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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

'JACKIE': GRANDE ATUAÇÃO DE NATALIE PORTMAN COMO A EX-PRIMEIRA DAMA AMERICANA TORNA O LONGA IRRESISTÍVEL


SINOPSE:

O filme conta a história da viúva do presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy, Jacqueline Kennedy (Natalie Portman).

Focado nos quatro dias posteriores ao assassinato de seu marido, a trama mostra como ela lida com os traumas gerados por algo que ficou marcado na história.

CRÍTICA:

'Jackie', em exibição em 56 salas em todo o Brasil, mostra o drama da mais famosa primeira dama dos Estados Unidos diante da morte de seu marido, o icônico John F. Kennedy.

Histórias sobre os bastidores do poder são válidas para entendermos melhor certos eventos, mas, mesmo diante desse caso tão norte-americano, a grande atuação de Natalie Portman transforma essa narrativa em algo universal, afinal a protagonista é retratada sem filtros, algo raramente visto em obras do tipo.

A atriz está incrível, segura e determinada a criar a mais fiel e humana versão de Jackie Kennedy que o cinema já viu.
Jackie : Foto Natalie Portman
Natalie Portman interpreta Jackie Kennedy - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Bac Films
Ela domina o filme e acompanhar sua intensa jornada é hipnotizante, independentemente da personagem ser ou não uma grande figura histórica.

A forma como mostra insegurança, firmeza, tristeza e força é marcante e mostra que Portman, de fato, é uma das grandes intérpretes do cinema atual.

A trama começa semanas após o assassinato de JFK com uma entrevista de Jackie a um repórter (Billy Crudup).

Ela revive aquelas momentos sem medo de mostrar sua dor e insegurança ao jornalista, mas sem permitir que esses fatos cheguem ao público.

O ponto principal era justificar a necessidade que sentiu de transformar o funeral do marido em um grande espetáculo para elevar seu nome ao status de lenda, algo que, 54 anos depois, podemos concluir que de fato aconteceu.

O chileno Pablo Larraín ('O Clube') reconta, de forma marcante, o momento do assassinato, as horas imediatamente seguintes e o impacto sobre Jackie quando ela se dá conta da realidade.

Com flashbacks, a trama nos leva a momentos da vida do casal na Casa Branca, à gravação do famoso programa de TV em que a primeira dama apresenta sua residência oficial ao povo americano, mas o foco está mesmo nos eventos após o fatídico crime.

O elenco de apoio faz um grande trabalho, especialmente Peter Sarsgaard como Bobby Kennedy e Billy Crudup como jornalista com a tarefa de ultrapassar as barreiras emocionais de Jackie e vislumbrar a verdadeira mulher por trás do ícone.

Jackie : Foto Natalie Portman, Peter Sarsgaard
Peter Sarsgaard como Bobby Kennedy 
Esses atores proporcionam a base para Natalie Portman encarar esse personagem de forma tão poderosa.

Apesar do bom trabalho dos coadjuvantes, o mérito é da atriz, capaz de convencer mesmo nos momentos de maior desespero ou descontrole, sem deixar de recriar a presença impactante da figura conhecida pelo público.

Não por acaso, Portman segue como a favorita em levar para casa o Oscar de Melhor Atriz.

Larrain mantém a câmera próxima a Natalie em todos os momentos para aumentar o impacto emocional, especialmente quando a atriz circula pelos quartos vazios da Casa Branca, ligeiramente bêbada e usando vestidos extravagantes ao som de discos antigos - a trilha sonora de Mica Levi é realmente muito boa.

Jackie : Foto
Billy Crudup como o jornalista que fez histórica entrevista com Jackie
Dito isso, algumas cenas parecem coreografadas demais e as discussões de Jackie com o padre interpretado por John Hurt parecem fora de contexto e tiram parte da imersão por sua falta real de propósito.

Fora essas pequenas falhas, Jackie desafia os padrões de biografias ao mostrar sua protagonista de forma muito mais crua do que poderíamos esperar.

Portman encarna a personagem de maneira impressionante, a ponto de sentirmos suas dúvidas e sua dor ao longo de toda a obra.

Embora a narrativa não traga nada novo do ponto de vista histórico, é o drama e a atuação de Portman que fazem dessa obra algo impactante, não por se tratar de Jackie Kennedy, mas por mostrar uma mulher forte e sempre tão segura de si diante de sua maior provação.

(Crítica de Daniel Reininger - CineClick)

PRÊMIOS E INDICAÇÕES:
Oscar - Melhor Atriz - Natalie Portman
Oscar - Melhor Figurino
Oscar - Música (Original Score)

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'JACKIE'
Título Original:
JACKIE
Gênero:
Biografia
Direção:
Pablo Larraín
Roteiro:
Noah Oppenheim
Elenco:
Beth Grant, Billy Crudup, Caspar Phillipson, Corey Johnson, David Caves, Don Whatley, Georgie Glen, Greta Gerwig, John Hurt, Lindsay Dyan Epp, Marla Aaron Wapner, Matthew Bowerman, Max Casella, Natalie Portman, Nathan Ferguson, Neal McNeil, Peter Sarsgaard, Richard E. Grant, Sunnie Pelant, Yann Bean
Produção:
Ari Handel, Darren Aronofsky, Juan de Dios Larraín, Mickey Liddell, Pascal Caucheteux, Scott Franklin
Fotografia:
Stéphane Fontaine
Montador:
Sebastián Sepúlveda
Trilha Sonora:
Mica Levi
Duração:
100 min.
Ano:
2016
País:
Chile / Estados Unidos / França
Cor:
Colorido
Estreia:
02/02/2017 (Brasil)
Distribuidora:
Diamond Filmes
Estúdio:
Jackie Productions / Jackie Productions (II)
Classificação:
14 anos

COTAÇÃO DO KLAU:


terça-feira, 15 de novembro de 2016

'JACKIE': PRIMEIRO TRAILER DO LONGA CANDIDATO AO OSCAR É ESPETACULAR

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Natalie Portman brilha como a icônica ex-primeira dama americana no longa que já levou vários prêmios
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'Jackie' é uma cinebiografia da ex-primeira dama dos Estados Unidos Jacqueline Kennedy, produzida pela FOX Searchlight e estrelada por Natalie Portman.

A princípio, o projeto seria dirigido por Darren Aronofsky (de 'Cisne Negro') e teria Rachel Weisz como Jackie Kennedy.

Só que Rachel acabou desistindo, Aronofsky assumiu a produção e o longa acabou sendo dirigido por Pablo Larraína - é o seu primeiro longa lançado nos EUA.

Confira o primeiro trailer:


Na trama, Jacqueline Kennedy (Natalie Portman), inesperadamente viúva, lida com o trauma nos quatro dias posteriores ao assassinato de seu marido, o então presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy (Peter Sarsgaard), que estava em campanha de reeleição em Dallas, Texas, em novembro de 1963, quando morreu assassinado a tiros, desfilando em carro aberto.

O longa ainda tem no elenco Greta Gerwig, Richard E. Grant, Bily Crudup e John Hurt.

Relembre o pôster:

'Jackie' levou o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza, um prêmio Especial no Festival de Toronto e vai ser uma das atrações do Festival de Nova York, onde participa da seleção oficial.

Por tudo isso e graças à sua estupenda atuação no longa, Natalie Portman está sendo apontada como uma das apostas na categoria de Melhor Atriz no Oscar 2017 - ela já levou uma estatueta por outra sensacional atuação em 'Cisne Negro' (2010).

Com direção do chileno Pablo Larraín ('No', de 2012), o longa só deve estrear em 2017 no Brasil.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

'SETE HOMENS E UM DESTINO': DENZEL WASHINGTON E CHRIS PRATT APRESENTAM O GÊNERO WESTERN PARA AS NOVAS GERAÇÕES


SINOPSE:

No Velho Oeste americano, a trama acompanha os moradores de um vilarejo que, cansados de serem atacados pelo ganancioso Bogue (Peter Sarsgaard), decidem contratar atiradores para lutarem contra os bandidos.

O caçador de recompensas Sam Chisolm (Denzel Washington) é quem fica encarregado de selecionar seus ajudantes e recruta o mulherengo Josh Farraday (Chris Pratt), a lenda Goodnight Robicheaux (Ethan Hawke), o lunático Jack Horne (Vincent D'Onofrio), o chinês Billy Rocks (Byung-Hun Lee), o mexicano Vasquez (Manuel Garcia-Rulfo) e o nativo americano Red ­Harvest (Martin Sensmeier) para a missão.

Refilmagem do classico western "Sete Homens e um Destino" (1960).

CRÍTICA:

O faroeste é um dos gêneros mais 'made in Hollywood' de todos, com suas paisagens desérticas, vilões muito malvados, saloons com belas mulheres com o piano como música de fundo, os duelos, as "bolas de feno rolando" pela rua principal das cidades com casinhas de madeira - entre outros elementos quase obrigatórios.

Por conta disso, o diretor precisa ser absolutamente inventivo e excepcional, se quiser mostrar uma história diferenciada.

Em 1960, o diretor John Sturges tentou buscar inspiração em uma obra estrangeira para seu novo filme, numa cultura diferente que poderia criar um apelo maior com o público.

E Sturges nos deu 'Sete Homens e Um Destino', considerado um dos maiores westerns de todos os tempos e abertamente inspirado na produção japonesa 'Os Sete Samurais', de Akira Kurosawa - usando o "bang bang" das pistolas no lugar das espadas.

Agora, mais de 50 anos depois, Hollywood lança um remake sobre os justiceiros que salvaram um vilarejo das mãos de um ganancioso bandido.

Sete Homens e Um Destino : Foto Chris Pratt, Denzel Washington
Denzel Washington e Chris Pratt, em cena do longa - Fotos dessa postagem: Divulgação/Sony Pictures
O novo 'Sete Homens e Um Destino', em exibição em 350 salas em todo o Brasil, tem todos os outros elementos de westerns, mas se diverte, não se reinventa.

O longa começa com a chegada do bandidão Bogue (Peter Sarsgaard), que destrói tudo o que encontra pela frente como recado para os moradores da cidade: rendam-se ou sofram as consequências.

É que o lugar fica sobre uma enorme mina de ouro, pronta para ser explorada pelo antagonista e ele quer esvaziar a cidade para garimpar em paz.

Em meio à confusão, a jovem Emma Cullen (Haley Bennett) vê seu marido ser assassinado a sangue frio.

Sete Homens e Um Destino : Foto Byung-Hun Lee, Chris Pratt, Denzel Washington, Ethan Hawke, Vincent D'Onofrio
Protagonistas todos reunidos
Ávida por vingança e justiça, ela entrega todo o dinheiro que tem para o caçador de recompensas Sam Chisolm (Denzel Washington), que recruta o seu grupo: o mulherengo Josh Farraday (Chris Pratt), o lendário Goodnight Robicheaux (Ethan Hawke), o lunático sanguinário Jack Horne (Vincent D'Onofrio), o misterioso chinês Billy Rocks (Byung-Hun Lee), o mexicano Vasquez (Manuel Garcia-Rulfo) e o nativo americano Red ­Harvest (Martin Sensmeier).

Se a história começa lenta e pouco interessante, aos poucos vai crescendo e arrebatando o público com a química mais que perfeita entre Washington e Pratt, que praticamente roubam a cena, deixando os demais personagens mal explorados ou reduzidos à suas etnias.

É que o diretor Antoine Fuqua ('Dia De Treinamento') resolveu mostrar representatividade no elenco e incluiu um chinês, um mexicano e um nativo americano no grupo - que no filme de 1960 era formado majoritariamente por atores brancos - mas só conseguiu transformar seus personagens em estereótipos, dos mais vistos e batidos nas telonas.

Com um discurso inclusivo - "nós nos completamos em nossas diferenças" - cada um usa de sua melhor habilidade para armar uma emboscada para Bogue, mesmo que para isso seja preciso explodir a cidade inteira.

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Peter Sarsgaard é o vilão Bogue
Assim, enquanto o indígena usa flechas, o asiático lança facas e espadas e o mexicano fala "ai, caramba!" todo o tempo.

Pior é a cena em que o vilão chega com seus capangas, ataca o grupo com bombas e uma metralhadora e deixa inúmeros mortos, tudo com uma quantidade mínima de sangue.

A estratégia talvez tenha sido usada para conseguir a classificação indicativa de 13 anos nos Estados Unidos, mas definitivamente se torna mentirosa demais para o espectador.

No final, o longa passa batido pelos seus problemas e consegue entreter o suficiente, com atos bem coreografados, diálogos leves, direção de arte e direção de Fuqua caprichadíssimas - além de uma boa dose de emoção.

Apesar de não trazer nada de novo em comparação ao longa de 1960, pode satisfazer os corações nostálgicos dos entusiastas de faroeste e ainda arregimentar novos fãs para o gênero.

Vale o ingresso.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'SETE HOMENS E UM DESTINO'
Título Original:
MAGNIFICENT SEVEN
Gênero:
Western
Direção:
Antoine Fuqua
Roteiro:
John Lee Hancock, Nic Pizzolatto
Elenco:
Billy Slaughter, Byung-Hun Lee, Cam Gigandet, Carrie Lazar, Chris Pratt, Denzel Washington, Dylan Kenin, Ethan Hawke, Griff Furst, Haley Bennett, Juan Gaspard, Luke Grimes, Manuel Garcia-Rulfo, Martin Sensmeier, Matt Bomer, Peter Sarsgaard, Sean Bridgers, Shona Gastian, Thomas Blake Jr., Vincent D'Onofrio, Vinnie Jones, William Lee Scott
Produção:
Roger Birnbaum, Todd Black
Fotografia:
Mauro Fiore
Montador:
John Refoua
Trilha Sonora:
James Horner
Duração:
132 min.
Ano:
2016
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
22/09/2016 (Brasil)
Distribuidora:
Sony Pictures
Estúdio:
Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) / Sony Pictures Entertainment (SPE) / Village Roadshow Pictures

COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

'ALIANÇA DO CRIME': NOVO SHOW DE INTERPRETAÇÃO DE JOHNNY DEPP EM LONGA CANDIDATO A VÁRIOS OSCAR


SINOPSE:

Baseado em fatos reais, a trama acompanha James "Whitney" Bulger (Johnny Depp) e John Connolly (Joel Edgerton), que cresceram juntos nas ruas de Boston.

Décadas depois, no final dos anos 70, eles se encontram novamente.

Connolly agora é um agente do FBI e Whitey, padrinho da máfia irlandesa.

Eventos ligados a tráfico de drogas e assassinatos levam Bulger à lista dos mais procurados pelo FBI, mas é com a ajuda da agência que se torna um dos maiores criminosos da história.

CRÍTICA:

Seguramente um dos melhores da sua geração, o ator Johnny Depp tem uma invejável galeria de personagens marcantes em sua carreira.

Personagens esses que ele reafirmou, em entrevistas de divulgação de 'Aliança do Crime', em exibição em 152 salas em todo o Brasil, serem "todos gays".

Depp contou novamente uma história já famosa, que quase foi dispensado por um executivo da Disney pela sua performance como Capitão Jack Sparrow, na saga 'Piratas do Caribe'.

"Ele tinha falado algo como 'Droga, Johnny Depp está estragando o filme. O que é aquilo? Ele é um bêbado ou um gay''. Quando me perguntaram se ele era gay, eu disse: você não sabia que todos os meus personagens são gays?" - brincou o na maioria das vezes bem humorado ator.

O astro ainda revelou que não gosta de se ver na tela - mas esse, ele quis ver.

"Eu odeio ver a mim mesmo na tela. Eu não suporto. Mas segurei minha cadeira com muita força dessa vez".

Aliança do Crime : Foto Johnny Depp
 Johnny Depp como James "Whitney" Bulger, em cena do longa - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Warner Bros.
E Depp deve ter gostado do que viu, pois aqui, o criminoso real James 'Whitey' Bulger se junta à lista de personagens clássicos feitos por ele, como Edward Mãos de Tesoura e Capitão Jack Sparrow.

No longa, Depp - que normalmente aparece em público cabeludo e jovial e no longa aparece envelhecido e calvo - retrata o líder do mundo do crime na Boston dos anos 1970 e 1980.

Bulger conseguiu construir uma carreira tão longa em um ramo tão difícil porque teve o apoio do próprio FBI: dentro da polícia federal americana, estava o agente John Connolly (Joel Edgerton), seu amigo de infância, que blindava Whitey e o "promoveu" a informante.

Na realidade, sua cooperação não era de muita ajuda para realizar prisões.

Aliança do Crime : Foto Benedict Cumberbatch
Benedict Cumberbatch interpreta Bill Burger
Depp já tinha experiência em interpretar um gângster real, como demonstrou em 'Inimigos Públicos' (2009), um dos personagens mais comuns em seu currículo.

Bulger é um papel como Johnny e sua legião de fãs gostam, um homem de visual memorável com seus olhos azuis, pele pálida e cabelos brancos.

Assim, Depp dá show com momentos explosivos, outros malévolos e algumas oportunidades de fazer um bom jogo de cena com seus colegas de elenco.

Os ex-parceiros do personagem real ajudaram Depp na preparação para o filme - e o melhor: aprovaram completamente o resultado.

Esse é um dos motivos pelos quais Depp está cotadíssimo para sua quarta indicação ao Oscar, com boas chances de finalmente conquistar a estatueta dourada.

Sua última indicação ao prêmio da Academia de Hollywood também foi por um protagonista sanguinário - em 'Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco Da Rua Fleet' (2007), um dos longas de sua já célebre parceria com o diretor Tim Burton, que o tirou da TV (ele era o astro da série 'Anjos da Lei') e o lançou no cinema,  em 'Edward Mãos de Tesoura' (1990).

Aliança do Crime : Foto Joel Edgerton
O agente do FBI John Connolly  é interpretado por Joel Edgerton
O roteiro bem executado de Jim Sheridan e Mark Mallouk, baseados no livro de Dick Lehr e Gerard O'Neill, se estrutura em torno dos depoimentos de delação premiada dos comparsas de Bulger.

A tática poderia render um excesso de narrativas, mas a edição criativa de David Rosenbloom deixa de lado a locução dos personagens para entregar a trama apenas pelo visual.

As cenas dos depoimentos introduzem um novo palestrante, mas sua voz não é ouvida depois que se retorna para a jornada do personagem principal, o que também evita que haja redundância entre o discurso e as imagens.

O enredo se estende por anos e retrata muitas mortes, o que gera uma quantidade considerável de personagens secundários.

Para esses personagens, muitos rostos famosos foram escalados, o que gera um elenco e peso.

No começo do filme, Whitey é casado com Lindsey (Dakota Johnson) e tem uma vida que se opõe à carreira política de seu irmão (Benedict Cumberbatch).

No desenrolar dos fatos, vemos novos investigadores (como a lenda Kevin Bacon) na caça do protagonista, aliados (Peter Sarsgaard), e uma boa gama de figuras conhecidas.

Aliança do Crime : Foto Kevin Bacon
Kevin Bacon em cena do longa
Mesmo com muitos personagens e narradores, um dos méritos do longa é que todo mundo no cinema entende perfeitamente do que se trata, mesmo se parecendo muito com 'Os Infiltrados' (2006), com tema e cenário parecidos (mas em um período anterior) e também no tom, com bastante violência e um bocado de palavrões, ingredientes que os bons filmes de gângsters pedem.

Méritos para a direção precisa de Barry Levinson, que não fazia nada decente desde 'Rain Man' (1989), longa que lhe deu os prêmios de Melhor diretor no Festival de Berlim e no Oscar.

Seguramente, será nomeado por este novamente.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'ALIANÇA DO CRIME'
Título Original:
BLACK MASS
Gênero:
Ação
Direção:
Barry Levinson
Roteiro:
Jim Sheridan, Mark Mallouk, baseados no livro de Dick Lehr e Gerard O'Neill
Elenco:
Adam Scott, Anthony Molinari, Benedict Cumberbatch, Bill Camp, Brad Carter, Corey Stoll, Dakota Johnson, David Harbour, Erica McDermott, James Russo, Jamie Donnelly, Jeremy Strong, Jesse Plemons, Joel Edgerton, Johnny Depp, Julianne Nicholson, Juno Temple, Kevin Bacon, Peter Sarsgaard, Rory Cochrane, Scott Anderson, W. Earl Brown
Produção:
Brian Oliver, John Lesher, Patrick McCormick, Scott Cooper, Tyler Thompson
Fotografia:
Masanobu Takayanagi
Montador:
David Rosenbloom
Trilha Sonora:
Junkie XL
Duração:
122 min.
Ano:
2015
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
12/11/2015 (Brasil)
Distribuidora:
Warner Bros.
Estúdio: 
Cross Creek Pictures / Free State Pictures / Grisbi Productions, Le / Infinitum Nihil / RatPac-Dune Entertainment / Ridgerock Entertainment Group / Vendian Entertainment
Classificação:
16 anos

COTAÇÃO DO KLAU: