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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

'GOOSEBUMPS - MONSTROS E ARREPIOS': MUITOS SUSTOS, MONSTROS DIVERTIDOS E HISTÓRIA BEM CONTADA


SINOPSE:

Chateado sobre se mudar para uma cidade pequena, o adolescente Zach Cooper (Dylan Minnette) começa a ver o lado bom da mudança quando conhece Hannah (Odeya Rush), sua vizinha.

Logo, Zach descobre que o misterioso pai de Hannah é, na verdade, R.L. Stine (Jack Black), o autor da série de livros best-seller 'Goosebumps'.

Conforme Zach começa a aprender sobre a estranha família da casa ao lado, ele logo descobre que Stine guarda um perigoso segredo: as criaturas tornadas famosas por suas histórias são reais e Stine protege seus leitores mantendo-as trancadas em seus livros.

Após libertarem acidentalmente uma das criaturas, cabe a Zach, Hannah e Stine se juntarem e levarem todos os monstros de volta aos livros aos quais pertencem para salvar a cidade.

CRÍTICA:

Nessa semana, o astro Jack Black esteve aqui no Brasil, justamente para lançar 'Goosebumps - Monstros e Arrepios', adaptação da série de livros de terror voltada para o público infanto-juvenil escrita por R.L. Stine e que estreou nesta quinta em 293 salas em todo o Brasil.

Nas muitas entrevistas que deu por aqui, Black disse que aceitou o papel do escritor R.L. Stine no longa, por querer resgatar o espírito dos anos 80 - e não é que ele conseguiu?

Afinal, o longa é repleto de humor, momentos assustadores, uma pitada de romance e entrega ao espectador uma aventura clássica, cheia de ação.

O melhor de tudo é que não é preciso conhecer a franquia de livros para se divertir muito com o filme, que consegue ter um ritmo agradável até o final, nunca entediando sua audiência.

Claro, o longa é uma aventura voltada ao público infantil e os mais velhos podem ficar cansados das brincadeiras em alguns momentos - especialmente aqueles que não se apaixonaram pelos filmes já clássicos dos anos 80 - como 'Os Goonies' e 'E.T. - O Extraterrestre'.

Goosebumps: Monstros e Arrepios : Foto Dylan Minnette, Jack Black, Odeya Rush
O trio de protagonistas Jack Black, Odeya Rush e  Dylan Minnette - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Sony Pictures
Na trama, chateado por ter se mudado para uma pequena cidade, Zach Cooper (Dylan Minnette) encontra esperança quando conhece Hannah (Odeya Rush), sua vizinha.

Só que a garota é filha do misterioso escritor R. L. Stine (Jack Black), autor da série de livros 'Goosebumps', que não quer o rapaz como amigo de sua filha.

Quando Zach tenta descobrir o motivo, descobre que os monstros que tornaram os livros do escritor famosos são reais, mas estão presos dentro dos livros.

Acidentalmente, Zach liberta um deles e logo as coisas saem do controle, com as criaturas passando a assombrar a cidade e com Stine, Zach e Hanna tentando capturá-los.

O projeto para um longa baseado na série de livros 'Goosebumps' circula por Hollywood desde os anos 90 e agora podemos entender a demora.

Afinal existem diversas dificuldades nessa adaptação, pois nos livros não há protagonista ou vilão para um roteirista focar.

Mas a ideia de fazer Stine ser um personagem e colocá-lo contra alguns de seus monstros mais populares prova ser a chave para o sucesso do longa.

Goosebumps: Monstros e Arrepios : Foto Dylan Minnette, Jack Black, Odeya Rush
Muitos gritos e muitos sustos permeiam o longa
E é claro que o espectador irá ao cinema mesmo para ver monstros, cada um mais divertido do que o outro - outro motivo para o filme só ter sido feito agora pois nos anos 1980, os efeitos especiais não seriam tão espetaculares como vemos aqui.

Assim, vemos aliens, vampiros, louva-a-deus gigantes, lobisomens e outras criaturas, criadas tanto com efeitos práticos quanto computação gráfica, que invadem a cidade, na noite e um baile do colegial - obviamente.

As cenas de ação são ótimas e a forma como Slappy - talvez o vilão mais famoso da franquia - se torna a mente por trás do caos é algo muito bem pensado.

