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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

'THE UNDOING': SUSPENSE DA HBO GANHA NOVO TEASER E DATA DE ESTREIA

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A nova minissérie da HBO, intitulada ‘The Undoing‘ e estrelada pela Nicole Kidman, ganhou um novo teaser legendado
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Assista:


Criada por David E. Kelley, a produção é uma adaptação do livro ‘You Should Have Known‘, de Jean Hanff Korelitz.

A trama conta a história de uma conselheira de casamentos, Grace Sachs (Kidman), cuja vida vira de ponta cabeça nas vésperas do lançamento de seu primeiro livro.

A trama ainda envolve o desaparecimento do marido de Grace, o que leva a uma série de descobertas que mudarão sua vida para sempre.

O elenco ainda conta com Hugh Grant, Noah Jupe, Donald Sutherland e Edgar Ramirez.

'The Undoing' estreia em 25 de outubro na HBO.

sábado, 27 de julho de 2019

'CATHERINE, THE GREAT': DAME HELEN MIRREN NO TRAILER DA MINISSÉRIE DA HBO

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A HBO divulgou o trailer legendado da minissérie 'Catherine The Great', estrelada pela vencedora do Oscar, Dame Helen Mirren
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Confira:


Roteirizado por Nigel Williams, o projeto é dirigido pelo vencedor do BAFTA e Emmy, Philip Martin, mesmo responsável pela aclamada série da Netflix, 'The Crown'.

Dividida em quatro partes, a produção vai acompanhar a monarca russa Catherine no final de seu reinado e seu relacionamento amoroso com Grigory Potemkin.

Em meio a um escândalo, intrigas e grandes conflitos, a narrativa tratará sobre o amor obsessivo.

Sem autorização para casar publicamente e conhecidos como promíscuos, o casal acaba desenvolvendo um relacionamento único, que rompeu com suas adversidades e contribuiu para moldar a Rússia para o que ela eventualmente se tornou nos tempos subsequentes.

O elenco ainda conta com Jason Clarke, Gina McKee, Rory Kinnear, Sam Palladio e Richard Roxburgh.

Catherine, The Great estreia em breve.

sábado, 11 de maio de 2019

'SE EU FECHAR OS OLHOS AGORA': CRÍTICA

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SINOPSE:

Durante a década de 60, um misterioso assassinato abala a pequena cidade de São Miguel, quando os jovens amigos Paulo (João Gabriel D’Aleluia) e Eduardo (Xande Valois) encontram o corpo da bela Anita (Thainá Duarte) num lago.

Acusados injustamente pelo crime, eles são liberados diante de uma suspeita confissão do suposto assassino.

Mas com o surgimento de um outro crime, a dupla conta com o apoio do enigmático Ubiratan (Antônio Fagundes) para esclarecer essa história.

Adaptação do livro homônimo de Edney Silvestre.

CRÍTICA:

Baseada no livro de estreia do escritor e jornalista Edney Silvestre, a minissérie ‘Se Eu Fechar os Olhos Agora’ abriu a temporada de produções inéditas da Globo em 2019.

O livro, lançado em 2009 pela editora Record, ganhou o Prêmio Jabuti – o maior prêmio de literatura brasileira no país – naquele ano, sob muita controvérsia.

Agora, sob comando de Ricardo Linhares (que criou diversos filmes dos Trapalhões) e direção precisa de Carlos Manga Jr., a história chega em 10 episódios.

No primeiro episódio (sim, é dessas séries que você realmente precisa ver e prestar atenção no primeiro capítulo) conhecemos Paulo Roberto (João Gabriel D’Aleluia) e Eduardo (Xande Valois), dois meninos cuja a entrada para o mundo adulto ocorre numa tarde quente de verão, quando decidem matar aula para nadar no lago e, lá, sem querer, encontram o corpo de uma jovem, morta a facadas.

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Paulo Roberto (João Gabriel D’Aleluia) e Eduardo (Xande Valois) encontram o corpo de Anita - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Globo

Começa, assim, o mistério que envolve o assassinato da bela Anita (Thainá Duarte).

A história é toda envolvida num clima noir, de suspense e mistério, e isso é refletido em todas as oportunidades: a iluminação (nos cinco capítulos iniciais, quando ainda estamos encaixando as peças, tudo é muito escuro e sombrio, causando uma sensação de que a qualquer momento alguma coisa pode acontecer, para nos episódios finais ficar bem mais solar); a trilha sonora (nostálgica e perfeita, com letras que por vezes refletem os sentimentos dos personagens, por vezes espelham a época em que a história se passou); o figurino (deslumbrante, especialmente o das mulheres, com vestidos impecáveis em todos os seus detalhes); o cenário (cada ambiente reflete a personalidade do personagem que interage ali, e a preocupação vai desde a cor da parede a até os acessórios dispostos casualmente no local para compor a ambientação); e, claro, a fotografia, que coloca a câmera espreitando os suspeitos atrás da porta e reafirmando a relação de poder e submissão da trama.

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Anita (Thainá Duarte)

No plano superficial, acompanhamos o improvável trio Paulo, Eduardo e Ubiratan (Antônio Fagundes) tentando desvendar o assassinato da jovem Anita – quem a matou, por que, quando, etc.

Edney Silvestre usa o gênero do suspense noir para trabalhar questões como a objetificação das mulheres e o racismo que fundamentou as relações sociais da nossa civilização, que continuavam em voga nos anos 1960, quando se passa a história.

E ambas as questões são reforçadas por homens brancos que exercem cargos públicos e de poder nas sociedades, que se acham no direito de dispor da vida das pessoas de acordo com seus interesses pessoais.

Se olharmos ao redor, não mudou muita coisa hoje em dia.

Uma das gratas surpresas da série é a mistura de um elenco super veterano com a atual e a nova geração de atores globais.

Assim, vemos Antônio Fagundes interpretando um velho num asilo, a reaparição de Jonas Bloch no papel do bispo, e de Betty Faria, em participação especial como a polaca dona do prostíbulo.

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Mariana Ximenes é Adalgisa

Em paralelo, Mariana Ximenes rouba a cena como a belíssima e misteriosa Adalgisa, juntamente com Murilo Benício, como o odiável prefeito Marques Torres, e Débora Falabella, a esposa recatada e do lar.

Se por um lado a série ganha fôlego com esse elenco estelar, por outro o elenco de apoio ficou um pouco engessado, meio caricato ao dizer suas falas.

A série também insere personagens e eventos que não estão no livro original, e isso, por vezes, faz com que o ritmo da história fique mais arrastado.

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Murilo Benício, como o prefeito Marques Torres, e Débora Falabella, a esposa recatada e do lar

Isso tanto ajudou a preencher a história em dez capítulos, quanto deu soluções a elementos do livro que não tinham recebido a devida atenção do autor.

Para quem leu o romance, ver a série é um complemento às pontas em aberto da história, além de uma chance de poder observar os personagens paralelos ganhando voz e contando a história conjuntamente com os protagonistas, em vez de deixar tudo para que os meninos descobrissem.

Ou seja, na série tudo é explicado e tem um propósito.

Se Eu Fechar os Olhos Agora : Foto
Antonio Fagundes é Ubiratan

Assim, dos 10 episódios, a série deslancha mesmo no 6º e indo nesse ritmo até o final, pois são nestes últimos que todas as revelações são apresentadas.

Para quem curte suspense a la Agatha Christie, é uma ótima opção, pois a trama é mastigadinha e acompanha o ritmo do espectador.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
SE EU FECHAR OS OLHOS AGORA
Criador:
Ricardo Linhares
Direção:
Carlos manga Jr.
Baseado em:
Se Eu Fechar os Olhos Agora, de Edney Silvestre
Elenco:
Murilo Benício, Antonio Fagundes, Débora Falabella, Mariana Ximenes, João Gabriel D’Aleluia, Xande Valois, Jonas Bloch. Betty Faria e outros
N.º de episódios:
10
Formato de exibição:
1080i (HDTV)
Duração:
40 minutos
Exibição:
Globo, Globoplay

COTAÇÃO DO KLAU:

domingo, 12 de março de 2017

HBO FARÁ MINISSÉRIE SOBRE SANTOS DUMONT

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O canal da Warner anunciou também um programa de humor e atualidades com Gregorio Duviviver
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A HBO anunciou nesta quinta (9) duas novas produções brasileiras: uma minissérie ficcional sobre o aeronauta e inventor Alberto Santos Dumont (1873-1932) e um programa de humor e atualidades com o ator e escritor Gregorio Duvivier.

A minissérie sobre o aviador brasileiro vai demorar mais para chegar à TV.

Chamada 'Santos-Dumont', a produção é uma parceria da HBO com a Pindorama Filmes, de Estevão Ciavatta.

"Nós já trabalhamos com ele em 'Preamar' (2012) e, quando ele nos procurou com essa ideia, tudo aconteceu muito rápido", conta Roberto Rios, diretor da HBO para a América Latina.

Até agora, um dos maiores brasileiros de todos os tempos só tinha ganhado uma obra audiovisual, o documentário "Santos Dumont - O Homem Pode Voar" (2012), que mostra a trajetória do inventor e cientista brasileiro, filho de fazendeiros e que desde a infância era fascinado por objetos que voavam, como pipas e balões.

Em sua terceira viagem pela Europa, deu início a uma série de experiências e aos protótipos que levaram o cientista à criação do 14 bis, o primeiro avião do mundo.

Ganhou prêmios e títulos ao longo de sua carreira como inventor de aeromodelos e obteve reconhecimento mundial do meio científico.

Assista:


As novidades foram anunciadas no Rio Content Market, feira de audiovisual que acontece até este domingo, no Rio de Janeiro.

Tomara que a minissérie faça jus ao legado de Santos Dumont.

Vamos aguardar.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

'WEN WE RISE': MINISSÉRIE DE GUS VAN SANT SOBRE MOVIMENTO LGBT GANHA TRAILER E FOTOS

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Produção da ABC terá oito episódios
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Uma minissérie protagonizada por Guy Pearce, Mary-Louise Parker e Whoopi Goldberg, com roteiro de Dustin Lance Black ('Milk: A Voz da Igualdade') e produzida e dirigida por Gus Van Sant ('Milk', 'Elefante', 'Gênio Indomável').

Essa é 'When We Rise', minissérie em oito capítulos da ABC TV e que promete ser uma lembrança de que a luta por direitos do movimento LGBT está longe de chegar ao fim.

Nessa semana, a nova produção ganhou o primeiro trailer e as primeiras imagens.

O trailer:


Todos os oito episódios foram dirigidos por Van Sant.

A minissérie narra as lutas pessoais e políticas, avanços e retrocessos de uma diversa família de homens e mulheres LGBT que ajudaram a fundar o movimento civil nos EUA, do turbulento início no século 20 até os dias atuais.

As imagens:











ABC TV

Na trama, Guy Pearce interpreta o ativista Cleve Jones e Mary-Louise Parker, a líder do movimento feminista Roma Guy.

Rachel Griffiths será sua esposa Diane e Michael K. Williams será um organizador do movimento negro, Ken Jones.

Por fim, Ivory Aquino será a ativista dos direitos transgêneros Cecelia Chung.

Com produção executiva de Dustin Lance Black, Gus Van Sant, Laurence Mark e Bruce Cohen, a série é produzida pela ABC Studios e tem lançamento previsto para 2017.

sábado, 24 de setembro de 2016

'JUSTIÇA': MINISSÉRIE DA GLOBO FOI O MELHOR PROGRAMA DA TV ABERTA DO ANO, DISPARADO


SINOPSE:

Quatro prisões em uma única noite de 2009.

Uma coincidência que une quatro pessoas de origens diferentes em Recife, cujos efeitos serão sentidos por muito tempo – muito mais do que a pena de sete anos de reclusão a que foram condenados.

A razão pela qual cada um foi julgado culpado é questionável.

Não pelos crimes em si, mas pelos caminhos que percorreram até o banco dos réus.

Toda a minissérie se passa no Recife, capital de Pernambuco.

Nela é contada uma trama em cada dia da semana, onde se desenrola a busca por justiça.

As sinopses de cada trama:

Segunda (Vicente Menezes):
Elisa (Débora Bloch) não supera a morte da filha, Isabela (Marina Ruy Barbosa), assassinada pelo noivo Vicente (Jesuíta Barbosa), que a flagra o traindo com o ex-namorado.
Depois de liberto, tenta conseguir o perdão da ex-sogra e seguir a vida, agora casado com Regina (Camila Márdila).

Terça (Fátima Libéria do Nascimento):
Fátima (Adriana Esteves) é uma doméstica, que matou o cachorro do seu vizinho, o policial Douglas (Enrique Díaz), por morder seu filho e acaba por ser incriminada por ele por tráfico.
Quando é solta pretende reconstruir a família, mas o marido Waldir (Ângelo Antônio) morreu, seu filho Jesus (Bernardo Berruezo/Tobias Carrieres) se torna morador de rua e a filha Mayara (Letícia Braga/Julia Dalavia) se prostitui.

Quinta (Rose Silva dos Santos)
 Rose (Jéssica Ellen) e Débora (Luisa Arraes), são amigas desde a infância - a primeira é filha da empregada da mãe de Débora.
Rose, negra, é presa com drogas dos amigos, enquanto Débora, branca, é liberada.
Após este fato, Débora é estuprada e quando reencontra a amiga sete anos mais tarde, parte em busca do homem que a violentou.

Sexta (Maurício de Oliveira)
Maurício (Cauã Reymond) é preso por eutanásia, após matar sua esposa Beatriz (Marjorie Estiano), atropelada por Antenor (Antonio Calloni) durante fuga com o dinheiro roubado do sócio — Antenor fugiu sem prestar socorro.
Quando sai da prisão, já um poderoso contador do submundo do crime, Maurício se aproxima de Vânia (Drica Moraes), esposa problemática de Antenor, agora candidato a Governador do Estado.

CRÍTICA:

Sucesso de público e crítica, “Justiça” chegou ao fim hoje como uma das melhores produções da televisão brasileira não só deste ano, mas dos últimos anos

Com um elenco de primeira, direção e texto primorosos, a minissérie que teve seu último capítulo exibido instantes atrás na Globo, me arrebatou do primeiro ao último capítulo, da primeira à última cena.

Até as mínimas participações de duas atrizes de quem eu gosto muito, Marjorie Estiano e Marina Ruy Barbosa, me deixaram arrepiado o tempo todo - e quando eu fico arrepiado o tempo todo é por quê está bom!


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Marjorie Estiano, em cena da minissérie - Fotos dessa postagem: Divulgação/TV Globo
Débora Bloch, Adriana Esteves, Drica Moraes, Antonio Calloni, Leandra Leal, Vladimir Britcha e Cauã Reymond estiveram estupendos, em seus melhores papéis dos últimos tempos.

Como foram estupendos Enrique Diaz, Jesuíta Barbosa, Jessica Ellen e Camila Márdila.

Agora, quem me surpreendeu positivamente e deu um banho, da primeira à última cena, foi Luísa Arraes, que começou patricinha amiguinha da filha da empregada e terminou insana, fazendo justiça pelas próprias mãos e trucidando com um cano o seu estuprador, numa das cenas mais violentas da TV aberta de todos os tempos.


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Luísa Arraes como Débora
A única crítica que poderia ser feita seria algumas pontas soltas no roteiro, que confundiram o telespectador.

No episódio das sextas, muitos não entenderam temporalidade na ação que vai do atropelamento de Beatriz (Marjorie Estiano) à prisão do seu marido, Maurício (Cauã Reymond).

Em uma noite, vimos o atropelamento, a fuga do atropelador, a vinda do socorro, a internação, o diagnóstico médico de que ela estava tetraplégica, a decisão dela, uma bailarina de morrer, o pedido para que o marido a mate, a eutanásia em si, a chegada da polícia, a prisão e a ação na delegacia - que mostrava os quatro presos juntos.

Jesuíta Barbosa, Adriana Esteves, Jessica Ellen e Cauã Reymond - protagonistas da minissérie 

Muitos não entenderam também a morte de Vicente (Jesuíta Barbosa) da trama das segundas.

A cena, fortíssima, foi de uma beleza absurda, já que ao seu lado, Elisa, aparentemente só com um raspão na testa, desiste de ligar para o socorro e vê o homem que assassinou a sua filha morrer ao seu lado.

Ele morreu de batida do lado do seu carro ou com um tiro?

Pela narrativa da série, o telespectador esperou os episódios seguintes para saber - e a resposta veio apenas na última cena do episódio final agora pouco: sua morte era uma das manchetes na primeira página de um jornal, juntamente com desfechos de outros personagens, uma saída muito interessante, já que os crimes do início da trama também foram mostrados como notícia de jornal.

Veja:

Só que dessa vez eram quatro notícias e o telespectador não teve tempo de ler tudo.

Para quem não teve tempo de ler, veja:


Esses deslizes não comprometeram a obra, já que o roteiro foi eficiente dentro da proposta de cruzar tramas e personagens com protagonismos separados por dia.

O melhor mérito da série, para mim, foi o de não cair no lugar comum das novelas, mostrando em todos os capítulos um trabalho muito rico no conteúdo – sua maior qualidade - e nos fazendo pensar e discutir a linha frágil que separa a justiça subjetiva da vingança.

A autora Manuela Dias foi muito criativa em dar um desfecho original e diferente a cada protagonista.

Maurício (Cauã Reymond) foi o único que conseguiu cumprir seu plano de vingança como planejado, sem sujar as mãos e mesmo tendo usado Vânia (Drica Moraes) para isso - o que custou a vida dela.

Fátima (Adriana Esteves), a única presa injustamente, teve um final feliz, ao ser pedida em casamento pelo mestre de obras/cantor Firmino (Júlio Andrade), que junto com seu vizinho que a tinha colocado atrás das grades Douglas (Enrique Diaz), a salvou de quase ser morta por policiais corruptos, que a acharcavam.

O pedido de casamento na sua derradeira cena, ao som de uma linda canção, me fez chorar muito, já que seu desfecho foi um sopro de esperança entre tantas histórias trágicas.

Mas a filha Mayara (Júlia Dalávia) não largou a prostituição...

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Mayara (Júlia Dalávia) 
Se Elisa (Débora Bloch) havia desistido de se vingar e no episódio final apareceu desmontando o quarto da filha assassinada, exorcizando o passado e livrando-se do que a incomodava, para depois ver Vicente estrebuchar ao seu lado, Débora (Luiza Arraes) a jovem estuprada, também se vingou.

Só que diferente de Elisa, Débora não conseguiu racionalizar a sua sede de vingança e ao longo de sua trajetória, foi mostrando o quanto insana ela era.

A imagem de Débora perambulando na estrada foi o mais triste dos desfechos.

Já sua amiga Rose (Jessica Ellen), que ficou presa por ser negra e por Débora, branca, ter fugido do flagrante, acabou unindo-se ao traficante Celso (Vladimir Brichta) que, indiretamente, foi um dos responsáveis por sua prisão.


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Rose (Jessica Ellen) e Celso (Vladimir Brichta)
Nada muito diferente da tão questionável atração - inclusive sexual - entre Elisa e Vicente - que movimentou a trama das segundas e chocou o público.

No desfecho da última história nesta sexta (23), o candidato a governador corrupto Antenor (Antonio Calloni) acabou preso após participação na morte da mulher Vânia (Drica Moraes).

Satisfeito com sua vingança, Maurício (Cauã Reymond) decidiu ir embora do Recife e acabou encontrando Débora (Luisa Arraes), que também tinha deixado a cidade após matar o estuprador Osvaldo (Pedro Wagner), na estrada.

Hostilizado em um restaurante após ter os crimes revelados na TV por Vânia, Antenor resolveu ir tirar satisfações com a mulher, agora refugiada em um hotel.

Ao descobrir que ela era amante de Maurício e que agiu sob influência do contador, o candidato a governador teve um acesso de raiva e partiu para a agressão.

Encurralada, Vânia se desequilibrou e acabou caindo da janela do quarto do hotel.

No funeral, Antenor acusou a mulher de ser alcoólatra e ter revelado as denúncias como vingança por ele ter tido um caso extraconjugal.

Filmado pelas câmeras de segurança do hotel, o político acaba preso acusado de matar Vânia e na cadeia, ele recebe a visita de Maurício, que finalmente revela o motivo de sua vingança: retaliação por Antenor não ter ajudado a socorrer Beatriz (Marjorie Estiano) após o atropelamento que a deixou paraplégica.

"Para você ver como é a justiça. Você cometeu vários crimes e vai ser preso por uma coisa que não fez", zombou Maurício.

Maurício finalmente conta o motivo da sua vingança

Apesar de também estar envolvido nos crimes do pai, Téo (Pedro Nercessian) sai impune, já que, após concordar em fazer uma delação premiada, ele anuncia sua candidatura.

"Estou me sentindo traído como todos os brasileiros", teve a desfaçatez de declarar diante das câmeras o jovem cara de pau.

O último episódio mostrou ainda como Kellen (Leandra Leal) roubou o dinheiro de Maurício e Celso,  antes de fugir com Douglas (Enrique Diaz).

Após espionar o ex-sócio e namorado, ela descobriu onde o contador guardava o dinheiro.

"Peguei meu FGTS", escreveu ela com batom vermelho, acima do buraco na parede onde Maurício guardava a grana, antes de partir.
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Enrique Diaz e Leandra Leal: casal sem vergonha
O roteiro instigante de “Justiça”, que tocou em temas espinhosos e por muitas vezes difíceis, como a corrupção policial, influência financeira e política, turismo sexual, eutanásia, estupro, racismo, entre outros, veio acompanhado de uma direção artística primorosa, de José Luiz Villamarim, com cenários reais do Recife, fotografia de Walter Carvalho e uma trilha sonora - que foi do clássico ao brega -  absolutamente extasiante.

A repercussão mostrou que quando a TV aberta oferece uma proposta original, de qualidade técnica e artística, e que nada fica a dever às melhores produções estrangeiras, da TV a cabo ou plataformas on demand e serviços de streaming, o público aplaude e prestigia.

Não à toa, mesmo sendo exibida tarde da noite, foi uma das maiores audiências da Globo no ano.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'JUSTIÇA'
Formato:
Minissérie
Gênero:
Drama
Duração:
35-45 minutos
Criador:
Manuela Dias
Diretor:
José Luiz Villamarim
Voz de:
Fernanda Montenegro (Chamadas)
Elenco Principal:
Adriana Esteves, Débora Bloch, Drica Moraes, Antonio Calloni, Julia Dalavia, Camila Márdila, Cássio Gabus Mendes, Enrique Díaz, Marjorie Estiano, Luisa Arraes, Vladimir Brichta, Marina Ruy Barbosa, Leandra Leal, Jéssica Ellen, Jesuíta Barbosa e Cauã Reymond
Tema de abertura:
Eduardo Queiroz
Onde:
Globo
Formato de exibição:
HDTV
Transmissão original:
22 de agosto - 23 de setembro de 2016
Nº de episódios:
20

COTAÇÃO DO KLAU:

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

'LIGAÇÕES PERIGOSAS': BELA MINISSÉRIE ABRE TEMPORADA 2016 DA GLOBO COM ÓTIMO ELENCO MAS EM HORÁRIO EQUIVOCADO


SINOPSE:

Baseada no clássico francês de Choderlos de Laclos (1782), a minissérie em 10 capítulos gira basicamente em torno da disputa entre Isabel de Alencar (Patrícia Pillar) e Augusto de Valmont (Selton Mello), ambos mestres na arte da sedução.

Eles são logo apresentados ao público como figuras amorais, cujo maior prazer é conquistar e dominar seus pares.

Uma aposta cruel entre os dois conduzirá a trama.

CRÍTICA:

A história é francesa, do século 18, e conhecida do público através de Hollywood - nos filmes “Ligações Perigosas'' (1988), com Glenn Close, John Malkovich e Michelle Pfeifer, e “Segundas Intenções'' (1999), com Sarah Michelle Gellar, Ryan Phillippe e Reese Witherspoon.

Assim, a Globo apostou em uma história universal, já conhecida do grande público, para a minissérie que abre a temporada 2016: 'Ligações Perigosas' , que estreou nesta segunda, 04/01, e ao contrário dos filmes, ambientados na França do século 18, como o romance de 1782 (escrito por Choderlos de Laclos), se passa em 1928 na fictícia cidade litorânea de Vila Nova, no litoral paulista.

Patrícia Pillar como Isabel e Selton Mello como Augusto, protagonistas da minissérie - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Globo
Com exceção das novelas da cubana Glória Magadan (no começo da Globo, nos anos 1960) do português Eça de Queiroz (“O Primo Basílio” e “Os Maias”), apenas o romance “La Luna Caliente”, do argentino Mempo Giardinelli, foi transformado em minissérie em 1999, com a trama sendo transportada da Argentina para o sul do Brasil.

Walcyr Carrasco também usou uma história universal, ao adaptar a peça “A Megera Domada”, de Shakespeare,  para sua novela “O Cravo e a Rosa” (2000-2001), mas a trama se passava em São Paulo.

A primeira impressão foi a de que teremos aqui uma produção cinematográfica da mais alta qualidade e mesmo com atores brasileiros e falada em português, não há qualquer referência ao Brasil.

Marjorie será a devota Mariana. Sua vida irá mudar ao conhecer Augusto, personagem de Selton Mello (Foto: Inácio Moraes/Gshow)
Marjorie Estiano é a devota Mariana, que tem sua vida mudada ao conhecer Augusto
A trilha sonora até que teve um Ernesto Nazareth aqui e ali, mas é mesmo uma mistura de música erudita com charlestons e outros ritmos e modalidades musicais do começo do século passado.

Segundo o diretor Vinícius Coimbra, tudo foi de propósito: na exibição dos dois primeiros capítulos para a mídia, ele chegou a dizer que tudo foi pensado “para não parecer uma novela de Benedito Ruy Barbosa”.

Muitas cenas externas foram rodadas na Patagônia (como as deslumbrantes tomadas na praia, com vista para falésias) e interior da Argentina.

Alice Wegmann será a doce Cecília em 'Ligações Perigosas' (Foto: Caiuá Franco/TV Globo)
Alice Wegmann é a mocinha Cecília
Umas das fachadas mais usadas (a mansão de Consuelo/Aracy Balabanian, sensacional em sua volta à boa dramaturgia) é o Palácio de Santa Cândida, em Concepción Del Uruguay

Alguns prédios históricos do Rio de Janeiro e Niterói podem ser reconhecidos, aqui e ali também - como o Teatro Municipal carioca.

A misissérie custou 30% a mais para a Globo, já que foi gravada em 4k, tecnologia que proporciona quatro vezes mais resolução de imagem que o HD.

Jesuíta será o romântico músico Felipe em 'Ligações Perigosas' (Foto: Inácio Moraes/Gshow)
Jesuíta Barbodsa é o romântico Felipe,  músico  que vai se apaixonar por Cecília
Pena que a diferença só será percebida por quem tiver um televisor compatível, já que a tecnologia é nova e poucos ainda podem pagar a bala por uma TV 4k.

Essa é a segunda vez que a Globo produz uma série em 4k: a primeira foi 'Dupla Identidade' (2013).

'Ligações Perigosas' foi captada com muitas sequências com apenas uma câmera, o que fez com que o elenco se desdobrasse e se cansasse mais.

Mas vale a pena: a belíssima fotografia, do francês Jean Benoit Crépon, aumenta a sensação de cinema, ao usar, entre outros recursos, refletores potentes e fumaça, para desfocar os ambientes e destacar os atores, gerando tomadas deslumbrantes e muito criativas.

Aracy Balabanian abre o coração e conta que quase desistiu de atuar (Foto: Estevam Avellar/TV Globo)
Aracy Balabanian é Consuelo, tia de Augusto
Como a sequência na casa de chá em que Heitor (Leopoldo Pacheco) revela a intenção de se casar com a virgem Cecília (Alice Wegman): a câmera dá uma volta ao redor da mesa enquanto acontece o diálogo.

Ou quando Isabel (Patrícia Pillar) acerta uma taça na testa de Heitor, revelando toda a sua mágoa por não ser ela, tia de Cecília, a escolhida para se casar com ele.

O elenco foi muito bem escalado, e nesse primeiro episódio, os destaques ficaram mesmo com Patrícia Pillar, Selton Mello, Marjorie Estiano, Aracy Balabanian e a jovem Alice Wegman, a mocinha que será seduzida, abusada e abandonada por Augusto de Valmont (Mello), que aposta com a tia da moça (Pillar) que a deflorará antes do casamento da moça com o amante da tia.

A nova minissérie tem todo o apelo necessário para segurar o público em seus dez capítulos, mesmo que a Globo a tenha programado para ser exibida de segunda a sexta no horário das 22h30, logo depois de “A Regra do Jogo”.

Afinal, o romance de Choderlos de Laclos (1741-1803) exala sensualidade e muito sexo e ao escolher a faixa das 22h30, a emissora optou por esvaziar as partes mais “quentes” da história.

Ao menos no primeiro episódios, tivemos cenas em que os personagens fazem sexo de roupa (Isabel matando seu marido rico na cama) e uma cena quente entre a mocinha Cecília (Alice Wegman) e sua colega de internato foi cortada antes que elas se beijassem.

Numa história cuja matéria-prima é justamente a sedução?

Os bons filmes feitos a partir do romance estão aí pra provar que isso pode não dar certo.

Leopoldo interpretará Heitor, comerciante rico e poderoso (Foto: Inácio Moraes/Gshow)
Leopoldo Pacheco é o rico e poderoso Heitor
Afinal, nessa mesma época em 2015, a Globo levou ao ar “Felizes Para Sempre?” mais tarde, depois do “BBB”, o que permitiu a exibição de cenas fortes, protagonizadas pela prostituta Danny Bond,  personagem de Paolla Oliveira.

Já em 2014, a emissora apresentou os primeiros cinco episódios de “Amores Roubados” logo depois da novela e outros cinco depois do “BBB”.

A Globo sempre reclama das limitações impostas pela classificação indicativa, mas agora, mesmo tendo a possibilidade de exibir conteúdo mais “forte” e contundente no final da noite optou por torná-lo mais “leve” e sem força para exibição mais cedo.

Não entendi o horário equivocado.

CONFIRA A ABERTURA DA MINISSÉRIE:


FICHA TÉCNICA:
'LIGAÇÕES PERIGOSAS'
O que é:
Minissérie em 10 capítulos
Escrita por:
Manuela Dias
Colaboração:
Maria Helena Nascimento, Walter Daguerre
Supervisão de texto:
Duca Rachid
Direção geral:
Vinícius Coimbra
Direção de núcleo:
Denise Saraceni
Elenco principal:
Patricia Pillar, Selton Mello, Marjorie Estiano, Alice Wegmann, Jesuíta Barbosa, Leopoldo Pacheco e Aracy Balabanian
Fotografia:
Jean Benoit Crépon
Exibição: 
De segunda (4) a sexta (15)
Horário: 
22h30
Onde: 
Globo

COTAÇÃO DO KLAU: