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sábado, 18 de fevereiro de 2012

ENTREVISTA: INDICADOS AO OSCAR, BRAD PITT E JONAH HILL FALAM SOBRE "O HOMEM QUE MUDOU O JOGO"


Se não fossem pelas seis indicações ao Oscar 2012 e o astro Brad Pitt no papel principal, dificilmente “O Homem que Mudou o Jogo” seria conhecido pelas plateias brasileiras, que não está nem aí para com o jogo que nos EUA movimenta multidões, faz a fama e deixa os seus jogadores milionários - o beisebol.

O filme conta a história de como foi criado um novo método para montar times do mais popular esporte americano e estreou no circuito brasileiro ontem (17).

Para não afugentar os espectadores que desconhecem as regras do beisebol, os atores e o diretor do filme, durante evento de divulgação da Sony Pictures realizado em Cancún, México - e onde o repórter Edu Fernandes, do UOL, estava - deixaram claro que o foco da história é nos personagens e não nas tecnicalidades.

“É sobre como colocamos valores nas pessoas”, disse Brad Pitt em conversa com a imprensa internacional.
Celebuzz
Brad Pitt and George Clooney Attend Summer of Sony Event in Mexico
Jonah Hill e Brad Pitt, no evento da Sony em Cancún, México, para promover "O Homem que Mudou o Jogo"

O diretor Bennett Miller - que também dirigiu “Capote” - falou sobre essa preocupação.
“Dá para perceber que não é apenas um filme de beisebol, mas no final das contas as pessoas vão rotulá-lo assim”.

O ator Jonah Hill completa o raciocínio:
“Eu vi um filme sobre pessoas que são subestimadas”.

A história, “pequena e muito íntima” segundo o diretor, gira em torno de Bill (Pitt), o general manager - um dirigente de um time de futebol - do time Oakland Athletics no começo do século 21.
“Ele era um jogador e desistiu para ser olheiro”, conta Pitt.

Depois de perder um campeonato, o time é desfalcado de suas maiores estrelas, que assinam contratos com outros times.
Para remontar sua equipe com um orçamento apertado, Bill escala o economista Peter - vivido por Jonah Hill - que usa um método inovador para escolher jogadores.
“Bill dá uma chance para esse cara brilhar”, atesta Hill.

“Em uma época de crise, eles reinventaram o jogo para encontrar uma nova maneira”, conta Pitt.
“Eles encontraram uma imensa ineficiência na forma como o sistema avalia os jogadores”.

O filme é baseado em uma história real, mas algumas adaptações foram realizadas - o próprio personagem do economista é ficcional.
“Ele é uma mistura de muitas pessoas que trabalharam com Bill”, conta Jonah Hill, que faz sua estreia em dramas.
“Fazer filmes dramáticos é algo novo para mim”, diz ele, indicado ao Oscar de ator coadjuvante pelo papel.
“Atuar com caras tão bons e não sair terrível é maravilhoso”.

Indicado ao Oscar 2012 como melhor ator principal pela segunda vez, Brad Pitt já acumulou mais experiência em filmes de drama.
Mesmo assim, confessa que o trabalho não é sempre fácil, apesar de estimulante.
“É como estar em um rinque”, disse. “Você ama a luta, mas toma alguns socos”.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

ENTREVISTA: MARTIN SCORSESE FALA SOBRE 'A INVENÇÃO DE HUGO CABRET'


O cineasta Martin Scorsese revelou nesta quinta (16) em Tóquio - onde apresentou o filme "As Aventuras de Hugo Cabret" - que sente uma grande identificação com o protagonista deste longa, já que o mesmo também teve uma infância "isolada" e é fascinado pelo cinema.

"Sou muito parecido com Hugo", afirmou o cineasta em entrevista à agência Efe.

Scorsese assegurou ter vivido uma infância isolada desde os três anos, quando teve uma severa crise de asma e, por conta da doença, era impedido de praticar esportes, de estar em contato com a natureza e ter animais.
"A única coisa que eu fazia era ir ao cinema", completou.

