Mostrando postagens com marcador Amy Winehouse. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amy Winehouse. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de maio de 2015

FESTIVAL DE CANNES 2015: CONFIRA TUDO O QUE DE MELHOR ACONTECEU - DE QUARTA A DOMINGO


A 68º edição do Festival de Cannes, um dos mais importantes festivais de cinema do mundo, começou na Riviera Francesa na última quarta (13).

Nessa postagem, você vai conferir o que de melhor aconteceu, de quarta a domingo (17).

Confira:
FESTIVAL COMEÇA COM JORNALISTAS BARRADOS EM SESSÃO INAUGURAL, QUE TEVE 'LA TÊTE HAUTE' E 'UMIMACHI DIARY'
*****
'MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA' FAZ ESTREIA MUNDIAL ESTRONDOSA EM CANNES
*****
NATALIE PORTMAN ESTREIA COMO DIRETORA
*****
'THE LOBSTER': LONGA FUTURISTA COM COLIN FARRELL CHAMA ATENÇÃO
*****
WOODY ALLEN REVELA PORQUÊ NUNCA FILMOU NO BRASIL
*****
FILME HÚNGARO É O PRIMEIRO FAVORITO À PALMA DE OURO E FILME ITALIANO EMOCIONA TODOS
*****
DOCUMENTÁRIO SOBRE AMY WINEHOUSE FOI OVACIONADO POR PÚBLICO E CRÍTICA
*****
'THE SEA OF TREES': NOVO FILME DE VAN SANT É VAIADO DUAS VEZES
*****
EM CANNES, CATE BLANCHETT JÁ E A FAVORITA AOS OSCAR 2016
*****
Veja:

FESTIVAL COMEÇA COM JORNALISTAS BARRADOS EM SESSÃO INAUGURAL, QUE TEVE 'LA TÊTE HAUTE' E 'UMIMACHI DIARY'

O Festival de Cannes, maior festival de cinema do mundo começou na quarta (13) com o filme ‘La Tête Haute‘, de Emanuelle Bercot, sendo exibido para convidados.

Pela manhã, quando os jornalistas começaram a ver os filmes da Mostra Competitiva, já rolou confusão, pois nem todo mundo conseguiu assistir a ‘Umimachi Diary‘, de Hirokazu Kore-eda - relata a jornalista Janaína Pereira, do CinePop.

cannes_3
Jornalistas barrados na sessão de abertura - AFP
‘La Tête Haute‘ conta a história de Malony (Rod Paradot)  e de sua educação dos 6 aos 18 anos de idade - período no qual um juiz da vara da infância e um assistente social tentam salvá-la.

Filmado nas regiões de Nord-Pas de Calais, Ródano Alpes e Paris, o filme conta com a participação de Catherine Deneuve, Benoit Magimel e Sara Forestier.

Confira cenas e matéria:


‘Umimachi Diary‘ acompanha três irmãs que vivem juntas em uma casa grande na cidade de Kamakura.

Quando seu pai – ausente da casa da família nos últimos 15 anos – morre, eles viajam para o interior para seu funeral, e conhecem Suzu, sua tímida meia-irmã adolescente.

A organização do Festival de Cannes terá júri presidido pelos irmãos diretores Joel e Ethan Coen - esta será a primeira vez que o júri do festival é presidido por uma dupla.

Segundo os organizadores, a ideia é celebrar o “cinema de irmãos” este ano, aproveitando o 120º aniversário da invenção do cinematógrafo pelos irmãos Lumière.

O Festival de Cannes 2015 vai até o dia 24 de maio.

'MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA' FAZ ESTREIA MUNDIAL ESTRONDOSA EM CANNES

Exibido na manhã de quinta (14) para a imprensa no Festival de Cannes, o filme ‘Mad Max: Estrada da Fúria‘, de George Miller, foi aplaudido varias vezes pelos jornalistas durante a sessão.

Na coletiva de imprensa, o protagonista Tom Hardy distribuiu autógrafos e tirou selfies, esbanjando simplicidade e simpatia e logo depois, deu um senhor exemplo de humildade para uma estrela do porte dele.

festivaldecannestomhardy_1
Tom Hardy, na coletiva de imprensa na quinta (13), em Cannes - AFP
À noite, com toda pompa e gala, aconteceu a première mundial do filme no Festival, que já está em cartaz aqui no Brasil.


Hardy revelou durante a Coletiva de Imprensa que só conseguiu assistir ao filme completo ontem, depois de passar mais de 100 dias filmando a ação pós-apocalíptica no deserto da Namíbia.

O ator inglês foi questionado sobre os problemas ao longo da produção e revelou que devia ao diretor um pedido de desculpas.

“Eu devo um pedido de desculpas a George [Miller], por ser tão míope… A coisa mais frustrante durante as filmagens foi tentar entender o que ele queria que eu fizesse. Eu só compreendi sua visão quando a vi na tela” - revelou.

Em uma sala cheia de jornalistas, Hardy deu a entender que teve problemas de comunicação com o diretor ao longo das filmagens.

“Eu tenho que me desculpar com você [Miller], porque eu fiquei frustrado enquanto filmávamos. E hoje entendo que George não iria conseguir me explicar sua visão de maneira alguma, enquanto estavamos na areia tentando terminar as filmagens. [Miller] foi brilhante, mas eu não sabia o quão brilhante até que eu assisti ao filme”, concluiu, em uma  atitude cada vez mais rara entre seus pares.

Relembre o trailer do longa:


Miller enfrentou vários problemas durante as filmagens, que deveriam ter início em 2010 mas foram adiadas por dois anos, por conta da ironia da natureza, que transformou o deserto da Austrália em uma floresta.

“Estava tudo pronto para filmarmos, no deserto australiano, e então veio uma tempestade sem igual e transformou a terra inóspita em um jardim. Toda aquela região plana de terras vermelhas agora está repleta de lagos, peixes e pássaros”, afirmou o diretor.

Foi então que os produtores tiveram que encontrar uma nova locação, no deserto na Namíbia.

No longa de ação pós-apocalíptico, Tom Hardy assume o papel que foi  de Mel Gibson nos três longas anteriores da saga, como um guerreiro das estradas e tem como missão resgatar um grupo de garotas envolvidas em uma guerra mortal.

madmax4fotos20
Hardy e Miller, nas filmagens do longa - Warner Bros.
Miller falou também sobre a possibilidade de rodar mais filmes da franquia ‘Mad Max’ e admitiu que ainda “não está recuperado” para uma sequência imediata de ‘Mad Max: Estrada da Fúria’.

“Mas você sabe que esses personagens vivem na sua cabeça e temos muitas histórias de apoio”, continuou.

“Se tivermos tempo de ir de novo à terra vazia, há outros filmes que gostaríamos de fazer. Então sim, essa é a resposta que posso dar agora”, revelou em entrevista à Reuters.

Questionado se uma grande bilheteria do novo filme poderia influenciar ou adiantar seus planos de produzir um quinto ‘Mad Max’, Miller disse que isso era como perguntar a uma mulher que acabou de dar à luz se ela planeja ter outro filho.

NATALIE PORTMAN ESTREIA COMO DIRETORA

Após ganhar um Oscar por ‘Cisne Negro‘, Natalie Portman decidiu tentar a sorte atrás das câmeras.

A atriz, que em breve será vista como Jacqueline Kennedy nas telonas, lançou seu primeiro filme como diretora no Festival de Cannes na sexta (15), fora de competição.

natalieportman_2
Natalie Portman e o marido, na sexta (15) em Cannes - AFP
O longa-metragem é baseado em ‘De Amor e Trevas‘ ('A Tale Of Love And Darkness'), autobiografia do escritor israelense Amos Oz.

Além de dirigir, Portman também interpretará a mãe de Oz.

Confrontado com o suicídio da mãe aos doze anos, três anos depois Oz declara sua independência e volta as costas para o mundo em que crescera a fim de assumir uma nova identidade num novo lugar: o kibutz Hulda, na fronteira com o mundo árabe.

O livro foi vencedor do Prêmio France Culture de 2004 e do Prêmio Goethe do mesmo ano.

Confira um clipe do longa:


“Ela leu De Amor e Trevas e me pediu os direitos para fazer uma adaptação para os cinemas, há cinco anos. Concordei por causa da minha alta estima pelo trabalho dela, que é um excelente atriz”, afirmou o ator do livro.

Vale lembrar que Portman nasceu em Jerusalém, filha de pai israelense.

‘A Tale of Love and Darkness’ ainda não tem data de estreia no circuito comercial.

Confira um vídeo dos bastidores das filmagens:



'THE LOBSTER': LONGA FUTURISTA COM COLIN FARRELL CHAMA ATENÇÃO

Considerado lento para uns, mas interessante para outros, o longa ‘The Lobster‘, do diretor grego Yorgos Lanthimos, chamou a atenção no Festival de Cannes.

Estrelado por Colin Farrell, o filme se passa no futuro, quando uma lei proíbe que as pessoas fiquem solteiras.

thelobster_1
Colin Farell em Cannes - AFP
Qualquer homem ou mulher que não estiver em um relacionamento é preso e enviado ao Hotel, onde terá 45 dias para encontrar seu parceiro e caso não consigam encontrar alguém, são transformados em animais e soltos na Floresta - só que um dos homens se apaixona após ser solto na floresta, algo extremamente proibido pelo sistema.

WOODY ALLEN REVELA PORQUÊ NUNCA FILMOU NO BRASIL

Outro grande nome do dia no Festival foi o diretor Woody Allen, que veio lançar seu novo filme, ‘O Homem Irracional‘ (Irrational Man), estrelado por Joaquin Phoenix e Emma Stone.

O ator americano, no entanto, não deu as caras na coletiva de imprensa e Woody não fez a menor questão de posar para fotos - mas falou, inclusive com a imprensa brasileira presente.

Allen foi questionado se um dia filmaria no Brasil e revelou que o projeto ainda não aconteceu porque ele nunca visitou o país.

Eu nunca estive no Brasil, então ainda não tive uma ideia para filmar no Rio de Janeiro. Fico em casa bolando ideias e daí penso em uma cidade que já estive que seria ideal para a trama. Sendo assim, não sei como começar uma história passada no Brasil, mas assim que algo me ocorrer e for perfeito para o Brasil, farei na hora”, afirmou.

Woody Allen em Cannes - AFP
Em 2013, a prefeitura do Rio de Janeiro revelou que bancaria um filme do cineasta se ele filmasse na capital carioca.

“Eu quero muito que ele venha”, disse  à época o prefeito Eduardo Paes para 'O Globo'.

“Já fiz de tudo. Falei com a irmã dele, mandei bilhete via [o arquiteto Santiago] Calatrava, que é vizinho dele em Nova York, e pago o que for para que ele venha filmar aqui. O Reage Artista vai me matar quando eu der os milhões que o Woody pedir. Mas eu pago 100% da produção.”

O prolífico diretor já filmou em diversos cartões postais do mundo, como foi o caso de ‘Vicky Cristina Barcelona’, ‘Meia-Noite em Paris’ e ‘Para Roma com Amor’.

Ele também rodou alguns longas em Londres, incluindo ‘O Sonho de Cassandra’ e ‘Ponto Final – Match Point’.

Seu cenário mais tradicional, porém, é sua Nova York natal: boa parte de seus filmes mais famosos e celebrados, como ‘Manhattan’, ‘Noivo Neurótico, Noiva Nervosa’ e ‘Hannah e Suas Irmãs’, se passam na cidade.

‘O Homem Irracional’ estreia nos cinemas nacionais em agosto.

Confira o trailer do longa:


FILME HÚNGARO É O PRIMEIRO FAVORITO À PALMA DE OURO E FILME ITALIANO EMOCIONA TODOS

O cineasta italiano Nanni Moretti levou a imprensa às lágrimas na manhã deste sábado (16) no Festival de Cannes.

‘Mia Madre‘, novo filme do diretor, mostra uma cineasta envolvida entre uma filmagem e os cuidados com a mãe doente.

A personagem, alter ego do diretor (que participa do filme como irmão da protagonista), é de uma sensibilidade imensa, e todo o filme transcorre entre delicadeza, tristeza e o bom humor do personagem de John Tuturro, que transforma esse comovente drama em uma das mais belas homenagens às mães.

Confira o trailer de 'Mia Madre':


Por outro lado, ‘Saul Fia‘ (‘Son of Saul’), do húngaro Laszlo Nemes,  já desponta como favorito ao prêmio máximo do Festival de Cannes.

O longa conta a história de Saul Auslander, um deportado judeu forçado a participar na Solução Final em Auschwitz, no Sonderkommando, unidade de prisioneiros que trabalhava nas câmaras de gás.

saulfia_1
Cena do Longa
Um dia Saul descobre um rapaz que sobrevive, mas apenas brevemente ao gás, e no qual ele acredita ter reconhecido seu filho.

Desolado, ele fará de tudo para fazer o enterro de seu suposto filho.

DOCUMENTÁRIO SOBRE AMY WINEHOUSE FOI OVACIONADO POR PÚBLICO E CRÍTICA

'Amy', documentário sobre Amy Winehouse dirigido por Asif Kapadia (do premiado ‘Senna’), foi ovacionado pelo público e crítica durante sua exibição, neste sábado (16).

Com testemunhos inéditos, o documentário foi apresentado fora da competição, mas conquistou a todos e foi aplaudido ao final da exibição.

Amy Winehouse faleceu em julho de 2011, aos 27 anos, por consumo excessivo de álcool.

Revelador, o documentário desvenda nove segredos sobre a vida da cantora inglesa, que a revista Variety anotou.

Confira:

1. Ela dispensou Justin Timberlake, e riu quando descobriu que sua nova música chamava ‘What Goes Around… Comes Around?’.

2. Winehouse sofria de depressão e anorexia desde adolescente, após o divórcio de seus pais.

3. Ela nunca gostou de ser associada com as Spice Girls.

4. Amy não desejava ser famosa.

5. Seu pai perdeu uma oportunidade de salvar a filha das drogas em 2005, quando os amigos de Winehouse tentaram uma intervenção para levá-la para a reabilitação após abuso de drogas e álcool. Seu pai lhe disse que ela não precisava ir para a reabilitação.

6. O seu marido Blake Fielder-Civil foi quem lhe deu cocaína e crack pela primeira vez.

6. Seu pai ainda tenta lucrar com sua fama.

8. Ela quase invadiu um show de Tony Bennett para tentar fazer um dueto.

9. Os paparazzi não paravam de persegui-la.

Deu pra perceber porquê a família vampira tem se mostrado revoltada e contra o documentário?

O filme, que chegará aos cinemas do Reino Unido no dia 3 de julho, mês que marca o aniversário de quatro anos da morte da cantora britânica, examina a história de Winehouse através do ponto de vista da própria, usando várias imagens raras dos bastidores e da vida da artista, além de canções inéditas.

De acordo com o Deadline, os direitos de distribuição internacional de ’Amy’ estão sendo negociados neste momento, por isso o filme segue sem previsão de lançamento nos EUA, no Brasil e demais mercados.

Confira trailer:


'THE SEA OF TREES': NOVO FILME DE VAN SANT É VAIADO DUAS VEZES

Após ser vaiado em duas sessões para a imprensa, o filme ‘The Sea of Trees’ (Mar de Árvores, em tradução literal) passou por seu teste definitivo na coletiva, realizada neste sábado (16) no Festival de Cannes.

O diretor Gus Van Sant e os atores Matthew McConaughey e Naomi Watts encararam com muita seriedade os jornalistas, e defenderam o filme com unhas e dentes.

“Eu li uma crítica nesta manhã, e ela era muito definitiva. Eu estava imaginando que todo mundo era como a pessoa que havia escrito, e eu pensei “agora eu sei onde estamos”. Foi bom, mas mais tarde eu fiquei nervoso”, disse o diretor.

THE SEA OF TREES
Matthew McConaughey e Ken Watanabe em cena do longa - Divulgação
McConaughey, que ano passado ganhou o Oscar de Melhor Ator por ‘Clube de Compras Dallas‘, foi bastante aplaudido pelos jornalistas quando entrou na sala, e defendeu seu personagem.

“Ele passa por um isolamento para chegar à salvação. O filme mostra como enfrentar a morte ajuda você a encontrar a vida”, refletiu.

O ator, que tem uma longa cena de choro na trama, poderia ter alguma chance de ganhar prêmio, se o filme não tivesse sido apontado como o pior do festival até agora.

‘The Sea of Trees‘ conta a história de um norte-americano (McConaughey) que viaja para o Japão para entrar na floresta Aokigahara e se matar, depois da morte da sua mulher (Naomi Watts).

Lá, ele encontra um japonês (Ken Watanabe) e os dois iniciam uma jornada de autorreflexão e sobrevivência.

Segundo a crítica especializada, o filme foi o pior apresentado até agora na 68ª edição do Festival de Cannes.

EM CANNES, CATE BLANCHETT JÁ E A FAVORITA AOS OSCAR 2016

Já na primeira cena de ‘Carol‘, Cate Blanchett mostrou que não estava para brincadeiras.

Linda e loira, usando um figurino impecável em tons de vermelho, a atriz tem uma de suas melhores atuações no filme de Todd Haynes (‘Longe do Paraíso’) e é a favorita absoluta ao prêmio de interpretação feminina em Cannes.

O filme se passa na Nova York da década de 1950 e Cate vive a Carol do título, uma lésbica que não pode assumir sua opção sexual por conta dos preconceitos da época, e por isso mantém um casamento de aparências, em especial para não perder a guarda da filha.

Enquanto está iniciando o processo de separação do marido (Kyle Chandler), Carol encontra Therese (Rooney Mara), uma atendente de loja de luxo.

A jovem se encanta por Carol e vice-versa e, assim, iniciam uma história que une paixão e intelecto, já que Therese admira a elegância e inteligência de Carol, e Carol gosta da fragilidade e meiguice de Therese

Haynes conduz o filme com muita sensibilidade, deixando sempre para depois as cenas mais aguardadas - um beijo entre Cate e Rooney e uma ousada cena de sexo, que expõe as duas atrizes de forma poucas vezes vista em Hollywood.

Porém, nada tão evasivo como em ‘Azul é a Cor Mais Quente’, que ganhou a Palma de Ouro em Cannes em 2013 e ficou famoso pela longa cena de sexo (cerca de oito minutos) entre as atrizes Adèle Exarchopoulos e Lèa Seydoux.

Na coletiva de imprensa realizada neste domingo (17) em Cannes, uma discreta Cate Blanchett revelou que, ao contrário do que foi publicado recentemente, ela nunca fez sexo com mulheres.

“Pelo que eu me lembre, o repórter me perguntou: você já teve relações com mulheres? Sim. Com sexo? Não”, disse.

Cate, que foi pouco sorrisos e não posou para fotos após a coletiva, pareceu querer encerrar o assunto.

“A questão é que, em 2015, quem liga para isso? Há uns 70 países no mundo onde a sexualidade é algo ilegal. Vivemos em tempos muitos conservadores. Se achamos que não, estamos sendo ingênuos”, criticou.

‘Carol‘ já tem distribuição garantida no Brasil, mas sua data de lançamento ainda não foi anunciada.

Confira make-off:

*****
Até +!

sábado, 23 de julho de 2011

AMY WINEHOUSE: DO SUBÚRBIO LONDRINO PARA O CÉU

Uma menina de subúrbio, como tantas outras.

Mas uma menina com um talento muito especial.

Divulgação
Amy vestida de Minie, quando menina

Desde cedo, os vizinhos sabiam que na casa ao lado, onde o motorista de táxi judeu vivia brigando com a mulher e não tinha tempo para os filhos, a menina, caçula, era especial.

Tímida, calada, passou anos sem chamar a atenção.

Até soltar a voz. E QUE VOZ!

Comparada -  justamente - com a Diva Sarah Vaughan, a menina branquela, magrela e desprovida de beleza física virava uma senhora estrela quando soltava a voz.

Em 2008, o mundo da música foi só dela, quando levou cinco dos seis prêmios Grammy que disputava, tanto que um jornal londrino saiu-se com a manchete: "Amy: O mundo não é o bastante", copiando o título de um dos filmes de James Bond, tão inglês e tão londrino quanto ela.

Lançou dois discos: Frank (2003) e Back To Black (2006), que trouxe hits como "Rehab", "You Know I'm No Good" e "Tears Dry On Their Own" - e estava, segundo consta, preparando um terceiro.


Só que a pressão do sucesso começou a cobrar caro do corpo franzino e da vivência auto-destrutiva.

Flávio Florido/UOL
Amy Winehouse durante show no Summer Soul Festival, na Arena Anhembi, em São Paulo (15/01/2011)

Passou a aparecer mais na mídia por suas bebedeiras, internações para a reabilitação - que ela tão bem cantou - casamentos fracassados, escândalos.

Foi a crônica da morte anunciada, só para nos mantermos no chavão.

Em janeiro deste ano, ela desembarcou pela primeira vez no Brasil para cinco shows, após dois anos longe dos palcos.


Se o primeiro - em Florianópolis - foi muito ruim, parece que o clima brasileiro fez bem à garota de vinte e poucos anos, tanto que, ao contrário do que muitos acharam, achei que o show aqui em SP foi muito bom.

Meu amigo Henri Castelli, que assistiu ao show comigo, chegou a comentar: "Ela está tão frágil no palco, me lembra a Marilyn Monroe cantando 'parabéns pra você' pro Kennedy, dias antes de morrer".

UOL
Amy na piscina do hotel em que ficou hospedada no Rio de Janeiro

Henri sabe das coisas.

Tanto, que quando soube que ela cancelou sua turnê europeia após ser vaiada em Belgrado, no mês passado, tive a certeza de que o seu fim estava próximo.

Queria ter me enganado, até saber pelo Jornal Hoje da Globo que Amy Winehouse morreu na tarde deste sábado (23), por volta das 16h do horário local (13h de Brasília).

Tinha os mesmos 27 anos de Janis Joplin - com quem também foi muitas vezes comparada - Jim Morrison, Kurt Kobain e Jimi Hendrix.

A polícia londrina, que já a encontrou morta,suspeita de que ela tenha sofrido overdose de drogas.

Sua última aparição foi na noite de quarta-feira, quando se apresentou ao lado da cantora de soul Dionne Bromfield, na The Roundhouse, uma casa de shows em Camden.

Ela havia saído havia pouco tempo de um programa de reabilitação e estava sob regras severas para não beber.


Fica a voz, fica a sua presença cênica, fica a imagem da menina londrina, magrela e frágil, mais frágil do que ela mesmo achava que era.

Confira as músicas, matérias e muitas fotos da carreira da Diva do Soul,  clicando aqui.

domingo, 16 de janeiro de 2011

SUMMER SOUL FESTIVAL: MAYER HAWTHORNE, JANELLE MONAE E AMY WINEHOUSE EMBALARAM SP

A primeira edição do Summer Soul Festival, que começou na capital catarinense e passou pelo Recife, terminou em São Paulo com pouco atraso entre os shows, problemas nos bares internos - como falta de bebidas, principalmente cerveja - e dificuldades na saída para deixar a Arena Anhembi - eu, que moro ao lado, demorei mais de uma hora para chegar em casa.

Os brasileiros Miranda Kassin & André Frateschi, e a banda Instituto subiram primeiro ao palco, mas foram vistos por poucos, ainda no final da tarde de sábado.

Mas o som foi de primeira, e Frateschi sabe como prender a atenção do público.

Gostei.

Quem abriu a programação internacional do festival foi Mayer Hawthorne, um elegante rapaz de Michigan, cheio de suingue.

Soulman afinado, Mayer aqueceu o público que pouco conhecia sua escassa discografia de apenas um álbum, "A Strange Arrangement", de 2009.

Entre uma canção e outra, como "Maybe So, Maybe No" e "Just Ain't Gonna Work Out", Mayer contou a história de quando foi confundido no aeroporto de Florianópolis, na semana passada, com o ator Tobey Maguire, e falou sobre uma namorada.

Desconhecido por parte da multidão, o simpático Mayer conseguiu entreter e pediu aplausos, não para ele, mas para o próprio público.

Fez boa figura.

COTAÇÃO DO KLAU:
Logo depois, Janelle Monae deu ao público do festival um espetáculo teatral, montado em cima de seu álbum conceitual indicado ao Grammy, "The ArchAndroid".

O show da voz revelação tem poucas pausas entre as músicas - como seu disco - ocupadas com dança, dramaturgia, artes plásticas e imagens de "Metropolis" (1927), de Fritz Lang, e cenas de "Guerra nas Estrelas"(1977), de george Lucas, no telão.

Ao vozeirão de Janelle somaram-se influências diversas que vão do soul e R&B ao hip-hop, funk e rock and roll, que ela cantou em músicas como "Dance or Die", "Faster", "Locke Inside", "Cold War" e "Tightrope".

Elétrica e com um visual característico - a nêga tem um inconfundível topete - ela se jogou no chão e saiu descabelada do palco, e, mesmo com pouca melodia para cantar, e abusando dos excessos, Janelle fez um espetáculo sob medida para grandes palcos e plateias.

COTAÇÃO DO KLAU:
Confira trechos do show de ontem:


Nessa altura, só faltava a imprevisível Amy Winehouse no palco da arena Anhembi.

A Diva britânica é uma bomba de sentimentos e atitudes excessivas prestes a ser detonada, mas em seu último show da turnê brasileira, Amy transformou seu universo tão intenso em um mundo de poucas emoções.

Flávio Florido/UOLAmy Winehouse ontem à noite, na Arena Anhembi em SP

Distante ao cantar uma vida de desilusões e derrotas, ela encerrou neste sábado (15), um ciclo de cinco shows numa única semana - fato inédito em sua carreira.

Em pouco mais de uma hora, Amy dividiu com cerca de 30 mil pessoas um coração dolorido em melodias inebriantes e letras autobiográficas.

Das dez faixas do disco "Back To Black" apenas uma - "He Can Only Hold Her" - ficou de fora.

Do seu primeiro álbum, "Frank" (2003), "I Heard Love Is Blind" entrou para preencher o repertório, que incluiu sua regravação de "Valerie", do Zutons, a versão tango para o clássico dos anos 30 "Boulevard of Broken Dreams", e um cover de "Stagger Lee", de Lloyd Price.

Reconstruindo sua carreira após um hiato de dois anos em um inferno particular que alcançou dimensões exageradas graças à mídia, Amy ainda não mostrou voz em sua melhor forma: precisou dos afinados cantores de apoio para moldar suas canções durante quase toda execução.

E nos momentos em que mais expressava sua voz era fácil cantar, tão fácil que ela aparentemente não sentia as lástimas que entoava: com o olhar vazio, e alheia à mensagem que passava, Amy permaneceu no automático.

Até mesmo a mais dramática de suas composições passou como uma canção leve por ela, como um "nem confiança" a seu passado tão recente.

De poucas palavras, a tímida e sorridente cantora, que reencarnou com talento memórias envelhecidas da música pop negra de 40 anos atrás, se limitou a entregar largos sorrisos à multidão e a manter o bom humor ao tropeçar em algumas frases e compassos.

Sua maior interação foi quando apresentou toda a competente banda, e cedeu um momento solo a cada músico: o performático Zalon Thompson, seu "boy" - como o apresentou ao público - ganhou atenção especial e assumiu o vocal principal de "What a Man Going to Do" e "The Click".

Pelo público, Amy foi recebida como um mito da nova geração: fãs dedicados - que vibravam a cada destreza vocal que superava em sua performance -, e uma plateia afoita por consumir a imagem de seu processo de autodestruição - que a aplaudia todas as vezes que ela coçava o nariz ou levava à boca uma caneca cheia de algum líquido que usava ainda para gargarejar - dividiam o mesmo espaço.

Com uma hora de show, Amy saiu de cena, deixando sua banda encerrar "You Know That I'm No Good", cantada em coro pela multidão.

Para surpresa da plateia, que já se dispersava pelo local, a cantora trouxe seus músicos de volta ao palco para um bis: além de "Me And Mr. Jones", Amy cantou "Love is a Losing Game", completando uma espécie de experimentação do que pode trazer de volta ao seu público com um possível reestabelecimento de sua carreira.

Se para ela o amor é um jogo perdido, ao menos sua primeira turnê brasileira foi uma partida vencida.

Que ela, sua vida e sua voz continuem assim.

COTAÇÃO DO KLAU:



segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A SEMANA ILUSTRADA

As promessas de ano novo; Amy Winehouse no Brasil, Doutora Dilma e os partidos nanicos e a mulher gostosa do Temer são alguns dos fatos da semana!
Confira: