Mostrando postagens com marcador Parada LGBT de SP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Parada LGBT de SP. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de junho de 2012

PARADA LGBT DE SÃO PAULO TEVE 270 MIL PESSOAS, APONTA DATAFOLHA - E EU PREFIRO CIÊNCIA E MAIS MILITÂNCIA AO CHUTE



A 16ª edição da Parada Gay de São Paulo, um dos principais eventos turísticos da cidade, reuniu 270 mil pessoas, de acordo com o Datafolha - 65 mil delas fizeram o percurso inteiro do evento.

Pela primeira vez na história, a manifestação teve uma medição de público com caráter científico.

Segundo o instituto, nenhum evento similar no mundo tem medição científica de público.
Em alguns países, ele é estimado a partir do lixo produzido.
Em outros, pela concentração de pessoas ao longo da parada - este método, no entanto, não leva em conta o público flutuante.

A organização e a Polícia Militar não divulgaram estimativas.

Presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, Fernando Quaresma se surpreendeu com o resultado do Datafolha.
"Ah, isso não aconteceu mesmo, 270 mil pessoas tem o Anhangabaú na feira que fizemos. Na extensão da Paulista e da Consolação não tinha só isso de gente. Esse é um número lá de trás, das primeiras paradas, 2002, 2003. Agora é impossível", disse.

Sobre o anúncio, ao final da parada, de um público de 4 milhões de pessoas, Quaresma reagiu.
"Na verdade, a gente não tem como mensurar. É muito difícil, porque é um evento que anda, a rua está sempre cheia e às vezes as pessoas vão seguindo os primeiros trios e não voltam pra trás. Na minha opinião, se não superou os 4 milhões, ficou em 4 milhões."

Folhapress
Público toma a Paulista e deixa a avenida mais colorida
O método do Datafolha, que estimou pela primeira vez o público da Parada Gay de São Paulo, é importante para dimensionar o público, por causa da segurança, e deveria ser adotado nos outros grandes eventos de São Paulo e nas maiores paradas do país e do mundo.

Esta é a opinião de Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), que agrega 257 ONGs no país.
"É importante dimensionar, por critérios técnicos, e não no chutômetro."

Folhapress


As estatísticas e o método de medição da Parada LGBT de SP, segundo o Datafolha  
Ele achou o número de 270 mil participantes "esplêndido". 
"Qual outro movimento coloca tanta gente assim?"

Reis diz que será preciso rever se a parada de São Paulo é mesmo a maior do mundo. 
"Eu acho que, no olhômetro, é a maior do mundo, sim."

Ele afirma também que "algumas paradas inflam o número", mas que não pode haver competição.
"Queremos que as pessoas se sensibilizem que todos têm direito a manifestação."

Secretaria da Diversidade de SP
Público descendo a Rua da Consolação
Com o tema "Homofobia tem Cura: Educação e Criminalização", a parada deste ano teve forte tom político - o público pedia a aprovação de um projeto de lei que criminaliza a homofobia e que tramita no Senado há seis anos.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (PSD) foram à abertura da parada e, dos pré-candidatos a prefeito, compareceram Soninha Francine (PPS), Carlos Giannazi (PSOL) e Celso Russomanno (PRB) - mas quem brilhou mesmo foi a senadora Marta Suplicy (PT/SP), ovacionada pelos presentes, com gritos de "prefeita".


Facebook da Marta
Marta Suplicy: aclamada pelo público
De minha parte, eu prefiro 270 mil bem contados do que 4 milhões estimados - e 270 mil pessoas é gente pra caramba!


E mais: se cada um dos 270 mil participantes oficiais mandar um e-mail para um deputado federal ou um senador, pedindo que finalmente seja votada a PLC 122 - que criminaliza a homofobia - que está parada no Congresso Nacional, aí sim, faremos realmente a diferença.


Militância e pressão democrática para fazermos valer nossos interesses: simples assim.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

PARADA LGBT DE SP É DOMINGO: CONFIRA PROGRAMAÇÃO COMPLETA



A avenida Paulista receberá, no dia 10 de Junho, milhões de pessoas para a 16º edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

Considerado o maior evento do gênero no mundo para o segmento de Lésbicas,Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, o evento terá como tema este ano "Homofobia tem cura: educação e criminalização", com o objetivo de conscientizar a sociedade para o respeito à diversidade sexual, pelo fim do preconceito e da violência homofóbica, além de dar visibilidade para o segmento.

“Nós estamos chamando a comunidade para discutir, debater, esclarecer e trazer à tona a luta pela igualdade”, ressalta Fernando Quaresma, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT.

A concentração do evento será às 10 horas, em frente ao Masp na Av. Paulista, com o desfile começando a partir das 12 horas e terminando às 18 horas. 

Já estão confirmados 12 trios elétricos e a expectativa é de que, aproximadamente, 3 milhões de pessoas compareçam.

A 12º Feira Cultural LGBT, a 10º Caminhada Lésbica e outras atividades culturais antecederão o dia da Parada.

G1.com
Imagem da Av.Paulista na parada de 2011

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

EXPOSIÇÃO COTIDIANO
05 a 11 de junho - seg à sex, das 11h às 19h/ sab das 11h às 16h
Fibra Galeria - Rua Tupi, 792 - Pacaembu - São Paulo - SP

EXPOSIÇÃO “CRISÁLIDAS”
11 de maio a 17 de junho - seg a sab, das 9h às 22h / dom e feriados, das 12h às 20h
Loja Instituto Moreira Salles por Livraria Cultura 
Conjunto Nacional - Avenida Paulista, 2073

EXPOSIÇÃO “CRISÁLIDAS”
11 de maio a 16 de julho - das 13h30 às 23h
Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca 
Shopping Frei Caneca - Rua Frei Caneca, 569, 3º piso, Consolação

DIVERSIDADE SEXUAL E CULTURAL NO CCSP
6 a 9 de junho
Rua Vergueiro, 1000 - estação Vergueiro da linha azul do metrô

LANÇAMENTO DO LIVRO “MINORIAS SEXUAIS - DIREITOS E PRECONCEITOS”
05 de junho- 18h
Livraria Cultura - Espaço das Artes 
Conjunto Nacional - Avenida Paulista, 2073

SESSÃO SOLENE
06 de junho - 19h
Câmara Municipal de São Paulo 
Viaduto Jacareí, 100, Bela Vista

12ª FEIRA CULTURAL LGBT
07 de junho - das 10h às 22h
Vale do Anhangabaú - Ventro

12º PRÊMIO CIDADANIA EM RESPEITO À DIVERSIDADE
08 de junho - às 18h
Academia Paulista de Letras 
Largo do Arouche, 312/324, Vila Buarque

10ª CAMINHADA LÉSBICA
09 de junho - concentração a partir das 12h, início às 14h
Praça Oswaldo Cruz  - início da Avenida Paulista

16ª PARADA DO ORGULHO LGBT DE SÃO PAULO
10 de junho - concentração a partir das 10h, inicio às 12h
Avenida Paulista, 1578 - em frente ao MASP 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DE SP RECEBEM TREINAMENTO PRÁTICO PARA ATENDER OS LGBTs E ASSOCIAÇÃO DA PARADA DIVULGA PÔSTER


Hoje, a Secretária de Participação e Parceria promoveu o lançamento da "Vídeo-aula Diversidade Sexual" na Câmara Municipal de São Paulo.

O vídeo foi produzido pela Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (CADS) e tem como objetivo sensibilizar a sociedade para as questões da comunidade LGBT.

O material conta com a participação de ativistas do movimento LGBT e profissionais de diversas áreas apresentando conceitos sobre sexualidade, direitos e legislação, falando sobre homofobia e práticas de atendimento ao público LGBT, além de depoimentos pessoais.

Divulgação
Os funcionários públicos em treinamento
A vídeo-aula será utilizada em treinamentos de funcionários públicos e também estará disponível na internet para quem tiver interesse.

O evento ainda contou com uma homenagem aos colaboradores que participaram das filmagens das aulas e uma roda de conversa com o tema "Encontro com a Diversidade: Cidadania em Pauta".

Bela iniciativa.

Ao mesmo tempo, foi divulgado o pôster da 16a. Parada LGBT de São Paulo, que acontece nesse ano no dia 10 de junho.
Divulgação

Com o tema "Preconceito e Exclusão, Fora de Cogitação!" a parada de 2012 focará na escola sem Homofobia - educação e criminalização principalmente - como forma de acabarmos com esse ranço medievalesco que ainda insiste em se manifestar na cidade.

Desde o ano passado, a Parada LGBT de São Paulo vem promovendo uma bem vinda guinada de volta ao ativismo político, com mais ações e menos carnaval.

Que permaneça assim.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

CONFIRA A CAMPANHA 'EU = VOCÊ', MAIS UMA BOA INICIATIVA CONTRA A HOMOFOBIA



A campanha Eu = Você tem o objetivo de mostrar à sociedade a união em causas que realmente interessam à comunidade LGBT e, mais do que união estável, da necessidade da criminalização da homofobia, que cresce a cada conquista que obtemos como cidadãos.

Porque Eu = Você?
Porque somos iguais, porque não somos diferentes, somos seres humanos e racionais.

A campanha chama a atenção para o que é mais triste em uma sociedade: a violência, a intolerância, a discriminação e o preconceito aos diferentes.

No Brasil, cerca de 250 homossexuais são assassinados por ano e estima-se que 10% da população mundial são homossexuais - que não querem ser melhores nem piores, apenas iguais.

A campanha mostra que empresários, políticos, drag queens, djs, gogo boy´s, cantores da noite, artistas, transexuais, transformistas, travestis, bissexuais, lésbicas, gays e heterossexuais estão unidos por uma só causa: a conscientização transformadora de que, independente de rótulos, todos somos seres humanos e dentro do espaço de visibilidade que é concedido por sua atuação, é possível promover ações que desenvolvam a socialização e diminuição de crimes de discriminação e preconceito.

Os protagonistas da campanha são pessoas que lutam e se expõem para fazer de fato as coisas acontecerem para e pela comunidade.

São mais de 150 personalidades LGBTs clicadas para a campanha - o lançamento oficial foi no último dia 12, no desfile da Banda do Fuxico.

As fotos irão ilustrar um livro que deverá ser lançado em Junho, na semana da Parada Gay de São Paulo.

Confira aqui algumas das personalidades quem já foram clicadas, em apoio à campanha:


Imagens: Portal Arrasa-Bi
Gretta Sttar  - Maquiadora, diretora da Associação da Parada  LGBTde SP e Diva das noites paulistanas
Adriana Simone - Empresária
Adryana Ribeiro - Cantora
Ana Fadigas - Empresária
Antara Gold - Transex
André Baritchlli - Modelo
Confira o vídeo oficial da campanha:

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

PARTICIPE DO CONCURSO CULTURAL QUE ESCOLHERÁ IMAGEM DA 16º PARADA LGBT DE SP

A APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo) iniciou nesta segunda (30) um concurso para definir a imagem que estampará o material de divulgação da 16ª Parada Gay, que ocorrerá em junho na avenida Paulista.

Os interessados em participar devem mandar seus trabalhos para a sede da associação até o dia 29 de fevereiro. 

A parada deste ano terá como tema o combate à homofobia, com o lema “Homofobia tem cura: educação e criminalização! – Preconceito e exclusão, fora de cogitação!”.

A frase foi enviada por internautas e escolhida entre outras propostas através de uma votação, na qual teve 41% da preferência do público.

De acordo com a associação, o slogan reivindica a aprovação do projeto de lei que criminaliza a homofobia. 
Paulo Libert/AE
Parada Gay
Público na Parada LGBT de SP no ano passado

De acordo com o presidente da APOGLBT, Fernando Quaresma, a aprovação é uma das principais iniciativas que podem “curar” a sociedade do preconceito.

"Todas as formas de preconceito afetam não apenas o grupo que é vitimado, mas a sociedade como um todo. O Brasil precisa entender que educar para o fim da homofobia e condenar os homofóbicos não são medidas que privilegiam os LGBT, mas garantem a igualdade e liberdade de todos os cidadãos", declarou ele.

A imagem que será selecionada para o material da parada, de acordo com a associação, deve “traduzir o contexto e o sentimento expressos pelo tema”
A arte ilustrará cartazes, banners, folders, camisetas, bottons, fundos de palco, telas de trios elétricos, entre outros materiais.

Para concorrer, os artistas interessados devem mandar o material para a sede da associação, no endereço Praça da República, 386, conjunto 22, CEP 010045-000.

 A correspondência deve ser emitida por carta registrada e precisa conter um CD com uma cópia da imagem em alta resolução, uma cópia impressa em formato A4 e o formulário de inscrição e cessão de direitos autorais assinado com firma reconhecida - disponível no site da Ong.

A escolha da imagem levará em conta os critérios de originalidade, criatividade, impacto e adequação ao tema, e o  premiado receberá uma contribuição simbólica de R$ 500, terá seu nome veiculado nas divulgações dos créditos da imagem e terá acesso com acompanhante ao trio elétrico de abertura da parada.

Vamos participar!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A SEMANA NA DIVERSIDADE

Nova lei carioca dá o direito de travestis e transexuais usarem seu nome social, projeto contra a intolerância e a homofobia lança vídeo muito legal, e o cartunista Laerte dá um show na Flip, feira de livros em Paraty (RJ).

São as notícias da Diversidade, que você acompanha agora.

TRAVESTIS E TRANSEXUAIS PODEM USAR NOME SOCIAL NO RJ
Os travestis e os transexuais do Estado do Rio de Janeiro poderão usar nome social - o modo como as pessoas são identificados na sua comunidade e em seu meio social - para fazer matrículas em escolas, prestar queixa em delegacia e fazer cadastros públicos. 
Decreto do governador Sérgio Cabral, publicado nesta segunda (11) no Diário Oficial do Estado, determina que o nome social seja aceito em todos os atos e procedimentos da administração direta e indireta . 

 denúncias de recusa devem ser encaminhadas para a Secretaria Estadual de Assistência Social.

A medida atende a principal reivindicação da classe, segundo a presidenta licenciada da Associação das Travestis e Transexuais (Astra-Rio), Marjorie Marchi.
De acordo com ela, o foco prioritário é assegurar a matrícula de travestis e de transexuais em escolas da rede pública.
"A não possibilidade de as pessoas frequentarem aquele ambiente de acordo com o que são de verdade, com sua identidade respeitada, acarretava grande evasão escolar de travestis, altos índices de analfabetismo e despreparo técnico para o mercado de trabalho", disse ela.
Marjorie Marchi declarou ainda que o nome social representa para os travestis o "mesmo que o nome representa para todo mundo"
Como a classe tem uma "discordância" com o gênero biológico, a identidade passa a ser representada pelo nome em acordo com a nova expressão, explicou. 
"É a mesma coisa com o artigo 'a' ou 'o', que deveria conjugar com o nome social da travesti e não com um órgão pseudobiológico que se carrega entre as pernas", completou.
Para evitar problemas com documentos oficiais, o decreto do governo do Rio também esclarece que em casos de interesse público, o nome civil do travesti ou do transexual deverá constar de documentos, podendo estar acompanhado do nome social.
PROJETO CONTRA A INTOLERÂNCIA E HOMOFOBIA LANÇA VÍDEO COLABORATIVO

O projeto #EuSouGay , que visa mobilizar a sociedade para combater a homofobia e a intolerância contra minorias sociais, concluiu seu vídeo colaborativo com a mensagem que dá nome à iniciativa. 
De abril até julho deste ano, internautas anônimos e famosos enviaram voluntariamente fotos suas exibindo a hashtag #eusougay para a realização do vídeo.
Os organizadores do projeto - a jornalista Carol Almeida e o diretor de curtas Daniel Ribeiro - começaram a causa inspirados por um caso de assassinato ocorrido neste ano em Itarumã (GO): Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta e o crime foi analisado como homofobia pelo delegado local - a garota era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas.
O vídeo traz a mensagem  #EuSouGay de diversas formas e a participação de famosos e apoiadores dos direitos dos homossexuais, como a política Soninha Francine, as apresentadoras MariMoon e Sarah Oliveira e  a banda Cansei de Ser Sexy e outros.
Além da direção de Daniel Ribeiro, o vídeo contou com a trilha sonora da canção Itarumã, composta por Gustavo Galo e Tatá Aeroplano,  e cantada por eles, Márcia Castro e Hélio Flanders, vocalista do Vanguart - o vídeo também recebeu financiamento de forma colaborativa, pelo site Catarse.

 #EuSouGay - que em junho levou o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, da Associação da Parada LGBT em São Paulo, na categoria internet - continua recebendo fotos do público para postá-las em seu Tumblr.
Confira o vídeo:



LAERTE: "SENTA AQUI, BOLSONARO!"
Para combater a homofobia, o  cartunista Laerte 60, participou na quinta (7) de um debate sobre cross-dressing e homofobia na Casa Folha, espaço do jornal Folha de S.Paulo na Flip, em Paraty (RJ).


A plateia lotada e as pessoas que se aglomeravam do lado de fora da Casa, na rua da Matriz, ouviram por mais de uma hora o depoimento de um dos maiores quadrinistas da atualidade sobre o impulso de se vestir de mulher, a reação da família e de amigos, orientação sexual, humor e preconceito.

"Eu mesmo, quando jovem, pratiquei bullying contra gays. Costumava hostilizar um primo meu que dizia 'Ave!' no lugar de 'porra!'", revelou, explicando como reprimia sua bissexualidade.


Para combater a homofobia, Laerte defendeu que os crimes contra homossexuais sejam classificados da mesma maneira que o crime de racismo e que o movimento LGBT - Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros - lute contra a guetificação. "Você tem que sair das trincheiras e lamber o pescoço. Tipo: 'Senta aqui, Bolsonaro!'", brincou, arrancando gargalhadas do público.

Letícia Moreira/Folhapress
Laerte participa da conversa sobre cross-dressing e homofobia na Casa Folha, em Paraty
Laerte na Flip, na última quinta



FOFURA

"O medo das pessoas de perder o emprego, de perder o amor da família e o respeito dos amigos as torna muito conservadoras e tímidas em relação a sua sexualidade. Eu não vou apenas a lugares GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes). Eu vou a qualquer lugar, a qualquer bar e a qualquer restaurante e sou sempre bem recebido."


Laerte admitiu, no entanto, que sua experiência como bissexual assumido e cross-dresser - prática em que homens se vestem de mulheres e vice-versa independentemente de sua orientação sexual - é muito "fofa"."Tudo aconteceu de forma muito fofa comigo em relação ao fato de eu me vestir de mulher. Mas sei que existem crimes de ódio ocorrendo contra homossexuais no Brasil todo."

FAMÍLIA

O cartunista relatou a reação de seus filhos e pais à revelação de suas "montagens" femininas, com direito a brincos, maquiagem, unhas vermelhas e salto alto."Meus filhos já haviam se chocado quando disse que era bissexual, e reagiram bem quando disse que estava me vestindo de mulher. Meus pais se acostumara porque são pessoas do caralho", disse.

"Minha mãe nunca foi muito de usar maquiagem e acessórios. Gosta de futebol, é torcedora fervorosa. Minha irmã é campeã brasileira de supino [levantamento de peso] e usou o esporte como forma de superar sua condição bipolar. Minha namorada me apoia. Então, a dondoca de casa sou eu!", riu, referindo-se a si próprio ora no masculino ora no feminino.


ESPELHO

Laerte  falou também sobre sua passagem pelo Partido Comunista - "Homossexualidade não era uma questão ali. Estávamos mais preocupados com o proletariado" - e sobre a HQ Muchacha  - Companhia das Letras -, que tem como personagem principal um ator que se traveste de cantora cubana: "Não ter que fazer piadas trouxe meu trabalho para uma relação mais íntima comigo mesmo, como se fosse um espelho. O humor muitas vezes funciona como escape e escamoteamento de questões mais profundas".

PIADA EM DEBATE 


Questionado sobre o atual debate sobre os limites do humor e do politicamente correto, o cartunista disse que o humor deve ser livre, mas que nem por isso deve estar acima da crítica. "Quando o Rafinha Bastos tuíta que mulher feia tem de agradecer se for estuprada, não tem como ele não ser criticado. Ele falou merda sob qualquer ponto de vista", criticou.

"Dizer uma coisa dessas num país que ainda trata mal suas mulheres, muitas vezes com violência, especialmente aquelas que não estão no padrão das capas de revista, é de uma crueldade sem tamanho. O humor trabalha com o preconceito, mas ele extrapolou todos os limites com isso e é natural que haja reação."

É por tudo isso que eu cada vez mais admiro o Laerte.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A SEMANA ILUSTRADA

A Parada Gay, o prefeito Bolinha, a lavada que o Corinthians deu no São Paulo F.C. e a nova profissão da Dilma foram algumas das minhas inspitações nessa semana.

Veja:









quarta-feira, 22 de junho de 2011

TENTANDO RECORDE NO GUINESS, VALSA DA PARADA LGBT DE SP GANHA VÍDEO CAPRICHADÍSSIMO


Já tinha dito aqui que, por ser a edição de número 15, a Parada LGBT de SP debutará como as mocinhas de mesma idade no próximo domingo (26).

Já dinha citado também que a organização da Parada, pensando justamente nos bailes de debutante, quer marcar a data com uma valsa gigantesca, em plena Avenida Paulista.

E nessa semana, o pessoal da Na Laje Filmes, à frente os intrépidos diretores Otávio Pacheco e Fausto Noro, produziram e divulgaram um filmete, justamente sobre a valsa, que  convoca os participantes a dançar a mais famosa,  Danúbio Azul,  com quem estiver ao lado na avenida, quando a ela  tocar nos 17 trios elétricos da festa, que  vão reproduzir uma versão remixada do tradicional  hit das debutantes criada pela DJ Ana John.

Protagonizado pelos atores Ricardo Ramory e Rodrigo Feldman, o vídeo, que conta com o apoio institucional da SPTuris, tem um minuto e 20 segundos, foi filmado  no cruzamento da Avenida Paulista com a Rua Augusta, e mostra os dois atores se encontrando no meio da faixa de pedestres e valsando. 

"Captamos as reações das pessoas que passavam no local, sem figurantes", disse Otávio Pacheco à reportagem do Estadão.

Confira como ficou:


 
 Tentando superar o atual recorde - de 2010, com 1.510 casais na Bósnia - a organização da Parada espera entrar para o Guinness com o maior número de casais dançando valsa em público. 


Com um público esperado de mais de três milhões de pessoas, seguramente esse recorde será batido.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

15ª EDIÇÃO DA PARADA DO ORGULHO LGBT DE SP SERÁ MAIS POLÍTICA E REIVINDICATÓRIA, E COM MAIS BELEZA E GLAMOUR, MARCAS DE SUA COORDENADORA GRETTA STARR

15ª Edição da Parada do Orgulho LGBT  de São Paulo foi lançada nesta segunda (6) com uma "carta aberta contra o conservadorismo e o fundamentalismo", e quer promover uma grande valsa em plena avenida Paulista, uma vez que o evento está "debutando", disse o diretor-executivo do evento, André Guimarães
"Queremos quebrar o recorde com mais de 1 milhão de casais gays dançando valsa".

Além da valsa, os organizadores prometem inovar ao reintroduzir um show de encerramento, que foi parte importante da parada por muitas edições  - de acordo com o presidente da associação LGBT, Ideraldo Beltrame, eles estão negociação com a cantora Wanessa.

Justamente por causa dessa atração extra, a Polícia Militar vai aumentar o efetivo durante o desfile - de acordo com o comandante Renato Siqueira Campos, serão 1.500 policiais militares fazendo a segurança na região, número bem superior aos 800 homens da edição de 2010. 

A organização do evento ainda vai disponibilizar 400 seguranças particulares.

No trecho da avenida Paulista até o final da rua Consolação, na praça Dom José Gaspar, serão montados cinco hospitais de campanha, com 180 leitos.

O representante da prefeitura que esteve na coletiva de lançamento, Franco Rinaldo, afirmou que a Parada atraiu 403 mil turistas em 2010, gerando lucro de R$ 180 milhões ao município.

O custo do evento  deste ano deve ficar em torno de R$ 2,2 milhões - R$ 1 milhão deve sair dos cofres municipais, e o restante será arrecadado com parceiros e patrocinadores.

Como o tema "Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!", a organização do evento também quer chamar a atenção de grupos religiosos e parlamentares pedindo o fim do preconceito - uma carta aberta foi divulgada nesta segunda, e uma série de palestras será realizada ao longo deste mês também para discutir o assunto, além de feiras culturais.
Divulgação
Só no ano passado, a parada reuniu cerca de 3 milhões de pessoas na Paulista. 

Para 2012, a organização do evento pretende fazer, no mês do orgulho LGBT, um grande evento a bordo de um navio - o projeto ainda está em fase de elaboração.

Quem conta mais novidades da parada paulistana  é a Diva dos palcos Gretta Starr.
Arquivos do Klau
A Diva Gretta Starr é membro da comissão que torna a parada realidade

Membro da comissão da Associação que promove o evento, Gretta conta na entrevista a seguir como a Parada desse ano será mais política e reivindicatória, e como o glamour e a beleza - que são suas marcas registradas - estarão presentes na Feira LGBT que acontece na quinta (23), três dias antes da parada, que deve começar por volta de 12h do domingo, 
( 26).


Fazendo política sem proselitismo, a Diva escolheu para conceder a entrevista na calçada da Avenida Paulista que foi palco do absurdo ataque homofóbico a três rapazes, meses atrás.

Confira:


É por pessoas da grandeza, da seriedade e do quilate de Gretta Starr que me farão esse ano sair de casa e ir à Parada LGBT de SP, ato que havia abandonado por entender que  as últimas edições tinham circo demais e política de menos.


Nessa eu vou!