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segunda-feira, 24 de julho de 2017

'AQUARIUS': SONIA BRAGA GANHA PRÊMIO PLATINO DE MELHOR ATRIZ

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Sônia Braga venceu o prêmio Platino, considerado o Oscar latino, de melhor atriz por seu papel em 'Aquarius', em cerimônia realizada no sábado (22) em Madri
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O filme argentino 'El Ciudadano Ilustre' foi o grande vencedor com os prêmios de melhor filme, melhor ator para Óscar Martínez e melhor roteiro para Andrés Duprat.

O longa de fantasia 'Un Monstruo Viene a Verme', do espanhol Juan Antonio Bayona ganhou quatro prêmios nas categorias técnicas e Pedro Almodóvar recebeu o prêmio de melhor diretor por 'Julieta'.

Sônia Braga segura seu prêmio de melhor atriz - EFE

A cerimônia aconteceu no estádio da Caja Mágica e  foi apresentada pela atriz uruguaia Natalia Oreiro e pelo comediante espanhol Carlos Latre.

Mais um prêmio para um dos melhores longas brasileiros recentes.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

OSCAR 2013: CONHEÇA AS INDICADAS A 'MELHOR ATRIZ'


A categoria de Melhor Atriz será uma das mais diferentes da cerimônia do Oscar 2013, por reunir talentos de diversas faixas etárias, além de três artistas que já haviam disputado o prêmio da Academia pelo menos uma vez no passado.

Se levadas em conta as premiações que servem como termômetro para a cerimônia de amanhã à noite, a favorita é a atriz Jennifer Lawrence, 22 anos, que interpreta uma dançarina viúva e complicada no filme "O Lado Bom da Vida".

Ela já levou na mesma categoria no SAG Awards (Screen Actors Guild), premiação concedida pelo Sindicato de Atores norte-americano, o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia e também na premiação da Associação de Críticos de Cinema (Critics' Choice Awards) dos EUA.

JENNIFER LAWRENCE
Quem é: Com apenas 22 anos, Jennifer Lawrence saiu da obscuridade total para o estrelato em apenas 24 meses.
Sua atuação sutil como uma mulher problemática que tenta se relacionar com o personagem de Bradley Cooper em "O Lado Bom da Vida", de David O. Russell, só a fará ainda mais requisitada.
Não perca: O caminho para o estrelato de Lawrence começou com "Inverno da Alma" (2010) , pelo qual foi indicada ao Oscar como a adolescente que luta para manter a família unida apesar da pobreza, da instabilidade mental e do vício em drogas.
Outros trabalhos: A jovem atriz é mais conhecida como a estrela de "Jogos Vorazes" (2012), no qual interpreta a arqueira Katniss Everdeen.
Também viveu o papel de Mystique em "X-Men: Primeira Classe" (2011) e já garantiu presença na sequência.

A principal concorrente de Jennifer é Jessica Chastain, a minha favorita, indicada pela atuação soberba em "A Hora Mais Escura".
A norte-americana de 35 anos já havia sido indicada à estatueta de melhor atriz coadjuvante em 2011 pela interpretação em "Histórias Cruzadas".

Jessica desbancou Jennifer ao faturar o principal prêmio para atrizes oferecido pela Associação de Críticos de Cinema (Critics' Choice Awards) e faturou o Globo de Ouro de melhor performance feminina em filme de drama, mas perdeu o duelo para a colega de profissão no SAG Awards.

JESSICA CHASTAIN
Quem é: Poucas atrizes já interpretaram um papel como o de teimosa agente da CIA que protagoniza "A Hora Mais Escura", de Kathryn Bigelow.
A busca por Osama bin Laden não só a faz relegar sua vida pessoal a segundo plano como acaba por consumi-la até que a caçada pelo líder da al-Qaeda seja sua única razão de viver.
Não perca: Chastain foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho como a dona de casa atrapalhada de "Histórias Cruzadas", dando um toque de comédia a uma história que, do contrário, peca pelo excesso de seriedade.
Outros trabalhos: Chastain é uma mulher cujo marido pode estar ficando louco em "O Abrigo" (2011), além de dar um pouco de charme ao drama de época "os Infratores" (2012) como a garota de Chicago que foge de seu passado no interior da Virgínia.

Também estão no páreo a mais velha e a mais nova atriz: a diva francesa Emmanuelle Riva, de 82 anos, e Quvenzhané Wallis, de apenas 9 anos.

Emmanuelle interpreta uma senhora debilitada pela idade em "Amor", de Michael Haneke e a pequena Quvenzhané é a protagonista de "Indomável Sonhadora", longa que mostra a trajetória de uma menina para superar uma catástrofe que afetou seu vilarejo.

EMMANUELLE RIVA
Quem é: A atriz de 84 anos e seu parceiro, Jean-Louis Trintignant, de 82, dão um show de interpretação em "Amor".
O papel dela no longa é desafiador, já que sua personagem não fala e quase não se move no início do filme.
Não perca: A veterana francesa está na ativa desde 1957, mas um de seus melhores trabalhos é em "Hiroshima, meu Amor" (1959), de Alain Resnais, no qual interpreta uma artista francesa que tem um caso com um arquiteto japonês enquanto roda um filme antiguerra em Hiroshima.
Outros trabalhos: Riva encarna uma mulher que pode (ou não) ter tentado matar o marido em "Thérèse" (1962) e interpreta a mãe da personagem de Juliette Binoche em "A Liberdade é Azul" (1993), de Krzysztof Kieslowski.

QUVENZHANÉ WALLIS
Quem é: Ela tem nove anos, tinha seis quando "Indomável Sonhadora" foi feito.
Ela é talentosa e Shirley Temple - anos 30 do século passado - talvez tenha sido a última atriz tão jovem a carregar um filme sozinha assim, com tanto talento e naturalidade.
Não perca: Seus próximos filmes, a começar de "Doze Anos de Escravidão".
Não dá para saber o que um ator mirim vai virar, mas a julgar de seu primeiro trabalho, a bunitinha tem um futuro impressionante pela frente.

A menos badalada entre as concorrentes em 2013 é Naomi Watts, que apesar da experiência em filmes dramáticos, só havia sido indicada uma única vez ao Oscar de melhor atriz em 2004 pelo trabalho em "21 Gramas".
Agora, a experiente artista concorre na mesma categoria pelo trabalho em "O Impossível", que narra o drama vivido por uma mãe que tenta salvar o filho e o marido após o tsunami que devastou o sudeste asiático em 2004.

NAOMI WATTS
Conhecida por atuar em dramas pesados, Naomi Watts se superou em "O Impossível", no qual encarna uma mulher cuja família passava férias em Bali, em 2004, quando o sudeste asiático foi atingido por um grande tsunami.
A força emocional de uma mãe que não aceita a perda do marido e do filho é o que rege a boa atuação da atriz no longa.
Não perca: Naomi aparece à beira de um abismo emocional em "21 Gramas" (2003) no papel de uma viciada em drogas em recuperação cuja vida é destruída quando o marido e os filhos são mortos num acidente de carro, o que a fez ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz daquele ano.
Outros trabalhos: A atriz despontou em "Cidade dos Sonhos" (2001), de David Lynch; ela e Edward Norton também fizeram um trabalho inesquecível em "O Despertar de Uma Paixão" (2006) como um casal que tenta manter o casamento enquanto combate um surto de cólera num vilarejo chinês.

Fotos dessa postagem: 
* Atrizes no red carpet do Globo de Ouro 2013: Getty Images
* Emanuelle Riva: Paris Match


domingo, 17 de fevereiro de 2013

'A HORA MAIS ESCURA': LONGA COM ALMA DE DOCUMENTÁRIO É O MEU FAVORITO DE 2013



É um longa de ficção, mas com uma senhora alma de documentário.

'A Hora Mais Escura' - novo longa de Kathryn Bigelow, vencedora do Oscar em 2011 por 'Guerra ao Terror' - desnuda com riqueza de detalhes e hiper realidade a caçada de uma década ao homem mais procurado do mundo, o terrorista Osama Bin Laden, mentor do maior atentado terrorista da história e responsável pela morte de mais de 3 mil pessoas nos Estados Unidos nos ataques de 11 de setembro.

O espectador é levado a conhecer, detalhe por detalhe, de toda a operação – repleta de tropeços - da inteligência norte-americana para chegar ao líder da Al-Qaida e, mesmo com todos os esforços humanos e econômicos que uma operação dessas exige, quando os militares americanos invadiram e mansão no Paquistão e eliminaram o terrorista, a CIA considerava apenas em 60% as chances dele estar na casa.

Ou seja, um dos maiores tiros no escuro da Humanidade, mas que acabou dando certo.

Cena do filme - fotos dessa postagem: Divulgação/Imagem Filmes
O longa foi feito para o espectador refletir e decidir - algo raro no cinema americano atual - e onde o roteiro - da diretora e co escrito por  Mark Boal  - revela o funcionamento da CIA real – bem distante dessa que vemos nos filmes de ação.

Objetivo como uma matéria jornalística, aqui qualquer possível reação emocional aos fatos apresentados não são norteadas pela direção ou pelo roteiro e opiniões sobre os acontecimentos e métodos utilizados no processo estão totalmente na mão do público.

A trama se inicia poucos anos depois do atentado, quando agentes da CIA torturam prisioneiros, submetendo-os a simulações de afogamento - em nenhum momento condena-se ou defende-se tais procedimentos, deixando ao espectador a reflexão sobre a velha questão: os fins justificariam os meios?

Submeter um ser humano à atrocidade da mortificação física e psicológica da tortura seria legítimo se o objetivo fosse capturar o mais perigoso terrorista do mundo e evitar mais mortes no futuro?

A resposta é sua, só sua, espectador.

O longa não contesta fatos ou os endossa, apenas os apresenta: as informações obtidas sob tortura foram importantes para reunir pistas que levaram a Bin Laden, mas não determinantes - longe disso.

Os atos desumanos da CIA foram proibidos por Barack Obama em 2009 e a agência teve de se virar com a boa e velha investigação - a soma das técnicas de trabalho resultou na morte de Bin Laden.

O fato, no entanto, é que os americanos chegariam lá sem ter torturado ninguém e essa percepção incômoda é a que levamos conosco ao longo do filme.

Cena do filme
A diretora Bigelow - aqui mais uma vez sen-sa-cio-nal - não julga quaisquer dos personagens, mais deixa espaço suficiente para que façamos nossa própria arbitragem diante dos muitos dilemas éticos que apresenta e não deixa que esqueçamos o horror perpetrado pela Al-Qaida: logo em sua abertura, o filme apresenta ao público o áudio real, sem imagens, de pessoas desesperadas diante da morte iminente nas torres ou nos aviões e isso não nos deixa esquecer o terror que Bin Laden e seus fanáticos infligiram a essas vítimas e ao mundo.

A protagonista é Maya (Jessica Chastain) , agente que chega a uma prisão secreta da CIA para observar os trabalhos do colega Dan (Jason Clarke), que interroga um detido relutante e que se recusa a falar - portanto acaba torturado.

A Maya que assiste ao interrogatório, impávida, mas sensibilizada, vai dando lugar a uma mulher dura e obsessiva, moldada pelas circunstâncias, num trabalho de evolução de personagem elogiável e poucas vezes visto nos últimos grandes filmes americanos - mérito de Jessica Chastain, sen-sa-cio-nal também e seguramente já uma das maiores e melhores atrizes da sua geração.

A cada ataque que se seguiu, incluindo os que resultam na morte de seus colegas - e um contra ela mesma -, Maya se torna mais obcecada e ciente de que é preciso eliminar o câncer de onde tudo isso resulta: Bin Laden.

Quando, depois de muito trabalho, descobre o possível paradeiro do terrorista, entre em ação o Time Seis, elite do SEALs, que parte do Afeganistão para invadir a casa onde supostamente estaria o terrorista - a sequência cinematográfica da invasão tem quase o tempo que a ação real durou: 49 minutos.

Jessica Chastain como Maya,  em cena do filme: sen-sa-cio-nal!
Num excelente trabalho de direção, Bigelow mostra como funciona uma operação de alto risco como essa: a elite da inteligência mundial – mesmo aos trancos e barrancos - descobriu o paradeiro do assassino e outra elite, a da Marinha dos Estados Unidos, eliminou o maior terrorista do mundo com um tiro de fuzil do rosto.

Na sequência final do filme, a agente Maya abre um saco para cadáveres usado para carregar tantos corpos de americanos, civis e militares, e mira a cara do alvo: missão cumprida.

Era preciso dar cabo de Bin Laden, era preciso dar uma resposta ao mundo e estes homens e mulheres, responsáveis por fazer o “trabalho sujo”, deram - à sua maneira, mas deram.

Se o mundo parece realmente respirar um pouco mais aliviado depois disso, o filme mostra tudo isso e é seguramente o melhor dos candidatos ao Oscar 2013, disparado.

Também não a toa, o longa foi indicado, em 2013, além da estatueta de Melhor Filme, aos Oscars de Atriz (Jessica Chastain), Roteiro Original, Edição e Edição de Som; já ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz - Drama (Jessica Chastain) e também foi indicado a Melhor Filme - Drama, Roteiro e Direção.

Em 2012, recebeu os prêmios de Melhor Filme, Direção e Fotografia da New York Film Critics Circle e também os prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Atriz (Jessica Chastain) da National Board of Review (NBR).

Filmaço ao cubo.

Confira o trailer do filme:
*****
'A HORA MAIS ESCURA'
Título Original:
Zero Dark Thirty
Diretora:
Kathryn Bigelow
Elenco:
Ricky Sekhon, Jessica Chastain, Joel Edgerton, Scott Adkins, Mark Strong, Jennifer Ehle, Chris Pratt, Taylor Kinney, Kyle Chandler, Édgar Ramírez, Harold Perrineau, Frank Grillo e outros
Produção:
Kathryn Bigelow, Mark Boal, Megan Ellison
Roteiro:
Mark Boal
Fotografia:
Greig Fraser
Duração:
157 min.
Ano:
2012
País:
EUA
Gênero:
Drama
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Imagem Filmes
Estúdio:
Annapurna Pictures
Classificação:
16 anos
Cotação do Klau:

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

'ALBERT NOBBS': GLENN CLOSE NO MELHOR PAPEL DA CARREIRA E MINHA FAVORITA PARA O OSCAR DE MELHOR ATRIZ


Poucos, muito poucos espectadores já viram "Albert Nobbs" - até hoje, a bilheteria mundial era de pouco mais de 2 milhões de dólares desde seu lançamento nos EUA.

Uma pena, porquê o filme dirigido por Rodrigo Garcia simplesmente deu à Diva de Hollywood Glenn Close o papel da sua vida - e quem a viu no teatro em 1982, já interpretando Nobbs, diz que seu desempenho no longa é muito melhor - num desempenho maduro e seguro.
Divulgação
A Atriz Glenn Close, em cena de "Albert Nobbs"

Por quinze longos anos, a atriz acima da média batalhou para levar a história para as telonas - é o seu projeto de  vida - tanto, que também produziu o longa e e assinou o roteiro - juntamente com John Banville.

Baseado em um conto do escritor George Moore, a trama mostra a vida solitária e nada fácil de Albert Nobbs, um camareiro de um hotel em Dublin, na Irlanda do final do século 19 e que é, ao mesmo tempo, responsabilíssimo, eficiente e - o melhor -  absolutamente discreto no trato com os hóspedes.

Só que Albert esconde um segredo: na verdade, ele é um transgênero, uma mulher que se veste e se passa por homem desde a adolescência e não divide seu segredo com ninguém do hotel - o que garante sua sobrevivência e, principalmente, seu emprego, num período de grande incerteza econômica.

Albert guarda cada centavo de seu salário e das gorjetas que recebe para abrir um negócio próprio no futuro - é o seu grande sonho - e seu segredo passa a correr risco quando a dona do hotel o obriga a dividir seu quarto só por uma noite com um pintor de paredes, Hubert Page - Janet McTeer -, contratado para uma pintura no hotel.

Só que, mesmo arquitetando passar a noite em claro ao lado do desconhecido, este acaba descobrindo seu real gênero.
Divulgação
Mia Wasikowska e Glenn Close, em cena do filme

A partir daí, o espectador começa a ser informado da infância de Nobbs e dos motivos que a levaram a assumir uma identidade masculina.

Nobbs não tem família nem amigos, e guarda apenas uma fotografia de uma mulher que pode ser sua mãe, que já muito procurou mas não encontrou - a foto é tão preciosa como a caixa em que guarda suas economias e que esconde embaixo de uma tábua solta no chão do seu quarto.

Mas o pintor também tem seus segredos e, ao revelá-los, despertará em Nobbs sentimentos que ela sufocava e que a levarão a refazer seus planos para o futuro - esse ser que nunca soube o que é ser feliz.

Paralelamente, o relacionamento de um jovem casal de empregados, Helen - Mia Wasikowska, a Alice do longa de Tim Burton - e Joe - Aaron Johnson - também ameaçam a estruturada vida de Nobbs, pois este instrui sua amante para que ela se insinue para o camareiro para obter vantagens, presentes caros e - porquê não? - dinheiro - já que a intenção real dos dois é emigrar para os Estados Unidos.
Divulgação
Joe - Aaron Johnson - é um empregado interesseiro que também é empregado do mesmo hotel em que Nobbs trabalha

Glenn Close está  já há 24 anos sem ser indicada ao Oscar, por esse papel foi indicada a Melhor Atriz e talvez seja agora a hora de os membros votantes da Academia reconhecerem seu impressionante desempenho nesse longa.

O drama de época concorre a outras duas estatuetas douradas no domingo (26): atriz coadjuvante - para Janet McTeer - e maquiagem - um trabalho sensacional de Martial Corneville, Lynn Johnston e Matthew W. Mungle, que conseguiram esconder qualquer traço feminino no rosto da atriz  com uma escultura rígida mas muito expressiva.

Quem diria que a atriz que sempre apresentou altas doses de sexualidade nos seus papeis nas telonas teria o melhor desempenho de sua carreira interpretando um homenzinho absolutamente sem graça?

Não vai levar, mas é a minha favorita ao Oscar de Melhor Atriz.

Confira o trailer do filme:
*****
"ALBERT NOBBS"
Título Original:
Albert Nobbs
Diretor:
Rodrigo García
Elenco:
Glenn Close, Antonia Campbell-Hughes, Mia Wasikowska, Pauline Collins, Maria Doyle Kennedy, Mark Williams, James Greene, Serena Brabazon, Michael McElhatton, Dolores Mullally
Produção:
Glenn Close, Bonnie Curtis, Julie Lynn, Alan Moloney
Roteiro:
Glenn Close, John Banville
Fotografia:
Michael McDonough
Trilha Sonora:
Brian Byrne
Duração:
113 min.
Ano: 
2011
País:
Reino Unido/ Irlanda
Gênero:
Drama
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Paris Filmes
Estúdio:
Chrysalis Films / Parallel Film Productions/ Mockingbird Pictures/ WestEnd Films
Classificação: 16 anos
Cotação do Klau:

sábado, 18 de fevereiro de 2012

'A DAMA DE FERRO': MERYL STREEP DANDO PRO GASTO EM FILME RUIM


Meryl Streep é, com toda justiça, a melhor atriz americana viva.

Sua capacidade de personificar mulheres completamente diferentes entre si - no gestual, no olhar e no sotaque - não tem paralelo na história cinematográfica mundial recente.

E quando pensamos que Meryl vai derrapar na composição de uma nova personagem, ou fazer algo que novamente nos cative, eis que ela  nos entrega agora sua interpretação no piloto automático da ex-primeira ministra britânica Margaret Tatcher.

Com roteiro de Abi Morgan - que foca muito mais o tom intimista do que a fidelidade à história da principal e mais odiada mulher do século 20 - e dirigido pela britânica Phyllida Lloyd - que já havia trabalhado com Meryl em "Mamma Mia!" - "A Dama de Ferro", que estreou ontem aqui no Brasil, aposta tudo na humanização da polêmica política conservadora, que governou a Inglaterra com mão de ferro -  entre 1979 e 1990.
Divulgação
Primeira imagem divulgada de Meryl Streep como Margaret Tatcher - que eu guardei todos esses meses, justamente para usar nessa postagem

De braço dado no Poder com outro importante líder conservador dos anos 70/80 - o presidente americano e ex-ator medíocre de Hollywood, Ronald Reagan - Tatcher teve seu governo marcado por uma defesa apaixonada do monetarismo, da privatização de estatais, da flexibilização do mercado de trabalho da guerra idiota com a Argentina pelas Malvinas e, principalmente, pelos profundos cortes dos benefícios sociais.

A Iron Lady - apelido depreciativo usado por seus opositores mas que foi inventado pelos soviéticos - acabou até com o salário mínimo na Inglaterra, que só voltou a vigorar no governo de Tony Blair - em 1999.

Passando solenemente ao largo de todos esses fatos históricos, o longa de Lloyd nos mostra a ex-primeira-ministra - ainda viva aos 86 anos - na atualidade, como uma velha abalada pela pré-senilidade, solitária e cercada de auxiliares - muito mais para vigiá-la do que para lhe dar atenção , o que torna muito difícil ao espectador não sentir pena da velhota. 


Mas é só nos lembrarmos  de tudo o  que ela aprontou enquanto esteve no Poder para essa peninha passar bem depressa.
Divulgação
Meryl, em cena do filme

Fora do núcleo de poder que tanto prezava, o que resta a essa velha, quase senil e muito frágil, é recordar o passado - que ela discute com o fantasma do marido, Denis - interpretado Jim Broadbent, uma das boas surpresas do filme.

As recordações nos mostram uma jovem provinciana - aqui interpretada por Alexandra Roach -, filha de um comerciante de classe baixa e que gosta de fazer discursos de almanaque, e que começa a trilhar seu caminho de muito trabalho e estudo - na universidade Oxford.

Por influência do pai e do marido - ex-executivo da indústria petroleira - Margaret entra para a política inglesa - então uma casta machista ao extremo - onde persevera, segue conselhos de aliados, muda de penteado e impõe seu estilo, para tornar-se a primeira mulher a chegar ao posto de primeira-ministra - a chefe do executivo que manda realmente naquela bagaça.
Divulgação
Jim Broadbent - como Denis - e Meryl Streep - como Margaret, em cena do filme

Seria uma história mais que comum de superação, e etc e etc.
Só que a época de Thatcher no poder foi também a época da Guerra Fria, da mais longa greve de mineiros ingleses da história, a Guerra das Malvinas com a Argentina e o embate com o Exército Republicano Irlandês (IRA) - que inclusive tentou matá-la a bomba em 1984 - episódio mostrado no filme.

Pena que o longa não saiba captar tudo isso, e ao espectador fica a certeza de que a diretora não soube contar a história de uma das mais fascinantes personagens da história mundial recente com toda a sua gama de complexidades.
Divulgação
Margaret no parlamento: cercada por machos por todos os lados

Sobra ao espectador a personificação de Meryl Streep, que lhe rendeu a 17ª indicação ao Oscar - a ser entregue domingo que vem - o Bafta, o SAG e o Globo de Ouro da temporada.

A atriz emula a voz, o sotaque, capricha no laquê do penteado, coloca prótese dentária e caminha se arrastando com fragilidade na versão mais velha de Thatcher, numa caracterização que não humaniza a personagem - ao contrário , só nos faz lembrar que, como disse Nelson Rodrigues, os canalhas também envelhecem, e é ótimo vê-los caindo aos pedaços.


Filme ruim, com Streep no piloto automático. 


Porém, do jeito que a atriz tem ganhado os prêmios da temporada, mais pelo conjunto da obra do que por merecimento por esse papel - e o urso de ouro entregue nessa semana em Berlim não me deixa mentir - é bem provável que ela leve também para casa a estatueta dourada de Melhor Atriz no Oscar 2012, a ser entregue no próximo dia 26.


Glenn Close e Viola Davis merecem o Oscar 2012 muito mais - mas afinal, Meryl Streep é Meryl Streep.

Confira o trailer do filme:

*****
"A DAMA DE FERRO"
Título original:
The Iron Lady
Diretora:
Phyllida Lloyd
Elenco:
Meryl Streep, Jim Broadbent, Anthony Head, Richard E. Grant, Roger Allam, Olivia Colman, Nick Dunning, Hugh Ross, David Westhead
Produção:
Damian Jones
Roteiro:
Abi Morgan
Fotografia:
Elliot Davis
Duração:
105 min.
Ano:
2011
País:
Reino Unido
Gênero:
Drama
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Paris Filmes
Estúdio:
Pathé Cinéma/ Film4
Classificação:
12 anos
Cotação do Klau:

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

OSCAR 2012: AS CATEGORIAS QUE REALMENTE IMPORTAM - MELHOR ATRIZ

As categorias que realmente importam no prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood são apenas oito: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Original e Melhor Roteiro Adaptado.

São essas categorias que ditam os rumos da indústria cinematográfica americana, lançam nomes ao estrelato e à fama e consagram roteiristas e diretores.

Justamente por isso, resolvi mostrar  em postagens especiais os indicados nessas oito categorias - é nelas que você deverá prestar atenção na cerimônia de entrega dos Oscars, no próximo dia 26 de fevereiro.
Nessa postagem, conheça  os indicados a Melhor Atriz.

Imagens: Divulgação  -  Arte: Cláudio Nóvoa
ROONEY MARA, por "MILLENNIUM - OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES"

A jovem atriz norte-americana Patricia Rooney Mara nasceu em 17 de abril de 1985, em Nova York.

Graduada em Psicologia e Relações Internacionais, ela seguiu mesmo foi a carreira da irmã atriz, Kate Mara.

No início, participou de seriados de TV e, em 2008, estreou nos cinemas - em "Dream Boy".

Mas começou mesmo a aparecer para o grande público nos longas "A Hora do Pesadelo" e "A Rede Social".

No Oscar 2012, tem sua primeira indicação à estatueta de Melhor Atriz por sua atuação em "Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres".

Confira matéria do Blog sobre "Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres", clicando aqui.
VIOLA DAVIS, por "HISTÓRIAS CRUZADAS"

Nascida em 11 de agosto de 1965, em Saint Matthews, na Carolina do Sul, Viola Davis é mais reconhecida por seu trabalho no teatro.

A carreira no cinema teve início em 1996 - em "The Substance of Fire".

Entre uma série de TV e outra, fez participações em "Kate & Leopold", "Solaris" e "Syriana - A Indústria do Petróleo" (não creditada), entre outros.

No Oscar 2012, tem sua segunda indicação de Melhor Atriz por "Histórias Cruzadas" - a primeira foi por "Dúvida", em 2009.

Confira matéria do Blog sobre "Histórias Cruzadas", clicando aqui.
MICHELLE WILLIAMS, por "SETE DIAS COM MARILYN"

Michelle Ingrid Williams nasceu em 9 de setembro de 1980, em Kalispell, Montana (EUA).

Começou a carreira em programas de televisão, ainda menina.

No cinema, estreou em 1994 -  no filme "Lassie"  - e ganhou destaque, um ano depois, por sua atuação em "A Experiência".

Em "Sete Dias com Marilyn", Michelle interpreta a diva Marilyn Monroe, papel que já lhe deu o Globo de Ouro.

Esta é sua terceira indicação ao Oscar - já havia sido indicada como Melhor Atriz por "Namorados Para Sempre"(2011) e Melhor Atriz Coadjuvante por "O Segredo de Brokeback Mountain" (2006).

Foi nas filmagens de "Brokeback Mountain" que ela conheceu e se apaixonou por um dos protagonistas do filme, Heath Ledger - do relacionamento, nasceu sua única filha, Matilda.

Sempre que perguntada sobre a importância do ator morto a três anos - e que levou o Oscar póstumo de Coadjuvante pela sua interpretação do Coringa, em "Batman: O Cavaleiro das Trevas" - Michelle é direta e reta: "Heath foi o homem da minha vida".
GLENN CLOSE, por "ALBERT NOBBS"

Cinco vezes indicada ao Oscar, Glenn Close nasceu em 19 de março de 1947, em Greenwich, Connecticut (EUA).

Começou a carreira em 1975, em seriados de TV.

Seu primeiro filme foi "O Mundo Segundo Garp" (1982), que lhe rendeu sua primeira indicação à estatueta.

Por "Albert Nobbs" - filme que a reabilitou entre as grandes de Hollywood, e onde interpreta uma transexual masculina na época vitoriana - Close recebeu sua sexta indicação ao prêmio da Academia.
MERYL STREEP, por "A DAMA DE FERRO"

Meryl Streep é a atual campeã de indicações da Academia - com a desse ano, já são 17!

Nascida Mary Louise Streep, em 22 de junho de 1949, em Nova Jersey, concorre ao Oscar desde 1979, tendo levado o prêmio apenas duas vezes - por "A Escola de Sofia", em 1983, e "Kramer vs. Kramer", em 1980.

No Oscar 2012, concorre à estatueta de Melhor Atriz por sua atuação em "A Dama de Ferro", onde personifica a ex-primeira ministra britânica Margareth Tatcher.
*****
Na próxima postagem dessa série, veremos as candidatas a Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar 2012.

sábado, 6 de março de 2010

OSCAR 2010: MELHOR ATRIZ

Por suas atuações em "Julie e Julia" e "Um Sonho Possível", Meryl Streep e Sandra Bullock são as principais favoritas ao Oscar de Melhor Atriz, categoria que ainda tem como indicadas Helen Mirren ("The Last Station"), Carey Mulligan ("Educação") e Gabourey Sidibe ("Preciosa - Uma História de Esperança".


MERYL STREEP, RECORDISTA EM INDICAÇÕES

O papel de Julia Child, famosa cozinheira americana dos anos 50 no filme "Julie e Julia" deu a
Meryl Streep sua 16ª indicação ao Oscar, um recorde insuperável hoje em dia e do qual se aproximam apenas Jack Nicholson e Katharine Hepburn, com 12 indicações cada.

Mas ela não conquista uma estatueta desde 1983, quando venceu o Oscar de Melhor Atriz por "A Escolha de Sofia", e três anos depois de levar a estatueta de Atriz Coadjuvante por "Kramer Versus Kramer".

Em 2009, a consagrada atriz voltou ser muito elogiada por público e crítica, pela interpretação de Julia Child, um dos símbolos do início da televisão nos Estados Unidos.

O papel já deu a ela o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Comédia ,e um empate com Sandra Bullock no Critic's Choice Awards, da maior associação de críticos dos EUA - muito amigas, elas protagonizaram pela mídia cenas engraçadíssimas, como as fores podres que Streep mandou para Bullock.

O único - e talvez decisivo senão - é que a Academia não recebeu "Julie e Julia" muito bem, deixando o filme fora da lista de indicados ao Oscar de Melhor Filme.


SANDRA BULLOCK, MELHOR MOMENTO DA CARREIRA

Conhecida por papéis cômicos, muitas vezes ingênuos, Sandra Bullock construiu uma bem-sucedida carreira em Hollywood, onde se tornou garantia de sucesso de bilheteria. Em 2009, seus filmes arrecadaram mais de US$ 440 milhões nos EUA, o que a coloca entre as atrizes mais rentáveis do mundo.

A popularidade da atriz, de 45 anos, contrasta até agora com o pouco reconhecimento da indústria a seu trabalho. Ao longo da carreira, Sandra Bullock parece ter demonstrado ser uma profissional mais centrada em entreter, do que em concorrer a prêmios.

Mas ela já provou que pode passear pelo drama com sucesso de crítica, e sem perder seu gancho com o público, já que "Um Sonho Possível" é um drama baseado em fatos reais sobre como uma família branca e rica, marcada pelas convicções da mulher (Bullock), em ajudar um menino afro-americano sem recursos a trilhar o caminho do sucesso através do futebol americano.

Esse tipo de história não costuma ser dos mais premiados pela Academia, mas todo mundo garante que, se a obra de John Lee Hancock chegou a ser indicada ao Oscar de Melhor Filme, foi graças ao trabalho de Bullock.

Por seu trabalho em "Um Sonho Possível", ela já levou o prêmio de Melhor Atriz do sindicato de atores SAG, nos EUA, o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Drama e empatou nessa mesma categoria com Meryl Streep no Critic's Choice Awards, dado pela mais importante associação americana de críticos - Bullock retribuiu as flores, mandando pra Meryll Streep uma lata de sopa pronta, favorita da atriz de "Julie e Julia", só que deixada ao sol da Califórnia por mais de 12 horas!

Acho o filme lacrimoso demais pro meu gosto, mas Miss Bullock está muito bem e realmente leva o filme nas costas.

Uma merecida retomada de carreira.


HELEN MIRREN, ATRIZ DE ALTOS E BAIXOS


A britânica Helen Mirren, de 64 anos, sabe o que é ganhar um Oscar. Seu trabalho em "The Last Station" lhe rendeu a quarta indicação - levou a estatueta de Melhor Atriz em 2007, por "A Rainha".

Em "The Last Station", Mirren vive a mulher do famoso romancista russo Leon Tolstoi, autor de "Guerra e Paz" e "Anna Karenina", no tempestuoso último ano de vida do escritor.

A britânica fez Sofia, mãe de 13 filhos, que enfrenta o secretário do escritor, Vladimir Chertkov, pela herança familiar.

Chertkov acredita que a herança deve passar a ser propriedade do povo russo, enquanto Sofia está decidida que deve ficar com os filhos.

Apesar da idoneidade da personagem e da admiração que os membros da Academia têm por Mirren- é a sua terceira indicação nos último oito anos - os críticos acreditam que suas chances de ficar com a estatueta são poucas.

Para mim,ela já fez coisas muito melhores antes.


CAREY MULLIGAN,NOVO TALENTO DO CINEMA BRITÂNICO

Apesar de já ter aparecido em filmes como "Orgulho e Preconceito" (2005), a britânica Carey Mulligan, de 24 anos, só despertou a atenção em Hollywood no ano passado, quando três de seus trabalhos receberam muita grana para distribuição nos EUA.

Mulligan teve papéis secundários em "Inimigos Públicos" - ao lado de Johnny Depp e Marion Cotillard - e em "Entre Irmãos" - com Natalie Portman, Tobey Maguire e Jacke Gyllenhaal-. Em "Educação", outro filme de 2009, foi protagonista e de cara conseguiu a indicação ao Oscar de Melhor Atriz.

No filme, ela é uma jovem de origem humilde que se prepara para entrar na universidade, quando surge em sua vida um homem rico e com o dobro de sua idade. Ele lhe abrirá as portas de um mundo da alta sociedade que mudará seus planos.

Mas essa história já não foi vista, revista, batida e rebatida em outras obras maiores ou menores, como por exemplo "My Fair Lady"?

A interpretação convenceu nos dois lados do Atlântico, e Mulligan conquistou vários prêmios da crítica americana, além de ser indicada ao Globo de Ouro.

Como nova promessa, vai!


GABOUREY SIDIBE, A ÓTIMA SURPRESA


Ela era completamente desconhecida, mas conseguiu balançar o Cinema em 2009 com sua intuitiva e soberba interpretação em "Preciosa - Uma História de Esperança".

Criada no bairro nova-iorquino do Harlem e filha de pais divorciados e com poucos recursos, Gabourey Sidibe é o centro do drama dirigido por Lee Daniels, que recebeu seis indicações ao Oscar um ano depois de triunfar no festival de Sundance - é aquele festival criado por Robert Redford, com a intenção de dar visibilidade a novos trabalhos e talentos.

Aos 26 anos, ela interpreta Preciosa, uma adolescente analfabeta, mãe de dois filhos que sofre abusos do próprio pai, e cuja vida parece mudar de rumo quando se alista em uma escola alternativa.

Já foi indicada ao Globo de Ouro, ao prêmio do sindicato americano Screen Actors Guild e ao Critic's Choice Awards.

Tanto ela, quanto Mon'ique - que faz a sua mãe - estão absolutamente fantásticas, e o filme é um dos melhores do ano.