Mostrando postagens com marcador Michael Stuhlbarg. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Michael Stuhlbarg. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

'A FORMA DA ÁGUA': SIMPLES E LÚDICO, LONGA ESPETACULAR MERECE CADA UMA DE SUAS 13 INDICAÇÕES AO OSCAR 2018


SINOPSE:

Década de 1960.

Em meio aos grandes conflitos políticos e transformações sociais dos Estados Unidos da Guerra Fria, Elisa (Sally Hawkins),é uma  zeladora muda, que trabalha em um laboratório experimental secreto do governo.

Lá, ela se afeiçoa a uma criatura fantástica, mantida presa e maltratada no local.

Para executar um arriscado e apaixonado resgate do ser anfíbio, ela recorre ao melhor amigo Giles (Richard Jenkins) e à colega de turno Zelda (Octavia Spencer).

CRÍTICA:

Como já vimos inúmeras vezes no cinema, romances entre humanos e criaturas não são novidade.

Já vimos casais improváveis em clássicos - como 'A Bela e A Fera' e 'King-Kong' - no universo bizarro e extraordinário de Tim Burton - 'Edward Mãos De Tesoura' - e até na saga adolescente 'Crepúsculo' - com seus vampiros e lobos galãs.

Casais diferenciados sempre chamam a atenção do público e geralmente, essas histórias são uma forma metafórica de questionar tabus ou mostrar o amor incondicional entre diferentes de uma forma lúdica.

Assim, se você for ao cinema esperando que 'A Forma da Água', o filme com mais indicações ao Oscar 2018 (13) entregue ao espectador mais do mesmo, você sairá não só maravilhado, mas extasiado com essa obra-prima do 'pai dos monstros', Guillermo Del Toro.

Com a influência - que Del Toro admite ser do clássico 'O Monstro Da Lagoa Negra' (1954) - vemos um jeito criativo e inovador de abordar temas atuais e relevantes, sem deixar de lado o tom lúdico pelo qual a obra do diretor e roteirista é conhecida.

A trama, que se passa nos anos 1960, em plena Guerra Fria, portanto,  e acompanha a sonhadora Eliza, interpretada com extrema competência por Sally Hawkins.

A Forma da Água : Foto Sally Hawkins
Sally Hawkins é a protagonista Eliza - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Fox Film
Muda desde criança, ela mora com seu melhor amigo Giles (Richard Jenkins) e trabalha como faxineira em um laboratório secreto do governo americano.

Certo dia, ela descobre que uma criatura, com aparência meio anfíbia, meio humana, está sendo mantida em cárcere e maltratada pelo carrasco Richard Strickland (Michael Shannon), a personificação do racismo, sexismo e complexo de superioridade que assolam a sociedade estadunidense hoje.

Eliza se compadece imediatamente com o monstro, já que vê a criatura não como diferente, mas como tão vítima das circunstâncias quanto ela.

Resultado de imagem para richard jenkins shape of water
Giles (Richard Jenkins), em cena do longa
Determinada a salvá-lo dessa situação, ela contará com a ajuda de Giles, da companheira de trabalho e amiga Zelda (Octavia Spencer) e de Dr. Robert Hoffstetler (Michael Stuhlbarg), um cientista que se encontra em um dilema moral.

Se diante dos seus concorrentes ao prêmio de melhor filme, esse longa não demonstra uma crítica tão direta à sociedade racista quanto 'Corra!', nem a representatividade LGBT de 'Me Chame Pelo Seu Nome', entretanto está longe de ser apolítico.

Resultado de imagem para octavia spencer shape of water
Zelda (Octavia Spencer), em cena do longa
Através de alegorias, Del Toro expõe estruturas sociais precárias e também faz a sua luta contra o machismo - exemplificado pelo marido de Zelda - a homofobia - sofrida por Giles - e também o racismo - como na cena em que um casal negro é discriminado em uma lanchonete.

Ver esses personagens se apoiando mutuamente em torno de um objetivo final, como num grito dos silenciados, é bastante inspirador.

A abordagem desses assuntos vinda de um criador mexicano se faz extremamente necessária e corajosa diante das declarações idiotas, ditas a toda hora pelo presidente Trump, líder da nação mais influente do planeta.

O diretor também não perde a oportunidade de satirizar a paranoia anticomunista e as tensões da era da corrida espacial contra a União Soviética.

Resultado de imagem para michael shannon shape of water
Richard Strickland (Michael Shannon), em cena do longa
O maior mérito do longa, porém, está na construção de seus personagens, já que a trama não apenas nos dá o suficiente para criarmos empatia com aquelas figuras, como também nos concede o privilégio de presenciar o desabrochar de cada uma delas, com uma sensibilidade que cabe a poucos filmes.

