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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

'WEN WE RISE': MINISSÉRIE DE GUS VAN SANT SOBRE MOVIMENTO LGBT GANHA TRAILER E FOTOS

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Produção da ABC terá oito episódios
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Uma minissérie protagonizada por Guy Pearce, Mary-Louise Parker e Whoopi Goldberg, com roteiro de Dustin Lance Black ('Milk: A Voz da Igualdade') e produzida e dirigida por Gus Van Sant ('Milk', 'Elefante', 'Gênio Indomável').

Essa é 'When We Rise', minissérie em oito capítulos da ABC TV e que promete ser uma lembrança de que a luta por direitos do movimento LGBT está longe de chegar ao fim.

Nessa semana, a nova produção ganhou o primeiro trailer e as primeiras imagens.

O trailer:


Todos os oito episódios foram dirigidos por Van Sant.

A minissérie narra as lutas pessoais e políticas, avanços e retrocessos de uma diversa família de homens e mulheres LGBT que ajudaram a fundar o movimento civil nos EUA, do turbulento início no século 20 até os dias atuais.

As imagens:











ABC TV

Na trama, Guy Pearce interpreta o ativista Cleve Jones e Mary-Louise Parker, a líder do movimento feminista Roma Guy.

Rachel Griffiths será sua esposa Diane e Michael K. Williams será um organizador do movimento negro, Ken Jones.

Por fim, Ivory Aquino será a ativista dos direitos transgêneros Cecelia Chung.

Com produção executiva de Dustin Lance Black, Gus Van Sant, Laurence Mark e Bruce Cohen, a série é produzida pela ABC Studios e tem lançamento previsto para 2017.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

'RED 2 - APOSENTADOS E AINDA MAIS PERIGOSOS': MAIS ESTRELAS, MAIS AÇÃO E BOM HUMOR ENTREGAM DIVERSÃO DE PRIMEIRA


Juntar um elenco estelar numa grande produção sempre fez história em Hollywood.

Se a maioria desses longas até anos atrás foi muito ruim, 'RED – Aposentados e Perigosos', de 2010, provou que se o projeto for bem feito, isso pode mudar.

Primeiro, ressuscitou para o cinemão de ação Bruce Willis; depois, colocou na correria grandes nomes do cult, como John Malkovitch e Dame Helen Mirren - que segurou uma bazuca e matou com elegância e charme ímpares.

Com tudo arrematado por uma direção segura, roteiro  + diálogos caprichados e desempenhos maravilhosos - era evidente que todos estavam se divertindo muito, nas filmagens e nas salas de cinema.

Estava mais do que evidente que eles não ficariam num só longa, né?

Banner maravilhoso traz o elenco principal de de 'RED 2' - Fotos dessa postagem: Divulgação/Paris Filmes

Assim, a trupe de agentes da CIA aposentados está de volta, num longa mais calcado na ação e menos na ironia e sarcasmo do anterior, de 2010.

'RED2 – Aposentados e Ainda Mais Perigosos' - que estreia hoje em 275 salas em todo o Brasil, pode parecer recauchutado para alguns, já que o sabor de novidade do anterior está descartado.

Só que, se você é fã do primeiro longa, vai se divertir muito com esse também.

Mary -Louise Parker, Bruce Willis e John Malkovich, em cena do longa

Aqui, a trama começa em algum momento depois da última aventura do ex-agente Frank (Bruce Willis), que agora leva vida pacata, preocupando-se com trivialidades como o jantar que vai preparar para a namorada gata Sarah (Mary-Louise Parker, uma bem vinda novidade ao elenco).

Apesar dos esforços gastronômicos do namorado dedicado, Sarah parece entediada com a rotina do dia a dia, até que surge Marvin (John Malkovich), velho parceiro de Frank, que tenta convencê-los a se juntarem a ele numa missão.

Sarah logo se empolga, mas Frank não – imaginem vocês! - mas uma explosão muda então o rumo das coisas - mesmo porque, no cinemão de ação, uma explosão sempre muda o rumo das coisas.

Dame Helen Mirren: graça e elegância no manejo de armas

Isso sem contar que o MI6 contrata Victoria (Dame Helen Mirren) para matar Frank - a cena dela, derretendo um corpo com ácido numa banheira, enquanto avisa Frank que irá matá-lo já vale cada centavo gasto no ingresso.

Sir Anthony Hopkins e o diretor Dean Parisot nas filmagens de 'RED 2'

A partir daí, desfilam pela telona instalações ultrassecretas, uma bomba  desaparecida e muitas outras coisas 'top secret', onde os agentes veteranos, mas ainda mortais, passam a procurar a tal bomba antes que os vilões cheguem a ela primeiro - em cenas filmadas em Montreal, Paris e Londres.

