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sábado, 23 de fevereiro de 2013

OSCAR 2013: CONFIRA OS INDICADOS A MELHOR ATOR E A MELHOR ATRIZ COADJUVANTE


A experiência é um trunfo nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Atriz Coadjuvante na 85ª edição do Oscar, tendo em vista que dez nomes em disputa já sabem o que é ser indicado e sete deles já experimentaram a sensação de levar à estatueta dourada para casa.

Dentro deste quadro, toda a incerteza que ronda o nome do vencedor entre os homens contrasta com a vitória praticamente certa de Anne Hathaway,  indicada principalmente pela cena de "Os Miseráveis", onde ela canta com o útero a famosa "I Dreamed a Dream".

Relembre:


Vamos esmiuçar as duas categorias...

MELHOR ATOR COADJUVANTE

ALAN ARKIN
Trata-se da quarta indicação de Arkin, neste caso por seu papel de produtor de Hollywood em "Argo", filme em que vive um personagem repleto de frases sarcásticas e que se associa com um agente da CIA para montar uma falsa empresa com a intenção de promove a realização de um filme no Irã.
Essa foi a forma como Estados Unidos e Canadá tramaram o rocambolesco resgate de seis funcionários da embaixada americana em Teerã em 1980, durante a crise dos reféns, fazendo-os passar por uma equipe de filmagem canadense de uma produção de ficção científica no estilo "Star Wars".
Arkin conseguiu sua primeira indicação por sua estreia no cinema: "Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando" (1966), a qual foi seguida por "Por Que Tem Que Ser Assim?" (1968) e "Pequena Miss Sunshine" (2006), quando levou a estatueta para casa.

PHILIP SEYMOUR HOFFMAN
Essa é a quarta indicação de Hoffman, que ganhou o Oscar de Melhor Ator por "Capote" (2005) e foi nomeado por "Jogos do Poder" (2007), "Dúvida" (2008) e, agora, com "O Mestre", filme no qual seu personagem de aura messiânica possui praticamente a mesma importância e similar tempo em tela que Joaquin Phoenix, indicado como protagonista.
Nesse sentido, o prêmio à melhor interpretação masculina do Festival Internacional de Cinema de Veneza foi entregue a Phoenix e Hoffman, que encarna no filme Lancaster Dodd, o fundador de um culto religioso (inspirado em L. Ron Hubbard e na Cientologia) no início da década de 1950.
Hoffman possui provavelmente o personagem mais interessante entre os atores coadjuvantes indicados: é o guia que oferece respostas e salvação a um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial (Phoenix) que não encontra paz nem estabilidade após seu retorno do campo de batalha.

TOMMY LEE JONES
Essa também é a quarta indicação de Jones, que, no caso desta última, veio através da interpretação do congressista republicano Thaddeus Stevens em "Lincoln", que exerce um papel crucial na aprovação da emenda para abolir a escravidão durante os últimos dias de vida do presidente americano.
A presença de Jones no filme sempre resulta poderosa e consegue injetar ao papel uma seriedade e um senso do humor único enquanto despreza as opiniões dos congressistas contrários à abolição. Sua obsessão para alcançar lembra a perseverança com a qual Jones perseguia Harrison Ford em "O Fugitivo" (1993), filme pelo qual ganhou o Oscar.
Suas demais indicações foram por "JFK - A Pergunta Que Não Quer Calar" (1991) e "No Vale das Sombras" (2006).
Por seu papel em "Lincoln" ganhou o prêmio do Sindicato de Atores dos EUA.

ROBERT DE NIRO
Um dos melhores atores da história retorna à elite do Oscar duas décadas depois e faz isso dando vida ao personagem Pat em "O Lado Bom da Vida", um sujeito repleto de manias relacionadas com os jogos de futebol americano de seu time de coração, o Philadelphia Eagles, e que tenta melhorar a relação com seu filho, que sofre um transtorno bipolar.
É a sétima indicação para De Niro, ganhador como Melhor Ator Coadjuvante em "O Poderoso Chefão - Parte II" (1974) e como Melhor Ator em "O Touro Indomável" (1980).
Suas outras indicações foram por "Taxi Driver" (1976), "O Franco-Atirador" (1978), "Tempo de Despertar" (1990) e "Cabo do Medo" (1991).
O ator mostra seu lado mais humano e sensível em "O Lado Bom da Vida" da mesma forma que fez em títulos recentes, mas pouco vistos como "Estão Todos Bem" ou "Being Flynn", mas desta vez o empurrão da The Weinstein Company fez com que sua atuação não passasse despercebida para os membros da Academia.

CHRISTOPH WALTZ
A priori, pode parecer um dos favoritos para levar o Oscar devido a seu duplo triunfo no Globo de Ouro e no Bafta, sem contar que é o único ator de todo o elenco de "Django Livre" que já conseguiu o reconhecimento da Academia.
No entanto, sua recente estatueta dourada justamente como coadjuvante em "Bastardos Inglórios" (2009), também de Quentin Tarantino, pode diminuir suas chances.
Waltz, que insufla em seu personagem o senso de humor típico de Tarantino, encarna no filme um caçador de recompensas encarregado de libertar o escravo Django (Jamie Foxx) e de ajudar-lhe a reencontrar sua esposa, cuja liberdade depende da vontade do tirano encarnado por Leonardo di Caprio.
É sua segunda indicação e poderia beneficiar-se do fato que seu personagem, que profere as melhores frases da produção, leva o peso do filme durante 75% de projeção.

E as bunitas?

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

AMY ADAMS
É sua quarta indicação em apenas sete anos como Melhor Atriz Coadjuvante; antes foi reconhecida por "Retratos de Família" (2005), "Dúvida" (2008) e "O Vencedor" (2010).
Agora tentará a sorte com "O Mestre", onde encarna Peggy Dodd, fiel esposa do líder espiritual vivido por Hoffman e cujos atos a revelam como a encarregada de movimentar os fios da trama.
A atriz esquece a doçura que caracterizaram suas interpretações anteriores como em "Encantada", "Prenda-Me Se For Capaz" e "Os Muppets" para submergir-se totalmente na psique de uma ferrenha e dominante mulher que sugere seus pensamentos com sutileza e sem histrionismo.
Adams se encontra em um grande momento profissional e tem pendente a estreia de "O Homem de Aço", um dos filmes mais esperados do ano por se tratar do retorno do Superman, o principal dos super-heróis,  à telona - ela interpreta nada menos que a principal presença feminina no universo do Super, a intrépida repórter e interesse amoroso do herói, Lois Lane.

SALLY FIELD
Sua relação com o Oscar é perfeita até agora: duas indicações e duas vitórias, por "Norma Rae" (1979) e "Um Lugar no Coração" (1984).
Agora, a atriz tenta sua terceira estatueta dourada por "Lincoln", onde encarna Mary Todd Lincoln, a sofredora esposa do presidente americano interpretado por Daniel Day-Lewis.
Sua presença na categoria era uma aposta segura por ter sido reconhecida pela crítica como um dos grandes trunfos da produção de Steven Spielberg e o apoio perfeito para o show de Day-Lewis.
Além disso, ela mesma assegurou que era um papel que "morria de vontade" de fazer e não se importou em esperar uma década até que a produção finalmente saísse do papel.
Após seis anos afastada do cinema, Sally voltou à telona no ano passado com "O Espetacular Homem-Aranha" e já iniciou as filmagens de sua segunda parte.

ANNE HATHAWAY
Se há uma aposta segura na 85ª edição do Oscar, é a de Anne Hathaway como Melhor Atriz Coadjuvante por "Os Miseráveis".
Trata- se de sua segunda indicação após a obtida por "O Casamento de Rachel" (2008), e tudo parece indicar que, após seu triunfo no Globo de Ouro, no Bafta e no prêmio do Sindicato de Atores dos EUA, entre outros muitos, esse prêmio não lhe escapará.
O filme de Tom Hooper tem um momento em especial que hipnotiza o espectador: sua interpretação à capela e em plano fixo de "I Dreamed a Dream" , que vale um Oscar por si só.
Seu papel é pequeno comparado com o das demais candidatas, mas Anne Hathaway se entregou de coração neste musical baseado na célebre obra de Victor Hugo, um hino aos despossuídos que combina perfeitamente com os tempos atuais.

HELEN HUNT
É a segunda candidatura ao Oscar para Helen Hunt, que levou a estatueta de Melhor Atriz por "Melhor É Impossível" (1997).
Trata-se de uma atriz de pedigree, como demonstram seus quatro Emmy pela série "Mad About You", e esta nova indicação põe a intérprete na primeira linha de Hollywood, embora com uma proposta independente e pouco vista pelo público: "As Sessões".
O filme trata o drama de um adulto de 36 anos que vive conectado a um respirador artificial e deseja perder a virgindade, algo com o que o ajudará uma mulher vulnerável que participa de tratamentos de sexo, um papel que permite a Helen Hunt desnudar-se física e emocionalmente na tela.
Sua indicação compensa em parte o esquecimento da Academia com seu companheiro de elenco, John Hawkes, nome certo em todas as apostas prévias.
Em março, Helen estreará "Decoding Annie Parker", filme sobre os esforços de uma mulher para encontrar uma cura para o câncer.

JACKI WEAVER
Segunda indicação para a atriz australiana, que já concorreu ao Oscar por "Reino Animal" (2010).
Em "O Lado Bom da Vida" é a matriarca de uma família completamente disfuncional, e a única que está em completo controle de seus atos, um desafio para atriz que precisou modelar a normalidade, naturalidade e preocupações de uma pessoa comum.
Em "Reino Animal" encarnava uma mãe muito diferente, aparentemente doce e inocente, capaz de ignorar de propósito as atividades delitivas de seus filhos.
Agora, no entanto, mostra o silencioso sofrimento de uma mãe incapaz de acalmar a hiperatividade de seu filho.
Talvez seja a indicação mais surpreendente da atual edição nas categorias interpretativas, embora o diretor do filme, David O. Russell, tenha destacado que seu personagem é "o coração e a alma" da produção.
Parece uma interpretação feita sem esforço, não há um só gesto forçado - e esse é o seu principal mérito.

Fotos dessa postagem:
Atores e Atrizes no Globo de Ouro 2012
Getty Images

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

OSCAR 2012: AS CATEGORIAS QUE REALMENTE IMPORTAM - MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

As categorias que realmente importam no prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood são apenas oito: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Original e Melhor Roteiro Adaptado.

São essas categorias que ditam os rumos da indústria cinematográfica americana, lançam nomes ao estrelato e à fama e consagram roteiristas e diretores.

Justamente por isso, resolvi mostrar  em postagens especiais os indicados nessas oito categorias - é nelas que você deverá prestar atenção na cerimônia de entrega dos Oscars, no próximo dia 26 de fevereiro.
Nessa postagem, conheça  as indicadas a Melhor Atriz Coadjuvante.
Imagens: Divulgação  -  Arte: Cláudio Nóvoa
BÉRÉNICE BEJO, POR "O ARTISTA"

Atriz argentina - nasceu em Buenos Aires em 7 de julho de 1976 - Bérénice Bejo é esposa de Michel Hazanavicius, diretor de "O Artista", filme que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar - na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante.

A carreira começou em 1993, em curtas, minisséries e seriados de TV.

No cinema, apareceu pela primeira vez no filme francês "Passionnément" (2000).

Em Hollywood, atuou em Coração de Cavaleiro (2001), ao lado de Heath Ledger.
JANET MCTEER, por "ALBERT NOBBS"

Janet McTeer nasceu em 8 de maio de 1961, em Newcastle, Inglaterra.

Começou a carreira de atriz no teatro, onde é mais reconhecida - inclusive com o prêmio Tony.

Após participações em seriados de TV, estreou no cinema em 1988, no filme britânico "Falcões", ao lado do ex-James Bond Timothy Dalton.

Em 2000, recebeu sua primeira indicação ao Oscar - de Melhor Atriz, por "Tumbleweeds".

No Oscar 2012, concorre na categoria Atriz Coadjuvante - por sua atuação em "Albert Nobbs".
JESSICA CHASTAIN, por "HISTÓRIAS CRUZADAS"

Jessica N. Howard nasceu em 29 de março de 1981, na Califórnia.

Foi descoberta pela dança, aos nove anos.

Cursou também a famosa Julliard School of Drama, de Nova York e, antes de dar início à carreira no cinema, viajou com a companhia teatral de Othello - com Philip Seymour Hoffman - e participou de seriados de TV - como "Plantão Médico".

Estreou nas telonas em 2008, no longa "Jolene".

Depois de ter conseguido uma atuação maravilhosa no ano passado - em "A Árvore da Vida", de Terrence Malick - recebeu sua primeira indicação ao Oscar  - na categoria Atriz Coadjuvante, por seu papel em "Histórias Cruzadas".

Confira matéria do Blog sobre "Histórias Cruzadas", clicando aqui.
MELISSA MCCARTHY, por "MISSÃO MADRINHA DE CASAMENTO"

Melissa Ann McCarthy - nascida em 26 de agosto de 1970, em Illinois (EUA) - ficou conhecida do público por seus papéis em séries como "Mike & Molly" e "Gilmore Girls".

Começou a carreira como comediante em Nova York, e estreou nos cinemas em 1999 - na comédia "Vamos Nessa" - com Katie Holmes.

Atuou ainda em "As Panteras", "A Vida de David Gale" e "Plano B" - entre outras produções.

Em 2012, recebeu sua primeira indicação ao Oscar, por sua atuação na comédia "Missão Madrinha de Casamento".
OCTAVIA SPENCER, por "HISTÓRIAS CRUZADAS"

Octavia Spencer nasceu em 25 de maio de 1972, em Montgomery, Alabama.

Apesar de amar atuar, nunca imaginou que seu sonho realmente se transformasse em realidade.

Em 1995, conseguiu uma pequena participação no longa "Tempo de Matar" - de Joel Schumacher.

Em 1996, atuou em "Making Sandwiches", um curta dirigido por Sandra Bullock e premiado no Festival de Sundance.

Por sua atuação em "Histórias Cruzadas", já levou o Globo de Ouro de Atriz Coadjuvante e foi indicada ao Oscar 2012  - na mesma categoria.

Confira matéria do Blog sobre "Histórias Cruzadas", clicando aqui.
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Na próxima postagem dessa série, veremos os candidatos a Melhor Roteiro Original no Oscar 2012.

sexta-feira, 5 de março de 2010

OSCAR 2010: ATRIZ COADJUVANTE

O Oscar de 2010 será reconhecido por reunir muitas candidatas novatas nessa categoria - somente Penélope Cruz já levou um Oscar entre as indicadas.

Mo'Nique surge como grande favorita à estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante, por seu trabalho em "Preciosa - Uma História de Esperança".

Veja as indicadas:

MO'NIQUE, A FAVORITA

O Festival de Sundance, o Globo de Ouro, o Satellite Awards e o Bafta já premiaram Mo'Nique, por seu trabalho em "Preciosa", de Lee Daniels.

E essa renca de prêmios a deixa como a principal favorita ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

Nem mesmo seu relativo anonimato nos cinemas - até agora ela nunca tinha repetido em Hollywood o sucesso que tem na TV americana - parece um obstáculo no caminho para sua primeira estatueta.

Seu único percalço é o de interpretar um papel que dificilmente pode despertar simpatia - o de uma mãe do bairro nova-iorquino negro do Harlem, que maltrata a filha, uma jovem obesa, analfabeta e grávida do próprio pai.

Mas é um trabalho soberbo, que vale cada cena. E o filme é muito bem dirigido!

A atriz, uma feliz mãe de família e apresentadora de um talk show nos Estados Unidos, se negou a fazer campanha para aumentar suas chances. Mas quem faz massiva publicidade para ela é a também uberapresentadora Oprah Winfrey, produtora executiva do filme.

Eu acho que ela não precisa de mais publicidade, pois tudo que ela precisa para vencer o Oscar já foi visto nesse ótimo filme.

Tem a minha torcida.

PENÉLOPE CRUZ, SEGUNDO OSCAR?

Penélope Cruz, atual vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, tenta agora a façanha de conquistar a estatueta pela segunda vez consecutiva - uma façanha até agora alcançada somente por Spencer Tracy, Tom Hanks, Katharine Hepburn, Luise Mainier e Jason Robards.

Seu trabalho em "Nine" não é listado entre os favoritos, e muito dificilmente a ótima atriz espanhola conseguirá o mesmo sucesso do ano passado - com "Vicky Cristina Barcelona", de Woody Allen.

Este ano, Penélope não conquistou o Globo de Ouro ou a renca de prêmios do ano passado, e além disso concorre por um musical, o que não costuma impressionar tanto a Academia e seus eleitores como os personagens dramáticos.

VERA FARMIGA, A BOA SURPRESA

Vera Farmiga tem em 2010 a sua primeira indicação ao Oscar, graças ao papel em "Amor Sem Escalas", de Jason Rateman, onde faz ótimo contraponto com o descrente personagem vivido por George Clooney - que usa suas contínuas viagens de trabalho para construir um voluntário isolamento pessoal.

A atriz tem uma interpretação segura e sofisticada, para viver no filme uma mal entendida auto-suficiência feminina, conseguida às custas de herdar os piores erros do comportamento do homem, no filme demonstrada por uma "alergia" a qualquer tipo de relacionamento, e que finalmente a transforma em vítima da própria armadilha.

Na briga pelo Oscar, ela pode acabar prejudicada por disputar na mesma categoria de sua companheira de filme.

ANNA KENDRICK, A COADJUVANTE QUE ROUBOU A CENA

Se Vera Farmiga trava com George Clooney uma guerra particular de sexos, o enfrentamento de Anna Kendrick com o protagonista de "Amor Sem Escalas" é, no seu âmago, de geração.

A atriz de 24 anos - é a mais jovem das cinco indicadas na categoria - vive uma voluntariosa, sabichona e ingênua aprendiz de cínica ,que se instala sob a asa protetora de um homem de negócios, cuja vida se passa de aeroporto em aeroporto, e dele tem que descobrir todos os segredos da profissão nada nobre que é viajar pelos EUA demitindo funcionários.

O que, em princípio, deveria ser o vértice mais fraco deste triângulo, se transforma em catalisador de muitos dos giros emocionais dos personagens, principalmente da camuflada vulnerabilidade de Clooney.

A indicação ao Oscar em seu primeiro papel de peso no cinema deverá consolidar sua carreira em Hollywood, próximo e seguro passo após uma passagem brilhante pelos teatros americanos.

MAGGIE GYLLENHAAL, SURPRESA!

A repercussão despertada pelo trabalho de Maggie Gyllenhaal em "Coração Louco" foi pífia, e por isso que eu acho que sua candidatura é a maior das surpresas desta edição.

A atriz, que recebeu muito mais reconhecimento da crítica pela produção independente "Secretária", de 2002, contracena em "Coração Louco" com o também indicado Jeff Bridges, um dos favoritos na categoria de melhor Ator.

Mais conhecida como irmã de Jake Gyllenhaal - de "Brokeback Mountain" - e mulher do ator Peter Sarsgaard, ela vive em Hollywood desde que participou de "Batman: o Cavaleiro das Trevas", de 2008, onde fez o papel da promotora Rachel Daws, personagem que a Sra. Tom Cruise - Katie Holes não quis repetir, e que dá uma profundidade dramática importantíssima ao melhor filme do morcego em todos os tempos.

Ótima atriz, também torço muito por ela.