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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

'SESSÃO DE TERAPIA': COM MORENA BACCARIN E SELTON MELLO, QUARTA TEMPORADA ESTREIA HOJE

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Quarta temporada chega nesta sexta (30) ao Globoplay, cinco anos após a anterior - ator e diretor, Mello diz que ela 'tem a alma de uma TV que tinha tempo e não um ritmo acelerado'
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Selton Mello se dedicou por três anos a “Sessão de Terapia” até se ver exausto. 
Queria alta.

Após cinco anos longe, sem protagonista e com dezenas de novas propostas, o ator teve que contar com antigos parceiros e uma nova plataforma para trazer a série de volta. 
Mas por quê?

“Acho que é porque o mundo está precisando de psicólogo”.

A quarta temporada estreia nesta sexta (30), no Globoplay.

Após o hiato de meia década, ela volta com uma nova cara: Selton, também diretor, assume o papel de protagonista e muda a dinâmica da história.

Zé Carlos Machado, que interpretou o terapeuta Theo nas três primeiras temporadas, fez uma participação emocionada na nova - mas não podia voltar.

Selton, então, tentou alguns atores amigos (Rodrigo Santoro, Wagner Moura e Alexandre Nero, por exemplo), mas não teve sorte. 
Ou teve, pegou ele mesmo o papel de Caio Barone, novo terapeuta.

“O Caio é mais sanguíneo e cascudo. Vai dar mais trabalho”, disse o ator durante lançamento da série. 

Mas sua casca dura não é à toa: 
“Ele está vivendo coisas duríssimas.”

Para Selton, fazer “Sessão de Terapia” é voltar no tempo. 

É também a prova definitiva de que menos é mais. 
“Não queremos inventar a roda. A série tem a alma de uma TV que tinha tempo e não um ritmo acelerado”.

Ele usa a calma que tanto gosta a seu favor. 

O G1 acompanhou um dia de gravação da série, em um estúdio de São Paulo. 
Dirigindo uma cena em que atuava, comandou tudo por uma câmera de chão e levou quase meia hora para finalizar um cena de três minutos.

Queria profundidade e dramatização e distribuía ordens aos operadores e cinegrafistas enquanto entrava e saía do personagem sentado no divã.

À sua frente, sentava Morena Baccarin, serena e disposta a refazer as cenas após os toques de direção do colega. 

Em seu primeiro trabalho aqui, a atriz brasileira, sucesso em Hollywood em filmes como 'Deadpool' e séries como 'Homeland' e 'Gotham', vive Sofia, terapeuta supervisora do personagem de Selton.

Selton e Morena são velhos amigos. 
Foi na casa dela, em Los Angeles, que ele teve o desprazer de assistir à derrota por 7 a 1 da seleção brasileira na Copa de 2014, último ano de “Sessão de Terapia”.

Quando resolveu voltar a gravar, pensou logo na amiga para ajudar no desafio. 
Ela já conhecia a versão americana da série. 

Por isso (e pela amizade), sequer pensou em recusar quando Selton telefonou com o convite - a atriz havia acabado de gravar a última temporada de 'Gotham' e tinha um raro espaço na sua concorrida agenda.

Morena, nascida no Brasil mas alfabetizada nos Estados Unidos, estava insegura em relação ao português e à introspecção do papel, diferentemente das séries e filmes que costuma fazer.

Quis passar por uma preparação intensa - e também moderna: durante várias noites, leu e releu à exaustão o roteiro com Selton por Skype.

Desembarcou no Brasil uma semana antes das gravações, aproveitou para visitar o Rio e a família brasileira e depois encarou os poucos dias de gravação de seus episódios, em SP.

“Foi exaustivo: Eu ri, chorei e sofri de ansiedade. A cada capítulo parece que passou um filme inteiro”, disse, muito acessível e simpática, sem maquiagem e almoço, após gravar a última cena de sua personagem.

Quem faz terapia nesta temporada?

Fabiula Nascimento, David Junior, Cecília Homem de Mello e Livia Silva sofreram com as angústias de seus personagens:

Chiara (Fabiula) é a paciente de segunda, uma comediante que não aceita o diagnóstico de depressão;
Guilhermina (Lívia), às terças, é uma pré-adolescente filha de um casal inter-racial. Sofre bullying, mas esconde questões mais profundas;
Nando (David), às quartas, é um executivo que perde interesse pela mulher conforme ela cresce na carreira;
Haidée (Cecília), paciente das quintas, procura terapia por sentir vazio após morte do marido.

Para parir estes personagens, a roteirista principal, Jaqueline Vargas, precisou matar muitos outros. 
“Sofro como se fosse uma morte”, resume ela.

Ela esboçou poucas dezenas de arquétipos. 

E, com Selton e o produtor Roberto D’Avila, garimpou e fundiu alguns até chegar aos quatro finais.

O critério é o quanto cada personagem pode ser representativo para o público e quanto aderiam ao arco do protagonista. 

Nesta temporada, para entender Caio, é preciso colher fragmentos de todos os pacientes.

Com os perfis selecionados, Jaqueline passou o bastão dos personagens para quatro roteiristas assistentes e se dedicou a desenvolver os dois terapeutas.

A roteirista é formada em psicanálise, mas não dispensou a consultoria de um psicólogo ao escrever as histórias. 

Nesta temporada, o consultor segue a linha do psicanalista francês Jacques Lacan.

Relembre o trailer:


FICHA TÉCNICA:
SESSÃO DE TERAPIA
Diretor:
Selton Mello
Roteiro:
Jaqueline Vargas
Elenco:
Selton Mello,Morena Baccarin, Fabiula Nascimento, David Junior, Cecília Homem de Mello e Livia Silva, entre outros
Onde:
Globoplay
Número de Episódios:
35
Duração de cada Episódio:
Aproximadamente 25 minutos

sábado, 17 de agosto de 2019

'SESSÃO DE TERAPIA': NOVA TEMPORADA GANHA TEASER E DATA DE ESTREIA

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Nova temporada traz a estreia da estrela de Hollywood Morena Baccarin, atuando pela primeira vez em seu país natal
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A nova temporada de Sessão de Terapia ganhou um primeiro teaser, que mostra algumas cenas do 4º ano, focando na direção de Selton Mello dos episódios.

Veja:


Dirigida e protagonizada por Selton Mello, a série acompanha o dia a dia profissional e pessoal do psicanalista, trazendo também Morena Baccarin (Homeland, Deadpool) em papel principal.

É a primeira vez que a atriz, nascida no Rio de Janeiro atua em português.

O elenco também contará com Fabiula Nascimento, David Junior, Cecilia Homem de Mello e Livia Silva.

Produzida pelo GNT e pela Moonshot Pictures, a nova temporada da série estará disponível para assinantes do Globoplay no dia 30 de agosto e terá 35 episódios.

sábado, 27 de julho de 2019

'SESSÃO DE TERAPIA': NOVA TEMPORADA, COM MORENA BACCARIN, GANHA DATA DE ESTREIA NO GLOBOPLAY

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Serão 35 episódios inéditos estrelados por Selton Mello e Morena Baccarin, em seu primeiro trabalho no Brasil
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Depois da mudança de casa, da GNT para a Globoplay e após cinco anos de hiato, a série Sessão de Terapia enfim ganhou uma data para chegar à plataforma de streaming.

A nova temporada da série fará sua reestreia para assinantes no dia 30 de agosto.

Protagonizada por Selton Mello (O Mecanismo) — substituindo Théo, interpretado por Zécarlos Machado, que comandou as temporadas passadas — e Morena Baccarin (Gotham, Deadpool), o drama trará 35 episódios inéditos, sendo que, a cada um deles, a trama é centrada em um dos personagens.

Além de estar à frente do projeto como diretor, Mello também vive o psicólogo Caio, enquanto Baccarin é sua supervisora, Sofia.

Esta será a primeira vez que a aclamada atriz, sucesso em Hollywood, fará um trabalho no seu Brasil natal - e ainda falado em português.

Selton Mello e Morena Baccarin gravam cena da nova temporada em SP - fotos dessa postagem: divulgação/Globoplay

Desta vez, Fabiula Nascimento, David Junior, Cecilia Homem de Mello e Livia Silva vão compor a lista de pacientes de Caio.

A nova temporada da série, baseada no original israelense BeTipul foi gravada em São Paulo entre janeiro e fevereiro deste ano.

Originalmente, a adaptação brasileira ficou no ar entre 2012 e 2014 no GNT e seus episódios antigos agora estão disponíveis na plataforma.

A nova temporada, depois de passar pelo Globoplay, também irá ao ar no canal por assinatura - mas apenas em 2020.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

'SESSÃO DE TERAPIA': MORENA BACCARIN TERMINA DE GRAVAR SEU PRIMEIRO TRABALHO NO BRASIL

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A estrela brasileira, sucesso em Hollywood, finalmente fez um trabalho no seu país natal
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Nesse final de semana, Morenna Baccarin deu um ponto final à sua participação na nova temporada da série Sessão de Terapia, que estreia no segundo semestre no Globo Play.

No programa, agora dirigida por Selton Mello, ela interpretou a psicóloga Sofia e atuou em sets montados nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.

Nascida no Rio de Janeiro e morando há 30 anos nos EUA, onde virou estrela em séries como V, Homeland e Gotham, além de filmes como os dois Deadpool, Morena nunca havia atuado no Brasil, justamente por causa de sua disputada agenda internacional.

Hoje, ao lado do marido Ben MacKenzie, que conheceu no set de Gotham, a estrela embarcou de volta a Nova York, onde mora.

Morena e Ben MacKenzie, no embarque no Rio - O Globo

Quanto à nova temporada de Sessão de Terapia, vale lembrar que o ator Zecarlos Machado, protagonista das três temporadas anteriores, produzidas e exibidas pelo canal GNT, não pode repetir o papel, já que agora é contratado da Record TV.

Machado, porém, já combinou com Selton Mello, que além de diretor será o protagonista, que fará uma breve participação para explicar a mudança ao público.

A nova temporada inaugura a inédita parceria entre GNT e Globo Play.

Vai ser muito legal vermos Morena Baccarin atuando em português.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

MORENA BACCARIN: ESTRELA DE 'GOTHAM' FINALMENTE VAI TRABALHAR NO BRASIL

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A convite de Selton Mello, atriz brasileira mais conhecida da atualidade em Hollywood, vai protagonizar nova temporada da série 'Sessão de Terapia'
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Finalmente!

A estrela da série Gotham e dos longas Deadpool foi escalada para a quarta temporada da série brasileira Sessão de Terapia, que estreia em 2019 no Globo Play, serviço de streaming da Globo.

Na trama, que contará com 35 capítulos, Morena viverá a supervisora do psicanalista Caio, vivido por Selton Mello e que também dirige a série.

Essa será a primeira vez em que Morena trabalhará no Brasil.

Nascida no Rio de Janeiro, mas radicada nos EUA desde os 7 anos de idade, Morena construiu sua carreira em Hollywood em papéis marcantes em séries como Gotham, V e Homeland - pela qual foi indicada ao Emmy.

Em 2014, Glória Perez já havia convidado Morena para protagonizar sua série Dupla Identidade, mas conflitos de agenda inviabilizaram sua participação - e o papel caiu no colo de Luana Piovani.

Em maio deste ano, Morena já havia revelado sua vontade de trabalhar no seu país natal:
"Adoraria, O problema é mesmo encaixar no cronograma. Fazendo Gotham e Deadpool, eu não tenho muito tempo livre, mas um dia desses eu vou achar uma série que dará certinho'.

E deu.

Selton Mello, muito amigo do casal Morena/Ben Mackenzie soube que a atriz teria essa janela em sua agenda americana - e resolveu adiantar a produção de Sessão de Terapia para ter a estrela no seu elenco.

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Ben, Morena e Selton, na estreia do último filme do último em Nova York - Instagram/Selton Mello
Como será vermos Morena Baccarin em cena falando português?

A quarta temporada de Sessão de Terapia estreia em 2019 no Globo Play.

Antes, veremos a atriz na 3ª temporada de 'Desventuras em Série', na Netflix.

Em um post enigmático via Twitter, porém, ela não informou qual papel irá encarnar.

Desventuras em Série estreia no dia 1º de janeiro de 2019.