O filme não tenta fugir dos clichês: melhor, procura brincar com eles e faz isso muito bem.

O longa não assusta, pois a ideia principal é ser divertido e não assustador.

Goosebumps: Monstros e Arrepios : Foto
Alguns dos monstros reunidos no longa
As piadas físicas também são bastante comuns e devem atrair a atenção dos pequenos.

Para os adultos, fica a sensação de que já vimos tudo aquilo antes e é o senso de nostalgia que arrebata de vez esse público.

Surpreendentemente, o destaque da trama são os jovens protagonistas, enquanto Jack Black no papel de Stine é mais curioso do que cativante.

O mesmo vale para Jillian Bell, que vive a tia atrapalhada de Zach, mas o espectador se importa mesmo é com os garotos, principalmente com a relação entre Zach e Hannah.

Uma reviravolta ao redor do casal deixa as coisas ainda mais interessantes, embora a resolução do problema seja óbvia.

Enfim, temos aqui um bom filme familiar para essa época de Halloween e quem gosta de monstros não tem como não se divertir, apesar do tom infantil da produção e com a trilha sonora do mago Danny Elfman sendo o complemento ideal para essa divertida obra.

O difícil é pensar numa sequência, já que todos os monstros da franquia já foram usados.

Mas o que importa, agora, é se divertir ao lado de amigos e família com essa boa produção.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'GOOSEBUMPS - MONSTROS E ARREPIOS'
Título Original:
'GOOSEBUMPS'
Gênero:
Aventura
Direção:
Rob Letterman
Roteiro:
Carl Ellsworth, Darren Lemke, Larry Karaszewski, Scott Alexander - baseados na literatura de terror infanto juvenil de R.L. Stine
Elenco:
Amanda Lund, Amy Ryan, Anthony B. Harris, Ashleigh Jo Sizemore, Benjamin Papac, Caleb Emery, Clare Halstead, Drew Lamkins, Drew Lampkins, Dylan Minnette, E. Roger Mitchell, Ella Wahlestedt, Gabriela Fraile, Halston Sage, Jack Black, Jared Sandler, Jennifer Trudrung, Jillian Bell, John Deifer, John Herndon, Josh Phillips, Karan Soni, Kathy Walton Pulley, Keith Arthur Bolden, Ken Marino, Kevin Harrison, Kumail Nanjiani, Larry Mainland, Lucky Mangione, Luka Jones, Marshall Choka, Mason Pike, Michael Flayhart, Mickie Pollock, Natalie D'Addieco, Nate Andrade, Odeya Rush, Roger Neal, Rory Healy, Ryan Lee, Sarah Borne, Sean Gogan, Steve Quinn, Steven Krueger, Taber Cross, Timothy Simons, Vivian Kyle
Produção:
Deborah Forte
Fotografia:
Javier Aguirresarobe
Montador:
Jim May
Trilha Sonora:
Henry Jackman
Duração:
103 min.
Ano:
2015
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
22/10/2015 (Brasil)
Distribuidora:
Sony Pictures
Estúdio:
Columbia Pictures / Original Film / Sony Pictures
Classificação:
10 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

"O BESOURO VERDE": AÇÃO, EFEITOS, UM CARRÃO E UM ORIENTAL LINDO; PRECISA MAIS?

Quando foi lançado nos anos 1960, o seriado de TV "O Besouro Verde" não fez o mesmo sucesso de "Batman" - produzido igualmente pela Greenway Productions para a Fox, e que seguia uma linha de ação muito parecida.

Mesmo assim, virou cult depois que Bruce Lee, que interpretava o coprotagonista Kato, em seu primeiro papel em Hollywood, estourou nas telas com seus filmes de lutas marciais.

Hoje, a série virou pretexto para lembrar o astro de "A Fúria do Dragão", morto aos 32 anos, em 1973, e ninguém mais se lembra que o ator Van Williams interpretava o Besouro.

O personagem, que começou como parte de um programa radiofônico nos anos 1940 - seguindo a trilha de "O Sombra", e criado pelo mesmo autor das histórias do "Cavaleiro Solitário - chega agora às telas de cinema, inclusive nas versões 3D e IMAX, adaptado pelo francês Michel Gondry - de "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças" - mas transformado numa espécie de videoclipe com os ingredientes que sempre caem no gosto dos adolescentes e amantes de um bom filme de ação: carros fantásticos, acidentes, piadas infames e lutas marciais.

Dificilmente este novo "O Besouro Verde" se tornará um sucesso, mesmo com a boa atuação de Jay Chou, ator e megastar pop taiwanês que atualiza Kato, parceiro do Besouro Verde e inventor de todas as engenhocas que transformam o carro da dupla, um Chrysler Imperial, numa espécie de "Batmóvel", munido com as mais incríveis armas para combater o crime - chamado de "Black Beauty" - "Beleza Negra" em português.

O filme repete o seriado, mas a atuação de do ator e roteirista Seth Rogen como o playboy Britt Reid, identidade secreta do Besouro Verde, é o seu ponto frágil.

Felizmente, Chou rouba a cena, e praticamente conduz a ação.

Britt é filho de um milionário, dono de um jornal influente, que morre ao ser picado por uma abelha.
Boêmio e mulherengo, o herdeiro sempre sai nas colunas sociais por causa de seu comportamento escandaloso - inclusive no jornal do pai.
A morte do velho parece colocar Britt nos trilhos, incentivando-o a dirigir os negócios.

A grande virada acontece quando ele conhece Kato, motorista do empresário e inventor brilhante, seja para desenvolver uma máquina de café ou para transformar um Chrysler Imperial num tanque de guerra.

A ideia de combater o crime surge inesperadamente, quando Britt e Kato salvam um casal em apuros com um grupo de assaltantes - é quando o motorista mostra todas as suas habilidades marciais e surpreende o novo patrão.

Mesmo sem os atributos de Kato, Britt propõe que juntem seus talentos - só que ele não tem nenhum! - para o combate ao crime.

Divulgação / ColumbiaSeth Rogen e Jay Chou, em uma das muitas cenas de ação do filme

A dupla recebe a importante ajuda de Lenore Case - Cameron Diaz, estonteante - uma criminóloga que Britt contrata para assessorá-lo no jornal.

Ela desconhece a identidade dos novos herois, e, sem saber, ela fornece as informações necessárias para o Besouro armar sua estratégia.

Ao "limpar" as ruas da cidade, o Besouro cruzará o caminho de Chudnofsky - o muito acima da média Christoph Waltz, de "Bastardos Inglórios" de Tarantino - um mafioso que controla negócios ilegais e mantém laços com políticos corruptos.
O chefão atrai a dupla para uma armadilha, que se transformará numa sensacional e improvável perseguição de carros, e deixará um rastro de destruição.

Jay Chou é jovem, bonito, carismático, interpreta bem e luta melhor ainda; Christoph Waltz está claramente se divertindo muito como o vilão, o mesmo valendo para Cameron Diaz.

Seth Rogen, ator limitado, se mostra um bom roteirista, e aceita coadjuvar Chou na boa, sem estrelices, sem tentar roubar a cena.

A direção do francês Michel Gondry é segura, e as cenas de ação são espetaculares, como espetacular é o "Black Beauty", finalmente fazendo parte da ação, depois de ficar exposto por duas edições seguidas na Comic Con - feira de quadrinhos e filmes que acontece todos os anos na cidade de San Diego, Califórnia, onde os espectadores babaram, e muito, ao ver o carrão.

Arquivos do Klau / Comic Con

Na foto menor, o "Black Beauty" da série; na maior, o "Black Beauty" do filme, exposto na Comic Con

O filme liderou as bilheterias norte-americanas na semana de seu lançamento, com a arrecadação de 33,5 milhões de dólares, mas ainda não se pagou.

Com um orçamento estimado em US$ 120 milhões, faturou US$ 87 milhões até a semana passada, mas deve faturar muito agora, no lançamento internacional.

O que mais esperar de um filme que é ação e escapismo puros?

E esse Kato me desperta emoções primitivas...

Confira o trailer do filme:



******

"O BESOURO VERDE"
Título original:
The Green Hornet
Diretor: Michel Gondry
Produção e Distribuição: Sony/Columbia
Elenco:
Seth Rogen
Jay Chou
Cameron Diaz
Tom Wilkinson
Christoph Waltz
Gênero: Ação, Comédia
Duração: 119 min.
Ano: 2011
Data da Estreia: 18/02/2011
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
País: EUA
COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"BURLESQUE": SE EU FOSSE A CHER, NEM TERIA SAÍDO DE LAS VEGAS

"Burlesque", de Steve Antin, estreia da cantora Christina Aguilera como atriz, é construído com alguns ingredientes mais que batidos em filmes do gênero: a loirinha divertida e sonhadora, que joga para o ar o avental de garçonete num bar do interior, para viver o sonho de ser cantora em Los Angeles.

Mesmo que Ali, a personagem interpretada pela cantora, não tenha enfrentado tantas dificuldades, sua alma está impregnada pelo sofrimento: trabalhando como garçonete no Burlesque, um bar de strip-tease em Los Angeles, a incansável garota não sossega até convencer a proprietária, Tess - a Diva das Divas Cher, afastada do cinema desde 2003, quando fez "Ligado em Você" e aqui no pior papel de sua carreira notável no cinema, disparado - a contratá-la como dançarina de sua companhia, que diverte os frequentadores do bar.

DivulgaçãoCher e Aguilera, em cena do filme

O passo seguinte é convencê-la de que pode cantar, porquê só a personagem de Cher tem esse privilégio - as demais coristas apenas interpretam os números coreografados por Tess com figurinos de Sean - Stanley Tucci - numa direção de arte, coreografias e iluminação que nem disfarçar serem descaradamente copiados de "Cabaret" (1972), de Bob Fosse.

Mas "Burlesque" não é "Cabaret", muito menos o fantástico "Moulin Rouge" (2001), de Baz Luhrmann, e nem Aguilera é Liza Minnelli ou Nicole Kidman, que não só cantam como interpretam divinamente.

Tudo isso joga contra esse musical de Steve Antin: seu filme não mergulha nos dramas e desafios dos personagens - Tess também é uma sofredora, está afundada em dívidas e prestes a perder o clube, mas o diretor prefere seguir a máxima de que o show tem de continuar, apesar de tudo.

Só que, aqui, o problema é que o tal show se estende por intermináveis 116 minutos, com a apresentação de sucessivos números de dança, que servem de aperitivo para o momento mais aguardado, quando Aguilera finalmente será autorizada a cantar, e ela consegue esse privilégio de forma inesperada, ao entoar à capela um blues de Etta James - a magnífica "Tough Love" - com uma linda voz que comove a plateia.
É o melhor momento, dela e do filme.

A boa recepção à performance da cantora serve de estímulo para Tess reformular os números musicais de seu cabaré, colocando Ali como protagonista.

É aí que entra Nikki - Kristen Bell - a competitiva dançarina que era destaque da companhia, mas caiu em desgraça por causa da bebida e agora vê em Ali uma rival perigosa, só que a loirinha não quer prejudicar ninguém, só pensa em fazer o que mais gosta, cantar.
Se a mocinha não diz nunca a que veio, o que dizer de Nikki, a vilã? Desaparece na trama mal costurada do filme.

Enquanto os números musicais prosseguem, e como o filme parece que nunca acaba, ainda dá tempo para criar uma história romântica para Ali, assediada por um construtor e frequentador do bar, Marcus - Eric Dane, de "Grey's Anatomy" - e também pelo garçom Jack - Cam Gigandet - com quem divide o apartamento onde mora.

"Burlesque" venceu um Globo de Ouro - melhor canção original - "You haven't seen the last of me" - e está indicado a várias categorias do Framboesa de Ouro - aquele que premia os piores do ano.

Eu, se fosse a Cher, continuaria com meus shows em Las Vegas, onde a Diva sempre tem casa lotada.

Voltar às telonas só por voltar?
É muito pouco para uma atriz maravilhosa como ela, ganhadora de um Oscar por "Feitiço da Lua" (1987).

Confira o trailer do filme:



*****
"BURLESQUE"
Título original:
Burlesque
Diretor: Steve Antin
Produção: Screen Gems / Columbia
Distribuição: Sony Pictures
Elenco:
Cher
Christina Aguilera
Eric Dane
Cam Gigandet
Kristen Bell
Stanley Tucci
Julianne Hough
Alan Cumming
Gênero: Musical, Romance
Duração: Infindáveis 119 min.
Ano: 2010
Data da Estreia: 11/02/2011
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
País: EUA
COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"O TURISTA": DESPERDÍCIO DE TEMPO, TALENTO E "SEX-APPEAL" DE JOLIE E DEPP

O projeto de "O Turista" prometia: os astros Angelina Jolie e Johnny Depp juntos pela primeira vez na tela; três vencedores do Oscar atrás dos bastidores - o diretor alemão Florian Henckel Von Donnersmarck, melhor filme estrangeiro em 2007, com "A Vida dos Outros", e os roteiristas Christopher McQuarrie - de "Os Suspeitos" e Julian Fellowes - de "Assassinato em Gosford Park".