Catherine Zeta-Zones: mais uma boa adição à trupe

O roteiro criativo sabe aproveitar cada nuance do seu precioso elenco: John Malkovich dá vida a um Marvin paranoico e divertido, o que se choca com a falta de empolgação de Bruce Willis como Frank - as cenas dos dois são impagáveis.

Mas 'RED 2' ainda tem Sir Anthony Hopkins, Catherine Zeta-Jones, o astro do cinema de ação tawanês Byung-hun Lee e outros grandes nomes em momentos pontuais que funcionam bem, com diálogos criativos e muito mais ação do que o primeiro.

Bruce Willis e Byung-hun Lee, em cena do longa

Vale pelo elenco, pela direção criativa e pela diversão.

Confira o trailer do filme:

*****
'RED 2 - APOSENTADOS E AINDA MAIS PERIGOSOS'
Título Original:
RED 2
Gênero:
Ação
Direção:
Dean Parisot
Roteiro:
Erich Hoeber, Jon Hoeber
Elenco:
Sir Anthony Hopkins, Bruce Willis, Byung-hun Lee, Catherine Zeta-Jones, David Thewlis, George Georgiou, Dame Helen Mirren, John Malkovich, Khalid Laith, Lee Asquith-Coe, Mary-Louise Parker, Neal McDonough, Neve Gachev, Paul Hopkins, Titus Welliver
Produção:
Lorenzo di Bonaventura, Mark Vahradian, Raphaël Benoliel
Fotografia:
Enrique Chediak
Montador:
Don Zimmerman
Trilha Sonora:
Alan Silvestri
Duração:
116 min.
Ano:
2013
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia no Brasil:
02/08/2013
Distribuidora:
Paris Filmes
Estúdio:
DC Entertainment / Di Bonaventura Pictures / Etalon film
Classificação:
14 anos
Cotação do Klau:

segunda-feira, 7 de maio de 2012

'ANGELS IN AMERICA': PEÇA PREMIADA COM PULITZER RESULTOU EM MINISSÉRIE DE PRIMEIRÍSSIMA E CUSTA SÓ R$ 29,90


Já tinha tido a oportunidade de ler a peça "Angels in America",  que o dramaturgo americano Tony Kushner escreveu em 1993 e que imediatamente se transformou num estrondoso sucesso da Broadway.

Texto impecável, premiado com o Pulitzer, não tardaria para que fosse filmada, pensei eu.

Só que o tempo passou, eu nem procurei saber mais nada sobre, e só recentemente fiquei sabendo que a HBO tinha feito uma minissérie em 6 capítulos em 2003, 10 anos após a estreia nos palcos, com roteiro do próprio Kushner, direção do consagrado Mike Nichols e um elenco estelar - Al Pacino, Meryll Streep, Emma Thompson... - em 2003 eu não tinha TV paga, povo!

Duas semanas atrás, o canal pago Cinemax resolveu exibir, de segunda a sexta, a minissérie completa.

Assisti, fiquei maravilhado com o que vi e fui atrás, para saber se a minissérie tinha sido lançada em DVD - e não é que tinha?

A trama é ambientada na Nova York de 1985, com o néscio Ronald Reagan na Casa Branca e a Aids se espalhando rapidamente e fazendo vítimas sem parar.

No primeiro núcleo, juntos e felizes por quatro anos e após irem ao velório e enterro da avó judia de Louis - Ben Shenkman -, seu namorado Prior Walter - interpretado por Justin Kirk - conta a Louis que é soropositivo.
Imagens: Divulgação - HBO
Prior - Justin Kirk - e Louis - Ben Shenkman - começam a trama juntos e felizes

A notícia cai como uma bomba na cabeça de Louis, que resolve abandonar Prior, deixando o namorado ser tomado pela doença e solitário - o que o faz sentir-se culpado, pois sempre deixa bem evidente que é apaixonado por Prior.

No segundo núcleo, Joe Pitt - interpretado por Patrick Wilson - é um jovem promotor mórmon - mudou de Salt Lake City para NY recentemente - e é casado com Harper - Mary-Louise Parker -  uma descompensada que passa os dias a tomar Valium e aprender sexo na teoria.

O casal Harper - Mary-Louise Parker - e Joe - Patrick Wilson: ela, descompensada, ele, gay sofredor

Joe recebe do influente advogado Roy Cohn - Al Pacino - uma oferta para trabalhar em Washington, no Departamento de Justiça, e para isso basta ao poderoso advogado perseguidor de gays um telefonema.

É que Roy precisa de alguém de sua estrita confiança em Washington, já que está sendo investigado por fraudes que ajudou seus poderosos clientes a cometer, e Joe se sente tentado a aceitar a oferta - mas a opinião de sua mulher é importante.

Roy Cohn é o típico gay que nunca sairá do armário: quando seu médico particular lhe comunica que ele está com Aids, ele imediatamente proíbe o médico de falar a respeito, e mais, pede que ele trate seu caso como "câncer de fígado".

Al Pacino como o poderoso advogado - e gay enrustido - Roy Cohn: desempenho sensacional

Doente, começa a ter visões com a judia Ethel Rosenberg - interpretada por Meryl Streep - célebre por ter sido condenada à cadeira elétrica com seu marido por espionagem nos anos 50 - um rumoroso caso de tribunal que movimentou a opinião pública americana e onde Roy atuou como promotor.

Já Joe vive um grande conflito interno: é casado, mórmon e gay, vive indo caçar homens para sexo casual no Central Park e não dá atenção à deteriorada psique de sua mulher.

Quem une os dois núcleos são Louis - que vai ter um caso com Joe, até saber que ele é um fascista - e o melhor amigo de Prior, Belize - interpretado por Jeffrey Wright - um enfermeiro bichérrimo, gente boníssima e que vai cuidar, tanto do amigo quanto de Roy - quando este é internado, chantageia um cliente de um laboratório e consegue acesso irrestrito ao AZT, na época a única droga disponível para retardar o avanço da doença.

Jeffrey Wright como o enfermeiro Belize, aqui em cena com Al Pacino: personagem une os dois núcleos da trama

Enquanto definha, só, em casa, Prior começa a ter visões, onde o  Anjo da América  - Emma Thomson - o convida para ser o profeta da morte.

Com roteiro do próprio Tony Kushner, o consagrado diretor Mike Nichols pode fazer um grande teatro filmado, com pitadas de efeitos especiais magníficos - quando o anjo aparece e na reunião dos anjos dos cinco continentes no paraíso, onde Prior veste uma túnica vermelha e todo o mais é em preto e branco.

Emma Thomson faz três papéis: o Anjo da América, a médica Emily e uma moradora de rua

Mas é no desempenho muito acima da média do espetacular elenco - que fazem diversos papéis - que torna "Angels in America" imperdível.

MeryllStreep faz três papéis: o rabino no enterro da avó de Louis; Ethel Rosenberg, nas visões de Roy, e a mãe mórmon de Joe, Hanna, que vem da Salt Lake para tentar "salvar" o filho da homossexualidade mas acaba se envolvendo na vida de Prior.

Meryl Streep interpreta um rabino, Ethel Rosemberg e Hanna, mãe de Joe

Emma Thompson também aparece em três personagens: como o Anjo da América, que aparece para Prior e depois no paraíso; a médica Emily, que trata Prior, e uma moradora de rua, a primeira pessoa com quem Hanna fala ao chegar em NY, hilário.

Jeffrey Wright faz o enfermeiro Belize e o Anjo da Antártica - na cena do paraíso -, e Ben Shenkman faz Louis e o Anjo da Europa.

Por falarmos em Louis, é dele a cena mais emocionante - ao menos para mim: quando o advogado Roy - considerado um demônio para os gays novaiorquinos - morre, o enfermeiro Belize, depois de roubar todo o estoque de AZT que Roy mantinha no frigobar do quarto, pede para que Louis - judeu como o morto - faça a oração dos mortos.
Louis não se lembra, mas Ethel Rosenberg aparece ao seu lado e lhe diz ao ouvido toda a oração, que ele só repete, emocionado.

Ethel Rosemberg sopra a oração judia para Louis: momento emocionante

Mais emocionante, impossível.

A minissérie recebeu os principais prêmios de 2003:

Globos de Ouro:
Melhor Filme para TV/Mini-série
Melhor Ator - Filme para TV/Mini-série (Al Pacino)
Melhor Atriz - Filme para Tv/Mini-série (Meryl Streep)
Melhor Ator Coadjuvante - Filme para TV/Mini-série/Série (Jeffrey Wright)
Melhor Atriz  Coadjuvante  - Filme para TV/Mini-série/Série (Mary-Louise Parker)

Emmy´s:
Melhor Filme/Mini-série
Melhor Diretor
Melhor Ator (Al Pacino)
Melhor Atriz (Meryl Streep)
Melhor Ator  Coadjuvante  (Jeffrey Wright)
Melhor Atriz  Coadjuvante  (Mary-Louise Parker)
Melhor Roteiro
Melhor Direção de Arte
Melhor Maquiagem
Melhor Edição de Som
Melhor Elenco

FICHA TÉCNICA DA MINISSÉRIE:
Título Original:
Angels in America
Género:
Drama
Tempo de Duração:
352 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2003
Site oficial:
http://www.hbo.com/films/angelsinamerica/
Estúdio:
Avenue Pictures Productions
Distribuição:
HBO
Diretor: Mike Nichols
Argumento:
Tony Kushner, baseado em sua peça
Produção:
Celia D. Costas
Música:
Thomas Newman
Fotografia:
Stephen Goldblatt
Desenho de Produção:
Stuart Wurtzel
Direcção de Arte:
John Kasarda
Guarda-Roupa:
Ann Roth
Edição:
John Bloom e Antonia Van Drimmelen
Efeitos Especiais:
Riot / The Post Group

Foto: Cláudio Nóvoa
Meu DVD chegou no sábado...

FICHA TÉCNICA DO DVD:
Título:
Angels In America - Duplo
Diretor:
Mike Nichols
Elenco:
Al Pacino, Ben Shenkman, Emma Thompson, James Cromwell, Jeffrey Wright, Justin Kirk, Mary Louise Parker, Meryl Streep, Patrick Wilson
Estúdio:
Warner Home Video
Data de lançamento:
01/11/2004
Tipo de mídia:
DVD
Quantidade de discos:
2
Região:
DVD Região 4 - América do Sul e Oceania
Duração:
352 minutos
Formato de tela:
1,85 Widescreen Anamórfico (16:9)
Sistemas de som:
5.1 DD (Inglês), 2.0 DS (Português, Espanhol)
Preto e Branco/Colorido:
Colorido
Classificação indicativa:
18 anos - VIOLÊNCIA/ SEXO (RELAÇÃO SEXUAL, AGR. FISICA)
Idiomas:
5.1 DD (Inglês), 2.0 DS (Português, Espanhol)
Legendas:
Português, Espanhol, Inglês, Coreano, Tailandês, Chinês, Indonésio
Quanto:
R$ 29,90
Onde Comprar:
Cotação do Klau:

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A SEMANA NA TV



Confira o que você vai ver nessa postagem:
'WEEKS' GARANTE OITAVA TEMPORADA
***
BAND: TORCENDO PARA R.R.SOARES SAIR PARA O JACK BAUER ENTRAR
***
ENTREVISTA: ROBERT KIRKMAN, CRIADOR DE 'THE WALKING DEAD'
***
'AMERICAN HORROR STORY': A MELHOR ESTREIA DA FRACA TEMPORADA 2011 NA TV - AMERICANA E BRASILEIRA
***
CRIADOR DA SÉRIE DIZ QUE DON DRAPER TERÁ 84 ANOS AO FINAL DE 'MAD MEN', E ATRIZ BRASILEIRA FAZ PONTA APÓS GANHAR CONCURSO
***
'SOUTH PARK' É RENOVADA PARA MAIS TRÊS TEMPORADAS
***
E POR FALARMOS NO COMEDY CENTRAL, SITE BRASILEIRO JÁ ESTÁ NA NET
***
'JUSTICE LEAGUE - DOOM': SAÍRAM MAIS IMAGENS E A CAPA DO DVD
***
CONFIRA IMAGENS DO PRÓXIMO EPISÓDIO DE 'HOUSE' NOS EUA
***
'UFC COMBATE' NA GLOBO TEVE RECORDE DE AUDIÊNCIA E EUFORIA DE UM NARRADOR VETERANO
***
Agora, leia:

'WEEKS' GARANTE OITAVA TEMPORADA

A série Weeds teve sua oitava temporada confirmada nessa semana.

Estrelada por Mary-Louise Parker,  ela voltará em 2012 com mais 13 episódios.

Divulgação
Mary Louise Parker (à esq.) e Elizabeth Perkins, em cena de "Weeds"

A sétima temporada terminou em setembro deste ano e a produção dos novos episódios deve começar apenas no ano que vem.

A oitava temporada ainda não tem data para estrear.

BAND: TORCENDO PARA R.R.SOARES SAIR PARA O JACK BAUER ENTRAR

O argentino Diego Guebel, dono da produtora 4 Cabezas e agora manda-chuva na Band, tem duas grades montadas para o horário nobre, a partir do começo de 2012: uma, com o Missionário R.R. Soares - que compra o horário e paga cerca de 3 milhões de reais por mês; e outra sem ele.

A escolha sobre uma delas ficará na dependência da renovação do contrato com a seita que o Missionário lidera -  ou não.

Se o Missionário renovar, tudo continuará como está: ele naquele horário, deixando as novidades para o antes ou depois.

Mas se sair, já está decidido: no horário será exibida a série 24 Horas, estrelada por Kiefer Sutherland como o agente Jack Bauer, do primeiro ao último ano de produção.

Divulgação
O ator Kiefer Sutherland como o agente Jack Bauer, em cena de "24 Horas"

Aposto que vai dar o Missionário; ninguém joga fora essa grana toda - e que ainda cai do céu - todo mês, o que dá pra pagar muitas contas.

ENTREVISTA: ROBERT KIRKMAN, CRIADOR DE 'THE WALKING DEAD'

Série que nasceu nos quadrinhos e recentemente estreou sua segunda temporada, The Walking Dead, tem batido recordes de audiência no Brasil - onde é transmitida pela Fox - e também nos Estados Unidos.

Mas não é só isso. 
Já renovada para a terceira temporada, a produção é um sucesso entre as HQ's e recebeu recentemente dois de seus maiores prêmios - Eisner e Scream.

Criada por Robert Kirkman, a HQ - e a série - reflete a "moda" zumbi que veio depois das séries de vampiros: são jogos, brinquedos e até paradas no Dia de Finados - os mortos-vivos nunca estiveram tanto entre nós.

Em entrevista ao UOL, Kirkman falou sobre o seu processo criativo e o que acha dessa tendência.
"Acredito que entramos nessa mais ou menos no mesmo tempo. É um boa época para ser um fã de zumbis, mas prefiro acreditar que é uma coincidência".

Megan Mack
Robert Kirkman, criador de "The Walking Dead"

O autor também deu algumas dicas para sobreviver a um apocalipse zumbi - confira, na entrevista abaixo:

UOL: Como anda sua rotina? Com a publicação de uma HQ mensal e a produção da série?
Robert Kirkman: É uma jornada. Escrevo os quadrinhos de manhã, então entro na “writers room” [espécie de conferência com os outros escritores da série], vejo o que está acontecendo, procuro algo para o show até o fim do dia. À noite eu também escrevo. Mas eu realmente amo o que faço, toma bastante tempo, mas não é ruim trabalhar quando você se diverte.

E o que te inspira para escrever os roteiros?
A verdadeira origem de "Walking Dead" é que eu sou apaixonado por filmes de guerra. Realmente gosto da ideia de fim do mundo, ter que sobreviver com pessoas que você nunca viu na vida. Essa ideia de apocalipse zumbi é legal porque brinca com esses personagens lutando pra viver, tendo seus corpos modificados por um vírus. É uma ideia bem interessante. E é isso que guia ‘Walking Dead’.

Você lembra do primeiro filme do gênero que assistiu?
O primeiro filme de zumbi que assisti definitivamente foi "A Noite dos Mortos Vivos" (1968). O original em preto e branco de George Romero é um dos primeiros filmes da temática zumbi e fala sobre uma cidade sendo invadida por mortos-vivos. Eu cresci em uma época em que a televisão era o centro das novidades, e esses filmes faziam muito sucesso nas sessões noturnas.

Existe a ideia de transformar a série em um filme?
A série de TV tem nos mantido populares. Existe uma possibilidade de um filme no futuro, mas atualmente eu diria que não.

E como foi o “Scream”, última premiação que vocês venceram. Você conhecia os brasileiros que concorriam?
Não, não conhecia. Mas é sempre muito bom ser premiado, é ótimo. Um sinal que as pessoas se importam com o seu trabalho e um motivo pra continuar trabalhando duro nele.

A produtora de “Crepúsculo” anunciou recentemente que fará um romance com zumbis. Você acha que o zumbi é uma nova tendência?
Não sei. Muitos filmes de zumbis já existiam, alguns remakes foram feitos nos últimos anos e essa popularidade realmente aumentou recentemente. Mas acredito que entramos nessa mais ou menos no mesmo tempo. É um boa época para ser um fã de zumbis, prefiro acreditar que é uma coincidência.

'AMERICAN HORROR STORY': A MELHOR ESTREIA DA FRACA TEMPORADA 2011 NA TV - AMERICANA E BRASILEIRA

A atual temporada da TV americana - que estreou em setembro passado - vai mal das pernas.

Poucas séries novas estão fazendo sucesso, e várias já foram canceladas sem dó nem piedade - caso de The Playboy Club, que tentou recriar o glamour das coelhinhas dos anos 60 e só encontrou a indiferença do público.

Mas há um programa que vem se destacando no meio desse marasmo: American Horror Story, que por lá é exibida pelo canal FX e aqui pelo Fox - terças, às 23 h. - e só mesmo na TV paga que tamanhas doses de  sexo e violência poderiam ser mostrados.

Na verdade, o sucesso já era esperado, pois seus criadores  emplacaram dois triunfos nos últimos anos: Nip/Tuck - sobre o universo da cirurgia plástica - e o fenômeno Glee - que já chegou até às manhãs de sábado da Globo.

Robert Zuckerman/FX/Associated Press
Jessica Lange e Frances em "American Horror Story"

Dessa vez Ryan Murphy e Brad Falchuk decidiram apostar no terror: eles conseguiram ir além da já batida casa mal-assombrada, e não só por que rechearam a trama de erotismo, já que o que realmente prende o espectador são os dramas pessoais dos personagens, que a tal da casa só faz ampliar.

Vivien - Connie Britton - perdeu o bebê que esperava ao flagar o marido Ben na cama com outra - Ben é vivido por Dylan McDermott, que, aos 49 anos, tem um corpão ma-ra-vi-lho-so, que a produção explorou ao máximo no capítulo de estreia, exibindo-o pelado quase metade do tempo.

Em busca de um recomeço, o casal se muda para Los Angeles e compra uma mansão por um preço irrisório.
Junto com eles vai a filha, Violet - Taissa Farmiga -irmã da também boa atriz Vera.
Mal sabem eles que o lugar é povoado por uma multidão de atormentados, vivos ou mortos.

O mais apavorante é o "infantata", um bebê monstruoso que se esconde no porão.
Há também a empregada Moira, uma senhora de meia-idade - que no entanto aparece no esplendor dos 20 anos aos olhos do novo patrão - e um ex-morador que tem o rosto coberto por cicatrizes de queimaduras, que já no primeiro episódio vem avisar que a casa o fez matar sua própria família.

Estes dois últimos são interpretados por veteranos de outras séries arrepiantes: ela, por Frances Conroy - a mãe da família disfuncional de A Sete Palmos -; e ele, por Denis O'Hare - o "rei dos vampiros do Mississipi" em True Blood.

Mas neste ótimo elenco ninguém brilha mais do que a Diva das Divas Jessica Lange.

A estrela dos anos 80,  ganhadora de dois Oscar e nos últimos tempos sumida - tanto do cinema, quanto da TV - aparece se divertindo muito como a venenosa vizinha Constance, que tem um passado questionável e uma filha com deficiência mental, que, incherida,  sempre aparece sem ser convidada.

É meio de mau gosto usar um personagem - e uma atriz - deficiente para provocar sustos, mas este não é o único excesso cometido pelo seriado, já que há também um adolescente com potencial de serial killer, uma coleção de fetos conservados em formol e uma criatura misteriosa vestida de látex preto da cabeça aos pés, que pode ter engravidado a protagonista!

American Horror Story tem tramas paralelas demais, é uma série apelativa mas, por enquanto, está divertida: vamos ver se mantém o pique até o final da temporada.

Confira o trailer da série:

AMERICAN HORROR STORY
Onde: Fox
Quando: Terças, 23 h.
Cotação do Klau:

CRIADOR DA SÉRIE DIZ QUE DON DRAPER TERÁ 84 ANOS AO FINAL DE 'MAD MEN', E ATRIZ BRASILEIRA FAZ PONTA APÓS GANHAR CONCURSO

Don Draper, o herói elegante de Mad Men, será um enrugado octogenário quando a série acabar dentro de alguns anos, disse o criador Matthew Weiner em uma entrevista online postada nesta quarta (16).

A série de TV cheia de estilo, ambientada nos EUA dos anos 60, é muito popular por seu retrato mordaz de uma antiga era de almoços com três martinis e de fumar sem culpa.

Weiner disse ao site Grantland.com que o personagem principal, o executivo da área de publicidade Draper - interpretado por Jon Hamm - será transportado ao presente depois de duas temporadas a partir da atual.

Isso significa que Draper - um atraente playboy na aurora da vida nas cinco temporadas do programa até agora - terminará a série como um enrugado senhor de mais de 80 anos.

"O que estou buscando, e como eu espero acabar o programa é como se fosse 2011", disse Weiner sobre a série que é apreciada não apenas por como entretenimento, mas como crítica social.

"Don Draper teria 84 agora. Eu quero trazer a série para um lugar que você tenha ideia do que significa e como está relacionada a você", disse ao website.

Frank Ockenfels/Associated Press
O ator Jon Hamm como Don Draper em imagem de divulgação da série "Mad Men"

Mad Men destaca a sufocante perfeição da vida nos Estados Unidos nos 60 - incluindo restrições morais e misoginia =  e recebeu muitos prêmios Emmy.

Weiner disse que a série tentará, no fim, descrever a curva da vida de Draper.
"Isso me ocorreu no meio da última temporada. Eu sempre senti que isso seria a experiência da vida humana. E a vida humana tem uma destino", disse ele.

Weiner disse também que gostaria de encerrar Mad Men enquanto o programa ainda estiver registrando um número alto de espectadores.
"Tudo que eu quero fazer é não desgastar a receptividade", disse ele.

Enquanto antecipa que o seriado vai terminar na sétima temporada, Weiner disse que os detalhes ainda serão esclarecidos.
"Se eu sei de alguma coisa que vai acontecer? Não, eu não sei", disse ele.
"Mas eu só quero que a série continue sendo interessante e quero que as pessoas lembrem dela com admiração e não achem que ela terminou de forma desagradável."

Enquanto isso, a atriz brasileira Carolina Monte Rosa  fez em outubro uma participação na série.

Ela foi a mais votada em um concurso que elegeu, no ano passado, os internautas que melhor traduzissem o estilo da série, concorreu com cerca de 10 mil pessoas e teve mais de 140 mil votos, graças também à ajuda de sites brasileiros que fizeram campanha por ela.

Divulgação
A atriz Carolina Monte Rosa,na foto que mandou para o concurso

Carolina disse que sua participação foi muito pequena, em apenas um dos episódios da quinta temporada.
"Obviamente [foi] menor do que eu esperava", contou.
"Enfim, eles nunca fizeram maiores promessas."

A nova temporada da série deve estrear apenas no ano que vem, após um hiato de um ano, durante o qual houve uma tensa renegociação dos contratos de produtores e atores.

'SOUTH PARK' É RENOVADA PARA MAIS TRÊS TEMPORADAS

Se havia algum fã aí preocupado com o futuro da animação criada pela dupla Trey Parker e Matt Stone, já pode ficar sossegado.

É que, segundo a Entertainment Weekly, South Park acaba de ser renovada para mais três temporadas completas.

As temporadas da série têm sempre 14 episódios, ou seja, teremos pelo menos mais 42 aventuras para ver até 2016.

Divulgação
A turma do seriado

South Park nasceu em 1997 e já está em seu 15º ano. 
Parker e Stone disseram que vão continuar escrevendo, dirigindo e editando as histórias.

South Park vai ao ar nos Estados Unidos no canal Comedy Central.

E POR FALARMOS NO COMEDY CENTRAL, SITE BRASILEIRO JÁ ESTÁ NA NET

O site brasileiro baseado no canal Comedy Central, conhecida página de humor americana, já pode ser acessado pelo endereço comedycentral.com.br.

Além de conteúdo estrangeiro legendado, o Comedy Central brasileiro também vai veicular material produzido por humoristas nacionais - já está no ar o stand-up de Murilo Gun, por exemplo.

Na estreia, o destaque é o "Roast" com o ator Charlie Sheen, onde estrelas como Seth McFarlane, Mike Tyson William Shatner e Steve-O fazem piadas para fritar o convidado - no caso, Sheen.

Divulgação
O ator Charlie Sheen durante gravação do programa "Roast" do Comedy Central, em 10/09/2011

Depois, é a vez do troco: Charlie distribui uma sequência de piadas endereçadas aos seus difamadores, para os risos da plateia - o "Roast" de Sheen pode ser assistido, clicando aqui.

O ator comemorou no Twitter a estreia do site do Comedy Central no Brasil.
"Primeiro fui 'queimado' em inglês, e agora também estou sendo em português!", escreveu antes de colocar o link para a página brasileira.

Em resposta, Danilo Gentili comentou que havia chamado algumas mulheres para comemorar a estreia e convidou Sheen para vir ao Brasil se juntar a ele.
A resposta: "Estou aí em espírito, cara!".

O Comedy Central também terá lançamento como canal pago no Brasil no ano que vem.

'JUSTICE LEAGUE - DOOM': SAÍRAM MAIS IMAGENS E A CAPA DO DVD

Nessa semana, a Warner divulgou a capa do DVD do novo desenho da Liga da Justiça, que sai no início de 2012.

Outras imagens da animação também foram divulgadas.

Confira:

A capa do DVD traz o Batman e seu Batarangue em destaque

A Safira Estrela

O Superman, à frente do Batman e do Flash

A Mulher-Maravilha e o Lanterna Verde

O desenho é uma adaptação da saga Torre de Babel, de Mark Waid e Howard Porter.

No elenco de vozes, temos Kevin Conroy como Batman, Tim Daly como Super-Homem, Michael Rosenbaum faz a voz do Flash, Nathan Fillion dubla o Lanterna Verde, Carl Lumbly é o Caçador de Marte, Susan Eisenberg dubla a Mulher Maravilha, Bumper Robinson é o Ciborgue e Olivia D`Abo é Safira Estrela.

A história não será exatamente a mesma mostrada nas HQs.
Aqui, por exemplo, temos a inclusão de Ciborgue como membro do supergrupo, coisa que não havia no original.

A produção é de Bruce Timm e a direção é de Lauren Montgomery.

CONFIRA IMAGENS DO PRÓXIMO EPISÓDIO DE 'HOUSE' NOS EUA

O episódio "Parents" vai ao ar na semana que vem, e imagens foram divulgadas.

Confira:

Imagens/Divulgação
House - Hugh Laurie - e sua equipe, interpretados por Odette Annable, Charlyne Yi, Jesse Spencer e Peter Jacobson

House - Hugh Laurie - e Adams - Odette Annable

O ator John Scurti interpreta um paciente com diabetes, que House consulta

'UFC COMBATE' NA GLOBO TEVE RECORDE DE AUDIÊNCIA E EUFORIA DE UM NARRADOR VETERANO

Se o UFC Rio conquistou a maior audiência da história da RedeTV! - 9 pontos em agosto -, a estreia do evento na Globo, na madrugada do último domingo (13) foi além.

Na transmissão da vitória de Júnior Cigano sobre Cain Velásquez - de cerca de 30 minutos e que foi até quase 1h da madrugada - a Globo teve picos de 18 pontos - cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande São Paulo.

O evento acabou abreviado por um nocaute de Cigano sobre Velásquez em apenas um minuto, perdendo a chance de ampliar a grande audiência que a Globo estava conseguindo.

Logo após o encerramento do evento, o número baixou para cerca de 13 pontos, que é o que a emissora costuma ter com o Supercine.

A líder de audiência apostou em transmitir o mesmo evento que marcou a estreia da FOX na TV aberta dos EUA e, por isso, teve apenas um combate - o melhor - na programação.

Mas a grande atração acabou mesmo sendo a presença de Galvão Bueno como narrador - tendo ao lado o lutador Vitor Belfort como comentarista.

Reprodução/TV Globo
Bueno e belfort, durante a transmissão do UFC Combate

O narrador mais amado e odiado do país fez sua estreia no MMA e, apesar do pouco tempo para fazer sua parte - devido ao nocaute em apenas 1 minuto do brasileiro -, se mostrou emocionado, reviveu bordões do passado e até criou um novo - “os gladiadores do terceiro milênio”.

Foi com esta nova denominação que Galvão deu suas “divagadas” do começo ao fim da curta noitada - foram quatro citações aos “gladiadores” em uma transmissão que durou apenas 30 minutos.

“Uma grande febre, uma mania, uma adrenalina que corre por todas as partes do corpo. São os gladiadores do terceiro milênio, os super-atletas. É como se juntasse em uma só pessoa o atleta mais bem-preparado. A arena montada, com o octógono, é como se fosse um coliseu” disse o narrador, dando sua definição do MMA.
“Os gladiadores lutavam pela sobrevivência ou para deixarem de ser escravos. Esses não, são pais de família. São super-homens.”

Como esperado, Galvão citou rapidamente algumas regras das artes marciais mistas, e lembrou seu velho companheiro.
“O Arnaldo César Coelho diria que a regra é clara, e são 32 itens na regra sobre aquilo que não pode ser feito”, explicou.

Também estiveram presentes alguns bordões antigos, adaptados à nova realidade:

“Haja coração, amigo, se prepara aí” – antes do intervalo
“Hoje ele (Cigano) é o Brasil no octógono” – com a pegada ufanista de sempre
“Esse é famoso, esse é fera, tem cara de mal” – sobre o árbitro John McCarthy
“O Brasil inteiro na pegada firme de direita do Júnior” – chamando a torcida

Na hora da luta, Galvão não deixou barato para os detratores e provou estar em dia com o vocabulário do esporte.
“Tentou o primeiro takedown, puxando para o single-leg, puxando uma perna. É assim, vamos usando sando o termo em inglês e traduzindo”, afirmou.

Mas não deu tempo para mais. Os segundos finais, foram de êxtase digno de um “é tetra!”.

“Opa, opa, pegou, pegou. Vamos lá, vai terminar. Pra terminar. Mão esquerda: 1, 2, 3, 4. Bate! Acabou, acabou, acabou. Júnior, Júnior, Júnior, Júnior Cigano do Brasil!”, gritou Galvão. 
“Acabou! É campeão do muuundo, Júnior Cigano.”

O fim da transmissão reservou o lado emocionado do narrador: além de revelar que Belfort foi às lágrimas na transmissão, admitiu: “Eu não imaginava que depois de 40 anos de trabalho ia surgir um desafio novo. Fiquei encantado, a adrenalina passa pelo corpo inteiro”, concluiu, já marcando um novo compromisso - no dia 14 de janeiro, na segunda edição do UFC no Rio.

Haja coração!

UFC COMBATE
Onde: Globo
Narração: Galvão Bueno
Comentários: Vitor Belfort
Cotação do Klau:
*****
Até +!