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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

FOTÓGRAFO NICK STERN RECRIA POLÊMICOS GRAFITES DE BANKSY


O fotógrafo britânico Nick Stern recriou várias das polêmicas obras do gênio dos grafitees, Banksy, com modelos.

Stern disse ao jornal "Huffington Post" que teve a idéia de recriar os grafites de Banksy depois de fazer uma foto inspirada nos tumultos que atingiram a Grã-Bretanha em 2011, quando dirigia uma sessão de fotos para um amigo, que é ator, tentando recriar cenas dos tumultos.

O fotógrafo disse que queria tentar reproduzir os grafites em "fotografias tridimensionais".
"Descobri que é muito difícil", disse.

Stern contou que tudo foi feito no "estilo guerrilha" em Los Angeles: montar a foto em local público, fazer a imagem e ir embora.

O fotógrafo contou ainda que algumas pessoas paravam para ver e gritavam quando reconheciam a imagem.

Stern produziu as fotos de forma que os modelos ficaram parecidos com os grafites de Banksy.

A partir daí, surgiu a série.

Nessa postagem, você vai ver algumas fotos de Nick Stern, acompanhadas dos grafites de Banksy que o inspiraram.

Compare e curta!

Imagens: Divulgação - Nick Stern
Foto e grafite, que mostra a Monalisa com um lançador de granadas

Foto e grafite "Empregada"

Foto reproduz grafite "Homem das Cavernas" - à direita

Foto e grafite "A abraçadora de bombas"

Foto e grafite "Tiras Beijando"

Foto reproduz o grafite "A Bomba de "Flores" - à direita

Reprodução fotográfica do grafite "Cristo", de Baksy - à direita

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

GRAFITEIROS COLOREM PILASTRAS DO METRÔ EM SANTANA, E O VISUAL DA AV.CRUZEIRO DO SUL MUDA PARA MELHOR


As pilastras sujas e cinzas da avenida Cruzeiro do Sul, na zona norte de São Paulo, deram lugar a 68 painéis de grafite. 

É o 1º Museu Aberto de Arte Urbana de São Paulo.

O projeto surgiu após a detenção de 11 artistas, em abril deste ano, quando eles grafitavam o mesmo local. 
Dessa vez, eles contam com o apoio da Secretaria do Estado da Cultura e do Metrô, que contribuíram com tinta e spray.

"Pensamos na delegacia que não era mais possível responder por crime. Somos artistas, reconhecidos pela cidade. A ZN é o nosso bairro, sempre pintamos na região e ali sempre é muito sujo. Foi uma surpresa para gente receber esse apoio", afirmou Chivitz à repórter da Folha,Julianna Granjeia.

Chivitz  idealizou o projeto com Binho enquanto estavam na delegacia aguardando o registro da ocorrência de crime ambiental.


Letícia Moreira/Folhapress
Vista geral das pinturas nas pilastras do metrô na avenida Cruzeiro do Sul, na zona norte de São Paulo


Entre os artistas participantes estão Zezão, Tinho, Ricardo AKN, Minhau, Speto, Presto e Highraff. 
"Além dos mais experientes, também convidamos artistas jovens, que estão começando, e que são da zona norte. A intenção é que moradores e grafiteiros cuidem da sua região", explicou Chivitz.

O projeto também desenvolverá ações educativas em escolas da região para incentivar o gosto pela arte urbana em crianças e adolescentes.

"Reconhecer o valor da arte urbana é promover a diversidade dos olhares sobre a cultura e sobre a cidade. O grafite feito dessa forma organizada ajuda no desenvolvimento de talentos artísticos e a preservar e embelezar um lugar deteriorado. Nem todo mundo gosta de grafite e não é obrigado a gostar, mas nas pilastras públicas não vai incomodar ninguém", afirma o secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo, que confessa já ter mandado apagar muitos grafites que não tinham autorização.

Baixo Ribeiro, curador e proprietário da galeria Choque Cultural que colaborou no projeto, destaca a importância da ação para o modo de se pensar o espaço público urbano.

"O grafite não tem a ver com moda. A arte pública, como nesse caso, é importante para aproximar mais a população da arte, desde especialistas até pessoas mais simples. É a democratização do acesso à arte. Grande parte da população vive em centros urbanos, precisamos aprender a lidar com esse espaço público que cada vez mais será dividido por mais pessoas".

Além da avenida Cruzeiro do Sul, outros espaços públicos estão sendo destinados para arte urbana em São Paulo, como o painel de Daniel Melim na Luz e de Osgemeos no Vale do Anhangabaú, ambos na região central.

"Berlim é um exemplo de ações nesse gênero. É uma cidade que já tem essa cultura de conciliar a arquitetura com a arte em espaços públicos", afirmou Ribeiro.

Eu adoro arte de rua.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

SUVENIRES QUE MOSTRAM O LADO MARGINAL DE BARCELONA CAUSAM POLÊMICA, MAS SÃO BEM LEGAIS


Quando você for à linda cidade de Barcelona, festiva capital da Catalunha espalhola, esqueça as bonequinhas de dançarinas de flamenco, as castanholas ou os leques para comprar de lembrança da trepidante cidade.

É que a BBC reporta que agora o maior sucesso entre os turistas que lá vão são broches com imagens de ladrões, prostitutas e violência policial, vendidos em museus da cidade e que estão causando polêmica por mostrar um lado marginal e pouco turístico da cidade espanhola.

Os suvenires estão à venda nas lojas do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona e no Museu de História de Barcelona, mas devem acabar sendo recolhidos em breve por determinação da prefeitura - um porta voz do governo municipal declarou que ambos já foram advertidos de que estão proibidos de continuar vendendo a coleção porque "esta não é a imagem que um órgão público quer projetar de Barcelona".

A coleção de broches chamada Enjoy Barcelona foi criada pelos artistas plásticos e arquitetos catalães Arcadi Royo e Marga Montoya.

Os broches em preto e branco retratam, em seis modelos, cenas cotidianas, algumas violentas: um ladrão que rouba uma bolsa e sai correndo, a agressão da polícia local sobre um cidadão e cenas retratando prostituição e o comércio ambulante ilegal - cada suvenir recebeu ainda um nome que ironiza a situação desenhada no broche, como no caso dos vendedores de bebida, mercado normalmente dominado imigrantes de Índia e Paquistão, chamado no broche de "servesa-bier?", imitando a forma de falar dos camelôs.

Os criadores da coleção afirmaram que a inspiração surgiu das cenas reais - e frequentes - na cidade.
"É uma realidade que algumas pessoas querem esconder, mas é verdadeira. Existe e está aí todos os dias", disse Arcadi Royo à imprensa espanhola.

"Quantas vezes nos vemos em situações como essas? Prostitutas que perseguem homens pelas ruas, bolsas que são levadas por ladrões e agressões policiais a manifestantes pacíficos? Realmente, estes broches são uma denúncia de uma realidade", disse.

Mesmo com a retirada dos suvenires das lojas dos museus, os artistas plásticos afirmam que a coleção continuará sendo vendida em outros pontos da cidade.

Essa moda poderia pegar aqui em São Paulo: teríamos broches dos zumbis da cracolândia, dos buracos no asfalto da cidade, dos michês do parque Trianon, a superlotação do metrô, a truculência da PM, os ataques homofóbicos...

Daria pra fazer muito mais que seis.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A SEMANA NAS ARTES


Quinzenalmente, você verá aqui no blog, além das matérias individuais, um apanhado do que de mais importante acontece no mundo das Artes.
Hoje, temos novas descobertas no Egito, arte de rua em SP, a desistência dos chineses em fazer um museu para Bruce Lee, a novela das obras que Picasso deu ao seu motorista, exposição em Moscou e em Cuba e a exposição que Carlos Saldanha acaba de inaugurar no Rio de Janeiro.

Confira:

CARLOS SALDANHA INAUGURA EXPOSIÇÃO NO RIO

O animador brasileiro Carlos Saldanha inaugurou no último dia 7 uma exposição dedicada a seu último filme, Rio, no Museu Nacional de Belas Artes da cidade.

Com diversos desenhos e estudos originais da animação, além de um simulador de voo de asa-delta  - imitando o que faz o protagonista do desenho, a ararinha Blu.
 

"É um orgulho muito grande poder mostrar um pouquinho dos bastidores do filme. Quando você vê o desenho, não imagina que tenha tanto trabalho por trás da tela, e com uma exposição como essa podemos mostrar o que fizeram as quase 500 pessoas envolvidas",
disse Saldanha.
Divulgação
Desenhos feitos para a animação "Rio", de Carlos Saldanha, expostos no Museu Nacional de Belas Artes
Um dos desenhos da esposição


"Espero também que a exposição traga cada vez mais gente ao museu, principalmente crianças", completou o diretor.

RIO - A ARTE DA ANIMAÇÃO
Onde: Museu Nacional de Belas Artes - RJ
Quando: de terça a sexta - das 10h às 18h. e sábados sábados e domingos -  das 12h às 17h.
Até:  4 de setembro
Quanto: 
Terça a sexta: R$ 5 e R$ 2  - meia-entrada 
Domingos: Grátis - acima de 60 anos, e abaixo de 10 anos também

NOVAS DESCOBERTAS DE ARQUEÓLOGOS NO EGITO

Uma missão de arqueólogos franceses descobriu no Egito centenas de blocos de pedra com inscrições e desenhos de cores vivas que datam da dinastia 22 (945-712 a.C.), anunciou nesta segunda o Ministério de Estado para as Antiguidades.

Descobertas na região de San el Hagar, na província de Sharqiya, no nordeste do país, as pedras foram reutilizadas por outras dinastias na construção do muro de um lago sagrado destinado ao templo do deus Mut.
EFE
Um dos blocos descobertos
Os arqueólogos devem continuar as escavações na área até localizar todos os blocos - cerca de 2 mil peças - para poder reconstruir o templo antigo do qual faziam parte seguindo as inscrições. 

Dos blocos recuperados, os arqueólogos limparam até agora 120 peças, das quais 78 possuem inscrições.

Há um ano, a missão de arqueólogos franceses tenta descobrir também o lago sagrado, que tem superfície de 30 metros, largura de 12 metros e profundidade de 6 metros.

Segundo o comunicado, a descoberta arqueológica atribui mais importância à localidade de San el Hagar, conhecida na antiguidade como o Luxor do norte do Egito.

E hoje, uma missão de arqueólogos americanos e italianos encontrou uma inscrição apontada como o desenho mais antigo de um rei egípcio, da Dinastia Zero (3.200 a.C.), quando começou a escritura hieróglifa.

Segundo o Ministério de Estado para as Antiguidades, o desenho, talhado em uma rocha, representa um rei com a coroa do Alto Egito.
EFE
O desenho descoberto hoje

O achado ocorreu ao noroeste da cidade de Assuã, a 800 quilômetros ao sul do Cairo.

O desenho faz parte de uma série de escrituras e imagens reais que mostram os rituais dos faraós nos tempos antigos.

Alguns representam cenas de confrontos, celebrações em barcos de pesca, sinais do poder político e animais.

Pelo comunicado, essa região de Assuã está cheia de desenhos e inscrições antigas.

POLÍCIA FRANCESA DESCONFIA DE MOTORISTA, QUE DIZ QUE PICASSO LHE DEU VÁRIAS OBRAS

A Promotoria francesa suspeita do legado de Pablo Picasso a seu motorista, Maurice Bresnu, e abriu uma investigação - que se soma à outra -  que busca esclarecimentos sobre supostos presentes que o pintor deixou para seu eletricista, Pierre le Guennec.

Uma das testemunhas interrogadas pela Polícia francesa reconheceu que "quase tudo que Bresnu tinha de Picasso havia sido roubado", revelou o jornal Le Parisien.

Bresnu possuía cerca de 200 obras do mestre catalão, cuja procedência é analisada pelos serviços policiais encarregados da luta contra o tráfico de bens culturais, duas semanas depois de a Justiça acusar o ex-eletricista de Picasso
por suspeitas semelhantes.
EFE
O pintor espanhol Pablo Picasso
A testemunha, que trabalhou para Bresnu durante 22 anos, afirmou à Polícia que Maurice e Jacqueline Bresnu "nunca esconderam seus furtos", e disse saber tudo sobre a procedência dos quadros: as datas, os fatos e as pessoas envolvidas.

No decorrer de um interrogatório de mais de seis horas, o ex-empregado dos Bresnu - Maurice morreu em 1991 e Jacqueline em 2008 - qualificou seus antigos patrões de "os maiores ladrões da França contemporânea", e não escondeu sua aversão aos suspeitos, a quem também acusa de ficarem devendo mais de 80 mil euros a ele.

Apesar de alguns quadros serem dedicados pessoalmente a "Nounours", apelido carinhoso com o qual Picasso chamava seu motorista, muitas das obras sequer estão assinadas pelo artista - o que dificulta o trabalho da Polícia.

A investigação sobre Le Guennec, 71, começou logo após o próprio procurar a família de Picasso em 2010 em busca de ajuda para avaliar um lote de 271 obras inéditas do pintor espanhol que tinha em seu poder.

A Promotoria decidiu estender as investigações às posses de Bresnu, após descobrir que o antigo eletricista é um dos seis herdeiros do motorista, além de ser primo de Jacqueline.

A venda das obras do motorista, prevista para dezembro do ano passado, está paralisada até o esclarecimento das dúvidas sobre sua procedência.

Essa novela vai longe!

HONG KONG DESISTE DE MUSEU DEDICADO A BRUCE LEE

O governo de Hong Kong abandonou o projeto de criação de um museu em memória da lenda das artes marciais, Bruce Lee, como consequência de divergências com o proprietário da casa do ator, informaram as autoridades neste domingo (10)

"Apesar de nossos esforços, não conseguimos chegar a um consenso com o proprietário imobiliário" sobre o conteúdo do projeto, explicou a agência de Comércio e Desenvolvimento Econômico de Hong Kong.

Arquivos do Klau
A lenda Bruce Lee

O jornal South China Morning Post informou que o proprietário da casa, Yu Paglin, impôs como condição para doá-la a criação de um cinema, de uma biblioteca e de um centro esportivo especializado em artes marciais.

As autoridades de Hong Kong queriam se limitar a fazer um museu que contasse a vida do ator e apresentasse a sua contribuição para o cinema e para o kung-fu.

Os fãs de Bruce Lee, morto em 1973 aos 32 anos, pedem há anos a criação de um museu em Hong Kong, lugar onde viveu o famoso ator, que nasceu nos Estados Unidos.

Infelizmente, não será dessa vez.

OLHE PARA CIMA QUANDO PASSEAR PELO CENTRO DE SP: VOCÊ VAI SE SURPREENDER

Daniel Melim, 31, e sua equipe  pintaram um painel gigante  em uma das regiões mais cinzas de São Paulo, e que salta aos olhos de quem transita por ali.

A partir da técnica do estêncil [moldes vazados e tinta] e de referências da pop art, Melim grafitou a imagem de uma mulher na lateral de um prédio residencial da avenida Prestes Maia -  com 33 metros de altura e 25 de largura, o painel é o maior que ele já fez.

"O estêncil tem essa coisa da repetição de imagem, que é também um traço da pop art", explica o artista. 

"Eu gosto de trabalhar bastante essa questão do clichê e de ilustração dos anos 50. E essa imagem meio que lembra propaganda, só que eu a coloco em outro contexto. O sentido dela muda, dá uma ironia", sugere.

SHN/Divulgação
legenda: Painel feito pelo grafiteiro Daniel Melim no centro de São Paulo crédito: SHN/Divulgação
O painel na av. Prestes Maia

Com esse projeto, realizado em parceria com a KLM e a Choque Cultural, Melim quer propor "um outro jeito de pensar o espaço urbano" e "como o cidadão e o artista podem intervir nele".

O prédio, escolhido durante suas caminhadas, faz parte da degradada região da Luz, alvo do maior programa de revitalização da cidade. 
"É uma área muito contraditória. De dia funciona todo um aparato público, a Pinacoteca, a estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa. À noite, ela muda completamente, você vê a cracolândia em ação."

Para evitar encrenca, antes de começar sua intervenção, Melim pediu autorização à prefeitura e ao condomínio do prédio. 
"Foi uma longa caminhada, levou alguns meses, mas foi tudo bem planejado", conta. 
"A gente pediu para deixar o painel ali por pelo menos seis meses. Então até o final do ano ele deve ficar de pé."

O trabalho, que terminou em 23 de junho, foi árduo, mas prazeroso. 
"De lá de cima a gente conseguia ver a galera atravessando a passarela. Alguns tiravam foto, outros assobiavam, gritavam ou tentavam fazer algum gesto para dizer que estavam curtindo", conta.

Em 16 de julho, o artista inicia uma exposição complementar ao projeto na galeria Choque Cultural. 

Entre as mostras das quais já participou estão a Bienal de Valência (2007), o The Cans Festival, promovido pelo polêmico Banksy em um túnel em Londres (2008) e a exposição De dentro para fora/ De fora para dentro, no Masp (2009-2010).

RÚSSIA CELEBRA OS 450 ANOS DA CATEDRAL DE SÃO BASÍLIO

A Rússia vai celebrar o 450º aniversário da catedral de São Basílio com uma exposição dedicada à dona dos domos coloridos que são um cartão-postal do país.

O excêntrico devoto São Basílio não vestia roupas nem durante os duros invernos russos, e foi um dos poucos moscovitas a desafiar as tiranias do czar Ivan, o Terrível.

Ivan pessoalmente carregou o caixão de São Basílio para uma cova do lado de fora do Kremlin, sede do governo russo, e a catedral, construída para comemorar a vitória do czar sobre os mongóis, foi construída no local do enterro.

Alexander Zemlianichenko/Associated Press
Catedral de São Basílio, junto ao Kremlin e localizada na praça Vermelha de Moscou
A catedral, junto ao Kremlin na Praça Vermelha, centro de Moscou

O ministro da Cultura russo Andrey Busygin disse que a mostra começa nesta terça (12), como parte das celebrações na catedral, depois de uma década de restauração que custou 390 milhões de rublos  - US$ 14 milhões.

A exposição terá relíquias e imagens de São Basílio e outros religiosos excêntricos, conhecidos como "tolos sagrados".

As comemorações incluirão também celebração religiosa com o patriarca ortodoxo russo Kirill e uma apresentação musical de sinos da igreja à noite.

É Moscou dando a volta por cima, e se tornando cada vez mais destino turístico importante do leste europeu.

MEMORIAL DE CHE GUEVARA RECEBE NOVOS OBJETOS

Esporas e um microscópio que pertenceram ao guerrilheiro Ernesto Che Guevara figuram entre os novos objetos doados ao museu do memorial que guarda seus restos na cidade cubana de Santa Clara, informou nesta segunda (11) o jornal Granma.

Segundo explicou a especialista do museu, Ismary Fernández
, as esporas foram utilizadas por Che na batalha de Santa Clara, episódio que comandou em dezembro de 1958 como integrante da guerrilha rebelde da Serra Maestra, poucos dias antes da revolução cubana chegar ao poder, enquanto o microscópio pertence à época na qual Che  estudava  Medicina na Argentina, seu país natal.
Arquivos do Klau
A foto original de Che, tirada por Alberto Korda em 1960,  também está no Museu

Entre estas novas peças somadas à coleção da instituição se encontra também a pistola pessoal do combatente René Martínez Tamayo - o Arturo -, um dos companheiros de Guevara na guerrilha da Bolívia, e uma semente de pêssego na qual foi talhado seu rosto por camponeses da localidade boliviana de La Higuera.

Com estas doações realizadas pelo Museu da Revolução de Havana, o Escritório de Assuntos Históricos do Conselho de Estado da ilha e pela esposa de Martínez Tamayo, são 193 os objetos e documentos que compõem a mostra atual do museu Che Guevara, incluindo 90 fotografias expostas em murais e painéis.

O complexo construído em Santa Clara em memória do guerrilheiro foi inaugurado há mais de 20 anos e em 1997 recebeu da Bolívia os restos repatriados de Che ,  lá assassinado em 1967.

FRANCÊS FAZ ARTE URBANA CRIATIVA E BEM HUMORADA


O artista francês que se identifica apenas como OakOak diz que não passa de um jovem que gosta de divertir com os elementos da cidade.

Blog do artista/Reprodução
Nessa intervenção, a pintura de uma mureta se transforma em dunas  do deserto, onde uma caravana passa

Personagens de games e histórias em quadrinhos são sempre fonte de inspiração para o artista, que divulga seus trabalhos em seu blog .

Blog do artista/Reprodução
O artista conta que os games costumam ser fonte de inspiração para seus trabalhos, como esse do Mario Bros.


Como "tela" para suas obras, ele usa rachaduras em muros, placas de trânsito, semáforos e até um simples par de degraus.
                                                             Blog do artista/Reprodução
Aqui, uma rachadura de um muro se transformou na teia do Homem-Aranha

É o caso de trabalhos como os que mostram o Homem-Aranha e o protagonista do videogame Mario Bros.

Blog do artista/Reprodução
Em outra parede, o artista usou a tinta desgastada para dar forma a um crocodilo

Sua obra é marcada por interferências urbanas sutis e bem humoradas, o que deixa a cidade com cara de galeria, e muito mais simpática de se viver.
Blog do artista/Reprodução
OakOak também faz interferências urbanas em sinalizações de trânsito - como esse "recorte aqui"

Gostei!
Blog do artista/Reprodução
Aqui, ele usou barreiras para fechar uma rua como o nariz do Pinóquio.


Blog do artista/Reprodução
Nas mãos do artista francês, uma placa sinalizando uma faixa de pedestres foi transformada em um homem sendo abduzido por um ovni.


Blog do artista/Reprodução
Alguns dos trabalhos de OakOak são bem sutis, como esses degraus que viraram um piano apenas com o desenho de pequenos traços pretos.


Blog do artista/Reprodução
O francês se define como um artista que gosta de brincar com os elementos da cidade.


Blog do artista/Reprodução
Ele começou a fazer as intervenções em 2008 e algumas já viraram série, como o Sr. Vermelho e Verde dos semáforos


Blog do artista/Reprodução
Os personagens aparecem em diversos semáforos de cidades francesas.


Blog do artista/Reprodução
Segundo artista, Ironia e bom humor estão sempre presentes em suas obras, e essa bomba é simplesmente sen-sa-cio-nal

segunda-feira, 27 de junho de 2011

ARTISTAS VENEZUELANOS FAZEM GALERIA A CÉU ABERTO E REPAGINAM BAIRRO DE CARACAS


Artistas de rua vêm se reunindo nos últimos dias em uma das áreas mais pobres de Caracas para dar um colorido às paredes dos ranchitos, nome dado às humildes casas do local, e fazer do popular bairro de Santo Agostinho uma grande galeria a céu aberto.

Fotos: Harold Escalona/EFE



No Santo Agostinho Aéreo, , 30 artistas de rua se empenham ao longo de três dias para deixar o melhor de sua obra em Las Filas de Marín, a principal rua da área e ponto de referência visual.




As obras podem ser observadas durante o passeio no Metrocable, o teleférico que conecta o local com o centro da cidade, convidando turistas e moradores a visitar o bairro com uma das piores famas da capital, algo que os artistas tentam desmistificar.



"Venderam aos venezuelanos que Santo Agostinho é uma comunidade muito perigosa, mas aqui você não vê nada além desta comunidade ativa", disse à Agência Efe um dos artistas, Manuel Serpa, conhecido como El Mañe, que considera que o "verdadeiro perigo" de visitar o bairro é que "depois ninguém quer ir embora".



A organizadora do evento, Yaneth Rivas, indicou que "existe um preconceito social enorme entre Caracas do leste e do oeste" e a iniciativa pretende aproximar as duas áreas da cidade.




A artista plástica de 27 anos explicou à Efe que as atividades deste tipo permitem que "os chamos (rapazes) encontrem também outras formas de se realizar e se afastar da violência".




Outro dos atrativos "extras" do festival, segundo El Mañe, é a possibilidade de conhecer o Metrocable de Santo Agostinho, um bairro situado em um dos morros ao leste da parte histórica de Caracas.





Para Evangelista Soto, de 80 anos e moradora de Santo Agostinho, este festival deixará o bairro no qual vive com sua família "bem lindo".

Ana Escudero, de 13 anos, que espera poder participar de algum dos murais, e Ángel Díaz, de 18, que já contribui colaborando musicalmente para que a salsa e o hip-hop acompanhem os pintores durante a jornada, concordam com Evangelista.





O Santo Agostinho Aéreo também inclui atrações de 12 grupos do país, djs e diferentes coletivos urbanos e o melhor: sempre gratuitamente.El Mañe conclui, dizendo que também receberam o apoio de órgãos públicos, e que espera que, nas próximas edições, mais instituições contribuam para financiar o projeto e a iniciativa possa se estender a outros bairros desfavorecidos da capital venezuelana.

Belíssimo projeto, que deve ser apoiado e divulgado.