Esteticamente, a produção acerta em cheio ao recriar a aura dos anos 60, trazendo à tela elementos característicos da época, como os musicais e shows de TV, além de uma trilha sonora que inclui até a estrela brasileira Carmen Miranda.

O diretor de fotografia Dan Laustsen optou por relacionar a fotografia a elementos "marítimos", mantendo as cenas em tons de verde e azul.

O uso mínimo de CGI também é uma escolha sábia e confere uma naturalidade à criatura, que não encontramos no mais recente 'A Bela e a Fera', por exemplo.

CONFIRA O PROCESSO DE CRIAÇÃO DO ANFÍBIO:


Eliza é realmente o melhor papel de Sally Hawkins até aqui - antes, ela já tinha chamado a atenção das grandes premiações por 'Blue Jasmine'.

A atriz consegue demonstrar doçura e coragem quando é necessário, e isso, sem nenhum diálogo, o que torna a sua atuação inacreditável de tão bela.

Octavia Spencer continua sendo a excelente atriz de sempre, mas o seu papel não lhe permite ir além do que já vimos dela em longas anteriores.

Michael Shannon, mesmo excessivamente caricato, consegue dar conta ao seu vilão Richard Strickland.

Resultado de imagem para michael stuhlbarg shape of water
Dr. Robert Hoffstetler (Michael Stuhlbarg), em cena do longa
Mesmo com alguns deslizes, alguns furos de roteiro e cenários irreais - como faxineiras tem livre acesso a um laboratório de segurança máxima? - o longa pode ser cansativo em alguns momentos, já que a pegada de "conto de fadas" não deve agradar a todos.

A visão dualista de alguns personagens também merece uma observação - afinal nem tudo na vida é "8 ou 80" - mas o longa encanta pela sua simplicidade e aura de pureza.

Mesmo com uma trama bastante convencional, Del Toro prova que um filme não precisa de grandes reviravoltas para ser bom.

Como toda boa jornada do herói, nem sempre o que importa é onde chegaremos, mas sim como será o caminho até lá.

Filmaço.

INDICAÇÕES AO OSCAR 2018
MELHOR FILME
MELHOR DIRETOR - Guillermo Del Toro
MELHOR ATRIZ - Sally Hawkins
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE - Octavia Spencer
MELHOR ATOR COADJUVANTE - Richard Jenkins
MELHOR FOTOGRAFIA - Dan Laustsen
MELHOR ROTEIRO ORIFINAL - Guillermo del Toro & Vanessa Taylor
MELHOR EDIÇÃO - Sidney Wolinsky
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO - Paul Denham Austerberry; Decoração de set: Shane Vieau e Jeff Melvin
MELHOR TRILHA SONORA - Alexandre Desplat
MELHOR EDIÇÃO DE SOM - Nathan Robitaille e Nelson Ferreira
MELHOR MIXAGEM DE SOM - Christian Cooke, Brad Zoern e Glen Gauthier
MELHOR FIGURINO - Luis Sequeira

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'A FORMA DA ÁGUA'
Título Original:
THE SHAPE OF WATER
Gênero:
Drama
Direção:
Guillermo del Toro
Elenco:
Alexey Pankratov, Allegra Fulton, Brandon McKnight, Cameron Laurie, Clyde Whitham, Cody Ray Thompson, Dan Lett, Danny Waugh, David Hewlett, Deney Forrest, Diego Fuentes, Doug Jones, Dru Viergever, Edward Tracz, Evgeny Akimov, Jayden Greig, John Kapelos, Jonelle Gunderson, Karen Glave, Lauren Lee Smith, Madison Ferguson, Martin Roach, Marvin Kaye, Michael Shannon, Michael Stuhlbarg, Morgan Kelly, Nick Searcy, Nigel Bennett, Octavia Spencer, Richard Jenkins, Sally Hawkins, Sergey Nikonov, Shaila D'Onofrio, Stewart Arnott, Vanessa Oude-Reimerink, Wendy Lyon
Roteiro:
Guillermo del Toro, Vanessa Taylor
Produção:
Guillermo del Toro, J. Miles Dale
Fotografia:
Dan Laustsen
Trilha Sonora:
Alexandre Desplat
Montador:
Sidney Wolinsky
Estúdio:
Bull Productions, Double Dare You (DDY), Fox Searchlight Pictures
Distribuidora:
Fox Film
Ano de Produção:
2017
Duração:
123 min.
Estréia no Brasil:
01/02/2018
Classificação Indicativa:
16 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

'STEVE JOBS': MICHAEL FASSBENDER IMPECÁVEL E KATE WINSLET NO MELHOR PAPEL EM ANOS


SINOPSE:

O longa retrata três momentos importantes da vida do inventor, empresário e magnata da Apple,  Steve Jobs (vivido por Michael Fassbender): os bastidores do lançamento do computador Macintosh, em 1984; da empresa NeXT, doze anos depois e do iPod, no ano de 2001.

CRÍTICA:

Um roteiro de uma cinebiografia tem como meta  manter a unidade da narração, já que a vida de uma pessoa é cheia de reviravoltas e na hora de contar essa trajetória, é preciso muito cuidado para  tudo não ficar despretensioso demais ou chapa branca de menos.

'Steve Jobs', em exibição em 50 salas em todo o Brasil, felizmente consegue se livrar de todos esses clichês.

A vida do fundador da Apple (interpretado por Michael Fassbender, ainda em cartaz aqui no Brasil com o ótimo 'Macbeth: Ambição E Guerra') é narrada em três pontos cronológicos, de apresentações de novos produtos de suas empresas: em 1984, era anunciado o Macintosh, em 1988 foi a vez do falido NeXT, e finalmente em 1998, o revolucionário iMac.

Steve Jobs : Foto Michael Fassbender
Michael Fassbender como Steve Jobs, em cena do longa - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Universal Pictures 
Com essa tática, o bom roteiro de Aaron Sorkin (que levou o Globo de Ouro no domingo por este texto) evidencia a estrutura clássica em três atos, mas a efervescência de conflitos que surgem nos bastidores das apresentações pode soar forçada.

Afinal, tudo acontece ao mesmo tempo, há oportunidades de discutir vários assuntos minutos antes dos grandes eventos e, assim, não tem como o espectador encarar o filme quase como uma releitura para ser levado a sério.

Em alguns flashbacks, eventos anteriores a 1984 estão presentes e é justamente nesses momentos que a edição corajosa de Elliot Graham ('Trash - A Esperança Vem Do Lixo') brilha, muitas vezes numa montagem paralela no meio de diálogos acalorados nos dois espaços cênicos.

Steve Jobs : Foto Kate Winslet
 Kate Winslet é Joanna Hoffman
Apesar da liberdade narrativa na estrutura, o conteúdo é fiel à realidade, principalmente ao retratar a personalidade excêntrica e difícil do protagonista.

O tratamento frio que dispensa à ex-mulher (Katherine Waterston), a construção gradativa do afeto por sua filha mais velha, as rixas com o sócio Steve Wozniak (Seth Rogen) e com o parceiro Andy Hertzfeld (Michael Stuhlbarg), a aliança com Joanna Hoffman (Kate Winslet, Globo de Ouro no domingo por este papel) e a montanha-russa de acertos com o executivo John Sculley (Jeff Daniels) estão no filme, uma vez que seria impensável esconder.

Steve Jobs : Foto Jeff Daniels, Michael Fassbender
 Jeff Daniels é John Sculley
O caráter de Jobs se espelha nos princípios da empresa, como o controlador sistema fechado, que impossibilita a conversa dos produtos da Apple com periféricos da concorrência, por exemplo.

Ou o perfeccionismo no design atraente, mesmo que isso acarrete em um preço final elevado - tudo está no longa.

Fora da psique do protagonista e suas relações pessoais, também é possível ver no filme a recepção dos fãs: multidões invadem os eventos para saber as novidades e para eles os produtos anunciados são mais do que computadores, mas objetos de desejo - outro elemento que não poderia ficar de fora do competente roteiro.

Steve Jobs : Foto Michael Fassbender, Seth Rogen
 Seth Rogen interpreta o sócio de Jobs, Steve Wozniak
Assim, o longa cumpre todos os requisitos que se espera de uma cinebiografia do empresário e conta com boas atuações, especialmente de Kate Winslet.

Não à toa, por esse papel, o melhor dela em anos, ela já levou o Globo de Ouro e segue cotadíssima para o Oscar.

E sim, é milhões de vezes melhor que a cinebiografia anterior, 'Jobs', protagonizada por Ashton Kutcher, principalmente pela direção segura de Danny Boyle, que não se sabe porquê, não foi indicado ao Oscar 20126.

TRAILER:


INDICAÇÕES AO OSCAR 2016:
Melhor Ator (Michael Fassbender)
Melhor Atriz Coadjuvante (Kate Winslet)

FICHA TÉCNICA:
'STEVE JOBS'
Título Original:
STEVE JOBS
Gênero:
Biografia
Direção:
Danny Boyle
Roteiro:
Aaron Sorkin
Elenco:
Adam Shapiro, Alice Aoki, Jackie Dallas, Jeff Daniels, John Ortiz, Kate Winslet, Katherine Waterston, Makenzie Moss, Michael Fassbender, Michael Stuhlbarg, Perla Haney-Jardine, Ripley Sobo, Sarah Snook, Seth Rogen, Vanessa Ross
Produção:
Christian Colson, Danny Boyle, Guymon Casady, Mark Gordon, Scott Rudin
Fotografia:
Alwin H. Kuchler
Montador:
Elliot Graham
Trilha Sonora:
Daniel Pemberton
Duração:
123 min.
Ano:
2015
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
14/01/2016 (Brasil)
Distribuidora:
Universal Pictures
Estúdio:
Cloud Eight Films / Decibel Films / Legendary Pictures / Scott Rudin Productions / The Mark Gordon Company / Universal Pictures
Classificação: 
10 anos

