos os aspectos.
E Jennifer Lawrence, mesmo sendo a melhor atriz da sua geração, coitada, faz de um tudo pela história, aparece ferozmente determinada quando necessário ou à beira da loucura quando tudo dá errado.
É a atriz e seu imenso talento quem sustentam o filme com mais uma boa atuação.
Por tudo isso, se ela ganhar novamente um Oscar por esse papel, vai ser o prêmio mais injusto da história da Academia.
Bradley Cooper é Neil Walker
O elenco de apoio, apesar de histérico (principalmente Robert De Niro, sempre fora do tom), consegue vender a ideia de uma soap opera no cinema e fazem um trabalho aceitável - até Bradley Cooper, que como o descobridor da invenção de Joy, Neil Walker, aparece bem como o dono do programa de televendas que tornou a moça uma estrela americana.
Se queria ser uma história real de luta e superação, o longa é exagerado, as resoluções parecem milagrosas e os personagens não são realistas.
Quando a protagonista atinge o sucesso, seus problemas não desaparecem, pois ela agora é rica - é como se a moral da história fosse: basta ter grana para alcançar a felicidade, o resto não importa.
Mais raso que um pires, esse longa é exatamente como a maioria das novelas: podem ter momentos interessantes, mas são, mesmo, histórias facilmente esquecidas.
Até agora, é o mais fraco concorrente ao Oscar 2016 a estrear aqui no Brasil.
INDICAÇÕES AO OSCAR 2016:
Melhor Atriz (Jennifer Lawrence)
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
'JOY: O NOME DO SUCESSO'
Título Original:
JOY
Gênero:
Drama
Direção:
David O. Russell
Roteiro:
Annie Mumolo, David O. Russell
Elenco:
Allie Marshall, Bradley Cooper, Chaunty Spillane, Dascha Polanco, Diane Ladd, Donna Mills, Drena De Niro, Édgar Ramírez, Elisabeth Röhm, Erica McDermott, Isabella Crovetti-Cramp, Isabella Rossellini, Jennifer Lawrence, Jimmy Jean-Louis, John Enos III, Madison Wolfe, Melissa McMeekin, Robert De Niro, Virginia Madsen
Produção:
John Davis, John Fox, Jonathan Gordon, Ken Mok, Megan Ellison
Adaptado pelo aclamado roteirista Jason Dean Hall do livro 'American Sniper: The Autobiography of the Most Lethal Sniper in U.S. Militar History', o filme dirigido por Clint Eastwood conta a história real de Chris Kyle (Bradley Cooper), atirador de elite das forças especiais da marinha americana.
Durante cerca de dez anos ele matou mais de 150 pessoas, tendo recebido diversas condecorações por sua atuação na Guerra do Iraque.
Ao mesmo tempo que precisa se proteger dos inimigos que o fizeram de alvo, Kyle ainda tem que lidar com as dificuldades de ser um bom pai e marido mesmo estando do outro lado do mundo.
CRÍTICA:
Chris Kyle é considerado um dos atiradores de elite mais mortais da história, com 160 mortes confirmadas.
Seu livro de memórias detalhou os quatro tours como SEAL na Guerra do Iraque, além das dificuldades em se adaptar à paz ao retornar à sua casa.
Com momentos de heroísmo, muitas deles, possivelmente, exagerados, a adaptação cinematográfica, também chamada 'Sniper Americano' - que estreia hoje em 113 salas em todo o Brasil- mostra como Kyle se tornou um mito, sobreviveu a guerra e tentou ajudar outros veteranos.
Bradley Cooper como o Sniper Chris Kyle, em cena do longa - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Warner Bros.
Embora o longa tente discutir o conflito e o seu impacto sobre os soldados, nunca se aprofunda como deveria e o tom patriótico exagerado mais atrapalha do que ajuda.
Esse americanismo exagerado e o fato de Kyle ser mostrado como grande herói fez muitas pessoas associarem o filme com uma propaganda pró-guerra, ainda mais pela posição política do diretor Clint Eastwood, conservador e republicano ferrenho.
Na verdade, o longa nunca se resolve - se quer apenas exaltar um herói americano ou discutir questões mais sérias sobre a invasão ao Iraque.