Os cenários? Duas das cidades mais lindas do mundo - Paris e Veneza.

Com tudo isso, afinal, o que deu errado?

Elegância não falta ao figurino de Elise Clifton-Ward - Miss Jolie - uma bela mulher que está sendo atentamente vigiada pela Scotland Yard em Paris, porquê seu ex-amante, Alexander Pearce, deu um golpe num banqueiro gângster, Reginald Shaw - Steven Berkoff - e escafedeu-se com bilhões.

Todo mundo quer pegar Pearce e sabe que a bela mulher é a melhor pista.

Num determinado momento o fugitivo faz contato - e instrui, por carta, Elise a pegar um trem para Veneza, dando um migué a seus perseguidores de que algum homem a bordo é ele, já que seu rosto é desconhecido da maioria deles.

Ela segue as instruções e encontra um desconhecido solitário de ar inocente: Frank Tupelo - Johnny Depp - um professor de matemática do Wisconsin, em viagem de férias para curar um coração despedaçado.

Qualquer homem do mundo teria que ser cego para ser indiferente ao charme da estonteante mulher fatal, que se senta diante dele e dá todas as dicas de querer companhia para o jantar. Você resistiria?

DivulgaçãoAngelina Jolie e Johnny Depp, em cena do filme

Deliciosamente engraçado nos vários capítulos de "Piratas do Caribe", Depp está nítidamente com o breque de mão puxado neste filme.

O próprio diretor, aliás, parece pouco à vontade para lidar com uma trama recheada de espionagem, reviravoltas, perseguições nos telhados e canais de Veneza, e o humor também não parece ser o seu forte.

Se fosse competente, seriam mais bem exploradas as ambiguidades da relação entre a chiquérrima Elise e o tímido Frank.

Os cenários luxuosos - como o seletíssimo hotel Danieli de Veneza -, bem como o próprio figurino e as jóias de Jolie, assim como a beleza estonteante da Diva, jogam a favor para encher os olhos do público,distraindo-o da falta de ritmo de aventura e da ausência de rigor geográfico de certas sequências, como a que mostra o banqueiro desembarcando diretamente do aeroporto veneziano Marco Polo no canal Grande, que fica a cerca de uma hora de barco dali - James Bond, o rei da ausência de rigor geográfico, não faria melhor.

E por falar em Bond, nem a presença de um ex-007, o acima da média ator galês
Timothy Dalton - interpretando um contido inspetor-chefe da Scotland Yard - ou o carisma habitual do britânico Paul Bettany - como outro inspetor perdendo a compostura por ciúme da bela Elise - seguram a trama.

A grande surpresa final se revelará não ser tão grande assim, apenas inevitável.

Eu, de minha parte, botava a maior fé no encontro Jolie-Depp, mas sou aqui forçado a
reconhecer que os dois juntos, ao menos aqui, não tiveram química nenhuma, uma decepção.

Ao menos, durante as filmagens em Veneza, tivemos uma boa notícia: Angelina Jolie finalmente fez as pazes com seu pai, o ator John Voigh, e as fotos dos dois, juntos aos filhos da Diva, me emocionaram muito.

Quanto ao Cinema, todos nós ficamos à espera de um melhor projeto para Jolie e Depp.

Desta vez, não valeu.

Confira o trailer do filme:


*****

"O TURISTA"
Título original:
The Tourist
Diretor: Florian Henckel von Donnersmarck
Produção: SpyGlass Entertaiment
Distribuição: SONY/COLUMBIA
Elenco:
Johnny Depp
Angelina Jolie
Paul Bettany
Gênero: Comédia, Ação
Duração: 103 minutos sem humor
Ano: 2010
Data da Estreia: 21/01/2011
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
País: EUA, França
COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

"KARATE KID": DIRETOR FALA SOBRE O FILME

Encarar a direção do remake “Karate Kid” parecia, desde o início, uma missão árdua.