Confira um trailer:


Foto do Topo: GQ - México

quarta-feira, 30 de maio de 2018

'O MECANISMO': NETFLIX RENOVA SÉRIE PARA UMA SEGUNDA TEMPORADA

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A polêmica e direitista série original da Netflix, criada pelo diretor José Padilha e pela roteirista Elena Soarez, foi renovada para a segunda temporada
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Confira o anúncio:


Nos novos episódios, Marco Ruffo (Selton Mello) e Verena Cardoni (Carol Abras) continuarão com as investigações para desvendar o monstruoso esquema de corrupção envolvendo políticos, agentes públicos e empreiteiros.

'O Mecanismo' estreou exclusivamente na Netflix no dia 23 de março e dividiu opiniões nas redes sociais - a maioria disse que a série é direitista demais e só coloca a esquerda como os bandidos, como fazem, aliás, a maioria da mídia brasileira.

Além de Mello e Abras, o elenco conta com Leonardo Medeiros, Jonathan Haagensen, Alessandra Colassanti, Lee Taylor, Susana Ribeiro, Antonio Saboia e Otto Jr.

A nova temporada ainda não tem previsão de estreia.

segunda-feira, 26 de março de 2018

'O MECANISMO': NETFLIX SE JUNTA A JOSÉ PADILHA PARA ESPALHAR MAIS FAKE NEWS, FASCISMO E ÓDIO EM ANO ELEITORAL NO BRASIL



SINOPSE:

Marco Ruffo (Selton Mello) é um delegado aposentado da Polícia Federal obcecado pelo caso que está investigando.

Quando menos espera, ele e sua aprendiz, Verena Cardoni (Carol Abras) já estão mergulhados em uma das maiores investigações de desvio e lavagem de dinheiro da história do Brasil.

A proporção é tamanha que o rumo das investigações muda completamente a vida de todos os envolvidos.

CRÍTICA:

Logo na abertura, somos avisados por um letreiro de que a nova série brasileira da Netflix, 'O Mecanismo', já disponível no streaming desde 23 de março, é 'baseada livremente em fatos reais'.

Mas seria mais honesto se o letreiro em questão trouxesse escrito: 
"Baseado em delírios toscos, alucinações ingênuas e arrogância elitista".

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Carolina Abras e Selton Mello são os protagonistas da série - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Netflix
Na obra, os seus criadores, José Padilha, Elena Soarez e o time de roteiristas se esforçam para vender a ideia de que o tal 'mecanismo' engloba todas as partes, da esquerda e da direita, do Presidente da República ao funcionário da companhia de água, passando pelo jovem da classe média e alta que falsifica carteira de estudante e dá uma "cervejinha" para o policial.

Por alguns breves momentos, a série até consegue passar ao espectador essa imagem, mas logo, fica clara a postura tendenciosa e fascista da obra, como quando vemos o personagem do 'ex-presidente João Higino' (Arthur Kohl), claramente inspirado em Lula  usando frases como "estancar a sangria" e "construir um grande acordo nacional".

Usar fala do conhecido diálogo entre Sérgio Machado e Romero Jucá como sendo de Lula é extremamente desonesto, para não dizer canalha - e isso é algo que deveria ser claro para pessoas das mais diversas visões ideológicas.

Arthur Kohl é o ex-presidente João Higino (Lula)
Padilha é um diretor muito talentoso e com grande domínio da narrativa.

Aqui, usa a experiência adquirida em 'Tropa de Elite' e 'Narcos' para criar um jogo investigativo a princípio instigante, onde os espectadores se envolvem com os protagonistas, os detetives Marco Ruffo (Selton Mello) e Verena (Caroline Abras), que dividem a função de narradores da história - Padilha sempre apela para o mesmo voice over nos seus trabalhos, escancarando sua insegurança para que a necessidade de uma narração explique os buracos do roteiro e o sentimento por trás das ações, o que é bastante incômodo.

Padilha se inspira 'livremente em fatos reais' para narrar a novela política que o Brasil inteiro acompanha há anos e se dá a liberdade de criar um personagem central para a trama que não existe.

Se permite colocar a frase que explica e legitima o impeachment na boca do ex-presidente Lula, mesmo porque para ele, é tudo farinha do mesmo saco, estão todos presos no mecanismo, então não interessa quem disse o que.

Interessa mostrar como é o mecanismo e no mecanismo dele, o escândalo do Banestado acontece no governo do PT e a investigação não vai adiante porque o MP comete "um erro" - quando na verdade o governo FHC pagou muito por uma operação abafa.

Mas nada disso importa.

Sura Berroitchevsky é Janete Ruscov (Dilma Rouseff)

"É livremente inspirado em fatos reais" - e se precisar ser desonesto pra caber na tese do diretor, não tem problema. 

Se o lado da investigação policial funciona, principalmente por mostrar os conflitos internos com o Ministério Público e por não tentar transformar os personagens em super-heróis, com a série acertando ao criar policiais complexos e interessantes, ela desce a ladeira ao desnudar (literalmente) o juiz Paulo Rigo (Otto Jr) obviamente Sérgio Moro, retratado como extremamente vaidoso e colocado em uma posição acima do bem e do mal, como seu pavão inspirador.

Otto Jr é o juiz Paulo Rigo
Rigo é o sujeito que anda de bicicleta, instala a cortina do chuveiro, aparece muito feliz ao dar autógrafo na rua e aparece lendo uma HQ chamada "Vigilante Sombrio" - numa demonstração clara da falta de sutileza do roteiro.

Há referências a Aécio Neves e Michel Temer (sempre usando um nome falso) e aponta para aprofundar no processo do Impeachment numa eventual segunda temporada.

Aqui, a desonestidade é sempre dos outros, não de Padilha: ele não está roubando, está fazendo obra visual como um verdadeiro herói, alguém que tem a coragem de filmar, revelar e, portanto, combater o mecanismo.

Seus métodos, assim como os do Rufo, não importam.

Mentir, distorcer, caluniar pode, mesmo porque a causa é nobre e maior: combater o mecanismo.

Já vimos este filme na realidade e ele não acaba bem, acaba em totalitarismo, seja de esquerda ou de direita.

Se Selton Mello surge bastante afetado no primeiro episódio, melhora a seguir.

Abras mantém uma boa performance por todos os capítulos: a presença de uma mulher forte em um ambiente tradicionalmente masculino é fascinante, mas ao mesmo tempo, o roteiro trata de prejudica-la com uma trama envolvendo um relacionamento instável, previsível e desinteressante.

Na galeria dos vilões, o destaque vai para Enrique Diaz no papel do doleiro Roberto Ibrahim (Alberto Youssef na vida real), que com carisma, conquista o espectador - mais ou menos o que aconteceu com o Pablo Escobar de Wagner Moura em 'Narcos'.

Enrique Diaz é o doleiro Roberto Ibrahim
Enfim, a série passa boa parte de seus oito episódios tentando se vender como isenta - e se precisa falar tantas vezes que é isenta, bom sinal não é - e é enxuta, contando apenas com um episódio mais longo (o último) mesmo não conseguindo deixar de ser repetitiva ao oferecer as mesmas jornadas várias vezes.

Isso vale para arcos de personagens, mas também para situações que se repetem, como o personagem que é preso/detido inúmeras vezes - onde em todas, acompanhamos o efeito da situação em um familiar.

Cabotina e feita para o atual momento da política brasileira, a série cumpre bem o seu papel de endeusar os já conhecidos ídolos de barro, como Moro - e acirrar ainda mais os discursos de ódio tão presentes.

Ao escolher ficar do lado dos fascistas e golpistas, a série só vai agradar mesmo aos desavisados e aos analfabetos políticos, mesmo porque ainda estamos muito perto de tudo, tudo muito presente, sem o distanciamento que obras sobre momentos históricos exigem,

Mesmo sob a ótica autoritária de direita, simplificadora do real, a série poderia ser melhor realizada como entretenimento e para quem, como eu, acompanha diariamente a política brasileira, salvo as grosserias, poderá ser vista por muitos como uma comédia involuntária.

Como bem escreveu no Twitter hoje o ótimo jornalista Glenn Greenwald:

"Caro @NetflixBrasil: Estou escrevendo um filme sobre a corrupção na Petrobras. Ele mostra Geraldo Alckmin como o presidente da Petrobras durante os escândalos de corrupção, e como Rodrigo Maia comandou mensalão. É licença dramática! Me liga".

Ainda dá tempo da produção retirar a referencia da série ser 'fundamentado em fatos reais', já que na verdade, ela é mais um mix de apologia à PF e ao mau judiciário com fofocas de mídia, mostrando eventos acintosamente falsos,que passam longe dos fatos.

Afinal, em ano de eleição não podemos deixar que nos manipulem com essa peça de propaganda de direita travestida de seriado.

REPERCUSSÃO:

A série 'O Mecanismo', vem recebendo uma enxurrada de críticas devido a distorções e manipulações de diálogos e situações que têm como objetivo detratar os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Em uma das cenas que exemplifica as manipulação executadas pela série, frases do célebre diálogo entre o senador Romero Jucá (MDB) e o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado, sobre a necessidade de derrubar Dilma para ‘estancar a sangria’ da Lava Jato, num “grande acordo, com o Supremo, com tudo”, foi parar na boca do personagem que represente Lula na trama.

“Reparem. Na vida real, Lula jamais deu tais declarações. O senador Romero Jucá, líder do golpe, afirmou isso numa conversa com o delator Sérgio Machado, que o gravou e a quem esclarecia sobre o caráter estratégico do meu impeachment”, criticou Dilma.

“Na ocasião, Jucá e Machado debatiam como paralisar as investigações da Lava Jato contra membros do PMDB e do governo Temer, o que seria obtido pela chegada dos golpistas ao poder, a partir do meu afastamento da Presidência da República, em 2016”, explica Dilma - para ela, a série traz “uma visão distorcida da história, com tons típicos do fascismo latente no país.”

Segundo ela, Padilha não reproduz fake news – as ditas notícias falsas – ele as cria.

Outra manipulação explicitada por Dilma é que o caso Banestado – envolvendo o desvio de recursos do banco estatal paranaense, que tem o doleiro Alberto Yousseff como um dos pivôs – é retratado como tendo ocorrido em 2003, primeiro ano do governo petista, quando, na verdade, ocorreu em 1996, durante o governo FHC.

Ainda em 2000, o banco seria privatizado e vendido ao Itaú.

“Sobre mim, o diretor de cinema usa as mesmas tintas de parte da imprensa brasileira para praticar assassinato de reputações, vertendo mentiras na série de TV, algumas que nem mesmo parte da grande mídia nacional teve coragem de insinuar”, acusa a ex-presidente.

Em entrevista ao site Observatório do Cinema, o cineasta José Padilha classifica a polêmica com relação a manipulação da frase de Jucá na boca de Lula como “boboca”, e diz que o fato de o senador ter usado a expressão “estancar a sangria” não a impediria o seu uso livre, ainda que com a completa inversão de sentido.

“Escritores continuam livres para fazer uso dela.”

À Folha de S.Paulo, jornal onde também é colunista, Padilha se justifica novamente e diz que na abertura de cada episódio “está escrito que os fatos são dramatizados”, e atacou grosseiramente  a ex-presidenta, alegando que “se a Dilma soubesse ler”, a polêmica sobre as grosseiras manipulações não teria ocorrido.

Devido às tentativas de enganação e manipulação política, usuários têm manifestado críticas não só a Padilha, mas também à Netflix, muitos inclusive anunciando que não assinam mais o produto.

Um dos que anunciou o boicote à Netfix foi o crítico de cinema Pablo Villaça.

“Minha consciência é meu guia; pode não fazer diferença pra Netflix, mas faz PRA MIM”, afirmou ele pelo Twitter.

Contra a manipulação, você pode tomar uma ou todas essas decisões:
* Ligue 0800-887-0201 e deixe seu protesto para a Netflix.
* Entre na sua conta da Netflix, vá na série e marque negativo em "minha classificação".
* Entre em sua conta da Netflix e reclame pelo chat ao vivo.
* E a decisão mais extremada: cancele sua conta Netflix.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'O MECANISMO'
Gênero:
Drama
Direção:
José Padilha (Ep. 1), Felipe Prado (Ep. 2 3), Marcos Prado (Ep. 4 5 6) e Daniel Rezende (Ep. 7 8)
Elenco:
Selton Mello, Caroline Abras, Enrique Díaz, Lee Taylor, Antonio Saboia, Otto Jr, e outros
Roteiro:
Elena Soarez
Produção:
José Padilha
Zazen produções
País:
Brasil
Exibição:
Netflix
Número de Episódios:
Oito
Status:
Em andamento
Duração:
60 minutos

COTAÇÃO DO KLAU:

sábado, 17 de março de 2018

'O MECANISMO': CONFIRA COMO FOI A COLETIVA DA NOVA SÉRIE BRASILEIRA DA NETFLIX

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A Netflix promoveu uma coletiva de imprensa na quinta (15) para apresentar sua nova produção original
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'O Mecanismo' é uma série baseada nos acontecimentos da Operação Lava-Jato e irá abordar o maior escândalo da política brasileira ao retratar como um pequeno grupo de investigadores desvendou o terrível esquema de corrupção do país.

Com a presença de todo o elenco, criadores e o VP de Conteúdos Originais da Netflix, o bate-papo foi uma forma de contar um pouco mais os detalhes da atração, mas também foi palco de assuntos políticos e comoção pelo assassinato da vereadora Marielle Franco que aconteceu na noite de quarta (14) no Rio de Janeiro.

O ator Selton Mello, que vive Ruffo, um delegado aposentado da Polícia Federal, contou que embora a série tenha foco político, até o público que não está entrosado no assunto conseguirá se identificar com os personagens.

"Ruffo é um cara que luta contra o sistema e contra esse mecanismo. Ele é obsessivo por isso. Mas se você olhar bem, ele tem um lado cidadão. É através disso que o público irá se identificar", contou.

Enrique Diaz comentou que seu personagem, Roberto Ibrahim, um dos maiores envolvidos no esquema, tem um lado carismático.

De acordo com o ator, ele é um homem, um ser humano que tomou decisões erradas.

"Ele não foi criado para ser odiado pelo público, ele errou, mas tem família, é um homem normal", concluiu.

Além disso, os atores também falaram sobre o passado dos personagens que poderá ser bastante explorado.

"Ruffo e Ibrahim são amigos de infância, mas cada um está em um lado da lei", disse Selton.

Enrique completa dizendo que a relação entre os dois é quase como "Tom e Jerry misturado com Caim e Abel".

Mesmo trazendo uma série de denúncias e personagens facilmente identificáveis, Elena Soárez, roteirista e criadora da série juntamente com José Padilha, afirma que o humor é algo que está presente, e até os bordões, mesmo inseridos sem querer, fazem diferença para deixar o tema mais leve.

Selton completa dizendo que "é importante ter senso de humor, inclusive o bordão de Ruffo já vivou o nosso Plata o Plomo", fazendo referência ao seriado 'Narcos', que traz Wagner Moura como o traficante Pablo Escobar e que também é dirigida por Padilha.

Caroline Abras, que vive a policial Verena, pupila de Ruffo, brincou sobre como foi sua preparação para que a personagem siga os passos do mentor.

"É muita responsabilidade, né? Estou até tentando fazer uma voz assim, mais rouca", disse enquanto imitava o colega de elenco.

José Padilha comentou sobre a importância de denunciar o sistema, que ele chama de mecanismo, nos mais variados níveis sociais, sem tomar um lado político.

 "Há corrupção na direita e na esquerda. Exemplo disso é o financiamento de campanhas políticas vindos de grandes empresas para diversos partidos", afirmou.

Lembrando a morte de Marielle, o ator Jonathan Haagensen, que vive um policial federal em treinamento, contou que o caso é um exemplo de violência silenciosa:

"E muito triste tudo isso. O caso de Mariella representa aquilo que acontece todos os dias nas comunidades aqui do Rio. Estamos acompanhando na imprensa porque ela é conhecida, mas vemos isso sempre", disse ele, visivelmente abalado.

"Estou respondendo as perguntas aqui, mas preciso contar que isso não sai da minha cabeça", completou Enrique.

Relembre o segundo trailer:


O elenco também traz os atores Leonardo Medeiros, Alessandra Colassanti, Maria Ribeiro, Lee Taylor, Susana Ribeiro, Antonio Saboia e Otto Jr.

Com oito episódios, 'O Mecanismo' estará disponível na plataforma em 23 de março.

Foto do Topo: O Globo

sábado, 3 de março de 2018

'O MECANISMO': SÉRIE NETFLIX DE JOSÉ PADILHA TEM TRAILER DIVULGADO

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Série original é inspirada em acontecimentos reais do Brasil e será protagonizada por Selton Mello
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Assista:


A série original é inspirada em acontecimentos reais do Brasil que impulsionaram o maior escândalo de corrupção de todos os tempos, ao mostrar como um pequeno grupo de obstinados investigadores desvenda um monstruoso esquema de corrupção no Brasil.

Na série, Selton Mello é Marco Ruffo, um delegado aposentado da Polícia Federal e obcecado pelo caso.

Selton Mello em imagem da série - Netflix

Além de Selton Mello,  o elenco tem, entre outros, Caroline Abras, Enrique Díaz, Lee Taylor e Jonathan Haagensen.

A série chega à Netflix em 23 de março.

sábado, 8 de julho de 2017

'SOUNDTRACK': SELTON MELLO FALA SOBRE OS DESAFIOS DE INTERPRETAR EM INGLÊS

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Filmando série sobre corrupção para a Netflix, ator ainda elogia “coragem” do diretor José Padilha
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Em 'Soundtrack', Selton Mello interpreta Cris, fotógrafo que viaja para o meio do nada (no caso, para o Polo Norte), com o objetivo de fotografar a si próprio (sim, são selfies) e, com o resultado, montar uma exposição.

Ao chegar na estação de trabalho dos cientistas (a única hospedaria disponível), é abrigado por Mark (Ralph Ineson, de 'Game of Thrones'), que, claro, enxerga com desconfiança o forasteiro.

Aos poucos, no entanto, eles vão se aproximando.

Tal qual a relação que se deu nos bastidores entre o brasileiro e o britânico.

“Foi um encontro”, diz Selton.

“O que eles vivem no filme foi meio parecido com o que aconteceu comigo e o Ralph. Chegou um cara, e aí que eu fui descobrir quem é esse cara, que ele é casado, que ele tem as filhinhas, que ele estava com uma menininha nova que estava gripadinha na época da filmagem, a vida dele em Londres...”

Intérprete de Dagmer Cleftjaw em 'Game of Thrones' e de Amico Carrow na saga 'Harry Potter', o pai preocupado viu sua carreira ganhar força depois que desempenhou o papel do conservador patriarca no ótimo 'A Bruxa' (2016).

Tanto que o gringo está escalado para a nova produção de Steven Spielberg, 'Jogador Número 1' (2018) – sobre a qual não conseguimos arrancar nenhuma informação de Mello.

Selton e Ralph no filme - Divulgação

Apesar de majoritariamente brasileira, a produção, comandada pelo duo de diretores que respondem pela alcunha de 300ml é toda falada em inglês.

O que, sim, representa um desafio a mais para Selton Mello (que fala muito bem o idioma, obrigado).

“Na sua língua, você experimenta, joga um caco [improviso]. Então, muitas vezes, você quer jogar um negócio assim, e fica mais preso ao texto”, ele admite.

E, apesar de filmado em estúdio (mais especificamente em Curicica, Zona Oeste do Rio de Janeiro), ninguém diz. 

A neve, finalizada na pós-produção, é tão real quanto o calor de Bangu.

Confira o trailer de 'Soundtrack':


No fim, sobrou um tempinho para conversar sobre outra aguardada produção envolvendo o ator brasileiro – que em 3 de agosto ainda lança seu terceiro filme como diretor, 'O Filme da Minha Vida'.


É 'O Mecanismo', série de José Padilha ('Tropa de Elite') para a Netflix sobre a operação Lava Jato - ou melhor, “sobre a corrupção”, corrige Selton Mello, cujo “penteado” faz parte da caracterização desse personagem.

José Padilha em evento da Netflix em 2015 - Getty Images

“O Zé Padilha é muito corajoso de contar uma história enquanto ela está acontecendo. Porque é muito fácil você contar daqui a 20 anos. Mas tem que ter muito peito para contar agora enquanto ela está em curso”, acredita.

'Soundtrack' já está em cartaz nos cinemas brasileiros.