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quarta-feira, 27 de abril de 2011

UM IDIOTA CHAMADO ROBERTO REQUIÃO

Sempre considerei os paranaenses gente acima da média, por terem sido colonizados por povos cristãos e na sua maioria não católicos, meio onde a prosperidade, os estudos e a cultura são priorizados.

É por isso que eu não consigo entender como o povo paranaense insiste em votar e eleger um bucéfalo chamado Roberto Requião.

O senador paranaense, eleito pelo nosso querido partido puteiro - o PMDB - é aquele mesmo animal que, tempos atrás, quando era governador do estado, no lançamento de uma seríssima campanha de combate ao câncer de mama que também procurava sensibilizar os homens, declarou para um auditório lotado que o aumento desse tipo de câncer no sexo masculino devia-se às "passeatas gays que tem de monte por aí".

Eleito senador, continua dando seguidos shows de ignorância e desprezo ao próximo, e parece que só trocou o palco curitibano pelo de Brasília.

Charges: Cláudio Nóvoa

Requião recebe uma pornográfica pensão de R$ 24 mil/mes por ser ex-governador, boquinha, aliás, proibida pela nossa Constituição.

O sem noção não está nem aí para a Carta Magna brasileira, já que recorreu da decisão do atual governador do Paraná - que cassou sua sinecura - , e continua recebendo a grana no mole.

Seu irmão foi pego numa operação da Polícia federal, acusado de ser traficante de armas com o senador, mas até agora a Justiça não se pronunciou.

Nessa semana, quando pensávamos que o Fred Flintstone das araucárias tinha sossegado, eis que Requião perpetrou um gravíssimo atentado à liberdade de expressão no país.

Incomodado com pergunta do repórter Victor Boyadjian, da Rádio Bandeirantes, sobre a aposentadoria que continua recebendo, Requião não só ameaçou bater no jornalista, como tomou à força seu gravador - posteriormente devolvido com o cartão de memória devidamente apagado por ele, seu filho e a quadrilha que orbita à sua volta no Senado da República.

O pior, porém, não foi o presidente da casa, Coroné Sarney, sair lépidamente em defesa da truculência cometida; foi de acompanharmos, estupefatos, a polícia do senado recusar-se a registrar ocorrência, argumentando que eles não estão lá para "indiciar senadores".

Acertadamente, o jornalista dirigiu-se, então, à delegacia de polícia mais próxima, onde lavrou BO.

A ABI - Associação Brasileira de Imprensa -, a ANJ - Agência Nacional de Jornais - e praticamente toda a mídia condenaram o ato do coroné paranaense, e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal protocolou ontem na Mesa Diretora do Senado representação contra o senador.

Ainda ontem, um dia depois do atentado contra o repórter, Requião subiu à tribuna do Senado para justificar o gesto, e teve a cara de pau de afirmar que reagiu a uma tentativa do jornalista de acuá-lo com perguntas agressivas.

Com diversas críticas à imprensa, disse que ficou com o aparelho para evitar que sua entrevista fosse editada de forma a "desmoralizar um parlamentar sério".

Segundo o senador, o repórter da Rádio Bandeirantes tentou lhe aplicar uma "armadilha" com "perguntas encomendadas", numa atitude de "bulíngue" (!) que marca parte da imprensa brasileira.

"Temos que acabar com o abuso, o bulíngue que sofremos nas mãos de uma imprensa às vezes provocadora e muitas vezes irresponsável", disse o bucéfalo, não demonstrando arrependimento algum pelo gesto.


O Brasil do século 21 merece ter gente séria na mais alta casa legislativa da República, e a mídia tem o dever - até constitucional - de perguntar sobre tudo aos parlamentares, que nada mais são funcionários públicos escolhidos por nós para fazer e votar leis pertinentes à população.

Cercear e ameaçar um jornalista é típico dos currais eleitorais jurássicos, onde gente da laia de Requião, infelizmente, ainda prolifera, como bactérias prontas para atacar o estado de direito e parasitar governos, sejam eles quais forem.

O Brasil não merece amebas como Roberto Requião.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A SEMANA ILUSTRADA

A crise no Egito, a estreia da Marta no Senado, o PMDB, Dilma e Coroné Sarney são algumas das vítimas dessa semana!
Confira:












segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

PELO FIM DOS PARTIDOS NANICOS

Pessoal:
Amanhã começam os novos anos, legislativos e judiciário do Brasil, e nos dois poderes temos algumas características raras ou inéditas.

No Judiciário, o ano começa sem que a Doutora Dilma tenha ainda indicado um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal.

Esse foi um abacaxi que ela herdou do Luiz Inácio, e que vem atrasando muito pautas importantes para o país, como a votação final da Lei da Ficha Limpa, por exemplo.

No Legislativo, teremos nada mais, nada menos do que 22 partidos representados.
É o número mais elevado desde a volta do pluripartidarismo, no início da década de 80.

Só para comparação: na Colômbia, há 12 partidos com deputados eleitos; no Chile, 8; no México, só 7.

Já na Argentina, que sempre faz questão de parecer diferente dos seus vizinhos de "latinoamérica", nossos "hermanos" tem 35 blocos políticos no Congresso, eleitos pelo modelo distrital, o que serve de alerta aos defensores desse sistema como a salvação para todos os males políticos do Brasil.

Mas, voltando para cá: 8 dos 22 partidos com deputados eleitos receberam 75,4% dos votos para a Câmara, na eleição do ano passado.

O Brasil tem hoje 27 partidos, e os 5 que não elegeram deputados tiveram, juntos, 0,6% do total de votos para a Câmara.

Desde 1986, nunca um partido havia eleito deputados em todas as 27 unidades da Federação.
No ano passado, o PMDB - nosso querido partido puteiro - foi o único a repetir a façanha, e o PT terá representantes de 23 Estados e do Distrito Federal.

Como dá pra perceber, a democracia brasileira tem defeitos e muitas arestas para aparar, e o principal problema ainda são as leis que continuam respaldando agremiações sem o apoio popular correspondente.

Com o fim da ditadura militar, fazia todo sentido dar tempo de TV, dinheiro do fundo partidário a rôdo e benefícios sortidos a todos os novos partidos.

Só que já se passaram 25 anos, e, se, em um quarto de século uma sigla não conseguiu dizer a que veio, é lesivo à democracia brasileira que todos sejamos obrigados a manter as vantagens oferecidas até agora.

Ficaríamos livres de vermos, eleição após eleição, os embusteiros que há décadas vendem ideias rejeitadas pelo eleitor, como o aerotrem do Levy Fidélix, o municipalismo, a volta do Império e toda sorte de maracutaias que só existem para mamar o seu, o meu, o nosso dinheiro via fundo suprapartidário.

Ficaríamos livres também de vermos preciosos minutos da programação de nossas rádios e tevês perdidos no falatório desses partidos nanicos, que só servem, realmente, para agirem como linha auxiliar de ataques, os mais covardes, das agremiações que realmente mandam nesse país.

É urgente que se façam alterações nas regras eleitorais, para que esse puteiro finalmente acabe: o fim das coligações para eleger deputados e a criação de uma cláusula de desempenho, onde só teria amplo acesso ao rádio e à TV o partido com 5% ou mais dos votos.

Horário eleitoral, hoje em dia, só serve pra encher linguiça, e já que é obrigatório, deveria ser usado para que se debatam os grandes problemas do país.

Até segunda.

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Você pode assistir a essa coluna em vídeo HD, já postado no YouTube e no Facebook:

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

PARTIDOS DE ALUGUEL

Pessoal:

Quando somos obrigados a usar a expressão "partido de aluguel", em geral chamamos assim certas legendas nanicas.

Mas como chamar um partido que apoia o governo Luiz Inácio - ou Dona Dilma - no plano federal, e ao mesmo tempo dá seu apoio ao governo Serra Nomuro -ou Alckmin TFP - em São Paulo?

Partido bandoleiro? Partido oportunista? Partido ao meio? Partido aos pedaços?

E olha que aqui eu não estou citando apenas o PMDB - nosso querido partido puteiro - verdadeiro partido de artistas circenses, capaz de garantir a vice-presidência do governo de Dona Dilma, segurar com uma mão o governo Alckmin TFP, e com a outra fazer o gesto de "vem comigo" - comum às putas de rua - para atrair o prefeito Bolinha Kassab do DEM - que está louquinho pra ser peemedebista.

Coloco nessa renca também o PSB, o PDT e o PV, três partidos que têm a pretensão de serem levados a sério ou possuir programa e diretrizes diferenciados.

Isso no papel, porquê, na prática, pertencem à base do governo petista no federal e à base do governo tucano em São Paulo.

E a coerência? Não existe.

Basta invocarem as "diferenças" regionais, para justificar a adesão a "X" aqui e "Y" acolá, e vice-versa.

E o caso mais curioso é o do PSB - Partido Socialista Brasileiro.

O partido cresceu, elegeu ou reelegeu seis governadores - entre eles Eduardo Campos, em Pernambuco, com jeito de que pode ser uma liderança de nível nacional.

Mas o PSB em São Paulo se prestou ao papel de partido de aluguel para a candidatura no mínimo sem noção de Paulo Skaf - aquele empresário que liderou o "Xô, CPMF!" - que os governadores do partido agora querem de volta.

Afinal, qual é a do PSB? Você sabe? Então me conte, porquê eu não sei.

E o DEM? o Democratas tornou-se uma espécie de bicho em extinção, de testemunha de como é difícil fazer oposição no Brasil, e isso também se aplica a São Paulo, onde os governos tucanos mandam e desmandam na Assembleia Legislativa há quase vinte anos consecutivos, usando os mesmíssimos métodos de aliciamento do governo federal de que tanto desaprovam em público.

E já sabemos que Alckmin TFP nesse exato momento está empenhadíssimo em promover um arrastão nas legendas que também lambem as botinas de Luiz Inácio/DonaDilma - como o PR, o PRB e o PP, além das já faladas aqui.

Afinal, quase todos estão na política para isso mesmo: fazer negócios.

E todos querem ser e pertencer ao único partido que de fato importa - o partido do poder.