Se os elementos para discussão e críticas estão presentes, estão escondidos sob escombros de grandes explosões e pelo destaque exacerbado dos atos de heroísmo do exército, situações que ficam bem na telona e fazem o público comum norte-americano pirar.
Sienna Miller interpreta a esposa de Kyle
Não é a toa que lá o longa é um sucesso absurdo de bilheteria, arrecadando mais de US$ 300 milhões desde sua estreia, na segunda quinzena de janeiro, já sendo considerado o filme de guerra com a maior bilheteria de todos os tempos em território americano.
De fato, as cenas de combate são interessantes e o roteiro bem amarrado, mas o filme funciona melhor quando Clint Eastwood acompanha de perto os conflitos internos do protagonista, vivido com extrema verdade por Bradley Cooper.
A sequência inicial, na qual Kyle decide ou não se deve derrubar um menino iraquiano é pesada, intensa e traz todo o horror da guerra de forma sufocante em apenas alguns minutos.
O roteiro ainda tenta criar outras situações bem legais – como quando um veterano reconhece Kyle em uma oficina de automóveis no Texas e o atirador mal consegue olhar nos olhos do homem - mas são momentos raros e nem sempre capazes de oferecer insight necessário sobre a situação mental dos indivíduos.
Pela forma como o longa é narrado, o desenvolvimento psicológico fica sem espaço e esses momentos se tornam simples passagens de ligação, sem a importância devida.
Para apimentar as coisas, o roteirista Jason Hall cria rivalidade com um sniper inimigo chamado Mustafa, numa tentativa de criar duelo entre dois grandes homens - algo comum em faroestes - e essa rixa ajuda a explicar muitas das atitudes do protagonista, obcecado em salvar seus companheiros da mira certeira de Mustafa.
Cooper e Eastwood, durante as filmagens
Bradley Cooper tenta fazer sua parte, mas nem sempre consegue dar conta.
Parecido com o personagem - musculoso, barbudo e com sotaque do Texas - o ator se esforça para convencer como cowboy que se tornou soldado de elite dos SEAL e, como sniper, procura manter olhar sempre atento, mesmo fora da zona de guerra.
Pena que nas cenas de família ele não consegue render tão bem, não encontrando o tom e colaborando para a falta de peso emocional do longa.
Felizmente, a bela fotografia e ótimos efeitos sonoros se sobressaem - não à toa, o longa é o mais cotado para levar todos os Oscar de categorias técnicas a que foi indicado.
Se a história de Kyle é interessante, Eastwood poderia ter tido mais cuidado ao tratar de um tema tão polêmico ou mais coragem na hora de aprofundar questões complexas e psicológicas.
Essas falhas afetam não apenas a qualidade da produção, mas também a interpretação do espectador sobre a obra, que é boa, mas poderia ser muito melhor.
OSCAR 2015:
O longa recebeu 6 indicações ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood:
Melhor Filme
Melhor Ator - Bradley Cooper
Melhor Roteiro Adaptado
Melhor Edição
Melhor Edição de Som
Melhor Mixagem de Som
Eastwood ficou de fora da indicação por direção.
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
'SNIPER AMERICANO'
Título Original:
AMERICAN SNIPER
Gênero:
Drama
Direção:
Clint Eastwood
Roteiro:
Jason Dean Hall, baseado no livro 'American Sniper' de Chris Kyle
Elenco:
Amie Farrell, Anthony Jennings, Assaf Cohen, Ben Reed, Billy Miller, Bradley Cooper, Brando Eaton, Brett Edwards, Brian Hallisay, Chance Kelly, Cory Hardrict, Darius Cottrell, Emerson Brooks, Eric Close, Eric Ladin, Erik Aude, Evan Gamble, Greg Duke, Jake McDorman, James Ryen, Jet Jurgensmeyer, Joel Lambert, Jonathan Kowalsky, Keir O'Donnell, Kyle Gallner, Leonard Roberts, Luke Grimes, Marnette Patterson, Max Charles, Mido Hamada, Navid Negahban, Owain Yeoman, Reynaldo Gallegos, Robert Clotworthy, Sam Jaeger, Sammy Sheik, Sienna Miller, Tim Griffin, Zack Duhame
Produção:
Andrew Lazar, Bradley Cooper, Clint Eastwood, Peter Morgan, Robert Lorenz