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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

FESTIVAL DE BERLIM: 'LES ADIEUX À LA REINE' MOSTRA REVOLUÇÃO FRANCESA 'POR TRÁS DA PORTA'


Com um trio de atrizes europeias talentosas e bonitas, "Les Adieux à La Reine", de Benoit Jacquot, abriu oficialmente o Festival de Berlim 2012, e também é o primeiro filme que concorre aos Ursos de Ouro e Prata a ser exibido para a imprensa internacional que acompanha o festival alemão. 

A presença no elenco da atriz alemã Diane Kruger ("Bastardos Inglórios"), considerada uma celebridade por aqui, justifica a escolha do filme para abrir o evento.

Kruger faz o papel da rainha Maria Antonieta no filme, embora não seja ela a personagem principal. 

O protagonismo cabe à francesa Léa Seydoux ("Bastardos Inglórios", "Robin Hood"), outro rosto emergente na constelação de novos artistas europeus. 
Ela é Sidonie Laborde, uma das amas da rainha francesa, responsável pela leitura dos livros da monarca. 

Completa o trio Virginie Ledoyen, outra celebridade em ascenção na França, que interpreta Gabrielle de Polignac, uma das amigas mais próximas da rainha e, como sugere a trama, sua amante secreta.

REUTERS/Tobias Schwarz
Da esq. para a dir., Lea Seydoux, Diane Kruger e Virginie Ledoyen divulgam o filme "Les Adieux à la Reine", no Festival de Berlim (9/2/12)

Inspirado no romance homônimo da escritora francesa Chantal Thomas, o filme mostra a escalada da Revolução Francesa nos dias imediatamente posteriores à Queda da Bastilha e a capitulação do rei Luís 16. 

Leal e devotada à rainha, Sidonie é a testemunha do desespero que toma conta da família real e de sua corte no interior do Palácio de Versalhes. 

Sua admiração se transforma ao perceber que está sendo manipulada para se fazer passar por Gabrielle de Polignac na rota de fuga da França. 
"Sua Majestade quer me usar como isca", diz ela, a certa altura, indicando a perda da inocência.

O tema da suposta homossexualidade da rainha foi questionado durante a entrevista coletiva com o diretor e as atrizes, logo após a sessão do filme para a imprensa. 
"Toda vez que vamos interpretar uma figura histórica temos que lidar com uma carga de julgamentos anteriores", disse Kruger
"Eu tentei não julgá-la. O filme é muito íntimo, mostra a rainha e sua corte nos quartos do Palácio sob a perspectiva dos serviçais. Foi um desafio tirá-la do registro que conhecemos, de garota mimada, temperamental e ingênua. A cada dia que a interpretava foi diferente e esse foi o principal trabalho. Mas não acho que ela seja lésbica."

Jacquot falou sobre o ponto de vista escolhido para mostrar essa história e a ideia de que existe nessa opção um meio de falar sobre a luta de classes. 
"Sim, continuamos a pensar de forma classista", disse ele. 
"Mas não é esse o principal tema do filme e sim a perda da inocência dessa menina que idealizava a figura da rainha." 

Roteirista do filme, Gilles Taurand disse que, além do livro, estudou textos históricos e documentos da época. 
"No entanto, a personagem de Sidonie é completamente ficcional", contou ele. 
"O que é muito bom, porque nos deu liberdade para criar."
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Matéria de Alessandro Giannini - correspondente do UOL em Berlim

62ª EDIÇÃO DO FESTIVAL DE BERLIM COMEÇOU HOJE - CONFIRA TUDO O QUE DE MELHOR ACONTECEU


Confira o que de melhor aconteceu nesse primeiro dia da 62ª  edição do Festival de Cinema de Berlim:

FESTIVAL COMEÇOU COM LONGA ONDE DIANE KRUGER INTERPRETA MARIA ANTONIETA

O Festival de Berlim começou nesta quinta, com Diane Kruger interpretando María Antonieta no longa "Les Adieux à la Reine" e na expectativa de receber em seu tapete vermelho Angelina Jolie e Javier Bardem - sobre o cenário dos Bálcãs e do Saara, respectivamente.

As últimas 48 horas de vida de María Antonieta antes da guilhotina, em um filme dirigido por Benoit Jacquot, inaugurou o circuito dos 18 aspirantes aos Ursos - entre eles os italianos Paolo e Vittorio Taviani e o espanhol Antonio Chavarrías.
Divulgação
Cena de "Les Adieux à La Reine", um dos destaques do Festival de Berlim 2012

O júri desta edição é presidido pelo diretor britânico Mike Leigh, e conta com a atriz francesa Charlotte Gainsbourg e o diretor iraniano Asghar Farhadi - Urso de Ouro de 2010 por "A Separação".

Os responsáveis pela escolha deverão ter um difícil trabalho, já que os indicados deste ano se destacam com carga muito intensa de cinema comprometido.

O festival garantiu uma boa leva de astros e estrelas - em sua maioria fora de concurso, como Meryl Streep, Robert Pattinson, Antonio Banderas e Uma Thurman - além de Jolie e Bardem, a primeira como diretora e o segundo com o documentário "Filhos das Nuvens".

Entre os temáticos, o diretor do festival, Dieter Kosslick, optou por centrar essa 62º edição na primavera árabe, desde suas origens até suas consequência no mundo islâmico, o que será visualizado na seção oficial e nas restantes.

Os Tavianis levarão Shakespeare para uma prisão romana, com "Cesare Deve Morire" ("Caesar Must Die"), e o cineasta Spiros Stathoulopoulos viajará para outra prisão interior, a de um jovem monge ortodoxo de "Metéora".

Além da co-produção da abertura, a Espanha apresentará um segundo título na disputa, o suspense psicológico "Dictado", de Antonio Chavarrías, interpretado por Juan Diego Botto, Bárbara Lennie e Mágica Pérez no papel de uma órfã.

Um único filme americano na disputa, "Jayne Mansfield's Car", levará ao festival Billy Bob Thornton na dupla tarefa de dirigir e atuar, junto a Robert Duvall, John Hurt e Kevin Bacon.

As produções anfitriãs serão representadas por um conhecido trio: Christian Petzold, com "Barbara"; Matthias Glasner, com "Gnade" ("Mercy"), e Hans Christian Schmid, com "Was bleibt" ("Home For The Weekend").

A seleção europeia é completada pela francesa "A Moi Seule", de Frederic Videau; a suíço-francesa "L'enfant d'em haut", de Ursula Meier; a dinamarquesa "A royal affair", de Nikolaj Arcel, e a húngara "Csak a szél" ("Just The Wind"), de Benedek Fliegauf.

A lista de participantes é completada com o canadense "Rebelle", de Kim Nguyen, a indonésia "Postcards from the zoo", de Edwin, e a chinesa "Bai lu iuane" ("White Deer Plain"), de Wang Quan'an - incluída no último minuto.

O programa do Festival de Berlim inclui 400 filmes, todos repartidos em diversas seções e temáticas.

As estrelas apresentarão suas múltiplas facetas, desde um Bardem transformado em guia do conflito saharaui no filme dirigido por Álvaro Longoria, e Angelina Jolie como diretora do "In The Land Of Blood And Honey", um longa centrado em uma história de amor impossível em plena Guerra da Bósnia.

Meryl Streep receberá o Urso de Ouro de Honra e apresentará seu "A Dama de Ferro", enquanto Antonio Banderas participará com "À Toda Prova", de Steven Soderbergh -  fora do concurso, assim como o "Bel Ami", que destaca Uma Thurman e Robert Pattinson.

A atriz Juliette Binoche marca presença no festival com "Elles" - na seção Panorama, enquanto a Espanha apresentará outra atriz internacional, Victoria Abril, à frente de "The Woman Who Brushed off Her Tears", na mesma seção.

O Festival de Berlim também espera a equipe de Álex de la Iglesia e "A Chispa da Vida" - com Salma Hayek - enquanto Pedro Pérez Rosado retoma o conflito saharaui para apresentar "Wilaya" - que foi rodada em um campo de refugiados e integrará a seção Forum.

WERNER HERZOG RETORNA AO TEMA DA MORTE, EM "DEATH ROW'

Depois do longa-metragem "Into the Abyss", o cineasta alemão Werner Herzog volta ao tema da pena de morte com o documentário em quatro partes "Death Row" (literalmente, corredor da morte).

Na série, que será exibida na televisão americana em um dos canais Discovery, Herzog perfila cinco condenados à pena capital nos Estados Unidos.

Exibido nesta quarta (8) para os jornalistas que cobrem Berlim 2012, o documentário em quatro partes integra a mostra paralela Berlinale Special.

Cada um desses retratos começa com um plano sequência que mostra o caminho para a câmara da morte, onde o indivíduo condenado receberá a injeção letal - enquanto isso, Herzog narra em off que ele é contra a pena de morte.
Divulgação
O cineasta Werner Herzog entrevista um detento para o filme "Death Row"

Embora não apareça em cena, o cineasta não se furta a uma linha de questionamento inquisitiva e, quando acha oportuno, intervém para deixar clara sua intenção de apenas examinar o que produz no ser humano a iminência da morte.

No primeiro retrato, de James Barnes, o diretor chega a dizer ao entrevistado que não necessariamente precisa gostar ou ser simpático a ele.

"XINGU', DE CAO HAMBURGER, É MUITO ELOGIADO EM BERLIM

Pela segunda vez, o brasileiro Cao Hamburger participa da Berlinale - na primeira, em 2007, ele concorreu ao Urso de Ouro por "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias".

Agora, ele toma parte da seção Panorama com "Xingu" - sobre os irmãos Villas Bôas, idealizadores do Parque Nacional do Xingu.

"A história retrata a coragem incondicional dos irmãos em proteger o povo do Xingu, em preservar sua cultura e em criar o parque. Eu estou muito feliz que Wieland Speck [diretor do Panorama] tenha selecionado o filme", disse Dieter Kosslick, diretor do festival.
Divulgação
Cena do documentário "Xingu", de Cao Hamburguer

"Xingu" será exibido na próxima quarta e contará com a presença de Hamburger e de parte do elenco - encabeçado pelos atores João Miguel, Felipe Camargo e Caio Blat.

A temática indígena está em outras produções brasileiras: "Licuri Surf", de Guile Martins, participa da seção de curtas, e "Olhe pra Mim de Novo", de Kiko Goifman e Claudia Priscilla, está na seção Panorama Documento.

PRESIDENTE DO JÚRI, MIKE LEIGH PROMETE UMA BERLINALE "REVOLUCIONÁRIA" E "COMPROMETIDA"

Liderado pelo diretor britânico Mike Leigh, o júri do Festival de Berlim prometeu ficar atento "às revoluções" - da francesa às atuais - ao acompanhar os candidatos aos Ursos.

"Não queremos nos antecipar ao que vamos ver. Mas há um grande potencial de temas que comovem o mundo atualmente", disse Leigh, em referência à decisão do diretor da Berlinale, Dieter Kosslick, de transformar a primavera árabe e outras revoluções em eixo temático.
Reuters
Membros do júri se reúnem para foto oficial da 62° edição do Festival de Berlim. Anton Corbijn, Jake Gyllenhaal, Barbara Sukowa, Mike Leigh (presidente do júri), Charlotte Gainsbourg, François Ozon, Boualem Sansal

Em entrevista coletiva antes da abertura do festival, Leigh compareceu ao lado de seus companheiros de júri: a atriz francesa Charlotte Gainsbourg e a alemã Barbara Sukowa, o ator americano Jake Gyllenhaal, o diretor iraniano Asghar Farhadi - Urso de Ouro de 2011 com "A Separação" -, o cineasta francês François Ozon e o escritor argelino Boualem Sansal.

O trio de atores se encarregou de atrair os flashes, enquanto Leigh, Farhadi e Sansal assumiram a incumbência de falar do cinema e de seu compromisso.

"A revolução francesa foi a 'mãe' de todas as revoluções. Nós, seus filhos, devemos preservar muito esse espírito", disse Sansal

O escritor argelino afirmou ter consciência, mesmo não sendo um "homem do cinema", da vontade de Kosslick de exaltar a temática o mundo árabe um ano depois da queda de Hosni Mubarak e outros ditadores.
AP
Jake Gyllenhaal e Charlotte Gainsbourg, membros do júri, com o presidente Mike Leigh (à dir.)

Na coletiva, Leigh foi incisivo sobre a posição do cinema de autor.

"Existe Hollywood e existe o cinema do mundo. Pela primeira vez na história, podemos ter confiança de que o domínio de Hollywood está diminuindo, e essa é uma boa notícia. Fico feliz que Hollywood não consiga comprar sua entrada nos festivais europeus", declarou.

Apesar do tom crítico, Leigh brincou com Jake Gyllenhall, o único americano no júri.
"Ele está se sentindo um peixe fora d'água no grupo, mas não tem motivo".

Barbara Sukowa, lendária atriz alemã dos filmes de Fassbinder, hoje com 62 anos, brincou com o fato de ser membro do júri.
"Quando você é uma atriz, vai envelhecendo e não consegue mais trabalho, recebe muitos convites para ser jurada. Se eu fosse paga, poderia viver disso."

A 62ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, a Berlinale, começou hoje e vai até o dia 19 na capital alemã.
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Com Reuters, AFP, AP e Alessandro Giannini - UOL

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

FESTIVAL DE BERLIM: PRODUÇÃO CHINESA É DESTAQUE DA 62° EDIÇÃO



A edição 2012 do Festival de Cinema de Berlim começa na próxima quinta- (9),  e quer dar ao público uma mostra da criatividade mundial em tempos de crise e até no mundo da sétima arte


 Na capital alemã, a China promete ser o grande destaque: o gigante asiático terá três filmes na mostra, apesar de duas delas fora de concurso.



A Berlinale começará com a exibição do francês "Les adieux a la Reine/Adeus à rainha", de Benoit Jacquot, sobre os primeiros dias da revolução francesa a partir do ponto de vista de uma dama de companhia - interpretada por  Diane Kruger.


O chinês Wang Quan'an - vencedor do Urso de Ouro - prêmio máximo do festival -  com "O casamento de Tuya" (2007), apresentará "Bai lu yuan/White Deer Plain", uma epopeia sobre várias gerações de camponeses antes do advento do comunismo.

O filme é inspirado em um best-seller de Chen Zhongshi, "um dos romances mais controversos da literatura chinesa moderna", como explicou o diretor da Berlinale, Dieter Kosslick.

Outros dois filmes chineses, "Flores da Guerra/The Flowers Of War -  de Zhang Yimou e protagonizado por com Christian Bale -  e "Flying Swords Of Dragon Gate" -  de Hark Tsui - serão exibidos fora de competição.

Os veteranos irmãos italianos Paolo e Vittorio Taviani também estão na disputa do Urso de Ouro, com "César deve morrer" - adaptação de "Julio César", de Shakespeare e interpretada pelo detentos do presídio de segurança máxima de Rebibbia.

O filipino Brillante Mendoza - premiado em Cannes-2009 pelo violento "Kinatai" - leva a Berlim "Captive" -  com a atriz francesa Isabelle Huppert no papel de uma voluntária sequestrada pelo grupo islamita Abu Sayaf.

Angelina Joly e seu ex-marido Billy Bob Thornton também são presenças confirmadas na Berlinale 2012.

A atriz apresentará fora de concurso seu primeiro filme como diretora - "In the Land of Blood and Honey" - enquanto Thornton defenderá "Jayne Mansfield's Car", - onde ele dirige e atua,  ao lado de Robert Duvall, John Hurt e Kevin Bacon.

Berlim 2012 apresentará ainda fora de concurso o aguardado "Tão Forte e Tão Perto", do britânico Stephen Daldry - adaptação do best-seller de Jonathan Safar Foer, passado após os atentados de 11 de setembro de 2001 -  com Tom Hanks e Sandra Bullock.

O britânico Mike Leigh será o presidente do júri, que conta ainda com a atriz francesa Charlotte Gainsbourg e o diretor iraniano Asghar Farhadi - vencedor do Festival em 2011 com "A Separação", concorrente ao Oscar 2012 e ainda em cartaz no Brasil.

A Berlinale também premiará a Diva americana Meryl Streep com um Urso de Ouro honorário pelo conjunto da obra.

Paralela à mostra principal, Berlim exibirá filmes e organizará debates sobre a primavera árabe, o movimento dos "indignados" na Europa, a vida na Hungria e os perigos que ameaçam a democracia.

Um dos destaques dos debates será o ator espanhol Javier Bardem, que apresentará o documentário "Filhos das Nuvens, a última colônia", dirigido por Alvaro Longoria.

O documentário relata o conflito no Saara ocidental e o envolvimento do ator, que examina o destino de um povo abandonado, explorando os destinos de um povo abandonado e os complexos caminhos da diplomacia internacional - segundo o festival.
AP
Os ursos - símbolo da Berlinale, já estão espalhados pela cidade de Berlim 



Confira a lista completa  da Berlinale 2012
( incluindo o título em inglês, diretor, elenco e países produtores):


Filme de abertura: 

"Adeus à rainha" ("Farewell My Queen", Les adieux a la Reine) - Benoit Jacquot
estrelando Diane Kruger, 
França/Espanha



"Barbara" - Christian Petzold 
Alemanha



"Bel Ami" -  Declan Donnellan e Nick Ormerod
estrelando Robert Pattinson, Uma Thurman, Kristin Scott Thomas, e Christina Ricci
Grã-Bretanha (fora da competição)



"Caesar Must Die" (Cesare deve morire) - Paolo e Vittorio Taviani
Itália



"Captive" - Brillante Mendoza
Isabelle Huppert, como protagonista
França/Filipinas/Alemanha/Grã-Bretanha



"Childish Games" (Dictado) - Antonio Chavarrias
Espanha



"Coming Home" (A moi seule) -  Frederic Videau
França



"Extremamente alto e incrivelmente perto" ("Extremely Loud and Incredibly Close") - Stephen Daldry
estrelando Tom Hanks e Sandra Bullock
Estados Unidos 
(fora da competição)



"Flores da Guerra" ("The Flowers Of War" - Jin ling Shi San Chai), Zhang Yimou 
estrelando: Christian Bale 
China
(fora da competição)



"Flying Swords Of Dragon Gate" - Hark Tsui
Hong Kong/China 
(fora da competição)



"Home For The Weekend" - Hans-Christian Schmid
Alemanha.



"Jayne Mansfield's Car" - Billy Bob Thornton
estrelando Thornton, Robert Duvall, John Hurt e Kevin Bacon. 
Rússia/Estados Unidos



"Just The Wind" (Csak a szel) - Bence Fliegauf
Hungria/Alemanha/França



"Mercy" (Gnade) - Matthias Glasner
Alemanha/Noruega



"Meteora" - Spiros Stathoulopoulos
Alemanha/Grécia



"Postcards From The Zoo" (Kebun binatang) - Edwin
Indonésia/Alemanha/Hong Kong/China



"A Royal Affair" (En Kongelig Affaere) - Nikolaj Arcel
Dinamarca/República Tcheca/Alemanha/Suécia



"Shadow Dancer" - James Marsh 
estrelando:Clive Owen
Grã-Bretanha/Irlanda
(fora da competição)



"Sister" (L'enfant d'en haut) -  Ursula Meier
Suíça/França



"Tabu" - Miguel Gomes
Portugal/Alemanha/Brasil/França



"Tey" (Aujourd'hui) - Alain Gomis
França/Senegal



"War Witch" (Rebelle), Kim Nguyen. 
Canadá



"White Deer Plain" (Bai lu yuan) - Wang Quan'an
China



Sessões especiais:


"À toda prova" ("Haywire") - Steven Soderbergh 
estrelando: Michael Fassbender, Ewan McGregor, e Antonio Banderas
Estados Unidos



"Dama de Ferro" ("The Iron Lady") -  Phyllida Lloyd  
estrelando: Meryl Streep - que receberá um Urso de Ouro por sua carreira
Grã-Bretanha

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

"DESCONHECIDO": LIAM NEESON VIRA HERÓI DA TERCEIRA IDADE, NUM THRILLER FRUSTRANTE PELAS RUAS DE BERLIM


A trama de "Desconhecido" começa aparentemente simples: em trânsito em Berlim para uma conferência, o botânico norte-americano Martin Harris - Liam Neeson - sofre um acidente de carro.
Acorda num hospital dias depois, sem qualquer identificação.

E preocupado, porquê sua mulher - January Jones - está sozinha na cidade, e nem sequer fala alemão.

Quando a reencontra, no hotel onde o casal está hospedado, ela não o reconhece, e apresenta seu marido, Martin Harris, agora interpretado por Aidan Quinn.

Se este é Martin Harris, quem é então o outro cara, interpretado por Neeson?

O Harris - de Neeson - fará de tudo para provar que o outro Harris - de Quinn - é falso mas, se ele é um sujeito tão comum - apenas um botânico bem conceituado -, por que alguém se passaria por ele?
E mais: por que sua mulher participaria da farsa?

As respostas, dadas no momento certo, fazem desse filme um suspense "a la Hitchcock", mas que, ao contrário dos filmes do mestre inglês, pouco tem de sutil.

Aqui, o excesso de explicações e suspensão da realidade transformam o longa dirigido por Jaume Collet-Serra num filme sem sal, e sem grandes momentos ou criatividade.

Em sua jornada em busca da identidade, o suposto Harris conta com a ajuda de Gina - a acima da média atriz alemã Diane Kruger, de "Bastardos Inglórios" - migrante ilegal vinda da Bósnia que teve sua família exterminada e agora vive clandestina.

DivulgaçãoDiane Kruger e Liam Neesom, em cena do filme


Também conhece um ex-agente da polícia secreta da antiga Alemanha Orienta, a Stasi, vivido pela lenda alemã Bruno Ganz, que o ajuda a desvendar um passado um tanto obscuro.

Harris está em Berlim para participar de uma conferência ao lado de um cientista alemão chamado Bressler - vivido por Sebastian Koch -, que descobriu um supermilho, resistente a pragas e que não pretende cobrar os seus direitos sobre a invenção - faria o maior sucesso na kombi das pamonhas de Piracicaba.

Esse é só um dos elementos soltos no roteiro do filme, que inclui uma mala esquecida na porta de um aeroporto - que não é roubada nem explodida pela segurança, mas guardada na seção de achados e perdidos - e também o comportamento estranho da mulher de Harris.

Collet-Serra está mais interessado é nas caprichadas cenas de ação - perseguição de carros, tiroteios e explosões enchem a telona - e o desempenho do elenco fica à margem, com seus personagens rasteiros e nem um pouco interessantes.

O filme consegue prender a atenção do espectador até sua metade, mas a frustação se faz presente à medida que começa a delinear sua solução.

"Desconhecido" chegou ao topo das bilheterias da América do Norte, com 21,8 milhões de dólares arrecadados - num fim de semana enfraquecido pelo feriado do Dia do Presidente nesta segunda (21), e continua no topo.

Neeson, um bom ator, está se tornando tardiamente - tem 59 anos - um heroi de filmes de ação.

Depois de trabalhos como "Busca Implacável" e "Esquadrão Classe A", ele redirecionou sua gloriosa carreira para esse tipo de filme, que pouco explora suas possibilidades dramáticas - mas requer preparo físico.

Ainda bem que isso não vai durar muito.

Confira o trailer do filme:


*****

"DESCONHECIDO"
Título original:
Unknown
Diretor: Jaume Collet-Serra
Produção: Warner Bros.
Elenco:
Liam Neeson
Diane Kruger
January Jones
Aidan Quinn
Bruno Ganz
Frank Langella
Sebastian Koch
Gênero: Ação, Suspense, Drama
Duração: 113 min.
Ano: 2011
Data da Estreia: 25/02/2011
Cor: Colorido
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
Países: Reino Unido, Alemanha, França, Canadá, Japão, EUA
COTAÇÃO DO KLAU: