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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

RIP: DAVID PROWSE, O CORPO DE DARTH VADER NA TRILOGIA ORIGINAL DE 'STAR WARS'

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O ator e fisiculturista britânico David Prowse, que se tornou conhecido por emprestar o corpo - não a voz - a Darth Vader na trilogia original de Star Wars morreu neste sábado (28), aos 85 anos 
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 A informação foi revelada pelo The Hollywood Reporter e confirmada em um tuíte da agência que cuidava da carreira de Prowse.

 Com 2 m de altura, Prowse foi notado por George Lucas em um papel que fez no filme Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick. 

O diretor chegou a cogitá-lo também para o papel de Chewbacca, mas Prowse acabou levando o de Vader. 

Graças a um sotaque inglês excessivamente carregado - e, segundo ele, a problemas de dicção com a máscara do vilão - Prowse teve suas falas substituídas pela poderosa voz de James Earl Jones, que acabou se tornando ainda mais conhecido pelos fãs como 'a voz oficial de Lord Vader'. 

 Deixará saudades. 

 Fotos do Topo: Lucasfilm - AFP

sábado, 31 de outubro de 2020

R.I.P.: SIR SEAN CONNERY - HIS NAME WAS BOND

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Ícone do cinema e 1º James Bond, ator morreu hoje em sua casa nas bahamas, aos 90 anos 
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 O ator escocês Sean Connery, ícone do cinema e primeiro a interpretar o espião James Bond, morreu na madrugada deste sábado (31) aos 90 anos. 

De acordo com a família, ele morreu enquanto dormia, em sua casa, nas Bahamas, onde morava havia muitos anos. 

 À emissora britânica BBC, o filho do ator, Jason Connery, disse que o pai não estava bem "havia algum tempo"

 Com 94 papéis ao longo de mais de 50 anos de carreira, Connery atuou em sete filmes do espião 007, lançados nas décadas de 1960, 1970 e 1980. 

Foi apontado em inúmeras enquetes como o melhor James Bond do cinema. 

 Como o detetive, estrelou "O satânico Dr. No" (1962), "Moscou contra 007" (1963), "007 contra Goldfinger" (1964), "007 Contra a chantagem atômica" (1965), "Com 007 só se vive duas vezes" (1967), "007 - Os diamantes são eternos" (1971) para a cinessérie oficial, além de "007 – Nunca mais outra vez" (1983), uma refilmagem de "007 Contra a chantagem atômica". 


Em imagem promocional de 
 "007 – Nunca mais outra vez" (1983)

O sucesso como o espião lhe rendeu uma carreira bem-sucedida. 

Entre os trabalhos mais conhecidos, estão "Marnie, Confissões de uma Ladra" (1964), de Alfred Hitchcock, "A colina dos homens perdidos" (1965), "Assassinato no Expresso Oriente" (1974), "O homem que queria ser rei" (1975), "O Vento e o Leão" (1975), "Highlander: O guerreiro imortal" (1986) e "Caçada ao Outubro Vermelho" (1990). 

 Confira o ator em ação em "Marnie, Confissões de uma Ladra" (1964):

Connery também atuou no drama "Os intocáveis" (1987), de Brian de Palma, pelo qual venceu o Oscar de melhor ator coadjuvante. 

 Veja:

Outros personagens de destaque foram o William von Baskerville, no longa "O Nome da Rosa" (1986), adaptação da obra de Umberto Eco, e o professor Henry Jones no filme "Indiana Jones e a última cruzada" (1989), no qual interpretou o pai do personagem-título. 

 Relembre:

Sir Connery venceu o Globo de Ouro três vezes, o Bafta (prêmio da Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas) duas vezes e acumulou mais de 30 prêmios durante a carreira. 

Em 2000, recebeu o título de cavaleiro da Ordem Britânica da Rainha Elizabeth II.
Em 1988, Sean Connery ganhou um Oscar por um papel coadjuvante no filme Os Intocáveis — Foto: Bob Riha/Reuters 

 O último longa em que Connery atuou foi "A liga extraordinária" (2003), como o caçador Allan Quatermain. 

 O ator também era conhecido por seu timbre marcante: dublou personagens de filmes como "Coração de dragão" (1996), dando voz a Draco, e "Sir Billi" (2012), com o qual encerrou a carreira. 