Até segunda.

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E você pode conferir essa coluna em vídeo HD, já postado no UOL e no YouTube:

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

BISCATES EM DESFILE!

O cerco lulo-petista à mídia; Soninha continua sem noção; Kassab torpedeando Alckmin; Dona Dilma, amparada pelo Luiz Inácio; Dona Dilma, a Pilatos brasileira...

Essas e muitas outras, no resumo semanal de política, sempre com muito humor.

Acompanhe:

STALINISMO TROPICAL

Benett - Folha de S.Paulo de hoje

A campanha anti-mídia que os petistas - Luiz Inácio à frente - vem fazendo, revela o grau das idéias tacanhas e absolutistas desse governo.

Imprensa, ao contrário do que eles pensam, não foi feita só para puxar o saco dos poderosos - aliás, como nunca foi tão puxado nesse país -, mas para denunciar todo e qualquer atentado ao Estado Democrático de Direito.

Não foi a Imprensa quem comandou a compra de parlamentares para aprovar a reeleição na era FHC, e o mensalão e o tráfico de influência na Casa Civil, sob o lulismo.

Por ser a maneira da spessoas saberem e comentarem os descalabros praticados por toda sorte de corja, é que a Imprensa foi denominada o "Quinto Poder", e uma Democracia não pode abdicar nunca disso.

Senão, não é Democracia, é ditadura, como os amigos cubanos, haitianos e iranianos do Luiz Inácio praticam.

Luiz Inácio ainda não chegou ao nível do banditismo do casal Cristina e Néstor Kirchner, que perseguem ferozmente os dois principais jornais da Argentina, corajosos em publicar os escândalos do governo de lá.
Mas está bem perto disso.
Cabe a nós defender toda mídia independente que temos, para que os escândalos possam ser do conhecimento da maioria, se bem que isso, nessa eleição, parece ser o de menos.

Por aqui, foi muito bom ver o destempero da candidata petista, diante de reportagem da "Folha" sobre sua atuação no governo gaúcho.

A matéria simplesmente provou que ela não é a "boa gestora" que Luiz Inácio e a marquetagem da campanha plantam na mídia chapa branca, tanto que, como diz aquele pensamento, "diga uma mentira mil vezes, que ela há de se tornar uma verdade".

Espumando de raiva, diante do lindo cenário do farol da barra em Salvador, onde gravava programas para o horário eleitoral, Dona Dilma teve uma recaída.
Parecia até ela mesma.

NOVO DATAFOLHA MOSTRA PEQUENA QUEDA DE DONA DILMA

Hoje, a "Folha de S.Paulo" traz uma nova pesquisa do Datafolha sobre a eleição para presidente.

Além de mostrar a diminuição da vantagem de Dona Dilma sobre a soma das intenções de voto atribuídas aos adversários, a nova pesquisa contraria a previsão, muito repetida por petistas, de que a rejeição de Serra Nomuro explodiria quando sua campanha fizesse uso eleitoral do "Erenicegate".

"Taxa de rejeição", em pesquisas como essas, são as respostas dadas pelos pesquisados à seguinte pergunta: "Dos candidatos à presidente, em quem você não votaria de jeito nenhum?"

O tucano, que fez questão de levar as denúncias de tráfico de influência e pagamento de propina na Casa Civil à propaganda de rádio e televisão, manteve inalterada sua taxa de rejeição, de 31% -a mais alta entre os candidatos à Presidência.
Já Dona Dilma oscilou de 22% para 24%, e Tia Marina Silva Clorofila Malafaia (PV) recuou de 18% para 17%.


METRÔ PAULISTANO, DEVAGAR QUASE PARANDO

No dia seguinte da pane que paralisou o metrô na terça e elevou o tom das críticas do PT ao transporte público de São Paulo, Geraldo TFP Alckmin percorreu o trajeto entre as estações Clínicas e Tietê em horário de pico, no final da manhã, a pretexto de celebrar o "Dia Mundial sem Carro".
O demagógico ato tentou - e não conseguiu - simbolizar a defesa da confiabilidade do sistema, administrado há 16 anos pelo partido do líder nas pesquisas.
O governo estadual procurou despolitizar o incidente, apesar de a campanha tucana - leia-se Soninha Desocupada Francine - dizer que foi "sabotagem". Ela devia mudar para a "hidropônica", e mais pura e faz menos mal.
Sabotagem é construir menos de um quilômetro de linhas do metrô paulistano, em 16 anos no poder; o resto é demagogia, pura e simples.

DILMA PILATOS

Embora Dona Dilma tenha lavado as mãos da responsabilidade pela indicação de Erenice Guerra para a Casa Civil, petistas de "A" a "Z" atribuem única e exclusivamente à candidata a estatura alcançada no governo pela agora ex-ministra, que na terça tomou outro tombo: deixou os conselhos de administração das estatais.

E OS CORREIOS?

Quem acompanha o desenrolar da crise nos Correios, origem do escândalo que derrubou Erenice Guerra da Casa Civil, diz que as demissões feitas até agora estão longe de desarmar as bombas plantadas na empresa.
Instalado na presidência há menos de dois meses por Erenice, David José de Matos tem um histórico de relações complicadas com a política do Distrito Federal.
Também ligado à ex-ministra, o diretor comercial, Ronaldo Takahashi, já bateu de frente com Pedro Magalhães Bifano, diretor de Gestão de Pessoas afastado em julho, e com o próprio ministro das Comunicações, José Artur Filardi.

SEGURANDO DONA DILMA

No PT, a subida de tom de Luiz Inácio não é consenso: uns acham que ela dá gás à oposição, para replicar de modo mais forte, outros acreditam que o problema é dar a impressão de que, diante das denúncias recentes, Dona Dilma só não cai porque o presidente a segura.

"NADA DISSO..."

Luiz Inácio não esconde de ninguém o arrependimento por ter cedido aos apelos de Dona Dilma e nomeado Erenice para substituí-la na Casa Civil.
Se tivesse escolhido no final de março alguém da confiança dele, acha que "nada disso teria acontecido".

GORDINHO MALVADO

O medo de que a eleição em São Paulo vá para o segundo turno voltou a assombrar a campanha de Geraldo TFP Alckmin: o QG tucano considera a possibilidade real, mas diz que ela está sendo turbinada no noticiário por aliados do prefeito Bolinha Kassab (DEM).
Mas o Bolinha não era aliado?

TUCANO PERDEU O BICO

Aloysio Nunes (PSDB-SP), que vinha subindo devagar e sempre nas pesquisas internas - tanto tucanas quanto petistas - para o Senado, parou de crescer desde o final da semana passada.
Apoiadores receiam que falte tempo para o ex-chefe da Casa Civil de Serra Nomuro, quarto colocado na disputa, alcançar Dona Marta (PT) ou Netinho Maria da Penha de Paula (PC do B).

E O PMDB?

Pelas pesquisas, o PMDB - nosso querido partido puteiro - já conta com a possibilidade de eleger menos deputados do que o PT, e com isso perder a primazia na disputa pela presidência da Câmara.

TIRIRICA LÁ!

E para melhorar o quadro, pesquisas indicam que o palhaço Tiririca (PR) - provável recordista de votos em São Paulo - é o trunfo do PT para assegurar a presidência da Câmara em 2011.
Puxador da coligação encabeçada pelos petistas, o candidato do "pior que está não fica" permitirá, caso as projeções se confirmem, que o partido de Luiz Inácio e Dona Dilma conquiste até quatro cadeiras a mais, desempatando a disputa com o PMDB pela maior bancada.
As duas siglas trabalham para atingir a meta de cem deputados.
Embora não exista regra, tradicionalmente a base mais numerosa tem mais chances de comandar a Casa.

E O GURU?

E o guru da internet Ravi Singh, contratado a peso de ouro - US$ 10 mil por dia -
pela campanha do Serra Nomuro, já se foi.
Ele chegou ao país com a promessa de obter 30 adesões por minuto à ofensiva virtual tucana.
Conseguiu sete, em média.
Soninha Francine está desolada.
Com a saída do guru da campanha, ela vai ter de trabalhar.

EM SÃO PAULO...

O retrato atual da corrida pelas cadeiras da Assembleia Legislativa paulista parece mostrar que a estratégia do PT de privilegiar, na propaganda televisiva, a pregação do voto na legenda, parece ter dado certo.
As menções diretas ao partido superam por ampla margem as indicações nominais a candidatos de qualquer sigla em pesquisas que examinam as inclinações do eleitorado.

GOLPE BAIXO

A campanha de Mercadante tentou associar Geraldo TFP Alckmin ao candidato a deputado Ney Santos (PSC), suspeito de ligação com o PCC e dono de fortuna de R$ 100 milhões, preso esta semana.
Foto do tucano ao lado do candidato ilustrava o site do PT, mas Mercadante achou que era pegar pesado demais, e mandou tirar.

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FRASES

"O Planalto precisa se decidir: ou bem os comícios pró-Dilma fazem parte da "agenda pessoal" de Lula, como foi dito antes ao TSE, ou são "atos públicos", como se alega agora."
DO DEPUTADO ACM NETO (DEM-BA), sobre a justificativa oficial para o fato de eventos da campanha petista serem filmados pela TV estatal.
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"O uso da TV oficial para filmar evento de campanha é um triste retrato dessa confusão que o PT faz diariamente entre assuntos de partido e assuntos de Estado."
DO DEPUTADO JOÃO ALMEIDA (PSDB-BA), sobre o uso de funcionários e equipamentos da NBR para registrar comícios com Lula e Dilma Rousseff
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"Erenice diz que foi traída. Dilma diz que não sabia de nada. Ou Dilma foi enganada esses anos todos, ou o Lula está fazendo escola".
DO DEPUTADO GUSTAVO FRUET (PSDB-PR), comparando a reação de Dilma ao escândalo que levou à queda da sua ex-auxiliar de confiança com a maneira como o presidente Lula reagiu durante a crise do mensalão.
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"Desqualificar o denunciante é a marca registrada deste governo para não investigar seus ilícitos. Se o sujeito era tão problemático, como teve acesso à Casa Civil?"
DO DEPUTADO ARNALDO MADEIRA (PSDB-SP), sobre a alegação oficial de que os antecedentes de Rubnei Quícoli invalidariam as acusações ao filho de Erenice.
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"Alckmin aparece abraçado ao chefão do PCC, candidato a deputado. Isto explica por que a violência em São Paulo se multiplica. É Tiririca: se bobear, pior do que tá ainda fica!"
DE ANTONIO MENTOR, líder do PT na Assembleia, ignorando orientação do partido para evitar exploração eleitoral da foto do tucano com Ney Santos.
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"Se o Paulo Skaf é socialista, eu sou hare krishna".
De Aloysio Nunes (PSDB), que concorre a vaga no Senado por São Paulo, sobre o candidato do PSB ao governo estadual.
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"A queda da sucessora de Dilma Rousseff demonstra que o verdadeiro Bolsa Família deste governo rolava na Casa Civil."
DO DEPUTADO JOSÉ CARLOS ALELUIA, candidato ao Senado pelo DEM-BA, sobre as revelações que resultaram na carta de demissão de Erenice Guerra.
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"Propostas muito boas! No desespero, só falta o Serra prometer que vai mandar baixar o preço dos pedágios em São Paulo."

DO DEPUTADO PAULO TEIXEIRA (PT-SP), sobre o compromisso, assumido pelo candidato tucano, de elevar o salário mínimo para R$ 600 e criar uma espécie de 13º para os beneficiários do Bolsa Família.
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HISTÓRIAS PRA BOI DORMIR

Uma charrete foi deixada a postos para que Tia Marina Silva Clorofila Malafaia passeasse no sábado pelo Acampamento Farroupilha, evento anual em Porto Alegre.
Ela, porém, recusou a oferta:
-Melhor não, eu tenho labirintite...
A candidata verde também evitou o chimarrão, porque a bebida contém cafeína, e, depois de visitar galpão onde dezenas de espetos de carne estalavam no fogo de chão, seguiu direto para um restaurante vegetariano, tadinha.

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ATÉ QUINTA!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

INVENTANDO DONA DILMA

Se do lado da oposição, a campanha de Serra Nomuro deu 100% errado, no outro lado, os planos de Luiz Inácio revelaram-se corretos, nos detalhes.

Todas as últimas pesquisas só comprovaram isso.

Bastaram três dias de propaganda eleitoral para Dona Dilma disparar à frente de Nomuro: foi a 47%, e o tucano não passa dos 30%.
A diferença foi de oito para 17 pontos, e se ficarmos apenas nos votos válidos, a invenção do Luiz Inácio vai a 54%.
Se a eleição fosse hoje, Dona Dilma estaria eleita no primeiro turno.

Foto: Universal Pictures - Arte: Cláudio Nóvoa
Imagem do filme"A Noiva de Frankestein" (1935)

Dono de uma intuição primorosa, Luiz Inácio bolou sua tática eleitoral em oito movimentos, que, até agora, permanecem todos em pé:

1. Antecipando o calendário:
No Brasil, são três as evidências que dizem a um presidente que chegou a "síndrome do fim do mandato".
De uma hora para outra, sem aviso, o cafezinho vem frio.
Os aliados se afastam.
À sua volta começa um "cunversê" - que ninguém consegue parar - sobre a sucessão presidencial.

Com o atural presidente, tudo aconteceu ao contrário.
O cafezinho ainda vem tão quente como seus índices de popularidade.
O PMDB - nosso querido Partido Puteiro - ainda puxa o seu saco.
E sua sucessão foi antecipada em dois anos pelo próprio presidente, que colocou Dona Dilma na vitrine, já em 2008.

2. Rapidez no gatilho:
Ao impor Dona Dilma goela abaixo ao PT, Luiz Inácio censurou um debate interno que levaria o seu partido a uma briga de foice no escuro.
Neo-petista e ex-PDT, Dona Dilma não era a preferida de ninguém, nem do próprio Luiz Inácio, que pensou outros nomes.

Antonio Palocci, seu ex todo poderoso Ministro da Fazenda e o primeirão da fila, virou carta fora do baralho por causa do escândalo do caseiro Francenildo.
Antes dele, Zé Dirceu estava cotadíssimo, mas foi esvaziado no ralo do mensalão.
Quando petistas históricos, como Patrus ‘Bolsa Família’ Ananias e Tarso ‘Justiça’ Genro esboçavam os primeiros movimentos no tabuleiro, Luiz Inácio aplicou-lhes o xeque-mate.

No início de 2008, Dona Dilma apareceu nas pesquisas com percentuais ínfimos –2% a 3%.
Em maio daquele ano, já estava nos 10%.
No final do ano, FHC - a tia tucana invejosa da janela - dizia, no particular, que a presença de Dilma no segundo turno de 2010 era mais que certa, e que ela não teria menos do que 30% dos votos.

3. Desconstruindo Ciro Gomes:
Luiz Inácio decidiu que seu governo seria representado na campanha por um único candidato.

Nos bastidores, entregou-se à desconstrução de Ciro Gomes, primeiro mandando o cearense para a a disputa pelo governo de SP.
Ao perceber que Ciro resistia à idéia - mesmo tendo transferido seu domicílio eleitoral para São Paulo - Luiz Inácio cortou seu oxigênio.

De um lado, tirou dele todas as perspectivas de alianças com legendas governistas, e, do outro, acertou-se com o governador pernambucano Eduardo Campos, presidente do PSB.
Torpedeado por sua própria legenda, Ciro ruiu como um " candidato Porcina", aquele que foi sem nunca ter sido.

4. Apostando no plebiscito:
A intuição do presidente lhe dizia que as eleições de 2010 repetiriam um embate que, desde 1994, submete as disputas presidencias brasileiras a um bipartidarismo de fato.
De um lado, o PT. Do outro, o PSDB.
Guiando-se pelas pesquisas que provavam a impopularidade da era tucana, Lula decidiu colocar FHC na rodinha.
Sua frase foi: “Seremos nós contra eles”.

Num jantar no Alvorada em dezembro de 2009, Ciro chegou a dizer a Luiz Inácio que sua estratégia estava errada, pois era um risco grande converter Dona Dilma em candidata, e assim fazer de Serra Nomuro o próximo presidente da República.
Luiz Inácio nem deu confiança, pois dizia, já nessa época, que a eleição seria definida num turno, a seu favor.

5. A megacoligação:
No início de 2010, enquanto a tucanada ficava no "uni-duni-tê" - do Serra ou Aécio? - Luiz Inácio cuidava pessoalmente de reproduzir ao redor de Dona Dilma a coligação de partidos que lhe dá suporte no Congresso.
Esperto, já pensava no tempo de TV, pois sabia que Dona Dilma, desconhecida, precisava de uma vitrine televisiva ampla.

Ao mesmo tempo, num movimento iniciado em 2008, Luiz Inácio arrancava Dona Dilma do gabinete, colocava a sua escolhida debaixo do braço e a levava às inaugurações de obras, por todo o país, onde a batizou de “mãe do PAC”, dando a ela musculatura política - a uma economista, técnica - que nunca tinha sido submetida ao teste das urnas.
Com seu prestígio pessoal, e incontáveis vezes passando por cima da lei eleitoral - é o recordista de multas no TSE - trouxe para o lado de Dona Dilma uma megacoligação de 11 legendas.


6. Priorizando o PMDB:
Na criação da aliança, Luiz Inácio deu prioridade ao PMDB, ordenou ao PT que não ambicionasse eleger muitos governadores, e deixou claro que o palanque nacional era muito mais importante que os estaduais.

Enquanto Serra Nomuro ainda dizia que não era candidato, retardando a formação dos palanques regionais da oposição, Luiz Inácio empurrava o PMDB goela abaixo do PT, sem nenhuma "branquinha", tão ao seu gosto, pra ajudar.
Impôs, em Minas, Hélio Costa, do PMDB, aos petistas Fernando Pimentel e Patrus Ananias.

7. Escolhendo um vice:
Lula demorou a aceitar o presidente da Câmara Michel Temer.
Assim que soube que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ainda tinha pretensões políticas, desaconselhou a filiação dele ao PP de Goiás, e mostrou a ele a porta do PMDB.
Queria fazer dele o vice de Dona Dilma.

Simultaneamente, Temer conseguiu o impossível: uniu o PMDB da Câmara - sob seu poder - ao PMDB do Senado - onde quem manda são os "Coronés" Sarney e Renan Calheiros.
Virou a concórdia de uma legenda pautada pela discórdia.
Depois, Temer mostrou suas cartas.
Luiz Inácio, mais uma vez, usou a sua intuição, e viu que não valia a pena pagar pra ver.
Em troca, entregou a Dona Dilma um PMDB unido como nunca antes na história desse país.

8. A despedida sob os holofotes:
No estágio atual da campanha, Luiz Inácio deu um nó na cabeça da oposição.
Consegue converter a emoção da despedida do presidente superpopular em arma eleitoral.
Chorou num ato de 1º de Maio, num comício em Curitiba e numa entrevista de televisão.
Virou o "paizão" que transfere o povo que o adora para o colo da grande “mãe”, uma ex-poste que transformou Serra Nomuro no mais preparado ex-futuro presidente que o Brasil já teve.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

BISCATES EM DESFILE!


BOLINHA KASSAB PUXOU O TAPETE
DO SÃO PAULO FC.


Em público, ele sempre se disse contrário à construção de novo estádio em São Paulo para a próxima Copa do mundo.

Mas no privado, o prefeito de Sampa Bolinha Kassab (DEM), tem total sintonia com o presidente da CBF Ricardo Teixeira.
Essa sintonia foi escancarada ontem, com o anúncio oficial da FIFA de vetar o Morumbi, não só da partida de abertura, mas de qualquer participação na Copa de 2014.
Numa visita recente do prefeito, levado pelo empresário J. Hawilla, dono da Traffic, à fazenda do presidente da CBF - os dois foram até lá no helicóptero de Havilla - examinou-se um esboço de projeto do "Piritubão", arena multiuso a ser erguida na zona norte da cidade. "Eu não posso vetar o Morumbi", disse Bolinha aos presentes. "Mas vocês encontrem os meios técnicos que nós vamos em frente."
Os "meios técnicos" vieram, via FIFA, ontem.
A defesa pública do "Piritubão" é feita pelo secretário de Esportes, Walter Feldman (PSDB).
Já o presidente do comitê paulista para a Copa, Caio Carvalho, é da ala tucana contrária à realização da obra.
A direção do São Paulo FC - clube dono do estádio do morumbi - começou a sentir que as coisas não andavam bem quando Bolinha - até o final do ano passado presença assídua na tribuna do estádio - sumiu dos jogos de seu time do coração.
O Bolinha é bambi? Xiii...

TUMINHA VOLTA DAS FÉRIAS E RECEBE
UM PÉ NA BUNDA


Romeu Tuma Jr. foi demitido na segunda, dia 14, da Secretaria Nacional de Justiça após voltar dos 30 dias de férias que tirou para rebater a acusação de envolvimento com Li Kwok Kwen, o Paulo Li, preso por contrabando.
"Estou amargurado porque sou secretário nacional de Justiça e estou sendo vítima de uma monstruosa injustiça... Estou sendo vítima do crime organizado, da mesma máfia que combato há 30 anos...Estou incomodando muita gente", ", afirmou.
O ministro Luiz Paulo Barreto (Justiça) disse que, fora do cargo, ele "poderá melhor promover sua defesa".
Em 11 de maio, Tuma Jr. se licenciou do cargo para se defender das acusações de ligação com a máfia chinesa e de ajudar seu amigo Paulo Li, detido desde setembro, a regularizar a situação de chineses no país.
Só no mês passado foi aberto um inquérito contra Junior, que nega as acusações.
Não esquecendo de que Tuma Pai é candidato à reeleição ao senado nas eleições de outubro, a verdade é que não são poucas as acusações de que a família Tuma tem a muitos anos ligações com o crime organizado.
Só que até agora, todos comentavam, mas ninguém provava.
Esse caso do Junior parece mostrar o contrário.


A SUCESSORA


Quem ouviu Tia Marina Clorofila Malafaia dizer, ontem na sabatina da Folha/UOL, que os eleitores "votaram num Lula e agora vão continuar votando num Silva" ficou com a impressão de que a candidata estava testando ali um esboço de slogan para o horário eleitoral gratuito.


AFILHADA DO PRESIDENTE BAGUNÇA NO TSE


A três meses e meio do primeiro turno, o TSE vive momentos de total bagunça, não só pela greve dos funcionários, mas também pelo choque entre eles e a diretora-geral Patrícia Landi Bastos, nomeada pelo novo presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski.
Servidores alegam que Patrícia, além de maltratá-los, desconhece o trabalho da Justiça Eleitoral - economista, ela acompanha Lewandowski desde o TJ-SP, há mais de uma década.
Eles apontam risco à realização do pleito caso seja levada adiante a ameaça de demitir funcionários da Secretaria de Tecnologia da Informação, centro nervoso do processo eleitoral.
ô ministro Lewandowski! Tá na hora do senhor fazer esse meio de campo!


AFILHADO DE HÉLIO COSTA BAGUNÇA NOS CORREIOS


Apesar dos dez dias dados por Luiz Inácio para que os ministros de Comunicações, Planejamento e Casa Civil apresentem a ele um relatório aprofundado da crise dos Correios - fragilizado por disputas partidárias e diagnósticos de ineficiência - uma ala do governo defende a demissão imediata de Marco Antonio Oliveira, diretor de Operações e afilhado do ex-ministro Hélio Costa.


ESCOLA BOLIVARIANO/CASTRISTA


Para quem achou longo o discurso de 51 minutos de Dona Dilma na convenção do PT, eu recordo que o seu grande mestre Luiz Inácio, ao se lançar à reeleição em 2006, falou por uma hora e meia.


DILMA MULHER


O mantra da campanha do PT na convenção de domingo era: Dona Dilma , se eleita, não será apenas a herdeira de um presidente com aprovação recorde, mas, tanto quando a chegada de um ex-operário ao poder em 2002, a eventual vitória de uma mulher será inédita, e ela poderá imprimir uma marca tão forte quanto a do patrono de sua candidatura.
Prepare-se: isso será martelado nos próximos meses.


XIQUE NO ÚRTIMO


Dona Dilma assistiu ao jogo do Brasil na terça, num bar com a comunidade brasileira em Paris.


SARRAFO TUCANO


Após o duro discurso contra Dona Dilma e Luiz Inácio na convenção tucana no sábado, Serra Nomuro transferiu a tarefa aos aliados, no lançamento de Geraldinho TFP ao governo paulista, no domingo, onde apenas sugeriu os temas: confronto de biografias e corrupção.
O que eles não contavam era com a extrema deselegância de Orestes Quércia (PMDB-SP), candidato ao Senado, que em discurso, falou em "dar um sarrafo na moça do PT".
Isso, num país que tem recordes em violência contra a mulher, denota ignorância e total despreparo em quem pretende - voltar a - ser senador da República.
Que feio, seu Quércia!


NOMURO ACHOU UM VICE


Serra Nomuro chegou sem vice à convenção que o oficializou candidato, mas o evento em Salvador mostrou que o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, deve levar a vaga.
Com a redução das chances de atrair o PP - e seu minuto e meio de tempo de televisão - o companheiro de chapa de Nomuro deve ser mesmo um tucano, e entre as opções disponíveis, o senador pernambucano vai aparecendo como a de melhor custo/benefício.


GAROTO SIMPATIA


De Tasso Jereissati (PSDB) a Cesar Maia (DEM), Serra Nomuro cuidou de mencionar de maneira simpática - em seu discurso de aceitação da candidatura - aliados com os quais já trombou -ou que trombaram com ele.


TUCANUS JURÁSSICUS


O site do PSDB, que havia feito uma transmissão cheia de "apagões" no pré-lançamento da candidatura, em abril, sábado simplesmente não exibiu o evento.


MAIS UMA PRA CAPIVARA DO CORONÉ SARNEY


Reunido com integrantes da cúpula do PMDB num almoço na casa do deputado cearense Eunício Oliveira, o mandatário da capitania hereditária do Maranhão, coroné Sarney,comemorava o cabresto imposto ao PT, obrigado a apoiar a reeleição de sua filha sinhazinha Roseana no Maranhão, quando recebeu um telefonema do próprio Luiz Inácio, que queria cumprimentá-lo pelo resultado da reunião do Diretório Nacional petista.
Sarney já sabia da decisão por um telefonema anterior, recebido do presidente do PT, José Eduardo Dutra.
Ao desligar, saiu alardeando a notícia para os correligionários e disse que, a partir dali, podia tudo: encheu a taça de vinho e o prato de bacalhau.
Na véspera, o coroné não saiu do telefone na durante a reunião petista.
A um dirigente a quem pediu apoio disse que o governo Lula deve muito à sua atuação no Senado. Citou a votação do pré-sal como exemplo.
Esse é o tipo de ranço político que eu tenho o maior nojo.
Será que algum dia eu vou ver o fim disso?


TIA MARINA, CANDIDATA OFICIAL


O discurso de Tia Marina Clorofila Malafaia na convenção do PV, na quinta, foi escrito pela própria candidata.
O do vice, Guilherme Leal, por Mauro Lopes, da equipe de comunicação da campanha.
Embora a candidata tenha ironizado no discurso a abundância de recursos de seus dois principais concorrentes, dizendo que o importante é trazer "um palanque no coração", a previsão de gastos de R$ 90 milhões indica que a campanha verde nada tem de despretensiosa.
O valor quase empata com os R$ 89 milhões estipulados pelo QG de Lula no primeiro turno de 2006. Como o fundo partidário do PV é enxuto (R$ 2,4 milhões até agora neste ano, contra R$ 9,7 milhões do PT), tudo indica que o vice e empresário Guilherme Leal - Natura - terá papel de destaque como financiador e arrecadador.
Vamos lá, pegar a revistinha e chamar a promotora pra comprar umas coisinhas! Tudo pra ajudar a tia...


CAPITANIA DOS SARNEY INFORMA


De um inconformado com o cabresto imposto ao PT, obrigado a apoiar a reeleição da sinhazinha Roseana: "O Maranhão será o novo Irã do Lula. Ele sabe como entrou, mas não sabe como vai sair".

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FRASES

"A seleção brasileira está igual ao time do Serra. (Des) ânimo total".
DO DEPUTADO CARLOS ZARATTINI (PT-SP), comparando o desempenho da equipe de Dunga na estreia da Copa ao do adversário de Dona Dilma na disputa pela Presidência.
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"Lula aceitou conviver com uma central de dossiês e agora quer usar sua alta popularidade para manipular a realidade".
DO SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR) em resposta ao presidente, que, passando a borracha sobre os aloprados de 2006, disse que ninguém "nunca viu numa campanha minha qualquer jogo rasteiro".
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"Quando Kassab era prefeito, Alckmin não o apoiou. Serra não escolheu um vice do DEM. Esses tucanos não levam o DEM a sério."
DO VEREADOR CARLOS APOLINÁRIO (DEM), justificando o apoio à candidatura de Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, à revelia de seu partido.
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"Lula, que já pagou até a dívida externa do Brasil, não consegue quitar nunca a sua dívida com o Sarney".
DO DEPUTADO DOMINGOS DUTRA (PT-MA), protestando contra o presidente por ter obrigado seu partido a apoiar a reeleição de Roseana (PMDB) no Maranhão.

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HISTÓRIAS PRA BOI DORMIR

No café da manhã de terça passada, hóspedes-residentes de um hotel vizinho ao Palácio da Alvorada reclamavam do barulho do helicóptero que, às 6h, baixara no palácio para buscar Luiz Inácio, que seria levado ao aeroporto.
-Bom, se o Serra ganhar a eleição este problema estará resolvido- comentou um dos presentes, referindo-se ao temperamento notívago do candidato tucano.
Alguém na mesa resolveu discordar:
-Precisa ver se não vai criar problema maior... Imagine o helicóptero chegando no meio da madrugada!

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ATÉ QUINTA!