
sexta-feira, 22 de junho de 2012
A SEMANA ILUSTRADA

segunda-feira, 18 de abril de 2011
A SEMANA ILUSTRADA
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
PELO FIM DOS PARTIDOS NANICOS
No Judiciário, o ano começa sem que a Doutora Dilma tenha ainda indicado um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal.
Esse foi um abacaxi que ela herdou do Luiz Inácio, e que vem atrasando muito pautas importantes para o país, como a votação final da Lei da Ficha Limpa, por exemplo.
No Legislativo, teremos nada mais, nada menos do que 22 partidos representados.
É o número mais elevado desde a volta do pluripartidarismo, no início da década de 80.
Só para comparação: na Colômbia, há 12 partidos com deputados eleitos; no Chile, 8; no México, só 7.
Já na Argentina, que sempre faz questão de parecer diferente dos seus vizinhos de "latinoamérica", nossos "hermanos" tem 35 blocos políticos no Congresso, eleitos pelo modelo distrital, o que serve de alerta aos defensores desse sistema como a salvação para todos os males políticos do Brasil.
Mas, voltando para cá: 8 dos 22 partidos com deputados eleitos receberam 75,4% dos votos para a Câmara, na eleição do ano passado.
O Brasil tem hoje 27 partidos, e os 5 que não elegeram deputados tiveram, juntos, 0,6% do total de votos para a Câmara.
Desde 1986, nunca um partido havia eleito deputados em todas as 27 unidades da Federação.
No ano passado, o PMDB - nosso querido partido puteiro - foi o único a repetir a façanha, e o PT terá representantes de 23 Estados e do Distrito Federal.
Como dá pra perceber, a democracia brasileira tem defeitos e muitas arestas para aparar, e o principal problema ainda são as leis que continuam respaldando agremiações sem o apoio popular correspondente.
Com o fim da ditadura militar, fazia todo sentido dar tempo de TV, dinheiro do fundo partidário a rôdo e benefícios sortidos a todos os novos partidos.
Só que já se passaram 25 anos, e, se, em um quarto de século uma sigla não conseguiu dizer a que veio, é lesivo à democracia brasileira que todos sejamos obrigados a manter as vantagens oferecidas até agora.
Ficaríamos livres de vermos, eleição após eleição, os embusteiros que há décadas vendem ideias rejeitadas pelo eleitor, como o aerotrem do Levy Fidélix, o municipalismo, a volta do Império e toda sorte de maracutaias que só existem para mamar o seu, o meu, o nosso dinheiro via fundo suprapartidário.
Ficaríamos livres também de vermos preciosos minutos da programação de nossas rádios e tevês perdidos no falatório desses partidos nanicos, que só servem, realmente, para agirem como linha auxiliar de ataques, os mais covardes, das agremiações que realmente mandam nesse país.
É urgente que se façam alterações nas regras eleitorais, para que esse puteiro finalmente acabe: o fim das coligações para eleger deputados e a criação de uma cláusula de desempenho, onde só teria amplo acesso ao rádio e à TV o partido com 5% ou mais dos votos.
Horário eleitoral, hoje em dia, só serve pra encher linguiça, e já que é obrigatório, deveria ser usado para que se debatam os grandes problemas do país.
Até segunda.
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
DELÚBIO: A VOLTA DE QUEM NÃO FOI
Pessoal:A nova tentativa de Delúbio Soares de reintegrar-se aos quadros do Partido dos Trabalhadores está em perfeita sintonia com a intenção declarada do ex-presidente Luiz Inácio de desmontar o que ele costuma chamar de "a farsa do mensalão".
Único expulso do PT em 2005, por "gestão temerária" das finanças da agremiação, Delúbio permeneceu calado nos momentos mais difíceis, em obediência que seria exemplar em qualquer organização stalinista.
Quando falou, foi para jurar fidelidade à sigla: "O PT não é um partido, é o meu projeto de vida", disse ele, ainda em 2005.
À medida que o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal se aproxima, os petistas movimentam-se para receber de volta o homem que levou sozinho boa parte da culpa, para reduzir danos no governo e proteger autoridades mais graúdas.
A campanha eleitoral de 2010, que impediu a mais recente tentativa do ex-tesoureiro de voltar ao PT, terminou com a vitória da Doutora Dilma, e, agora, só uma intervenção dela, na avaliação dos petistas, impediria a reintegração de Delúbio.
O Globo
O ex-tesoureiro do PT, Delúbio SoaresPassados cinco anos e meio das revelações sobre o mensalão, o discurso de Luiz Inácio de que tudo não passou de uma "tentativa de golpe" para tira-lo do poder, foi comprado pelo petismo e muitos setores da esquerda.
Mas a versão do ex-presidente vai para o ralo, ao se ler a denúncia do procurador-geral da República: "formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, e outros crimes, que tiveram o intuito de garantir a continuidade do projeto de poder do Partido dos Trabalhadores, mediante a compra de suporte político de outros partidos e do financiamento futuro e pretérito de suas próprias campanhas eleitorais" - é o que está escrito na denúncia.
O possível retorno de Delúbio tem como objetivo dar amparo partidário ao ex-dirigente,já que, abandonado na estrada, ele poderia pôr em risco o plano lulista de reescrever a história.
O líder do PT na câmara, deputado Cândido Vaccarezza, um dos entusiastas da reabilitação do ex-tesoureiro, já disse que "nenhuma pena é eterna", e a frase é sinônimo de verdade para apaniguados do petismo, sempre agraciados pela mão na cabeça que Luiz Inácio insiste em passar.
Até segunda.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010
PARTIDOS DE ALUGUEL
Pessoal:Quando somos obrigados a usar a expressão "partido de aluguel", em geral chamamos assim certas legendas nanicas.
Mas como chamar um partido que apoia o governo Luiz Inácio - ou Dona Dilma - no plano federal, e ao mesmo tempo dá seu apoio ao governo Serra Nomuro -ou Alckmin TFP - em São Paulo?
Partido bandoleiro? Partido oportunista? Partido ao meio? Partido aos pedaços?
E olha que aqui eu não estou citando apenas o PMDB - nosso querido partido puteiro - verdadeiro partido de artistas circenses, capaz de garantir a vice-presidência do governo de Dona Dilma, segurar com uma mão o governo Alckmin TFP, e com a outra fazer o gesto de "vem comigo" - comum às putas de rua - para atrair o prefeito Bolinha Kassab do DEM - que está louquinho pra ser peemedebista.
Coloco nessa renca também o PSB, o PDT e o PV, três partidos que têm a pretensão de serem levados a sério ou possuir programa e diretrizes diferenciados.
Isso no papel, porquê, na prática, pertencem à base do governo petista no federal e à base do governo tucano em São Paulo.
E a coerência? Não existe.
Basta invocarem as "diferenças" regionais, para justificar a adesão a "X" aqui e "Y" acolá, e vice-versa.
E o caso mais curioso é o do PSB - Partido Socialista Brasileiro.
O partido cresceu, elegeu ou reelegeu seis governadores - entre eles Eduardo Campos, em Pernambuco, com jeito de que pode ser uma liderança de nível nacional.
Mas o PSB em São Paulo se prestou ao papel de partido de aluguel para a candidatura no mínimo sem noção de Paulo Skaf - aquele empresário que liderou o "Xô, CPMF!" - que os governadores do partido agora querem de volta.
Afinal, qual é a do PSB? Você sabe? Então me conte, porquê eu não sei.
E o DEM? o Democratas tornou-se uma espécie de bicho em extinção, de testemunha de como é difícil fazer oposição no Brasil, e isso também se aplica a São Paulo, onde os governos tucanos mandam e desmandam na Assembleia Legislativa há quase vinte anos consecutivos, usando os mesmíssimos métodos de aliciamento do governo federal de que tanto desaprovam em público.
E já sabemos que Alckmin TFP nesse exato momento está empenhadíssimo em promover um arrastão nas legendas que também lambem as botinas de Luiz Inácio/DonaDilma - como o PR, o PRB e o PP, além das já faladas aqui.
Afinal, quase todos estão na política para isso mesmo: fazer negócios.
E todos querem ser e pertencer ao único partido que de fato importa - o partido do poder.
Até segunda.
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
BISCATES EM DESFILE!
O cerco lulo-petista à mídia; Soninha continua sem noção; Kassab torpedeando Alckmin; Dona Dilma, amparada pelo Luiz Inácio; Dona Dilma, a Pilatos brasileira...
Benett - Folha de S.Paulo de hoje
A campanha anti-mídia que os petistas - Luiz Inácio à frente - vem fazendo, revela o grau das idéias tacanhas e absolutistas desse governo.
Imprensa, ao contrário do que eles pensam, não foi feita só para puxar o saco dos poderosos - aliás, como nunca foi tão puxado nesse país -, mas para denunciar todo e qualquer atentado ao Estado Democrático de Direito.
Não foi a Imprensa quem comandou a compra de parlamentares para aprovar a reeleição na era FHC, e o mensalão e o tráfico de influência na Casa Civil, sob o lulismo.
Por ser a maneira da spessoas saberem e comentarem os descalabros praticados por toda sorte de corja, é que a Imprensa foi denominada o "Quinto Poder", e uma Democracia não pode abdicar nunca disso.
Senão, não é Democracia, é ditadura, como os amigos cubanos, haitianos e iranianos do Luiz Inácio praticam.
Luiz Inácio ainda não chegou ao nível do banditismo do casal Cristina e Néstor Kirchner, que perseguem ferozmente os dois principais jornais da Argentina, corajosos em publicar os escândalos do governo de lá.
Mas está bem perto disso.
Cabe a nós defender toda mídia independente que temos, para que os escândalos possam ser do conhecimento da maioria, se bem que isso, nessa eleição, parece ser o de menos.
Por aqui, foi muito bom ver o destempero da candidata petista, diante de reportagem da "Folha" sobre sua atuação no governo gaúcho.
A matéria simplesmente provou que ela não é a "boa gestora" que Luiz Inácio e a marquetagem da campanha plantam na mídia chapa branca, tanto que, como diz aquele pensamento, "diga uma mentira mil vezes, que ela há de se tornar uma verdade".
Espumando de raiva, diante do lindo cenário do farol da barra em Salvador, onde gravava programas para o horário eleitoral, Dona Dilma teve uma recaída.
Parecia até ela mesma.
NOVO DATAFOLHA MOSTRA PEQUENA QUEDA DE DONA DILMA
Hoje, a "Folha de S.Paulo" traz uma nova pesquisa do Datafolha sobre a eleição para presidente.
Além de mostrar a diminuição da vantagem de Dona Dilma sobre a soma das intenções de voto atribuídas aos adversários, a nova pesquisa contraria a previsão, muito repetida por petistas, de que a rejeição de Serra Nomuro explodiria quando sua campanha fizesse uso eleitoral do "Erenicegate".
"Taxa de rejeição", em pesquisas como essas, são as respostas dadas pelos pesquisados à seguinte pergunta: "Dos candidatos à presidente, em quem você não votaria de jeito nenhum?"
O tucano, que fez questão de levar as denúncias de tráfico de influência e pagamento de propina na Casa Civil à propaganda de rádio e televisão, manteve inalterada sua taxa de rejeição, de 31% -a mais alta entre os candidatos à Presidência.
Já Dona Dilma oscilou de 22% para 24%, e Tia Marina Silva Clorofila Malafaia (PV) recuou de 18% para 17%.
METRÔ PAULISTANO, DEVAGAR QUASE PARANDO
No dia seguinte da pane que paralisou o metrô na terça e elevou o tom das críticas do PT ao transporte público de São Paulo, Geraldo TFP Alckmin percorreu o trajeto entre as estações Clínicas e Tietê em horário de pico, no final da manhã, a pretexto de celebrar o "Dia Mundial sem Carro".
O demagógico ato tentou - e não conseguiu - simbolizar a defesa da confiabilidade do sistema, administrado há 16 anos pelo partido do líder nas pesquisas.
O governo estadual procurou despolitizar o incidente, apesar de a campanha tucana - leia-se Soninha Desocupada Francine - dizer que foi "sabotagem". Ela devia mudar para a "hidropônica", e mais pura e faz menos mal.
Sabotagem é construir menos de um quilômetro de linhas do metrô paulistano, em 16 anos no poder; o resto é demagogia, pura e simples.
DILMA PILATOS
Embora Dona Dilma tenha lavado as mãos da responsabilidade pela indicação de Erenice Guerra para a Casa Civil, petistas de "A" a "Z" atribuem única e exclusivamente à candidata a estatura alcançada no governo pela agora ex-ministra, que na terça tomou outro tombo: deixou os conselhos de administração das estatais.
E OS CORREIOS?
Quem acompanha o desenrolar da crise nos Correios, origem do escândalo que derrubou Erenice Guerra da Casa Civil, diz que as demissões feitas até agora estão longe de desarmar as bombas plantadas na empresa.
Instalado na presidência há menos de dois meses por Erenice, David José de Matos tem um histórico de relações complicadas com a política do Distrito Federal.
Também ligado à ex-ministra, o diretor comercial, Ronaldo Takahashi, já bateu de frente com Pedro Magalhães Bifano, diretor de Gestão de Pessoas afastado em julho, e com o próprio ministro das Comunicações, José Artur Filardi.
SEGURANDO DONA DILMA
No PT, a subida de tom de Luiz Inácio não é consenso: uns acham que ela dá gás à oposição, para replicar de modo mais forte, outros acreditam que o problema é dar a impressão de que, diante das denúncias recentes, Dona Dilma só não cai porque o presidente a segura.
"NADA DISSO..."
Luiz Inácio não esconde de ninguém o arrependimento por ter cedido aos apelos de Dona Dilma e nomeado Erenice para substituí-la na Casa Civil.
Se tivesse escolhido no final de março alguém da confiança dele, acha que "nada disso teria acontecido".
GORDINHO MALVADO
O medo de que a eleição em São Paulo vá para o segundo turno voltou a assombrar a campanha de Geraldo TFP Alckmin: o QG tucano considera a possibilidade real, mas diz que ela está sendo turbinada no noticiário por aliados do prefeito Bolinha Kassab (DEM).
Mas o Bolinha não era aliado?
TUCANO PERDEU O BICO
Aloysio Nunes (PSDB-SP), que vinha subindo devagar e sempre nas pesquisas internas - tanto tucanas quanto petistas - para o Senado, parou de crescer desde o final da semana passada.
Apoiadores receiam que falte tempo para o ex-chefe da Casa Civil de Serra Nomuro, quarto colocado na disputa, alcançar Dona Marta (PT) ou Netinho Maria da Penha de Paula (PC do B).
E O PMDB?
Pelas pesquisas, o PMDB - nosso querido partido puteiro - já conta com a possibilidade de eleger menos deputados do que o PT, e com isso perder a primazia na disputa pela presidência da Câmara.
TIRIRICA LÁ!
E para melhorar o quadro, pesquisas indicam que o palhaço Tiririca (PR) - provável recordista de votos em São Paulo - é o trunfo do PT para assegurar a presidência da Câmara em 2011.
Puxador da coligação encabeçada pelos petistas, o candidato do "pior que está não fica" permitirá, caso as projeções se confirmem, que o partido de Luiz Inácio e Dona Dilma conquiste até quatro cadeiras a mais, desempatando a disputa com o PMDB pela maior bancada.
As duas siglas trabalham para atingir a meta de cem deputados.
Embora não exista regra, tradicionalmente a base mais numerosa tem mais chances de comandar a Casa.
E O GURU?
E o guru da internet Ravi Singh, contratado a peso de ouro - US$ 10 mil por dia -
pela campanha do Serra Nomuro, já se foi.
Ele chegou ao país com a promessa de obter 30 adesões por minuto à ofensiva virtual tucana.
Conseguiu sete, em média.
Soninha Francine está desolada.
Com a saída do guru da campanha, ela vai ter de trabalhar.
EM SÃO PAULO...
O retrato atual da corrida pelas cadeiras da Assembleia Legislativa paulista parece mostrar que a estratégia do PT de privilegiar, na propaganda televisiva, a pregação do voto na legenda, parece ter dado certo.
As menções diretas ao partido superam por ampla margem as indicações nominais a candidatos de qualquer sigla em pesquisas que examinam as inclinações do eleitorado.
GOLPE BAIXO
A campanha de Mercadante tentou associar Geraldo TFP Alckmin ao candidato a deputado Ney Santos (PSC), suspeito de ligação com o PCC e dono de fortuna de R$ 100 milhões, preso esta semana.
Foto do tucano ao lado do candidato ilustrava o site do PT, mas Mercadante achou que era pegar pesado demais, e mandou tirar.
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FRASES
"O Planalto precisa se decidir: ou bem os comícios pró-Dilma fazem parte da "agenda pessoal" de Lula, como foi dito antes ao TSE, ou são "atos públicos", como se alega agora."
DO DEPUTADO ACM NETO (DEM-BA), sobre a justificativa oficial para o fato de eventos da campanha petista serem filmados pela TV estatal.
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"O uso da TV oficial para filmar evento de campanha é um triste retrato dessa confusão que o PT faz diariamente entre assuntos de partido e assuntos de Estado."
DO DEPUTADO JOÃO ALMEIDA (PSDB-BA), sobre o uso de funcionários e equipamentos da NBR para registrar comícios com Lula e Dilma Rousseff
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"Erenice diz que foi traída. Dilma diz que não sabia de nada. Ou Dilma foi enganada esses anos todos, ou o Lula está fazendo escola".
DO DEPUTADO GUSTAVO FRUET (PSDB-PR), comparando a reação de Dilma ao escândalo que levou à queda da sua ex-auxiliar de confiança com a maneira como o presidente Lula reagiu durante a crise do mensalão.
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"Desqualificar o denunciante é a marca registrada deste governo para não investigar seus ilícitos. Se o sujeito era tão problemático, como teve acesso à Casa Civil?"
DO DEPUTADO ARNALDO MADEIRA (PSDB-SP), sobre a alegação oficial de que os antecedentes de Rubnei Quícoli invalidariam as acusações ao filho de Erenice.
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"Alckmin aparece abraçado ao chefão do PCC, candidato a deputado. Isto explica por que a violência em São Paulo se multiplica. É Tiririca: se bobear, pior do que tá ainda fica!"
DE ANTONIO MENTOR, líder do PT na Assembleia, ignorando orientação do partido para evitar exploração eleitoral da foto do tucano com Ney Santos.
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"Se o Paulo Skaf é socialista, eu sou hare krishna".
De Aloysio Nunes (PSDB), que concorre a vaga no Senado por São Paulo, sobre o candidato do PSB ao governo estadual.
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"A queda da sucessora de Dilma Rousseff demonstra que o verdadeiro Bolsa Família deste governo rolava na Casa Civil."
DO DEPUTADO JOSÉ CARLOS ALELUIA, candidato ao Senado pelo DEM-BA, sobre as revelações que resultaram na carta de demissão de Erenice Guerra.
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"Propostas muito boas! No desespero, só falta o Serra prometer que vai mandar baixar o preço dos pedágios em São Paulo."
DO DEPUTADO PAULO TEIXEIRA (PT-SP), sobre o compromisso, assumido pelo candidato tucano, de elevar o salário mínimo para R$ 600 e criar uma espécie de 13º para os beneficiários do Bolsa Família.
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HISTÓRIAS PRA BOI DORMIR
Uma charrete foi deixada a postos para que Tia Marina Silva Clorofila Malafaia passeasse no sábado pelo Acampamento Farroupilha, evento anual em Porto Alegre.
Ela, porém, recusou a oferta:
-Melhor não, eu tenho labirintite...
A candidata verde também evitou o chimarrão, porque a bebida contém cafeína, e, depois de visitar galpão onde dezenas de espetos de carne estalavam no fogo de chão, seguiu direto para um restaurante vegetariano, tadinha.
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ATÉ QUINTA!
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
NÃO TEM VIRGEM NA ZONA, NEM NA POLÍTICA
No bê-a-bá dos políticos, de esquerda ou de direita, ao enfrentarem verdades ou uma crise, essas duas saídas são campeãs: a amnésia total dos fatos e a desqualificação de seus adversários e acusadores.E essas regrinhas não valem só para os políticos brasileiros, não.
Quando o então presidente americano Ronald Reagan teve de depor no Congresso dos EUA, nos anos 80, sobre o escândalo Irã-Contras, sua frase mais marcante foi "I don't recall" (eu não me lembro).
Repetiu a frase várias vezes ao ser perguntado a respeito da participação de assessores da Casa Branca num esquema complexo e ilegal de venda de armas envolvendo o Irã e contrarrevolucionários anticomunistas na Nicarágua.
O ex-presidente ReaganAgora mesmo, o presidente da França, Nicholas Sarkozy, está enfiado até o pescoço num escândalo de financiamento de campanhas, onde a dona da L'oreal, em troca de benesses para sua empresa firmar monopólio na mina de ouro que são os produtos de beleza, recheou os bolsos do "petit garçon" com muitos e muitos Euros.
O presidente francês, SarkozyAqui no Brasil, anos 90, o governo Fernando Henrique Cardoso - nossa tia véia invejosa da janela de plantão - também teve suas putarias, e das boas.
A maior delas foi a compra de votos a favor da emenda da reeleição, em 1997. Deputados confessaram, em conversas gravadas, terem se vendido por R$ 200 mil para votarem a favor da mudança da Constituição, que permitiria a FHC mais um mandato.
O PT de então caiu matando, a tucanada reagiu dizendo que os deputados eram desqualificados, a Procuradoria Geral da República engavetou o caso, e, no Congresso, uma CPI foi abafada ao custo de dois ministérios para o PMDB: - nosso querido partido puteiro - Justiça e o sempre recheado de verbas, Transportes.
Enfim, não aconteceu rigorosamente nada, ninguém foi punido, e a tia véia se reelegeu em 1998.
Anos depois, Luiz Inácio usa da mesma cartilha: também não se lembrou de nada do mensalão, e vive desqualificando o acusador até hoje.
Agora, Dona Dilma diz não se recordar de tráfico de influência na Casa Civil, quando a pasta estava sob seu comando - aquele ministério que a propaganda dela diz ser "ocupado pelo mais importante assessor do presidente".
Dentro do PT - e a própria candidata repetiu isso ontem -, a desqualificação é sobre a origem das figuras dispostas a relatar o lobby escancarado, feito dentro do Palácio do Planalto.
"São bandidos", repetem os lulistas, como se algum escândalo possa acontecer só com o envolvimento de pessoas íntegras, honestas, e acima de qualquer suspeita.
Assim, petistas e tucanos reagem de forma absolutamente igual, se flagrados fazendo o que não devem.
E chega até a ser um atentado à inteligência dos eleitores conscientes a tucanada ficar agora posando de boa moça, apontando seus dedos sujos de lama, grossa e negra, para quem quer que seja.
As virgensComo já dizia aquele poeta popular: "Não tem virgem na zona".
Zona BrasilE eu completo: "Nem na política"
Farinha Brasil*****
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