 Além do filho, Connery deixa a esposa, a atriz Micheline Roquebrune, e o neto, Dashiell.
Com a mulher, Micheline Roquebrune - Reuters 

 Thomas Sean Connery nasceu em Edimburgo, na Escócia, em 25 de agosto de 1930. 

Seu pai era um operário de fábrica e motorista de caminhão, e sua mãe, trabalhadora doméstica - a família paterna havia emigrado da Irlanda para a Escócia no século 19.

 Antes de iniciar a carreira no cinema, Connery fez trabalhos como entregador de leite, operário e motorista de caminhão. 

Chegou a servir a Marinha do Reino Unido por três anos, mas foi dispensado por problemas de saúde. 

 O escocês também iniciou uma carreira como jogador de futebol e chegou a receber uma proposta do Manchester United, mas não aceitou e decidiu se dedicar à atuação. 

 Halterofilista, concorreu a Mister Universo em 1953 (na categoria altura) e, depois disso, conseguiu pequenos papéis em peças de teatro. 

Participou de seu primeiro filme em 1954, "Lilacs in the spring".
Concorrendo ao Mister Universo em 1953 - Reuters 

 Em 1957, conseguiu seu primeiro grande papel, no filme "No Road Back", um longa de ação sobre gangues. 

No mesmo ano, participou de outras seis produções, sendo três filmes no cinema, duas séries e um filme para televisão. 

 Nos primeiros anos da carreira, emplacou sucessos como "Na rota do Inferno" (1957), "Vítima de uma Paixão" (1958), "A lenda dos Anões Mágicos" (1959), "Até o Último Gângster" (1961) e "O Mais Longo dos Dias" (1962). 

Foi então que recebeu o convite para viver o agente secreto James Bond em "O Satânico Dr. No" (1962). 

Foi nesse filme que Connery, logo em sua primeira cena,  disse a mais famosa frase do cinema: "My name is Bond. James Bond', que todos os intérpretes de 007 repetiram nos filmes posteriores, à exaustão. 

 Veja:

ATIVISTA PELA INDEPENDÊNCIA DA ESCÓCIA 
Connery defendia a independência da Escócia em relação ao Reino Unido. 

O ator tinha uma tatuagem com a inscrição "Escócia para sempre" no braço direito, segundo o site IMDb. 

 Quando recebeu a Ordem de Cavaleiro e o título de 'Sir', a cerimônia ocorreu no palácio Holyrood Palace, em Edimburgo, e a rainha Elizabeth II foi até a cidade para entregá-la.
A Rainha Elizabeth II consagra Sean Connery como 'Sir' (Cavaleiro do Império Britânico) em 2000 - Reddit 

 Recentemente, o astro, já afastado do cinema desde 'A Liga Extraordinária', fez 90 anos - nós comemoramos com essa postagem. 

REPERCUSSÃO 
 Os produtores Michael G. Wilson e Barbara Broccoli, filhos da lenda Albert 'Cubby Broccoli', que levou 007 para as telonas, divulgaram a seguinte declaração: 
 “Estamos arrasados ​​com a notícia do falecimento de Sean Connery. Ele foi e sempre será lembrado como o James Bond original, cuja introdução inesquecível na história do cinema começou quando ele anunciou as memoráveis palavras: `o nome é Bond… James Bond`. Ele revolucionou o mundo com seu retrato corajoso e espirituoso do sexy e carismático agente secreto. Ele é, sem dúvida, o grande responsável pelo sucesso da franquia, e seremos eternamente gratos a ele.” 

 O ator Daniel Craig, que atualmente desempenha o papel de James Bond no cinema, prestou homenagem a Sean Connery , chamando o seu colega de franquia “um dos verdadeiros grandes nomes do cinema”
“É com muita tristeza que soube do falecimento de um dos verdadeiros grandes nomes do cinema”, disse Craig . “Sir Sean Connery será lembrado como Bond e muito mais. Ele definiu uma época e um estilo. A inteligência e o charme que retratou nos cinemas podiam ser medidos em megawatts; ele ajudou a criar o blockbuster moderno. Ele continuará a influenciar atores e cineastas durante muitos anos. Os meus pensamentos estão com a sua família e os seus entes queridos. Onde quer que ele esteja, espero que exista um campo de golfe. ” 

 Hugh Jackman escreveu: 
 "Eu cresci idolatrando Sean Connery. Uma lenda na tela e fora dela. Descanse em paz". 