COTAÇÃO DO KLAU:

sexta-feira, 25 de maio de 2012

'MIB - HOMENS DE PRETO 3': MAIS DO MESMO SEM QUERER INVENTAR, E POR ISSO MESMO MUITO DIVERTIDO


Dez anos depois do segundo filme da franquia, o monitoramento das "atividades alienígenas" de celebridades continua - sai Stallone e Michael Jackson e entram Lady Gaga e Justin Bieber - e os agentes K - Tommy Lee Jones - e J - Will Smith - têm novamente a missão de salvar o mundo de um ataque alienígena.

Parece um roteiro "mais do mesmo", né? 
Nada! 
Tem também as ótimas participações de Josh Brolin e Emma Thompson!

Sem grandes novidades, "MIB - Homens de Preto 3", que estreia hoje em cópias convencionais, 3D e IMAX abusa das conhecidas gags dos longas anteriores e entrega uma diversão caprichada.

Na trama, ficamos sabendo que no final da década de 1960, foi construída uma prisão na Lua, para os alienígenas e bandidos mais perigosos da galáxia.

, Boris - Jemaine Clement - uma criatura perigosíssima, consegue fugir e vem para a Terra, onde quer se vingar de K - que além de tirar-lhe um braço, o mandou para o presídio e, para isso, tem um plano mirabolante: voltar no tempo e matar K, um dia antes de ser preso.
Divulgação - Sony Pictures
Boris - Jemaine Clement -, em cena de "MIB - Homens de Preto 3"

Quando consegue seu intento, K simplesmente desaparece do presente, a Terra é invadida por alienígenas e somente J se lembra de que K um dia existiu.

Para salvar o planeta,  sua nova chefe, a Agente O - a Diva Emma Thompson - o manda para o passado, um dia antes da morte de seu parceiro, para salvá-lo.

K do passado - Josh Brolin, sen-sa-cio-nal - a princípio não acredita em seu parceiro do futuro mas, como já está acostumado com coisas estranhas, acaba aceitando - e ajudando - na missão do colega.
Divulgação - Sony Pictures
A Diva Emma Thompson como a Agente O, em cena de "MIB - Homens de Preto 3"

A viagem aos anos 60 é a responsável por alguns dos melhores momentos: o choque de J ao vivenciar a Nova York dessa época rende piadas com o movimento hippie e com o artista plástico Andy Warhol.

É nessa altura que um novo personagem entra em cena, para ajudar a desatar os nós da história.

Griffin - Michael Stuhlbarg - é um alienígena que parece humano e tem o dom de ver o futuro e de narrá-lo de forma um tanto estranha, cogitando suas infinitas possibilidades.
Divulgação - Sony Pictures
Josh Brolin é o agente K aos 29 anos, em "MIB - Homens de Preto 3"

Os alienígenas gosmentos - marca registrada da saga - agora são muito bem realizados digitalmente, parecem reais -  e os efeitos 3D são de boa qualidade, o que só ressalta as texturas dos aliens.

Com tudo isso, os previsíveis buracos no roteiro passam desapercebidos, pois o espírito nonsense da franquia faz com que quase ninguém os perceba.

E são os absurdos que garantem o produto final, até o maior deles - colocar Brolin, 44 anos, para fazer o Agente K aos 29.
Divulgação - Sony Pictures
Will Smith e Tommy Lee Jones, em cena de "MIB - Homens de Preto 3"

Sem querer inventar - pecado comum a outras franquias, o longa, até pelos absurdos, é diversão garantida.

Confira o trailer do filme:
*****
"MIB - HOMENS DE PRETO 3"
Título Original:
Men in Black III
Diretor:
Barry Sonnenfeld
Elenco:
Will Smith, Tommy Lee Jones, Jemaine Clement, Josh Brolin, Alice Eve, Bill Hader, Emma Thompson, Nicole Scherzinger, Rip Torn, Michael Stuhlbarg, Joe Urban, Kevin Covais
Produção:
Laurie MacDonald, Walter F. Parkes
Roteiro:
Etan Cohen, David Koepp, Jeff Nathanson, Michael Soccio
Fotografia:
Bill Pope
Trilha Sonora:
Danny Elfman
Duração:
106 min.
Ano:
2012
País:
EUA
Gênero:
Ação
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Sony Pictures
Estúdio:
Amblin Entertainment / Parkes/MacDonald Productions / Media Magik Entertainment
Classificação:
10 anos
Cotação do Klau: