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sexta-feira, 28 de abril de 2017

ALFRED HITCHCOCK: 37 ANOS SEM O MESTRE DO SUSPENSE

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Um dos meus diretores favoritos, o britânico baixinho, gordinho e genial nasceu em 1899 e morreu em 29 de abril de 1980, de insuficiência renal
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Sua filmografia, porém, continua extremamente atual e relevante.

Considerado o "mestre do suspense", Hitchcock até hoje serve de inspiração declarada para outros diretores, como Steven Spielberg, Martin Scorsese, Quentin Tarantino e M. Night Shyamalan.

O mercado tem muitos boxes com filmes do mestre - alguns deles com longas da chamada 'fase inglesa', antes dele migrar para Hollywood e virar lenda.

No Now, serviço de vídeo sob demanda das operadoras Net e Claro TV, fãs de cinema podem conferir, sem custo extra, cinco clássicos de Hitchcock e quem quiser ir fundo na mente do diretor ainda pode conferir, no Clarovídeo, o documentário 'Hitchcock & Truffaut', que reproduz parte de uma famosa conversa do britânico com o cineasta francês François Truffaut (1932-1984).

O diretor Alfred Hitchcock - Divulgação
Muito desse material também está disponível no YouTube.

Confira:

O Homem que Sabia Demais (1934 e 1956)

Antes de ir para Hollywood, Hitchcock dirigiu na Inglaterra um filme sobre o casal Bob (Leslie Banks) e Jill (Edna Best), que recebe a notícia de que um assassinato importante vai acontecer em Londres.

Para manter os dois calados, bandidos sequestram a filha do casal.

Mais de 20 anos depois, ele, já uma lenda em Hollywood, fez um remake da trama, dessa vez com James Stewart e Doris Day como Ben e Jo, pais de um garoto sequestrado por bandidos para garantir o silêncio dos dois.

As duas versões estão disponíveis no Now: para a de 1934, selecione Cinema e depois, Clássicos; para a de 1956, vá ao menu Clarovídeo e escolha Clássicos.

A versão de 1956 está disponível no YouTube.

A reimaginação de 1956 fez mais sucesso e rendeu o Oscar de melhor canção original para 'Que Sera, Sera', uma das grandes marcas da carreira de Doris Day.

Curiosamente, a atriz e cantora não queria gravá-la, porque a julgou infantil e esquecível.

Doris acabou cedendo, e a música fez tanto sucesso que ela voltou a cantá-la em mais dois filmes: 'Já Fomos Tão Felizes' (1960) e 'A Espiã de Calcinhas de Renda' (1966).

Confira a Diva, cantando 'Que sera, sera':


39 Degraus (1935)

O filme conta a história de Richard Hannay (Robert Donat), que assiste a um show de teatro interrompido por um tiroteio.

Ele ajuda uma garota assustada (Lucie Mannheim) a se proteger e a leva para seu apartamento, onde ela revela ser uma espiã procurada por assassinos profissionais.

Na manhã seguinte, a jovem é encontrada morta e, com medo de ser acusado pelo assassinato, Richard decide ir atrás dos responsáveis pelo crime, atravessando todo o Reino Unido em busca de respostas.

A obra é tão popular que ganhou três remakes: em 1959, com Kenneth More no papel principal; em 1978, com Robert Powell; e em 2008, com Rupert Penry-Jones.

A história também foi adaptada para o teatro como uma comédia e passou nove anos em cartaz em Londres.

No Brasil, Dan Stulbach, Danton Mello, Paulo Goulart Filho e Rosanne Mulholland participaram da montagem.

Disponível na sessão de Clássicos do Now e no YouTube.

Relembre o trailer:


Interlúdio (1946)

A bela Alicia Huberman (Ingrid Bergman) recebe uma missão do agente do governo americano T. R. Devlin (Cary Grant): se infiltrar em um grupo nazista em atividade no Rio de Janeiro.

Anos antes, o pai dela, um alemão, foi preso por traição aos Estados Unidos.

Porém, Alicia começa a ir fundo demais em sua integração ao grupo nazista depois de seduzir um dos chefes, Alexander Sebastian (Claude Rains).

Dividida entre o amor de Devlin e Sebastian e entre os Estados Unidos e a Alemanha, ela precisa descobrir de que lado está sua lealdade.

O longa recebeu duas indicações ao Oscar: uma de ator coadjuvante para Claude Rains e uma de melhor roteiro original.

Como curiosidade, há uma cena de beijo que dura dois minutos e meio, muito acima dos três segundos permitido pela censura na época.

Para driblar a regra, Hitchcock intercala o toque dos lábios com cenas de caminhadas e carinhos a cada três segundos.

Para assistir, clique no menu Cinema do Now e depois em Clássicos.

O longa também está disponível no YouTube.

Relembre o trailer:


Festim Diabólico (1948)

Em um apartamento de Nova York, os amigos Brandon (John Dall) e Philip (Farley Granger) decidem se vangloriar de seu intelecto superior cometendo o crime perfeito: estrangulam o colega David (Dick Hogan) com uma corda, escondem o corpo em um baú e dão uma festa para celebrar o feito, sem revelá-lo aos amigos.

Mas um dos convidados da noite é Rupert Cadell (James Stewart), que começa a suspeitar das atitudes suspeitas de Brandon e Philip.

Contado em tempo real, essa obra-prima é o primeiro filme colorido de Hitchcock e ficou marcada por ter dez longos planos-sequência (cenas sem cortes, rodadas de uma vez só) de até 11 minutos cada.

Perfeccionista, o diretor regravou várias sequências, pois não ficou satisfeito com a cor do pôr do sol.

'Festim Diabólico' está disponível em Clássicos da área de Cinema do Now e também no YouTube.

Confira o trailer:


Janela Indiscreta (1954)

O longa conta a história de L.B. Jefferies (James Stewart), um fotógrafo que quebra a perna enquanto trabalhava em uma corrida automobilística e, sentado em uma cadeira de rodas e sem poder sair de seu apartamento, limita-se a espiar a vida dos vizinhos.

Mas Jefferies passa a desconfiar de que um vizinho (Raymond Burr) teria assassinado sua mulher e precisa convencer a namorada (Grace Kelly) e um amigo policial (Wendell Corey) a investigar o caso.

Hitchcock foi indicado ao Oscar de melhor diretor por seu trabalho no filme, mas não ganhou - ele, aliás, recebeu cinco indicações ao longo da carreira e não venceu nenhuma.

A injustiça foi corrigida em 1968, quando recebeu um prêmio especial por sua obra.

O discurso do britânico é o menor da história da premiação - ele subiu ao palco e disse apenas: "Muito obrigado, de verdade".

Para assistir ao filme, também disponível no YouTube, vá no menu Clarovídeo e escolha Clássicos.

Relembre o trailer:


PROCURE O DIRETOR EM DIVERTIDOS 'CAMEOS'

Muito antes de Stan Lee fazer divertidas e aguardadas aparições nos filmes da Marvel, Alfred Hitchcock já fazia memoráveis e rápidas aparições em seus filmes.

Depois que percebeu que o público ficava ligado para conferir sua aparição e perdia o fio da meada da trama, o diretor começou a colocar seus cameos logo no início dos longas.

Em 'Janela Indiscreta', por exemplo, o diretor aparece por volta dos 26 minutos, dando corda em um relógio em um dos apartamentos observados por Jefferies.

Já em 'O Homem que Sabia Demais' (o de 1956), achá-lo é mais complicado: ele surge por volta dos 25 minutos, enquanto Jo e Ben assistem à apresentação de acrobatas.

Assistir às obras no Now permite pausar o filme ou colocá-lo em câmera lenta para procurar Hitchcock em cena.

Evidentemente, muitos vídeos no YouTube editaram os cameos do mestre.

Esse é um deles:


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

ESPECIAL BATMAN: CONFIRA TODOS OS UNIFORMES USADOS PELO MORCEGO, DA CRIAÇÃO ATÉ HOJE


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A evolução dos uniformes do Morcego  desde sua criação até 2012!
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Quando a lenda Bob Kane criou o Batman em Maio de 1939, ele usava um  Bat Uniforme - em ingês 'Bat Suit' - bem simples, como era quase tudo naquela época de crise financeira mundial.

Com o passar do tempo, porém, o uniforme do Homem-Morcego passou por dezenas de alterações e todas elas - menos os uniformes usados por Ben Affleck em 'Batman Vs. Superman' - foram reunidas num ótimo infográfico feito pelo artista americano Benjamin Andrew Moore.

Confira abaixo 35 uniformes - de 1939 a 2012:

batman-infographic-uniforme

sexta-feira, 24 de julho de 2015

ESPECIAL - LYNDA CARTER: PARABÉNS, NOSSA ETERNA WONDER WOMAN!!


A única princesa amazona 'live action' até agora (ao menos até Gal Gadot estrear no papel em 'Batman Vs. Superman') faz 64 anos hoje e nessa postagem, você vai acompanhar sua carreira, com muita informação e muitas fotos e vídeos muito legais!
 

Lynda Jean Córdova Carter nasceu em Phoenix, Arizona em 24 de julho de 1951 e, além de atriz, é uma cantora das boas!

Filha de pai americano e mãe mexicana, deu pra saber de onde vem tanta beleza. né?

Durante sua infância, Lynda foi uma ávida leitora das histórias em quadrinhos da Mulher-Maravilha - por isso, quando foi aprovada para o papel na cult série, disse que era "um sonho realizado".

A atriz e cantora Lynda Carter - IMDb
Na adolescência, estudou na Globe High School em Globe e na Arcadia High School em Phoenix - ambas cidades do Arizona - e daí seguiu para a Arizona State University.

Lógico, a beleza começou a nortear sua vida e ela teve de deixar a faculdade, após ser eleita a aluna mais talentosa, seguindo carreira musical.


Dona de ótima voz, ela fez turnês como cantora de diversas bandas de rock - uma delas com Gary Burghoff, o "Radar" do filme e série de TV 'Mash' - até que voltou ao Arizona em 1972, sem muitas perspectivas de seguir carreira.

Na casa dos pais, meio que sem querer, Lynda inscreveu-se num concurso de beleza local - e não deu outra: foi eleita Miss Phoenix e logo depois, Miss Arizona.

A fama nacional chegou de vez ao ganhar o título de Miss Mundo EUA, em 1972, representando o Arizona.

Como Miss Mundo 1972 - The Hollywood Reporter
Logo depois, como candidata dos Estados Unidos ao Miss Mundo, ela chegou às semifinais.


Lynda soube aproveitar bem os holofotes e após frequentar aulas de interpretação em diversas escolas de New York, começou a fazer pontas em séries de TV icônicas - como 'Starsky & Hutch: Justiça em Dobro!', 'Cos e Nakia' - e "filmes B" - como 'Bobby Jo And The Outlaw' (1976).

Em cena de 'Starsky & Hutch: Justiça em Dobro!' - randar.com
O famosa dupla de produtores Douglas S. Cramer e Charles B. Fritzsimons estava à procura de uma atriz bonita e de corpo perfeito para interpretar a Mulher-Maravilha na sua nova série - baseada nos quadrinhos de William Mounton Marston.

A dupla não podia errar: depois do megassucesso de 'As Panteras' e 'Casal 20', com todo o prestígio alcançado eles finalmente poderiam fazer a série que tinham engavetado durante anos - pois nenhuma rede de TV tinha topado produzi-la até agora.

Alguém do estafe da produtora se lembrou de Lynda, ela foi à Warner em Burbank e vestida com um colant vermelho e azul, fez um dos mais sensacionais testes de todos os tempos.

Lynda Carter, em ação como a Wonder Woman! - Divulgação
As horas e horas passadas na infância lendo os gibis da Mulher-Maravilha finalmente disseram a que vieram: Lynda fez as poses, a corrida com as pernas esticadas e fechou seu teste fazendo a icônica cena 'Bullets and Bracelets', aquela que a princesa amazona ricocheteia balas de revólver nos seus braceletes.

A dupla de produtores - que já tinham testado para o papel ícones como Rachel Welch ainda em boa forma, - maravilhados, só conseguiram dizer: 
"É ela!!"

 

Em 2009, Lynda falou sobre a audição para o papel em entrevista.

Veja:


Já no episódio piloto, Lynda enfrentou o desafio de contracenar com Cloris Leachman: a icônica atriz, estrela maior dos muitos filmes de Mel Brooks à época, interpretou nada menos que a Rainha das Amazonas Hipólita, mãe da princesa Diana, o alter ego da Wonder Woman.

Em cena com a espetacular Cloris Leachman - Divulgação
E Lynda arrebentou.

 

E a dupla de produtores pode finalmente  vender o piloto para a ABC - que logo aprovou uma primeira temporada completa.

Como Diana, em cena do piloto - Divulgação
A primeira temporada foi exibida pela rede ABC em 1975, se passava durante a Segunda Guerra Mundial e a abertura era uma animação dos quadrinhos da heroína.

Lynda contracenava com um veterano de séries de TV, Lyle Waggoner, que se dez anos antes tinha perdido o papel de Batman/Bruce Wayne na cult série para Adam West, esteve perfeito como Steve Trevor, o sempre primeiro e platônico interesse amoroso de Diana.

Em cena da primeira temporada  com Lyle Waggoner - Divulgação
No final do primeiro ano, apesar do enorme sucesso que a série fazia mundo afora - inclusive aqui, quando foi exibida em horário nobre pela Globo - a ABC não quis renovar.

 

Confira a abertura da primeira temporada:


A CBS topou uma segunda temporada - desde que a trama fosse ambientada nos dias atuais - e assumiu a série até seu fim - no total de três temporadas.

Como Diana é imortal e nunca fica velha, os fãs entenderam essa passagem de tempo e Lyle Waggoner retornou como o filho do Steve Trevor da época da Guerra - genial!

Com Lyle Waggoner  como Trevor Jr. na segunda temporada - site wonderland
Mas o melhor da série era mesmo Lynda Carter: sua interpretação perfeita lhe deu uma legião de fãs - inclusive eu! - e o respeito da crítica, fazendo a série durar por três temporadas.

Lynda brinca com sua dublê, Jeannie Epper, num intervalo das filmagens  - site wonderland
Na cult série, a princesa Diana usou o uniforme clássico dos quadrinhos, além de suas armas tradicionais: o Cinturão do Poder, os famosos Braceletes Protetores e o Laço Mágico Dourado, que lhe dava o poder de fazer as pessoas por ele envolvidas dizer somente a verdade.

 

Uniforme usado por Lynda Carter na primeira temporada - site Wonderland
Na segunda temporada,  o icônico uniforme sofreu sutis alterações.

A águia sobre os seios ficou maior e o short azul com estrelas brancas ficou mais cavado.

Uniforme usado por Lynda Carter na segunda temporada - site Wonderland
Ela ainda apareceu com um inacreditável uniforme para mergulho - que marcava ainda mais a silhueta da atriz.

Uniforme 'submarino'  usado por Lynda Carter na primeira temporada - site Wonderland
Também foram aproveitados dos quadrinhos o seu misterioso "avião invisível" (que nunca soubemos onde ficava pousado).

 

Entre as fraquezas demonstradas no primeiro ano da série estão a remoção do Cinturão (os nazistas capturavam-na em armadilhas com éter, clorofórmio ou bombas de gás) e o Major Steve Trevor era o virtual par romântico da heroína - mas sempre platônico.

Em alguns episódios, a Wonder Woman aparecia com uma capa - site Wonderland
Os fãs sempre prestam tributos à  cult série.

Esse vídeo, sensacional, mostra os poderes da heroína - inclusive o 'balas & braceletes' - seu avião invisível, sua super força e termina com seu excepcional sorriso, sempre congelado ao final de cada episódio.

Confira 'Wonder Woman Powers Tribute', de PlutoPlanetPower:


No piloto, depois de conhecer Steve - que caiu na Ilha Paraíso - e ganhar disfarçada uma competição proposta pela Rainha Hipólita entre as amazonas para saber quem seria a guerreira que iria lutar ao lado dos EUA na Guerra, Diana chega em Washington, detém assaltantes de bancos, cai nas garras do agente teatral corrupto Ashley Norman (Red Buttons), desmascara a agente dupla nazista "Marcia" (Stella Stevens) - que conspirava contra o restabelecido Steve - e ao final, enfrenta o Coronel nazista Von Blasco (Kenneth Mars), enviado para bombardear alvos militares nos Estados Unidos.

 

Confira trecho do piloto:


Curiosamente, foi aqui que conhecemos um novo poder da Mulher-Maravilha: a capacidade de imitar vozes.

O icônico "giro de transformação" usado nos primeiros episódios foi considerado "muito simples" - era primeiro filmado com Lynda como Diana e terminava já com ela vestida de Wonder Woman.

Foi Lynda quem sugeriu a câmera lenta nos movimentos, a explosão com efeitos luminosos e sonoros e a aparição dela, linda de viver!

Confira:


A heroína adota a identidade secreta de Diana Prince (com óculos de fundo de garrafa e penteado em coque), e aparece atuando como a nova secretária de Steve no Ministério da Guerra americano.

Como Diana Prince na primeira temporada - site Wonderland
Após o primeiro ano, 'Wonder Woman' mudou da rede ABC para a CBS , passou a se chamar 'As Novas Aventuras da Mulher-Maravilha/The New Adventures of Wonder Woman' com uma abordagem mais contemporânea e trama situada a partir do ano de 1977.

 

Na segunda e terceira temporadas da série, Diana Prince passaria a ser agente secreto da IADC, um braço da CIA e seu superior era Steve Trevor Jr. que assim como seu pai era apaixonado platonicamente tanto por Diana Prince como pela Mulher-Maravilha - sem saber que ambas eram a mesma pessoa.

Como Diana Prince na segunda temporada - site Wonderland
O piloto foi ao ar na ABC em 7 de novembro de 1975 e a série durou três temporadas, num total de 59 episódios.

O último foi ao ar pela NBC em 11 de setembro de 1979.

 

Confira a abertura da segunda temporada:


Até hoje, décadas após ter estreado no icônico papel, Lynda Carter continua a ser imediatamente identificada como a Mulher-Maravilha - tanto que tornou-se difícil aos produtores encontrarem uma candidata à altura para interpretar a personagem nas subsequentes produções para a TV, todas canceladas.

Fã Pôster mostra: existiram vários intérpretes do Superman e do Batman; já a Wonder Woman, até agora, só uma! - Divulgação
A mais recente tentativa foi anunciada em 2005, teria a atriz Adrianne Palicki como Diana/Wonder Woman, mas o piloto foi recusado pela NBC.

Adrianne Palicki como Diana/Wonder Woman, no piloto recusado - NBC
Foi o que bastou para que a parceria DC Comics/Warner Bros. finalmente sacasse que a personagem era muito importante e que a Mulher-Maravilha deveria ser promovida ao seu Universo Cinemático - telonas, enfim.

 

Por isso, a expectativa absurda da estreia da atriz israelense Gal Gadot como a Wonder Woman em 'Batman Vs. Superman: O Amanhecer da Justiça'.

Gal Gadot como a Wonder Woman em 'Batman Vs. Superman: O Amanhecer da Justiça' - Warner Bros.
Afinal, tirante o telefilme tosco estrelado por Cathy Lee Cosby em 1974 e as tentativas na TV que não foram ao ar, Gadot será realmente a primeira Wonder Woman 'Live Action' pós Lynda Carter.

Cathy Lee Cosby como a Wonder Woman em telefilme de 1974
Quando soube da escolha de Gadot para o papel que a tornou um ícone da cultura pop, Lynda, sempre elegante, veio a público dizer que a escolha foi muito boa, que já conhecia Gal da saga 'Velozes & Furiosos' e que desejava toda sorte à atriz pelo papel.

 

Em 1978, ainda na série, Lynda Carter foi eleita "A Mulher Mais Bonita do Mundo" pela International Academy of Beauty e pela British Press Organization.

Os outros créditos de Lynda incluem o papel-título na biografia para TV de Rita Hayworth e diversos especiais para a televisão - principalmente como cantora.

Confira Lynda como a deusa Rita Hayworth:


Também estrelou duas séries de TV de curta duração: 'Jogo de Damas'Partners in Crime' - com Loni Anderson - e 'Nas Garras do Falcão/Hawkeye'.

Confira a abertura de 'Jogo de Damas'Partners in Crime':


No fim dos anos 70, ela gravou o álbum 'Portrait' e fez várias aparições como convidada em programas de variedades musicais.

Também cantou duas de suas canções no episódio de 'Mulher-Maravilha', 'Amazon Hot Wax'.

 

Em 2001, Lynda estrelou a comédia de baixo-orçamento 'Os Super-Tiras' - como a Governadora Jessman,  do Estado de Vermont.

Confira Lynda cantando "Could This Be Magic":


Os roteiristas do filme - a trupe cômica Broken Lizard e o membro e diretor Jay Chandrasekhar - queriam Lynda especificamente para o papel, com planos-reserva de abordar outras estrelas de TV dos anos 70 caso Lynda recusasse.

Outra rara aparição de Lynda no cinema em anos foi na refilmagem para a telona da cult série dos 1970 'Os Gatões: Uma Nova Balada' (2005), também dirigido por Chandrasekhar.

No mesmo ano, ela também apareceu no filme 'Escola de Super-Heróis', como a Diretora Powers.

Em cena de 'Escola de Super-Heróis', como a Diretora Powers - Divulgação
O roteiro deu a Lynda a oportunidade de fazer piada com sua personagem mais famosa quando diz: 
"Não sei mais o que fazer com vocês, crianças. Não sou a Mulher-Maravilha."

Lynda também dublou vários videogames, fazendo as vozes das personagens femininas Nord e Orsimer (Orc) em dois jogos para computador da série 'The Elder Scrolls' - 'The Elders Scrolls III: The Morrowind' e 'The Elders Scrolls IV: The Oblivion', desenvolvidos pela Bethesda Softworks, da qual seu marido Robert Altman (não confundir com o falecido diretor de Hollywood homônimo) é presidente e CEO.

 

De 26 de setembro a novembro de 2005, Lynda interpretou o papel de Mama Morton na produção do West End London do musical 'Chicago' e no mesmo ano, fez uma participação especialíssima na série 'Lei & Ordem'.

Confira Lynda cantando 'When You're Good to Mama', do musical 'Chicago':


 

Já em 2007, novamente na Warner, Lynda interpretou Moira Sullivan, a mãe da protagonista Chloe (Allison Mack), no episódio "Progeny" da ótima série 'Smallville'.

No começo desta sétima temporada, Moira foi colocada em um hospital para doentes mentais e este episódio focou no novo paradeiro dela.

Confira Lynda arrebentando tudo em 'Smallville':


 

Finalmente em 2013, novamente na Warner, Lynda participou do episódio 06 da temporada 11 da série 'Two and a Walf Men'.

Nesse episódio, intitulado 'Justice in Star-Spangled Hot Pants' ela provou que também é muito boa em comédia, ao lado de Ashton Kutcher.

Veja Lynda fazendo comédia:


Lynda casou-se duas vezes.

Seu primeiro casamento foi com o então agente Ron Samuels em 28 de maio de 1977 - divorciaram-se em 1982.

Em 29 de janeiro de 1984,  Lynda casou-se com o então advogado Robert A. Altman (não confunda com o icônico diretor).

Juntos até hoje, eles tem dois filhos: James Altman e Jessica Altman, e moram em Potomac, Maryland - do lado da capital americana Washington.

Jessica, Robert, Lynda e James - em foto recente - Instagram da Atriz
PARABÉNS, LYNDA CARTER!!