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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

ESPECIAL: OS 130 ANOS DO GÊNIO PABLO PICASSO


Após pintar seu primeiro quadro com sete anos, o espanhol Pablo Picasso - que amanhã (25) completaria 130 anos - não abandonou mais os pincéis e se tornou um dos gênios do século XX.

Pintor, escultor, desenhista, ceramista, gravador: Picasso é o artista espanhol mais influente do século passado e um dos grandes gênios da história da arte, em todos os tempos.

Mestre da Modernidade, revolucionou e marcou um novo rumo da história artística quando pintou em 1907 As Meninas de Avignon, marco e ponto de referência para o desenvolvimento das vanguardas artísticas posteriores.

O espanhol introduziu na arte novas concepções revolucionárias que originaram o cubismo, movimento criado por ele junto com George Braque.

Richard Avedon/Arquivos do Klau
Richard Avedon/EFE
O gênio Pablo Picasso, em foto dos anos 70 do badalado Richard Avedon

Nascido em Málaga em 1881, a família Picasso se mudou para La Coruña e depois para Barcelona, onde Pablo se formou em um estilo acadêmico, mas um breve contato com grupos modernistas o fizeram mudar sua forma de expressão.

Após sua passagem por Madri e como a maioria dos artistas da época, Picasso ganhou notoriedade em Paris, onde se instalou no atelier do pintor espanhol Isidro Nonell.

Em 1904 se mudou definitivamente para a capital francesa, trabalhando no atelier Bateau Lavoir

Este é o ponto de partida de sua "fase azul" (1901-1904), caracterizada pelo predomínio desta cor junto à representação de personagens esquálidos com expressão trágica.

Arquivos do Klau
Nu feminino da fase azul de Picasso

Entre 1905 e 1906,  Picasso mostra uma faceta menos triste, em que representa cenas de circos e comediantes, entre outras coisas - é a "fase rosa".

Arquivos do Klau
"Saltimbancos" é um dos quadros mais expressivos da "fase rosa" de Picasso

Em 1906 conheceu Matisse e um ano mais tarde terminou As Meninas de Avignon
A partir de então trabalhou sobre dois princípios opostos de representação, um figurativo e outro dissociado da forma. 

Arquivos do Klau
Les Mademoiselles du Avignon - 1907


Um ano depois conheceu Braque, com o qual iniciou o chamado "cubismo analítico", até que em 1913 passou ao "cubismo sintético".

Arquivos do Klau
Pintura da fase "cubismo analítico"

Cansado das estruturas geométricas, Picasso retornou ao clássico, ao nu monumental, ao equilíbrio e ao desenho de Ingrés.

Arquivos do Klau
Pintura da fase "cubismo sintético"

Aberto a todos os movimentos, em 1925 se aliou ao surrealista André Breton, quando combinou o monstruoso e o sublime na composição de figuras meio máquinas, meio monstros, de aspecto aterrorizante - fase que terminou em 1932.

Em 19 de setembro de 1936, início da Guerra Civil espanhola, foi nomeado diretor do Museu do Prado, cargo que não chegou a exercer, mas ajudou a levar as peças mais valiosas do museu para protegê-las em Paris.

Em 1937 pintou um mural para representar a Espanha no Pavilhão de Exposição Universal de Paris. 
O bombardeio da cidade espanhola de Guernica provocou a criação da mais famosa obra de arte contemporânea, Guernica, que critica a guerra e a injustiça causada pelo confronto.

Arquivos do Klau
"Guernica" é talvez a obra-prima de Pablo Picasso

A obra monumental - mede 350 por 782 cm -  só retornou em 1981 à Espanha vinda do Museu de Arte Moderna de Nova York onde se encontrava , cedida pelo próprio artista, enquanto a Espanha estava sob a ditadura de Francisco Franco.

Com isso, se respeitou a vontade de Picasso que a tela pintada a óleo voltasse ao seu país assim que este recuperasse suas liberdades democráticas - poucos eventos como a chegada do Guernica, de volta ao solo espanhol,  marcaram o antes e o depois da transição política espanhola.

Picasso era um amante fervoroso: casou-se seis vezes e teve quatro filhos 

Passou os últimos anos de sua vida no sul da França trabalhando em um estilo muito pessoal e morreu na vila de Notre-Dame-Vie, em Mougins, em 8 de abril de 1973, de um edema pulmonar quando preparava uma exposição para o Palácio dos Papas, em Avignon.

O artista malaguenho, autor com mais obras em museus de todo o mundo, teve uma longa e produtiva trajetória com 1.876 quadros, 1.355 esculturas, 7.089 desenhos, 25.388 gravuras, 2.880 cerâmicas e 149 cadernos - um total de 4.659 trabalhos.

Arquivos do Klau
Divulgação/Masp
"Retrato de Susanne Bloch", da fase azul de Picasso, foi roubado do Masp em dezembro de 2007 e recuperado em janeiro de 2008

Aqui em São Paulo, temos obras do artista nos acervos do MASP, do MAM, da Pinacoteca e em  muitos colecionadores particulares.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

NOVA YORK VERÁ EXPOSIÇÃO SOBRE OS 30 PRIMEIROS ANOS DE PICASSO A PARTIR DE OUTUBRO

A Coleção Frick de Nova York dedicará a partir do outubro uma exposição dos desenhos do espanhol Pablo Picasso (1881-1973), que vai explorar os primeiros 30 anos de carreira do pintor por meio de seus trabalhos em papel.

"Nos desenhos é possível contemplar alguns dos passos mais importantes de sua carreira: sua formação tradicional, as influências dos trabalhos de professores antigos e a invenção do cubismo com Georges Braque", informou em comunicado a curadora da mostra, Susan Grace Galassi.

Os desenhos de Picasso, 1890-1921: Reinventando a Tradição reunirá em Nova York, a partir do dia 4 de outubro até o início de 2012, mais de 60 obras feitas a lápis, tinta, aquarela e guache que estão vinculadas às peças da seleção permanente da Coleção Frick.

EFE
Obra "Pierrot y Harlequina" (1920) do pintor Pablo Picasso está exposta no museu Frick, em Nova York (9/8/2011)

O fundador do museu, Henry Clay Frick (1849-1919), e Picasso "compartilharam seu gosto pela mesma herança artística, um como colecionador e outro como criador", assinalou o museu no mesmo comunicado.

Assim, as referências a trabalhos de El Greco (1541-1614), Francisco de Goya (1746-1828) e Pierre-Auguste Renoir (1841-1919), todos eles representados na Coleção Frick, são constantes nos desenhos de Picasso que poderão ver vistos em Manhattan.

"Na última década, os estudiosos focaram na relação de Picasso com antigos professores e com seus antecessores do século 19, mas isto não foi observado especificamente em seus desenhos, onde muitas destas referências apareceram pela primeira vez", disse Susan.

"Tentamos não fazer comparações diretas entre os desenhos de Picasso e os de outros artistas, e mostrar também a extensão e os registros de referências, no aspecto técnico e estilístico, de seus desenhos", acrescentou a curadora.

Seu objetivo, por outro lado, é oferecer um contexto histórico "às inovações e invenções na arte de Picasso, e mostrar, além disso, que era evidente que ele se situava no final de uma grande rede de artistas", afirmou.

"O desenho é uma linguagem comum que os artistas aprimoraram e foram passando de geração em geração, por isso que esta área do trabalho de Picasso parece perfeita para ser pesquisada", acrescentou.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A SEMANA NAS ARTES


Quinzenalmente, você verá aqui no blog, além das matérias individuais, um apanhado do que de mais importante acontece no mundo das Artes.
Hoje, temos novas descobertas no Egito, arte de rua em SP, a desistência dos chineses em fazer um museu para Bruce Lee, a novela das obras que Picasso deu ao seu motorista, exposição em Moscou e em Cuba e a exposição que Carlos Saldanha acaba de inaugurar no Rio de Janeiro.

Confira:

CARLOS SALDANHA INAUGURA EXPOSIÇÃO NO RIO

O animador brasileiro Carlos Saldanha inaugurou no último dia 7 uma exposição dedicada a seu último filme, Rio, no Museu Nacional de Belas Artes da cidade.

Com diversos desenhos e estudos originais da animação, além de um simulador de voo de asa-delta  - imitando o que faz o protagonista do desenho, a ararinha Blu.
 

"É um orgulho muito grande poder mostrar um pouquinho dos bastidores do filme. Quando você vê o desenho, não imagina que tenha tanto trabalho por trás da tela, e com uma exposição como essa podemos mostrar o que fizeram as quase 500 pessoas envolvidas",
disse Saldanha.
Divulgação
Desenhos feitos para a animação "Rio", de Carlos Saldanha, expostos no Museu Nacional de Belas Artes
Um dos desenhos da esposição


"Espero também que a exposição traga cada vez mais gente ao museu, principalmente crianças", completou o diretor.

RIO - A ARTE DA ANIMAÇÃO
Onde: Museu Nacional de Belas Artes - RJ
Quando: de terça a sexta - das 10h às 18h. e sábados sábados e domingos -  das 12h às 17h.
Até:  4 de setembro
Quanto: 
Terça a sexta: R$ 5 e R$ 2  - meia-entrada 
Domingos: Grátis - acima de 60 anos, e abaixo de 10 anos também

NOVAS DESCOBERTAS DE ARQUEÓLOGOS NO EGITO

Uma missão de arqueólogos franceses descobriu no Egito centenas de blocos de pedra com inscrições e desenhos de cores vivas que datam da dinastia 22 (945-712 a.C.), anunciou nesta segunda o Ministério de Estado para as Antiguidades.

Descobertas na região de San el Hagar, na província de Sharqiya, no nordeste do país, as pedras foram reutilizadas por outras dinastias na construção do muro de um lago sagrado destinado ao templo do deus Mut.
EFE
Um dos blocos descobertos
Os arqueólogos devem continuar as escavações na área até localizar todos os blocos - cerca de 2 mil peças - para poder reconstruir o templo antigo do qual faziam parte seguindo as inscrições. 

Dos blocos recuperados, os arqueólogos limparam até agora 120 peças, das quais 78 possuem inscrições.

Há um ano, a missão de arqueólogos franceses tenta descobrir também o lago sagrado, que tem superfície de 30 metros, largura de 12 metros e profundidade de 6 metros.

Segundo o comunicado, a descoberta arqueológica atribui mais importância à localidade de San el Hagar, conhecida na antiguidade como o Luxor do norte do Egito.

E hoje, uma missão de arqueólogos americanos e italianos encontrou uma inscrição apontada como o desenho mais antigo de um rei egípcio, da Dinastia Zero (3.200 a.C.), quando começou a escritura hieróglifa.

Segundo o Ministério de Estado para as Antiguidades, o desenho, talhado em uma rocha, representa um rei com a coroa do Alto Egito.
EFE
O desenho descoberto hoje

O achado ocorreu ao noroeste da cidade de Assuã, a 800 quilômetros ao sul do Cairo.

O desenho faz parte de uma série de escrituras e imagens reais que mostram os rituais dos faraós nos tempos antigos.

Alguns representam cenas de confrontos, celebrações em barcos de pesca, sinais do poder político e animais.

Pelo comunicado, essa região de Assuã está cheia de desenhos e inscrições antigas.

POLÍCIA FRANCESA DESCONFIA DE MOTORISTA, QUE DIZ QUE PICASSO LHE DEU VÁRIAS OBRAS

A Promotoria francesa suspeita do legado de Pablo Picasso a seu motorista, Maurice Bresnu, e abriu uma investigação - que se soma à outra -  que busca esclarecimentos sobre supostos presentes que o pintor deixou para seu eletricista, Pierre le Guennec.

Uma das testemunhas interrogadas pela Polícia francesa reconheceu que "quase tudo que Bresnu tinha de Picasso havia sido roubado", revelou o jornal Le Parisien.

Bresnu possuía cerca de 200 obras do mestre catalão, cuja procedência é analisada pelos serviços policiais encarregados da luta contra o tráfico de bens culturais, duas semanas depois de a Justiça acusar o ex-eletricista de Picasso
por suspeitas semelhantes.
EFE
O pintor espanhol Pablo Picasso
A testemunha, que trabalhou para Bresnu durante 22 anos, afirmou à Polícia que Maurice e Jacqueline Bresnu "nunca esconderam seus furtos", e disse saber tudo sobre a procedência dos quadros: as datas, os fatos e as pessoas envolvidas.

No decorrer de um interrogatório de mais de seis horas, o ex-empregado dos Bresnu - Maurice morreu em 1991 e Jacqueline em 2008 - qualificou seus antigos patrões de "os maiores ladrões da França contemporânea", e não escondeu sua aversão aos suspeitos, a quem também acusa de ficarem devendo mais de 80 mil euros a ele.

Apesar de alguns quadros serem dedicados pessoalmente a "Nounours", apelido carinhoso com o qual Picasso chamava seu motorista, muitas das obras sequer estão assinadas pelo artista - o que dificulta o trabalho da Polícia.

A investigação sobre Le Guennec, 71, começou logo após o próprio procurar a família de Picasso em 2010 em busca de ajuda para avaliar um lote de 271 obras inéditas do pintor espanhol que tinha em seu poder.

A Promotoria decidiu estender as investigações às posses de Bresnu, após descobrir que o antigo eletricista é um dos seis herdeiros do motorista, além de ser primo de Jacqueline.

A venda das obras do motorista, prevista para dezembro do ano passado, está paralisada até o esclarecimento das dúvidas sobre sua procedência.

Essa novela vai longe!

HONG KONG DESISTE DE MUSEU DEDICADO A BRUCE LEE

O governo de Hong Kong abandonou o projeto de criação de um museu em memória da lenda das artes marciais, Bruce Lee, como consequência de divergências com o proprietário da casa do ator, informaram as autoridades neste domingo (10)

"Apesar de nossos esforços, não conseguimos chegar a um consenso com o proprietário imobiliário" sobre o conteúdo do projeto, explicou a agência de Comércio e Desenvolvimento Econômico de Hong Kong.

Arquivos do Klau
A lenda Bruce Lee

O jornal South China Morning Post informou que o proprietário da casa, Yu Paglin, impôs como condição para doá-la a criação de um cinema, de uma biblioteca e de um centro esportivo especializado em artes marciais.

As autoridades de Hong Kong queriam se limitar a fazer um museu que contasse a vida do ator e apresentasse a sua contribuição para o cinema e para o kung-fu.

Os fãs de Bruce Lee, morto em 1973 aos 32 anos, pedem há anos a criação de um museu em Hong Kong, lugar onde viveu o famoso ator, que nasceu nos Estados Unidos.

Infelizmente, não será dessa vez.

OLHE PARA CIMA QUANDO PASSEAR PELO CENTRO DE SP: VOCÊ VAI SE SURPREENDER

Daniel Melim, 31, e sua equipe  pintaram um painel gigante  em uma das regiões mais cinzas de São Paulo, e que salta aos olhos de quem transita por ali.

A partir da técnica do estêncil [moldes vazados e tinta] e de referências da pop art, Melim grafitou a imagem de uma mulher na lateral de um prédio residencial da avenida Prestes Maia -  com 33 metros de altura e 25 de largura, o painel é o maior que ele já fez.

"O estêncil tem essa coisa da repetição de imagem, que é também um traço da pop art", explica o artista. 

"Eu gosto de trabalhar bastante essa questão do clichê e de ilustração dos anos 50. E essa imagem meio que lembra propaganda, só que eu a coloco em outro contexto. O sentido dela muda, dá uma ironia", sugere.

SHN/Divulgação
legenda: Painel feito pelo grafiteiro Daniel Melim no centro de São Paulo crédito: SHN/Divulgação
O painel na av. Prestes Maia

Com esse projeto, realizado em parceria com a KLM e a Choque Cultural, Melim quer propor "um outro jeito de pensar o espaço urbano" e "como o cidadão e o artista podem intervir nele".

O prédio, escolhido durante suas caminhadas, faz parte da degradada região da Luz, alvo do maior programa de revitalização da cidade. 
"É uma área muito contraditória. De dia funciona todo um aparato público, a Pinacoteca, a estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa. À noite, ela muda completamente, você vê a cracolândia em ação."

Para evitar encrenca, antes de começar sua intervenção, Melim pediu autorização à prefeitura e ao condomínio do prédio. 
"Foi uma longa caminhada, levou alguns meses, mas foi tudo bem planejado", conta. 
"A gente pediu para deixar o painel ali por pelo menos seis meses. Então até o final do ano ele deve ficar de pé."

O trabalho, que terminou em 23 de junho, foi árduo, mas prazeroso. 
"De lá de cima a gente conseguia ver a galera atravessando a passarela. Alguns tiravam foto, outros assobiavam, gritavam ou tentavam fazer algum gesto para dizer que estavam curtindo", conta.

Em 16 de julho, o artista inicia uma exposição complementar ao projeto na galeria Choque Cultural. 

Entre as mostras das quais já participou estão a Bienal de Valência (2007), o The Cans Festival, promovido pelo polêmico Banksy em um túnel em Londres (2008) e a exposição De dentro para fora/ De fora para dentro, no Masp (2009-2010).

RÚSSIA CELEBRA OS 450 ANOS DA CATEDRAL DE SÃO BASÍLIO

A Rússia vai celebrar o 450º aniversário da catedral de São Basílio com uma exposição dedicada à dona dos domos coloridos que são um cartão-postal do país.

O excêntrico devoto São Basílio não vestia roupas nem durante os duros invernos russos, e foi um dos poucos moscovitas a desafiar as tiranias do czar Ivan, o Terrível.

Ivan pessoalmente carregou o caixão de São Basílio para uma cova do lado de fora do Kremlin, sede do governo russo, e a catedral, construída para comemorar a vitória do czar sobre os mongóis, foi construída no local do enterro.

Alexander Zemlianichenko/Associated Press
Catedral de São Basílio, junto ao Kremlin e localizada na praça Vermelha de Moscou
A catedral, junto ao Kremlin na Praça Vermelha, centro de Moscou

O ministro da Cultura russo Andrey Busygin disse que a mostra começa nesta terça (12), como parte das celebrações na catedral, depois de uma década de restauração que custou 390 milhões de rublos  - US$ 14 milhões.

A exposição terá relíquias e imagens de São Basílio e outros religiosos excêntricos, conhecidos como "tolos sagrados".

As comemorações incluirão também celebração religiosa com o patriarca ortodoxo russo Kirill e uma apresentação musical de sinos da igreja à noite.

É Moscou dando a volta por cima, e se tornando cada vez mais destino turístico importante do leste europeu.

MEMORIAL DE CHE GUEVARA RECEBE NOVOS OBJETOS

Esporas e um microscópio que pertenceram ao guerrilheiro Ernesto Che Guevara figuram entre os novos objetos doados ao museu do memorial que guarda seus restos na cidade cubana de Santa Clara, informou nesta segunda (11) o jornal Granma.

Segundo explicou a especialista do museu, Ismary Fernández
, as esporas foram utilizadas por Che na batalha de Santa Clara, episódio que comandou em dezembro de 1958 como integrante da guerrilha rebelde da Serra Maestra, poucos dias antes da revolução cubana chegar ao poder, enquanto o microscópio pertence à época na qual Che  estudava  Medicina na Argentina, seu país natal.
Arquivos do Klau
A foto original de Che, tirada por Alberto Korda em 1960,  também está no Museu

Entre estas novas peças somadas à coleção da instituição se encontra também a pistola pessoal do combatente René Martínez Tamayo - o Arturo -, um dos companheiros de Guevara na guerrilha da Bolívia, e uma semente de pêssego na qual foi talhado seu rosto por camponeses da localidade boliviana de La Higuera.

Com estas doações realizadas pelo Museu da Revolução de Havana, o Escritório de Assuntos Históricos do Conselho de Estado da ilha e pela esposa de Martínez Tamayo, são 193 os objetos e documentos que compõem a mostra atual do museu Che Guevara, incluindo 90 fotografias expostas em murais e painéis.

O complexo construído em Santa Clara em memória do guerrilheiro foi inaugurado há mais de 20 anos e em 1997 recebeu da Bolívia os restos repatriados de Che ,  lá assassinado em 1967.