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sábado, 23 de fevereiro de 2019

R.I.P.: STANLEY DONEN, UM DOS MAIORES DIRETORES DE MUSICAIS DE TODOS OS TEMPOS

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Ex-dançarino da Broadway, ele levou sequências imaginativas de danças para a tela, como 'Cantando na Chuva' e 'Sete Noivas para Sete Irmãos'
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Stanley Donen dirigiu alguns dos maiores musicais de Hollywood, como “Cantando na Chuva”, com Gene Kelly, “Sete Noivas para Sete Irmãos” e “Um Dia em Nova York”.

Donen morreu de ataque cardíaco na quinta (21), em Nova York, segundo o Chicago Tribune, citando um dos seus filhos, Mark Donen.

No Oscar de 1997, Donen ganhou o prêmio honorário da Academia pelo conjunto da obra.

Introduzido por outro grande diretor, Martin Scorcese, o diretor, além de agradecer, ainda impressionou a todos ao fazer uma pequena performance no palco, não prevista.

Veja:


O ex-dançarino da Broadway levou sequências imaginativas de danças para a tela - Fred Astaire dançou em uma parede e no telhado em “Casamento Real” (1951) - durante uma carreira que o estabeleceu como um dos mestres do cinema musical.

Mas Donen também teve sucesso com outros gêneros, dirigindo a comédia “Bedazzled” (1967), com Peter Cook e Dudley Moore, o romance “Charada” (1963), com Cary Grant e Audrey Hepburn, e a comédia romântica “Indiscreta” (1958), com Grant e Ingrid Bergman.

Stanley Donen dá a claquete final em 12 de fevereiro de 1958 de 'Indiscreta', ao lado de Cary Grant e Ingrid Bergman. FOX PHOTOS/GETTY IMAGES

“Cantando na Chuva” (1952), co-dirigido por Donen ao lado de Kelly, é um clássico de música e dança, considerado pelo Instituto Americano de Cinema, em 2006, como o maior musical já realizado.

Com Gene Kelly, nas filmagens de 'Cantando na Chuva' - Getty

O filme apresenta uma das sequências mais memoráveis da história do cinema americano - Kelly cantando a música tema, carregando um guarda-chuva e dançando enquanto a água caía, em uma rua, com uma performance virtuosa e acrobática.

O longa, que mostra a Hollywood de 1927, quando os filmes transitavam do mudo para o sonoro, alcançou sucesso apenas modesto na época do seu lançamento, mas ganhou estatura de cult com o passar dos anos.

Ao contrário de muitos outros musicais, foi feito para o cinema e não foi uma adaptação da Broadway.

Donald O’Connor, Debbie Reynolds, Jean Hagen e Cyd Charisse fizeram parte do elenco.

Relembre:


Donen também co-dirigiu “Um Dia em Nova York” (1949), com Kelly, que atuou ao lado de Frank SinatraDonald O’Connor na história de três marinheiros em terra firme.

O filme foi filmado fora do estúdio em Nova York - a primeira vez que isso aconteceu em um musical - e apresentou músicas marcantes como “New York, New York - A Wonderful Town'.

Assista:


“Casamento Real”, dois anos depois, foi o primeiro trabalho solo de Donen na direção, com Fred Astaire atuando ao lado de Jane Powell.

Donen dirigiu o ambicioso “Sete Noivas para Sete Irmãos” (1954), com Powell e Howard Keel, e foi nomeado ao Oscar, por Melhor Filme. Como em “Um Dia em Nova York”, ganhou o Oscar de melhor música.

Confira a dança principal de “Sete Noivas para Sete Irmãos” (1954):


O último dos três filmes co-dirigidos por Donen e Kelly foi “Dançando nas Nuvens” (1955).

Outros musicais dirigidos por Donen incluem: “Funny Face” (1957), com Astaire e Audrey Hepburn; “Um Pijama para Dois” (1957), com Doris Day e co-dirigido pela lenda da Broadway, George Abbott; e “Damn Yankees!” (1958), com Tab Hunter, também co-dirigido com Abbott.

Grande mestre, nos deixou preciosidades vistas e revistas até hoje.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

DUPLA PROTAGONISTA DO NOVO 'MARY POPPINS' RECRIA 22 MUSICAIS EM 12 MINUTOS

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O detalhe é que tudo foi ao vivo, no palco do 'The Late Show', de James Corden
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Lembram quando a atriz Emily Blunt criou uma versão musical de Romeu e Julieta ao lado de James Corden?

Agora, a dupla se reuniu ao ator Lin-Manuel Miranda, parceiro de cena da estrela em O Retorno de Mary Poppins, para recriar 22 musicais em sequência, em apenas 12 minutos - e tudo ao vivo, no palco do programa de Corden.

Surgiram clássicos, como Cabaret, O Mágico de Oz e Cantando na Chuva, além hits de Chicago, Dreamgirls, Os Miseráveis, Moulin Rouge e Mamma Mia!.

A esquete ainda traz uma incrível participação especial e uma propaganda básica de O Retorno de Mary Poppins, é claro.

Repare no 'bullying' com Lin-Manuel Miranda - por ele não ter feito Caminhos da Floresta - e o uso dos mesmos acessórios em diferentes filmes.

Quem diria que o vestido de Mia (Emma Stone) em La La Land poderia se transformar no icônico figurino de A Bela e a Fera?

Confira - e divirta-se:

domingo, 19 de março de 2017

'THE FLASH + SUPERGIRL': CROSSOVER MUSICAL GANHA VÁRIOS VÍDEOS

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O crossover musical de 'The Flash' e 'Supergirl' ganhou vários vídeos de bastidores
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Nesse primeiro, vemos entrevistas com o elenco e alguns detalhes da trama.

Assista:

Nesse segundo, os atores continuam falando sobre o episódio duplo.

Veja:

Finalmente, uma chamada do especial, já legendada por fãs brasileiros.

Confira:

Confira a sinopse de 'Supergirl' ("Star-Crossed"):

"Uma nova vilã (Teri Hatcher) chega à National City, deixando a Supergirl (Melissa Benoist) em alerta.

Enquanto isso, Winn (Jeremy Jordan) tem problemas com a lei por conta de sua namorada, Lyra (Tamzin Merchant).

Maggie (Floriana Lima) tenta ajudar, mas esbarra em problemas antigos.

Por fim, o Mestre da Música (Darren Criss) ataca Supergirl."

Confira a sinopse de 'The Flash' ("Duets"):

"Barry (Grant Gustin) e o time S.T.A.R. Labs são surpreendidos quando Mon-El (Chris Wood) e Hank Henshaw (David Harewood) chegam na sua Terra pedindo ajuda para acordar Supergirl, que entrou em um tipo de coma causado pelo Mestre da Música.

O problema é que o vilão coloca Flash em uma situação similar e ninguém consegue curar.

Kara e Barry acordam sem seus poderes numa realidade alternativa e a única forma de escapar e é seguir o roteiro, cantando e dançando até o final."

Como as sinopses indicam, os episódios irão seguir o mesmo modelo do crossover "Invasion!", com os eventos começando em algum momento do episódio de 'Supergirl' e o enredo se desenrolando de fato em 'The Flash'.

"Star-Crossed" vai ao ar amanhã, dia 20 de março, enquanto "Duets" será exibido no dia 21 no canal The CW dos EUA.

No Brasil, as séries são exibidas pelo canal Warner - que deve exibir o crossover musical daqui a duas semanas.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

CROSSOVER MUSICAL DE 'THE FLASH' E 'SUPERGIRL' TEVE SUAS MÚSICAS DIVULGADAS

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O crossover musical de 'The Flash' e 'Supergirl' contará com canções originais
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Crazy, Ex-Girlfriend 's , Rachel Bloom, Caro Evan Hansen, Benj Pasek e Justin Paul escreveram novas músicas para o crossover musical.

"Superfriends", escrito por Bloom, será interpretado por Grant Gustin e Melissa Benoist, e "Runnin Home to You", de Pasek e Paul, será interpretado por Gustin.

"Benj e Justin são a dupla que faz canções de estréia para o nosso tempo", disse o produtor executivo Andrew Kreisberg em um comunicado.

"Eles não só são dois dos mais talentosos que eu e Greg [Berlanti] já conhecemos. Tê-los em nosso episódio musical está além de nossas expectativas mais selvagens. Esperamos que todos se apaixonem pela música que escreveram para nós tanto quanto nós ".

"Assim que ouvi que eles estavam fazendo um crossover musical, eu enviei um e-mail para Mark Pedowitz que me conectou a Greg e Andrew. Eu imediatamente ofereci os meus serviços ", disse Bloom em um comunicado divulgado pelo BuzzFeed News, o primeira a revelar que ele escreveu uma canção para o episódio .

"Assim que eles escolheram uma das minhas músicas, eu pulei no telefone com meu velho chefe Tom Root e nós escrevemos a música 'Superfriends.' Estou tão animado para contribuir mais para a tendência ascendente que é musicais na televisão e cinema. A música pode ser uma das formas mais surpreendentes e eficientes de contar histórias e desenvolvimento de personagens. Além disso, foi muito divertido escrever uma canção de comédia para dois super-heróis. "

"Duet", que a estrela de 'Glee', Darren Criss, cantará como o vilão Mestre da Música,  também contará com performances vocais de Jesse L. Martin, Carlos Valdes, Jeremy Jordan, Victor Garber ('Legends of Tomorrow') e também de John Barrowman, que atualmente estrela em 'Legends' .

O crossover musical começa no final do episódio de 'Supergirl' que será exibido pelo CW em 20 de março e continua em 'The Flash', no dia seguinte.

'Supergirl' vai ao ar às quartas e 'The Flash' às quintas, ambos às 22h30, no canal brasileiro Warner.

Aproveite e veja uma entrevista de Melissa Benoist ao EW, falando justamente sobre o crossover:

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

'SUPERGIRL + THE FLASH': CROSSOVER MUSICAL DAS SÉRIES DO CW NÃO FOI O ÚNICO

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Confira outras séries que colocaram seus elencos para cantar
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Duas das maiores audiências do canal The CW, 'Supergirl' e 'The Flash' terão um novo crossover, desta vez musical e onde boa parte do elenco vai soltar a voz.

A cantoria, porém, terá motivo para acontecer: os heróis serão hipnotizados pelo vilão Mestre da Música, que coloca suas vítimas para cantar e dançar.

Para quem assistia a 'Glee' (2009-15), uma boa surpresa: o ator Darren Criss, que interpretou Blaine na série, foi escalado para viver o Mestre da Música - ou seja: ele vai se reencontrar com Grant Gustin (que vive o Flash) e Melissa Benoist (a Supergirl), que contracenaram com ele na produção musical da Fox - Gustin era o bad boy Sebastian, do coral rival, e Melissa fazia a inocente Marley.

Grant Gustin (à esq.) e Darren Criss na época de 'Glee': eles vão se reunir no crossover musical e Darren será o vilão

Além de Criss, Gustin e Melissa, vão soltar a voz Jesse L. Martin (Joe West, de Flash), Victor Garber (Martin Stein, ex-Flash e atualmente em Legends of Tomorrow), Carlos Valdes (Cisco, de Flash), Jeremy Jordan (Winn, de Supergirl) e John Barrowman (Malcolm Merlyn, ex-Arrow e atualmente em Legends of Tomorrow).

Nos quadrinhos, o personagem Mestre da Música sofreu bullying na infância por fazer parte do coral da escola, até descobrir que conseguia hipnotizar os outros com sua voz aguda.

Dessa forma, ele passou a se vingar dos seus rivais que o humilharam, forçando-os a cantar sem parar.

O Mestre da Música também utilizava uma batuta de maestro que disparava lasers com formato de partituras e utilizava uma motocicleta similar a uma nota musical - esses elementos dos quadrinhos e dos desenhos animados não devem ser usados nas duas séries, que optam por um visual menos caricato.

Os episódios de 'The Flash' e 'Supergirl' têm exibição prevista para março nos Estados Unidos.

O Warner Channel não informa a data de exibição no Brasil, mas ela deve acontecer duas semanas após a exibição americana.

Como aquecimento para esse evento, separamos outras cinco séries que também tiveram um episódio musical - séries musicais por natureza, como 'Smash' ou a própria 'Glee', não entraram nessa compilação.

Confira:

Grey’s Anatomy
Em sua sétima temporada, a produtora Shonda Rhimes decidiu aproveitar o talento musical de seu elenco e fez um episódio em que todos cantavam. 

A história começava com Callie (Sara Ramirez) e Arizona (Jessica Capshaw) sofrendo um grave acidente de carro. 

A primeira ficou entre a vida e a morte e, enquanto seu espírito caminhava pelo hospital, ela cantava e via os outros médicos cantando músicas que marcaram a trilha sonora da série em anos anteriores, como Chasing Cars, da banda Snow Patrol.

Sara Ramirez (olhando para cima) entre médicos que tentam salvar a vida de sua personagem

Buffy, a Caça-Vampiros
A série que misturava dramas intensos com humor descompromissado ousou em sua sexta temporada: o episódio Once More with Feeling mostrava a chegada de um demônio sapateador (Hinton Battle) a Sunnydale. 

Com seus poderes, ele fez com que os moradores da cidade começassem a cantar e dançar a qualquer momento e, nas músicas, revelassem seus segredos mais íntimos. 

O CD com as canções originais fez tanto sucesso entre os fãs que chegou ao terceiro lugar na lista da Billboard de trilhas sonoras

Destaque para a dramática Walk Through the Fire.

Sarah Michelle Gellar (centro) canta, com Emma Caulfield e Amber Benson de backing vocals

Scrubs
A comédia sobre estudantes de medicina abusou do bom humor no episódio My Musical. 

A paciente da semana era Patti Miller (Stephanie D’Abruzzo), cujo aneurisma no cérebro a fazia imaginar que todos estavam cantando e dançando à sua volta. 

Assim, as canções tratavam de questões cotidianas, como Everything Comes Down to Poo, a respeito do cocô, e Guy Love, sobre o "bromance" (amizade que beira o romance platônico) entre JD (Zach Braff) e Turk (Donald Faison)

As duas músicas, inclusive, foram indicadas ao Emmy de canção original em 2007.

Zach Braff (à esq.) e Donald Faison fazem número musical sobre cocô em cena de Scrubs

Xena, a Princesa Guerreira
Sucesso na década de 1990, a série fazia episódios fora do padrão com frequência. 

Na quinta temporada, Lyre, Lyre, Hearts on Fire colocou Xena (Lucy Lawless), Gabrielle (Renne O’Connor) e Joxer (Ted Raimi) para participar de uma batalha entre bandas. 

As sequências de ação e luta da princesa guerreira deram lugar a números musicais com sucessos como War (da banda The Temptations), Dancing In the Moonlight (de King Harvest) e Sisters Are Doin’ It for Themselves (parceria da dupla Eurythmics com Aretha Franklin).

Renee O'Connor (à esq.) e Lucy Lawless soltaram a voz em vários números musicais de Xena

That ‘70s Show
Uma série que se passava na década de 1970 não poderia deixar de ter um episódio focado nas músicas que fizeram sucesso na época. 

Assim, um capítulo da quarta temporada de That ‘70s Show mostrou Fez (Wilmer Valderrama) se preparando para participar de um musical na escola. 

Com medo de que seus amigos não o prestigiassem, ele começou a imaginar sequências musicais envolvendo todo o elenco. 

Na trilha, canções como Love Hurts (Nazareth) e Shake Your Groove Thing (Peaches and Herb)

O cantor Roger Daltrey, da banda The Who, também fez uma participação no episódio.

Wilmer Valderrama (ao centro) dançou e cantou hits da década de 1970 em That '70s Show

Fotos: Divulgação
Fonte: site Notícias da TV

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

'LA LA LAND - CANTANDO AS ESTAÇÕES': FEITO SOB MEDIDA PARA SONHADORES E AMANTES DA ARTE, MUSICAL ENTREGA DESEMPENHOS NOTÁVEIS E SE CANDIDATA COMO FAVORITO AO OSCAR


SINOPSE:

Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente.

Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

CRÍTICA:

Declaração de amor à Hollywood, especialmente à sua era de ouro, 'La La Land - Cantando As Estações', em exibição em 256 salas em todo o Brasil, é um musical instigante, muito bem dirigido e roteirizado por Damien Chazelle (Whiplash) e com grandes atuações de Emma Stone e Ryan Gosling.

No entanto, o longa é muito mais que isso, é um filme apaixonante, capaz de tocar a todos com sua história sobre a importância de sonhar e nunca desistir de seus objetivos diante das adversidades.

La La Land - Cantando Estações : Foto Emma Stone, Ryan Gosling
Emma Stone e Ryan Gosling são os protagonistas do musical - Fotos dessa postagem - Divulgação/Paris Filmes
Com muitas referências e homenagens a filmes clássicos, o longa também traz algo novo ao gênero musical - a forma como explora a busca pela realização de sonhos e o custo disso é um dos pontos fortes da obra.

O roteiro é capaz de trabalhar com dicotomias como essa, enquanto o próprio longa alterna momentos musicais surrealistas e cenas duras e realistas, repletas de diálogos bem construídos.

A mistura, na medida certa, de drama, musical e comédia também é muito bem-vinda.

A trama trabalha bem com os estereótipos sobre a vida em Los Angeles enquanto segue dois sonhadores que vieram à cidade tentar a sorte.

La La Land - Cantando Estações : Foto Emma Stone
Mia (Emma Stone), em cena do longa
Mia (Emma Stone) quer ser atriz, mas não encontrou sucesso nos testes de elenco.

Por isso, trabalha em uma cafeteria dentro dos estúdios da Warner Bros.

Sebastian (Ryan Gosling) pretende abrir um clube de jazz, mas apenas consegue trabalho em restaurantes e festas, onde desperdiça seu talento.

Quando se encontram, o amor pela arte se torna combustível para a paixão e um incentiva o outro a seguir seus objetivos.

Ryan e Emma têm uma química incrível e realmente parecem pessoas reais.

Mia é graciosa e mostra uma incrível força interna, mesmo quando está vulnerável e sem dúvida é o coração da obra.

La La Land - Cantando Estações : Foto Ryan Gosling
Sebastian (Ryan Gosling) em cena
Sebastian é cabeça dura, porém capaz de aprender com seus erros - seu desenvolvimento na trama, causado em boa parte por Mia, é credível e tocante.

Dito isso, é um pouco estranho ver um jovem branco retratado como salvador do Jazz - um protagonista afro-americano traria força e um elemento importante de representatividade ao longa.

Como esperado, o musical não seria o mesmo sem sua ótima trilha sonora.

Criada pelo talentoso Justin Hurwit no estilo dos musicais dos anos 50, mas com um viés moderno, é cativante e capaz de capturar o clima das cenas.

Até por isso a abertura ambientada em uma autoestrada de Los Angeles é tão incrível ao definir o tom otimista da narrativa e mostrar centenas de sonhadores em busca de seus objetivos na cidade dos anjos.

A forma natural como Ryan e Emma cantam e dançam, sem a precisão dos clássicos de outrora, os mantém como duas pessoas reais simplesmente expressando seus sentimentos pela música, mas ainda capazes de nos lembrar das estrelas do passado de Hollywood.

Mesmo os momentos surrealistas são facilmente entendidos como uma viagem da mente desses dois apaixonados pelas artes, por isso funcionam tão bem.

Metalinguagem tem um papel importante na trama, seja com referências a clássicos como 'Cantando Na Chuva', 'O Balão Vermelho', 'Casablanca' e até 'A Bela Adormecida', seja com pequenas pistas de para onde a trama e o destino desses personagens está seguindo.

La La Land - Cantando Estações : Foto
Cena do longa
As cores também são bem pensadas, capazes de representar o humor dos personagens e sempre garantindo belas composições na tela, especialmente nas cenas de dança.

Visualmente, o longa impressiona com bela fotografia, ótimas planos abertos de Los Angeles, closes impactantes e momentos marcados pela diminuição da luz para destacar um ator na cena.

E as cenas músicas dispensam elogios.

A conclusão perfeita dessa obra nos lembra das coisas que deixamos para trás em busca de nossos sonhos e objetivos.

Lembramos que a vida é feita de escolhas e essas escolhas nos definem como pessoas e profissionais.

'La La Land' consegue tocar, sem ser melodramático, possui um roteiro bem construído capaz de nos fazer vibrar, torcer, xingar, cantar e chorar ao lado de ótimos protagonistas.

Otimismo e realidade se misturam em uma história fantasiosa e, ao mesmo tempo, realista.

É uma obra feita sob medida para sonhadores e amantes da arte e, só isso, já mais do que vale o ingresso.

O musical vem colecionando prêmios nessa temporada - só no Globo de Ouro, levou sete - e se candidata, com sobras à estatueta de Melhor Filme no Oscar.

Filmaço.

TRAILER:


FICHA TÉCNICA:
'LA LA LAND - CANTANDO AS ESTAÇÕES'
Título Original:
LA LA LAND
Gênero:
Romance, Musical
Direção e Roteiro: 
Damien Chazelle
Elenco:
Amiée Conn, Ana Flavia Gavlak, Callie Hernandez, Cameron Brinkman, Candice Coke, Emma Stone, Finn Wittrock, Hemky Madera, J.K. Simmons, Jason Fuchs, Jessica Rothe, John Legend, Kiff VandenHeuvel, Meagen Fay, Miles Anderson, Rosemarie DeWitt, Ryan Gosling, Sandra Rosko, Sonoya Mizuno, Trevor Lissauer, Zoë Hall
Produção:
Fred Berger, Gary Gilbert, Jordan Horowitz, Marc Platt
Fotografia:
Linus Sandgren
Montador:
Tom Cross
Trilha Sonora:
Justin Hurwitz
Duração:
127 min.
Ano:
2016
País:
Estados Unidos
Cor:
Colorido
Estreia:
19/01/2017 (Brasil)
Distribuidora:
Paris Filmes
Estúdio:
Black Label Media / Gilbert Films / Impostor Pictures / Marc Platt Productions
Classificação:
Livre

COTAÇÃO DO KLAU:

terça-feira, 3 de março de 2015

ESPECIAL: 'A NOVIÇA REBELDE' COMPLETA 50 ANOS REAFIRMANDO O PODER DA SUA MÚSICA


Há exatas cinco décadas, o musical 'The Sound of Music' (no Brasil, "A Noviça Rebelde") teve sua estreia em Nova York e tirou "...E o Vento Levou" do topo da lista das maiores bilheterias de todos os tempos, onde estava por quase trinta anos.

Adaptação do musical da Broadway de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II - que por sua vez dramatizou a história real da família Von Trapp - o filme - dirigido por Robert Wise e estrelado por Dame Julie Andrews e Christopher Plummer (o diretor chegou a cogitar o nome de Yul Brynner para interpretar o capitão Von Trapp) - foi inicialmente ignorado pela crítica, que depois o reconheceu como um dos grandes musicais da história.

Dame Julie Andrews em cena de 'A Noviça Rebelde' - Divulgação/Fox Film

O filme seria inicialmente dirigido por William Wyler ('Ben-Hur'), que terminou sendo descartado por ter uma visão diferente da dos produtores para o filme.

Nestes cinquenta anos e muito bem recebido pelo público, a influência de "A Noviça Rebelde" na cultura pop foi irresistível.

Confira a abertura do musical:


Não que os cinemas tenham sido invadidos por produções com freiras cantoras – "The Singing Nun", lançado no ano seguinte com Debbie Reynolds, foi um fracasso retumbante - mas as as canções de 'A Noviça Rebelde', traduzidas para o cinema, se tornaram o principal fator de sucesso do longa.

A maior prova aconteceu no palco da última cerimônia do Oscar, quando Lady Gaga, despida de sua figura extravagante e destacando apenas sua belíssima voz, liderou a homenagem da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood  pelo meio céculo de lançamento do filme , interpretando trechos de clássicos imortalizados na voz de Dame Andrews - como "The Sound of Music" e "Edelweiss"- arrancando aplausos emocionados da plateia de astros e estrelas.

Ao final, ainda ganhou ganhou um abraço e um sincero elogio da própria Dame Julie Andrews.

Confira a performance de Lady Gaga no Oscar:


Por falarmos em Julie Andrews: poucas vezes personagem e atriz combinaram tão bem e embora ela fosse a primeira escolha de Robert Wise, a 20th Century Fox não estava tão certa, mirando em atrizes mais conhecidas, como Grace Kelly e Shirley Jones.

"Mary Poppins" ainda não havia sido lançado quando a produção de "Noviça" começou, e Wise, ao lado do roteirista Ernest Lehman, assistiram a trechos do filme na Disney.

Bastaram alguns minutos para o diretor saber não só que havia encontrado sua estrela, como ela seria uma das maiores do mundo assim que "Poppins" chegasse aos cinemas.

E Dame Julie Andrews foi grande, teve uma carreira brilhante, que se perpetua até hoje.

Confira a música 'Edelweiss':


Embora tenha estourado no cinema, "A Noviça Rebelde" teve sua aura pop amplificada nos palcos: a produção original de 1959 na Broadway é montada até hoje, com um primeiro revival em Londres em 1981, seguido por um na Broadway em 1998 e um segundo na capital inglesa em 2006 – que terminou contratando uma desconhecida como protagonista, depois que negociações com Scarlett Johansson não tiveram sucesso.

Além disso, "A Noviça Rebelde" já teve diferentes montagens por todo o mundo - inclusive no Brasil, com Kiara Sasso e Herson Capri,  em 2008 no Rio de Janeiro e em São Paulo.

"A Noviça Rebelde" não era um musical em sua concepção: a família Von Trapp verdadeira fugiu da Europa para os Estados Unidos no auge da Segunda Guerra Mundial, e Maria, a matriarca que deixou o convento para se casar com um nobre, publicou sua história em 1949.

"A Família Trapp" foi o primeiro filme baseado em sua história, uma produção alemã de 1956 que teve uma continuação dois anos depois.

A versão de Robert Wise com Julie Andrews é inspirada na vida de Maria, mas toma diversas liberdades, alterando a cronologia dos fatos e criando uma história de amor poderosa que, segundo a própria Maria Von Trapp, era mais conveniência que um sentimento real.

Nessa cena, Maria dança com o Capitão:


A trama, porém, é a mesma: Maria é uma noviça que passa a ser governanta da mansão de um nobre, o barão Georg Von Trapp.

A educação dos sete filhos do barão, que então era viúvo, se torna leve quando Maria descobre a vocação natural de todos para a música – transformados em um grupo vocal, eles usam o poder da música para fugir dos nazistas.

A verdadeira Maria Von Trapp - Divulgação

Quando começou a produção de seu "A Noviça Rebelde", Wise conversou com Maria e deixou claro que não se tratava de um documentário, e sim uma dramatização de sua história de vida.

Foi uma cortesia, já que ela havia vendido os direitos de seu livro em 1950 e não tinha poder de veto.

Ainda assim, ela surge em uma das cenas do longa em Salzburgo, ao lado de uma de suas filhas.

Maria morreu em 13 de fevereiro de 2014 nos EUA - país que sua família adotou após a fuga da Europa.

Tinha 99 anos.

Confira a música 'Do-re-mi':


É a prova que a vida real, por mais fascinante, precisa do tempero da fantasia para criar uma obra eterna.

Confira as curiosidades da produção:

1.
O primeiro número musical do filme, 'The Sound of Music', foi exatamente o último a ser rodado pelo elenco enquanto estava na Europa. 
As filmagens desta cena ocorreram em junho e julho de 1964.

2.
A frente e os fundos da fazenda do capitão Von Trapp foram filmadas em dois locais diferentes em Salzburgo, na Áustria.

3.
Muita gente ainda hoje acredita que a canção 'Edelweiss', uma das que são cantadas no filme, é uma tradicional canção austríaca tal como a flor que lhe deu o nome, a edelvais; na verdade ela foi escrita para o musical e é pouco conhecida na Áustria.

4.
Christopher Plummer não cantou - foi dublado pelo cantor Bill Lee em todas as cenas em que o capitão aparece cantando.

5.
O musical ocupa a quarta colocação na Lista dos 25 maiores musicais americanos de todos os tempos, feita pelo American Film Institute (AFI) e divulgada em 2006.

6.
Do elenco de crianças filhas do Capitão, a única que teve algum destaque após ter participado do musical foi Angela Cartwight: a intérprete de Brigitta fez um sucesso absurdo logo depois, interpretando Penny, a filha do meio da família Robinson, na cult série 'Perdidos no Espaço' (1965-1968).

7.
Há 50 anos, o musical bombou nas premiações da temporada:

Oscar 1966:
Vencedor nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor montagem, melhor som e melhor trilha sonora.
Indicado também nas categorias de melhor atriz (Julie Andrews), melhor atriz coadjuvante (Peggy Wood), melhor fotografia, melhor direção de arte e melhor figurino.

Globo de Ouro 1966:
Vencedor nas categorias de melhor filme - comédia/musical e melhor atriz em comédia/musical (Julie Andrews).
Indicado nas categorias de melhor diretor e melhor atriz coadjuvante (Peggy Wood).

Prêmio Eddie 1966:
Vencedor na categoria de melhor montagem.

BAFTA 1966:
Indicado na categoria de melhor atriz britânica (Julie Andrews).

Pôster original do musical - Divulgação/Fox Film