Com 11 indicações ao Oscar, "A Invenção de Hugo Cabret"  narra as aventuras de um menino órfão, Hugo - interpretado por Asa Butterfield - que vive escondido em uma estação de trem de Paris.
AFP
Martin Scorsese  apresenta As Aventuras de Hugo Cabret, no Japão (16/02/12)
Martin Scorsese apresenta "As Aventuras de Hugo Cabret", no Japão, ontem

O longa de Scorsese é uma adaptação do romance infantojuvenil "A invenção de Hugo Cabret" (2007), de Brian Selznick, que por sua vez é inspirado na história real de Georges Méliès, diretor do filme "Le Voyage Dans a Lune" (1902) e um dos pioneiros do chamado cinema fantástico.

Scorsese admitiu que "a conexão que o cinema cria nos personagens de 'Hugo' é parecida com o impacto psicológico" que ele mesmo sentia quando assistia um filme ao lado da família.

"A meu ver 'Hugo' tem conexões pessoais que me fazem voltar aos desenhos que fazia quando era pequeno", disse Scorsese, que detalhou que ainda se lembra de "The Magic Box" (1951) - um filme "muito triste" sobre William Fritasse-Greene, considerado o inventor do cinematógrafo. 

Segundo o diretor americano, esse filme foi um dos responsáveis por sua "obsessão" pela imagem em movimento.

"A Invenção de Hugo Cabret" estreou hoje aqui no Brasil, e estreará no Japão somente no dia 1º de março.

Nessa quinta,  o longa foi apresentado em um hotel de Tóquio para cerca de 350 jornalistas - a exibição também contou com a presença da atriz japonesa Koyuki, conhecida por sua atuação em "O Último Samurai".

Scorsese, que já foi premiado com um Globo de Ouro por esse filme, afirmou que optou por fazer um filme "pessoal" e com a clara intenção de mergulhar "no mundo de imaginação das crianças".

O cineasta também recordou que tem uma filha de 12 anos e isso facilitou sua missão.

Seguindo um desejo antigo do cineasta, o filme também foi rodado em 3D, o que, na opinião de Scorsese, gera uma maior proximidade e não tem nada de especial.
"Todos nós vemos em três dimensões", completou o cineasta.

Confira a matéria do Blog de Klau sobre a estreia de "A Invenção de Hugo Cabret", clicando aqui.

ENTREVISTA: NICOLAS CAGE FALA SOBRE 'MOTOQUEIRO FANTASMA 2: ESPÍRITO DE VINGANÇA'


Nicolas Cage retorna hoje às telonas com a continuação do seu filme de maior sucesso dos últimos anos - período em que o ator americano tem participado de uma sucessão de bombas abaixo da crítica.

Segundo o ator de 48 anos, "Motoqueiro Fantasma 2: Espírito de Vingança", dirigido por Brian Taylor e Mark Neveldine, não é uma segunda parte e nem uma sequência da versão dirigida por Mark Steven Johnson e baseada nas HQs da Marvel, já que, desta vez, o filme é "muito mais obscuro, afiado e irônico do que o feito há cinco anos" - explicou o ator, em entrevista à Agência Efe.

"Não acho que se trata de uma sequência. Trata-se do 'Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança', e é importante para os diretores que o filme seja recebido como um original", explicou Cage, na entrevista concedida em Miami, Flórida - onde participou do lançamento do filme.
Arquivos do Klau
O ator Nicolas Cage

O ator destacou o trabalho dos diretores e "a forma como rodaram o filme", explicando alguns segredos da inusitada técnica que foi usada.
"Nunca tinha experimentado algo nesse estilo. Neveldine colocou uma espécie de patins com câmeras em uma motocicleta e correu a aproximadamente 110 e 130 quilômetros por hora para conseguir umas tomadas capazes de atrair o espectador", relatou o ator, nascido na Califórnia e sobrinho do diretor Francis Ford Coppola.