Cheio de fãs, o filme original, produzido em 1984, emplacou três seqüências e tornou reconhecíveis os nomes Sr. Miyagi (Pat Morita) e Daniel Larusso (Ralph Macchio), a dupla de protagonistas.

Mas, mais de 20 anos depois, o cineasta Harald Zwart aceitou o desafio: recontaria a história do jovem aprendiz e do mestre oriental com novos personagens, atores e cenários.
“Muitas pessoas acharam que estávamos pisando sobre uma espécie de ‘tesouro nacional’. Engraçado como as pessoas se lembram do filme [original] como algo melhor do que realmente é”, afirmou, confiante, em recente entrevista coletiva em Cancún.

No novo “Karate Kid”, Jaden Smith e Jackie Chan são as estrelas da trama que se passa na China.
Ao mostrar a relação emotiva entre o norte-americano Dre Parker (Smith) e Sr. Han (Chan), o filme explora o carisma dos dois atores e, em alguns momentos, suas habilidades dramáticas.
Especialmente a do experiente Chan, elogiado pela diretor .
“Lembro de ter sido cativado pela primeira tomada. Foi algo muito autêntico e emocionante”, conta, ao se recordar da filmagem de uma cena.

Além do elenco, um dos pontos fortes do filme – obtido com mais facilidade devido à co-produção chinesa -, é mostrar ruelas, templos e até a exótica Cidade Proibida.

O desempenho da produção nas bilheterias dos EUA superou expectativas, e há rumores de que ganhe uma seqüência.

A seguir, você vai ler os principais trechos da entrevista do diretor norueguês, que tem no currículo o filme “A Pantera Cor-de-Rosa 2” e clipes da banda - também norueguesa - A-Ha.
Foto: Divulgação Sony/Columbia

O diretor Harald Zwart instrui Jackie Chan e Jaden Smith (deitado) em cena de
"Karate Kid" (2010)

UOL CINEMA - Havia uma expectativa sobre este filme, sobretudo pelo sucesso que foi o original “Karate Kid”, dos anos 1980. Como você encarou as comparações entre as produções?

HARALD ZWART - Quando nós começamos, muitas pessoas acharam que estávamos pisando sobre uma espécie de “tesouro nacional”. Engraçado como as pessoas se lembram do filme como algo melhor do que realmente é. Alguns críticos às vezes adicionam uma credibilidade, um fator honorífico ao original, como se ele não pudesse ser melhor. Eu só posso dizer pelo que eu notei do público. Aprendi que depois dos dez minutos iniciais as pessoas esquecem que estão vendo um remake e mergulham na história. E eu realmente acredito no filme, acho que temos algo fantástico.

UOL CINEMA - As habilidades marciais de Jackie Chan já são bem conhecidas. Mas como você diria que é trabalhar com ele como ator, especialmente nas cenas dramáticas?

ZWART - Em filmes chineses você vê este lado dele [como ator dramático], mas não muito nos filmes ocidentais. Antes de ele se juntar ao elenco, nós discutimos até que ponto iríamos com o personagem. Quando fui para China e o encontrei pela primeira vez, falamos sobre a vida em geral e tocamos no assunto de um terremoto em que ele havia se envolvido em ajudar as pessoas, em doações e, falando neste assunto, ele se comoveu. Quando voltei para Los Angeles e estávamos fazendo o roteiro pensei: “Podemos ir longe com este cara, ele pode colocar coisas para fora”. Foi então que começamos a explorar o lado intenso do personagem.

UOL CINEMA - E no set, ele te surpreendeu?

ZWART - Fizemos muitos ensaios para as cenas mais emotivas. No dia, quis acalmar o set para que ele se sentisse à vontade. Mas me lembro de ter sido cativado pela primeira tomada. Foi algo muito autêntico e emocionante. Nós, dos bastidores, nos olhávamos emocionados (risos). Lembro-me de ter ido muito além do que eu esperava.

UOL CINEMA - E Jackie é muito popular na China...

ZWART - Sim. Andar nas ruas com Jackie era como viver a “beatlemania”. E eu tinha Jackie e Will [Smith], então, imagine... (risos) Eu dizia que eles tinham que usar disfarces para conseguirmos trabalhar. Fizemos um plano de Jackie andando na rua, e assim que as pessoas o viram o lugar estava tomado, tivemos que sair de lá.

UOL CINEMA - Há uma cena em que Mr. Han (Jackie Chan) briga contra um grupo de garotos que tentam bater em Dre (Jaden Smith). Houve uma cautela para não mostrá-lo agredindo garotos?

ZWART - Esta cena teve alguns truques. Espero que tenhamos comunicado nesta cena que ele não bate nos garotos, mas que faz com que eles batam uns nos outros, bloqueando-os ou usando os braços deles mesmos. E, no final da cena, Jaden diz: “Você não bateu neles, fez com que batessem uns nos outros”, só para garantir que as pessoas tenham entendido o ponto. Este momento foi cuidadosamente coreografado.

UOL CINEMA - Como foi ter Will Smith como produtor? Ele te deu liberdade criativa?

ZWART - Ele e Jada (Smith, mulher de Will e mãe de Jaden, também produtora do filme) são ótimos produtores, eles acreditaram nas pessoas que fizeram o filme. Acho que tiveram uma tarefa mais difícil no papel de pais de Jaden (risos). Claro que eles queriam o melhor para o filme, mas algumas vezes eu dizia: “Podemos fazer outro plano?”. E eu via o lado deles como pais aflorar: “vamos deixar ele descansar...” (risos) Mas equilibraram estas duas funções muito bem. Eu gostava de tê-los por perto, por que são pessoas animadas, que motivam. Algumas vezes você tem algumas ideias no set e eles são o tipo de pessoa que diz: “ok, vamos tentar”. E, sabe, quando Will Smith diz sim, você sabe que pode fazer.

UOL CINEMA - Quais foram os principais desafios das filmagens?

ZWART - Acho que um dos desafios é que, quando você trabalha em uma produção de Hollywood, há tantos trailers, cadeiras para as estrelas...Certo dia eu estava filmando uma cena com Jaden, aparece no início, quando ele está no banco de trás do carro, e precisava apenas dele e de uma câmera. Fui ao estacionamento e contei cerca de 20 trailers da equipe. Pensei: “Isto é insano...não preciso de tantas coisas. Como vamos alcançar a autenticidade das ruas, dos templos, se temos que trazer 20 trailers”? Claro que é assim que o sistema acontece, temos muitas pessoas, assistentes, eles pegam os equipamentos...mas tivemos uma reunião sobre o assunto. E dissemos que o que precisávamos era essencialmente o ator e a câmera. E Will e Jackie entenderam aquilo.

UOL CINEMA - Houve coisas que você gostaria de ter feito mas não conseguiu por estar na China?

ZWART - Não. A tradição deles de fazer filmes é enorme. Desde o começo foi uma colaboração. Eles perceberam que mostraríamos a China, que tem lugares muito bonitos. Sabiam o que estávamos filmando e há uma certa distinção entre o vilão, que conduz de má forma o kung fu, e a filosofia do kung fu, que não é má. Eles queriam ter certeza que preservaríamos estes valores.

UOL CINEMA - O que você guardou da experiência de viver e filmar em um país tão diferente do seu?

ZWART - Eu já filmei em Cuba, na Rússia, na África do Sul, na América Latina...eu já tinha tentado explorar outros cantos do mundo antes, com exceção da China. Eu sempre saio destes lugares com um imenso respeito. Às vezes você pensa: “será que eles sabem como é isso ou aquilo?”. E descobre que, em alguns casos, estes países tem uma tradição cinematográfica incrível, que existe por anos.

UOL CINEMA - Você acha estranho apresentar um lado sensual de Jaden, que quer ficar com uma garota no filme? Pois ele parece uma criança ainda...

ZWART - Eu acho que há 13 anos poderia ser diferente...mas hoje acho que tudo bem.

*****

FONTE: UOL CINEMA - REPÓRTER THAÍS FONSECA

"KARATE KID": AS CRIANÇAS VÃO ADORAR. JÁ OS ADULTOS...

A grande dúvida que aparece no novo "Karate Kid" é por que a palavra 'karate' está no título.
A luta que o protagonista aprende é kung fu!

O detalhe pode até passar despercebido, já que o longa, embora seja o quinto da série, é um remake do original de 1984, que trazia Ralph Macchio e Pat Morita nos principais papeis.
Desta vez, eles são substituídos por Jaden Smith - filho de Will Smith e Jada Pinkett-Smith, produtores do filme - e a lenda chinesa Jackie Chan.

A nova versão parece ter um destino certo: o público infantil, já que adolescentes e adultos com certeza vão encarar com certo cinismo a batalha do esportista que derrota não apenas seus oponentes, mas também seus próprios medos e inseguranças.

Foto: Divulgação - Sony/Columbia
Jackie Chan e Jaden Smith, em cena do filme

Jaden é Dre Parker, um garoto americano que se muda com a mãe viúva, Sherry - a ótima atriz Taraji P. Henson, de "O Curioso Caso de Benjamin Button" - para a China, quando ela é transferida no trabalho.

Como boa parte do filme foi rodada em Pequim, tudo aquilo que se vê na telona são locações reais, que levam o espectador a um certo exotismo e beleza de imagens, de encher os olhos.
Bela embalagem em roteiro capenga, que não consegue disfarçar a dramaturgia simplista da trama.

As cenas filmadas na Grande Muralha e na Cidade Proibida são as mais mais interessantes do filme, que também mostra o cotidiano da capital chinesa, onde praticamente todo mundo que interage com Dre tem domínio da língua inglesa (!).
O menino logo faz amigos e inimigos na escola, e se apaixona por Mei Ying - Han Wenwen - amiga de infância de Cheng - Wang Zhenwei - o garoto que mais implica com o protagonista.

Cheng faz parte de uma academia de kung extremamente fascista, e tem como uma das poucas metas na vida a de maltratar Dre.

É aí que entra em cena o sr. Han, um zelador de prédio interpretado por um Jackie Chan bem mais contido, que não faz caras, bocas, nem estripulias como habitualmente, e é sem dúvida a melhor coisa do filme.
Como seu pupilo, o menino é treinado para um campeonato de kung fu, onde irá enfrentar vários adversários, inclusive Cheng.

Dirigido por Harald Zwart - "A Pantera Cor-de-Rosa 2" - "Karate Kid" segue mais ou menos à risca o original, onde o jovem aprendiz era obrigado a encerar um carro várias vezes como uma lição moral e até mesmo física.
Depois, o protagonista ficava sabendo que os movimentos que fazia à exaustão eram iguais aos das lutas.
Aqui, o aprendizado é colocar e tirar a jaqueta e depois pendurá-la num suporte.

Ao longo dessa jornada, suor e lágrimas, e, ao final, como todos esperam, mestre e pupilo incorporam lições que seguirão pela vida toda.

Se isso parece um tema surrado para os adultos, as crianças podem se divertir com os clichês - afinal, o filme foi feito para elas.
Prova maior é que a canção final é cantada por Justin Bieber, o cantor menino da moda.

Eterna criança, e adorando histórias de superação como essa, posso dizer sem dúvidas que gostei!

Veja o trailer do filme:


KARATE KID
Título original: The Karate Kid
Diretor: Harald Zwart
Estúdio: Columbia Pictures
Distribuição: Sony
Elenco:
Jaden Smith
Jackie Chan
Taraji P. Henson
Wenwen Han
Gênero: Aventura
Duração: excessivos 140 minutos
Ano: 2010
Data da Estreia: 27/08/2010
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos
País: EUA, China
COTAÇÃO DO KLAU:


sexta-feira, 2 de abril de 2010

"SALT": NOVO TRABALHO DE ANGELINA JOLIE JÁ TEM TRAILER!

O estúdio Sony/Colúmbia divulgou o novo trailer do filme "Salt", com a atriz Angelina Jolie no papel de Evelyn, uma agente da CIA que precisa provar sua inocência após acusações de seu amante russo.

Com várias cenas em Veneza, esse longa me chamou muito mais a atenção pelo fato de que, em sua estada na cidade italiana, a atriz finalmente fez as pazes com seu pai, o ator John Voight.

Fotos: revista People
Angelina e John passeiam em Veneza

Por problemas que só a eles interessam, pai e filha ficaram anos sem se falar, mas por meio de cartas, os dois começaram a se reaproximar no ano passado.

Na linda Veneza, John Voight conheceu sua renca de netos, e passeou muito com eles, com Angelina e com o marido dela, Brad Pitt.

John Voight, feliz com os netos

O filme tem muitas cenas de ação, e deve estrear no Brasil em 30 de julho.

VEJA O TRAILER, direto do canal do YouTube de Miss Jolie: