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quinta-feira, 15 de maio de 2014

FESTIVAL DE CANNES: CONHEÇA OS MEMBROS DO JÚRI DESSA EDIÇÃO



Como todo ano, na coletiva de apresentação do Júri do Festival de Cannes, os jornalistas querem saber que tipo de filme os jurados pretendem premiar, mas eles – até por obrigação profissional – não podem falar nada e dizem sempre as mesmas coisas, como "vamos deixar os filmes nos surpreenderem" ou "vamos decidir com o coração".

O Júri deste ano é presidido pela neo-zelandesa Jane Campion - que venceu tudo, inclusive a Palma de Ouro em 1993 com "O Piano".

Ela fez uma esperada defesa por maior espaço para as mulheres no cinema.

"Thierry Fremaux, diretor do festival, me disse que apenas 7% dos filmes que chegam para seleção em Cannes são dirigidos por mulheres. Me parece bastante injusto. Um ano após o outro, nunca conseguimos nossa fatia de representação", protestou - e olha que este ano a coisa está um pouquinho melhor, pois temos duas diretoras em competição pela Palma, a japonesa Naomi Kawase e a italiana Alice Rohrwacher.

Outro membro do júri é a ator e diretor mexicano Gael García Bernal - de "Amores Brutos" e "Diários de Motocicleta" - que brincou:

"A maior diferença entre vir a Cannes como ator e como membro do júri é que no segundo caso não tenho que dar entrevistas. E aí sobra muito tempo ver filmes. Quero me sentir como nos tempos de estudante".

Jane Campion (ao centro) posa para fotos com outros membros do júri do Festival de Cannes 2014: (da esq. à dir.) o ator Willem Dafoe, o diretor Nicolas Winding Refn, o ator Gael Garcia Bernal e o diretor Jia Zhangke - Reuters

A atriz francesa Carole Bouquet ( de "Esse Obscuro Objeto do Desejo" e '007: Somente para os seus Olhos') é outra membro do júri e concordou:

"É quase como tirar férias. E desta vez não vamos ouvir o que vocês (jornalistas) estão dizendo sobre os filmes".

Usando um velho clichê dos atores, o americano Willem Dafoe ("Homem-Aranha", "Anticristo") disse que julgar os filmes será "um processo criativo".

Já o dinamarquês Nicolas Winding-Refn, diretor de "Drive", prometeu prestigiar a estreia de seu ator Ryan Gosling atrás das câmeras com "Lost River", que será exibido na mostra 'Un Certain Regard', fora da competição principal - e brincou: 

"Cada um de nós do júri temos nossas opiniões artísticas, políticas... e até sexuais".

Também fazem parte do júri a diretora americana Sofia Coppola ("Encontros e Desencontros", "The Bling Ring – A Gangue de Hollywood"), o diretor chinês Jia Zhang-Ke ("Em Busca da Vida", "Um Toque de Pecado"), a atriz iraniana Leila Hatami ("A Separação") e a atriz coreana Do-Yeon Jeon ("The Housemaid").

Os vencedores serão conhecidos no próximo dia 24.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

FESTIVAL DE CANNES: AMOR ENTRE MULHERES, DECEPÇÃO NO NOVO LONGA DE REFN, A LENDA BRUCE DERN E A LENDA DAS LENDAS JERRY LEWIS ESTÁ DE VOLTA


Primeiro filme do diretor franco-tunisiano Abdellatif Kechiche em Cannes, a história de amor entre duas jovens recebeu críticas muito positivas no Festival hoje.

"La Vie d'Adele - Chapitre 1 & 2" ("Blue is the Warmest Colour") é uma comovente história de amor e sexualidade entre a adolescente de 15 anos Adele - interpretada brilhantemente por Adele Exarchopoulos - e sua parceira Emma (Lea Seydoux).

As cenas de sexo explícito e as três horas de duração fizeram do filme um dos mais comentados entre os 20 concorrentes à Palma de Ouro.

As prolongadas cenas de sexo vão causar impacto, podem diminuir o alcance do filme devido à precaução das distribuidoras, mas a mídia gostou.

Kaya Burguess, do London Times, chamou o longa de "uma das mais bonitas e discretamente contadas histórias de amor que já vi num filme."

Jordan Mintzer, do Hollywood Reporter, escreveu: "Com certeza levantando sobrancelhas com suas cenas sem simulação de cópula feminina, o filme é na verdade muito mais do que isso: é uma apaixonante história de amor contada de forma comovente."

Kechiche disse a jornalistas que não era sua intenção fazer um filme sobre os direitos homossexuais, no contexto do debate sobre a legalização do casamento gay na França este mês, e afirmou que a representação do sexo era para representar a beleza.

"Espero que nas cenas surja a ideia da beleza. Acho que a sensualidade é mais difícil de filmar e capturar na tela", disse.

Léa Seydoux, o diretor Abdellatif Kechiche e Adele Exarchopoulos, hoje em Cannes - foto: Reuters

O filme, baseado no romance de 2010 com o mesmo título em inglês, usa recorrentes imagens em close-up dos lábios da atriz principal, seja dormindo, comendo ou beijando sua parceira, numa técnica que cria uma ligação entre o espectador e a personagem.

Confira uma cena do filme:


E o aguardadíssimo novo longa da dupla de 'Drive' - o diretor Nicolas Winding Refn e o ator Ryan Gosling - decepcionou Cannes hoje.

Protagonizado por Gosling e Kristin Scott Thomas, "Only God Forgives" conta uma história de vingança, em que não falta violência gratuita.

Enquanto alguns exaltaram a estética apurada da direção de Refn como conceitual e artística, outros consideraram que a violência sem sentido não ajuda a contar a história.

O repúdio dos jornalistas foi tal que alguns abandonaram a première no meio de sua exibição, durante uma cena em que personagens são desmembrados - “Isto é uma porcaria!”, gritaram no meio da sessão.

A resenha da revista "Variety" afirmou que "um papel de parede demonstra mais emoção que Gosling" no novo filme de Refn, e que a "catatonia" do ator em "Drive" não é nada comparada à nova atuação.

De acordo com a revista "Time", Gosling conseguiu colocar mais emoção na nota que enviou a Cannes pedindo desculpas por não poder comparecer ao festival do que em seu papel no filme.

Para a revista, a atuação é uma "luz vermelha" para a carreira do ator canadense, sempre acima da média.

Já a "Time Out New York" afirmou que Gosling faz seu "patenteado ato emburrado".

O diretor Nicholas Winding Refn e a atriz Kristin Scott Thomas, hoje em Cannes - foto: AFP

Na entrevista coletiva, Refn admitiu que tem fetiche por emoções e imagens violentas.
“A arte é um ato de violência. Minha abordagem é um tanto pornográfica – é o que me excita e o que eu gosto de contar. Eu não posso censurar essa necessidade. Não se esqueça que o nosso próprio nascimento nos impele à violência. É instintivo, mas a arte nos permite expressá-la”, explica.

Sem a presença de Ryan Gosling, Refn dividiu a coletiva com a atriz Kristin Scott Thomas, cujo nome costuma ser mais associado a dramas sensíveis e papéis de mulheres aristocráticas.

A atriz confessou que aquele tipo de produção era uma novidade excitante para ela.

Na trama, ela interpreta uma mulher desprezível, que caminha em saltos altíssimos e traja vestidos super decotados com estampa de leopardo.
“Esse tipo de filme não é minha praia, mas, quando eu li o roteiro, fiquei empolgada em interpretar uma mulher diferente das personagens de classe alta que os ingleses parecem gostar de me ver interpretar”, ela contou.

De acordo com Refn,  Scott Thomas “não teve problema nenhum em ser uma bruxa”.

Mais violento do que "Drive" - que deu o prêmio de Melhor Diretor a Refn em Cannes 2011 - em "Only God Forgives", Scott Thomas vive a mãe do personagem de Gosling, que após a morte de seu outro filho exige vingança.

Os dois irmãos vivem em Bagcoc, na Tailândia, onde mantém um clube de boxe usado como fachada de tráfico de drogas.
Tudo vai bem até que o irmão do protagonista estupra e mata uma jovem de 16 anos e, por consequência, é assassinado por um policial que controla o subúrbio da cidade.

A mãe ordena que o personagem de Gosling mate o policial como retaliação, o que motiva uma série de cenas violentas.

Gosling era esperado em Cannes, mas não foi porque está nos Estados Unidos rodando seu primeiro longa como diretor, "How to Catch a Monster".

Confira o trailer de "Only God Forgives":


O diretor americano Alexander Payne entrou com tudo na competição do Festival de Cannes.

Dois anos depois de "Os Descendentes" - que ganhou o Globo de Ouro de melhor filme - ele volta à croisette com "Nebraska", uma tocante história em preto-e-branco sobre Woody Grant, um idoso que recebe uma daquelas cartas de promoção de revista dizendo que ganhou US$ 1 milhão - o velhinho acredita e insiste em viajar de Montana a Nebraska para pegar o dinheiro.

Mesmo sabendo que o pai está desiludido, um dos filhos topa levá-lo até lá e no caminho, Woody e toda a família param em sua cidade natal, visitando os parentes e velhos amigos.

Todos acreditam que o velhinho realmente se tornou milionário e querem uma parte do dinheiro, começando uma pequena confusão - um retrato ao mesmo tempo doce e amargo, engraçado e melancólico sobre a velhice e suas desilusões.

"Nebraska" parece o candidato perfeito para a Palma de Ouro: uma mistura sensível de drama e comédia com personagens muito humanos e atores em estado de graça e deve levar um bom prêmio do júri presidido por Steven Spielberg.

Como estreia apenas em novembro nos EUA, também deve chegar com força no Oscar.

Alexander Payne - esquerda - e a lenda Bruce Dern, hoje em Cannes - foto: Getty Images

"É a história de um filho que quer dar alguma dignidade ao pai. Meus pais também já estão velhinhos, sinto isso com eles, e acho lindo quando um filho faz isso. Recebi o roteiro nove anos atrás e me apaixonei, a história tem uma visão ao mesmo tempo engraçada e melancólica. É uma história tão modesta que merecia um visual despojado como o preto-e-branco. Mas sou só o diretor, é difícil pra mim dizer o que significa o filme. Terminei-o na última sexta-feira, ainda estou aprendendo com ele", disse o diretor.

Woody é vivido pela lenda Bruce Dern, de 77 anos e mais de 120 filmes no currículo - como o velho Carrucan de "Django Livre".

Hoje, Bruce é mais conhecido como o pai da acima da média Laura Dern ("Veludo Azul", "Jurassic Park') - que veio a Cannes prestigiar o pai e até se sentou no meio dos jornalistas na entrevista coletiva para acompanhar suas respostas.

Desde já, Bruce é o favorito ao Oscar de Melhor Ator em 2014 – com todo esse currículo, foi indicado apenas uma vez, por "Amargo Regresso" (1979), mas não levou.

A lenda brincou com o fato de que há 25 anos não vivia um protagonista nas telas.
"Quando você trabalha com outro Bruce, o Willis, não tem como não se sentir coadjuvante", disparou.

O ator levantou a bola de Payne ao colocá-lo no panteão dos grandes mestres com quem trabalhou.
"Ao longo da minha carreira, trabalhei com seis gênios: Kazan, Hitchcock, Dalton Trumbo, Coppola, Tarantino e agora Alexander Payne".

O diretor contou que recebeu o roteiro quando filmava "Sideways – Entre Umas e Outras", mas na época estava "de saco cheio de filmar dentro de carros".

O diretor escolheu Bruce Dern por ele estar em um de seus filmes preferidos, o drama "Amargo Regresso" (1978).
"A melhor coisa sobre Bruce é que ele é um grande ser humano. Qualquer um pode aprender a atuar, mas é o ser humano que faz o ator de destacar".

Payne trabalha agora em um filme de ficção científica que deve ser rodado na Noruega.
"Mas o roteiro está dando muito mais trabalho do que pensávamos, por isso ainda deve demorar um pouco", finalizou.

Confira o trailer de "Nebraska":


Esta talvez seja a melhor notícia de todo o festival: a lenda das lendas Jerry Lewis está de volta!

O maior comediante da história do cinema falado quebrou um jejum de 18 anos longe das telonas e está de volta em um drama - "Max Rose", de Daniel Noah, que estreou no Festival de Cannes.

No longa, Lewis vive um pianista de jazz de 87 anos que abdicou da carreira pela família e pelos filhos.
Quando fica viúvo, ele descobre que a mulher com quem viveu durante 65 anos talvez não tenha sido feliz com ele, e seu casamento tenha se baseado numa mentira.

O festival quebrou o protocolo e promoveu uma entrevista coletiva com Lewis antes mesmo de exibir o filme e a lenda das lendas matou os jornalistas de rir a cada resposta.
"Esse foi o melhor roteiro que recebi nos últimos 40 anos. E Daniel me trouxe os US$ 3 milhões que eu pedi, foi perfeito", brincou logo no início.

A lenda das lendas Jerry Lewis, hoje em Cannes - foto: People Magazine

Quando pediram a um repórter para levantar a voz para que Lewis entendesse a pergunta, desdenhou:
"Por que você está gritando?".
Quando ele abaixou a voz, mandou: 
"Desculpe, não estou entendendo, você pode falar mais alto?"

Outro repórter pediu para ele comentar sua relação com Dean Martin.
"Ele morreu, você soube? Quando eu cheguei aqui e vi que ele não estava, sabia que algo estava errado."

Ao ser indagado sobre as mudanças no humor americano, deu uma aula magna:
"Não existe humor americano. Humor é humor, riso é riso. Se você faz um humor engraçado, as pessoas vão rir. Se você esticar muito a corda ou se esforçar demais, as pessoas não vão rir."

Confira a lenda das lendas de volta à ação, no trailer do longa:


DROPS DE CANNES

1.
Três anos depois de "Senna" - bem-sucedida biografia cinematográfica de Ayrton Senna - documentários esportivos sobre Jackie Stewart, Muhammad Ali e Pelé estão competindo  no Festival de Cannes.

Em "Weekend of a Champion", o cineasta polonês-francês Roman Polanski segue Jack Stewart, seu amigo de longa data, enquanto ele se prepara para dirigir no Grande Prêmio de Mônaco em 1971, num momento em que os riscos para pilotos eram muito maiores do que são agora.

Polanski disse que tinha esquecido sobre o filme, que foi exibido no festival de cinema de Berlim, em 1972, mas nunca foi lançado, até que uma ligação recente de um laboratório de processamento que matinha a filmagem.
Ele decidiu ressuscitá-lo, acrescentando uma seqüência em que ele e Stewart se reúnem mais de 40 anos mais tarde para discutir como o esporte mudou.

Tri campeão mundial, Stewart, hoje com 73 anos, disse que a Fórmula 1 sempre esteve na vanguarda da tecnologia, "mas acho que a corrida ainda é tão boa hoje como sempre, talvez até melhor".

2.
Já o documentário do diretor britânico Stephen Frears, "Muhammad Ali's Greatest Fight", pretende chamar a atenção do público para a batalha judicial do boxeador depois que ele se recusou a lutar na Guerra do Vietnã, uma posição que o tornou conhecido muito além do seu esporte.

Ali recusou ser recrutado para o Exército dos EUA em 1967, com base em suas crenças religiosas e sua oposição à guerra - um herói para um crescente movimento anti-guerra, vilão para outros, que o consideraram culpado de evadir a convocação.

No auge de sua carreira, ele foi destituído de seu título mundial dos pesos pesados e banido dos ringues por quase quatro anos, enquanto o seu apelo judicial chegava até a Suprema Corte.

3.
Pelé, 72 anos, esteve em Cannes para discutir um filme sobre a sua vida que está sendo feito pelo produtor de Hollywood Brian Grazer e será lançado no próximo ano, quando o Brasil sedia a Copa do Mundo de 2014.

"Pelé" centra-se na ascensão do astro brasileiro a partir de uma infância pobre para levar seu país a sua primeira conquista de uma Copa do Mundo, na Suécia, em 1958.

Um documentário sobre sua vida chamado "Pelé Eterno" foi feito em 2004, mas ele disse que o novo está sendo feito para inspirar os jovens, muitos dos quais enfrentam perspectivas sombrias.

"A forma como construímos o filme é para a nova geração", disse o maior jogador de futebol de todos os tempos à Reuters em uma entrevista.

4.
A polícia procura pelo menos três homens suspeitos de participação no roubo de joias avaliadas em mais de US$ 1 milhão na semana passada em um hotel de Cannes, informou a polícia de Nice, que investiga o caso.
"São provavelmente pessoas especializadas neste tipo de roubo", disse à AFP o policial Philippe Frizon.

As joias - colares, pulseiras, brincos e anéis - foram roubadas durante a madrugada de sexta, quando pelo menos três homens entraram no quarto do Novotel ocupado por uma funcionária da joalheria suíça Chopard quando ela não estava no local, abriram um cofre e levaram as jóias que seriam usadas por várias estrelas de cinema nas festas e premières.

5.
Mas, ao que parece, os 'Ladrões de Casaca' estão à solta em Cannes.

Hoje, outro colar de grande valor foi roubado, disse à AFP a joalheria suíça De Grisogono.

Segundo a imprensa francesa, o preço do colar de diamantes roubado é estimado em 2 milhões de euros.

"Um colar foi roubado durante o Festival de Cannes e nós estamos colaborando com as autoridades", declarou à AFP uma porta-voz da joalheria, que não quis comentar as circunstâncias do roubo e o valor do colar.
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Com Alexandria Sage (Reuters), AFP, Times e The Hollywood Reporter

quarta-feira, 15 de maio de 2013

FESTIVAL DE CANNES COMEÇA HOJE COM LEO DICAPRIO COMO JAY GATSBY, DESFILE DE ESTRELAS E FILMES MUITO AGUARDADOS


Centenas de estrelas, cineastas, produtores e jornalistas de todo o planeta estarão nesses dias na linda cidade de Cannes, na Costa Azul francesa, onde começa hoje a maior festa do cinema mundial, que completa nesse ano 66 anos.

O júri, presidido pelo cineasta americano Steven Spielberg e que terá entre seus companheiros Nicole Kidman e o diretor Ang Lee, escolherá o vencedor entre 20 filmes na disputa pela Palma de Ouro -prêmio máximo de um dos mais importantes festivais de cinema do mundo.

Entre as estrelas aguardadas, Leonardo de Caprio, Carey Mulligan e Tobey Maguire - que exibem hoje na abertura 'O Grande Gatsby', novo filme em 3D do diretor australiano Baz Luhrmann - Benicio del Toro, Ryan Gosling, Marion Cotillard, Emma Watson, Matt Damon, Michael Douglas, James Franco e Robert Redford.

Cannes também aguarda Justin Timberlake, Forest Whitaker, Berenice Bejo, Orlando Bloom, Garret Hedlund e Joaquin Phoenix, além de cineastas consagrados, como Roman Polansky e os irmãos Coen.

Este ano, Cannes quebrou uma tradição ao escolher como filme de abertura um longa-metragem que já estreou nos Estados Unidos - "O Grande Gatsby" estreou na última sexta nos EUA.

Baseado no livro clássico de Francis Scott Fitzgerald, o filme garante que a cerimônia de abertura será tão luxuosa quanto a grande produção de Hollywood, que custou mais de 100 milhões de dólares.

Confira o trailer de 'O Grande Gatsby':


Esta edição oferece uma posição de destaque à cinematografia americana, não apenas na competição pela Palma de Ouro, mas também na mostra 'Um Certo Olhar', que terá como filme de abertura "The Bling Ring", de Sofia Coppola, assim como nas mostras paralelas, como a 'Semana da Crítica' e a 'Quinzena dos Realizadores'.

Confira o trailer de 'The Bling Ring':


Na disputa pela Palma de Ouro estão os irmãos Joel e Ethan Coen, com "Inside Llewyn Davis", Alexander Payne, com "Nebraska", James Gray com "The Immigrant", e Jim Jarmush com "Only Lovers Left Alive" - um filme sobre vampiros.

Também está na mostra oficial o filme "Behind the Candelabra", de Steven Soderbergh.
Estrelado por Michael Douglas e Matt Damon, o longa foca na trajetória de uma das lendas do show bizz americano - Liberace, vivido por Douglas - e sua tumultuada relação com seu namorado - vivido por Damon.

O longa acabou sendo produzido pelo canal HBO porque os grandes estúdios de Hollywood o consideraram 'gay demais'.

Confira o trailer de 'Behind the Candelabra':


Soderbergh venceu a Palma de Ouro em 1988 com "Sexo, Mentiras e Videotapes".

O único filme dirigido por uma mulher na disputa pela Palma de Ouro é "Un Chateau d'Italie", da franco-italiana Valeria Bruni-Tedeschi, mas para o diretor artístico do Festival, Thierry Frémaux, "o problema da escassa presença feminina não é um problema do Festival de Cannes, e sim da indústria do cinema".

Além dos americanos, os cineastas franceses predominam nesta edição, com quatro longas na mostra oficial, incluindo "La Vénus a la Fourrure", do franco-polonês Roman Polansky - que ganhou a Palma de Ouro em 2002 com "O Pianista" - e "Jimmy P", de Arnaud Desplechin, protagonizado por Benicio del Toro.

"O cinema americano e o cinema francês têm ambos uma tradição, uma força, uma economia e uma qualidade artística que explicam esta forte presença. Mas isto não exclui a presença de outros países na mostra oficial", destacou Frémaux.

Operários ainda instalavam uma Palma de Ouro gigante na fachada do Palais du Festival, ontem à noite em Cannes - foto: AFP

A América Latina terá apenas um representante na disputa principal: "Heli", do mexicano Amat Escalante.

Um dos filmes mais esperados é o violento thriller "Only God Forgives", do dinamarquês Nicolas Winding Refn, que repete a parceria com Ryan Gosling nesta obra filmada em Bangcoc.

Confira o trailer de 'Only God Forgives':


O iraniano Asghar Farhadi, diretor de "Separação", competirá com "Le Passé" (O Passado; o francês François Ozon apresentará "Jeune et jolie" e o japonês Hirkazu Kore-eda entra na disputa com "Like Father, like son".

Cannes também é o mercado mais importante do cinema mundial, onde diretores, atores e produtores de todo o planeta buscam financiamento para seus projetos, e onde são comprados e vendidos os direitos de exibição e distribuição de filmes já produzidos ou ainda no papel.

O cinema da Índia, que completa 100 anos, terá um espaço nobre nesta edição, que também homenageará a Diva de Hollywood Kim Novak, o filme 'Um Corpo que Cai' de Alfred Hitchcock  e a lenda francesa Alain Delon.

Fachada do Hotel Calton em Cannes tem posters de 'O Grande Gatsby' na fachada - foto: AFP
Hoje, doze anos depois de abrir o festival com "Moulin Rouge", Baz Luhrmann voltou a abrir Cannes com sua adaptação em 3D de "O Grande Gatsby", um dos maiores clássicos da literatura americana, escrito por F. Scott Fitzgerald em 1925.

É a quarta adaptação do livro para as telonas – a última foi estrelada por Robert Redford e Mia Farrow em 1974 - e no filme, DiCaprio volta a trabalhar com o diretor, 17 anos depois de "Romeu + Julieta".

"Nos EUA, 'Gatsby' é leitura essencial na escola. Quando eu era jovem, fiquei entretido e fascinado, mas não peguei o sentido profundo e existencial do livro. Hoje não o vejo como uma historia de amor. É a tragédia desse americano em anos de opulência. Gatsby queria ser um grande americano, mas em algum momento perdeu o sentido do que era, e tinha em Daisy sua miragem" - disse o ator.

Di Caprio, Carey Muligan e o diretor Baz Luhrmann, agora pouco em Cannes - foto: AFP

O ator também defende o estilo exuberante de Baz Luhrmann.
"Ele não tem medo de pegar histórias muito clássicas, ancoradas na nossa cultura, e adaptá-las ao seu modo. Não tem medo do risco. Mas está sempre atento em chegar ao coração do drama de cada história".

Luhrmann levou dez anos para conseguir levar o livro às telonas – a ideia veio quando viajava num trem para Sibéria e ouvia uma versão em audiolivro de "Gatsby".

O filme estreou na última sexta nos EUA e teve boa bilheteria – US$ 51 milhões –, mas recebeu muitas críticas ruins.

Luhrmann diz que nem confiança:
"Eu fiz 'Moulin Rouge', 'Romeu + Julieta', 'Vem Dançar Comigo'. Já esperava por isso. Só me importo que as pessoas estão indo ver o filme".

Ele também defendeu o uso de uma trilha moderna para uma história escrita há quase 90 anos.
"Fitzgerald coloca o jazz, uma música negra, no centro da narrativa. A música negra de hoje é o hip hop."

Aposentado da franquia do Homem Aranha de Sam Raimi, Tobey Maguire - que foi recomendado pelo amigo Leonardo DiCaprio a Luhrmann e ganhou o principal papel do longa, o do narrador Nick - não poupou elogios ao amigo.
"Levamos nosso trabalho a sério, mas também nos divertimos muito. Gosto de assistir e participar do seu processo de mergulho no filme. Ele é um detetive vigilante, que vasculha o livro atrás de cada camada do personagem".

"O Grande Gatsby" estreia no dia 7 de junho no Brasil.

Continue acompanhando aqui no Blog o dia a dia de Cannes 2013.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

FESTIVAL DE CANNES 2013: 'O GRANDE GASTBY' ABRE, COM SODERBERGH, IRMÃOS COEN E POLANSKI DISPUTANDO PALMA DE OURO



Roman Polanski, Steven Soderbergh e os irmãos Coen estão entre os 20 diretores que vão competir pela Palma de Ouro da edição 2013 do Festival de Cannes - que acontece de 15 a 26 de maio na Riviera Francesa.

O anúncio foi feito na manhã de hoje pelos organizadores do festival, Thierry Frémaux e Gilles Jacob.

A lista inclui ainda Alexander Payne - diretor de "Os Descendentes", que compete com o novo "Nebraska" - e Nicolas Winding Refn - premiado no festival com o cultuado "Drive", que retorna com "Only God Forgives", policial rodado em Bangkok, também estrelado por Ryan Gosling e também por Kristin Scott Thomas.

Confira o trailer espetacular de "Only God Forgives":


O iraniano Asghar Farhadi - Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por "A Separação" - compete com "Le Passé" ('O Passado'), rodado na França.

Confira o trailer de "Le Passè", de Asghar Farhadi:


Os irmãos Coen apresentam "Inside Llewyn Davis" -cinebiografia de um músico folk na Nova York dos anos 60 e estrelado por Justin Timberlake, Carey Mulligan e John Goodman.

Confira o trailer de "Inside Llewyn Davis", de Ethan Coen e Joel Coen:


Já Soderbergh estreia no festival "Behind the Candelabra", sobre a vida do compositor americano Liberace (1919-87), com Michael Douglas e Matt Damon vivendo um casal gay.

Esse longa foi aquele considerado "gay demais" por Hollywood, o que levou o diretor a exibi-lo somente na TV - o canal HBO adquiriu e vai exibi-lo em 26 de maio próximo.

Confira o trailer de "Behind the Candelabra":


Polanski compete com "Venus in Fur" - sobre uma atriz que tenta convencer um diretor a dar-lhe um papel.

Os americanos bateram recorde de indicações - com cinco filmes na lista - mas a relação também inclui cineastas de prestígio de todo o mundo, como o chinês Jia Zhang-ke (com "A Touch of Sin"), o japonês Hirokazu Kore-Eda (com "Like Father, Like Son") e os franceses François Ozon ("Jeune et Jolie") e Arnaud Desplechin ("Jimmy P.").

Na Mostra Competitiva, o único representante da América Latina é o mexicano "Heli", de Amat Escalante - sobre tráfico de drogas e corrupção policial na cidade de Guanajuato.

Infelizmente não há filmes brasileiros na Seleção Oficial de Cannes 2013.

O diretor geral do Festival de Cannes, Thierry Frémaux - esquerda - e Gilles Jacob anunciam filmes da mostra competitiva - foto: AFP


A Mostra Competitiva excluiu grandes nomes, como Woody Allen - com o novo "Blue Jasmine" -, Terrence Malick - com "Knight of Cups" -, o francês Jean Luc-Godard - "Adeus à Linguagem" - e o dinamarquês Lars Von Trier - que não teria terminado a tempo a montagem das mais de quatro horas de seu novo longa, "Nynphomaniac".

Aliás, a organização parece ter perdoado Von Trier - cuja polêmica em torno das ironias de teor nazista na entrevista coletiva de "Melancolia" no ano passado deram o que falar.

Mesmo assim, ainda há espaço para mais dois ou três filmes na Competição - que os organizadores podem anunciar nos próximos dias.

Além dos grandes diretores, Cannes sempre conta em seu tapete vermelho com estrelas de Hollywood e da Europa, que nesse ano aparecem em menor número.

Se Ryan Gosling retorna com "Only God Forgives", quem deve roubar a cena nessa edição é Emma Watson, já que a jovem atriz tem cenas quentes no novo filme de Sofia Coppola, "The Bling Ring: A Gangue de Hollywood" - história real de jovens que roubavam mansões de estrelas em Los Angeles, inclusive uma cena de 'pole dance' que vocês viram aqui no Blog , no trailer postado ontem.

Reveja o trailer de "The Bling Ring: A Gangue de Hollywood":


O filme abre a mostra 'Um Certain Regard/Um Certo Olhar'.

James Franco virá a Cannes desta vez como diretor, com seu novo filme "As I Lay Dying" e o indicado ao Oscar deste ano - por "O Mestre" - Joaquin Phoenix vai à Croisette defender "The Immigrant", de James Gray, que traz ainda Marion Cotillard e Jeremy Renner no elenco.

Quem dará a partida na abertura em 15 de maio para o frisson no tapete vermelho será o elenco do novo filme de Baz Luhrmann, "O Grande Gatsby": Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire e Carey Mulligan são os protagonistas da refilmagem do clássico livro de F.Scott Fritzgerald, agora no esplendor do 3D e estarão presentes.

Relembre o fantástico trailer, já divulgado pelo Blog ontem:

O júri oficial que decidirá para quem vai a Palma de Ouro - prêmio máximo de Cannes - e outros prêmios será presidido por Steven Spielberg – mas os outros membros do júri ainda não foram anunciados.
O cineasta americano sucederá Nanni Moretti (2012), Robert De Niro (2011), Tim Burton (2010) e Sean Penn (2008).

Cannes 2013 tem programada também uma homenagem especialíssima à lenda do humor cinematográfico Jerry Lewis - que deverá ir à cidade especialmente para recebe-la.


FILMES DA MOSTRA COMPETITIVA

"Only God Forgives", de Nicolas Winding Refn
"Borgman", de Alex Van Warmerdan
"Behind the Candelabra", de Steven Soderbergh
"La Grande Bellezza", de Paolo Sorrentino
"Jeune et Jolie", de François Ozon
"Nebraska", de Alexander Payne
"La Venus a la Fourrure", de Roman Polanski
"Soshite Chichi ni Naru", de Kore-Eda Hirokazu
"La Vie D'Adele", de Abdellatif Kechiche
"Wara No Tate", de Takashi Miike
"Le Passe", de Asghar Farhadi
"The Immigrant", de James Gray
"Grisgris", de Mahamat-Saleh Haroun
"Tian Zhu Ding", de Jia Zhangke
"Inside Llewyn Davis", de Ethan Coen, Joel Coen
"Michael Kohlhaas", de Arnaud Des Pallieres
"Jimmy P.", de Arnaud Desplechin
"Heli", de Amat Escalante
"Un Chateau en Italie", de Valeria Bruni-Tedeschi

Confira o trailer de "Borgman", de Alex Van Warmerdan:


Confira o trailer de "La Grande Bellezza", de Paolo Sorrentino:


Confira o trailer de "Wara No Tate", de Takashi Miike:



SELEÇÃO 'UM CERTO OLHAR/UN CERTAIN REGARD'

"Omar", de Hany Abu-Assad
"Death March", de Adolfo Alix Jr.
"Fruitvale Station", de Ryan Coogler
"Les Salauds", de Claire Denis
"Norte, Hangganan NG Kasaysayan", de Lav Diaz
"As I Lay Dying", de James Franco
"Miele", de Valeria Golino
"L'inconnu du Lac", de Alain Guiraudie
"Bends", de Flora Lau
"L'Image Manquante", de Rithy Panh
"La Jaula de Oro", de Diego Quemada-Diez
"Anonymous", de Mohammad Rasoulof
"Sarah Préferè La Course", de Chloé Robichaud
"Grand Central", de Rebecca Zlotowski

'SÉANCE DE MINUIT'

"Monsoon Shootout", d Amit Kumar
"Blind Detective", de Jeohnnie To

'HOMENAGEM A JERRY LEWIS'

"Max Rose", de Daniel Noah

'SESSÃO ESPECIAL'

"Muhammad Ali's Greatest Flight", de Stephen Frears
"Stop Top The Pounding Heart", de Roberto Minervini
"Week End of a Champion", de Roman Polanski
"Seduced and Abandoned", de James Toback
"Otdat Konci", de Taisia Igumentseva

MOSTRA DE CURTAS-METRAGENS

Os curtas selecionados competem por dois prêmios: a Palma de Ouro de Curtas-Metragens e o prêmio Cinefondation, do qual participam trabalhos de estudantes de cinema de todo o mundo.

Os nove curtas que disputam a Palma de Ouro foram selecionados entre 3.500 inscrições e incluem produções do Irã, Islândia e Japão, entre outros.

SELEÇÃO OFICIAL

"More Than Two Hours" (Irã)
"Whale Valley" (Islândia, Dinamarca)
"The Metorite and Impotence" (Japão)
"Mont Blanc" (Bélgica)
"Olena" (Polônia)
"Ophelia" (França)
"Safe" (Coreia do Sul)
"37º 4 S" (França)
"Condom Lead" (Palestina)

Já a Seleção Cinefondation escolheu 18 produções entre 1.550 inscrições de 277 escolas de cinema - o Brasil ficou de fora das duas seleções.

CINEFONDATION

"The Norm of Life" (Rússia)
"The Magnificent Lion Boy" (Reino Unido)
"Ham Story" (República Tcheca)
"Duet" (Irã)
"Babaga" (Israel)
"Needle" (USA)
"Waiting for the Thaw" (Bélgica)
"Fable of a Blood Drained Girl" (México)
"Stepsister" (EUA)
"After the Winter" (França)
"In the Fishbowl" (Romênia)
"The Line" (Coreia do Sul)
"Asuncion" (Chile)
"Going South" (EUA)
"Dance Macabre" (Polônia)
"Tomorrow All The Things" (Argentina)
"Exile" (França)

sexta-feira, 2 de março de 2012

'DRIVE' É ESTÉTICA OITENTISTA, DIREÇÃO GANHADORA DA PALMA DE OURO E RYAN GOSLING: PRECISA MAIS?


Com atmosfera que remete aos policiais da década de oitenta e cenas de perseguição de tirar o fôlego, "Drive" é o tipo de filme que ganha de cara o público por fazer de seu protagonista a melhor coisa do longa.

E quando esse protagonista é Ryan Gosling, o melhor ator de sua geração disparado e interessado em responder ao nível da necessidade da trama, sai de baixo.

Dirigido por Nicolas Winding Refn e lançado mundialmente no último Festival de Cannes, aqui Gosling é um dublê de filmes de ação e ótimo piloto, que quando não está filmando, atua como motorista de fugas espetaculares, em trabalhos cuja ilegalidade é irrelevante para ele.
Divulgação
Ryan Gosling, em cena do filme

Sem pensar em nada a sério, ele conhece Irene - Carey Mulligan - no elevador do seu prédio. e de imediato os dois ficam a fim um do outro.

A partir daí, ela a ajuda a escapar de um grande perigo, mas acaba se tornando alvo de um dos homens mais procurados de Los Angeles.

Para fugir e sobreviver, ele precisa fazer aquilo que sabe melhor: dirigir.
Divulgação
Gosling e a vizinha - Carey Mulligan: mulher perigosa

É totalmente possível enxergar o distanciamento social do protagonista através do roteiro bem amarrado, da trilha sonora eletrônica e simples, dos diálogos curtos dos outros personagens - a altura do som foi propositadamente mexida na mixagem de som - e as poucas palavras ditas por Gosling.

O diretor sabe que a curiosidade em torno do protagonista despertará o interesse do público e prioriza isso na discrição do "Driver/Motorista" - seu nome real nunca é revelado e seu passado é citado por dois ou três dados em um diálogo despretensioso do qual ele não participa.

Driver dirige otimamente bem, não demonstra com facilidade suas emoções - sem ser frio - e tem em seu principal figurino a dica para sua natureza.

Apesar de não ter um roteiro extraordinário, o filme sustenta seu protagonista com a mesma pegada que um dia já transformou “drivers” em ícones.
Divulgação
Ryan Gosling vindo: espetacular!

"Drive" tem ritmo, fotografia e cenas de ação acima da média, é bem dirigido - levou a Palma de Ouro de Melhor Diretor no Festival de Cannes 2011 - e Ryan Gosling é maravilhoso - atuando, indo e vindo, tanto que poderia ser indicado ao Oscar por esse papel - #ProntoFalei.

Confira o trailer do filme:
*****
"DRIVE"
Título original:
Drive
Diretor:
Nicolas Winding Refn
Elenco:
Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston, Albert Brooks, Oscar Isaac, Christina Hendricks, Ron Perlman, Kaden Leos, Jeff Wolfe, James Biberi
Produção: 
Michel Litvak, John Palermo, Marc Platt, Gigi Pritzker, Adam Siegel
Roteiro:
Hossein Amini
Fotografia:
Newton Thomas Sigel
Trilha Sonora:
Cliff Martinez
Duração:
100 min.
Ano:
2011
País:
EUA
Gênero:
Ação
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Imagem Filmes
Estúdio:
Bold Films/ Odd Lot Entertainment / Marc Platt Productions/ Seed Productions/ Drive Film Holdings/ Motel Movies
Cotação do Klau: