No último sábado, Daniel Craig apresentou o Saturday Night Live, icônico programa semanal de comédia da rede americana NBC
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Em seu monólogo, Craig confirmou que 007 – Sem Tempo Para Morrer será seu último filme como James Bond e falou brevemente sobre o atraso do filme.
“Este próximo filme de James Bond vai ser o meu último mas vai ser um dos melhores”.
Ele ainda mencionou o fato de estreia do filme ter sido adiada para novembro, devido ao surto do novo coronavírus, e brincou com a contratação de Phoebe Waller-Bridge para melhorar os diálogos do longa.
O programa, que contou com apresentação do músico The Weekend, também teve esquetes com o elenco do programa, entre elas, uma paródia do novo filme da franquia.
Uma coincidência que une quatro pessoas de origens diferentes em Recife, cujos efeitos serão sentidos por muito tempo – muito mais do que a pena de sete anos de reclusão a que foram condenados.
A razão pela qual cada um foi julgado culpado é questionável.
Não pelos crimes em si, mas pelos caminhos que percorreram até o banco dos réus.
Toda a minissérie se passa no Recife, capital de Pernambuco.
Nela é contada uma trama em cada dia da semana, onde se desenrola a busca por justiça.
As sinopses de cada trama:
Segunda (Vicente Menezes):
Elisa (Débora Bloch) não supera a morte da filha, Isabela (Marina Ruy Barbosa), assassinada pelo noivo Vicente (Jesuíta Barbosa), que a flagra o traindo com o ex-namorado.
Depois de liberto, tenta conseguir o perdão da ex-sogra e seguir a vida, agora casado com Regina (Camila Márdila).
Terça (Fátima Libéria do Nascimento):
Fátima (Adriana Esteves) é uma doméstica, que matou o cachorro do seu vizinho, o policial Douglas (Enrique Díaz), por morder seu filho e acaba por ser incriminada por ele por tráfico.
Quando é solta pretende reconstruir a família, mas o marido Waldir (Ângelo Antônio) morreu, seu filho Jesus (Bernardo Berruezo/Tobias Carrieres) se torna morador de rua e a filha Mayara (Letícia Braga/Julia Dalavia) se prostitui.
Quinta (Rose Silva dos Santos)
Rose (Jéssica Ellen) e Débora (Luisa Arraes), são amigas desde a infância - a primeira é filha da empregada da mãe de Débora.
Rose, negra, é presa com drogas dos amigos, enquanto Débora, branca, é liberada.
Após este fato, Débora é estuprada e quando reencontra a amiga sete anos mais tarde, parte em busca do homem que a violentou.
Sexta (Maurício de Oliveira)
Maurício (Cauã Reymond) é preso por eutanásia, após matar sua esposa Beatriz (Marjorie Estiano), atropelada por Antenor (Antonio Calloni) durante fuga com o dinheiro roubado do sócio — Antenor fugiu sem prestar socorro.
Quando sai da prisão, já um poderoso contador do submundo do crime, Maurício se aproxima de Vânia (Drica Moraes), esposa problemática de Antenor, agora candidato a Governador do Estado.
CRÍTICA:
Sucesso de público e crítica, “Justiça” chegou ao fim hoje como uma das melhores produções da televisão brasileira não só deste ano, mas dos últimos anos
Com um elenco de primeira, direção e texto primorosos, a minissérie que teve seu último capítulo exibido instantes atrás na Globo, me arrebatou do primeiro ao último capítulo, da primeira à última cena.
Até as mínimas participações de duas atrizes de quem eu gosto muito, Marjorie Estiano e Marina Ruy Barbosa, me deixaram arrepiado o tempo todo - e quando eu fico arrepiado o tempo todo é por quê está bom!
Marjorie Estiano, em cena da minissérie - Fotos dessa postagem: Divulgação/TV Globo
Débora Bloch, Adriana Esteves, Drica Moraes, Antonio Calloni, Leandra Leal, Vladimir Britcha e Cauã Reymond estiveram estupendos, em seus melhores papéis dos últimos tempos.
Como foram estupendos Enrique Diaz, Jesuíta Barbosa, Jessica Ellen e Camila Márdila.
Agora, quem me surpreendeu positivamente e deu um banho, da primeira à última cena, foi Luísa Arraes, que começou patricinha amiguinha da filha da empregada e terminou insana, fazendo justiça pelas próprias mãos e trucidando com um cano o seu estuprador, numa das cenas mais violentas da TV aberta de todos os tempos.
Luísa Arraes como Débora
A única crítica que poderia ser feita seria algumas pontas soltas no roteiro, que confundiram o telespectador.
No episódio das sextas, muitos não entenderam temporalidade na ação que vai do atropelamento de Beatriz (Marjorie Estiano) à prisão do seu marido, Maurício (Cauã Reymond).
Em uma noite, vimos o atropelamento, a fuga do atropelador, a vinda do socorro, a internação, o diagnóstico médico de que ela estava tetraplégica, a decisão dela, uma bailarina de morrer, o pedido para que o marido a mate, a eutanásia em si, a chegada da polícia, a prisão e a ação na delegacia - que mostrava os quatro presos juntos.
Jesuíta Barbosa, Adriana Esteves, Jessica Ellen e Cauã Reymond - protagonistas da minissérie
Muitos não entenderam também a morte de Vicente (Jesuíta Barbosa) da trama das segundas.
A cena, fortíssima, foi de uma beleza absurda, já que ao seu lado, Elisa, aparentemente só com um raspão na testa, desiste de ligar para o socorro e vê o homem que assassinou a sua filha morrer ao seu lado.
Ele morreu de batida do lado do seu carro ou com um tiro?
Pela narrativa da série, o telespectador esperou os episódios seguintes para saber - e a resposta veio apenas na última cena do episódio final agora pouco: sua morte era uma das manchetes na primeira página de um jornal, juntamente com desfechos de outros personagens, uma saída muito interessante, já que os crimes do início da trama também foram mostrados como notícia de jornal.
Veja:
Só que dessa vez eram quatro notícias e o telespectador não teve tempo de ler tudo.
Para quem não teve tempo de ler, veja:
Esses deslizes não comprometeram a obra, já que o roteiro foi eficiente dentro da proposta de cruzar tramas e personagens com protagonismos separados por dia.
O melhor mérito da série, para mim, foi o de não cair no lugar comum das novelas, mostrando em todos os capítulos um trabalho muito rico no conteúdo – sua maior qualidade - e nos fazendo pensar e discutir a linha frágil que separa a justiça subjetiva da vingança.
A autora Manuela Dias foi muito criativa em dar um desfecho original e diferente a cada protagonista.
Maurício (Cauã Reymond) foi o único que conseguiu cumprir seu plano de vingança como planejado, sem sujar as mãos e mesmo tendo usado Vânia (Drica Moraes) para isso - o que custou a vida dela.
Fátima (Adriana Esteves), a única presa injustamente, teve um final feliz, ao ser pedida em casamento pelo mestre de obras/cantor Firmino (Júlio Andrade), que junto com seu vizinho que a tinha colocado atrás das grades Douglas (Enrique Diaz), a salvou de quase ser morta por policiais corruptos, que a acharcavam.
O pedido de casamento na sua derradeira cena, ao som de uma linda canção, me fez chorar muito, já que seu desfecho foi um sopro de esperança entre tantas histórias trágicas.
Mas a filha Mayara (Júlia Dalávia) não largou a prostituição...
Mayara (Júlia Dalávia)
Se Elisa (Débora Bloch) havia desistido de se vingar e no episódio final apareceu desmontando o quarto da filha assassinada, exorcizando o passado e livrando-se do que a incomodava, para depois ver Vicente estrebuchar ao seu lado, Débora (Luiza Arraes) a jovem estuprada, também se vingou.
Só que diferente de Elisa, Débora não conseguiu racionalizar a sua sede de vingança e ao longo de sua trajetória, foi mostrando o quanto insana ela era.
A imagem de Débora perambulando na estrada foi o mais triste dos desfechos.
Já sua amiga Rose (Jessica Ellen), que ficou presa por ser negra e por Débora, branca, ter fugido do flagrante, acabou unindo-se ao traficante Celso (Vladimir Brichta) que, indiretamente, foi um dos responsáveis por sua prisão.
Rose (Jessica Ellen) e Celso (Vladimir Brichta)
Nada muito diferente da tão questionável atração - inclusive sexual - entre Elisa e Vicente - que movimentou a trama das segundas e chocou o público.
No desfecho da última história nesta sexta (23), o candidato a governador corrupto Antenor (Antonio Calloni) acabou preso após participação na morte da mulher Vânia (Drica Moraes).
Satisfeito com sua vingança, Maurício (Cauã Reymond) decidiu ir embora do Recife e acabou encontrando Débora (Luisa Arraes), que também tinha deixado a cidade após matar o estuprador Osvaldo (Pedro Wagner), na estrada.
Hostilizado em um restaurante após ter os crimes revelados na TV por Vânia, Antenor resolveu ir tirar satisfações com a mulher, agora refugiada em um hotel.
Ao descobrir que ela era amante de Maurício e que agiu sob influência do contador, o candidato a governador teve um acesso de raiva e partiu para a agressão.
Encurralada, Vânia se desequilibrou e acabou caindo da janela do quarto do hotel.
No funeral, Antenor acusou a mulher de ser alcoólatra e ter revelado as denúncias como vingança por ele ter tido um caso extraconjugal.
Filmado pelas câmeras de segurança do hotel, o político acaba preso acusado de matar Vânia e na cadeia, ele recebe a visita de Maurício, que finalmente revela o motivo de sua vingança: retaliação por Antenor não ter ajudado a socorrer Beatriz (Marjorie Estiano) após o atropelamento que a deixou paraplégica.
"Para você ver como é a justiça. Você cometeu vários crimes e vai ser preso por uma coisa que não fez", zombou Maurício.
Maurício finalmente conta o motivo da sua vingança
Apesar de também estar envolvido nos crimes do pai, Téo (Pedro Nercessian) sai impune, já que, após concordar em fazer uma delação premiada, ele anuncia sua candidatura.
"Estou me sentindo traído como todos os brasileiros", teve a desfaçatez de declarar diante das câmeras o jovem cara de pau.
O último episódio mostrou ainda como Kellen (Leandra Leal) roubou o dinheiro de Maurício e Celso, antes de fugir com Douglas (Enrique Diaz).
Após espionar o ex-sócio e namorado, ela descobriu onde o contador guardava o dinheiro.
"Peguei meu FGTS", escreveu ela com batom vermelho, acima do buraco na parede onde Maurício guardava a grana, antes de partir.
Enrique Diaz e Leandra Leal: casal sem vergonha
O roteiro instigante de “Justiça”, que tocou em temas espinhosos e por muitas vezes difíceis, como a corrupção policial, influência financeira e política, turismo sexual, eutanásia, estupro, racismo, entre outros, veio acompanhado de uma direção artística primorosa, de José Luiz Villamarim, com cenários reais do Recife, fotografia de Walter Carvalho e uma trilha sonora - que foi do clássico ao brega - absolutamente extasiante.
A repercussão mostrou que quando a TV aberta oferece uma proposta original, de qualidade técnica e artística, e que nada fica a dever às melhores produções estrangeiras, da TV a cabo ou plataformas on demand e serviços de streaming, o público aplaude e prestigia.
Não à toa, mesmo sendo exibida tarde da noite, foi uma das maiores audiências da Globo no ano.
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
'JUSTIÇA'
Formato:
Minissérie
Gênero:
Drama
Duração:
35-45 minutos
Criador:
Manuela Dias
Diretor:
José Luiz Villamarim
Voz de:
Fernanda Montenegro (Chamadas)
Elenco Principal:
Adriana Esteves, Débora Bloch, Drica Moraes, Antonio Calloni, Julia Dalavia, Camila Márdila, Cássio Gabus Mendes, Enrique Díaz, Marjorie Estiano, Luisa Arraes, Vladimir Brichta, Marina Ruy Barbosa, Leandra Leal, Jéssica Ellen, Jesuíta Barbosa e Cauã Reymond
Uma das séries mais populares da TV paga da atualidade, 'The Flash' voltou na quinta (15) ao Warner Channel brasileiro, com o herói superveloz em crise de identidade, seis meses após salvar a cidade Central City da destruição
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Uma das características da primeira temporada de 'The Flash' foi não ter episódios 'fillers' - aqueles que pouco acrescentam à história.
Esse segundo ano, ao que parece, vai manter a mesma "pegada".
Barry (Grant Gustin) se acha culpado pela morte de Ronnie (Robbie Amell), uma das metades do Nuclear, quando ambos salvaram Central City da destruição, rejeitou a fama e primeiramente se recusa a participar de uma comemoração em sua homenagem, o 'Dia do Flash' - mas acaba capitulando.
O 'The Flash Day' - The CW
Barry passa a questionar se deve continuar combatendo o crime e prendendo os meta-humanos (seres que ganharam, assim como o herói, poderes especiais depois a explosão de um acelerador de partículas no laboratório Star) e, assim, acaba afastando todos os membros da antiga 'Equipe Flash'.
Cisco Ramon (Carlos Valdes) está trabalhando na delegacia de polícia, ao lado do detetive Joe West (James L. Martin), e Caitlin Snow (Danielle Panabaker) atua como bioengenheira em outro laboratório.
Os meta-humanos, no entanto, voltarão a atacar Central City - o vilão da vez foi nomeado de 'Esmaga Átomo', já que se alimenta de radiação, justamente pela metade que sobrou do Nuclear - o Dr. Martin Stein (Victor Garber).
Lógico, Cisco - que tinha nomeado todos os vilões até agora - achou a nomeação o máximo!!
O Esmaga-Átomo foi mandado poe Zoom para matar o Flash
Assim, Barry percebe que não pode trabalhar sozinho e volta a ter uma equipe de apoio: Cisco e Caitlin, Iris (Candice Patton), seu pai Joe (Jesse L.Martin) e o Dr. Garber ficarão na retaguarda.
Em breve, Cisco e Caitlin perceberão que também ganharam superpoderes com a explosão do acelerador: nas HQs do Flash, Cisco é o herói Vibro, com o poder de criar ondas vibratórias que derrubam muros e destroem aço e Caitlin é a Nevasca, uma mulher com a habilidade de controlar o gelo.
Na série, essas identidades só serão assumidas futuramente (vimos Caitlin como Nevasca quando Barry voltou no tempo, lembram?)
Quando o captura, Flash pergunta ao Esmaga-Átomo quem o mandou para matá-lo - e a resposta: "Zoom''.
Barry se recupera do embate contra o Esmaga-Átomo, ao lado de Joe - The CW
No segundo capítulo, ele será introduzido: o professor Zoom (voz de Tony Todd) é um viajante do tempo nascido no século 25 e que tem o objetivo de destruir o Flash.
Conhecido como o segundo Flash Reverso, ele é mais rápido do que qualquer outro meta-humano com poder da supervelocidade.
Vimos também que Harrison Wells (Tom Cavanah), morto no episódio final da primeira temporada, deixou um vídeo-testamento para Barry, não só lhe deixando o StarLabs, como inocentando seu pai, Thomas (John Wesley-Shipp) da morte de sua mãe.
Wells, no vídeo-testamento - The Cw
Thomas sai da cadeia depois de 14 anos e a comovente cena que se segue, em que ele diz a Barry que não vai ficar, pois o filho "não é mais só o Barry, mas sim o Flash e que agora, sua equipe é a sua família", só demonstra a sua grandeza e explica como um pai preso por tanto tempo não ficará ao lado do único filho.
Tomara que Shipp, grande ator e nosso primeiro Flash live action na cult série de 1990, volte em participações especiais.
O abraço de pai e filho na saída da prisão - The CW
Em breve, será conhecido o paradeiro da mulher de Joe West , o pai adotivo de Barry, e uma nova paixão vai cruzar o caminho do herói: Patty Spivot (Shantel VanSanten), uma policial extrovertida e inteligente e justamente a nova parceira de Joe na polícia.
Ela terá um estilo parecido ao de Felicity Smoak (Emily Bett Rickards) em 'Arrow'.
Na penúltima cena, toda a equipe está reunida e Cisco mostra a modificação que fez no uniforme do herói: agora, o logo do raio aparece sobre um fundo branco, o Dr. Stein diz que isso "destaca ainda mais a sua importância'' - e Cisco delira, mais uma vez!
O herói e seu novo logo - The CW
Jay Garrik (Teddy Sears), o Flash da Terra paralela, já apareceu, vestido com trajes civis, primeiro fotografando Barry de longe, depois, no primeiro embate do herói com o Esmaga-Átomo no 'Dia do Flash' e finalmente, na cena final, dizendo a Barry que seu mundo corre perigo.
Para combater um vilão tão poderoso quanto Zoom, dois Flashes serão muito bem vindos.
Serão exibidos outros episódios crossovers com 'Arrow', assim como aconteceu na primeira temporada da série do velocista e na terceira da série do Arqueiro Verde.
Uma das mais famosas e célebres séries da TV americana foi criada por Mel Brooks e se tornou um grande sucesso no mundo todo
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Lançada em 18 de setembro de 1965, 'Agente 86' foi criada especialmente para brincar com a 'Guerra Fria' entre Estados Unidos e União Soviética, conflito que acabou gerando material farto para livros, cinema e TV.
Foi nesse contexto que James Bond explodiu nas telonas e influenciou o surgimento de seriados até hoje reverenciados - como 'Missão Impossível' (1966), 'O Agente da UNCLE' (1964) e 'James West' (1965).
E é aí que chegamos a 'Agente 86'.
Tudo surgiu da ideia do produtor Dan Melnick, que pensou em criar uma comédia, brincando com todo o universo da espionagem de James Bond, tão em voga naqueles anos.
Para colocar o projeto para andar, Melnick foi atrás de um velho amigo seu, Mel Brooks, um dos maiores gênios da comédia em todos os tempos - a eles também se juntaria o produtor Buck Henry.
Depois de uma tentativa fracassada de vender o projeto à rede ABC, 'Get Smart', nome original do seriado, foi parar na concorrente NBC.
Mas a NBC fez uma exigência: que houvesse a mudança de protagonista e, assim, saiu o ator Dick Dorso, escolhido inicialmente para ser Maxwell Smart, e entrou Don Adams.
O elenco principal foi completado com Barbara Feldon no papel da 'Agente 99'; Edward Platt como o 'Chefe' e pelo cachorro Fang.
Com uma primeira temporada irrepreensível, 'Agente 86' foi um grande sucesso logo de cara.
Com piadas originais, criativas, personagens espirituosos, roteiros bem escritos, elenco afiado e estilo inovador, a atração conseguiu chamar a atenção e cativar o espectador.
Aliás, a originalidade da série já começava na abertura, que é um clássico copiado até hoje e mostra Maxwell Smart passando por várias portas que vão se abrindo na sequência.
Este é o seu caminho secreto para chegar ao QG do 'Controle', a agência americana de espionagem em que trabalha.
Relembre a abertura:
A trama da série mostrava a eterna guerra do Controle contra a Kaos, organização criminosa planetária pronta para detonar com a humanidade.
Esta era, obviamente, uma alusão direta à Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética - só que tudo feito com muito humor.
Nas cinco temporadas, foi desenvolvida uma história entre Smart e 99 (o nome dela nunca foi revelado) - era bem óbvio desde o início que havia um clima entre os dois e a coisa só foi aumentando.
Mesmo assim, o primeiro beijo aconteceu apenas na quarta temporada, assim como o casamento.
E mais do que humor e romance, a série deixou um monte de marcas na cultura televisiva e no mundo pop também.
Tem os bordões, as frases engraçadas, acessórios malucos - como o 'Cone do Silêncio' e o famosíssimo 'Sapato-fone', ancestral do celular.
O famoso 'Sapatofone'
Com o grande sucesso da série, que terminou em 1970, houve algumas tentativas de resgatar o seriado com um filme em 1980 chamado 'A Bomba Que Desnuda' - muito pouco fiel ao seriado e com um roteiro péssimo, o longa foi um fracasso sem tamanho mesmo contando com Don Adams novamente como Maxwell Smart.
O segundo filme saiu em 1988: 'Agente 86, De Novo?' foi produzido diretamente para a TV e desta vez, pelo menos, tentou-se fazer algo mais ligado ao seriado, com a participação de vários atores da série - como Barbara Feldon, por exemplo.
Para completar, rolou ainda um esboço de série de TV em 1995, com Max como o chefe do Controle, 99 como congressista com o filho dos dois também trabalhando na agência secreta americana.
Não funcionou e teve apenas sete episódios.
Mais recentemente, em 2008, tivemos uma boa produção para as telonas, que trouxe de volta o universo de Maxwell Smart.
Steven Carellinterpretou 86 e Anne Hathaway viveu 99.
Mais caprichado, o longa foi bem nas bilheterias: custou US$ 80 milhões para ser produzido e arrecadou US$ 230 milhões no mundo todo.
Satisfatório, mas não a ponto de criar uma franquia, como era a intenção.
Veja o trailer do longa de 2008:
Agora, depois dessa retrospectiva sobre a série, confira cinco coisas que você não sabia sobre 'Agente 86':
1. Dublagem
A dublagem brasileira sofreu algumas mudanças durante o tempo em que o seriado foi exibido aqui, com três empresas sendo responsáveis pelas vozes dos personagens.
A primeira foi a Cinecastro, que trabalhou durante a primeira temporada.
Do segundo ao quarto anos a dubladora foi a AIC/SP.
A quinta e última temporada foi dublada pela Herbert Richers.
Apesar dessas mudanças de casa, a voz de Max foi feita em todas as temporadas pelo dublador Bruno Netto, mas o mesmo não aconteceu com 99, que foi dublada por Ângela Bonatti e Aliomar Mattos.
Ainda sobre a dublagem, os episódios que a Warner vem lançando não trazem a dublagem original.
As vozes tiveram todas de serem refeitas já que a série dublada não foi preservada.
Apenas alguns episódios do quarto e quinto anos ainda têm as vozes dos anos 60 e estão nas mãos de alguns colecionadores - mas a qualidade não é lá das melhores.
2. Controle e Kaos
CONTROLE e a KAOS são as duas organizações de espionagem que estão na série, mas há várias curiosidades sobre elas que você não conhece.
O Controle tem seu número de telefone revelado durante o episódio 12 da segunda temporada - é 555-3743 e o endereço é W Street, com a 34, em NY.
Segundo a série ninguém sabe muito bem quando a KAOS foi criada - há duas datas conflitantes.
Num diálogo, Max diz que a Kaos foi fundada em 1957 e num outro episódio, o agente do mal Omar Shurok diz que a organização criminosa surgiu em 1904, em Bucareste, Romênia.
Os nomes CONTROLE e KAOS não têm nenhum significado oculto e nem são siglas - um é apenas o oposto do outro e, obviamente, são alusões à CIA e à KGB, as agências de espionagem americana e soviética durante a Guerra Fria.
3. Carros
Os carros que Maxwell Smart usava frequentemente geram algumas confusões nas discussões de quem via o seriado na TV.
Muita gente se lembra de um carrinho conversível vermelho e outros dizem que era um azulzinho.
Bom, todo mundo está certo: na primeira e segunda temporadas, o veículo da abertura era um Sunbeam Tiger de cor vermelha e conversível e foi o mais utilizado pelo 86 ao longo da série, aparecendo nas quatro primeiras temporadas.
No quinto ano, o Sunbeam some completamente da série, sem explicação.
Do terceiro ano em diante a abertura sofre uma mudança e Smart passa a pilotar um Karmann Ghia azul-claro - mas esse carro nunca apareceu em nenhum episódio do programa.
Na última temporada, Max passa a conduzir um Opel GT 1969 de cor dourada.
Esses citados acima foram os principais carros de Max, mas ele também apareceu atrás de outros volantes.
Um veículo que chamou muito a atenção foi o FB600, um carrão envenenado, com visual nada discreto e grande.
Segundo o que é contado no primeiro ano, o FB600 foi desenvolvido pelo exército americano e custou US$ 32 mil, aparecendo nos episódios 9 e 10 da primeira temporada.
4. Agente 99 quase foi Agente 69
A Agente 99, interpretada pela linda e boa atriz Barbara Feldon, correu o sério risco de não ser tão angelical assim.
É que antes da série estrear, os produtores queriam dar a ela o número 69, mas todos acharam que a censura da época não iria aprovar, já que o número até hoje significa 'sexo oral mútuo'.
Assim, ficou 99 mesmo, o que não deixa de ser uma outra sacanagem - é só conferir a posição que os números fazem.
A agente nunca teve seu nome revelado durante as cinco temporadas da série.
5. Muitas participações especiais
Entre os vários famosos que fizeram participações especiais ao longo das cinco temporadas estão atores como Ernest Borgnine, Julie Newmar (a Mulher-Gato mais linda e mais gata do seriado do Batman dos anos 60), Vincent Price, Jonathan Harris (o Dr. Smith do seriado 'Perdidos no Espaço'), James Caan, Cesar Romero (o Coringa na série 'Batman') e Leonard Nimoy (antes de ser Spock em 'Star Trek', irreconhecível pela maquiagem, na foto acima com Adams e Feldon).
A série "Todo Mundo Odeia o Chris/Everybody Hates Chris" comemorou na última terça-feira (22) dez anos desde sua estreia nos Estados Unidos
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A excelente comédia teve quatro temporadas e terminou em 2009.
Lá, foi lançada pelo canal UPN (atual The CW) em 22 de setembro de 2005 e foi indicada ao Globo de Ouro já na temporada de estreia.
O último episódio - "Todo Mundo Odeia o Supletivo", o de número 22 da quarta temporada - foi ao ar em maio de 2009.
No Brasil, a série foi exibida na Record, no canal Sony e no TBS Multidivertido e e está no ar ininterruptamente desde 2006.
Seus 88 episódios são reprisados pela Record aos finais de semana ou como tapa-buraco da programação e o TBS a exibe diariamente.
Todos os episódios de todas as temporadas também estão disponíveis na Netflix.
A trama, que agora completa 10 anos, é inspirada na adolescência de seu criador, o comediante Chris Rock, que inclusive narra todos os episódios como se estivesse relembrando o passado.
A série se passa entre 1982 - quando a família dele se muda para o bairro de Bed-Stuy, no Brooklyn, Nova York - e 1987, quando Chris desiste de ir à escola e tenta se formar em um curso supletivo.
Racismo, bullying e violência são alguns dos temas mais abordados na série, tudo com humor e ironia.
Por causa das constantes exibições, "Todo Mundo Odeia o Chris" tornou-se uma das séries norte-americanas mais conhecidas no Brasil, e os atores viraram celebridades por aqui.
Terry Crews, intérprete de Julius, pai de Chris e que atualmente aparece nos nossos intervalos comerciais numa enlouquecida propaganda de desodorante, já nos visitou duas vezes.
Tichina Arnold, a intérprete da mãe de Chris, Rochelle, já sambou no Carnaval carioca.
Nas redes sociais, é muito comum vermos as centenas de mensagens que os fãs brasileiros enviam ao elenco diariamente.
Dias atrás, Tichina Arnold e Terry Crews se reencontraram em um evento nos Estados Unidos.
Animada, a atriz publicou um vídeo ao lado do ex-colega em seu perfil no Instagram.
"Vejam com quem eu saí ontem à noite! Terry Crews! Não posso acreditar o quanto eu sentia falta dele! Eu amo esse cara", escreveu.
No vídeo, os dois se apresentam para o público e fazem piadas entre eles.
"Ela é linda, não está nervosa", brincou Terry Crews, relembrando uma das características de Rochelle na série.
O reencontro foi comemorado por fãs e muitos brasileiros comentaram o vídeo no perfil de Tichina com corações e bordões de Rochelle, como: "Meu marido tem dois empregos".
Mas o que os fãs querem sempre saber aqui é: como está o elenco de "Todo Mundo Odeia o Chris" atualmente?
Confira:
Tyler James Williams (Chris)
O protagonista de "Todo Mundo Odeia o Chris" gravou os primeiros episódios da série aos 12 anos, mas começou a carreira na TV com apenas quatro anos, no infantil "Vila Sésamo".
Em entrevista à Record, em 2011, revelou que, assim como seu personagem, já sofreu agressões na escola.
Fez parte do elenco da quinta temporada da aclamada "The Walking Dead" e atualmente, aos 22 anos, está rodando o spin-off de "Criminal Minds", "Beyond Borders", com previsão de estreia para 2016.
Tichina Arnold (Rochelle)
Mãe de Chris na série, Rochelle conquistou o público brasileiro com seu jeito durão com os filhos e a falsa modéstia, principalmente quando dizia que o marido tinha dois empregos.
Tichina Arnold recebe centenas de comentários de fãs brasileiros em seu perfil no Instagram.
Em 2013, visitou o Brasil e conheceu o Carnaval de Salvador e do Rio de Janeiro.
Hoje, aos 46 anos, atua em filmes para TV e investe na carreira musical.
Terry Crews (Julius)
Antes de ser o pai trabalhador e mão de vaca de Chris, o ator de 47 anos jogou futebol americano e já disputou a NFL (liga norte-americana).
Crews já era conhecido dos brasileiros por participações na série "Eu, a Patroa e as Crianças" e pelo filme "As Branquelas" (2004), em que afinou a voz para cantar 'A Thousand Miles' - performance que repetiu recentemente na batalha de dublagens apresentada pelo ator e rapper L.L. Cool J. (NCIS: Los Angeles) no canal TBS Muitodivertido.
Veio ao Brasil em 2009 e 2014 e ficou chocado com o sucesso de "Todo Mundo Odeia o Chris" - afinal, nos EUA, a série nunca teve grande audiência.
Também atuou em "Os Mercenários" (2010), de Sylvester Stallone.
Seu papel mais recente é na boa série de comédia "Brooklyn 9-9" - também exibida aqui no Brasil pelo TBS.
Imani Hakim (Tonya)
A atriz tinha 11 anos quando interpretou Tonya, irmã caçula de Chris.
Hoje, aos 21, continua a carreira fazendo participações em séries e filmes.
Em 2014, protagonizou o filme "A História de Gabby Douglas", sobre a primeira ginasta negra dos Estados Unidos a conquistar uma medalha de ouro em Olimpíadas.
Em seu Instagram, Hakim também recebe centenas de mensagens de fãs brasileiros.
Tequan Richmond (Drew)
Na série, Drew era conhecido por ser "descolado" e atrair mais as mulheres do que seu irmão mais velho, Chris.
Já seu intérprete começou na TV fazendo pontas em séries como "Plantão Médico" e "CSI".
Em 2004, interpretou Ray Charles criança no filme sobre o músico, morto no mesmo ano.
Atualmente com 22 anos, Richmond também é rapper, mas não largou a carreira de ator: em abril deste ano, foi indicado ao Daytime Emmy Awards pelo papel na telenovela "General Hospital" - que está há mais de 40 anos ininterruptos no ar nas manhãs da TV americana.
Fotos: Divulgação e Instagram dos atores
Nos Estados Unidos, 'Todo Mundo Odeia o Chris' nunca registrou bons números de audiência - a última temporada teve média de 1,7 milhão de telespectadores por episódio - mas no Brasil, até hoje quebra galho dos programadores de TV e funciona como reprise.
Apesar de ser um produto infanto-juvenil, a série aborda assuntos sérios, como bullying, violência e racismo, sem se importar com o politicamente incorreto.
Relembre cinco temas politicamente incorretos da série:
Bullying
Chris é o único aluno negro da escola Corleone e sofre abusos do encrenqueiro Joey Caruso (Travis T. Flory).
Travis T. Flory interpretou Joey Caruso nas quatro temporadas da comédia - The CW
Símbolo do garoto que pratica o bullying, Caruso, na verdade, admira Chris pela coragem e determinação de superar as dificuldades.
Por isso, ele pega no pé de Chris para tentar, de alguma forma, se mostrar superior.
Mas ele abusa: tranca Chris no armário, bate, xinga e constantemente derruba o material escolar do “amigo”.
Quando Chris vai para o ensino médio e muda de escola, a Tattaglia High School, ele fica feliz ao descobrir não ser o único negro por lá, mas a alegria acaba logo quando vê que Caruso também se transferiu para a mesma instituição.
Professora racista
Chris sofria bullying sob as vistas grossas de todos os funcionários das escolas pelas quais passou.
Entre eles estava Vivian Morello (Jacqueline Mazarella), professora de Chris em Corleone e diretora em Tattaglia.
A personagem de Jacqueline Mazarella não poupava comentários racistas em sala de aula - City TV
Apesar de em alguns momentos querer ajudá-lo, por ele ser parte da minoria, como ela dizia, Vivian não escondia a faceta racista quando falava com Chris.
Mostrava solidariedade por entender as dificuldades do garoto, consequência de ele “não ter pai” ou por “ser filho de uma mãe viciada em drogas” (nada disso era verdade, lógico).
Vivian reafirmava estereótipos negativos em relação aos negros, como dizer que "são bons atletas e dançarinos".
Chris apostador
A mãe de Chris, Rochelle, repudiava qualquer tipo de aposta e determinou que ninguém da casa poderia se envolver em jogos de azar.
Isso porque o pai dela era mestre em tirar dinheiro das pessoas manipulando cartas.
Em episódio da segunda temporada, Chis atuou como agenciador de apostas
Rochelle ficou surpresa ao saber que não apenas Chris estava infiltrado nesse mundo, mas por ser ele a pessoa que apostadores ouviam para escolher quem iria vencer jogos de basquete.
Isso foi descoberto quando o pai de Chris, Julius, escondido da mulher, decidiu fazer uma “fezinha” em um jogo da NBA (liga norte-americana profissional de basquete) e ficou sabendo que o filho estava por trás de tudo.
Evidentemente, o menino não escapou de uma sonora bronca da mãe.
Terror psicológico e surras
A tal bronca de Rochelle foi uma entre tantas que Chris levou e muitas vezes ela passava dos limites.
O garoto brincou ao dizer em um episódio:
“Minha mãe tinha cem maneiras de como dar uma boa surra”.
As broncas exageradas de Rochelle serviam para amenizar a polêmica das surras
São tão abusivas as advertências que certo dia Julius teve de intervir.
“Se eu fizesse metade das coisas que ameacei, eu não estaria na cadeia?", pergunta Rochelle ao marido, tentando amenizar a situação.
Porém, ela não conseguia ficar apenas na conversa e partia para a agressão.
Uma vez chegou ao ponto de, após uma discussão com Chris em um restaurante, chutar o bumbum do garoto e deixar o sapato preso em seu ânus!
Chris ficou hospitalizado.
Pegador de viúvas
Imagine um dono de funerária que dá em cima das clientes.
Pois assim era a vida de Mr. Omar (Ernest Lee Thomas).
O ator Ernest Lee Thomas olha com paixão para Lynette DuPree, mais uma viúva na comédia
Sem pudor algum, ele “consolava” as viúvas com um singelo convite para ir em casa ou dar um passeio.
Omar aparecia com uma mulher diferente a cada episódio e tomava proveito da perda do marido das clientes para suprir o vazio, sempre contando com um ar de satisfação a morte dos homens e terminando com o clássico bordão:
“Trágico! Trágico!”.
E para encerrarmos a postagem em ótimo astral, nada como a hilária propaganda de desodorante estrelada por Terry Crews e que está atualmente nos intervalos comerciais da nossa TV.