 Arnold Schwarzenegger, ator: 
 "Sean Connery era uma lenda, um dos melhores atores de todos os tempos. Ele proporcionou entretenimento sem fim para nós e inspiração para mim. Não estou só falando porque ele foi um fisiculturista que se classificou para o Mister Universo! Ele era um ícone. Meus pensamentos estão com a família dele." 

Viola Davis, atriz: 
 "Descanse em paz, Sean Connery, nosso icônico James Bond." 

 Sam Neill, ator:
 "Todo dia no set com Sean Connery era uma lição objetiva de como agir na tela. Mas todo aquele carisma e poder - isso era totalmente único do Sean. Descanse em paz, grande homem, grande ator." 

George Takei, ator:
"Sean Connery era uma lenda do cinema, mesmo depois de envelhecer. Nossos vínculos ["bonds", trocadilho com o sobrenome de James Bond] mais fortes foram formados por ele, e ele era intocável [Connery ganhou o Oscar pelo filme 'Os Intocáveis']. Ele morreu hoje aos 90 anos, um herói até o fim." Robert Carlyle, ator "Descanse em paz, Sr. Sean Connery... um pioneiro, uma verdadeira lenda e um cavalheiro."


Arte: Bosslogic

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

R.I.P.: CONCHATA FERRELL, A BERTA DE 'TWO AND A HALF MEN'

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Ela foi indicada a dois Emmy por sua atuação como Berta na comédia onde brilhou ao lado de Charlie Sheen e Jon Cryer 
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 A atriz Conchata Ferrell, conhecida por sua atuação como a diarista Berta na série "Two and a Half Men", morreu aos 77 anos nesta segunda(12). 

 De acordo com o site Deadline, a causa da morte foi complicações causadas por uma parada cardíaca. 

 Ferrell estava cercada pela família em um hospital na Califórnia, nos Estados Unidos. 

 Ela recebeu duas indicações como atriz coadjuvante no Emmy por seu trabalho na série cômica, intitulada de "Dois homens e meio" no Brasil.
Conchata Ferrell chega ao Emmy em 2007 — Foto: Chris Pizzello/AP Photo 

 "Uma querida absoluta, uma profissional completa, uma amiga genuína, uma perda chocante e dolorosa. Berta, seu trabalho no lar era um pouco suspeito, seu trabalho com as pessoas era perfeito", escreveu o ator Charlie Sheen, um dos atores originais da série, em seu perfil no Twitter.
Em cena com Charlie Seen - Divulgação/WB TV 

 "Estamos tristes pela perda de Conchata Ferrell e gratos pelos anos que ela nos trouxe risadas como Berta, que viverá para sempre", escreveu o perfil da Warner Bros. Television. 

 Ela também foi indicada ao Emmy como atriz coadjuvante em drama por sua atuação em "L.A. Law", em 1992. 

 Na TV, esteve em séries como "Plantão Médico", "Buffy: A Caça-Vampiros", "Grace e Frankie" e "O rancho"

 A atriz ainda fez trabalhos no cinema, em filmes como "Edward Mãos de Tesoura" (1990), "Erin Brockovich, uma Mulher de Talento" (2000) e "A Herança de Mr. Deeds" (2002).
Jon Cryer, Angus T. Jones, Charlie Sheen e Conchata Ferrell no TV Land Awards, em 2009 — Foto: Matt Sayles/AP Photo 

 Em julho, o marido de Ferrell, Arnie Anderson, divulgou que ela estava internada desde maio depois de sofrer um infarto. 

 A atriz passou mais de quatro semanas na unidade de terapia intensiva (UTI), e depois foi transferida a um centro de tratamento a longo prazo, onde ficou ligada a um respirador e fazia diálise. 

 Eterna Berta: depois do Charlie, era a melhor da série.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

R.I.P.: MICHAEL LONSDALE

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Ator teve extensa carreira e foi até vilão de 007 
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 Michael Lonsdale, eternizado na pele do vilão Hugo Drax de 007 Contra O Foguete Da Morte, morreu nesta segunda-feira em Paris, aos 89 anos. 

 A notícia foi confirmada pelo seu agente à agência de notícias AFP. 

 Com uma longa carreira no teatro e no cinema nas últimas seis décadas, Lonsdale trabalhou em produções francesas durante quarenta anos, com mais de 140 filmes em seu currículo. 

 Também esteve em filmes como “O Dia do Chacal”, “O Nome da Rosa”, “Ronin” e em “Munique”, de Steven Spielberg

 Para os fãs da franquia 007, ficou eternizado na pele do magnata Hugo Drax.
Em cena de 007 Contra O Foguete Da Morte como Hugo Drax - Divulgação 

 Os produtores Michael G. Wilson e Barbara Broccoli lamentaram a morte do ator: 

 “Estamos muito tristes em saber da morte de Michael Lonsdale, que interpretou Hugo Drax em ‘Moonraker’. Ele era um ator extraordinariamente talentoso e um amigo muito querido. Nossos pensamentos estão com sua família e amigos neste momento triste” - escreveram os irmãos, responsáveis pela cinessérie oficial de 007. 

 Em 2011, Michael Lonsdale recebeu seu primeiro grande prêmio da carreira, em Cannes, por seu papel coadjuvante como sacerdote livre e heroico em “Des Hommes et Des Dieux”

 Filho de pai britânico e mãe francesa, nasceu em Paris em 24 de maio de 1931. 

 Cresceu em Londres e no Marrocos, e ao regressar a Paris em 1947, morou com seu tio, Marcel Arland, diretor da revista literária NRF, o que lhe despertou o gosto pelas artes. 

 Rapidamente, mostrou interesse por obras como “Amédée, ou Como se Livrar Dele”, de Eugène Ionesco

 Solteiro e sem filhos, além de atuar Lonsdale também pintava

 O ator também emprestou sua bela e inconfundível voz a inúmeros documentários e audiolivros.

Fará falta.

sábado, 29 de agosto de 2020

'PANTERA NEGRA': COMO O FILME FOI IMPORTANTE PARA A LUTA ANTIRRACISTA


Por LUIZ PRISCO

Dados assustadores da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que, no Brasil, um jovem negro é morto a cada 23 minutos. 

Nos Estados Unidos, país também marcado pela escravidão, as ruas fervem em protestos que gritam a importância das vidas pretas.

Neste contexto global, Pantera Negra, filme lançado em 2018, tornou-se um importante instrumento na luta antirracista. 

O longa da Marvel sobre um herói negro, africano, faturou mais de US$ 1 bilhão e conquistou três Oscars. 

O tema volta à tona após a morte de Chadwick Boseman, ator que vivia o protagonista T’challa, aos 43 anos.

Figuras negras importantes manifestaram a admiração por Chadwick Boseman e seu personagem.

 “Ele se tornou o rosto de um mundo ideal. O rosto do sonho por uma Wakanda”, escreveu Lázaro Ramos em sua emocionada homenagem.

Pantera Negra foi o primeiro filme solo sobre o héroi negro da Marvel, criado em 1965. 

Mais do que isso, trouxe a questão da representatividade negra na cultura pop ao centro da discussão.

“Eu só fico imaginando o jovem adolescente negro, que pensa em cinema ou gosta de audiovisual, nunca se vê retratado em nada. De repente tem acesso a uma superprodução dessas, com uma representação muito bem feita. É um mundo que a gente não tem acesso”, afirmou a cineasta Lilian Santiago, em entrevista à Rádio USP.

“[A figura do] Pantera Negra no filme é retratada como forma de resistência e representação para a população negra tanto presente no filme quanto na vida real, consumindo esse audiovisual”, defendem os pesquisadores Danielle Vaz e Marco Bonito, em artigo sobre o tema.

Grande parte do mérito de Pantera Negra foi ter trazido para o mainstream a discussão sobre o afrofuturismo.

O termo afrofuturismo foi criado nos anos 1990 pelo filósofo Mark Dery, como uma crítica à falta de autores negros e de perspectivas da população preta na ficção científica. 

“Nós precisamos imaginar o amanhã e nosso povo precisa mais do que tudo”, explicou o autor em entrevista a Samule R. Delany.

“No filme Pantera Negra, a narrativa afrofuturista está muito presente: Wakanda como um país do continente africano com uma tecnologia e sociedade bem desenvolvida. A sua principal fonte tecnológica é o vibranium, um metal poderoso e resistente, que é criado somente neste país e constantemente é perseguido por diversos vilões e heróis nos quadrinhos e no filme. O que mais chama a atenção na trama é a estética que mistura tecnologia e africanidade”, apontam Danielle Vaz e Marco Bonito.

Pantera Negra é, constantemente, citado como um longa representativo sobre a luta antirracista por especialistas no tema.

“Tanto no plano nacional quanto no plano internacional, temos um histórico de estereótipos degradantes da figura do negro. Quando a gente chega em 2018 com a Marvel fazendo o primeiro filme de um super-herói negro, é fundamental e muito importante quando pensamos em termos de representatividade”, conclui Thaís Santos, pesquisadora da Universidade de São Paulo, em entrevista à rádio da instituição.

CHADWICK BOSEMAN: A REPERCUSSÃO DA MORTE DO ASTRO

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Discreto em relação à vida pessoal, o ator lutava contra a doença desde 2016, batalha até então era desconhecida pelo público
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Ontem, todos foram surpreendidos com a notícia da morte de Boseman, que nos deixou muito cedo e com uma carreira brilhante em ascensão.

Estrelas do Universo Cinematográfico Marvel, com quem Boseman trabalhou como Pantera Negra, usaram as redes sociais para homenageá-lo.

Prestaram um tributo Chris Evans, Brie Larson, Gwyneth Paltrow, Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Kevin Feige, Angela Bassett, Sterling K. Brown e Don Cheadle.

Além disso as redes oficiais da Marvel e da DC, além de muitas personalidades, inclusive brasileiras, publicaram homenagens ao ator, como o piloto de F1 Lewis Hamilton, que cravou na manhã deste sábado a pole position para o GP da Bélgica e comemorou fazendo o gesto de
"Wakanda Forerer'.

Confira:
Lewis Hamilton homenageia Chadwick Boseman em sua 93ª pole position
UOL

A REPERCUSSÃO:

R.I.P: CHADWICK BOSEMAN

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Um câncer de cólon levou um dos melhores e mais representativos atores da atualidade
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Chadwick Boseman era mais conhecido como o protagonista de Pantera Negra, mas sua carreira, mesmo que curta em Hollywood, foi marcada por papéis importantes - que vão além do herói da Marvel.

Nascido em 29 de novembro de 1976, na cidade de Anderson, Carolina do Sul, nos Estados Unidos, Boseman já tinha contato com a arte desde cedo: na adolescência, escreveu a sua primeira peça.

Então formado em artes plásticas, começou a se interessar por direção e roteiro, quando começou a estudar atuação para aprender a lidar com os atores.

Sua primeira oportunidade nas telinhas surgiu em 2003, em um episódio da série Thrid Watch e, em seguida, em All My Children.

Nos anos seguintes, fez participações em produções como Law & Order, CSI: NY, Lincoln Heights, entre outras.

Já no cinema, apesar de ter feito participações em alguns filmes anteriormente, a carreira de Boseman começou mais tarde.

O primeiro papel de destaque nas telonas foi aos 36 anos, em 42 - A História de uma Lenda, em 2013.

No longa baseado em fatos reais, o ator interpretou 'Jacko' Jackie Robinson, que em se tornou o primeiro negro a entrar para um time da principal competição dos Estados Unidos, a Major League Baseball.

Em seguida, Boseman viveu personagens importantes da cultura negra norte-americana.

Em Get on Up: A História de James Brown, Boseman interpretou a lenda do Soul e em Marshall: Igualdade e Justiça, viveu o juiz Thurgood Marshall, o primeiro negro da Suprema Corte nos Estados Unidos.

Veja o trailer:


Em 2016, o ator descobriu o câncer justamente quando estrelou Deuses do Egito.

Mas foi em Capitão América: Guerra Civil que Boseman deu o pontapé no principal personagem de sua carreira - no filme, ele interpretou, pela primeira vez, o rei de Wakanda T'Challa, o Pantera Negra.

Veja cena:


O ano de 2018 foi importante para a sua trajetória no cinema: o filme solo de Pantera Negra estreou batendo a marca do US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais.

Foi o primeiro filme da Marvel a levar três estatuetas do Oscar - além de ter sido indicado a outros quatro, como Melhor Filme.

Confira o trailer:


O ator reprisou o papel em Vingadores: Guerra Infinita e no aguardado Vingadores: Ultimato.

O filme mais recente do ator foi Destacamento Blood, que estreou na Netflix em 2020 e conta com direção de Spike Lee.

Veja o trailer:


Além disso, Boseman estava confirmado em Pantera Negra 2, previsto para estrear em 2022.

Desde 2016, Boseman alternava seus dias nos sets de filmagem com inúmeras cirurgias e longas sessões de quimioterapia.

Os fãs só notaram que algo estava errado com ele quando o viram, magro e abatido, numa live, em abril último.

Veja:

Nunca se abalou - até mesmo quando o câncer de cólon, diagnosticado no estágio 3, chegava ao estágio 4.

Chadwick Boseman morreu em sua casa em Los Angeles, ao lado de sua família, aos 43 anos.

O ator ainda tem um filme que não estreou, Ma Rainey's Black Bottom, para a Netflix, que deve estrear ainda em 2020.

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

R.I.P.: JOSEPH RUBY, CRIADOR DE 'SCOOBY-DOO'

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Veterano da animação criou os personagens em 1969 com seu parceiro, Ken Spears
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Joseph Ruby, co-criador do desenho animado “Scooby-Doo”, morreu na quarta, 26, aos 87 anos em Weslake Village, na Califórnia (EUA), de causas naturais.

A informação foi confirmada à edição online da revista Variety pelo neto de Joseph, Benjamin Ruby, que destacou o amor do avô pelo trabalho:
”Ele nunca parou de criar e escrever, mesmo com uma idade avançada”.

O desenho, que conta com as aventuras dos personagens Fred, Velma, Daphne, Salsicha e Scooby, foi criado numa parceria de Joseph com Ken Spears em 1969 para o estúdio Hanna-Barbera, atualmente uma propriedade da Warner.

A turma reunida: a obra prima de Joseph Ruby - Warner

A animação é popular no mundo inteiro e foi exibida originalmente até 1976.

No Brasil, o desenho animado “Scooby-Doo” pode ser assistido nos canais de TV paga Tooncast e Cartoon Network.

A última animação para o cinema, “Scooby-Doo - O Filme”, já está disponível no Brasil em serviços de VOD - vídeo on demand.

A dupla também criou os personagens “Dinamite, o Bionicão” e “Tutubarão”, que também fizeram sucesso por aqui nos anos 1970 e 1980.

Joseph Ruby ganhou quatro prêmios Emmy, trabalhou também para a Disney e supervisou a programação matinal de canais de TV americanos, como ABC e CBS.

sábado, 8 de agosto de 2020

R.I.P.: CHICA XAVIER, UMA DAS GRANDES ATRIZES BRASILEIRAS

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Ícone da TV, do teatro e do cinema, destacou-se como referência da representatividade negra na arte brasileira
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A atriz Chica Xavier, conhecida por papéis marcantes em novelas como "Sinhá Moça" e "Renascer", morreu na madrugada deste sábado (8) aos 88 anos, vítima de câncer de pulmão.

Ela estava internada no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Nascida em Salvador em 22 de janeiro de 1932, Francisca Xavier Queiroz de Jesus mudou-se para o Rio em 1953, aos 21 anos e se consagrou como atriz de teatro, TV e cinema, ao longo de uma carreira de mais de seis décadas.

Destacou-se como uma das maiores referências da representatividade negra na arte brasileira.

Em 2010, recebeu o Troféu Palmares, entregue pelo extinto Ministério da Cultura, pelo trabalho de preservação e incentivo à cultura afro-brasileira.

"Uma precursora, símbolo de gerações de atrizes e atores negros, de representatividade, que trazia em cada cena ou fala traços latentes de baianidade. Nunca negou a origem", disse a TV Globo em comunicado.

Chica Xavier em cena de "Duas Caras" com Renata Sorrah e Eri Johnson — Foto: João Miguel Junior/TV Globo
Em cena de "Duas Caras" com Renata Sorrah e Eri Johnson — Foto: João Miguel Junior/TV Globo
Nos palcos, Chica Xavier esteve na montagem de 1956 de "Orfeu da Conceição", de Vinicius de Moraes.

Atuou também em novelas como "Dancin' Days" (1978), "Pátria minha" (1994), "Cara & Coroa" (1995), "O Rei do Gado" (1996) e "Força de um Desejo" (1999), além da minissérie "Tenda dos Milagres" (1985).

Chica Xavier com Sônia Braga na novela "Força de um desejo" — Foto: Divulgação/Globo
Com Sônia Braga na novela "Força de um desejo" — Foto: Divulgação/Globo
Seu último trabalho na TV foi "Cheias de Charme" (2012).

"Obrigado, Dona Chica, por inspirar e se doar como se doou. Obrigado pelo amor e talento que nos ofereceu", escreveu o ator Lázaro Ramos em uma rede social.

A atriz Taís Araújo comentou: 
"O céu recebe hoje a nobreza. Entre nós vivia uma nobre, uma rainha elegante, sábia, afetuosa, agregadora, ombro e colo para muitos. Salve a rainha Chica Xavier!".

Chica Xavier com Marcos Palmeira, Chica Xavier e Cosme dos Santos em gravação de cenas de "Esperança" — Foto: Zé Paulo Cardeal/TV Globo
Com Marcos Palmeira  e Cosme dos Santos em cena de "Esperança" — Foto: Zé Paulo Cardeal/TV Globo
Em 2013, Chica Xavier foi tema da biografia "Chica Xavier: Mãe do Brasil", escrita por Teresa Montero.

"Em março deste ano, minha avó precisou passar por uma série de exames porque havia uma suspeita de pneumonia e por ser muito idosa, diabética e hipertensa, era bom cuidarmos disso com mais cautela. Por ser período de pandemia, a médica dela recomendou que esperássemos um pouco mais para podermos fazer uma investigação mais incisiva, mas não imaginávamos que seria tanto tempo de isolamento social", explicou a atriz Luana Xavier, neta de Chica Xavier.

Segundo Luana, na quarta (5), a respiração de Chica piorou bastante – diante desse quadro, médica e família decidiram levá-la à emergência. Exames feitos no hospital apontaram que ela havia sido acometida por um câncer de pulmão, já em metástase.

Não houve diagnóstico de Covid-19.

"Minha avó sempre colocou amor e fé em tudo o que faz. Ela teve uma carreira curta no teatro – justamente porque sempre quis cuidar da família. Minha avó tem muito de infinito e tenho certeza que tudo que ela fez vai ficar para sempre nas nossas vidas".

Chica Xavier em gravação da novela “A lua me disse” com Mary Sheila e Maurício Mattar  — Foto: Renato Rocha Miranda/TV Globo
Em  cena da novela “A lua me disse” com Mary Sheila e Maurício Mattar — Foto: Renato Rocha Miranda/TV Globo
A atriz deixa o marido, o também ator Clementino Kelé - com quem foi casada por 64 anos - e três filhos, Christina, Izabela e Clementino Junior, e três netos, Ernesto Junior, Luana Xavier e Oranyan.

PERSONAGENS MARCANTES

Ao todo, a atriz participou de 26 novelas na TV Globo.

Esteve também em 11 minisséries e 10 programas especiais, como Caso Verdade, Caso Especial e Teletema.

Participou ainda de produções no Canal Futura e nas TVs Bandeirantes, Manchete e Educativa.

Chica Xavier em "Um só coração" — Foto: Otávio Veiga/TV Globo
Em cena da minissérie  "Um só coração" — Foto: Otávio Veiga/TV Globo
Chica ainda esteve presente em 11 filmes, entre eles o clássico do Cinema Novo "O Assalto ao Trem Pagador", de 1962, dirigido por Roberto Farias.

Sua primeira novela na Globo foi "Os ossos do barão" (1973), no papel de Rosa.

Chica Xavier em gravação de "A lua me disse" — Foto: Márcio de Souza/TV Globo
Em cena de de "A lua me disse" — Foto: Márcio de Souza/TV Globo
De lá para cá, interpretou mais de 50 personagens da TV, com destaques para a Bá da primeira versão de "Sinhá Moça", a Inácia "Renascer" e a mãe-de-santo Magé Bassã da minissérie "Tenda dos Milagres".