A programação da Edição 2020 reúne títulos para todos os gostos e idades, com direito a um vencedor do Prêmio Camera d´Or no Festival de Cannes
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Versão online do tradicional festival de cinema francês, o Festival Varilux Em Casa vai esquentar sua quarentena cinematográfica.
Até 27 de agosto, você pode conferir uma seleção de 50 filmes que integraram quase todas as edições do Varilux direto da sua casa, com conforto e segurança, de graça e com legendas em português.
A seleção apresenta diversidade de gêneros: comédias (“Amor à Segunda Vista”), dramas (“A Viagem de Fanny”), filmes históricos (“A Revolução em Paris”) e “Cyrano mon Amour”) e thrillers (“Carnívoras”).
Confira trailer de “A Revolução em Paris”:
Outros grandes títulos em cartaz são “O Ignorante”, “As falsas confidências”, “Marguerite”, “Quem me ama me segue”, “Meu Rei” e “Party Girl”, vencedor do Prêmio Camera d´Or no Festival de Cannes.
Confira trailer de “Party Girl”:
Também estão disponíveis seis longas de animação dublados para as crianças assistirem sozinhas ou com a família: “Abril e o Mundo Extraordinário”, “A Raposa Má”, “O Menino da Floresta”, “Asterix e o Domínio de Deuses”, “Asterix e a Poção Mágica” e “Um Gato em Paris”.
Ismaël (Mathieu Amalric) é um cineasta que, após um longo tempo, voltou a amar.
Traumatizado devido ao súbito desaparecimento de sua esposa, Carlotta (Marion Cotillard), ocorrido há 21 anos, ele enfim consegue ter um relacionamento duradouro com a astrofísica Sylvia (Charlotte Gainsbourg).
Entretanto, a reaparição de Carlotta abala não só o relacionamento, como a própria estabilidade alcançada por Ismaël.
CRÍTICA:
'Os Fantasmas de Ismael', que estreia hoje aqui no Brasil era um filme muito aguardado, seja pela direção do respeitado cineasta francês Arnaud Desplechin (Três Lembranças da Minha Juventude, 2015), seja pelo elenco estelar - Charlotte Gainsbourg, Marion Cotillard, Mathieu Amalric e Louis Garrel.
O longa-metragem ainda foi escolhido para abrir o Festival de Cannes em 2017, fora de competição.
Mathieu Amalric é Ismael - Fotos dessa Postagem: Divulgação/Imovision
Com tudo isso, fica difícil de entender como o longa é frustrante para quem o assiste e se não é um filme fraco, por outro lado nunca chega a provocar no espectador a expectativa boa que tinha antes da estreia.
O roteiro - de Desplechin, Julie Peyr e Léa Mysius - a princípio é batido, apesar de interessante: Ismael (Amalric) é um cineasta francês que descobre que sua esposa, Carlotta (Cotillard), desaparecida há 21 anos, está viva e bem, tendo voltado para seu convívio.
Seria uma boa, mas nesse meio tempo ele já retomou a sua vida, se relacionando já há dois anos com a tímida Sylvia (Gainsbourg).
Cena do longa
Na atualidade, Ismael também está filmando a história do seu irmão, Ivan (Garrel), como uma forma de dar um sentido para a relação conturbada entre os dois e esses fantasmas do diretor irão assombrá-lo, numa trama que mistura ficção dentro da ficção, toques oníricos e um clima de paranoia que nunca arrebata o espectador.
Com começo interessante, o longa traz diálogos rápidos, que nos apresentam um tal de Ivan, que parece importante para a trama.
Logo, o espectador constata que se trata de um filme dentro do filme – é a obra que Ismael está trabalhando sobre seu irmão.
Logo depois, somos apresentados a Sylvia e a trama faz uma viagem rápida ao passado para sabermos como os dois se conheceram.
Ágil, bem realizado, com ótimos atores, estes trechos iniciais dão conta do recado e prendem a atenção ao ir nos revelando, pouco a pouco, as diversas camadas da trama.
Cena do longa
Pena que, a partir daí, o diretor perca o foco e mesmo com ótimos caminhos nas mãos, ele perde muito tempo por subtramas que não têm a mesma importância - ficaria bem melhor se o foco continuasse na relação entre Ismael, Carlotta e Sylvia.
Mesmo que os diálogos não fossem brilhantes, os momentos em que o trio principal estava convivendo na mesma casa, tentando se estabelecer nesta nova e confusa dinâmica, eram ótimos.
O ápice dessa perda de tempo é a inclusão de um novo personagem depois de metade do filme, para que ele consiga explicar a relação entre Ismael e o irmão – tudo regado a um desinteressante passeio a um centro médico.
Mesmo muito bem interpretada por Marion Cotillard, Carlotta é uma mulher difícil de decifrar: fugiu aos 20 anos de idade e duas décadas depois, volta, querendo continuar sua vida com o marido, de onde os dois pararam.
Evidente, Ismael mal acredita ao ver aquela figura, que ele pensava estar morta, em sua frente e, após o choque passar, as perguntas mais duras são feitas e os rancores são colocados para fora.
Ismael quer Carlotta de volta?
E Sylvia? Como fica nesse imblóglio todo?
Se no começo ela até aceita, Sylvia acaba decidindo seu próprio futuro ao perceber o quanto é difícil competir com um fantasma tão vivo quanto aquele.
O diretor Desplechin tinha tudo em mãos, mas perde a mão ao escolher outros caminhos menos interessantes.
Nem a figura do mentor de Ismael, o também cineasta Henri Bloom (László Szabó), que além de tudo era seu sogro, consegue ser bem tratada pelo roteiro.
Cena do longa
Mas o pior é vermos o atual galã do cinema francês, Louis Garrel, totalmente desperdiçado, fazendo parte de um outro filme – por vezes, literalmente.
Se não fosse pelas atuações do trio principal e por algumas boas surpresas na primeira metade do longa, o espectador sairia da sala de cinema e o esqueceria imediatamente.
O erro, afinal, foi não priorizar nenhuma das boas ideias, fazendo um filme que vai diversos lugares, mas não chega a lugar algum.
Vale pelas atuações do trio Amalric - Cotillard - Gainsbourg.
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
'OS FANTASMAS DE ISMAËL'
Gênero:
Suspense, Drama, Romance
Direção:
Arnaud Desplechin
Elenco:
Mathieu Amalric, Marion Cotillard, Charlotte Gainsbourg, Louis Garrel e outros
A atriz e cantora Jeanne Moreau, musa da nouvelle vague e estrela de clássicos como 'Jules & Jim', 'Uma Mulher Para Dois', 'A Noite' e 'Duas Almas em Suplício', foi encontrada já morta em sua casa em Paris, segundo a agência France Presse.
Jeanne Moreau nasceu em Paris - em 23 de janeiro de 1928 - e morreu também na capital francesa, no último dia 31 de julho, aos 89 anos.
Durante seus 65 anos de carreira, Moreau trabalhou com diversos cineastas consagrados como François Truffaut, Orson Welles, Michelangelo Antonioni e Roger Vadim.
Ao todo, a Diva nos presenteou com mais de cem filmes.
Confira a Diva em cena de 'Jules & Jim' (1962):
A atriz também estrelou a produção brasileira "Joanna Francesa", de Cacá Diegues, em que interpretou a dona de um bordel que acaba se envolvendo com um cliente.
Além de musa das telonas, ela também ficou conhecida por seu engajamento político e social, além de ser uma figura exemplo de liberdade feminina por seu comportamento independente em uma época conservadora.
Confira Moreau em cena de "Joanna Francesa" (1973):
A causa da sua morte ainda não foi revelada.
Moreau deixa um filho, Jérome Richard, de 68 anos.
A comédia francesa 'Les Garçons Et Guillaume, à Table', depois de uma bem sucedida carreira na Europa, onde inclusive faturou no último César Prix nada menos que cinco prêmios - estreia hoje em 11 salas em todo o Brasil com o horroroso título 'Eu, Mamãe E Os Meninos'.
Se traduzido ao pé da letra, o título poderia ser 'Meninos e Guillaume, Está na Mesa' e se aqui não temos exatamente um longa engraçado - principalmente para os padrões brasileiros - pode ganhar o público mostrando uma história autobiográfica e surpreendente.
Concebido, dirigido e protagonizado pelo comediante francês Guillaume Gallienne, o longa começa num palco de teatro, onde a ideia ganhou espaço pela primeira vez numa peça de sucesso na França, que teve seus cinemas sempre lotados para vê-lo.
Guillaume Gallienne - à frente -em cena do longa - Fotos dessa postagem: Divulgação/Europa Filmes
O ator começa a narrar a própria vida e, daí em diante, essa voz no palco será intercalada com as cenas da trama, numa boa escolha.
Gallienne interpreta a si mesmo em diversas fases e também sua mãe, que o vê como uma figura delicada e feminina e lhe causa grande admiração.
O longa parece engrenar numa abordagem comum sobre homossexualidade, mas acaba seguindo um caminho mais complexo, entrando no campo de gênero, identidade e julgamento.
Cena do longa
Há uma grande reviravolta na trama, justamente o ponto que eleva o filme que poderia passar batido mas que deve ser visto.
Se algumas piadas funcionam e outras são desnecessárias - como as das cenas da masturbação coletiva no colégio interno e a passagem da colonterapia feita por uma alemã bem caricata - o longa se apoia em clichês para compor vários personagens, reforçando estereótipos de franceses e ingleses também.
Mas, ao contrário da maioria das comédias, não faz isso de forma agressiva e os momentos na Inglaterra são muito hilários.
Em cenas mais dramáticas, artifícios como chuva intensa causam uma certa vergonha alheia por não chegarem ao nível da sátira ou algo do tipo.
Cena do longa
Se vemos uma confusão entre comédia e drama na telona, mesmo assim, quando o personagem reflete sobre sua persona em relação aos outros, o longa consegue arrebatar o espectador e emocionar.
Nesses momentos mais reflexivos, vale destacar o belo olhar de Gallienne em relação às mulheres, à forma como cada uma respira e o inspira a admirar o feminino.
Por outro lado, seu aparente desconforto com o lado masculino se mostra tão interessante quanto sua delicadeza, fazendo pensar sobre o estereótipo frágil imposto aos homens franceses mundo afora.
Nesse sentido, o filme se ambienta em locais propícios para o conflito de imagem e força: no colégio interno, no exército, no spa, onde o personagem sempre se vê levado a questionar a própria identidade e tentar reafirmá-la.
Cena do longa
Apesar de ser longo além da conta, o filme surpreende e entrega mais do que uma visão bem humorada sobre a homossexualidade, tratando de julgamentos equivocados e a necessidade de compaixão para lidar com eles às vezes.
Confira o trailer do longa:
*****
'EU, MAMÃE E OS MENINOS'
Título Original:
LES GARÇONS ET GUILLAUME, À TABLE
Gênero:
Comédia Dramática
Direção:
Guillaume Gallienne
Roteiro:
Guillaume Gallienne
Elenco:
André Marcon, Françoise Fabian, Guillaume Gallienne
A 39ª edição dos prêmios da Academia Francesa de Cinema, o César Prix, aconteceu na noite de ontem (28), em Paris e o longa com o maior número de indicações foi também o grande vencedor: a comédia 'Les Garçons et Guillaume, a Table!', estreia do ator Guillaume Gallienne na direção e que tem Diane Kruger no elenco.
A produção - que ainda não tem previsão de estreia no Brasil - foi sucesso de bilheteria na França e concorria a 10 César - ganhou cinco, incluindo Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Roteiro Adaptado.
Outro longa premiado ontem e que ainda não foi lançado por aqui é 'Venus in Fur', de Roman Polanski, vencedor do César de Melhor Direção.
Finalmente, uma premiação colocou o superestimado vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado no seu devido lugar: 'Azul é a Cor Mais Quente' ganhou apenas o prêmio de Atriz Revelação, para a protagonista Adèle Exarchopoulos.
Outro destaque da premiação foi a entrega do César Honorário à atriz americana Scarlett Jonhansson, que recebeu o troféu das mãos de Quentin Tarantino.
O diretor americano disse no palco que gostaria de ter votado nela no Oscar pelo filme 'Ela', em que Johansson faz a voz do sistema operacional por quem o personagem de Joaquin Phoenix se apaixona - só que a Academia não aceitou a inscrição da atriz, por não considerar sua performance 'elegível'.
Scarlett agradeceu o prêmio, citando o César como um "refúgio cultural".
Tarantino também participou do César como indicado - ele concorria na categoria Melhor Filme Estrangeiro com 'Django Livre', mas o vencedor foi o belga 'Alabama Monroe'.
Cena de "Les Garçons Et Guillaume, A Table!" - Divulgação
Confira a lista completa dos premiados no César Prix 2014:
MELHOR FILME
"Les Garçons Et Guillaume, A Table!"
MELHOR DIREÇÃO
Roman Polanski, 'Venus In Fur'
MELHOR ATRIZ
Sandrine Kiberlain, '9 Mois Ferme'
MELHOR ATOR
Guillaume Gallienne, 'Les Garçons Et Guillaume, A Table!'
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Adèle Haenel, 'Suzanne'
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Niels Arestrup, 'Quai D’Orsay'
ATRIZ REVELAÇÃO
Adèle Exarchopoulos, 'Azul é a Cor Mais Quente'
ATOR REVELAÇÃO
Pierre Deladonchamps, 'Um Estranho no Lago'
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Albert Dupontel, '9 Mois Ferme'
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Guilaume Gallienne, 'Les Garçons Et Guillaume, A Table!'
MELHOR FIGURINO
Pascaline Chavanne, 'Renoir'
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Stéphane Rozenbaum, 'A Espuma dos Dias'
MELHOR CURTA ANIMADO
'Mademoiselle Kiki Et Les Montparnos', Amélie Harrault
MELHOR LONGA ANIMADO
'Loulou L’Incroyable Secret', Eric Omond
MELHOR FILME DE ESTREIA
'Les Garçons Et Guillaume, A Table!', Guillaume Gallienne
MELHOR DOCUMENTÁRIO
'Sur Le Chemin De L’Ecole', Pascal Plisson
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Martin Wheeler, 'Michael Kohlhaas'
MELHOR CURTA
'Avant Que De Tout Perdre', Xavier Legrand
MELHOR FOTOGRAFIA
Thomas Hardmeier, 'The Young And Prodigious Mr Spivet'
MELHOR MONTAGEM
Valérie Deseine, 'Les Garçons Et Guillaume, A Table!'
MELHOR SOM
Jean-Pierre Duret, Jean Mallet & Mélissa Petitjean, 'Michael Kohlhaas'
Dirigido e roteirizado por Stéphane Robelin, "E se Vivêssemos Todos Juntos?" é uma comédia francesa de alto nível, que foca num grupo de amigos na faixa dos 60, sem clichês de muitos filmes que abordam essa faixa de idade.
Desnudando o passado de cada um e mostrando apenas o essencial, o espectador conhece os protagonistas no presente, pessoas tentando tocar a vida, apesar das dificuldades que só se acumulam com o passar do tempo.
Jeanne (Jane Fonda, maravilhosa) é uma americana vivendo na França desde a adolescência, professora de filosofia aposentada e que agora de decida a cuidar do marido Albert (Pierre Richard), que começa a sofrer as perdas de memória decorrentes do Mal de Alzheimer.
Ela também tem um problema de saúde, embora repita sempre que está tudo bem.
Imagens dessa postagem: Divulgação - Imovision
Jeanne (Jane Fonda) e Albert (Pierre Richard), um dos casais do longa
Annie (Geraldine Chaplin, sensacional) e Jean (Guy Bedos), o outro casal, continuam apaixonados um pelo outro, mas, quando um amigo dos quatro, Claude (Claude Rich), ex-fotógrafo, começa a ter dificuldades para cuidar de si mesmo e é internado numa clínica pelo filho, Bernard (Bernard Malaka), os dois casais resolvem tirá-lo de lá - a fuga pelos corredores é sen-sa-cio-nal! - para irem morar, os cinco, juntos, no que eles chamam de "comunidade".
Annie (Geraldine Chaplin), Jean (Guy Bedos), Claude (Claude Rich), Albert (Pierre Richard) e Jeanne (Jane Fonda), em cena do longa
É nesse momento que as diferenças e desentendimentos começam, pois, apesar de amigos, começam a aflorar segredos do passado de todos.
No meio dessa guerrinha de egos muito particular - e muito divertida - entra o jovem alemão Dirk (Daniel Brühl).
Ele sonhava em escrever uma tese sobre anciãos aborígenes, mas, sem conseguir viajar à Austrália, resolve mudar o foco de sua pesquisa para as pessoas da terceira idade na França contemporânea - a pedido de Jeanne.
Dirk (Daniel Brühl) e Jeanne (Jane Fonda), em cena do filme
E é através da curiosidade e surpresas de Dirk que o espectador começa a descobrir os detalhes do grupo: Jeanne tem conversas diretas e maravilhosas com o rapaz,onde, entre outras coisas, conta que já planejou tudo para o seu funeral - numa cena, logo no começo do filme, Jeanne aparece escolhendo seu caixão personalizado, uma das melhores cenas do longa.
Todos, aos poucos, também resolvem se abrir com o jovem, com cenas onde o humor - e não os clichês e a auto piedade tão comuns à velhice - impera.
A curiosidade do diretor ao investigar a fundo uma população europeia com uma expectativa de vida cada vez maior é o que impulsiona, mas nem sempre sustenta, as situações, o que faz com que o longa perca ritmo ao longo da narrativa, mas nada que comprometa a grandeza do roteiro e a atuação impecável do elenco principal.
O elenco principal, em cena do longa
Mas, só de vermos a Diva americana Jane Fonda fazendo dobradinha com a Diva Geraldine Chaplin, além dos atores do time masculino - inclusive a boa composição do alemão Daniel Brühl - já vale o filme.
Se você não conhece Daniel Brühl, deveria conhecer seus outros trabalhos: depois de conquistar renome internacional por “Adeus, Lênin!” (2003) - que lhe rendeu sete prêmios - atuou, no mesmo ano, ao lado de August Diehl, em “Pra que Serve o Amor só em Pensamentos?”.
Em 2004, estrelou “Farland” e “The Edukators” - muito bem recebido no Festival de Cannes - e fez o papel de um violinista misterioso, ao lado de Dame Judi Dench, em “O Violinista que Veio do Mar”, antes de estrelar na co-produção internacional, “Joyeux Noël” (2005).
Em 2007, fez uma pequena participação em “O Ultimato Bourne” e, em 2009, apareceu muito bem em "Bastardos Inglórios", de Quentin Tarantino.
Confira o trailer do longa:
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'E SE VIVÊSSEMOS TODOS JUNTOS?'
Título Original:
Et si on Vivait tous Ensemble?
Diretor:
Stéphane Robelin
Elenco:
Geraldine Chaplin, Jane Fonda, Guy Bedos, Daniel Brühl, Claude Rich, Pierre Richard, Bernard Malaka, Camino Texeira, Gwendoline Hamon, Shemss Audat, Gustave de Kervern, Laurent Klug
Produção:
Christophe Bruncher, Philippe Gompel, Aurélia Grossmann
Roteiro:
Stéphane Robelin
Fotografia:
Dominique Colin
Trilha Sonora:
Jean-Philippe Verdin
Duração:
96 min.
Ano:
2012
País:
França, Alemanha
Gênero:
Comédia
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Imovision
Estúdio:
Studio 37 / Les Films de la Butte / Rommel Film / Manny Films / Home Run Pictures
Um dos temas que eu mais gosto de ver nas telonas - cinebiografias de artistas - ganhou agora um longa que mescla um começo na África, passa a Paris e finalmente chega ao auge na obra de um dos maiores cantores americanos de todos os tempos, com todos altos e baixos que uma trajetória dessas pode apresentar.
No longa do diretor Florent-Emilio Siria, "My Way: O Mito Além da Música" - que estreou ontem em São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza - o diretor reconta para as novas gerações a trajetória do cantor e compositor pop francês Claude François (Jérémie Renier), destacando na vida do protagonista apenas o que ele tem de pior: sua personalidade narcisista e irritante, incapaz de atrair a simpatia do público pelo filho de um francês (Marc Barbe) casado com uma italiana (Monica Scattini), casal de posição social e econômica no Egito dos anos 50.
Claude é criado pelo pai para tornar-se um violinista, se sai bem com sua aplicação mas, no início da vida adulta, resolve abraçar a música popular,encontrando total oposição paterna.
Com a chegada de Gamal Abdel Nasser ao poder egípcio e com as ações nacionalistas implantadas pelo governo - com maciço apoio popular - a vida dos estrangeiros fica impraticável e a família François é obrigada a abandonar o país e recomeçar a vida na Europa, onde Claude tem que trabalhar para sobreviver e ajudar a sustentar a família, agora pobre.
Sem saída, Claude passa a encarar seriamente a música como meio de vida, mas pagará o preço de sair de casa debaixo do desprezo do pai, que rompe relações com ele - apenas a mãe e a irmã lhe são solidárias.
Imagens: Divulgação - Pandora Filmes
Jérémie Renier como Cloco, em cena do longa
E começa a sua batalha de vida: todas as tentativas para gravar um disco dão em nada e suas músicas não interessam às gravadoras, que naquele momento surfava no início da febre do rock.
Antenadíssimo, Claude resolve mudar seu estilo e acaba conseguindo gravar um disco, que marca o início do seu sucesso e torna-o tão popular quanto Johnny Hallyday - o maior roqueiro francês de todos os tempos.
Logo depois, sua canção "Comme d'habitude", torna-se sucesso mundial na versão em inglês, "My Way", gravada nada menos que pela lenda Frank Sinatra, e se torna uma das músicas mais associadas ao cantor e ator americano, em toda sua carreira.
As cenas de Claude no auge, a perfeita direção de arte da época, os belos figurinos e a presença cênica desse estupendo ator que é Jérémie Renier resultam num belo filme, ainda mais com a direção segura de Florent-Emilio Siri.
O longa continua acompanhando a carreira de Cloclo - como Claude passa a ser conhecido - e os problemas que a fama lhe traz, como sua obsessão pelo sucesso, o rigor extremo com os músicos que o acompanham, com as groupies que o perseguem e que acabam com seu casamento, levando-o a um final trágico.
Jérémie Renier, em cena do filme
Claude François não conseguiu realizar seu maior sonho - aproximar-se de seu ídolo, Sinatra - mas eternizou sua existência como o autor de uma canção belíssima e simplesmente inesquecível.
Confira o trailer do filme:
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"MY WAY, O MITO ALÉM DA MÚSICA"
Título Original:
Cloclo/ My Way
Diretor:
Florent-Emilio Siri
Elenco:
Jérémie Renier, Benoît Magimel, Monica Scattini, Sabrina Seyvecou, Ana Girardot, Joséphine Japy, Maud Jurez, Marc Barbé, Eric Savin, Sophie Meister, Janicke Askevold, Édouard Giard, Jérémy Charbonnel
Produção:
Cyril Colbeau-Justin, Jean-Baptiste Dupont
Roteiro:
Florent-Emilio Siri, Julien Rappeneau,
Fotografia:
Giovanni Fiore Coltellacci
Trilha Sonora:
Alexandre Desplat
Duração:
148 min.
Ano:
2012
País:
França, Bélgica
Gênero:
Drama
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Pandora Filmes
Estúdio:
LGM Productions / StudioCanal / TF1 Films Production / uFilm / Belgacom / Canal+ / Ciné+ / TF1 / Coficup / Backup Films / Région Wallone / Le Fonds d'Action de la Sacem / Flèche Productions / 24C Prod / Rockworld / JRW Entertainment / Emilio Films / A Plus Image 3