Cage - ganhador de um Oscar e um Globo de Ouro por "Despedida em Las Vegas" (1995) - considera que os diretores deste lançamento merecem todo o respeito.
"Eles, literalmente, arriscaram suas vidas para entreterem o público, que também poderão conferir o filme em 3D", acrescentou o ator e, embora ainda não tenha assistido o filme no formato, o ator reconhece que está muito satisfeito com o resultado desta tecnologia - segundo ele, as corridas de moto poderão ser acompanhadas "de forma abstrata e psicodélica".

"Acho que a Sony fez algo muito notável para um estúdio, como a liberdade que deram aos diretores. Disseram-me que o 3D é extraordinário e acho que 'Motoqueiro Fantasma' era um bom personagem para ser apresentado nesse formato", comentou.

Cage, que dá vida tanto a Johnny Blaze quanto ao Motoqueiro Fantasma -, lembrou também que não é a primeira vez que deu vida a dois papéis em um mesmo filme - o mesmo aconteceu em "Adaptação" (2007) e "A Outra Face" (1997).
"No entanto, desta vez, um dos personagens não é um ser humano e isto abre todo tipo de portas para apresentar algo enigmático, que faz parte de um pesadelo", apontou ele.

Nesse sentido, o ator acrescentou: "Espero dar ao espectador algo que seja bastante incompreensível na forma como poderia ser. Não quero que se relacione completamente com 'Motoqueiro Fantasma'. Quero que seja como se você visse um fantasma".

Segundo Cage, o Johnny Blaze deste novo longa é muito diferente do que interpretou no primeiro filme - dirigido por Mark Steven Johnson em 2007.
"Blaze está muito diferente; foi um personagem que tratou de manter a maldição sob controle. Por outro lado, neste filme, a maldição voltou e viveu com ele durante oito anos. Ou seja, ele teve que lidar com ela", aponta o ator.

Após a estreia de "Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança", Cage afirma que não possui nenhum projeto concreto.
"Estou analisando algumas coisas, mas também estou aberto a novas ideias", reconheceu.

Sempre achei Nicolas Cage um excelente ator, mas muito irregular.

Tomara que agora, com a nova oportunidade que esse filme vai seguramente dar à sua carreira, o ator possa escolher melhor seus papéis - a exemplo do que aconteceu com Robert Downey Jr., outro ator acima da média que também renasceu das cinzas do ostracismo.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

ESPECIAL: RYAN GOSLING - PERFIL


Na tarde de 17 de novembro, um dia depois do movimento Ocupe Wall Street ter paralisado o trânsito de Nova York na hora do rush, cerca de 15 piqueteiros tomaram a frente do prédio da Time-Life, no centro de Manhattan, para um tipo diferente de protesto. 

Usando máscaras com fotos de Ryan Gosling, os manifestantes foram para a frente da redação da revista People protestar contra a não seleção do ator canadense ao posto de Homem Mais Sexy da tradicional eleição anual da revista - o vencedor foi Bradley Cooper, de Se Beber Não Case.

Este foi um grande ano para Ryan: o ator apareceu em três filmes completamente diferentes e as performances foram notadas e muito elogiadas  pelos críticos e pelo público. 

Em Amor a Toda Prova, interpreta um jovem sedutor e elegante; depois, no drama dirigido por George Clooney - Tudo Pelo Poder,  que entrou em cartaz na última sexta (23) - vive um assessor ambicioso e idealista; e no independente Drive - que estreia agora em  6 de janeiro por aqui -, interpreta um dublê e piloto.


(Confira matéria sobre Tudo Pelo Poder, clicando aqui.)

Divulgação
Ryan Gosling em cena de "Amor a Toda Prova"; ator canadense está em "Tudo pelo Poder", de George Clooney
Ryan Gosling, em cena de "Amor a Toda Prova": muito bunitinho!

Seu nome, seu rosto e seu tórax estão em óbvia ascensão, mas Ryan quer ser reconhecido pelo talento. 

 Um ator meticuloso e carismático, mas sem a mesma habilidade de George Clooney, que faz ótimo uso do fato de ser um "sedutor com conteúdo".

Encontro o protagonista dessa dualidade na suíte de um hotel cinco estrelas em frente ao Central Park. 
Ele usa camiseta preta, calça de algodão cinza claro justíssima e sapatos cor de mostarda, sem meia. 
Não há indício de gordura no seu corpo, e ele faz a entrevista comendo uma banana. 
Antes de cada mordida, besunta a fruta com pasta de amendoim. 

Decido provocá-lo e pergunto como conseguiu o tanquinho que expõe em Amor a Toda Prova
"Não tive que malhar. Usei um software criado por James Cameron, em que um abdômen esculpido é inserido em cima de uma barriga pelancuda. O programa se chama abatar", brinca.

Ryan, 32, diz que repudia a fama, mas não parece uma alma atormentada: tem humor de sobra, é rápido de raciocínio e tem uma boa dose de auto depreciação. 
"Toda vez que divulgo um filme fico enojado comigo mesmo."

E não para de cutucar a correntinha que carrega no pescoço. 
"É do são Cristóvão, padroeiro dos viajantes. Foi a Carey Mulligan - atriz inglesa com quem contracena em Drive - quem me deu. Fui para o Congo no ano passado, e ela me deu a correntinha para eu não morrer. E eu não morri!"

Ele nasceu numa cidadezinha em Ontario, na fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos, e teve um começo de carreira peculiar: seu sonho era virar bailarino. 

Mas, aos 13 anos, se inscreveu e acabou escolhido em um concurso da Disney que reuniu 17 mil inscritos e virou um dos mosqueteiros do programa Clube do Mickey Mouse, na mesma turma de Britney Spears, Justin Timberlake e Christina Aguilera
E se mudou para Orlando, na Flórida, onde o programa era gravado.

Essa formação do show durou três anos, em plena adolescência. 
Pergunto-lhe o que significou ter passado essa fase da vida em um parque de diversões. 
"A Disney me fascina até hoje. Eles sempre encontram novos meios de estimular o sonho das pessoas, especialmente o das crianças, assim como David Lynch estimula o imaginário sórdido. É esquisito, mas eu gosto da Disney." 

O ator tem uma estranha obsessão: leva suas conquistas amorosas a passeios pelos parques da Disney: só neste ano, foi fotografado entre o Dumbo e os Piratas do Caribe com as atrizes Blake Lively e Eva Mendes, sua atual - e sortuda namorada.

Aos 16 anos, mudou-se para Hollywood disposto a acontecer. 
Demorou um pouco, mas aos 20 conseguiu seu primeiro papel marcante - no filme Tolerância Zero (2001), em que interpretava um judeu neonazista. 

No ano seguinte - em Cálculo Mortal - roubou a cena e o coração da protagonista Sandra Bullock - que tinha 37 anos quando se envolveu com o jovem de 21.

Em 2004, experimentou o "momento Leonardo DiCaprio em 'Titanic'", com o sucesso do romance-sacarina Diário de uma Paixão
O filme sobre um amor complicado pelas diferenças sociais, baseado em best-seller de Nicholas Sparks, é até hoje seu maior sucesso. 
E seu namoro mais longo -  com a atriz Rachel McAdams, com quem ficou por três anos, terminou, voltou por mais um e terminou de novo.

Depois do momento ídolo-teen, Ryan optou por pequenos projetos que viraram queridinhos dos críticos.
 Em Half Nelson - Encurralados (2006), conseguiu sua primeira indicação ao Oscar
Em A Garota Ideal (2007), tornou verossímil o romance com uma boneca inflável. 
E em Namorados Para Sempre (2010), apresenta uma performance crua e intensa como um pintor de paredes que vê seu casamento fracassar.

Para tornar o drama conjugal do filme ainda mais intenso, ele e sua parceira de filmagem, a atriz Michelle Williams - indicada para o Oscar pelo papel - mudaram-se para a casa onde filmaram. 
Metódico, o ator revela que, antes de Drive, chegou a trabalhar como manobrista numa garagem em Los Angeles e aprendeu a montar e desmontar o automóvel que dirige no longa.

Em Tudo Pelo Poder - em que interpreta o assessor de imprensa de um candidato à presidência dos EUA, interpretado por George Clooney -  ficou obcecado pela política americana.
 "Algumas pessoas entendem isso como uma coisa de poseur", lamenta. 
"Vejo como um dom: tenho curiosidade de entender meus papéis. Não consigo ser falso em cena."

Existe algum dom que não possui?, provoco. 
Ele mostra uma tatuagem tosca no braço esquerdo, um desenho que não parece com nada que vi antes. 
"Eu mesmo fiz. Era para ser a mão de um monstro deixando escapar um coração sangrando", ri.
 "Isso que dá tentar fazer sua própria tatuagem com uma maquininha de US$ 30 comprada na internet."

Talvez os manifestantes na porta da revista People não conheçam esse ângulo do ator. 
Ou não se importem.

Eu não me importo.
*****
Matéria de Marcelo Bernardes para a revista "Serafina", da Folha de S.Paulo
Redação final e pitacos: Cláudio Nóvoa

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

ZACHARY QUINTO: ATOR ACIMA DA MÉDIA, ATIVISTA LGBT E QUE NÃO TEM MEDO DE SE EXPOR


Zachary John Quinto nasceu em 2 de Junho de 1977 em Pittsburgh, Pensilvânia.

zacharyquinto.com

Moreno, alto - tem 1,85 metro, Quinto, 34 anos, é considerado um dos melhores atores da sua geração.

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Apareceu pela primeira vez na telinha na série The Others.

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Depois, começou a ganhar papéis pequenos em outras séries, como CSI, Touched by an Angel, Charmed, Six Feet Under, Lizzie McGuire, Dragnet, 24 Horas e So NoTORIous.

zacharyquinto.com

A fama e o reconhecimento chegaram quando foi escolhido para interpretar um dos protagonistas da extinta série Heroes, da NBC - que ficou no ar de 2006 a 2009, por quatro temporadas consecutivas.

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Em Heroes,deu vida a Gabriel Gray " Sylar", um assassino serial que possuia o poder de entender como as coisas funcionam, e o sonho de ser alguém especial.

zacharyquinto.com

Como consequência, Sylar começou a assassinar pessoas com habilidades especiais para adquirir seus poderes, obcecado pela idéia de ser especial.

zacharyquinto.com

Ao longo das temporadas, Sylar conseguiu absorver vários poderes de outros e assim se tornou um dos mais poderosos vilões de Heroes.

zacharyquinto.com

Com um perverso senso de humor e angustiantes conflitos internos, Sylar evoluiu ao longo das quatro temporadas da série até se tornar um dos seus personagens principais.

Getty Images

Talento puro, que o levou a estrear nas telonas, já como protagonista.

Entertainment Weekly

Em 2009, Quinto simplesmente arrebentou em seu primeiro filme, interpretando nada menos que o Vulcano Senhor Spock quando jovem, no filme que marca o recomeço da Saga Star Trek nos cinemas.

Empire
Com Chris Pine, o novo Capitão Kirk

Dirigido por J.J.Abrams, o filme retomou a legendária franquia da Paramount para contar como se formou a equipe da nave espacial Enterprise - seus tripulantes Kirk, Spock, Uhura, Checov, McCoy & Cia. ainda estariam na academia, eram cadetes e ainda não tinham virado lendas do espaço.

NBC

Se lembrarmos que Spock foi interpretado durante cinco décadas pela lenda Leonard Nimoy, um deus na terra para os fanáticos 'trekkers', dá para imaginar a pressão que havia sobre o jovem ator - ainda mais que o roteiro previa que Quinto iria contracenar com Nimoy, numa cena que seria uma espécie de "passagem de bastão" do velho Spock para o jovem.

Twitter do ator
Homenagem de uma fã, que o ator postou no Twitter

Se sentiu a pressão, ela não apareceu em seu trabalho. 
Quinto interpretou um Spock inesquecível, com nuances da consagrada interpretação de Nimoy, mas nos dando a sua visão do personagem.

zacharyquinto.com

Zachary Quinto é um ator completo, e se sai muito bem também nos palcos.

zacharyquinto.com

No teatro, já apareceu em uma variedade de produções, incluindo Much Ado About Nothing/Muito barulho por Nada, de William Shakespeare, e Intelligent Design, de Jenny Chow, além de modelar para várias revistas, incluindo a GQ.

zacharyquinto.com

Dois de seus trabalhos para o cinema, filmados em 2010, estão em fase de pós-produção: Before and After e Girl Walks Into a Bar.

zacharyquinto.com

Quinto acabou de filmar What's Your Number? - também em pós-produção - e se prepara agora para encarnar novamente Spock em Star Trek II.

zacharyquinto.com

Mas o que deu o que falar na vida desse ator acima da média foi uma entrevista que ele deu á revista New York na semana passada.

GQ
O ator, num dos muitos editoriais que fez para revistas

Perguntado pelo repórter como se sentia ao saber de mais um suicídio de um adolescente gay que sofria bullying na escola - sendo ele um ativista dos direitos LGBTs dos mais atuantes - e de como via seu personagem homossexual na peça Angels in America - que trata dos primeiros anos da Aids no país, e que está em cartaz na Broadway - Zachary respondeu:
"Me fez perceber como estou feliz de ter nascido quando nasci, não ter de testemunhar a dizimação de toda uma geração de homens incrivelmente talentosos. E, ao mesmo tempo, como um homem gay, me fez sentir como se eu ainda tivesse muito trabalho a ser feito. Ainda há tantas coisas que precisam ser olhadas e tratadas", disse.

AP
O ator, em evento em Los Angeles

"É como termos a legalização do casamento gay no estado de Nova Iorque e três meses depois Jamie Rodemeyer - o adolescente citado acima - suicidar-se. É outro adolescente gay alvo de bullying tirando a própria vida. Como um homem gay, olho para isso e digo que há uma falta de esperança ao redor. É claro para mim agora que viver uma vida gay sem a ter como pública, simplesmente não é suficiente para contribuir de forma significativa para o trabalho imenso que ainda falta percorrer no caminho para a total igualdade", completou.

Just Jared
No último prêmio Tony 

Simples, lúcido, direto e objetivo.

Divulgação/NBC
Em cena da série "Heroes"

Na segunda (17), o ator voltou ao tema, ao dizer que está "amedrontado e ansioso" para o que o futuro lhe reserva como ator em Hollywood, na estreia em Nova York de seu novo filme, Margin Call, onde, além de atuar, é produtor executivo - o filme é o primeiro projeto da sua produtora, chamada Before the Door Pictures.

Just Jared
O ator, num café em NY; o Just Jared deu destaque à sua barriga tanquinho

O filme foca em um grupo de funcionários de um banco durante 24 horas, quando a crise financeira de 2008 está prestes a explodir, e Quinto faz parte de um elenco estelar: Kevin Spacey, Demi Moore, Simon Baker e Badgley Penn - Margin Call estreia na próxima sexta (21), nos EUA e aqui no Brasil.

GQ/Man of Style
Editorial para revista

"Estou muito grato pelas pessoas que chegaram até mim, direta ou indiretamente, por vezes somente em espírito, para me dar apoio. É como se meu futuro tivesse seguido outra direção", disse o ator, que também usou o Twitter para dizer que não vai deixar de lutar pelas causas LGBT, nem que isso lhe custe sua carreira.

GQ/Man of Style
Editorial para revista

Quinto referiu-se aí a vários atores que perderam espaço em Hollywood depois que notícias sobre suas orientações sexuais caíram na mídia.
Rock Hudson - morto pela Aids em 1985 aos 59 anos - e Rupert Everett são alguns dos galãs que tiveram suas carreiras afetadas por esse motivo.

Getty Images
No Tribecca Film Festival de 2009

No passado, inclusive, era comum os estúdios arranjarem casamentos falsos e contratos de sigilo para despistar a vida gay de seus contratados.

Getty Images
No Tribecca Film Festival de 2009

Quinto também falou à Reuters sobre o filme, sobre representar Spock na sequência de Star Trek e sobre interpretar personagens gays - confira a entrevista a seguir:

American Cinematographer

SFX Magazine
Outra capa de revista que divide com Chris Pine

Pergunta: Você faz o papel de um jovem analista que descobre informações graves que provocam pânico na empresa. Como decidiu que papel representar?
Zachary Quinto: Eu me senti atraído pelo papel. É claro que a relevância social do filme me atraiu, mas há também algo sobre a perspectiva. O filme gera diálogo, ele convida o público a ter sua própria opinião.

Cinema - Germany

SFX Magazine

O que o levou a decidir que era hora de virar produtor, além de ator?
 Isso teve relação direta com a alta de minha carreira, com "Heroes" e "Star Trek". Decidi fundar a produtora depois de ser escolhido para atuar no filme. Ainda faltavam oito meses para começarmos a rodar o filme e mais dois anos antes de ele chegar aos cinemas. Eu vi uma janela aberta e sabia que ela não ficaria aberta para sempre.

Entertainment Weekly
Com o elenco de "Heroes"

Star trek Magazine

Falando em "Star Trek", a quantas anda a sequência? Você deve ter lido o roteiro, deve saber sobre o filme.
Não sei de nada. O roteiro está nas etapas finais, mas só sei o que me disseram porque até agora só estão revelando pontos específicos sobre a trama. Começo a me preparar em novembro, e vamos começar a filmar em meados de janeiro.

Esquire-UK

Star Trek Magazine
Outra capa de revista que divide com Chris Pine

Você também vai voltar à TV em um episódio em duas partes do seriado "American Horror Story" da FX.
Sim, e depois disso acho que vou fazer mais dois episódios antes do final da temporada. Eu faço um fantasma gay. É basicamente algo como um cruzamento de meu personagem (gay) em "So NoTORIous" (seriado da VH!) e meu personagem em "Heroes".

Heroes Magazine

Wizard Magazine

Você acha que representar papéis de gays pode fazer com que você seja estereotipado como ator gay?
Acho que não. Já fiz personagens gays antes. Já fiz personagens heterossexuais. Isso não moldou minha relação com meu trabalho, e todos foram personagens interessantes.

Pittsburgh Magazine

Qual foi sua grande oportunidade profissional?
"Heroes" realmente mudou as coisas para mim. Esse trabalho chegou numa época de vacas magras. Ele realmente mudou minha jornada, criativa e profissionalmente.

SciFi Now

E depois, seu primeiro longa foi "Star Trek!"
Isso foi uma experiência inesperada, que mudou as coisas para mim ainda mais do que eu imaginava. Estar em um seriado de TV, com trabalho regular por quatro anos e ganhando bem, foi o máximo que eu imaginava para mim. Ser lançado em aquele novo nível com o filme foi incrível. E venho trabalhando para aproveitar essa oportunidade ao máximo.

Script Magazine

Zachary Quinto encerrou a entrevista, dizendo que aguarda com expectativa o dia "em que dizer que se é gay não será difícil e não fará diferença".