Mostrando postagens com marcador preconceito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador preconceito. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A SEMANA NA DIVERSIDADE


Confira o que você vai saber, lendo essa postagem:
NOS EUA, 1,2 MILHÃO DE CRIANÇAS VIVEM EM FAMÍLIAS COM PAI OU MÃE HOMOSSEXUAIS
***
REVISTA ITALIANA REVELA A PUTARIA DOS PADRES DO VATICANO PELAS NOITES ROMANAS
***
PASTOR É DEMITIDO POR APOIAR JOVEM QUE SOFRIA HOMOFOBIA DENTRO DA  SUA IGREJA
***
JUSTIÇA DE ALAGOAS FACILITA CASAMENTO GAY: EM OUTROS ESTADOS, VIA CRÚCIS CONTINUA
***
SECRETÁRIO NACIONAL DE JUSTIÇA DIZ QUE AUTORES USAM A CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA PARA NÃO EXIBIR BEIJO GAY
***
CASAL DE SARGENTOS GAYS CONTINUA SENDO PERSEGUIDO, E QUER DEIXAR O PAÍS
***
Agora, vamos lá!

NOS EUA, 1,2 MILHÃO DE CRIANÇAS VIVEM EM FAMÍLIAS COM PAI OU MÃE HOMOSSEXUAIS

O site "Cena G" trouxe uma ótima notícia: as adoções por casais do mesmo sexo vêm crescendo  nos Estados Unidos, porquê as barreiras legais vem caindo significativamente.

Getty Images
Homossexual também tem direito de construir uma família !
Americanos gays e seus três filhos

No Censo de 2009, as crianças adotadas por LGBTs eram cerca de 32 mil, em comparação com 8.300 no anterior, de 2000.

Segundo estimativas do demógrafo Gary Gates, o número de crianças e adolescentes em famílias onde o pai ou a mãe é LGBT chega a 1,2 milhão.

A Justiça Brasileira bem que podia dar uma facilitada para os gays brasileiros também, não é?

REVISTA ITALIANA REVELA A PUTARIA DOS PADRES DO VATICANO PELAS NOITES ROMANAS

O Vaticano acusou uma revista italiana de provocar um escândalo e desacreditar a Igreja Católica ao publicar uma reportagem sobre sacerdotes homossexuais.

Destaque na capa do semanário "Panorama" - de tendência conservadora - o artigo, intitulado "As Noites Selvagens dos Padres Gays" diz que padres da capital italiana teriam uma vida dupla ao rezar missas pela manhã e freqüentar festas e ambientes LGBTS à noite.

Divulgação/Revista Panorama
Revista Panorama (Foto: Divulgação)
A capa da revista já diz tudo, né?

Durante 20 dias um repórter, cujo nome não foi publicado pela revista, percorreu bares e discotecas romanos frequentados por LGBTs.
Com uma câmera escondida, ele documentou o comportamento dos sacerdotes, inclusive durante relações sexuais.

Algumas das fotos foram publicadas para ilustrar o artigo, que traz declarações de sacerdotes e seminaristas cuja identidade foi mantida em sigilo.

Segundo o artigo, um dos pontos de encontro dos padres homossexuais da capital seria a discoteca Gay Village, onde um seminarista teria declarado ao repórter que "a Igreja pesca os próprios filhos no ambiente homossexual".

Em nota, o Vaticano defendeu os cerca de 1,3 mil sacerdotes de Roma da acusação de vida dupla, mas lançou dúvidas sobre a comunidade de padres estrangeiros que vivem na capital italiana, para onde vêm sobretudo para estudar em Universidades Católicas.

"Em Roma vivem muitas centenas de padres provenientes de todo o mundo para estudar, mas que não são do clero romano nem estão empenhados na pastoral", afirma a nota.

Recentemente, o Vaticano anunciou que iria fazer uma inspeção junto aos sacerdotes estrangeiros da capital, sem oferecer mais explicações sobre o motivo de tal verificação.

A carta do Vigariado pede que os padres homossexuais assumam seu comportamento e deixem o sacerdócio, ao mesmo tempo em que promete maior vigor no controle do clero.

"Ninguém os obriga a permanecer padres, desfrutando apenas dos benefícios. Deveriam ser coerentes e se expor. Não queremos seu mal, mas não podemos aceitar que por causa do comportamento deles a honra de todos os outros seja lesada".

O diretor da revista, Giorgio Mulè, se defendeu das criticas do Vaticano, dizendo que a reportagem é bem documentada:  também foram entrevistados sacerdotes estrangeiros, mas a maioria dos que aparecem na matéria são padres italianos que trabalham na burocracia do Vaticano.

Ao jornal "Il Giornale", Mulé declarou que, se preciso, pode fornecer nome completo e endereço dos padres que foram filmados durante ato sexual nas baladas.

Babado...

PASTOR É DEMITIDO POR APOIAR JOVEM QUE SOFRIA HOMOFOBIA DENTRO DA  SUA IGREJA

Segundo um jornal da cidade, o pastor Sérgio Emílio Meira Santos, da Igreja Batista da Graça, foi até uma delegacia de Vitória da Conquista, na Bahia, para denunciar um caso de homofobia dentro da igreja dele.

VTN
O pastor - camisa xadrez - em depoimento à polícia

Segundo o pastor, um adolescente de 16 anos estava sofrendo constrangimentos por ser gay, ele defendeu a permanência do rapaz na Igreja, mas acabou sendo demitido por isso.

O jovem chegou a ser ofendido publicamente por Helita Figueira, ex-vereadora da cidade e vice-presidente do conselho administrativo da Igreja, que manifestou sua insatisfação com a presença do adolescente gay durante um culto.

A orientação sexual do jovem, que tocava teclado na Igreja, acabou motivando uma reunião do conselho, onde o pastor disse que com base nas Escrituras Sagradas, não poderia impedir que o jovem freqüentasse os cultos, inclusive na condição de músico.

Logo em seguida, ele recebeu uma carta de demissão, assinada pelos membros do conselho, com a justificativa é de que ele não estaria cumprindo com suas funções de pastor.

O caso é analisado pela polícia local.

JUSTIÇA DE ALAGOAS FACILITA CASAMENTO GAY: EM OUTROS ESTADOS, VIA CRÚCIS CONTINUA

Segundo o "Jornal do Brasil" - RJ -, a decisão que reconheceu a união homoafetiva estável em todo o país, tomada no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal - STF - ainda não foi suficiente para garantir que todos os casais tenham o direito reconhecido.

Para uniformizar o entendimento sobre o assunto em nível local, a Justiça de Alagoas decidiu, em caráter pioneiro, adotar uma regra que autoriza os cartórios a habilitarem casais gays para o casamento.

Arquivos do Klau
Até Alagoas já facilitou...

De acordo com a advogada Maria Berenice Dias, presidente da Comissão Nacional de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB -, a medida ainda não é ideal porque a habilitação precisa passar pela análise de um juiz, o que não ocorre em casamento de heterossexuais.
“Ainda assim, é uma medida importantíssima, que queremos levar para todo o país”, explica.

Em maio do ano passado, o STF entendeu, por unanimidade, que a união estável homossexual é válida legalmente, só que muitos cartórios e juízes ainda resistem em adotar esse posicionamento, o que leva casais a recorrerem a instâncias superiores em processos judiciais desgastantes.

Outro ponto que não ficou claro na decisão do STF foi a autorização para o casamento pois, na ocasião, os ministros preferiram deixar a discussão aberta caso a caso, o que vem gerando situações desiguais no país, já que alguns juízes autorizam o matrimônio e outros não.

Em outubro, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça  - STJ -  liberou o casamento de duas gaúchas e embora a decisão não tenha força para vincular outros casos, o julgamento se tornou importante precedente jurídico.

Com a decisão do Tribunal de Alagoas, os casais homossexuais não precisam mais entrar no Judiciário para formalizar a união, basta manifestar o desejo em cartório.
“No início, eu ficava na dúvida e achava que não deveria habilitar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, já que não há nenhum artigo que trata especificamente disso no Código Civil. O provimento abriu espaço para que o oficial possa, sem nenhuma dúvida, habilitar esses casamentos”, diz a oficial do 6º Ofício de Registro Civil e Notas de Maceió, Maria Rosinete de Oliveira.

A representante da Comissão Nacional de Diversidade Sexual da OAB lembra que já enviou o texto do Tribunal de Alagoas a todas as comissões estaduais para que os membros se organizem a fim de garantir a medida em todo o país.

Segundo Maria Berenice, as conversas sobre a uniformização do trabalho dos cartórios já estão avançadas no Paraná.

Em São Paulo, estado mais poderoso da federação, a via-crúcis continua.

Cadê a OAB paulista?

SECRETÁRIO NACIONAL DE JUSTIÇA DIZ QUE AUTORES USAM A CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA PARA NÃO EXIBIR BEIJO GAY

Segundo a "Folha", surpreso com o argumento usado por autores da Globo para não exibir beijos entre personagens homossexuais em suas obras, o secretário nacional de Justiça, Pedro Abramovay, afirmou que o Ministério da Justiça não tem nenhuma restrição a cenas do tipo em obras de dramaturgia na televisão, em qualquer horário.

Segundo o secretário, o argumento da classificação indicativa é usado como desculpa para não incluir o beijo gay nas tramas de novelas.

Âmbito Jurídico
O  bunito secretário nacional de Justiça, Pedro Abramovay

"Alguns roteiristas continuam usando esse argumento para se justificar perante a sua própria classe porque eles fazem uma opção de mercado por não colocar um beijo gay", afirmou em entrevista o secretário.
"Parece que os políticos estão mais livres para a ficção do que os roteiristas."

Abramovay diz que, no meio artístico, qualquer comentário preconceituoso é malvisto. 
"Para não dizerem que estão com medo de colocar e perder audiência, eles colocam a culpa no Ministério da Justiça", avalia.

"Um beijo gay e um beijo heterossexual são exatamente a mesma coisa do ponto de vista da classificação indicativa", afirmou.

Segundo o secretário, essa é uma opção que a obra que tem que fazer "do ponto de vista criativo". "O Ministério da Justiça nunca vai fazer uma classificação partindo de um critério discriminatório", disse.

O secretário diz ainda que está tentando se reunir com os roteiristas para avaliar os critérios usados para a classificação indicativa de novelas.

"Conversei com o Marcílio Moraes [autor da Record e presidente da Associação dos Roteiristas]. Ele achou ótima ideia, mas disse que os roteiristas não têm agenda", afirma.

Para Abramovay, a inclusão de um beijo gay em novelas seria comemorado pelo Ministério da Justiça.

"Um beijo gay pode, inclusive, ajudar a tratar a orientação sexual das pessoas de uma maneira natural. Ajuda na educação das crianças e não atrapalha."

CASAL DE SARGENTOS GAYS CONTINUA SENDO PERSEGUIDO, E QUER DEIXAR O PAÍS

Segundo o site "Congresso em Foco", os sargentos do Exército brasileiro Fernando Alcântara e Laci Marinho de Araújo disseram ainda sofrer perseguição e discriminação dentro das Forças Armadas, mesmo com toda a mídia favorável que eles conseguiram quando a revista "Época" escancarou. numa matéria de capa tempos atrás, a relação dos dois.

Com medo de retaliações e ameaças, o casal desistiu de procurar ajuda no país e recorreu à Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos - OEA - para obter segurança internacional.

Revista Época
Laci e Fernando, ex-sargento e sargento do Exército brasileiro

A intenção é sair do Brasil e garantir “uma vida normal” - segundo Fernando.

Os temores da dupla vão além das ameças que sofreram ou de manifestações de intolerância à la Bolsonaro: eles também se preocupam com os crescentes atos de violência contra homossexuais.
“Temos visto cada vez mais casos de agressões nas grandes cidades, e, querendo ou não, somos o casal gay mais visado do país, por sermos militares e termos assumido nossa relação. Não aguentamos conviver com tantas ameaças. Ficamos em casa, não podemos sair. Só queremos garantir uma vida tranquila, como qualquer pessoa tem direito”, afirma Fernando.

Com uma relação que já dura mais de 13 anos, eles dizem que recorreram à ajuda internacional por terem desistido de lutar por seus direitos nos órgãos públicos brasileiros.
“Não acreditamos em mais nada que venha do Exército e não conseguimos nos sentir à vontade em nosso próprio país. Queremos proteção internacional porque as pessoas que nos ameaçaram de morte ainda continuam recebendo dinheiro dos cofres públicos. E tudo fica por isso mesmo. Como vamos acreditar que aqui haverá alguma solução?”, indagam.

Eles apresentaram a denúncia contra o Brasil em 17 de maio do ano passado, baseando-se principalmente nos problemas que enfrentaram no Exército, mas responsabilizam o Estado brasileiro como um todo pelos percalços que têm enfrentado desde que assumiram seu relacionamento.
“O Exército é uma instituição do governo brasileiro e essa estrutura governamental foi complacente com tudo o que nos aconteceu”, resume Fernando.

O casal diz não ter preferência por nenhuma nação em especial para residir, só procura um lugar seguro, onde a sua relação afetiva seja aceita.

O casamento civil também não está entre os seus planos atuais, nem será decisivo na opção por um país.

Questionado a respeito, Fernando, que não pertence mais ao Exército e luta na Justiça para ser reconhecido como dependente econômico de Laci, se limita a responder:
“A importância do casamento civil tem relação com o reconhecimento de dependência. O que nos importa é que nossaS famíliaS nos aceitaM”.

O Exército, lógico, preferiu não se manifestar sobre o assunto.
*****
Até +!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

AIDS: SEXO PIORA, E ARTISTAS ADEREM À CAMPANHA "SOMOS IGUAIS, PRECONCEITO NÃO"

Nesse ano, o Ministério da Saúde resolveu inovar na campanha publicitária para o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, em 1º de dezembro.

As fotos com artistas e pessoas que têm HIV/aids mostram abraço, beijo e representam proximidade e solidariedade - a ideia é demonstrar que amor, carinho e respeito não transmitem aids.

Confira imagens da campanha, e os artistas que a ela aderiram:
Fotos: Magda Fernanda/Ministério da Saúde
Marcello Antony também aderiu à campanha. As fotos com artistas e pessoas que têm HIV/aids mostram abraço, beijo e representam proximidade e solidariedade. A ideia é demonstrar que amor, carinho e respeito não transmitem aids.

Eduardo Moskovis posa para foto da campanha. A exposição com imagens de celebridades abraçados e beijando jovens que vivem com HIV/aids vai circular pelo Brasil, começando por Brasília e Fortaleza.

Hugo Soares (de camiseta vermelha, com Carolina Ferraz), 23, de Belém (PA), contraiu HIV por meio de abuso sexual aos 16 anos. Aos 21 anos descobriu que tinha o vírus porque percebia sua saúde debilitada. Há um ano e meio trabalha na militância dos jovens com HIV e mora na casa da avó. A ideia da campanha do Ministério da Saúde para o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, em 1º de dezembro, é contar histórias que mostrem a luta contra o preconceito de jovens que vivem com o HIV.

Reynaldo Gianecchini posa com jovens que vivem com HIV/aids para campanha do Ministério da Saúde para o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, em 1º de dezembro.

Adriana Esteves também participou da campanha. Por ano, são registrados cerca de oito mil casos de aids em jovens de 13 a 29 anos. Embora tenham a doença, têm também vida e muitos desafios pela frente. Conseguir um trabalho, manter os laços de amizade com os familiares e amigos, e serem enxergados como qualquer jovem e não como diferentes são os principais desafios.

Bruno Gagliasso também participa da campanha. A ideia é mostrar que os jovens com HIV/aids levam uma vida independente da contaminação, sendo que alguns nem precisam tomar os antirretrovirais.

Luana Piovani posou com um grupo de jovens soropositivos. A ideia é mostrar que beijo e contato físico não transmitem aids. Em pesquisa do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério, 13% das pessoas declararam acreditar que uma professora portadora do vírus da aids não pode dar aulas em qualquer escola.

Milena Toscano também participa da campanha - o tema deste ano foi fotografar jovens e celebridades em situações de proximidade e carinho.

Heloísa Perissé participa da campanha. Em pesquisa do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério, 22,5% afirmam que não se pode comprar legumes e verduras em um local onde trabalha um portador do HIV.

Fábio Assunção participa de campanha. Em pesquisa do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério, 19% das pessoas disseram acreditar que, se uma pessoa de uma família ficasse doente de aids, não deveria ser cuidada na casa da família.

A campanha do Ministério da Saúde para o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, 1º de dezembro, tem como tema 'Somos Iguais. Preconceito não'. Para isto, celebridades como Rodrigo Santoro posaram para fotos com 15 jovens que vivem com o HIV/aids.
*****

Após HIV, piora na vida sexual difere em homens e mulheres



Estudo realizado na Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) constatou que após o diagnóstico positivo de HIV, homens e mulheres sofrem piora em suas relações sexuais.

Essa piora pode estar relacionada a inúmeros fatores, desde o desempenho até a frequência do ato sexual.

Segundo a pesquisa, ao comparar homens e mulheres, foi possível perceber que cada grupo considera diferentes variáveis como causas da piora na vida sexual.

A psicóloga Lígia Polistchuck estudou o assunto em sua dissertação de mestrado, e constatou que algumas concepções construídas social e culturalmente sobre os universos masculino e feminino podem exercer influência para piora na vida sexual.

Segundo a psicóloga, além de se depararem com tais concepções, atualmente os soropositivos ainda enfrentam, de certa forma, um suporte às vezes não adequado dado pelas instituições que se dizem especializadas.

“Este suporte os reduzem ao diagnóstico da doença, sem atentar para os outros fatores que auxiliariam na promoção de sua saúde”, afirma Lígia.

A pesquisa, baseada na análise de questionários respondidos por 979 portadores de HIV, aponta as variáveis mais relacionadas à piora tratando-se de cada sexo. Há variáveis que protegeriam os soropositivos da piora na vida sexual, chamadas “protetivas”, e também variáveis que colaborariam para o agravamento da vida sexual.

Para cada sexo, variáveis diferentes apresentam-se como mais expressivas, sejam protetivas ou não.

Por exemplo, para as mulheres, a falha de suporte do serviço de saúde, em diversos aspectos, é considerada muito significativa como causa de piora na vida sexual.

Já para os homens, ter o número de parceiras sexuais reduzido após o diagnóstico apresenta-se como questão expressiva para o agravamento na vida sexual. Isso não os ajuda na tentativa de manutenção do “ser homem”, uma construção sociocultural.

Como “protetiva”, “a facilidade para falar com psicólogo às vezes” apareceu no universo masculino. Curiosamente, ao contrário do que se esperava baseado no senso comum de que mulheres conversam mais com os médicos — psicólogos e outros profissionais da área —, esta variável não foi expressiva para o universo feminino.

Apesar disso, “a não abertura para falar com ginecologista sobre as relações sexuais” foi considerada um motivo expressivo de piora.

A partir desta comparação, a pesquisadora pôde confirmar a importância de ser oferecido um espaço para que as pessoas que vivem com HIV possam falar da vida sexual com o profissional de saúde.

Este, por sua vez, deve ter um olhar mais atento às demandas não tão óbvias, ou que não se associem somente à prevenção ou ausência de doença.

Vida financeira e uso de drogas

O trabalho constatou ainda que questões que dizem respeito à vida financeira também exercem influência para as mudanças na vida sexual de portadores.

No caso dos homens e das mulheres, respectivamente, estar empregado e receber um salário mediano, por exemplo, é considerado importante para as mudanças na vida sexual.

Os homens, caso desempregados, têm mais possibilidade de apresentar piora.

Esta piora aconteceria porque o homem é cobrado e/ou se cobra quando o assunto é “desempenho”, “poder”, “prover”, colaborando para o que a pesquisadora apontou sobre a influência das construções socioculturais associadas à vida sexual, além do diagnóstico positivo para o HIV.

No que diz respeito às drogas, a variável “fazer uso de maconha”, sendo este uso prévio ou atual, não determinado, apareceu como variável protetiva para os homens.

Segundo a pesquisadora, “é possível associar este dado a duas questões: os efeitos do uso podem trazer um relaxamento que é útil se pensarmos na cobrança frente ao desempenho do homem na cena sexual. Ainda, o uso de droga pode se associar a uma construção de masculino valorizada, a de correr riscos, a de uma vivência e um saber sobre esta esfera”.

É importante lembrar, segundo a psicóloga, que o efeito do uso é singular em cada organismo, o que não permite generalizações.

Para as portadoras de HIV esta variável não surgiu como associada à piora na vida sexual, revelando o quanto homens e mulheres são influenciados por variáveis diferentes em suas relações afetivas a partir do diagnóstico.

A pesquisadora utilizou duas amostras de portadores do vírus do Estado de São Paulo para realizar seu estudo: soropositivos que recebiam tratamento pela Casa da Aids, do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), e pelo Centro de Referência de Tratamento DST-AIDS (CRT).


*****

Fontes: Ministério da Saúde e Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP

sexta-feira, 16 de abril de 2010

MARINA SILVA RESPONDE ÀS BICHITTAS PATRULHEIRAS

A senadora Marina Silva, pré candidata à presidência pelo PV, resolveu responder com um longo texto à história - patrulheira e mentirosa - da "bandeira do arco-íris que ela teria escondido".

Nem precisava. Quem conhece sua história de vida sabe que ela jamais faria algum ato hostil a alguém.

Mas as Patrulheiras do Arco Íris ocuparam a internet nessa semana, enchendo bem o meu saco com acusações descabidas à candidata, e reproduzindo apenas o "eu ouvi falar que ela escondeu uma bandeira do arco íris dada por um militante em MG".
As histéricas fariam melhor se se reportassem à própria Marina, no seu site ou em seu gabinete no Senado Federal .

E para que não fiquem dúvidas sobre o caráter dessa mulher lutadora, é que eu resolvi transcrever aqui o seu texto.

Bichittas patrulheiras: Vão caçar marido, que vocês ganham mais!
<><><><><>


O que penso a respeito do movimento LGBTs

Caricatura: Arquivo do Klau

Quem conhece a minha história e convive comigo sabe que respeito as diferenças e sou defensora da tolerância. Acredito que são posturas essenciais para a construção da ética democrática.

Minha voz e meus atos nunca manifestaram ou manifestarão, portanto, qualquer tipo de rejeição a qualquer movimento legitimado por aquilo que costumo chamar de forças vivas da sociedade. Sempre que me perguntam sobre o que penso a respeito do movimento LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros), seus direitos e sua luta por leis que os protejam de discriminação, digo que reconheço a legitimidade do movimento e de suas reivindicações.

O Estado deve assegurar a todos – sem distinção – igualdade. As políticas públicas, democraticamente aprovadas pelo Parlamento, e implementadas pelo governo, devem atender a todos.

Falo isso porque, nos últimos dias, um vereador de meu partido, militante do movimento LGBTs, me escreveu, com cópia para outras pessoas, dizendo que eu "escondi" a bandeira arco-íris que ele me entregou durante um evento público na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O assunto chegou a ganhar certa repercussão no universo da internet. Sander Simaglio, segundo ele escreve, teria me pedido para estender a bandeira.

Sander, um ativo militante e parlamentar, atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Alfenas, subiu ao palanque no momento em que o presidente do partido em Minas, Ronaldo Vasconcellos, fazia seu discurso de posse. Na sequência, solicitou que eu tirasse uma foto ao seu lado. Atendi Sander, como faço com todos os pré-candidatos do PV, para registrar aquele encontro momentâneo. Não me recordo de ter tido qualquer outro diálogo com ele.

Logo em seguida, de forma simpática e respeitosa, ele me passou a bandeira que retirou do bolso de seu paletó. Como fiz com tantas outras lembranças que me foram dadas naquele dia – livros, artesanatos e flores –, passei a oferta do vereador para a minha assessoria. Então nos abraçamos, nos despedimos, e não notei nenhum desapontamento de sua parte. Aliás, não tive nenhuma reação surpreendente ao receber a bandeira.

Receber presentes e lembranças simbólicas é um ato corriqueiro em minhas andanças pelo país. Na condição de pré-candidata à Presidência da República, me coloco como postulante a representar todos os brasileiros, independentemente do que pensam, de sua orientação sexual, do que crêem ou de sua militância. Minha história é meu compromisso. Política deve ser feita com respeito, sem proselitismo.

Por fim, reafirmo: ainda que minha conduta moral e ética integrem valores da fé cristã, que professo, não discrimino quem quer que seja e defendo plena cidadania para todos. O mesmo espero de todas as outras pessoas, candidatas ou não.

Marina Silva, senadora