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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

'UMA NOITE NO MUSEU 3 - O SEGREDO DA TUMBA': UM DOS ÚLTIMOS LONGAS DE ROBIN WILLIAMS É LEVE E DIVERTIDO


SINOPSE:

O segurança Larry Daley (Ben Stiller) segue com seu inusitado trabalho no Museu de História Natural de Nova York.

Certo dia, descobre que a antiga peça egípcia, que faz os objetos do museu ganharem vida, está se quebrando, o que fará com que todos os amigos de Larry corram o risco de não ganharem mais vida.

Para tentar salvar a conhecida turma já vista nos dois longas anteriores, Larry vai para Londres pedir a orientação do Faraó (Sir Ben Kingsley) que está em exposição no Museu Britânico.

CRÍTICA:

Ben Stiller, sempre correto e agora em dois papéis - do vigia Larry e do Homem das Cavernas.

As lendas das lendas Dick Van Dyke ('Mary Poppins')  e Mickey Rooney novamente numa ponta - mas pontas estupendas de tão boas.

E uma das últimas aparições do gênio Robin Williams, novamente interpretando brilhantemente o presidente americano Teddy Roosevelt.

É assim, com esses três astros do cinema e outros tantos tão bons quanto - como Sir Ben Kingsley - e com ares de encerramento da franquia, vemos em 'Uma Noite no Museu 3' - que estreia hoje em 298 salas em todo o Brasil - o guarda noturno Larry Daley (Stiller) a caminho do Museu Britânico, em Londres, onde ele e seus companheiros tentam resolver um mistério que ameaça acabar com magia que dá vida às queridas figuras históricas que aprendemos a amar nos dois longas anteriores da franquia.

Fugindo brilhantemente da 'maldição da terceira parte' que já fez os fãs de outras franquias - como a do Homem-Aranha - sofrerem, aqui, o longa - com ótimos efeitos especiais e novos personagens - diverte tanto quantos os anteriores e continua como ótima opção para o público jovem.

Uma Noite no Museu 3 - O Segredo da Tumba : Foto Ben Stiller, Rami Malek, Robin Williams, Skyler Gisondo
Ben Stiller - à frente, Rami Malek, Robin Williams e Skyler Gisondo, em cena do longa - Fotos dessa Postagem: Fox Film do Brasil/Divulgação
O interessante desse longa é a nova locação - o Museu Britânico, no centro de Londres, aquele que tem a longa escadaria ladeada por gigantescos leões de bronze - que garante uma bem vinda novidade para a aventura - e isso é ótimo.

A história é simples mas tem ritmo acelerado, com muitas cenas de perseguição, combates e momentos cômicos para envolver as crianças.

O diretor Shawn Levy também está de volta e faz bom trabalho ao manter estilo excêntrico, mas consistente dos dois primeiros filmes da trilogia.

Aqui, novamente o humor inexpressivo de Ben Stiller dá o tom, mas, dessa vez, o ator também interpreta um neanderthal que acha que Larry é seu pai - um achado de interpretação do ator, que graças a efeitos muito bem elaborados, contracena várias vezes com ele mesmo, sempre brilhantemente.

Uma Noite no Museu 3 - O Segredo da Tumba : Foto Ben Stiller
Stiller como o divertido neanderthal
Em uma de suas últimas aparições na telona, Robin Williams (Teddy Roosevelt) dá show, com Owen Wilson (o cowboy Jedediah) e Steve Coogan ( o romano Otávio) à vontade e os três arrancando mais risadas do público do que o protagonista.

Uma Noite no Museu 3 - O Segredo da Tumba : Foto Owen Wilson, Steve Coogan
Owen Wilson (o cowboy Jedediah) e Steve Coogan ( o romano Otávio)
Porém, é o macaco-prego Dexter quem faz as crianças caírem em gargalhadas - é com ele a maioria das cenas escatológicas do longa, divertidíssimas e leves, próprias para a sua já enorme legião de fãs.

Ao contrário da cena em que aparecia no trailer, a única nota fora do tom no elenco é a boa comediante britânica Rebel Wilson: como guarda noturna do museu londrino, ela não encontra sua personagem, que soa grosseira e irritante o tempo todo.

Uma Noite no Museu 3 - O Segredo da Tumba : Foto Rebel Wilson, Ricky Gervais
Rebel Wilson, em cena ao lado de Rick Gervais: nota fora do tom
Felizmente, os britânicos tem outro representante no elenco, e esse dá show: Dan Stevens - que interpretou Matthew Crawley, o primeiro amor de Lady Mary na série 'Downton Abbey' - faz entrada triunfal como Sir Lancelot, ao estilo Monty Python, ao iniciar uma luta épica contra um dinossauro esqueleto.

Esqueça o ator na série: aqui, o ar permanentemente épico/abobalhado do cavaleiro é um dos pontos altos do longa, principalmente na cena onde seu personagem encontra Hugh Jackman - o Wolverine dos 'X Men' - em uma participação especial muito divertida.

Uma Noite no Museu 3 - O Segredo da Tumba : Foto Ben Stiller, Dan Stevens
Ben Stiller como Larry  e Dan Stevens como Sir Lancelot, em cena do longa
E o longa ainda conta com o talento de Sir Ben Kingsley - que aparece como Faraó e, em cinco minutos, consegue envolver o público, especialmente com a engraçada cena na qual discute o êxodo bíblico com o personagem de Stiller, judeu de carteirinha.

Os espectadores riem ainda mais nesta cena, quando lembram que Sir Kingsley está nos cinemas em outro longa - 'Êxodo: Deuses E Reis' -  justamente como um ancião judeu!

Uma Noite no Museu 3 - O Segredo da Tumba : Foto Ben Kingsley, Rami Malek
Sir Ben Kingsley como o Faraó e Rami Malek, como seu filho
Focado principalmente em fazer as crianças rirem, com poucas piadas voltadas aos mais velhos e com cenas de ação bem feitas e divertidas, o longa, apesar disso, não deixará os adultos entediados, pois o tom de aventura agrada o tempo todo.

'Uma Noite no Museu 3 - O Segredo da Tumba' é um divertido filme para a família, com bom ritmo e visual cativante.

Uma Noite no Museu 3 - O Segredo da Tumba : Foto Robin Williams
Robin Williams faz aqui uma de suas últimas aparições, como o presidente Roosevelt
As grandes estrelas ajudam a elevar o nível da produção e o longa ainda presenteia o espectador com uma grande cena final de Robin Williams, em uma das suas últimas performances, que certamente vai deixar muitos fãs desse gênio que nos deixou recentemente com nó na garganta.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'UMA NOITE NO MUSEU 3 - O SEGREDO DA TUMBA'
Título Original:
NIGHT AT THE MUSEUM: SECRET OF THE TOMB
Gênero:
Aventura
Direção:
Shawn Levy
Roteiro:
David Guion, Michael Handelman, Robert Ben Garant, Thomas Lennon
Elenco:
Ben Stiller, Dan Stevens, Dick Van Dyke, Mickey Rooney, Owen Wilson, Rachael Harris, Rami Malek, Rebel Wilson, Ricky Gervais, Robin Williams
Produção:
Shawn Levy
Fotografia:
Guillermo Navarro
Montador:
Dean Zimmerman
Trilha Sonora:
Alan Silvestri
Duração:
98 min.
Ano:
2014
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia no Brasil:
01/01/2015
Distribuidora:
Fox Film do Brasil
Estúdio:
20th Century Fox
Classificação:
Livre

COTAÇÃO DO KLAU:

segunda-feira, 7 de abril de 2014

MICKEY ROONEY: DO CINEMA MUDO AO INÉDITO 'UMA NOITE NO MUSEU 3' , CONHEÇA A TRAJETÓRIA DO "MELHOR TALENTO DO MUNDO"


É simplesmente impossível se falar do bom Cinema 'Made in Hollywood' sem se falar em Mickey Rooney, considerado pelo Livro Guiness dos Recordes como o ator com a mais longa carreira no palco e nas telas.

O maior ator que Hollywood já viu nasceu no bairro novaiorquino do Brooklin, em 23 de setembro de 1920 em uma família  toda dedicada ao 'vaudeville'.

Seu pai, Joseph Yule a mãe, Nellie, atuavam no teatro quando ele,  Joseph Yule, Jr. , nasceu - o bebê logo começou a atuar aos quinze meses de idade acompanhando os pais, usando um smoking especialmente costurado para ele, e nunca mais parou.

Seus pais se separaram em 1924 durante uma pausa no vaudeville e, no ano seguinte, ele mudou-se com a mãe para Los Angeles.

Criança encantadora e muito inteligente, a mãe via que ele teria muito futuro no cinema e procurava leva-lo em todos os testes que podia.

Foi assim que o pequeno Joseph Jr estreou em Hollywood aos seis anos, com um pequeno papel no filme mudo "Not to Be Trusted" (1926).

Um dia, a mãe topou com um anúncio de jornal, que procurava "uma criança de cabelos pretos" para fazer o papel de "Mickey McGuire" numa série de curtas-metragem baseadas numa história em quadrinhos muito popular à época.

Sem grana para pintar os cabelos lourinhos do Junior, a Sra. Yule não teve dúvidas: pegou uma rolha de cortiça, esquentou no fogo, escureceu os cabelos do moleque e o levou para a audição.

Lógico, Joe fez um teste memorável, rifou todos os seus concorrentes e conquistou o papel.

Nascia aí o "Mickey" nos 78 curtas cômicos, que foram exibidos ao público entre 1927 a 1936 com enorme sucesso.

Já famoso, Junior tentou trocar seu nome legalmente para Mickey McGuire  - quando, durante uma pausa na série, em 1932, a Sra. Yule fez planos de levar seu filho por uma turnê de vaudeville.

Só que a Fox - que detinha os direitos do personagem para o cinema -  os impediu judicialmente de usarem o nome.

Sua mãe então propôs que adotassem "Mickey Looney", para logo depois adorarem definitivamente 'Mickey Rooney'.

Relembre Rooney como 'McGuire' em 'Mickey's Medicine Man' (1934):


Rooney fez outros filmes, além de continuar atuando algumas vezes como McGuire na sua adolescência.

O maior estúdio da época logo ficou de olho grande e o chamou para seu cast - que, dizia-se, "tinha mais estrelas que o céu" - e foi assim que jovem talento assinou contrato com a MGM, em 1934.

O estúdio do leão logo escalou Rooney como Andy Hardy,  o filho adolescente de um juiz em 'A Family Affair' ( 1937), que, lógico, graças a ele, também foi um sucesso estrondoso.

Planejado inicialmente como um filme 'B', Rooney simplesmente arrebentou tudo como o filho do juiz James K. Hardy, interpretado por Lionel Barrymore (Lewis Stone interpretaria o papel nas sequências).

A cinessérie teve, assim, treze sequências - entre 1937 e 1946 - até a última, feita em 1958 - 'Andy Hardy Final'.

Confira uma cena de Rooney em 'A Family Affair' (1937):


Nesse mesmo ano de 1937, Rooney foi campeão de bilheteria em 'Hoosier Schoolboy' e fez seu primeiro filme ao lado daquela que seria sua melhor amiga, Judy Garland - 'Thoroughbreds Don't Cry'.

Confira Judy Garland e Mickey Rooney, em cena de 'Thoroughbreds Don't Cry'(1937):


No ano seguinte, fez seu primeiro papel dramático em 'Boys Town' (1938), quando interpretou Whitey Marsh, antagonista de Spencer Tracy, que foi lançado pouco antes de Mickey completar 18 anos.

Mickey era agora o ator mais bem pago em Hollywood.

Garland e Rooney tornaram-se um par de sucesso cantando e dançando e além dos três filmes de 'Andy Hardy' em que ela representou Betsy Booth ('Love Finds Andy Hardy'), uma garota mais nova que se apaixona por Andy, a futura Diva das Divas apareceu com ele em cenas de musicais, como o sucesso indicado ao Oscar 'Babes in Arms' (1939).

Veja Mickey ao piano e Judy cantando 'Good Morning', em cena de 'Babes in Arms' (1939):


Astro ainda jovem  - e melhor, antes da Segunda Guerra -  Rooney foi uma das muitas celebridades retratadas no cartoon feito por Tex Avery para a Warner Bros., chamado 'Hollywood Steps Out' (1941).

Rooney e Judy Garland, em cena da animação 'Hollywood Steps Out' (1941)
Em 1944, Rooney integrou o serviço militar por 21 meses durante a Segunda Grande Guerra, período no qual foi personalidade radiofônica da American Forces Network.

Após seu retorno à vida civil, sua carreira continuou ascendente e ele apareceu em vários filmes, como 'Words and Music' (1948) - sua última aparição com Garland em filme (ele ainda apareceu com ela em um episódio como convidado da série cômica que ela tinha na CBS em 1963).

A partir daí, Rooney começou a ousar e a aceitar papéis em longas os mais diferentes - inclusive pequenas participações em filmes da Fox, alguns ao lado de Carmen Miranda - mas ocasionalmente apareceu em trabalhos melhores, como 'Requiem for a Heavyweight'  (1962).

Relembre 'Mickey Miranda', a partir dos 5:30 do vídeo, cantando 'Mamãe eu Quero', em 'Babes on Broadway' (1941):



Em 1951, ele dirigiu um longa para a Columbia Pictures, 'My True Story' com Helen Walker e com o aparecimento da TV, ele estreou no novo veículo como um comediante egocêntrico no telefilme dramático 'The Comedian', escrito por Rod Serling e dirigido por John Frankenheimer, em 1957.

Adotado pela TV, entre 1954 e 1955 Rooney esteve à frente do 'The Mickey Rooney Show', série com 39 episódios para a rede NBC.

Em 1960, ele dirigiu e protagonizou 'The Private Lives of Adam and Eve', uma comédia ambiciosa conhecida por seus múltiplos flashbacks e alguns clichês e ainda nessa década, retomou sua carreira teatral.

Um dos papéis mais controversos de Rooney foi no aclamado filme 'Bonequinha de Luxo' (1961), de Blake Edwards, onde arrasou interpretando Mr. Yunioshi, um vizinho japonês míope da personagem principal, Holly Golightly (Audrey Hepburn).

Alguns consideraram sua interpretação extremamente caricata e racista, mas a maioria se rendeu ao seu talento, do alto dos seus agora 41 anos.

Como Mr. Yunioshi, em 'Bonequinha de Luxo' (1961)

E sua carreira continuou, tanto nas telonas, quanto nas telinhas: entre um especial de TV e outro, ele apareceu em pequenas participações, em longas como 'Babe - Uma Aventura na Cidade' (1998), na atual cinessérie de  Adam Sandler,  'Uma Noite no Museu' (2006) e em "Os Muppets" (2011).

Veja Rooney no 'red carpet' da estreia de 'Os Muppets' (2011) em Los Angeles:


O último filme que apareceu na telona foi o "thriller" "The Woods" (2012).

Nos anos 80 e 90 participou de séries de televisão populares como "The Love Boat" (1982), "The Golden Girls" (1988), "Murder, She Wrote" (1993) e "ER - Plantão Médico" (1998).

Ele foi candidato ao Oscar quatro vezes - pelos filmes "Sangue de Artista" (1939), "A Comédia Humana" (1943), "The Bold and the Valente" (1956) e "O Corcel Negro" (1979).

Em 1939 a Academia de Hollywood lhe concedeu um prêmio por sua contribuição como ator juvenil e em 1983 a mesma instituição lhe entregou um segundo prêmio, em reconhecimento a seus 50 anos de carreira.

Só por "O Corcel Negro" (1979) e dirigido por Francis Ford Coppola, Rooney levou finalmente um Oscar - de melhor ator coadjuvante- pelo trabalho.

Veja Rooney em ação - a partir dos 2:05 - no trailer de 'O Corcel Negro':


Rooney rodou mais de 200 longas-metragens em sua longa carreira.

Sucesso absoluto com a mulherada, o ator de pequena estatura mas, dizem, muito bem dotado, se casou oito vezes e sua primeira mulher foi nada menos que a deusa Ava Gardner - em 1942.

Mickey com sua primeira mulher, a deusa Ava Gardner

A lenda inglesa Sir Laurence Olivier definiu certa vez Mickey Rooney como "o melhor ator de cinema que a América já produziu",sentimento seguido por outra lenda, o ator James Mason.

Em inúmeras entrevistas, a Diva das Divas Judy Garland,  disse que Rooney foi "o maior talento do mundo".

Mickey Rooney, o maior dos maiores em Hollywood, morreu ontem em Los Angeles, aos 93 anos bem vividos.

Segundo o site TMZ, ultimamente a sua saúde vinha se deteriorando mas, mesmo assim, segundo o The Hollywood Reporter, ele atualmente estava rodando o filme "The Strange Case of D.r Jekyll and Mr. Hyde".

Após sua morte ser divulgada, o diretor de "Noite no Museu 3", Shawn Levy, confirmou que o nonagenário ator tinha rodado algumas sequências para a sequência no mês passado.

O grande dos grandes ainda nos deixou performances inéditas e uma grande saudade. 

Eu cresci vendo os filmes dele - imaginem, portanto, como eu estou hoje.


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Fotos dessa postagem:
Warner Bros. Archives
Site do Ator
Fox Film
Internet Movie Database
The Hollywood Reporter