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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

'HOMELAND': TERCEIRA TEMPORADA COLOCA NOVAMENTE PROTAGONISTAS CARRIE E BRODY NA ZONA DE DESCONFORTO E LEVANTA A TRAMA


Carrie (Claire Danes), internada numa clínica psiquiátrica, após depoimento de seu chefe e mentor, Saúl (Mandy Patinkin) ao Senado americano.

Nicholas Brody (Damian Lewis), acusado pelo ataque terrorista que destruiu a sede da CIA em Langley, reaparecendo, baleado, na Venezuela.

Esqueça a modorrenta segunda temporada de 'Homeland' - uma das mais premiadas séries da TV americana - e prepare-se para momentos de puro êxtase - ao menos o ritmo dos três primeiros episódios da aguardada nova temporada mostram isso.

A terceira temporada começou com os dias posteriores ao ataque terrorista que dizimou o aparato de inteligência dos Estados Unidos, e deu inicio à perseguição ao terrorista mais buscado no mundo – Nick Brody .

Enquanto Carrie e Saúl, agora chefe supremo da CIA, tentam recompor suas vidas - tanto profissionais quanto pessoais - eles ficam imersos na tempestade de fogo que envolveu esse ataque terrorista e a consequente busca pelo paradeiro de Brody - que de herói nacional condecorado agora é, perante a opinião pública e o governo, o mais perigoso terrorista do mundo.

Carrie - para mim a mais sensacional personagem da TV em muitos anos - deixou de tomar seus remédios para controlar sua bipolaridade, e está completamente surtada.

Saúl, seu chefe e mentor, sabe que ela conhece o paradeiro de Brody e, para isso, não tem escrúpulos em deixa-la na linha de tiroteio da CIA e da mídia - o que acaba por levar Carrie a ser internada numa clínica psiquiátrica.

Saúl (Mandy Patinkin) depõe em comissão do senado - Divulgação

Por sua vez, Brody, que é acusado injustamente (?) de ter feito o atentado, e que tinha sido levado por Carrie até a fronteira do Canadá na sua fuga, reaparece,baleado, na fronteira da Venezuela e Colômbia e é resgatado por um grupo de bandidos nada bolivarianos, que o tratam e o levam, meio que prisioneiro, para uma favela vertical na capital, Caracas.

Ou seja: a nova temporada começou cheia de rupturas, muito mais ousada que em toda sua trajetória, com os produtores Howard Gordon e Alex Gansa mostrando por quê essa parceria de anos vem dando novamente certo aqui.

O maior sucesso da carreira deles - a histérica '24 Horas' - inaugurou a era de ganchos obrigatórios - ou seja, episódios que sempre entregassem reviravoltas insanas semana após semana - uma ideia ótima e desbravadora, agora repetida com sucesso em 'Homeland', que conseguiu um respeito crítico jamais alcançado por '24 Horas' por uma simples razão: incorporou à sua genética nervosa um pouco de minimalismo.

Estamos na era dos dramas sutis, silenciosos, apoiados também em trabalho de ator, essencialmente - e o trio protagonista, Claire Danes, Damian Lewis e Mandy Patinkin é primoroso nesse quesito.

Gordon e Gansa jamais tiveram a intenção de abandonar seu estilo "cada final é uma surpresa", mas aprenderam a revestir seu produto de elegância, mas também com muitas surpresas e no choque.

Assim, Carrie começa esse ano jogada às traças.

Carrie internada em clínica: batendo cabeça - Divulgação
O caminho deixado pelo segundo ano não tinha sido muito promissor, com ela e Brody vivenciando um amor perigoso para o futuro da série e com ele amaldiçoado pela culpa no novo e devastador ataque à CIA (uma das especialidades dos criadores da série).

Assim, agora todos os esforços de Carrie estão em encontrar aliados e formas de começar sua caminhada nessa direção.

Inteligentemente, a missão da protagonista é desacreditada de cara - isso não deixa de ser interessante, já que a série sempre foi sobre ambiguidades e, a despeito de suas patentes ou reputações, os personagens não são símbolos de confiança.

Carrie tem sempre sua bipolaridade depondo contra ela, Brody nunca está de lado nenhum de modo plenamente fiel e Saul nunca tem o poder.

O papel deles nessa trama é o de sempre nos fazer desconfiar e esperar que eles sejam capazes de qualquer coisa.

Por isso, quando os primeiros episódios começaram a insinuar que Carrie seria desprezada pelo próprio país, uma reviravolta justa, todos acharam que ao menos era uma abordagem nova, que impediria o programa de continuar correndo em círculos, como o foi na segunda temporada com o modorrento romance.

As extremidades pra onde os personagens tinham sido jogados não permitiria mais o mesmo jogo de espião e espionado, adiando o destino de Brody e mostrando o inferno instaurado na vida de Carrie.

A desmoralização da personagem era realmente ousada e se categorizou desde o primeiro episódio, quando as reações dela, sozinha em casa, vendo as declarações de Saul - em comissão do senado e ferrando com ela - deixavam claro que aquele era o único e irremediável caminho da dramaturgia.

Se ninguém esperava que Carrie traísse seu país ao dar guarida a um suposto terrorista por amor , um embarque nessa possibilidade poderia abrir ótimos campos, com ela fazendo um jogo individual, usando o inimigo para encontrar e inocentar Brody.

Brody (Damian Lewis)  reaparece no terceiro episódio e tenta fugir dos seus protetores e refugiando-se numa mesquita em Caracas - Divulgação

Episódio após episódio dessa primeira parte da temporada, a fundamentação dessas bases foi se fortalecendo, com os personagens motivados por isso e havia uma quantidade tão grande de confirmações desses planos, que qualquer embuste parecia completamente impossível.

E quando estávamos seguros nessa direção...

A revelação de que a derrocada de Carrie era um plano não caiu bem pois, se muitas reservas já vinham nos afligindo desde a metade do ano dois, com essa "surpresa", o estrago foi feio.

Se as surpresas num roteiro são muito bem-vindas, em casos como esse - em que o telespectador foi enganado por tanto tempo, a revelação precisa resistir a uma conferência, e não foi isso que aconteceu.

A reação de Carrie enquanto via o depoimento de Saúl, lá no episódio de estreia, era de absoluta indignação e não importa o quanto os criadores insistam em dizer que "planejar e ver acontecer são coisas diferentes", no final das contas, eles fizeram-na reagir daquele jeito para nos fazer acreditar numa mentira que não era contada só entre eles, mas para o público, do modo mais cretino e oportunista possível.

A revelação foi uma bomba que ficou devendo uma série de explicações básicas, tirando também o telespectador de sua zona de conforto - como também ficou sem saber o que fazer em relação à gravidez de Carrie.

O roteiro parecia confuso, querendo manter a sanidade da protagonista sempre em vigência, mas usando de bobagens que não contribuíam pra isso.

Bipolarismo não significa burrice e aquele absurdo dos testes que ela fazia repetidamente e guardava, só deixou a coisa mais ridícula.

O bebê, em si, já era preocupante, visto que a luta de Carrie não deveria ser por um homem e sim pelo próprio pais - essa era a essência, a fundamentação de 'Homeland' e da série israelense que ela foi baseada.

Tudo sempre foi uma questão de pátria e ver as atitudes da personagem focando só no "amor", muitas vezes colocando missões em risco, não era justo com ela - Carrie sempre foi instável, mas sua inteligência era capaz de superar isso.

Enfim, sem a 'zona de conforto amorosa' que vivenciamos na segunda temporada, continuar com missões de espionagem focados no trio Carrie/Brody/Saul seria o mesmo que entregar mais do mesmo, infinitamente.

Em algum momento, Carrie teria que parar de querer ferrar tudo "por amor", Brody precisaria tomar um partido definitivo e Saúl começar a ser respeitado pela CIA.

Sendo assim, os criadores decidiram colocar Brody numa encruzilhada definitiva, tornando a exposição dele como traidor dos EUA num modo totalmente irreversível.

Visto numa perspectiva da metade da temporada em diante, o plano todo de Saúl para se infiltrar no Irã acabou se revelando muito interessante e até as partes que deram errado nos levaram para caminhos melhores.

Porém, para chegar a um quarto com confiança, 'Homeland' precisava matar seus equívocos, sacrificar seus confortos e pra nossa sorte, foi exatamente o que eles fizeram.

Pouco a pouco, a série foi aparando suas arestas, corrigindo os percursos e, principalmente, reconhecendo seus erros.

Aquela era a Carrie que sempre quisemos ver, incapaz de se comprometer com nada além do trabalho que a define.

Eles quiseram expurgar-na de tudo, deixar o caminho livre para um futuro que nos soa praticamente como uma nova estreia.

Ficou pelo caminho uma estrela de mentira, para condecorar um herói meia boca.

Muitas surpresas ainda estão por vir e, assim, a quarta temporada vai começar totalmente do zero, reconhecendo, enfim, que mais importante que preservar personagens é preservar a dignidade.

Confira trailer da terceira temporada:
*****
'HOMELAND' - TERCEIRA TEMPORADA
País de produção:
EUA , 2013
Série Dramática em:
12 episódios
Roteiro:
Alex Gansa, Gideon Raff, Howard Gordon
Elenco:
Claire Danes, Damian Lewis, Mandy Patinkin, Morena Baccarin, Morgan Saylor, Jackson Pace, Rupert Friend, Sarita Choudhury, F. Murray Abraham, Tracy Letts
Onde:
FX
Quando:
Domigos
Horário:
23h
Cotação do Klau:

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

TELEVISÃO - CRÍTICAS DA SEMANA


Nessa semana, teremos duas críticas: o começo da segunda temporada de 'Girls' e o final da segunda temporada de 'Homeland'.

Confira:

'GIRLS': ESTREIA DA SEGUNDA TEMPORADA

Em 1994, quando Quentin Tarantino lançou seu segundo longa, "Pulp Fiction", queria chama-lo de "O Primeiro Era Melhor" - segundo ele, para facilitar a vida dos críticos.
Ele vinha do sucesso de "Cães de Aluguel" e sabia que o mundo - e os críticos - estariam, todos, de olho.

Lena Dunham, criadora e protagonista da série "Girls" está no mesmo momento:a
primeira temporada surpreendeu com uma protagonista toda errada, Hannah Horvath, aspirante a escritora desinibida e de caráter maleável, que conduziu a série como parecia conduzir a vida: com saídas "over-racionalizadas" para problemas simples, e soluções simplórias para problemas complexos (depois de ver o namorado ser atropelado por sua culpa, come um pedaço de bolo diante do mar).

Já a segunda temporada estreou em ritmo mais lento: a história dá um salto de umas três semanas, os conflitos estão todos lá, só um pouco mais aprofundados, mas, antes de estampar o título que Tarantino queria para "Pulp Fiction", espere uma semana, pois o segundo episódio mostra de novo que Lena é gênio.

A atriz, roteirista e escritora Lena Dunham, criadora da série "Girls", no Globo de Ouro 2013 - foto: Carlo Allegri/Reuters
A novidade agora é o novo 'ficante' de Hannah, um estudante negro e republicano, com quem ela fica sem contar ao ex, Adam (que ainda não sabe que é ex) e Hannah mente com a mesma facilidade com que aparece nua.

Se você é um daqueles que ainda compara "Girls" com "Sex and the City", desista: os dois têm coisas em comum - são quatro amigas que discutem abertamente as suas vidas, em Nova York, num seriado ultrarrealista em relação a referências da cidade (no caso atual, do Brooklyn).

Mas, ao contrário de "Girls", "Sex and the City" foi sempre um negócio, pois começou com uma coluna de jornal que virou livro, teve os direitos comprados por um produtor de TV, que contratou uma atriz principal - Sarah Jessica Parker - que já era uma estrela.

Aqui, Dunham está mais para Jerry Seinfeld do que para  "Sex and the City" - Seinfeld também chegou à TV como criador, roteirista, diretor e protagonista de uma série que girava em torno de um personagem baseado nele mesmo, pegou a sitcom, que parecia fadada ao enfado nos anos 1990, e a renovou, simplesmente porque tinha um talento único.

Como prêmio, a segunda temporada da série traz na bagagem dois prêmios Emmy - de Melhor Comédia e Melhor Atriz de Comédia (Lena Dunham) - e dois Globos de Ouro -como Melhor Série de Comédia e Melhor Atriz para Lena Dunham.

'GIRLS'
Onde: HBO
Quando: Domingos
Cotação do Klau:

*****
'HOMELAND': FINAL DA SEGUNDA TEMPORADA

Dez anos após o 11 de Setembro, a série "Homeland" - que tem o terrorismo como tema central - estreou e arrebatou público e crítica mundiais, com uma trama cheia de reviravoltas.

Já a segunda temporada, que terminou no último domingo aqui no Brasil, dividiu opiniões.

Ágil como no primeiro ano, o enredo ganhou algumas histórias improváveis, como a de Abu Nazir, o terrorista mais procurado do mundo, escondido em um galpão nos Estados Unidos para colocar em prática seu plano de matar o vice-presidente à distância, desligando seu marca-passo via computador.

O romance entre a agente da CIA Carrie Mathison (Claire Danes, espetacular) e o sargento Nicholas Brody (Damian Lewis, magnífico), que ganhou espaço na segunda temporada, também não foi unanimidade entre os espectadores.

Claire Danes - Carrie - e Damian Lewis - Brody - protagonistas de 'Homeland'

Se, no ano de estreia, o objetivo de Carrie era provar que Brody tinha se tornado um terrorista islâmico, no segundo, a situação não poderia ser mais diferente.

Ela logo confirma a suspeita, mas, apaixonada, crê que ele se regenerou e a relação entre os dois, que começou por interesse, se fortalece e eles vivem uma história de amor proibido.

A segunda temporada foi filmada com Claire Danes já em adiantado estado de gravidez, o que não freou a reconhecida maneira da atriz acima da média de se entregar totalmente às suas personagens - para mim, ela é a melhor atriz da sua geração.

Claire está ainda melhor que na primeira temporada, o que levou o produtor da série a fazer um agradecimento especial a ela, quando todo o elenco da série subiu ao palco do Globo de Ouro 2013 para receber o prêmio de Melhor Série Dramática.

"Vocês não imaginam o que é ver Claire Danes se arrastando dentro de um tubo com uma barriga de oito meses de gestação", disse Alex Gansa - a série ainda levou os Globos de Drama de Melhor Atriz - Claire Danes - e Melhor Ator - Damian Lewis.

O último episódio da segunda temporada foi um dos melhores da TV recente: Carrie e Brody estão juntos e apaixonados, pretendem ficar juntos, a família de Brody não sabe por onde ele anda e a CIA sabe que o grupo terrorista de Abu Nazir vai atacar em breve.

O que eles não esperavam é que uma bomba fosse colocada no carro de Brody, que explode dentro do QG da CIA em Langley e mata muitas pessoas, inclusive o diretor da Agência.

Como é o agente mais antigo da CIA, Saul Berenson (Mandy Patinkin), mentor de Carrie, é nomeado novo diretor da Agência pelo presidente americano - as cenas de Saul, em meio aos escombros e mortos do atentado, foi uma das mais impactantes cenas da TV nesse ano.

Ciente de que Brody iria ser acusado pelo atentado, Carrie foge com ele até a fronteira do Canadá, não sem antes conseguir documentos falsos para ele.

Lógico, ela volta a Langley para - na terceira temporada - provar a inocência de Brody, e se reencontra com Saul no pavilhão lotado dos mortos no atentado.

A atriz brasileira Morena Baccarin, que interpreta Jessica Brody - mulher do protagonista vivido por Damian Lewis - não se importa com as críticas a respeito da veracidade do seriado.
"Acho incrível o que os roteiristas fizeram", disse ela à Folha na semana passada em um português sem sotaques.

Morena, que foi morar nos Estados Unidos ainda criança, alertou no início da entrevista que, caso se esquecesse de alguma palavra, apelaria para o inglês -recurso que usou uma única vez.
"É difícil numa série dessas manter a história certinha e surpreender as pessoas."

"No início era mais um thriller, claro", reconhece Morena.
"Esta temporada tem um foco na relação entre eles, mas ainda tem a ação. Tem um pouco de tudo."

Morena revela que, segundo os planos iniciais, Nicholas iria morrer na segunda temporada, mas que os roteiristas mudaram de ideia.
"No início do ano, a gente soube mais ou menos o que ia acontecer. Mas mudou a história toda", conta.

"O 'show' estava indo tão bem, é meio difícil tirar um papel principal."

Sobre os rumos da terceira temporada, Morena afirma que sabe tanto quanto o público. 
"Os roteiristas me falaram que também não sabem como vai ser o terceiro ano", diz.

"Eles começaram a escrever nesta semana, estão discutindo a história."

Pela maneira como a segunda temporada acabou, vem aí mais momentos espetaculares para os fãs de 'Homeland', que não vão se sentir órfãos por muito tempo: a partir de domingo (27), o canal FX exibirá, no horário, a sexta temporada de 'Dexter', que também promete ser eletrizante.

'HOMELAND' - SEGUNDA TEMPORADA
Cotação do Klau:

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

'HOMELAND': SEGUNDA TEMPORADA ESTREIA DOMINGO - APROVEITE E VEJA A PRIMEIRA EM DVD


A mais premiada série da temporada  2011/2012 está de volta à telinha brasileira.

"Homeland", série que aborda a a paranoia americana pós-11 de Setembro, estreia a sua segunda temporada, domingo (21), no canal FX.

A série não é fácil de se ver, já que a velocidade com que as tramas centrais são desvendadas e dão origem a outras, levam o telespectador a se perguntar quanto tempo pode durar uma série de TV sobre um militar norte-americano supostamente convertido em um terrorista da Al Qaeda.

"Em geral, várias coisas incríveis ficam guardadas para o futuro das tramas. Mas nós decidimos que, assim que pensamos em algo incrível, fazemos isso acontecer na série antes que as pessoas esperem", disse o co-criador da série Alex Gansa, em entrevista por telefone a jornalistas estrangeiros.

Imagens dessa postagem: Divulgação - canal FX
Claire Danes como a agente Carrie Mathinson, em cena da segunda temporada da série "Homeland"

Na temporada passada, a agente da CIA Carrie Mathison (Claire Danes), que sofre de transtorno bipolar e justamente por isso precisa esconder sua doença de todos na Agência, desconfia que Nicholas Brody (Damian Lewis), resgatado após anos como prisioneiro no Afeganistão, se tornou um terrorista muçulmano a mando da Al-Qaeda.

Ao longo de 12 eletrizantes episódios, Carrie vai confirmando duas suspeitas conflitantes: Brody virou mesmo um terrorista e, por outro lado, suas conclusões são forjadas por seu estado paranoico.

"Dez anos após os ataques do 11 de Setembro [de 2001], os EUA se encontravam numa guerra ao terror em meio a várias dúvidas: qual é o custo da segurança? Do que devemos ter medo? Quão realista é a ameaça terrorista? Os personagens da série representam essas questões", disse Howard Gordon, co-criador de "Homeland".

O que parecia ser, a princípio, a questão central da série já foi resolvida logo na primeira temporada: Brody realmente se aliou à Al Qaeda.

Damian Lewis como o agora congressista Nicholas Brody, em cena da segunda temporada de "Homeland", chegando ao congresso americano: xiiiii...

Segundo Gansa, a segunda temporada vai tratar dos destinos de Carrie e Brody e do relacionamento "amaldiçoado" que os dois construíram na primeira temporada.

"Nunca estive tão certa e tão errada. E o fato de ainda não controlar minha mente me faz incapaz de acreditar em meus pensamentos." 
Carrie Mathinson

No episódio que vai ao ar domingo no FX, a agente tenta se adaptar à nova rotina após ter sido afastada da CIA, sob a falsa crença de que errou em sua suspeita, sempre ajudada por Saul Berenson (Mandy Patinkin, sensacional) chefe da Divisão do Oriente Médio da CIA e o antigo chefe e mentor de Carrie.

Saul Berenson (Mandy Patinkin), em cena da segunda temporada de "Homeland

Já Brody, que desistiu de sua missão suicida no último episódio da primeira temporada e agora aparece como congressista eleito, tenta entender seu potencial como agente infiltrado na política externa dos Estados Unidos - sempre em companhia dos seus dois filhos e de sua mulher, Jessica (a atriz brasileira Morena Baccarin).

Até agora, a ousadia da primeira temporada da série se mostrou um enorme sucesso, já que a série foi uma das mais vistas pelo mundo e levou simplesmente dois Globos de Ouro - pela atuação de Claire Danes e de melhor série dramática - e quatro Emmys - ator (Damian Lewis) atriz (Claire Danes) série de drama e roteiro.

Confira o impactante trailer da Segunda Temporada:

*****
"HOMELAND" - Estreia da Segunda Temporada
Quando: 
Domingo (21)
Horário: 
23h.
Onde: 
Canal FX
Classificação:
 16 anos

Você pode conferir também o box com os 12 episódios da primeira temporada, já lançado pela Fox aqui no Brasil.

'HOMELAND 1°TEMPORADA'
Elenco Principal:
Claire Danes, Damian Lewis, Mandy Patinkin, Morena Baccarin
Estúdio:
Fox Filmes
Data de lançamento:
12/09/2012
Tipo de mídia:
DVD
Quantidade de discos: 
4
País de produção:
Brasil
Duração:
196 minutos
Formato de tela:
Widescreen Anamórfico 16x9
Sistemas de som:
Dolby Digital 5.1 (Inglês), Dolby Digital 2.0 ( Espanhol,Portugês)
Preto e Branco/Colorido:
Colorido
Classificação indicativa:
14 anos
Idiomas:
Inglês, Português, Espanhol
Legendas:
Inglês, Português, Espanhol
Extras:
Cenas Excluídas
Prólogo da Segunda Temporada
Comentário em áudio do Episódio Piloto
Quanto: 
R$ 99,90
Onde Comprar:
Cotação do Klau:

quinta-feira, 24 de maio de 2012

'HOMELAND': FINAL DA PRIMEIRA TEMPORADA FOI TÃO BOA QUANTO O COMEÇO


Após 11 eletrizantes episódios, a primeira temporada da série "Homeland" chegou ao fim no domingo (20).

A primeira temporada da série nos apresentou o desempenho excepcional da atriz Claire Danes, interpretando Carrie, uma agente da CIA que tenta provar que um sargento dos fuzileiros navais que todas acreditam ser um herói americano, Brody - interpretado por Damian Lewis - foi convertido por um dos líderes da Al Qaida, Abu Nazir - Navid Negahban - para cometer um atentado terrorista em Washington.

Durante sua trajetória, ficamos conhecendo o superior de Carrie, Saul - interpretado com uma verdade mais que absoluta por Mandy Patinkin - que chegou a perder sua esposa indiana por quem era apaixonado, justamente por se dedicar demais ao trabalho.
Divulgação - FX
Claire Danes e Mandy Patinkin, em cena de "Homeland"

Carrie tem transtorno bipolar, o que é de conhecimento apenas do seu pai e de sua irmã, pois se a CIA souber, ela não poderá mais ficar a par de segredos de estado.

Nesse meio tempo, e depois de colocar vigilância de áudio e vídeo por sua conta e risco na casa de Brody, Carrie se aproxima dele e se apaixona, mesmo com Brody fazendo o possível para tentar retomar sua vida com os filhos e a mulher - vivida pela brasileira Morena Baccarin - antes de ficar por oito anos preso no Iraque.

Só que Brody foi realmente cooptado por Abu Nazir, e sua tarefa será a de matar o vice-presidente americano, responsável por ordenar um ataque ao Iraque onde o filho de dez anos de Nazir morreu.

Para isso, Brody aceita o convite do vice-presidente para se candidatar ao congresso, e tem a oportunidade de mata-lo por ficar junto a ele num bunker - mas a bomba que levava presa ao seu corpo falha.
Divulgação - FX
Morena Baccarin e Damian Lewis, em cena da série

Enquanto isso, Carrie não sai da cama após um grande surto bipolar, é afastada pela CIA e Saul tenta desvendar a linha do tempo feita por ela para entender os motivos que levaram ao ataque terrorista de Abu Nazir.

Brody finalmente tem um reecontro com Tom Walker - Chris Chalk -, seu companheiro fuzileiro que achava ter matado no Iraque, e teve que provar sua lealdade a Abu Nazir, matando-o - agora de verdade.

O último episódio da primeira temporada terminou deixando muitas dúvidas, mas a segunda temporada da série já está garantida, e estreia nos Estados Unidos em 30 de setembro - no Brasil, ainda não há previsão de exibição.

Aclamada pela crítica, "Homeland" foi vencedora de dois Globos de Ouro, um como Melhor Série Dramática e outro de Melhor Atriz em Série Dramática  - para Claire Danes.


'HOMELAND' - ÚLTIMO EPISÓDIO DA PRIMEIRA TEMPORADA
Quando: Domingo (20)
Horário: 22h
Onde: canal FX
Cotação do Klau: